Copa da Rússia teve melhor logística, mas Brasil ganhou no serviço a turistas, dizem jornalistas estrangeiros
Segunda feira, 16 Julho 2018 08:00:40 -0000

O G1 pediu a jornalistas estrangeiros presentes nas duas últimas copas uma comparação entre os eventos da Rússia em 2018 e do Brasil em 2014; segundo eles, Rússia se mostrou mais preparada para receber o Mundial. Mais do que estádios, hospedar uma Copa do Mundo exige anos de investimentos em infraestrutura, planejamento e trabalho. De acordo com dois jornalistas estrangeiros que estiveram presentes tanto no Mundial da Rússia em 2018 quanto no do Brasil, em 2014, foram os russos que demonstraram estar melhor preparados em geral para receber o maior campeonato de futebol do planeta. Ao G1, Gary Meenaghan, um escocês de 34 anos que esteve em todos os mundiais desde 2010, e o argentino Sebastian Fest, de 47 anos, que já tem a cobertura de seis copas no currículo, afirmaram que a Rússia também surpreendeu em relação à empatia e hospitalidade. Mas quando o quesito é a estrutura turística e o acolhimento dos visitantes, quem ganhou foi o povo brasileiro. Ambos afirmam que já conheciam o Brasil antes de passarem um mês no país para cobrir o Mundial. Meenaghan contou que, pessoalmente, gostou tanto do período que passou entre as cidades-sede brasileiras que se mudou definitivamente para o Rio de Janeiro em 2015. Atualmente, ele está de casamento marcado com uma mineira de Belo Horizonte, que ele conheceu em um Réveillon em Copabacana. Gary Meenaghan, jornalista escocês, esteve em todas as copas desde o Mundial de 2010, na África do Sul; nessa foto de 2014, ele posa em frente ao Mineirão, pouco antes do fatídico '7 a 1' da Alemanha contra o Brasil Arquivo pessoal/Gary Meenaghan Veja a seguir as impressões de ambos sobre o que encontraram nos dois eventos mundiais: 1- Infraestrutura da Copa Estádios O escocês Gary Meenaghan, que escreveu sobre a Copa para jornais do Oriente Médio e da Grã-Bretanha, explica que, assim como no Brasil, o evento da Rússia teve uma mescla de estádios renovados e construídos do zero, sempre seguindo o chamado "padrão Fifa". Sebastian Fest, que cobriu o Mundial na Rússia para o jornal "La Nación", da Argentina, ressalta que, na Copa de 2014, muitos estádios foram concluídos em cima da hora, nas vésperadas das partidas inaugurais. "Eu creio que os estádios russos claramente são melhores que os brasileiros. Me lembro que no Mundial no Brasil estavam terminando os estádios na véspera da inauguração e das primeiras partidas." Localização e acesso A localização das arenas russas, porém, foram mais acessíveis, segundo Meenaghan, com linhas de metrô e bondes servindo diretamente os estádios. "Como na Arena Sochi, que fica no meio do Parque Olímpico, e é até possível caminhar confortavelmente até ela." Ele lembra que, após a partida entre Uruguai e Portugal, precisava pegar um voo em seguida e, com uma caminhada de entre dez e 15 minutos e mais 12 minutos em um táxi sem trânsito, ele conseguiu chegar tranquilamente ao aeroporto. "Os acessos [no Brasil] eram muito mais complicados, às vezes mal indicados, isso não aconteceu na Rússia", disse Fest, ressaltando, ainda, que o sistema de som na Rússia também foi superior. O argentino também contou que os voluntários da Fifa na Rússia aplicaram uma goleada contra os do Brasil. "No Brasil os voluntários em geral não tinham ideia de nada ou indicavam mal." Por causa do tamanho do território russo, o jornalista sul-americano disse que os centros de treinamento das seleções ficaram concentradas principalmente na região de Moscou. "Era uma hora, hora e meia, duas horas de viagem, um congestionamento espantoso, tão grave quanto o de São Paulo, então era muito complicado chegar às seleções." Internet móvel e fixa Meenaghan diz que as salas de imprensa nos dois países eram tão parecidas, das cadeiras aos televisores, tomadas e ônibus de traslado, e até a comida na Rússia parecia ter sido requentada da edição de 2014. Mas Fest aponta uma diferença importante, na qual a Rússia saiu em vantagem. "O serviço 4G de telefonia celular em Rússia, que é 82 vezes melhor que o da Argentina e 75 vezes melhor que o do Brasil. Aí sim que se nota a diferença. Aqui o 4G voa, se pode trabalhar muito bem esteja onde estiver. E no Brasil, não." - Sebastian Fest O jornalista argentino Sebastian Fest tira selfie com um avião da Ural Airlines ao fundo, em um aeroporto russo Arquivo pessoal/Sebastian Fest 2- Transporte Metrô Nessa categoria, a Rússia também saiu ganhando do Brasil. "O metrô em Moscou é uma coisa tremenda, uma das melhores redes do mundo. E como você sabe, no Rio isso é algo embrionário", explicou Fest, para quem a única cidade que oferece uma malha viária mais extensa no Brasil é São Paulo. Ferrovias e estradas Nos traslados entre cidades, ambos os jornalistas foram categóricos: o fato de a Rússia contar com uma extensa malha ferroviária facilitou imensamente a vida de jornalistas e torcedores durante todo o Mundial. Para Meenaghan, as viagens de trem foram "uma das melhores coisas" da Copa na Rússia, principalmente porque o transporte público foi grátis para jornalistas e torcedores com ingresso, e muitas viagens de longa distância de trens também eram, se reservadas com antecedência. "Em vez de pagar mais de R$ 1.200 por um voo só de ida de Sochi a Moscou, eu pude viajar de graça em um trem noturno, economizando o custo do voo e de uma noite de hotel. Claro, a viagem de trem demora, mas como ela tem camas e um café a bordo, é bem confortável e você consegue trabalhar. O wifi nunca funcionava nos mais de dez trens que eu peguei, mas as vistas da janela eram melhores que as vistas por entre as nuvens." - Gary Meenaghan Aeroportos O argentino também elogiou os aeroportos russos, que foram renovados para receber a Copa – o maior empecilho era o alto nível de segurança dos acessos, diz ele, mas os procedimentos de check-in e embarque foram mais agilizados que no Brasil. Já jornalista escocês, que ficou famoso no Brasil em 2014, depois de pegar 29 voos em 28 dias, todos eles sem atraso, teve uma experiência pior nos aeroportos da Rússia. Como andou mais de trem, ele só pegou quatro voos durante a Copa de 2018. "Mas dois atrasaram e minha mala foi parar em Moscou quando eu voei para São Petesburgo", contou ele. A demora da entrega da mala fez com que ele precisasse comprar itens de higiene e emprestar roupas de um colega. Rússia 2018 x Brasil 2014: jornalistas estrangeiros que cobriram as duas copas avaliam eventos em cinco quesitos Rodrigo Cunha/G1 3- Serviços turísticos Acomodação A hospitalidade com os turistas foi o único dos cinco quesitos em que o Brasil acabou na frente da Rússia na comparação dos jornalistas. Para Sebastian Fest, a sede da Copa de 2014 já tinha uma estrutura turística que favoreceu a recepção do grande volume de estrangeiros para o Mundial. "No Brasil vocês têm serviços aos turistas, hotéis em São Paulo, no Nordeste também. A Rússia não tem como estar em vantagem. Moscou é uma grande cidade, São Petesburgo também, e paro de contar. Kazan tem suas coisas, Níjni Novgorod é um pouco de chorar, são cidades pequeninas que turisticamente têm menos serviços e estão menos preparadas que o Brasil" - Sebastian Fest Gary Meenaghan afirma que nos dois países escolheu hospedagens pelo AirBnB e que, apesar de todas as acomodações que alugou terem boas condições de limpeza e acesso ao wifi, o processo de reserva deixou a desejar. "Muitas das minhas reservas foram canceladas depois da confirmação, e alguns me escreveram tentando aumentar o preço em até 30%", afirmou ele, ressaltando que alguns apartamentos eram "ótimos", mas muitos estavam "velhos e sombrios". Restaurantes Meenaghan já havia ido à Rússia para a Copa das Confederações e afirma que se surpreendeu com a boa qualidade e o preço das refeições. "As porções tendem a ser menores que no Brasil, o que pode ser frustrante", afirmou. "Mas a comida em geral é muito saborosa e com uma vasta variedade culinária." Na primeira semana em Moscou, ele diz ter provado refeições típicas da Coreia do Norte, Uzbequistão, Nepal, Geórgia, Itália e Rússia. "Vai ser difícil comer uma refeição satisfatória e beber uma cerveja por menos de 600 rublos [o equivalente a cerca de R$ 40]", explicou Meenaghan. O jornalista argentino Sebastian Fest tira selfie com um avião da Ural Airlines ao fundo, em um aeroporto russo Arquivo pessoal/Sebastian Fest 4- Comunicação Língua Os dois jornalistas já tinham um contato inicial com o português quando vieram ao país para a Copa de 2014. Eles também afirmam que a língua portuguesa também sai em vantagem em relação ao russo por causa do alfabeto cirílico, que impede turistas de entenderem coisas básicas nas ruas e letreiros da Rússia. De acordo com Sebastian Fest, porém, os brasileiros também apresentaram um conhecimento melhor do inglês do que os russos. "Vocês falam mais inglês que os russos, ainda que aqui eu diria que a juventude está falando bem mais inglês. Mas em geral não, esse é um país que não fala inglês, e a estrela foi o aplicativo do Google Translator no celular, em que você falava em castelhano ou em inglês e traduzia ao russo e vice-versa." - Sebastian Fest Sinalização Gary Meenaghan disse que sentiu muita dificuldade em se locomover pelas ruas e metrôs na Rússia. "A falta de sinalizaão em algumas estações de metrô é impressionante, e ler as placas nas ruas é impossível em cirílico", disse ele. "Um amigo meu que cobriu a Copa no Japão e na Coreia disse que a Rússia foi, em termos de língua e sinalização, muito mais difícil." Acolhimento O escocês, que pode comparar a acolhida de 2017, na Copa das Confederações, e a de 2018, disse que os russos evoluíram bastante nessa área, e superaram uma questão cultural: segundo ele, na Rússia, sorrir sem motivo aparente é tido como sinal de estupidez, e isso faz com que eles pareçam mais distantes. "Perguntar aos locais não é tão fácil [quanto no Brasil] porque a cultura é muito fechada, mas notei uma grande diferença do ano passado, quando era quase impossível conseguir que as pessoas te ajudassem. Como se estivessem conscientes de sua reputação fora da Rússia, muitas pessoas se abriram e tentaram ajudar." - Gary Meenaghan Segurança Meenaghan também ressalta que se sentiu mais seguro andando pelas ruas das cidades-sede russas do que no Brasil, também pela sensação de segurança quanto pelo fato de que, em várias delas, o sol nasce entre 3h e 4h da madrugada. Sua impressão é de que os policiais também se mostraram mais lenientes, apesar de ele ter sido abordado duas vezes de forma aleatória e instado a mostrar seus documentos – "um golpe comum no passado, quando a polícia tentava te extorquir e conseguir propina". Simpatia No quesito simpatia, a unanimidade ainda é a favor dos brasileiros e sua acolhida dos visitantes estrangeiros. "O Brasil já sabemos como é, os brasileiros muito amáveis, o Brasil é uma festa, o futebol é o que é, então nesse sentido me parece que o Brasil sempre tem vantagem", afirmou Fest. Mas a recepção russa deixou boas lembranças na memória de ambos. "A Rússia é uma surpresa. Foram muito receptivos, muito amáveis, muito simpáticos, se portaram realmente bem. E são muito mais quentes, sorridentes e empáticos do que se esperava", disse o argentino. Para Meenaghan, não existe comparação, já que a adoração dos brasileiros pelo futebol impacta muito mais na relação com os estrangeiros. "Qualquer pessoa com quem você falava [no Brasil] tinha um interesse na Copa, as ruas estavam pintadas, havia bandeiras e banners e fogos de artifício e uma atmosfera de festa que durou quase um mês. Aqui é diferente: a maioria dos russos com quem falei longe de estádios não ligam para futebol." - Gary Meenaghan Gary Meenaghan durante uma partida de membros da imprensa ao lado da Praça Vermelha e do Kremlin, em Moscou Arquivo pessoal/Gary Meenaghan 5- Custo-benefício em geral Os dois jornalistas dizem que a Rússia acabou sendo mais econômica do que o Brasil de 2014. Depois de sua visita em 2017 para a Copa das Confederações, Meenaghan diz que esperava encontrar uma inflação dos preços neste ano. Acabou encontrando tentativas do tipo na acomodação, mas nos restaurantes ele afirma que isso não foi um problema. No geral, porém, os dois jornalistas acreditam que valeu mais a pena o serviço que encontraram na Rússia. "Se você me pergunta qual país está mais preparado, eu diria que a Rússia. Porque aqui conseguiram organizar um Mundial que funcionou perfeitamente no técnico. Todos os estádios estavam muito bem, todas as instalações e a logística funcionou", conclui Fest.


Encontro entre Trump e Putin deve durar uma hora e meia e será privado
Segunda feira, 16 Julho 2018 04:00:40 -0000

Agenda prevê ainda reuniões dos dois com o presidente finlandês e uma coletiva conjunta. Também em Helsinque, Melania Trump irá tomar café da manhã com primeira-dama local. Trump e Putin conversam durante encontro em Hamburgo, em julho de 2017 Reuters/Steffen Kugler/Courtesy of Bundesregierung/Handout via Reuters O encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin em Helsinque nesta segunda-feira (16) deve durar uma hora e meia e terá como testemunhas apenas seus intérpretes, de acordo com o release divulgado à imprensa pelo palácio presidencial finlandês, segundo o site Yle, daquele país. O início do diálogo está previsto para as 13h15 (7h15 em Brasília), e irá acontecer no Salão Gótico do Palácio Presidencial. Em seguida, os dois serão acompanhados por um grupo em um almoço de trabalho no Salão de Espelhos. Enquanto Trump estiver com Putin, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, participa de uma reunião com o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov. Também na segunda está agendado um encontro de Pompeo com o ministro de Relações Exteriores da Finlândia, Timo Soini. Os dois presidentes irão participar de uma entrevista coletiva conjunta, prevista para as 16h50 (10h50 em Brasília), mas não devem divulgar um documento conjunto, como adiantou um porta-voz do Kremlin na sexta-feira. Café da manhã Donald Trump, que chegou a Helsinque no domingo, enquanto Putin ainda celebrava a final da Copa do Mundo em seu país, será o primeiro a chegar ao palácio presidencial. Ele será recebido pelo presidente finlandês Sauli Niinistö, com quem tem uma reunião antes de falar com Putin. Enquanto os presidentes estiverem reunidos, as primeiras-damas Melania Trump e Jenni Haukio tomarão café da manhã juntas, segundo a programação oficial. Sauli Niinistö também terá uma reunião bilateral com Putin, mas apenas no final do dia, após o encerramento da agenda deste com o presidente dos Estados Unidos. Temas Além das sempre conturbadas relações entre EUA e Rússia, outros assuntos devem tornar a pauta ainda mais delicada. Entre eles estão as acusações de que russos interferiram nas eleições presidenciais americanas de 2016, os lados opostos dos países nos combates na Síria, a questão da anexação da Crimeia pela Rússia e a crise diplomática provocada pelo envenenamento de um ex-espião russo no Reino Unido este ano. Segundo o Kremlin, o desarmamento nuclear global deve ser o tema-chave da reunião. Trump, porém, já afirmou que voltará a questionar Putin sobre a questão das eleições, embora admita que o russo jamais confessaria um possível envolvimento, se fosse o caso. Comparativo EUA e Rússia Roberta Jaworski/G1


Ofensiva de Ortega contra protestos deixa 10 mortos na Nicarágua
Segunda feira, 16 Julho 2018 00:11:21 -0000

Oposição se manifesta contra repressão do governo a manifestações e pede saída do presidente. Uma violenta incursão de forças policiais e paramilitares a vários povoados no sul da Nicarágua deixou pelo menos dez mortos e cerca de 20 feridos neste domingo, em meio à ofensiva do presidente Daniel Ortega contra a onda de protestos que sacode o país. Seis dos mortos são civis, entre eles dois menores, e quatro, policiais do Batalhão de Choque, segundo o relatório preliminar da Associação Nicaraguense Pró-Direitos Humanos (ANPDH). O ataque aconteceu na cidade de Masaya, 30 quilômetros ao sul de Manágua, nas comunidades vizinhas de Niquinohomo, Catarina e no bairro de Monimbó. "Este é um informe preliminar. Ainda está em processo de investigação dos nomes e idades dos mortos", disse à imprensa o presidente da ANPDH, Alvaro Leiva. De acordo com Leiva, pediu-se às autoridades que abram uma via para retirar os feridos, o que não foi autorizado. "Há franco-atiradores localizados em diferentes partes da cidade. Pedimos à população para se proteger em suas casas", relatou Leiva. O carro que transportava o bispo Abelardo Mata para Masaya foi atacado a tiros por paramilitares ligados ao governo, mas o religioso está "fora de perigo", informou a Igreja. O bispo Abelardo Mata, um dos cinco líderes católicos que mediam o diálogo entre o governo e a oposição, "foi interceptado por paramilitares, que atiraram em seu carro, quebraram os vidros e tentaram queimá-lo", revelou seu assistente Roberto Petray. O arcebispo auxiliar de Manágua, Silvio Báez, disse no Twitter que conversou com Mata e que "graças a Deus está bem e fora de perigo". Confrontos entre partidários e opositores ao governo da Nicarágua deixaram quatro mortos e dezenas de feridos na sexta-feira (13). Os confrontos ocorreram em meio à greve geral de 24 horas deflagrada para exigir a saída do presidente Daniel Ortega. Masaya como alvo "Vão destruir Masaya, está absolutamente cercada", disse à AFP a presidente do Centro Nicaraguense de Direitos Humanos (Cenidh), Vilma Núñez. A população do bairro de Monimbó, no sul de Masaya, resiste aos ataques da polícia de choque e de paramilitares "com pedras e bombas caseiras", afirmou um morador da região. "A Polícia Nacional e parapoliciais encapuzados e armados com AK-47s e metralhadoras estão atacando nosso bairro indígena de Monimbó. Resistimos com bombas caseiras e pedras", disse Álvaro Gómez, morador do bairro. "A situação é grave e precisamos abrir um corredor para evacuar os feridos", disse Álvaro Leiva. Leiva lançou um pedido de socorro aos bispos da Conferência Episcopal, ao Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). O secretário da CIDH, Paulo Abrão, disse no Twitter ter conhecimento da "repressão violenta à população de Masaya" e que "o Estado parece ignorar o diálogo" com a oposição. Organizações da sociedade civil se dirigem a Masaya a partir de Manágua em uma caravana de solidariedade, revelou o líder estudantil Lesther Alemán. O arcebispo Silvio Baéz disse no Twitter que observadores internacionais "estão indo para a área das aldeias-alvo e Monimbó para alcançar soluções pacíficas e proteger a população". Já o site governista El 19 Digital informou que "Niquinohomo é território liberado" de bloqueios, com base na chamada "operação limpeza", que incluiu Diriá, Diriomo, Catarina e Monimbó. A incursão ocorre no meio da ofensiva que o governo empreendeu no início de julho para "limpar" à força as barricadas que os manifestantes levantaram nas principais estradas e cidades do país, em meio aos protestos que deixam mais de 280 mortos desde 18 de abril. O ataque a Masaya, 30 km ao sul de Manágua, acontece um dia depois de 200 estudantes terem sido libertados com a mediação de bispos católicos, após passarem 20 horas entrincheirados em uma paróquia diante dos ataques de tropas governamentais. Homem passa por barricada de rebeldes na cidade de Masaya, na Nicarágua, em junho Oswaldo Rivas/Reuters


Novo presidente do México receberá apenas 40% do salário de seu antecessor
Domingo, 15 Julho 2018 22:41:52 -0000

Decisão foi tomada por próprio López Obrador, que irá ganhar cerca de R$ 22 mil. Ele diz que não reduziu ainda mais valor para não prejudicar outros funcionários, já que ninguém no governo poderá receber mais que o presidente. López Obrador saúda apoiadores em discurso após vencer a eleição no México, em 2 de julho Edgard Garrido/Reuters O futuro presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, afirmou neste domingo (15) que receberá 108 mil pesos por mês (cerca de US$ 5,7 mil, ou R$ 22 mil), o equivalente a 40% do salário do atual presidente do país, Enrique Peña Nieto. Em entrevista coletiva depois de se reunir com seus futuros ministros, o presidente eleito indicou que Peña Nieto recebe 270 mil pesos (cerca de US$ 14,2 mil ou aproximadamente R$ 54,6 mil), de acordo com dados enviados pelo Ministério da Fazenda à equipe da transição. "Vou receber 108 mil pesos mensais, 40% do que recebe atualmente o presidente Peña Nieto. Eu decido ganhar menos do que a metade, cumprindo com meu compromisso", disse López Obrador. A promessa faz parte do Plano de Austeridade Republicana, de 50 pontos, e busca acabar com os privilégios dos funcionários públicos e potencializar a economia do governo para reduzir as despesas. López Obrador disse que poderia reduzir ainda mais seu próprio futuro salário, mas que não tomou essa decisão para não afetar demais outros funcionários do poder público. Segundo ele, ninguém que trabalhe para o novo governo receberá mais que o presidente. "Sou moderado, não sou radical", explicou. O plano de austeridade apresentado no domingo oficialmente já tinha sido antecipado pela imprensa. Alguns dos 50 pontos já eram conhecidos, como a redução de 70% dos cargos de confiança. Ao longo deste fim de semana, López Obrador realizou uma série de reuniões com seus futuros ministros para já começar a discutir a formação do novo governo e ações para quando ele assumir o cargo, em dezembro deste ano.


Espanha e Portugal receberão cada um 50 migrantes resgatados no Mediterrâneo
Domingo, 15 Julho 2018 21:53:02 -0000
França, Malta e Alemanha já tinham se comprometido a receber outros 150 dos 450 que foram localizados no mar na noite de sexta-feira. Governo italiano está em contato com outros países europeus para distribuir resgatados. O chefe de Governo italiano, Giuseppe Conte, assegurou neste domingo (15) que Espanha e Portugal acolherão cada um 50 migrantes, a mesma cifra que França, Alemanha e Malta se comprometeram a receber, das 450 pessoas que foram resgatadas em águas italianas. "Inclusive Espanha e Portugal acolherão cada um 50 emigrantes, como já fizeram França, Alemanha e Malta", escreveu Conte em sua conta do Twitter. "É a solidariedade e a responsabilidade que sempre pedimos à Europa e que agora, depois dos resultados obtidos no último Conselho europeu, começaram a se tornar realidade", reagiu Conte depois do anúncio de Berlim. "Continuemos este caminho, com firmeza e em respeito aos direitos humanos", concluiu o chefe de Governo italiano. No sábado, França e Malta anunciaram que receberão 50 emigrantes cada um entre os resgatados, e Alemanha fez o mesmo horas depois. Este novo episódio migratório em águas do Mediterrâneo deu início, no sábado, a uma nova disputa sobre um tema que divide águas na Europa, no momento em que há uma redução significativa de chegadas de migrantes clandestinos ao continente. Segundo fontes da presidência do Conselho de ministros da Itália, citadas por meios desse país, Conte se mobilizou para pedir a outros países da UE a redistribuição imediata destes imigrantes, cujo desembarque na Itália está proibido. Após ter zarpado da Líbia, um barco de madeira com 450 imigrantes foi localizado na sexta-feira em águas internacionais, mas na zona de intervenção maltesa. Através de uma troca de e-mails e de ligações telefônicas, Roma tentou na sexta-feira fazer com que as autoridades maltesas se encarregassem destes migrantes. Malta, no entanto, respondeu que a embarcação se encontrava mais próxima à ilha italiana de Lampedusa e que a maioria de seu tripulantes preferia chegar à costa italiana. No sábado, trasladaram os migrantes a outras duas embarcações e oito deles puderam desembarcar em Lampedusa por motivos médicos. O futuro destes migrantes se parece com o daqueles do barco de resgate alemão "Lifeline" que, com 233 pessoas a bordo, no fim de junho, teve de esperar, durante uma semana em alto mar, que acabasse a disputa entre Itália e Malta para poder desembarcar.


Após vitória na Copa do Mundo, festa francesa tem confusão com a polícia em Paris
Domingo, 15 Julho 2018 21:47:51 -0000

Loja da Champs-Élysées foi saqueada e polícia usou bombas de gás lacrimogêneo contra torcedores neste domingo (15). Foto tirada do alto do Arco do Triunfo mostra bombas de gás lacrimogêneo sendo usadas para dispersar multidão Ludovic MARIN / AFP Após a vitória da França na Copa do Mundo neste domingo (15), as comemorações em Paris acabaram em confusão com a polícia na famosa avenida Champs-Élysées, onde centenas de milhares de pessoas comemoraram a vitória francesa. Polícia tenta combater atos de vandalismo em importante avenida da França Segundo a agência AFP, uma loja foi saqueada. Cerca de trinta jovens roubaram a loja Drugstore Publicis à noite. De acordo com a agência, esses jovens, alguns encapuzados, invadiram a loja e saíram com garrafas de vinho e champanhe embaixo dos braços, registrando-se com celulares. Veja fotos da comemoração francesa A polícia jogou bombas de gás lacrimogêneo e usou jatos d'água para dispersar as pessoas do local. A França venceu a Croácia por 4 x 2 neste domingo na Rússia. Milhares de franceses acompanharam a partida em locais famosos de Paris como o Arco do Triunfo, na Champs Élysées, e na Torre Eiffel. Os monumentos foram iluminados com as cores francesas após a vitória. Fumaça cerca torcedores franceses na região da Champs-Élysées após vitória na Copa do Mundo REUTERS/Gonzalo Fuentes Polícia tenta dispersar torcedores com jatos d'água em Paris após festa da vitória Ludovic MARIN / AFP Policiais avançam durante confronto na Champs Élyseés após vitória da França REUTERS/Gonzalo Fuentes Polícia tenta conter confusão na região da Champs-Élysées em Paris após festa da vitória francesa REUTERS/Gonzalo Fuentes Torcedores franceses cobrem o rosto após confusão com a polícia REUTERS/Gonzalo Fuentes Foto tirada do Arco do Triunfo mostra torcedores deixando festa da vitória francesa Ludovic MARIN / AFP As cores da bandeira francesa são projetadas no Arco do Triunfo, na avenida Champs Élysees, em Paris, durante a comemoração da vitória da França na Copa do Mundo da Rússia Charly Triballeau/AFP


Portadores de 'Fan ID' da Copa não precisarão de visto para a Rússia até fim do ano
Domingo, 15 Julho 2018 21:25:40 -0000

Anúncio foi feito pelo presidente russo Vladimir Putin logo após a vitória da França sobre a Croácia na final do mundial. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, durante visita a um centro de distribuição de Fan ID da Copa do Mundo em Sochi, em 3 de maio Sputnik/Aleksey Nikolskyi/Kremlin via Reuters Os torcedores estrangeiros que tiverem passes "Fan ID", um documento que permite viajar sem visto na Rússia durante o Mundial-2018, não precisarão de visto russo até o final do ano - anunciou o presidente Vladimir Putin neste domingo (15). "Os torcedores estrangeiros que tiverem sua 'Fan ID' poderão se beneficiar das múltiplas entradas na Federação da Rússia sem visto, até o final do ano", declarou Putin, citado por agências de notícia russas, após assistir à final da Copa, em Moscou.


Nova Constituição de Cuba reconhecerá propriedade privada
Domingo, 15 Julho 2018 21:18:22 -0000

Esboço de reforma apresentado em diário do Partido Comunista acena com mudanças profundas na política, judiciário, economia e sociedade cubanas. Comissão encarregada é liderada por ex-presidente Raúl Castro. Ex-presidente Raúl Castro (esq.) integra comissão constituinte Reuters/Alexandre Meneghini O governo de Cuba revelou novos detalhes sobre planos para reestruturar seu sistema governamental, tribunais e a economia nacional, através de uma reforma constitucional a ser aprovada pela Assembleia Nacional ainda em julho. A reforma criará o cargo de primeiro-ministro, ao lado do de presidente, dividindo as funções de chefe de Estado e de governo. Fica mantido o Partido Comunista como única força política no país, e o Estado comunista como força econômica dominante. Passam a ser reconhecidos, todavia, o mercado livre e a propriedade privada na sociedade cubana, e será criada uma nova presunção de inocência no sistema judiciário. A Constituição de 1976, ainda na era soviética, só reconhece a propriedade estatal, cooperativa, de agricultor, pessoal e de sociedade conjunta. A propriedade privada era rejeitada, sendo considerada um resquício do capitalismo. A proposta de reforma constitucional é descrita na edição deste sábado (14) do diário Granma, do Partido Comunista, devendo ser votada num referendo posterior à aprovação pelo Parlamento. Segundo as autoridades cubanas, a atual Constituição já não reflete as mudanças atravessadas pelo país nos últimos anos. "As experiências adquiridas nestes anos de Revolução" e "os novos caminhos traçados" pelo Partido Comunista são algumas das razões para a reforma da Constituição, lê-se no sumário do Granma. O esboço, elaborado por uma comissão encabeçada pelo ex-presidente e primeiro-secretário do Partido Comunista, Raúl Castro, contém 224 artigos. A nova Constituição manterá direitos como a liberdade religiosa, e explicitará o princípio da não discriminação devido à identidade de gênero. O texto divulgado no Granma não especifica em que medida o Estado reconhecerá os casamentos entre pessoas do mesmo sexo.


Veja 10 momentos que marcaram a Copa do Mundo da Rússia
Domingo, 15 Julho 2018 20:57:59 -0000
Desafio do Neymar, torcedor misterioso, Canarinho pistola e mais histórias marcantes do mundial que chegou ao fim neste domingo (15). Dez momentos que marcaram a Copa da Rússia A Copa da Rússia acabou neste domingo (15) com a França campeã e já deixa saudade nos torcedores do mundo todo. O G1 relembra alguns dos momentos marcantes do mundial no vídeo acima. Teve o mascote pistola que virou xodó da torcida e um "torcedor misterioso" que deu sorte para a seleção. E como esquecer da "Vovó da Vela"? Ela deu sorte para o Brasil e o vídeo viralizou. Memes da Copa do Mundo 2018: França é bicampeã Na Rússia, alguns torcedores de diversas nacionalidades, incluindo brasileiros, chamaram atenção por vídeos machistas que causaram revolta. Por aqui os guias-intérpretes que 'narram' a Copa de uma maneira bem diferente para surdos-cegos mostraram como é possível "driblar" a deficiência e tornar o jogo mais inclusivo. Agora é bola para frente que a próxima Copa do Mundo acontece no Catar em 2022. Será a primeira vez que um país árabe organizará a principal competição de futebol do mundo.


Teria a Síria criado a música mais antiga do mundo?
Domingo, 15 Julho 2018 20:57:39 -0000

Tradições musicais do país, onde partitura de 3,4 mil anos foi encontrada, revelam histórias que transcendem a guerra e a geopolítica contemporânea. Ao longo do tempo, uma grande variedade de instrumentos musicais foi produzida na região em que hoje é a Síria BBC/Leila Molana-Allen Na Síria, a música toca mais fundo do que em qualquer outro lugar do mundo. Muito antes de o Estado moderno ser formado, em 1946, o país já tinha uma tradição musical milenar valiosa. As diversas religiões, seitas e etnias que habitaram e transitaram pela região ao longo dos séculos - muçulmanos, cristãos, judeus, árabes, assírios, armênios e curdos, para citar apenas algumas - contribuíram para essa herança cultural tão eclética. Canções da antiga Síria Na década de 1950, arqueólogos encontraram 29 tabuletas de argila de 3,4 mil anos na antiga cidade portuária de Ugarit, na costa mediterrânea da Síria. Quase todas estavam quebradas em pequenos fragmentos, mas uma delas, que ficou conhecida como H6, estava partida em pedaços maiores. Havia letras inscritas nas placas e, embaixo delas, o que os pesquisadores acreditam ser o primeiro registro de uma partitura musical do mundo. Esses fragmentos de argila são o início de um legado musical sem igual. Acadêmicos passaram anos literalmente reconstruindo as tabuletas, na tentativa de desvendar não só o que estava escrito, mas a melodia que a peça musical teria se fosse tocada novamente. Os registros foram feitos em escrita cuneiforme, um dos mais antigos do mundo, que se espalhou pela região há milênios. "O problema dessa tabuleta é que conseguíamos ler o texto porque foi escrito em cuneiforme babilônico, e nós sabemos o valor dos sinais, mas não tínhamos ideia do que significava", disse Richard Dumbrill, professor de Arqueomusicologia na Universidade da Babilônia, no Iraque, que estuda as tabuletas de Ugarit há mais de duas décadas. Ele contou como, em diversas ocasiões, se empenhou para reconstituir os fragmentos de argila, no intuito de traduzir o texto e a música inscritos neles: "Eu tirei fotos e tentei montá-los como um quebra-cabeça, mas algumas peças foram danificadas sem margem para reconstrução". Inscrição em tabuleta de 3,4 mil anos, encontrada na Síria, é a peça musical mais antiga do mundo BBC/Leila Molana-Allen As dificuldades de tradução se deviam ao fato de os registros terem sido feitos na língua hurrita, do nordeste do Cáucaso (provavelmente na atual Armênia), mas que acabou parando nas terras férteis da Síria. "Esse povo migrou para o noroeste da Síria - levaram alguns mil anos nesse processo - e decidiram usar os sinais da Babilônia para escrever seu texto e sua música", explica Dumbrill. "Foi extremamente difícil de traduzir. Mas consegui descobrir que o texto abaixo das duas linhas eram representações musicais que tinham sido 'hurritanizadas' - ou seja, eram babilônicas, mas foram adaptadas a partir do convívio com o povo hurrita. E consegui descobrir que era uma melodia. Demorei cerca de 20 anos para decifrar. " E o que a composição musical mais antiga do mundo nos diz sobre as pessoas que viviam naquela época? A partir das traduções, Dumbrill acredita que eles tinham músicas para todos os tipos de ocasiões - e não apenas para eventos religiosos. Uma das canções fala sobre uma garçonete que vendia cerveja em um bar, mas a tabuleta conhecida como H6 revela uma história bem mais sóbria. "É sobre uma jovem que não pode ter filhos e acha que é porque se comportou mal de alguma forma, o que não é mencionado", conta o pesquisador. "E pelo o que podemos entender do texto, que é bastante limitado, ela sai à noite para rezar para a deusa Nikkal, que era a deusa da lua. E leva consigo uma pequena lata com sementes ou óleo de gergelim, que oferece à deusa. É tudo o que sabemos sobre o texto." Image caption A tabuleta de argila H6 foi apenas o início do extraordinário legado musical da Síria BBC/Leila Molana-Allen Uma antiga oficina musical Mas a Síria não produziu apenas a canção mais antiga. Com o tempo, uma extensa variedade de instrumentos musicais também foi criada na região. É o caso da lira, instrumento de cordas com um uma barra transversal; e do alaúde, que evoluiu para o moderno oud árabe, instrumento de cordas, em forma de gota, que produz um dos sons mais emblemáticos da região. No século 20, pesquisadores encontraram uma série de registros de como funcionava o negócio da fabricação de instrumentos musicais da época. A descoberta se deu em Mari, cidade-Estado do início da Idade do Bronze, às margens do rio Eufrates, ao leste da atual Síria. "Lá, no palácio [em Mari], descobrimos uma grande quantidade de tabuletas, que eram principalmente cartas e recibos de artesãos, que encomendavam couro, madeira, ouro e prata para fazer instrumentos", conta Dumbrill. "Assim, temos uma boa ideia a respeito dos instrumentos que foram feitos há cerca de 4 mil anos. Sabemos os nomes dos artesãos, os tipos de instrumentos que eles faziam. Eles já eram influenciados por instrumentos que não eram sírios", acrescenta, citando o exemplo do parahshitum iraniano, um tipo de lira que se tornou muito popular entre as mulheres do harém de Mari. A produção de instrumentos musicais continuou a prosperar na Síria ao longo dos séculos - e muitos encontram-se preservados atualmente em coleções abertas ao público. O Palácio Debbané em Sídon, no Líbano, abriga uma vasta coleção de instrumentos musicais da era otomana BBC/Leila Molana-Allen No Palácio Debbané, na cidade costeira de Sídon, no Líbano, por exemplo, uma mostra de instrumentos musicais da era otomana, datados do século 19, dá aos visitantes um panorama das tradições sírias e libanesas antes da formação dos Estados modernos. Entre os objetos da Síria, estão o oud e o bouzouki (pequeno alaúde com braço longo e fino) feitos de madeira e marfim. "As pessoas [visitantes] perguntam: por que existem tantos instrumentos musicais?", conta Ghassan Dimassy, um dos guias do Palácio Debbané. "Dizemos a eles que essa é uma casa otomana e que as mulheres costumavam se sentar e cantar", acrescenta, enquanto imita as mulheres tocando instrumentos e os homens deitados, relaxando. Naquele local, a música era o pano de fundo essencial para qualquer momento de lazer. Música no exílio No ano passado, as autoridades sírias lançaram uma campanha para que Aleppo, a segunda maior cidade do país, fosse incluída na Rede de Cidades Criativas da Unesco, como "Cidade da Música", para celebrar seu patrimônio. Durante o século 17, Aleppo era conhecida pelo muwashshah, tipo de música combinada com letras de poesia andaluza, em árabe clássico ou, mais tarde, em árabe coloquial sírio ou egípcio. Os muwashshah são apresentados por uma banda que toca oud e kanun (instrumento de cordas que reproduz uma espécie de som de água pingando), assim como kamanja (espécie de violino), darbuka (tambor) e daf (pandeiro). O formato fez sucesso na cidade, onde foi abraçado por populações muçulmanas e cristãs. Ao mesmo tempo, também estão sendo realizados esforços significativos para preservar as tradições musicais sírias fora do país, que entrou no oitavo ano de conflito - e onde grande parte da população está sendo forçada a se concentrar na sobrevivência, em vez de explorar a herança cultural nacional. Alguns jovens sírios estão aproveitando a situação difícil para chamar a atenção para a história musical do país. A poesia da música muwashshah é frequentemente acompanhada de instrumentos como o daf (à esquerda) e o oud (à direita) BBC/Leila Molana-Allen Por muito tempo uma incubadora de talentos criativos, Beirute se tornou um centro de resistência para preservar o patrimônio cultural sírio. A Me'zaf, organização fundada na capital libanesa, em 2015, tem como objetivo inovar, promover e preservar músicas autênticas, não apenas da Síria, mas da região do Levante como um todo, mostrando como as ricas tradições musicais do Oriente Médio precedem as fronteiras modernas de Estados-nação, introduzidas no século 20. "Muitas expressões foram criadas em Damasco ou Aleppo e levadas para o Cairo. Na sequência, composições foram produzidas no Cairo e apresentadas no Levante", explica Ghassan Sahhab, que está à frente da Me'zaf, é professor de música libanesa, compositor e toca kanun. "Temos uma cultura rica e precisamos valorizá-la para conhecer nossa história e seguir em frente. No momento, é um caso de preservação do patrimônio e da cultura." Outro grupo musical que se formou em Beirute se chama Assa'aleek, composto por cinco sírios e um norueguês. O nome da banda significa "os maltrapilhos" ou "os vagabundos" em árabe. É uma referência a um bando que se autoproclamava uma espécie de Robin Hood, durante a era pré-islâmica, e tentava mudar os rumos da classe dominante, no Golfo Pérsico. "Somos parecidos com os Assa'aleek: fomos expulsos de nossas comunidades e pátria por muitas razões", diz Abodi Jatal, que toca percussão na banda. "É importante preservar a música antiga síria porque é nossa identidade, é a história da civilização, no fim das contas. É isso que temos. É isso que somos", afirma Mona Al Merstany, vocalista do Assa'aleek. "Não se trata apenas de um país qualquer - é um dos países mais antigos do mundo. É importante mostrar isso, porque todas as pessoas têm o direito de ver a beleza", completa. Eles veem a música como uma forma de combater as injustiças enfrentadas diariamente pelos moradores da região. "Nossas letras e músicas são feitas com base nisso", diz Jatal. "Queríamos lutar contra maus hábitos, como o assédio contra as mulheres, e vimos que isso é muito parecido com o que os Assa'aleek faziam. É por isso que escolhemos esse nome." Além de músicas novas, a banda inclui em seu repertório, desde 2013, canções folclóricas da Síria, levando composições de diversas regiões do país para o público no Líbano. O patrimônio musical nacional percorreu um longo caminho desde a melodia encontrada nas tabuletas de argila de Ugarit. Hoje, bandas como Assa'aleek estão reinventando o significado da música síria, influenciando novas audiências. Eles estão criando as composições que os arqueólogos do futuro poderão um dia encontrar, armazenadas em computadores, arquivos ou gavetas de Aleppo, Damasco ou Beirute - quem sabe até de Paris, Londres ou Berlim. Al Merstany resume bem: "Quando alguém me pergunta o que é a Síria, é isso que tenho a dizer: a música, a arte."


Trump elogia Putin por Copa do Mundo: 'Uma das melhores'
Domingo, 15 Julho 2018 20:12:18 -0000

'Parabéns ao presidente Putin e à Rússia por organizar uma Copa do Mundo realmente genial', escreveu. Trump e Putin se encontram nesta semana na Finlândia. O presidente americano Donald Trump enviou parabéns à França após sua vitória sobre a Croácia na Copa do Mundo, e também elogiou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pela organização do evento. "Parabéns à França, que jogou um futebol extraordinário pela vitória na Copa do Mundo 2018", Trump disse no Twitter após a vitória dos franceses por 4 x 2. "Além disso, parabéns ao presidente Putin e à Rússia por organizar uma Copa do Mundo realmente ótima - uma das melhores de todas", elogiou. Initial plugin text Encontro com Putin Trump cumprirá na segunda-feira (16) sua última etapa na viagem europeia ao se reunir com Vladimir Putin, em Helsinque, na Finlândia, depois de assistir à cúpula da Otan e se encontrar no Reino Unido com a primeira-ministra britânica, Theresa May. Esta será a primeira vez que os dois terão um encontro particular. Antes, eles estiveram juntos apenas informalmente, em ocasiões em que participavam de eventos com outros líderes mundiais. A Finlândia foi escolhida por sua suposta neutralidade política – a exemplo do que aconteceu com Singapura na reunião de Trump com Kim Jong-Un. Helsinque já tinha protestos neste domingo (15) contra o encontros dos chefes de Estado. Encontro de Trump e Putin: veja 5 pontos de atrito que dão o tom das relações entre EUA e Rússia Baixa expectativa Donald Trump disse que tem expectativas baixas para a cúpula de segunda-feira com Vladimir Putin dias depois de 12 oficiais da inteligência russa terem sido acusados ​​por um júri federal de hackear os democratas antes das eleições de 2016. A cúpula, que acontece em um dos momentos mais cruciais para o Ocidente desde a queda da União Soviética em 1991, alarmou alguns aliados da Otan que temem que Putin busque um grande acordo que mina a aliança transatlântica liderada pelos EUA. Trump disse à CBS em entrevista que "nada de ruim" sairia da cúpula com Putin. "Eu entro com expectativas baixas", disse Trump à CBS em Turnberry. "Eu não estou indo com grandes expectativas." Manifestantes em Helsinque, na Finlândia, protestam neste domingo contra o encontro entre Putin e Trump na segunda-feira Leonhard Foeger/Reuters


Metade das deportações da Alemanha fracassa, afirma jornal
Domingo, 15 Julho 2018 19:49:58 -0000
Segundo documento interno da Polícia Federal, de quase 24 mil que deveriam ser deportados, apenas 11 mil deixaram de fato o país. Agente da lei sugere detenção preventiva de migrantes em vias de extradição. Mais da metade das extradições programadas na Alemanha não chega a se realizar. Com frequência, os migrantes não comparecem na hora e local combinados, ou já entraram definitivamente para a clandestinidade. A informação é do jornal alemão "Welt am Sonntag", com base num relatório interno da Polícia Federal. Segundo o documento, até o fim de maio de 2018, das 23.900 deportações decretadas, apenas 11.100 foram executadas, ficando um saldo negativo de 12.800. Em cerca de 1.300 dos casos frustrados, os procedimentos tiveram que ser interrompidos no meio, por motivos diversos, prossegue o semanário. Por 150 vezes o piloto se recusou a transportar os deportados, em outros mais de 500 casos houve resistência passiva ou ativa. A cifra representa um aumento de mais de 200% em relação a 2017. As ações de resistência envolveram sobretudo migrantes da Nigéria e Guiné (mais de 60, respectivamente) seguidas da Somália (50), Síria (40), Serra Leoa, Gâmbia, Marrocos, Iraque e Eritreia (cada uma com mais de 30 casos). Falando ao "Welt am Sonntag", o presidente do sindicato da Polícia Federal alemã, Ernst Walter, queixou-se que causa ao órgão de segurança "um enorme desgaste o fato de um em cada dois indivíduos destinados à extradição pelas autoridades estaduais e municipais não ser entregue a elas". Segundo o policial, só é possível evitar a fuga para a clandestinidade "com um emprego muito mais forte da detenção prévia à deportação". Ministro social-democrata critica Por sua vez, em entrevista ao diário "Augsburger Allgemeine", o ministro alemão do Trabalho, Hubertus Heil, criticou os governos estaduais por cada vez mais mandar deportar migrantes bem integrados. "De fato, à vezes tenho a impressão de que as pessoas erradas estão tendo que deixar a Alemanha", apontou o político do Partido Social-Democrata (SPD). Ele advertiu, ainda, contra as consequências negativas para os esforços de integração da sociedade e, especialmente, das empresas que empregam os refugiados. Heil recordou a resolução da legislatura anterior, segundo a qual jovens refugiados recebendo treinamento profissional "podem concluí-lo e, em seguida, têm a oportunidade de permanecer na Alemanha por dois anos". Na prática, contudo, essa regra é tratada de formas distintas pelos governos estaduais. A situação corre "especialmente mal" na Baviera, governada pela União Social-Cristã (CSU). Isso, segundo Heil, "é um transtorno para todas as firmas que se engajam e investem". Paralelamente, o chefe da pasta do Trabalho admitiu déficits continuados na integração dos migrantes no mercado de trabalho. Embora 220 mil deles já exerçam atividade profissional e contribuam para o sistema de previdência, esses números "ainda são baixos demais, é claro". "Ajudaria muito se o status de permanência dos migrantes fosse esclarecido de forma mais rápida e segura", propôs Hubertus Heil.


Grupo Pussy Riot assume invasão na final da Copa do Mundo em protesto contra Putin; entenda
Domingo, 15 Julho 2018 18:57:58 -0000

Vestidos de policiais, quatro membros do grupo conseguiram entrar em campo neste domingo (15) na partida entre Croácia e França. Eles foram detidos pela polícia. Grupo Pussy Riot corre pelo campo após invadir gramado na final da Copa do Mundo da Rússia Odd ANDERSEN / AFP O grupo punk feminista Pussy Riot, conhecido por inúmeros protestos de oposição ao governo de Vladimir Putin, assumiu a responsabilidade pela invasão de campo que paralisou a final da Copa do Mundo entre França e Croácia neste domingo (15). A banda de punk russa teve suas integrantes presas em 2012 por realizarem um protesto contra Putin em uma igreja. Desde então, as três mulheres que foram levadas a julgamento se separaram, e duas delas - Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alyokhina - ainda usam o nome Pussy Riot. Aos sete minutos do segundo tempo da partida, quando o jogo ainda estava em 2 x 1 para a França, quatro pessoas usando camisetas brancas e calças pretas invadiram o gramado a partir da área atrás do gol francês. Vladimir Putin acompanhava a partida ao lado do presidente francês Emmanuel Macron e da presidente croata Kolinda Grabar-Kitarovic . As pessoas que invadiram o campo conseguiram correr aproximadamente 50 metros, dispersando-se em diferentes direções antes de serem derrubadas por fiscais e arrastadas para fora do gramado. A partida foi paralisada, mas acabou retomada momentos depois. Uma das mulheres conseguiu se aproximar de Mbappé, astro do time francês, e o cumprimentou com as mãos. Gesto retribuído pelo jogador. Já o zagueiro croata Lovren, empurrou um dos invasores e ajudou os seguranças a segurá-lo. Após a invasão, uma das participantes do grupo, Olga Kurachyova, disse à Reuters que ela foi uma das pessoas que entraram em campo. Ela disse que estava sendo detida em uma delegacia de Moscou. Integrante do Pussy Riot com jogador francês Mbappé REUTERS/Darren Staples Zagueiro croata Lovren empurra pessoa que invadiu gramado durante final da Copa do Mundo REUTERS/Carl Recine O protesto Em sua página no Facebook, o grupo explicou a escolha de entrar em campo com uniformes da polícia. "Hoje faz 11 anos desde a morte do grande poeta russo, Dmitriy Prigov. Prigov criou uma imagem de um policial, um portador da nacionalidade celestial, na cultura russa. O policial celeste, de acordo com Prigov, fala sobre os dois caminhos com o próprio Deus. O policial terrestre se prepara para dispersar comícios. O policial celestial toca gentilmente uma flor em um campo e desfruta de vitórias de times de futebol russos, enquanto o policial terrestre se sente indiferente à greve de fome de Oleg Sentsov. O policial celestial surge como um exemplo da nacionalidade, o policial terrestre fere a todos", diz o texto. Oleg Sentsov é um cineasta ucraniano e crítico da anexação da Criméia pela Rússia, condenado a 20 anos de prisão na Rússia por acusações de terrorismo. Ele declarou uma greve de fome em maio. Dmitri Prigov é um artista russo e dissidente da União Soviética que morreu há 11 anos. Prigov frequentemente usava a imagem de um policial em sua poesia. "A Copa do Mundo da FIFA nos lembrou das possibilidades do policial celeste na Grande Rússia do futuro, mas o policial terrestre, entrando no jogo sem regras, divide nosso mundo", continuava. No texto, o grupo aproveita para fazer algumas exigências ao governo: Liberdade aos presos políticos O não aprisionamento por “curtidas” (em redes sociais) Fim das prisões ilegais em comícios Permissão da competição política no país Não fabricação de acusações criminais e a não manutenção de prisões sem motivo "Transformação do policial terrestre no policial celestial" (em referência ao poema citado) O presidente da França, Emmanuel Macron, e a presidente da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarovic, reagem após o quarto gol da França, enquanto o presidente da FIFA, Gianni Infantino, sentado ao lado do presidente da Rússia, Vladimir Putin. REUTERS/Damir Sagolj Prisão em 2012 e em Sochi O Pussy Riot é conhecido pelas críticas sobre as liberdades civis, direitos humanos e à maneira que o governo Putin lida com opiniões dissidentes. Alyojina, Tolokonnikova e Ekaterina Samutsevich passaram 22 meses na prisão e foram processadas por terem improvisado na catedral de Cristo Salvador de Moscou uma "oração punk" intitulada "Maria mãe de Deus, tire Putin", um protesto contra o apoio da igreja ortodoxa a Putin. Em 2014, um tribunal de Moscou reduziu a condenação inicial de dois anos para um ano e 11 meses. O veredicto original ditava que a chamada 'oração punk' que as mulheres apresentaram na Catedral de Cristo Salvador em 17 de fevereiro de 2012 foi uma flagrante violação da ordem pública, desrepeito pela sociedade e ódio religioso. Mas considerou que o ato não foi cometido diretamente contra "um grupo social". Durante as Olimpíadas de Inverno em Sochi, na Rússia, elas também foram presas. Segundo Tolokonnikova, elas foram acusadas de roubo e liberadas em seguida. No dia 10 de julho, Maria Alyokhina, conhecida como Masha e uma das fundadoras do grupo, foi presa por não cumprir serviço comunitário e liberada após ser multada. Membro do Pussy Riot é detida após invasão do campo na final da Copa do Mundo Odd ANDERSEN / AFP Manifestante do Pussy Riot é segurado após invadir a final da Copa do Mundo da Rússia Odd ANDERSEN / AFP Componentes da banda punk Pussy Riot, aguardam em uma cela de vidro em corte de Moscou durante julgamento em 2012. Elas foram presas após invadirem uma catedral da cidade e conduzirem uma 'oração punk' contra o presidente Vladimir Putin em show. Misha Japaridze/AP


Chile em alerta por explosão e sismo em vulcão de Chillán
Domingo, 15 Julho 2018 17:05:42 -0000

As autoridades não descartam que se houver novas explosões com energia similar ou maior à das registradas, isso possa levar a um "aumento no nível de alerta". Vista do vulcão Nevados de Chillán, em Las Trancas, no Chile, em abril Martin Bernetti/AFP O complexo vulcânico Nevados de Chillán registrou uma explosão e um sismo de magnitude 3,7 e as autoridades alertaram que a atividade vulcânica pode se intensificar. A explosão de sábado (14) se soma a outra registrada na sexta-feira, o que "sugere que o sistema vulcânico pode aumentar seu nível de atividade", alerta o Serviço Nacional de Geologia e Mineração (Sernageomin) em um relatório. Situado 420 km ao sul de Santiago, na região do Biobío, este complexo formado por 18 vulcões está em alerta desde 31 de dezembro de 2015. Em 6 de abril passado, as autoridades aumentaram o nível a laranja. As autoridades não descartam que se houver novas explosões com energia similar ou maior à das registradas, isso possa derivar em um "aumento no nível de alerta". O colosso de 3.216 metros de altura é um dos mais ativos do país, e sua última grande erupção foi registrada em 1973. O Chile, em pleno Círculo de Fogo do Pacífico, conta com cerca de 90 vulcões potencialmente ativos ou que tiveram atividade nos últimos 10.000 anos. Um total de 45 deles são monitorados pelo Sernageomin, que acompanha a atividade do Chillán em tempo real 24 horas por dia.


Trump diz que tem 'expectativas baixas' para encontro com Putin
Domingo, 15 Julho 2018 16:51:51 -0000

Donald Trump listou a Rússia, a União Europeia (UE) e a China como "inimigos" dos Estados Unidos, por diversos motivos, em uma entrevista exibida neste domingo. Donald Trump em entrevista à CBS neste domingo, em Turnberry, na Escócia Reprodução O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que tem expectativas baixas para a cúpula de segunda-feira (16) com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, dias depois de 12 oficiais da inteligência russa terem sido acusados ​​por um júri federal de hackear os democratas antes das eleições de 2016. Trump também escreveu nas redes sociais na manhã desta segunda-feira que as relações de seu país com a Rússia "nunca foram tão ruins graças a anos de estupidez nos EUA", e que Obama não fez nada diante do alerta do FBI de que o país poderia estar interferindo nas eleições americanas. A cúpula, que acontece em um dos momentos mais cruciais para o Ocidente desde a queda da União Soviética em 1991, alarmou alguns aliados da Otan que temem que Putin busque um grande acordo que mina a aliança transatlântica liderada pelos EUA. Trump disse à CBS em entrevista que "nada de ruim" sairia da cúpula com Putin. "Eu entro com expectativas baixas", disse Trump à CBS em Turnberry. "Eu não estou indo com grandes expectativas." Um grande júri federal norte-americano acusou 12 oficiais de inteligência russos na sexta-feira (13) de invadir redes de computadores democratas em 2016, na mais detalhada acusação dos EUA, ainda que Moscou tenha se envolvido na eleição para ajudar o republicano Trump. Trump disse repetidamente que a investigação sobre a suspeita de interferência russa na eleição de 2016 nos EUA --que ele classifica como uma "caça às bruxas fraudada"-- dificulta que ele faça acordos substanciais com Moscou. Outros do lado dos EUA procuraram reduzir as expectativas, tentando rebaixar a cúpula para apenas uma reunião bilateral regular. "Não estamos à procura de resultados concretos", disse o consultor de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton, em entrevista à rede "This Week", da ABC. Trump cumprirá na segunda-feira sua última etapa na viagem europeia ao se reunir com Vladimir Putin, em Helsinque, na Finlândia, depois de assistir à cúpula da Otan e se encontrar no Reino Unido com a primeira-ministra britânica, Theresa May. Helsinque já tinha protestos neste domingo contra o encontros dos chefes de Estado. Manifestantes em Helsinque, na Finlândia, protestam neste domingo contra o encontro entre Putin e Trump na segunda-feira Leonhard Foeger/Reuters Rússia, UE e China são 'inimigos Donald Trump listou a Rússia, a União Europeia (UE) e a China como "inimigos" dos Estados Unidos, por diversos motivos, em uma entrevista exibida neste domingo. "Acho que temos muitos inimigos. Acho que a União Europeia é um inimigo, com o que eles fazem conosco no comércio", disse Trump ao programa "Face the Nation", da CBS. "A Rússia é um inimigo em certos aspectos. A China é um inimigo economicamente, certamente são inimigos. Mas isso não significa que eles são ruins. Não significa nada. Significa que eles são competitivos", disse na entrevista a Jeff Glor, da CBS.


Pai de Meghan diz que vê 'sorriso de dor' da filha e que ela está pressionada
Domingo, 15 Julho 2018 16:43:07 -0000

"Acho que ela está apavorada. Vejo nos olhos dela, em seu rosto e em seu sorriso. Eu a vi sorrir durante anos, conheço bem o jeito dela, e não gosto do que estou vendo agora", disse Thomas Markle em entrevista ao jornal britânico "The Sun". Thomas Markle, pai da duquesa de Sussex, em entrevista à emissora britânica ITV em junho Good Morning Britain/ITV handout via Reuters Thomas Markle, pai da duquesa de Sussex, Meghan Markle, afirmou neste domingo (15) que não consegue manter contato com a sua filha e que ela estaria disfarçando as tensões da vida com a família real com um "sorriso de dor". Em entrevista ao jornal britânico "The Sun", Thomas, de 73 anos, disse que está preocupado com Meghan, que acredita que ela está sendo muito pressionada e que não reconhece seu sorriso. "Acho que ela está apavorada. Vejo nos olhos dela, em seu rosto e em seu sorriso. Eu a vi sorrir durante anos, conheço bem o jeito dela, e não gosto do que estou vendo agora. Este não é nem um sorriso de palco, é um sorriso de dor. Podem ser apenas alguns dias ruins, não sei. Mas isso realmente me preocupa. Eu acho que ela está sob muita pressão", disse. Thomas lamentou não ter comparecido ao casamento de Meghan com o príncipe Harry no dia 19 de maio, no Castelo de Windsor, quando se recuperava de uma cirurgia cardíaca. Apesar dos rumores de que não teria ido devido ao incidente no qual teria combinado com um paparazzi de encenar fotos experimentando ternos e recebido 100 mil euros, o pai da duquesa garantiu que Meghan e Harry mandaram mensagens para ele dizendo que não havia com o que se preocupar. "Toda vez que vejo ou ouço sobre o casamento, estou pagando por isso. Não é fácil. Harry e Meghan ligaram e disseram: 'Você não precisa se preocupar com nada. Você tem três ternos te esperando e sapatos para usar. Havia um esquema para me levar ao aeroporto, mas horas depois senti mais dores e voltei ao hospital", alegou. Thomas passou por uma cirurgia cardíaca e ficou internado. Ele ainda está se recuperando, mas já está em casa. Kate Middleton e Meghan Markle, as mulheres dos príncipes britânicos William e Harry, assistem a partida de tênis em Wimbledon, na Inglaterra, no sábado (14). É a primeira vez que as duas vão a um evento juntas sem os maridos Tim Ireland/AP "Eu deveria ter estado lá. Todos diziam que eu estava apavorado para andar com ela até o altar, mas estava preparado para fazer isso. Tinha um discurso escrito. Meghan estava absolutamente maravilhosa", acrescentou. Segundo o pai da duquesa de Sussex, ele não consegue ter contato com a filha. Diz que liga, mas não consegue falar, e critica a possibilidade de estar sendo mantido afastado por causa do episódio com as fotos. "Metade da Grã-Bretanha parece fazer uma fortuna vendendo fotos da minha filha e do marido dela. Eles são evitados? Eu já pedi desculpas à família real. Sou bastante franco sobre certas coisas, mas não sou diferente de qualquer outro pai", argumentou. A mãe de Meghan, Doria Ragland, que se separou de Thomas em 1988, foi a única parente da noiva na igreja. O pai afirmou que ficou chateado por ela ter ficado sozinha durante a cerimônia. "Achei errado ver Doria sentada sozinha. Não havia razão para que ela não pudesse estar com a realeza", disse. Thomas também criticou as roupas que Meghan tem usado nos compromissos oficiais com a família real. "Meghan parece tirada de um filme antigo. Por que, em 2018, precisa se vestir como em 1930? Por que tem que cobrir seus joelhos? Há um alto preço a se pagar para casar com essa família", afirmou. Apesar das críticas, o pai da duquesa de Sussex disse na entrevista que é muito grato ao príncipe Charles por ter conduzido sua filha ao altar. "Fiquei muito feliz em ver o príncipe Charles intervir e caminhar com Meghan pelo corredor. Eu estava triste por não ser eu, mas muito feliz por ter sido ele. Eu adoraria apertar sua mão e agradecê-lo por isso", concluiu.


Acidente entre um ônibus e três veículos deixa mortos nos EUA
Domingo, 15 Julho 2018 16:37:54 -0000

Colisão deixou três mortos e 22 feridos em estrada no Novo México. Um acidente envolvendo um ônibus e três veículos em uma rodovia no estado do Novo México, nos EUA, deixou três mortos e 22 feridos, de acordo com a agência de notícias Associated Press. O chefe dos bombeiros do Condado de Sandoval, James Maxon, confirmou as mortes em entrevista a um jornal local. Ele disse que o acidente ocorreu neste domingo na Interstate 25, ao norte de Bernalillo, a cerca de 29 km ao norte de Albuquerque. Maxon não soube dizer as causas da colisão envolvendo um ônibus de passageiros, um semi-reboque, uma picape e um carro nem se os três mortos são passageiros do ônibus. Também não está claro se o ônibus envolvido era de turismo nem seu itinerário. Acidente entre um ônibus e três veículos aconteceu no Novo México, nos EUA Alexandre Mauro/G1


Memes da Copa do Mundo 2018: França é bicampeã
Domingo, 15 Julho 2018 15:32:36 -0000
Países europeus disputam a taça neste domingo (15). A vitória da França na Copa do Mundo 2018 encheu a internet de memes. Mesmo antes de começar a partida contra a Croácia, a zueira já tinha ganhado a web com a animada performance de Ronaldinho Gaúcho na festa de despedida do Mundial. Entre os jogadores, o francês Giroud, camisa 9 da seleção, foi o maior motivo de piadas ao terminar o Mundial sem gols, mas com a medalha de ouro. Veja os melhores memes: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text


Meninos resgatados de caverna na Tailândia lamentam morte de mergulhador voluntário
Domingo, 15 Julho 2018 13:57:27 -0000

A equipe de futebol dos "Javalis Selvagens" foram informados que Saman Kunan, que trabalhava como voluntário no resgate, morreu quando tentava estabelecer uma linha fornecimento de oxigênio na caverna em que estavam presos. No Hospital Chiang Rai Prachanukroh, em Chiang Rai, os 12 meninos resgatados posam para foto com um desenho de Samarn Kunan, ex-mergulhador da Marinha tailandesa que morreu trabalhando para resgatá-los Chiang Rai Prachanukroh Hospital AND Ministry of Public Health/Handout via REUTERS Os 12 adolescentes resgatados depois de ficarem presos por 18 dias em uma caverna lamentaram a morte de um mergulhador tailandês durante as operações de socorro, informou neste domingo (15) o Ministério da Saúde. A equipe de futebol dos "Javalis Selvagens" foram informados que, em 6 de julho, Saman Kunan, um navegador aposentado da Marinha tailandesa e que trabalhava como voluntário no resgate, morreu quando tentava estabelecer uma linha fornecimento de oxigênio na caverna em que estavam presos. Os adolescentes, com idades de 11 a 16 anos, só ficaram sabendo dessa informação no sábado. "Todos choraram e expressaram seus pêsames escrevendo mensagens em um desenho do capitão de corveta Saman e observaram um minuto de silêncio por ele", afirmou o secretário permanente do Ministério da Saúde, Jedsada Chokdamrongsuk, em um comunicado. Saman Kunan, triatleta e mergulhador, deixou a marinha em 2006 e trabalhava no aeroporto de Suvarnabhumi, em Bangcoc. Quando soube dos meninos presos, se apresentou como voluntário para participar no resgate. Imagens mostram momento em que meninos são retirados de caverna na Tailândia Mergulhadores contam detalhes do resgate de meninos presos em caverna na Tailândia Militar da marinha e atleta de corrida de aventura, Saman Kunan morreu aos 38 anos ao levar suprimentos para grupo preso em caverna na Tailândia Saman Kunan/Facebook Os 12 meninos, entre 11 e 16 anos, e seu treinador de 25 anos entraram na caverna no dia 23 de junho. Com as fortes chuvas, a caverna inundou e o grupo ficou preso por nove dias sem comer até ser encontrado por dois mergulhadores britânicos. A operação de resgate mobilizou mais de 1.000 pessoas. Mergulhadores estrangeiros e oficiais tailandeses retiraram os meninos em três grupos. Os primeiros quatro meninos chegaram ao hospital domingo (8). O restante do time foi dividido em dois grupos: um retirado na segunda (9) e o último, na terça (10). Imagem divulgada nesta quarta-feira (11) mostra regatistas trabalhando na caverna Tham Luang, no norte da Tailândia Thai Navy Seal/via Reuters Infográfico mostra como foi o resgate dos meninos presos na caverna na tailândia Infografia: Karina Almeida, Juliane Monteiro, Betta Jaworski, Alexandre Mauro/G1 Initial plugin text


William e Kate assistem a final masculina de Wimbledon com Theresa May
Domingo, 15 Julho 2018 13:35:08 -0000

Príncipe britânico e sua mulher foram à final do torneio de tênis acompanhados da primeira-ministra. Na véspera, Kate e Meghan foram juntas à final feminina. O príncipe William e sua mulher, Kate Middleton, assistem à final masculina de Wimbledon com a primeira-ministra, Theresa May Andrew Boyers/Reuters O príncipe britânico William e sua mulher, Kate Middleton, a duquesa de Cambridge, se encontraram neste domingo (15) com a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, para assistir à final masculina do torneio de tênis de Wimbledon, na Inglaterra. Por 3 sets a 0, o sérvio Novak Djokovic venceu o sul-africano Kevin Anderson, e voltou a ser campeão de um Grand Slam mais de dois anos depois. Na véspera, Kate Middleton e sua cunhada, Meghan Markle, duquesa de Sussex, foram juntas assistir à final feminina, em que a alemã Angelique Kerber superou a americana Serena Williams. William e Kate riem conversando antes do início da partida final em Wimbledon Glyn Kirk/AFP O príncipe William e a premiê Theresa May conversam antes da partida em Wimbledon Glyn Kirk/AFP O príncipe William e sua mulher, Kate Middleton, chegam para assistir à final masculina de Wembledon com a primeira-ministra, Theresa May Glyn Kirk/AFP


O que acontece com a taça da Copa do Mundo depois da comemoração
Domingo, 15 Julho 2018 13:15:23 -0000

Em um galpão simples, localizado em uma tranquila rua de uma região industrial de Milão, na Itália, sete ourives já estão prontos para receber a famosa taça, que vai ganhar o nome da seleção campeã da Copa da Rússia 2018. A taça, obra idealizada em 1971 pelo ourives e escultor italiano Silvio Gazzaniga, é toda confeccionada de forma artesanal, exceto pelo registro do nome dos países campeões Mariana Veiga De um lado a Croácia, estreante em finais de Copa do Mundo. De outro a França, cuja seleção foi campeã há 20 anos. Noventa minutos depois - ou 120, se houver prorrogação; ou um pouco mais, se houver decisão por pênaltis -, a festa será completa quando o meio-campista croata Luka Modric ou o goleiro francês Hugo Lloris, capitães de suas seleções, erguer a cobiçada taça Copa do Mundo Fifa. Então, em um enredo que se repete a cada quatro anos, o troféu de ouro viajará para o país vencedor e será parte fundamental de todas as comemorações. Algumas semanas depois, entretanto, em data nunca divulgada exatamente - por razões de segurança -, a taça estará na pacata cidade de Paderno Dugnano, na região metropolitana de Milão, norte da Itália. Ali, em um galpão simples, localizado em uma tranquila rua de uma região industrial, os sete ourives que trabalham na fábrica da empresa GDE Bertoni já estão prontos para receber a famosa taça. E mãos à obra: entre os afazeres, precisam deixar o troféu tinindo como se fosse novo e gravar, no disco circular que fica em sua base, o nome do último campeão. A fábrica onde o nome do campeão do Mundo é gravado na taça da Copa fica na região metropolitana de Milão Mariana Veiga "Há quatro anos, foi ele quem fez essa gravação", conta o funcionário Pietro Bambrilla, de 45 anos, apontando para o colega Salvatore Iannetti, de 48, responsável por registrar o nome da Alemanha, vencedora do campeonato realizado no Brasil. Iannetti assente com a cabeça, sem parecer dar muita importância para o fato de ter acionado a gravadora eletrônica que escreveu "2014-Deutschland" no emblemático disco de ouro. Grafias A gravadora eletrônica é uma máquina grande, como se fosse uma impressora industrial, que tem na ponta um mecanismo semelhante ao de um pirógrafo. Ela é acionada por um programa de computador, rodado ao lado, em um velho PC desktop bege, igualzinho àqueles que muitos tinham em casa até alguns anos atrás. O padrão é este: o ano do campeonato seguido pelo nome do vencedor, em grafia que respeite o idioma do campeão. Assim, em 1994 e 2002, está lá escrito Brasil, exatamente da maneira como escrevemos, em português. Se a França vencer este ano, será escrito como em 1998: France. Se o título ficar para a Croácia, o software será programado para gravar "2018-Hrvatska". Um velho PC desktop bege rege a gravadora do nome que será inscrito na taça Mariana Veiga Pietro Bambrilla, que trabalha na GDE Bertoni há 20 anos, lembra-se que foi em clima de festa que a taça foi recebida para a gravação "2006-Itália". Pessoalmente, ele não liga muito para futebol, então diz que não ficou assim muito chateado pelo fato de a Azzurra nem sequer ter sido classificada para a Copa de 2018. Mas esta gravação é o único processo mecanizado pelo qual passa o troféu da Copa do Mundo, com seus cerca de 6 quilos de ouro. A taça, obra idealizada em 1971 pelo ourives e escultor Silvio Gazzaniga, que morreu em 2016, aos 95 anos, é toda confeccionada de forma artesanal. A taça Quando o Brasil sagrou-se tricampeão mundial, em 1970, a Fifa se viu obrigada a aposentar o troféu Jules Rimet - pois o combinado era que a primeira seleção que vencesse três vezes a Copa ficaria com a pose definitiva da taça. Então foi aberto um concurso para escolher a premiação substituta. Participaram 53 empresas de todo o mundo. A GDE Bertoni, empresa fundada em Milão pelo ourives Emilio Bertoni, já tinha certa experiência no ramo esportivo, pois havia feito as medalhas para os Jogos Olímpicos de Roma, em 1960. A firma era então gerida por Giorgio Losa, neto do fundador. O funcionário Gazzaniga fez o desenho. Losa levou pessoalmente um molde de gesso até a sede da Fifa para o certame. Levou a melhor e voltou com a missão: fabricar a taça que já seria utilizada na Copa de 1974. Funcionário manuseia réplica da taça, criada por um ourives italiano depois do campeonato de 1970 Mariana Veiga E mesmo sendo a peça original, em ouro 18 quilates, um item único, sempre em posse da Fifa, o trabalho da GDE Bertoni não para por aí. Eles são incumbidos de produzir réplicas, idênticas em forma e com peso semelhante, que são entregues, em definitivo, às seleções campeãs. Em vez de ouro, há uma liga de cobre e zinco - mas banhada a ouro em três demãos. Foi uma dessas réplicas que Bambrilla manuseou para as fotos que ilustram esta reportagem. E são réplicas assim que todos os países que venceram a Copa do Mundo desde 1974 guardam em suas salas de troféus - Alemanha (três vezes, em 1974, 1990 e 2014), Brasil (duas vezes, em 1994 e 2002), Itália (duas vezes, 1982 e 2006), Argentina (também duas vezes, 1978 e 1986), França (1998) e Espanha (2010). Restauro A cada quatro anos, toda vez que a taça original e única da Copa do Mundo retorna para Paderno Dugnano para a gravação do nome, os artesãos sabem que o serviço precisa ser completo. Aquelas duas faixinhas verdes, feitas de uma pedra chamada malaquita, são substituídas por novas - segundo Bambrilla, o material é frágil e costuma trincar com o manuseio no calor das comemorações. O troféu também é limpo e polido. Fica novinho em folha antes de retornar à sede da Fifa, em Zurique, na Suíça. Todo esse processo costuma levar pelo menos duas semanas. É feito em sigilo, sem alarde, por razões de segurança - e para não quebrar o sossego da silenciosa e quase sem movimento ruazinha onde a GDE Bertoni se localiza. Quando chega à fábrica, o troféu é limpo e polido para ficar novinho em folha antes de retornar à sede da Fifa Mariana Veiga Paderno Dugnano é uma cidade de 47 mil habitantes. A oficina da empresa está no endereço atual desde 1995. Foi fundada em Milão, na Corso Garibaldi, rua conhecida por ter sido reduto de artesãos, em 1907. Nos anos 1940, foi transferida para a cidade de Novate Milanese, na mesma região. Desde 2010, a empresa é comandada por Valentina Losa, uma publicitária de 38 anos, bisneta do fundador. Ela, que cresceu com o orgulho de saber que a taça da Copa retornava para "casa" a cada quatro anos, acompanha de perto o trabalho da sua equipe. "São dias especiais, em que todos os detalhes precisam ser observados. E honramos nossa história", diz. A esta altura, o comando do futebol do país campeão já estará de posse da réplica oficial que lhe é de direito. E então, como se fosse nova, tão brilhante como era quando estreou no Mundial de 1974, a taça Copa do Mundo Fifa voltará para Zurique, na Suíça. Onde ficará guardada, à espera do Mundial de 2022.


Brexit: 'Trump me sugeriu processar a União Europeia', diz primeira-ministra britânica
Domingo, 15 Julho 2018 11:39:48 -0000

Em entrevista à BBC, Theresa May revelou qual foi a sugestão que o presidente dos EUA havia lhe dado e que, segundo ele, ela ignorou; May afirmou ainda que, ao deixar o bloco, o Reino Unido vai fazer acordos comerciais com outras nações, vai acabar com a livre circulação de pessoas e não mais vai seguir as regras impostas pela Corte Europeia de Justiça. A primeira-ministra Theresa May falou ao programa do jornalista Andrew Mar neste domingo (15) BBC A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, revelou neste domingo (15) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lhe disse para "processar a União Europeia" em meio às tratativas de negociações do Brexit - a saída dos britânicos do bloco europeu. Em entrevista ao jornal britânico "The Sun", publicada na quinta-feira (12) durante a primeira visita oficial do presidente ao Reino Unido, Trump disse que havia dado um conselho a May, mas que a primeira-ministra havia ignorado. Ao lado de May durante uma coletiva de imprensa na sexta-feira (13), Trump foi questionado sobre o que tinha dito à primeira-ministra. Ele fez a ressalva de que não deu "um conselho, mas uma sugestão" e que entendia completamente porque ela achou a proposta "dura demais". Trump, contudo, não revelou o que sugeriu à May. Na manhã deste domingo, a primeira ministra terminou com o mistério. Em uma entrevista ao vivo à BBC, o jornalista Andrew Marr perguntou qual era a sugestão de Trump que May havia achado "brutal". "Ele me disse para processar a UE, e não entrar em negociações", afirmou Theresa May. À BBC, ela afirmou que, ao deixar a UE, o Reino Unido vai fazer acordos comerciais com outras nações, vai acabar com a livre circulação de pessoas e não mais vai seguir as regras impostas pela Corte Europeia de Justiça. A primeira-ministra defendeu seu projeto para o Brexit e pediu apoio dos seus críticos. O governo britânico enfrenta uma profunda divisão interna por causa da forma com que May tem negociado a saída do bloco. Na semana passada, membros do Partido Conservador favoráveis ao chamado "hard Brexit" ("Brexit duro", em tradução livre), a ruptura mais radical com a UE sem participação no mercado único, deixaram seus cargos por considerarem o plano de May suave demais. O então ministro das Relações Exteriores Boris Johnson anunciou que sairia do governo na segunda-feira, horas após o ministro especial para o Brexit, David Davis, também ter renunciado. Eles são contra a manutenção de laços econômicos com a UE após a saída do bloco, programada para março do ano que vem. À BBC, May insistiu que sua proposta permite que o Reino Unido faça seus próprios acordos comerciais, apesar de prever regras comerciais comuns com a EU. Ela disse que essas regras são necessárias para proteger os empregos em empresas com cadeias de suprimento que cruzam fronteiras no território europeu. Antes de se encontrar com May, o presidente dos EUA havia criticado a forma com que ela está conduzindo o Brexit. A entrevista de Trump ao jornal "The Sun" publicada no mesmo dia em que ele chegou ao Reino Unido, colocou o governo britânico em uma situação delicada por causa de declarações dadas pelo presidente americano na véspera. Ele disse que a proposta de May, de buscar uma área de livre comércio de bens com a UE, "mataria" qualquer perspectiva de negócios com os EUA. Na mesma entrevista, o presidente elogiou o ex-ministro das Relações Exteriores Boris Johnson, desafeto de May, e criticou o prefeito de Londres, Sadiq Khan. 'Fake news' e protestos Questionado sobre as críticas que fez à May, Trump disse que a primeira-ministra faz um trabalho magnífico e chamou a própria entrevista de fake news. O presidente americano afirmou que, na edição da entrevista que deu ao "Sun", o jornal omitiu as declarações positivas que fez sobre May. Isso, segundo ele, equivale a "fake news", ou "notícias falsas". "Ela (May) é totalmente profissional porque quando eu a vi nesta manhã, eu disse: 'Quero me desculpar, porque eu falei tantas coisas boas de você'. E ela respondeu: 'Não se preocupe, é só a imprensa'", disse Trump, na coletiva de imprensa, ao lado de May, reclamando que as coisas positivas que disse sobre a primeira-ministra não foram manchete no jornal. Além de mal estar no governo britânico, a visita de Trump também gerou protestos. Contrários à visita de Trump organizaram manifestações em diferentes cidades do Reino Unido. Em Londres, onde dezenas de milhares de pessoas foram às ruas contra o presidente americano na sexta-feira, um balão representando Trump como um "bebê chorão", de fraldas e com um celular na mão, voou ao lado do Parlamento britânico e na Trafalgar Square. Trump passou dois dias na Inglaterra, onde se encontrou com Theresa May e com a Rainha Elizabeth II, e seguiu para a Escócia, onde passou o fim de semana em seu clube de golfe. Antes de vir ao Reino Unido, Trump esteve em Bruxelas, onde gerou tensão com países aliados na reunião da cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a aliança militar ocidental. Nesta segunda (16), está prevista uma reunião entre Trump e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na Finlândia.


Trump aconselhou primeira ministra britânica Theresa May a processar União Europeia em vez de negociar
Domingo, 15 Julho 2018 09:52:54 -0000

A informação foi revelada pela BBC. Primeira ministra britânica, Theresa May, e o presidente americano Donald Trump Stefan Rousseau/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aconselhou a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, a processar a União Europeia (UE) em vez de negociar os termos do "Brexit", segundo revelou hoje May em entrevista para a rede pública "BBC". Trump contou ao fim de sua reunião com a premiê na sexta-feira passada em Chequers, na Inglaterra, que tinha dado um "conselho" em relação à saída do Reino Unido da UE que May tinha achado "brutal" demais. Interrogada hoje pelo jornalista Andrew Marr sobre o que foi que Trump lhe disse, May revelou que lhe orientou a processar a UE. No entanto, ela revelou que, na reunião, Trump mudou de opinião e aconselhou que ela não abandonasse as negociações. Caso contrário, ela ficaria "emperrada".


Trump se declara disposto a concorrer à reeleição
Domingo, 15 Julho 2018 09:36:08 -0000

Declaração foi dada em entrevista divulgada neste sábado pelo jornal britânico "Mail on Sunday" Presidente americano Donald Trump Carlo Allegri/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua intenção de concorrer à reeleição em 2020 em entrevista divulgada neste sábado pelo jornal britânico "Mail on Sunday", na qual afirma que não vê nenhum democrata capaz de ganhar dele. Embora admita que "nunca se sabe o que passa com a saúde e outras coisas", Trump, de 72 anos, confirmou ao ser perguntado pelo jornalista Piers Morgan se vai tentar a reeleição que tem "toda a intenção de fazê-lo". "Bom, tenho toda a intenção de fazê-lo. Parece que todos querem que o façamos", ressaltou Trump, destacando: "Me sinto bem". Questionado se vê algum candidato democrata que possa ganhar dele nas eleições, respondeu: "Não. Não vejo ninguém. Conheço todos eles e não vejo ninguém", e insistiu Trump: "Eles não têm o candidato adequado". O presidente americano chegou no sábado em visita privada de dois dias à Escócia para jogar golfe em um dos seus complexos de luxo, após terminar sua visita oficial ao Reino Unido e antes de partir neste domingo para Helsinque, onde vai se reunir na segunda-feira pela primeira vez em uma cúpula bilateral com seu colega russo, Vladimir Putin. Perguntado se Putin é um dos dirigentes "impiedosos" com os quais se reuniu, como o norte-coreano Kim Jong-un, Trump respondeu: "Não posso dizer, suponho que provavelmente seja. Mas poderia nomear outros também". "No entanto, se nos dermos bem com a Rússia, isso é uma coisa boa. Não conheço (Putin). Encontrei com ele um par de vezes, o conheci no G20", em referência à cúpula realizada em Hamburgo. "Acho que provavelmente poderíamos nos dar bem", insistiu Trump, embora tenha admitido: "Agora somos competidores". EFE


Encontro de Trump e Putin: das armas nucleares à guerra na Síria, veja 5 pontos de atrito que dão o tom das relações entre EUA e Rússia
Domingo, 15 Julho 2018 08:00:42 -0000

Esta será a primeira reunião dos dois presidentes, que antes tiveram apenas encontros informais em eventos na Alemanha e Vietnã. Trump e Putin em encontro de líderes da Apec no Vietnã, em novembro de 2017 Mikhail Klimentyev/Sputnik/AFP Envolvidos em uma relação difícil de classificar, Donald Trump e Vladimir Putin se encontram em Helsinque, na Finlândia, na segunda-feira (16). Questionado esta semana por jornalistas se enxergava o presidente russo como seu amigo ou inimigo, o próprio líder norte-americano preferiu uma terceira opção: “concorrente”. Esta será a primeira vez que os dois terão um encontro particular. Antes, eles estiveram juntos apenas informalmente, em ocasiões em que participavam de eventos com outros líderes mundiais. A Finlândia foi escolhida por sua suposta neutralidade política – a exemplo do que aconteceu com Singapura na reunião de Trump com Kim Jong-Un. O Kremlin informou que eles irão conceder uma entrevista coletiva depois do encontro, mas não divulgarão necessariamente um documento conjunto. “Uma declaração comum não é atributo obrigatório de tais reuniões", afirmou o porta-voz, Dmitri Peskov, na sexta-feira (13). Além das sempre conturbadas relações entre EUA e Rússia, outros assuntos devem tornar a pauta ainda mais delicada. Apesar do clima cordial que Trump faz questão de demonstrar em relação a Putin, a quem costuma elogiar com frequência, não há como ignorar, por exemplo, as acusações de interferência russa no processo eleitoral americano de 2016, as divergências dos dois países na Síria e a rivalidade direta da Rússia com a Otan, da qual os EUA fazem parte, e que acaba de ser reforçada na conferência da organização da qual Trump participou. Para deixar o clima ainda mais tenso, na sexta-feira o Departamento de Estado EUA emitiu uma nota homenageando os jornalistas russos Natalya Estemirova e Paul Klebnikov, assassinados em 2009 e 2004, respectivamente. No documento, o governo americano afirma que "Os EUA seguem preocupados com o atual padrão de intimidação e violência contra quem expressa sua dissidência em toda Rússia, incluindo jornalistas independentes, membros da oposição política e a sociedade civil". 1 - Armas nucleares Segundo o Kremlin, o desarmamento nuclear global deve ser o tema-chave da reunião. O assessor para Assuntos Internacionais de Putin, Yuri Ushakov, afirmou que “a Rússia está há muitos anos oferecendo diálogo sobre a saída dos EUA do tratado sobre mísseis antibalísticos”, fazendo referência à decisão do então presidente George H.W. Bush, em 2002, de deixar o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start II). A decisão permitiu que a Casa Branca construísse um escudo antimísseis, iniciativa considerada pelo Kremlin como uma grave ameaça à soberania da Rússia e ao equilíbrio estratégico garantido pela doutrina de destruição mútua assegurada caso um dos países iniciasse uma guerra nuclear. Vladimir Putin apresenta novas armas nucleares da Rússia Este ano, às vésperas da eleição presidencial, Putin apresentou uma nova geração de armas nucleares que, garantiu, é capaz de perfurar o escudo norte-americano. Trump já deixou claro que não vai desistir do polêmico escudo, mas a cúpula poderia terminar com um acordo dos dois presidentes para prorrogar por cinco anos o Start III, que se encerra em 2021. "A Rússia confirmou em reiteradas ocasiões sua adesão ao Start III e cumpriu todos os compromissos firmados no documento assinado em 2012, em Praga", indicou o assessor de Putin. 2 - Reino Unido A Rússia atravessa um período turbulento com o Reino Unido, considerado o maior aliado norte-americano, apesar da estremecida relação entre Trump e Theresa May. A crise foi provocada pelo caso de envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal em Salisbury, em março, que desencadeou uma crise diplomática que culminou com a expulsão de diplomatas dos dois países e a ausência de políticos britânicos e membros da família real na Copa do Mundo. Sergei Skripal em cela para réus durante julgamento em corte militar de Moscou, em 2006 Yuri Senatorov/Kommersant/Reuters Outros países se solidarizaram com o Reino Unido, denunciaram a "responsabilidade russa" e apontaram uma "ameaça" à sua segurança coletiva, entre eles os próprios Estados Unidos, que também expulsaram diplomatas russos, assim como Austrália, Canadá, Ucrânia, Noruega, Albânia e 16 países da União Europeia. Ainda assim, Trump afirmou em uma entrevista ao jornal britânico “The Sun”, publicada na sexta-feira (13), que as contaminações com o agente nervoso russo Novichok não influenciariam sua relação com Putin. 3 - Crimeia Outro tema que pode ser abordado é a anexação da Crimeia pela Rússia. Oficialmente, os Estados Unidos não reconhecem a reivindicação russa, mas no dia 29 de junho, a bordo do Air Force One, o presidente americano respondeu com um “teremos que ver... vou falar com ele sobre tudo” ao ser questionado por repórteres se discutiria o assunto com Putin. A resposta fez com que a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, fosse obrigada a esclarecer, em 3 de julho, que “não reconhecemos a tentativa da Rússia de anexar a Crimeia. Concordamos em discordar e as sanções contra a Rússia permanecem em vigor até que a Rússia devolva a península à Ucrânia." Além disso, a declaração final da reunião da Otan, da qual Trump participou esta semana, deixa explícito seu apoio à Ucrânia, além das ex-repúblicas soviéticas da Geórgia e Moldávia, que também têm tropas russas em seu território. "Reiteramos nosso apoio à integridade territorial e à soberania da Ucrânia, Geórgia e República da Moldávia dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas", diz o documento. Na sexta-feira, ainda durante sua visita à Inglaterra, o líder norte-americano afirmou que a anexação foi "um desastre de (Barack) Obama", pois aconteceu durante o mandato de seu antecessor na Casa Branca, e garantiu que, se ele estivesse no comando, Putin "não teria tomado a Crimeia" da Ucrânia, segundo a agência Efe. Ainda assim, Trump teria dito a pelo menos dois líderes do G7 em Quebec, em junho, que a Crimeia é russa porque todos que vivem lá falam russo, segundo uma matéria do site BuzzFeed News. Na mesma reunião do G7, o presidente americano defendeu que a Rússia fosse readmitida ao grupo, do qual foi expulsa em 2014, justamente após a anexação da Crimeia. Além disso, em 2014, antes de se candidatar à presidência, ele já havia elogiado Putin chamando a anexação de uma atitude “muito esperta” durante entrevista ao apresentador Eric Bolling, da Fox News. Comparativo EUA e Rússia Roberta Jaworski/G1 4 - Síria Rússia e Estados Unidos combatem o Estado Islâmico na Síria, mas atuam em frentes opostas. Enquanto os russos lutam ao lado do presidente sírio Bashar Al-Assad, os norte-americanos lideram uma coalizão que apoia os rebeldes contrários ao governo. Mas nas duas vezes em que Trump e Putin conversaram pessoalmente, os dois chegaram a acordos parciais sobre como agir naquele país. Em julho de 2017, na Alemanha, eles acordaram um cessar-fogo através de um memorando de entendimento, que envolveu também a Jordânia, mas a iniciativa não durou muito tempo. Em novembro do mesmo ano, eles voltaram a se encontrar, desta vez no Vietnã, e fizeram uma declaração conjunta de compromisso para derrotar o Estado Islâmico. "Os dois expressaram sua satisfação com os esforços bem-sucedidos de EUA e Rússia para evitar mais eficazmente incidentes perigosos entre militares americanos e russos, que permitiram elevar consideravelmente as baixas do EI nos campos de batalha nos últimos meses", segundo a declaração. Presidente russo, Vladimir Putin, e presidente sírio, Bashar al-Assad, encontraram-se em 20 de novembro de 2017 na residência de veraneio do presidente russo no balneário de Sochi, às margens do Mar Negro Mikhail Klimentyev/Sputnik/Kremlin via Reuters Em abril deste ano, entretanto, a relação se tornou hostil após o governo sírio ter sido acusado de usar armas químicas em um ataque que matou dezenas de pessoas em Guta Oriental. Em conjunto com a França e o Reino Unido, os EUA lançaram um ataque contra supostos estabelecimentos de armas químicas na Síria. A Rússia, endossando a alegação do governo sírio de que não promoveu o ataque químico – e de que o mesmo era uma mentira para que houvesse uma justificativa para bombardear alvos governamentais – respondeu com ameaças de que haveria “consequências”. Em seu habitual tom provocador, Trump disse à Rússia que mísseis "bacanas, novos e inteligentes" estariam chegando à Síria, e Putin respondeu que mais ataques ocidentais contra a Síria trariam o caos aos assuntos mundiais. 5 - Eleições de 2016 Quando os nomes “Trump” e “Rússia” aparecem juntos, porém, o mais frequente é que alguém esteja mencionando as eleições presidenciais norte-americanas de 2016. O presidente nega que russos tenham interferido no processo eleitoral e contribuído para sua vitória, mas uma investigação sobre o caso está em andamento. Algumas pessoas já foram indiciadas e outras acusadas, inclusive algumas diretamente ligadas a Trump, como ex-assessores de sua campanha. O próprio presidente continua sob investigação em um inquérito conduzido pelo promotor especial Robert Mueller Jr. e a possibilidade de que seja convidado a depor não foi completamente descartada. Até o momento, nada foi provado contra ele especificamente, mas seus advogados já tentaram mais de uma vez impedir que a investigação prossiga. O ex-diretor do FBI Robert Mueller, encarregado da investigação sobre a Rússia, em foto de 21 de junho de 2017 Saul Loeb/AFP Além disso, o presidente demitiu James Comey, diretor do FBI, o primeiro responsável pela investigação. O que se sabe com certeza é que russos hackearam computadores do Partido Democrata e prejudicaram a campanha de Hillary Clinton, adversária de Trump, além de conduzirem uma “campanha de guerra de informação”, como atestaram inclusive membros do Partido Republicano integrantes do Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados dos EUA. Em fevereiro deste ano, 13 russos e três empresas daquele país foram indiciados por organizarem uma conspiração criminosa e de espionagem, e na sexta-feira outros 12 indivíduos, membros da Inteligência militar da Rússia, foram indiciados por conspiração por hackear o comitê do Partido Democrata durante o período eleitoral. Quando esteve pessoalmente com Putin em novembro, Trump diz ter questionado o presidente russo sobre uma possível interferência, e este negou. "Me disse que, de modo algum, se intrometeu nas nossas eleições", declarou Trump aos jornalistas que o acompanhavam no avião presidencial Air Force One rumo a Hanói. "Realmente, acho que, se ele me disse isso, disse de verdade", acrescentou na época. De qualquer forma, o assessor de segurança nacional dos EUA, John Bolton, afirmou que Trump voltará a pressionar Putin sobre o assunto no encontro desta segunda-feira. "A interferência nas eleições é definitivamente algo que nós conversamos" disse Bolton em uma entrevista à rede americana CBS. "Acredito que é algo que precisamos nos preocupar e por isso o presidente deve levantar o assunto novamente".


Nascimentos na China caem 3,2% em 2017
Domingo, 15 Julho 2018 07:57:43 -0000

17,58 milhões de bebês nasceram no país no ano passado, segundo números divulgados pela Comissão Nacional de Saúde. Bebês chineses Patty Chen/Reuters O número de nascimentos na China caiu 3,2% em 2017 em relação ao ano anterior. Foram 17,58 milhões de bebês, segundo números divulgados neste domingo pela Comissão Nacional de Saúde e citados pela imprensa estatal. Em 2016, o primeiro após o final da política do filho único na China, houve 18,46 milhões de nascimentos. 51% dos bebês nascidos durante 2017 não eram o único filho da família, segundo os dados divulgados hoje. O Governo chinês acabou com a política do filho único a fim de combater o envelhecimento demográfico, e passou a permitir que as famílias tivessem dois filhos. No entanto, apesar do aumento inicial do primeiro ano, a forte queda registrada na primeira metade de 2018 está levando as autoridades a pensar em eliminar todos os limites à natalidade. Segundo algumas informações que circulam pela imprensa, isso poderia ocorrer ainda este ano. Após o final da política do filho único, implantada em 1979, os nascimentos não aumentaram como era esperado pelas autoridades devido, segundo declarações de vários cidadãos, à carência de habitação nas grandes cidades, e também de serviços, como educação ou saúde.


França e Croácia: da imigração à emigração, confira o perfil dos países finalistas da Copa
Domingo, 15 Julho 2018 04:00:41 -0000

Time francês joga com atletas de origens étnicas diversas. Já a Croácia reuniu jogadores da mesma origem, mas nascidos em países diferentes. Copa de Indicadores: França x Croácia Arte/G1 Finalistas da Copa do Mundo, França e Croácia entram em campo neste domingo (15), às 12h, em um duelo que é a cara da diversidade histórica da Europa. De um lado, a equipe francesa mistura jogadores de origens étnicas diversas. Já os croatas, que só conseguiram a independência há 26 anos, apresentam um time homogêneo: todos de origem eslava. A história explica. A França colonizou regiões da África e do Oriente Médio, principalmente entre o século XIX e a primeira metade do século XX. Além disso, os franceses detêm, até hoje, territórios ultramarinos em outros continentes. A Guiana Francesa, que faz fronteira com o Brasil, é uma delas. Votação das eleições da França na Guiana Francesa Jody Amiet/AFP Assim, com a independência das ex-colônias e de outros territórios antes pertencentes à França, o país europeu viveu um fluxo imigratório no último século. O território francês recebeu imigrantes principalmente do norte da África (Marrocos, Tunísia e Argélia) e da África Subsaariana (países como Camarões e Senegal). Os motivos variam. Há os casos de imigração econômica e os casos de pedido de asilo político ou reagrupamento familiar. Afinal, a França, uma das maiores economias do mundo, ofereceria, em tese, maiores oportunidades aos habitantes dos países mais pobres. Presidente francês, Emmanuel Macron, encontrou nesta segunda-feira (28) malinês Mamoudou Gassama, 22, que escalou prédio em Paris para salvar menino Thibault Camus/Reuters Como esse fluxo começou há décadas, os imigrantes de outrora deram origem a novos franceses. Eles nasceram no território da França e, portanto, têm nacionalidade local. Por vezes, essa geração de franceses filhos de imigrantes têm pais de origens diferentes. É o caso do astro Kylian Mbappé. Ele nasceu em Paris, enquanto a mãe tem origem argelina, e o pai nasceu em Camarões. Kylian Mbappé Pilar Olivares / Reuters Há ainda dois casos de naturalização: Samuel Umtiti, camaronês, e Steve Mandanda, congolês, migararam para a França ainda crianças. Croácia: uma reunião de expatriados Torcedores comemoram após o jogo Croácia x Inglaterra, na praça principal de Zagreb, na Croácia Denis Lovrovic/AFP A composição do time croata mostra um caminho invertido. Se a França agrega jogadores de origens étnicas de outras regiões do mundo, a Croácia junta atletas da mesma etnia que se espalharam pela Europa ao longo da história. Caso de Mateo Kovacic e Ivan Raktic, nascidos na Áustria e na Suíça, respectivamente. Há também outros atletas, como Dejan Lovren e Vedran Corluka, que nasceram na Bósnia-Herzegovina. Entenda a polêmica por trás de vídeos gravados pelos jogadores croatas A diferença é que todos têm família de origem étnica croata. Enquanto a França recebe imigrantes de ex-colônias ou de outros países mais pobres da Europa, a Croácia viveu um êxodo ao longo da história justamente por causa das duas Guerras Mundiais e da Guerra de Independência dos anos 1990. Devido à guerra, o capitão da Croácia, Luka Modric, chegou a ser um refugiado dentro de seu próprio país. Após o ataque sérvio a Zadar, cidade natal do atleta, a família do jogador fugiu para um hotel abandonado na região. Modric Henry Romero / Reuters Há, inclusive, croatas que emigraram para a França tanto pelas guerras como pela economia. O governo da Croácia estima que haja cerca de 40 mil croatas e descendentes vivendo em terras francesas. Isso não significa, porém, que não haja imigração para a Croácia. O fluxo migratório da Guerra da Síria levou o país, hoje parte da União Europeia, a receber refugiados nos últimos anos. O território croata está na rota dos requerentes de asilo que chegam pelo Mar Mediterrâneo. Criança dorme no colo de uma mulher na frente de estação de trem em Dugo Selo, perto de Zagreb. 800 refugiados chegaram ao local Andrej Isakovic / AFP Photo Copa de Indicadores A comparação de indicadores mostra como França e Croácia estão em patamares diferentes de desenvolvimento humano na Europa. Ainda assim, mesmo com a Crise de 2008, a Croácia tem conseguido se recuperar pouco a pouco. Para este ano, o governo local espera crescimento do PIB em 2,6%. Mulher anda com dificuldade na neve no centro de Zagreb, Croácia. Darko Bandic/AP A Croácia vem, inclusive, aumentando a integração com potências do Ocidente, em um distanciamento histórico da antiga Iugoslávia. Desde 2013, os croatas integram a União Europeia. Quatro anos antes, o país passou a fazer parte também da Otan. Na comparação índice a índice com os franceses, os croatas ainda apresentam números piores. A renda per capita anual da Croácia, na comparação pela paridade do poder de compra, é quase metade do analisado no país rival. A França, no entanto, apresenta índice de homicídios ligeiramente mais alto do que o observado na Croácia. Em relação aos números de alfabetização, estima-se que 99,3% dos croatas saibam ler: um empate técnico com os dados franceses reunidos pela ONU. Ciclista passa em frente a painel com cartazes de candidatos à presidência da França,perto de Lille Reuters Initial plugin text


Terremoto de magnitude 6,2 atinge o Iêmen
Domingo, 15 Julho 2018 02:37:13 -0000
Não há relatos de danos ou vítimas. Um terremoto de magnitude 6,2 atingiu o Iêmen na manhã deste domingo, hora local, segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS). Não há relatos imediatos de danos ou vítimas ou aviso de tsunamis. As informações são da agência de notícias Reuters. O terremoto foi sentido a 213 km a noroeste da ilha de Socotra, no Golfo de Aden.


Apesar de trégua, Israel bombardeia Gaza em resposta a ataque palestino
Domingo, 15 Julho 2018 00:27:47 -0000

Plataforma de lançamento de morteiros foi atacada. Movimentos palestinos tinham anunciando acordo de cessar-fogo. Violência em Gaza continua mesmo depois de palestinos anunciarem cessar-fogo com Israel Israel informou neste sábado (14) que atacou uma plataforma de lançamento de morteiros que estava disparando contra o território do país a partir da Faixa de Gaza, uma ação que ocorreu pouco depois do anúncio de um cessar-fogo. A informação foi noticiada pela agência EFE. "Dois morteiros foram lançados desde a Faixa de Gaza contra o território israelense. Em resposta, o Exército atacou a plataforma que estava no sul da região", disse o órgão em nota. Os movimentos islamitas Hamas e Jihad Islâmica tinham anunciado pouco antes do novo incidente um acordo para conter a escalada de violência das últimas horas. O acordo contou com a ajuda do Egito. "Os esforços egípcios e internacionais foram bem-sucedidos em acabar com a atual escalada", disse à Reuters a autoridade palestina, que está familiarizada com as negociações, sob condição de anonimato. O jornal "Haaretz" afirmou que Israel aceitou o cessar-fogo, mas um oficial de segurança disse, pedindo anonimato, que só os "fatos no terreno" determinarão como o país agirá na região. Bombardeios Mais cedo, um ataque aéreo israelense destruiu um prédio vazio de vários andares na Faixa de Gaza, matando dois adolescentes que passavam perto, segundo informações de autoridades locais de saúde, ao mesmo tempo em que militantes palestinos disparavam dezenas de foguetes em direção ao sul de Israel. Fumaça cobre prédio depois de bombardeio israelense em Gaza REUTERS/Ahmed Zakot Três pessoas ficaram feridas em Israel quando um foguete atingiu a cidade de Sderot, no sul do país, informou a polícia. A tensão vinha aumentando desde sexta-feira (13), quando tropas israelenses mataram um adolescente palestino durante protestos na fronteira de Gaza, onde protestos semanais palestinos --incluindo tentativas de romper a cerca da fronteira de Israel- têm envolvido munição letal e um soldado israelense foi ferido. Um segundo manifestante palestino morreu de seus ferimentos no sábado. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse: "Vamos expandir o escopo de nossa reação aos ataques terroristas do Hamas, tanto quanto for necessário. Se o Hamas não entender nossa mensagem hoje, vai entender amanhã." Foguetes esporádicos palestinos e pipas incendiárias de Gaza que incendiaram grandes extensões de terras agrícolas nas áreas fronteiriças de Israel aumentaram a pressão pública sobre Netanyahu por uma resposta armada mais forte. Os militares israelenses disseram que atingiram mais de 40 alvos dentro de várias instalações pertencentes ao Hamas, no que descrevem como uma de suas maiores operações desde o conflito de 2014. Mapa mostra região da Faixa de Gaza Alexandre Mauro/ Arte G1


Mulher sobrevive 7 dias após carro cair de penhasco na Califórnia
Sabado, 14 Julho 2018 21:59:38 -0000

Segundo 'CNN', ela usou a mangueira do radiador do veículo para sugar água de um córrego. Uma mulher foi encontrada com vida depois de ficar sete dias desaparecida após seu carro cair de um penhasco. Segundo a rede americana "CNN", o veículo caiu de um penhasco em Big Sur, na Califórnia. Ela usou a mangueira do radiador do veículo para sugar água de um córrego próximo, disseram autoridades no sábado (14). Angela Hernandez, de 22 anos, machucou o ombro, mas conseguia andar e falar, disse John Thornburg, oficial do condado de Monterey. As autoridades postaram uma foto no Twitter da polícia de Monterey em que Angela aparece com as equipes de resgate. Polícia de Monterey postou imagem do resgate de mulher que sobreviveu 7 dias após queda de penhasco Reprodução/Twitter Monterey Co Thornburg disse que o veículo aterrissou 60 metros abaixo do penhasco e ficou parcialmente submerso. Hernandez conseguiu deixar o carro, mas ficou presa na área rochosa e inacessível, disse ele. Ele não esclareceu se Hernandez tinha alguma comida. Ela foi encontrada depois que duas pessoas que passavam pelo local avistaram os destroços do carro e chamaram a emergência. Desaparecimento O carro de Hernandez aparentemente saiu da rodovia norte-sul que corta a costa do Pacífico nos EUA. Ela estava dirigindo de Portland para visitar a família em Lancaster, no sul da Califórnia. Segundo um panfleto de pessoas desaparecidas, ela enviou uma mensagem por volta das 22h em 5 de julho dizendo que estava cansada e que tinha parado para dormir em seu carro em um estacionamento de um supermercado. Por volta das 8h da manhã de 6 de julho, ela notificou a família de que continuava a viagem. Depois disso, não foram enviadas mais mensagens. As ligações para o celular dela iam direto para a caixa de mensagens. As agências de segurança começaram a procurar Hernandez no dia 6 de julho, quando a família relatou que havia parado de se comunicar com ela. Usuária frequente das redes sociais, a falta de comunicação era incomum, disseram as autoridades. A neblina dificultou as buscas em alguns dias e impossibilitou que equipes de resgate fizessem buscas com helicópteros. No final da sexta-feira (13), duas pessoas que passeavam em Big Sur notaram os destroços do carro no fundo de um penhasco. Eles voltaram para seu acampamento e ligaram para o número de emergência. Isabel Hernandez, sua irmã, agradeceu às pessoas que procuraram por ela. "Nós só queremos agradecer a todos. Isso ajudou", disse ela à afiliada da CNN, KGO. "É o sétimo dia e vocês nos ajudaram com tudo. Angela não ficaria bem sem vocês".


Protestos deixam dois mortos no Iraque e manifestações se espalham no país
Sabado, 14 Julho 2018 21:31:46 -0000

Protestos contra o desemprego e a má qualidade dos serviços públicos começou na província de Basra. Protestos no Iraque AHMAD AL-RUBAYE / AFP Duas pessoas morreram a tiros no Iraque, na sexta-feira (13), em meio a um movimento de protesto social que ganha terreno no país, incluindo na capital, Bagdá, disseram fontes locais à AFP. Os dois manifestantes "morreram baleados" na província meridional de Missan, na fronteira com o Irã, anunciou o porta-voz dos serviços de socorro provinciais, Ahmad al-Kanani. Com isso, sobe para três o número de mortos desde o início das manifestações. Essa ampla mobilização social levou o primeiro-ministro, Haider al-Abadi, a viajar na sexta-feira para Basra, grande cidade do sul desse país afetado pela corrupção e por anos de violência. Neste sábado (14), o premiê Al-Abadi anunciou a alocação de recursos e prometeu investimentos para a província. Protestos contra desemprego Os protestos contra o desemprego e a má qualidade dos serviços públicos, principalmente energia elétrica, aumentaram esta semana com a morte de um manifestante no domingo passado, primeiro dia do movimento. As manifestações continuam e se espalharam por várias regiões do país, incluindo Bagdá. A Internet foi bloqueada em todo país na tarde de sábado. Os recursos petroleiros do Iraque representam 89% de seu orçamento e 99% das exportações, mas fornecem apenas 1% de emprego aos trabalhadores locais. As companhias de petróleo estrangeiras empregam essencialmente pessoas de fora. Oficialmente, o índice de desemprego é de 10,8% no Iraque, país onde os jovens de menos de 24 anos representam 60% da população. Toque de recolher Ontem, em Basra, os manifestantes protestaram contra "os ladrões que nos roubam", em referência ao governo. Multidões se reuniram nas províncias meridionais de Zi Qar e Najaf. Neste sábado, em Basra, os manifestantes tentaram atear fogo à sede da poderosa organização Badr - apoiada e armada pelo Irã -, provocando confrontos com as forças de segurança. Pelo menos três pessoas ficaram feridas entre os ativistas, disse uma fonte de segurança à AFP. Depois disso, as autoridades decretaram toque de recolher noturno, das 22h às 7h locais em toda província, acrescentou a mesma fonte. Governo anuncia medidas Já o premiê anunciou a alocação imediata de cerca de 3 bilhões de dólares para a província de Basra, além de fazer promessas de investimento em moradia, educação e serviços. Ele também determinou que sejam destinados recursos para financiar a dessalinização da água na província, assim como a melhoria da rede elétrica e de serviços de saúde. Outra medida anunciada foi a dissolução do conselho de administração do aeroporto de Najaf, depois que dezenas de manifestantes invadiram a sala de espera do local na sexta-feira. Na madrugada deste sábado (14), o protesto já havia se espalhado até a província do sul do país, Missan, onde vários atos foram realizados na frente da sede de partidos políticos, entre eles o de Abadi. Alguns prédios foram incendiados, relata a imprensa iraquiana. Foi durante uma dessas manifestações, em Amara, que duas pessoas foram mortas em circunstâncias ainda não esclarecidas. "Houve tiros a esmo", indicou Kanani, o porta-voz dos serviços de socorro. Uma pequena manifestação pacífica também foi registrada logo cedo neste sábado no bairro de Al-Chula, no norte de Bagdá, sob um forte esquema de segurança, informou uma fonte de segurança à AFP. Convocações para uma grande manifestação em Bagdá circularam neste sábado nas redes sociais.


Premiê do Haiti anuncia renúncia em meio a crise gerada por alta de combustíveis
Sabado, 14 Julho 2018 20:31:53 -0000

Jack Guy Lafontant comunicou que presidente Jovenel Moïse aceitou seu afastamento durante sessão do Congresso que preparava sua destituição. Governo voltou atrás em aumentos de até 50% nos preços dos combustíveis após onda de violência no país. Primeiro-ministro do Haiti renuncia após repressão a protestos contra o governo O primeiro-ministro do Haiti, Jack Guy Lafontant, comunicou neste sábado (14) sua renúncia ao Congresso, que preparava sua destituição diante da violência que tomou conta do país após um forte aumento nos preços dos combustíveis. "Antes de chegar aqui (Parlamento), apresentei minha renúncia" ao presidente Jovenel Moïse, que "a aceitou", disse Lafontant aos legisladores. O presidente da Câmara, Gary Bodeau, publicou uma mensagem no Twitter, solicitando ao presidente da nação, Jovenel Moise, "que escolha um primeiro-ministro acordado levando em conta as aspirações de todos os setores da vida nacional ". Esta manhã, antes do início da sessão, Bodeau já havia revelado, em declarações à agência Efe, seu desejo de que Lafontant renunciasse "pelo bem do país". O primeiro-ministro do Haiti, Jack Guy Lafontant, chega à sessão do Parlamento em Porto Príncipe, no sábado (14), na qual anunciou sua renúncia ao cargo Pierre Michel Jean/AFP Em 6 de julho, o governo anunciou aumentos de entre 37% e 50% nos preços dos combustíveis neste país empobrecido, onde mais da metade de sua população vive com menos de US$ 2 por dia. O aumento do custo do combustível, incluindo o querosene, amplamente utilizado para iluminar as casas haitianas de grandes setores de baixo poder aquisitivo, desencadeou distúrbios violentos nas ruas, nos quais várias pessoas morreram. A situação forçou o governo a revogar o ato no dia seguinte, resultado de um acordo assinado com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que esta semana levantou a eliminação gradual do subsídio sobre esses produtos, de acordo com a Efe. A pressão dos cidadãos, além disso, levou o governo a retirar do Parlamento (bicameral) o orçamento geral que enviou na semana passada, como forma de evitar mais protestos. O Conselho de Segurança da ONU condenou a violência desencadeada nos últimos dias no Haiti e pediu calma e contenção de todos os lados. Em um comunicado acordado pelos quinze Estados-membros, o Conselho de Segurança pediu "a cessação imediata de todas as formas de violência" e que os responsáveis ​​pelos crimes sejam levados aos tribunais.


O que czares e Stálin têm a ver com a paixão pela vodca na Rússia
Sabado, 14 Julho 2018 20:08:33 -0000

Desde o século 15, governantes não só toleraram a bebedeira como a incentivaram; hoje, um em cada quatro homens na Rússia morre antes de chegar aos 55 anos por causa de bebida e cigarro. Um em cada quatro homens na Rússia morre antes de chegar aos 55 anos por causa de bebida e cigarro olga9177/Creative Commons A família retratada no clássico da literatura russa Crime e Castigo, de 1866, era assunto de um outro romance, que o autor Fiódor Dostoiévski acabou não publicando, e que se chamaria Os Bêbados. A professora e pesquisadora russa Elena Vassina conta que, quando os bolcheviques tomaram o Palácio de Inverno, durante a Revolução Russa, em 1917, a primeira coisa que fizeram foi correr para as adegas e beber tudo. Em 2016, pelo menos 58 pessoas morreram na Rússia depois de beber, como se fosse licor, uma loção para banho que contém metanol ou álcool metílico. Não é sem motivo que a primeira coisa que vem na cabeça de muita gente quando se fala em Rússia é bebida, principalmente a vodca. Nos últimos anos, a situação vem melhorando a ponto de a Organização Mundial da Saúde (OMS) dar destaque ao país em um relatório sobre políticas que deram certo para melhorar a saúde de suas populações. No entanto, russos ainda consomem cerca de 13,9 litros de álcool puro por pessoa por ano, segundo dados de 2016 da OMS, mais que o dobro média mundial, de 6,4 litros. Outros países da antiga União Soviética também estão entre os que mais consomem bebida, como Moldávia e Lituânia. O país também tem uma enorme proporção de mortes atribuídas ao álcool. Um em cada quatro homens morre antes de chegar aos 55 anos por causa de bebida e cigarro, de acordo com uma pesquisa que envolveu, entre outras instituições, a Universidade de Oxford. Mas, afinal, como a situação chegou a esse ponto? A explicação passa pela cultura do país, diz a professora Vassina. "Nos cafundós da Rússia, os mujiques (como eram chamados os camponeses russos antes da Revolução de 1917) não tinham o que fazer, principalmente quando começava o inverno. As pessoas faziam aguardente em casa. Veja que em todo o hemisfério Norte bebe-se muito." A produção e venda da vodca foi monopólio do governo desde os tempos do czaar Ivan 3º, em 1474, até o fim da União Soviética, em 1991 Skitterphoto/Creative Commons Mas Vassina diz, e é consenso entre os pesquisadores do assunto, que os governantes, desde o século 15, não só toleraram a bebedeira como a incentivaram para se financiar. Em alguns momentos da história, quem estava no poder tentou controlar o consumo de bebida - o czar Nicolau 2º, Lênin e Gorbachev, por exemplo -, mas o problema acabava voltando, seja porque outro líder revertia a política, não resistindo aos lucros da produção e venda de vodca, seja porque a população arrumava outros meios de se manter alcoolizada. A produção e venda da vodca foi monopólio do governo a partir do século 15 até o fim da União Soviética, em 1991. Depois disso, o poder público continuou lucrando com os impostos. "O consumo excessivo de álcool era tolerado, ou até encorajado, por causa do potencial de gerar lucros", escreveu o pesquisador Martin McKee na publicação Alcohol & Alcoholism, em 1999. Vodca financiou czares A vodca começou a ser destilada no século 14. Há versões diferentes da história de origem da bebida. Enquanto a Enciclopédia Britânica diz que ela nasceu na Rússia, o livro Sage Encyclopedia of Alcohol diz que não há consenso sobre qual povo iniciou sua produção - se russos, poloneses, ucranianos -, mas afirma que certamente ela começou com o povo eslavo. O monopólio de produção e venda de vodca pelo governo começou com Ivan 3º, em 1474. Os czares seguintes o renovaram. "Os nobres recebiam o direito de produzir e vender. Quanto mais alto o posto, mais litros podiam produzir." Ela conta que na época de Ivan, o Terrível, foram abertas kabaks, tabernas onde se bebia de tudo, gerando ainda mais recursos para o governo. "No início do século 18, Pedro, o Grande formou o novo Exército russo. Os soldados ganhavam vodca como parte do pagamento. Assim como ganhavam refeições, ganhavam vodca", diz a professora. Bebia-se tanto que o czar Nicolau Segundo instituiu restrições sobre a venda de álcool em 1914. Vodca no front Após a Revolução de 1917, Lênin manteve essa espécie de lei seca, mas isso só durou até o governo de Josef Stálin. Segundo o pesquisador americano Mark Lawrence Schrad, que escreve sobre o consumo de álcool, Stálin disse "O que é melhor, capitalismo ou a venda de vodca? Naturalmente optaremos pela vodca." Durante a Segunda Guerra Mundial, os soldados ganhavam uma porção diária de vodca, conta Vassina. Lei seca fracassada Na década de 1970, os lucros da venda do álcool representavam um terço dos recursos do governo, segundo escreveu o pesquisador Martin McKee. Durante a perestroika, Mikhail Gorbachev declarou guerra ao álcool e ao cigarro, controlando as vendas. O número de mortes ligadas ao álcool caiu, mas a cultura de bebida se provou resistente. Durante a perestroika, Mikhail Gorbachev declarou guerra ao álcool e ao cigarro, controlando as vendas Alexander Zemlianichenko/AP Há sinais de que ali tenha se agravado um fenômeno que dura até hoje: o consumo de líquidos que contêm álcool, como perfumes, colônias, loções pós-barba e produtos de limpeza. Segundo especialistas, cerca de 12 milhões de russos bebem produtos que custam o equivalente a menos de US$ 1 (R$ 3,3) o litro. A cada ano os russos consomem entre 170 e 250 milhões de litros de loções, segundo o Serviço Federal para a Regulação do Mercado de Álcool. Situação melhor no novo milênio Depois da queda da União Soviética, em 1991, a privatização e desregulação do mercado de bebidas pode ter contribuído para o aumento de doenças ligadas ao álcool, diz a OMS. No entanto, políticas adotadas a partir de 2005 têm surtido efeito, diz a entidade, tanto para reduzir o consumo de álcool quanto para diminuir o número de mortes ligadas a ele - medidas como aumento do controle das vendas, proibição da venda de bebidas com mais de 15% de álcool em alguns lugares, aumento de impostos, restrição de publicidade, programas de prevenção. O principal líder russo do período, Vladimir Putin, chegou a comentar o problema em discursos, dizendo que o álcool estava dizimando os homens jovens. Entre 2007 e 2016, o consumo de álcool diminui. Entre 2005 e 2015, o número de novos casos de psicose alcóolica caiu de 52,3 para 20,5 por 100 mil pessoas. A taxa de mortes por causas ligadas ao álcool também está menor, especialmente entre os homens. O número de mortes de adultos como um todo caiu, o que a OMS atribui à queda no consumo de bebidas. Mas a cultura de bebida ainda existe. "Temos que entender que há várias Rússias. Nas cidades, mais ocidentalizadas, há uma cultura de vida saudável, de fitness, as pessoas preferem ganhar dinheiro a beber vodca. Mas em outras partes do país, onde não tem trabalho e quando tem, paga mal, não há o que fazer, principalmente no inverno, então as pessoas bebem mesmo", diz a professora Elena Vassina.


Israel e Gaza acertam cessar-fogo após bombardeios, diz autoridade palestina
Sabado, 14 Julho 2018 20:05:00 -0000

Ofensiva de Israel é considerada uma das maiores desde 2014. Egito ajudou no acordo. Fumaça cobre prédio depois de bombardeio israelense em Gaza REUTERS/Ahmed Zakot Israel e grupos armados de Gaza concordaram com um cessar-fogo neste sábado(14) para acabar com uma forte onda de violência entre as fronteiras, disse uma autoridade palestina. O acordo contou com a ajuda do Egito. "Os esforços egípcios e internacionais foram bem-sucedidos em acabar com a atual escalada", disse à Reuters a autoridade palestina, que está familiarizada com as negociações, sob condição de anonimato. Um porta-voz do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não respondeu a um pedido de comentário da agência Reuters. Bombardeios Mais cedo, um ataque aéreo israelense destruiu um prédio vazio de vários andares na Faixa de Gaza neste sábado, matando dois adolescentes que passavam perto, segundo informações de autoridades locais de saúde, ao mesmo tempo em que militantes palestinos disparavam dezenas de foguetes em direção ao sul de Israel. Foi uma das mais sérias espirais de combates desde a guerra entre Israel e Gaza em 2014, mas o porta-voz militar de Israel, brigadeiro Ronen Manelis, disse que era prematuro dizer se os episódios deste sábado anunciavam o início de uma campanha mais ampla contra militantes no enclave, dirigido pelo movimento islâmico Hamas. Três pessoas ficaram feridas em Israel quando um foguete atingiu a cidade de Sderot, no sul do país, informou a polícia. A tensão vinha aumentando desde sexta-feira, quando tropas israelenses mataram um adolescente palestino durante protestos na fronteira de Gaza, onde protestos semanais palestinos --incluindo tentativas de romper a cerca da fronteira de Israel-- têm envolvido munição letal e um soldado israelense foi ferido. Um segundo manifestante palestino morreu de seus ferimentos no sábado. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse: "Vamos expandir o escopo de nossa reação aos ataques terroristas do Hamas, tanto quanto for necessário. Se o Hamas não entender nossa mensagem hoje, vai entender amanhã." Foguetes esporádicos palestinos e pipas incendiárias de Gaza que incendiaram grandes extensões de terras agrícolas nas áreas fronteiriças de Israel aumentaram a pressão pública sobre Netanyahu por uma resposta armada mais forte. Os militares israelenses disseram que atingiram mais de 40 alvos dentro de várias instalações pertencentes ao Hamas, no que descrevem como uma de suas maiores operações desde o conflito de 2014. Mapa mostra região da Faixa de Gaza Alexandre Mauro/ Arte G1


Paris e Malta receberão 100 de 450 imigrantes, diz Itália
Sabado, 14 Julho 2018 19:44:07 -0000
Outros 350 socorridos se encontram a bordo de dois navios em águas italianas. Imigrantes foram encontrados em águas internacionais na noite de sexta e Malta e Itália discutiam quem deveria recebê-los. O chefe do governo italiano, Giuseppe Conte, anunciou neste sábado (14) à noite que França e Malta estão dispostas a receber 50 imigrantes cada, dos 450 socorridos que se encontram a bordo de dois navios em águas italianas. "França e Malta receberão 50, respectivamente, dos 450 imigrantes que estão em dois navios militares. Muito rapidamente os aceites de outros países europeus chegarão", escreveu Conte em sua página no Facebook. Conte reivindicou esse resultado como uma vitória, "depois de um dia de contatos telefônicos e por escrito com todos os 27 líderes europeus". Disse ter lembrado a seus pares "a lógica e o espírito de distribuição contidos nas conclusões do Conselho Europeu no final de junho". Mais cedo, segundo a France Presse, o ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, garantiu que as duas embarcações receberam a ordem de "se dirigir para o sul - Líbia, ou Malta". "Precisamos de um ato de justiça, respeito e coragem para lutar contra os traficantes de pessoas e provocar uma intervenção europeia", afirmou Salvini, o líder da Liga, de extrema direita, segundo declarações citadas pelas agências de notícias locais. Sem rumo Os 450 imigrantes foram localizados em um barco de madeira na noite de sexta-feira, depois de deixarem a Líbia, e se tornaram alvo de uma discussão entre Itália e Malta. Eles estavam à deriva em águas internacionais, mas na zona de intervenção maltesa. Através de uma troca de mensagens e ligações, Roma tentou que as autoridades maltesas se responsabilizassem por esses imigrantes ainda na sexta-feira. Malta, contudo, respondeu que a embarcação estava mais próxima da ilha italiana de Lampedusa e que a maioria de seus tripulantes preferia chegar à costa italiana. Neste sábado, os imigrantes foram levados a outros dois navios, e oito deles puderam desembarcar em Lampedusa por motivos médicos. Alguns imigrantes se lançaram ao mar quando viram os dois navios, um da Receita Federal da Itália e outro operado pela Frontex, agência de fronteiras da União Europeia, programa europeu de controle das fronteiras. Isso forçou as embarcações a resgatá-los perto da ilha italiana de Linosa e a mais de 100 milhas náuticas de Malta.


Milhares protestam em Barcelona pela libertação de separatistas
Sabado, 14 Julho 2018 19:03:00 -0000

O protesto foi organizado depois que nove líderes catalães que estavam detidos perto de Madri foram transferidos para prisões na Catalunha. Milhares de pessoas foram às ruas de Barcelona, neste sábado (14), a favor da libertação dos líderes separatistas detidos durante meses, assim como pelo retorno daqueles que seguiram para o exterior em um chamado "autoexílio". Protesto em Barcelona pede libertação de líderes separatistas da Catalunha Josep LAGO / AFP O presidente catalão pró-independência, Quim Torra, participava da passeata, um dia depois de ter se reunido com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez. No encontro, ambos se comprometeram a reduzir as tensões, embora suas posições sobre a autodeterminação continuem sendo diferentes. "Cada minuto que nossos presos estão na prisão e não estão em casa com sua família, com seus amigos, é uma indecência política real, e não vamos permitir isso", disse Torra, antes do começo da marcha na tarde deste sábado. O protesto foi organizado depois que nove líderes catalães que estavam detidos perto de Madri foram transferidos para prisões na Catalunha, em uma tentativa de Madri de diminuir as tensões nesse tema. Para os manifestantes, esse passo é insuficiente. Além de bandeiras, os separatistas catalães também levavam cartazes com frases como "Liberdade para os presos políticos", ou "Nós os queremos de volta em casa". Cartazes com rostos de separatistas pedem sua libertação Josep LAGO / AFP Acusado de rebelião, o ex-presidente catalão Carles Puigdemont deixou a Espanha em outubro, instalando-se primeiro na Bélgica. Depois, foi detido na fronteira com a Alemanha, país onde se encontra agora, à espera de uma definição da Justiça. Na quinta-feira, um tribunal alemão determinou que o líder separatista catalão pode ser extraditado para a Espanha, mas apenas por suspeita de malversação, e não pela acusação muito mais grave de rebelião.


Trump quebra protocolo com rainha Elizabeth II e é criticado por gafes
Sabado, 14 Julho 2018 18:45:36 -0000

Depois de se atrasar mais de 10 minutos, presidente americano não se curvou em cumprimento e deu as costas à monarca na vistoria da tropa; veja vídeo. Trump atrapalha passagem da Rainha Elizabeth durante cerimônia O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ser alvo de críticas na internet após quebrar o protocolo mais de uma vez durante encontro com a rainha Elizabeth II em Londres. Depois de deixar a monarca esperando mais de 10 minutos após o horário marcado para o encontro, Trump cumprimentou a rainha sem se curvar, como manda a tradição. Tanto ele quanto Melania apenas apertaram a mão da rainha. A gafe mais séria, segundo a mídia local, ocorreu logo depois, quando Trump e Elizabeth saíram em vistoria da tropa de honra. Em dado momento, o presidente passou a caminhar à frente, dando as costas à rainha. VEJA NO VÍDEO ACIMA. Uma das tradições da realeza britânica é a de que ninguém deve jamais dar as costas ao rei ou à rainha. A questão foi abordada recentemente, após boato surgido no casamento do príncipe Harry. Jornais britânicos, como o "Independent" e o "Daily Mail", destacaram as gafes em seus portais. O presidente dos EUA, Donald Trump, dá as costas à rainha Elizabeth II durante encontro em Londres, em gafe criticada na web Richard Pohle/Pool via AP Trump diz que acordo com Reino Unido após Brexit é possível e nega crítica a May Trump encontra May após críticas sobre plano da premiê para Brexit Balão 'bebê Trump' é usado em protesto contra a visita do presidente americano a Londres


Bombardeios de Israel em Gaza matam dois adolescentes palestinos
Sabado, 14 Julho 2018 18:44:04 -0000

Manifestações violentas deixaram centenas de feridos na sexta-feira, 13. Fumaça cobre prédio depois de bombardeio israelense em Gaza REUTERS/Ahmed Zakot Dois adolescentes palestinos morreram em bombardeios aéreos do exército israelense na Faixa de Gaza, neste sábado (14). O bombardeio é considerado um dos maiores desde 2014 por uma fonte da Força Aérea de Israel. O Ministério da Saúde de Gaza informou que os adolescentes palestinos tinham 15 e 16 anos. Os jovens morreram quando estavam na rua, abaixo do prédio, que estava vazio no momento do bombardeio, disse a fonte. Os ataques aéreos de sexta à noite ocorreram quase simultaneamente com o lançamento de foguetes e morteiros da Faixa de Gaza no sul de Israel. "Estamos falando da maior ofensiva desde a operação 'Margen Protector'", declarou o general Tzvika Haimovic à imprensa, referindo-se à ofensiva em 2014 à Faixa de Gaza. O Exército israelense disse que um de seus soldados foi ferido com uma granada. Segundo a "BBC", o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a operação pode continuar. "Expandiremos o escopo de nossa reação aos ataques terroristas do Hamas, tanto quanto for necessário. Se o Hamas não receber nossa mensagem hoje, receberá amanhã", disse ele. A escalada dos ataques de Israel ocorreu depois de manifestações violentas na sexta-feira (13) na fronteira com a Faixa de Gaza. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, um adolescente de 15 anos foi baleado ao leste da Cidade de Gaza e outros 220 palestinos ficaram feridos. Ataques e contra-ataques Desde o dia 30 de março, a Faixa de Gaza é palco de protestos contra o bloqueio israelense e pelo direito de regresso dos palestinos às terras das quais fugiram ou foram expulsos com a criação de Israel, em 1948. Os soldados israelenses já mataram 140 palestinos desde que começou a mobilização. Em nota, o exército israelense apontou que "aviões de ataque atingiram um túnel destinado a ações terroristas no sul da Faixa de Gaza, assim como vários locais terroristas situados em bases militares no conjunto". Segundo testemunhas, os ataques não deixaram feridos, mas danificaram infraestruturas do movimento islâmico Hamas, no poder em Gaza desde 2007. "Os ataques foram uma resposta aos atos de terror durante os violentos protestos contra o território israelense através do lançamento de balões incendiários a partir da Faixa de Gaza", declarou um oficial. Segundo o exército israelense, os palestinos lançaram granadas, artefatos explosivos, coquetéis molotov e pedras em direção aos soldados e um militar ficou ferido. Os bombardeios israelenses foram seguidos de "cerca de 31 disparos a partir da Faixa de Gaza em direção ao território de Israel, dos quais cinco acabaram interceptados pelo sistema de defesa antiaérea", precisou o Exército. O porta-voz do Hamas, Fauzi Bahum, reivindicou os disparos, explicando que foi uma "resposta imediata da resistência". Os disparos não deixaram feridos, segundo a mídia israelense. Mapa mostra região da Faixa de Gaza Alexandre Mauro/ Arte G1


Resgate na Tailândia: 'Achamos meninos pelo cheiro', afirma mergulhador britânico
Sabado, 14 Julho 2018 17:54:15 -0000

John Volanthen conta que o procedimento de busca adotado foi nadar pelas passagens do complexo de cavernas e, onde houvesse um espaço com ar, mergulhadores iam para a superfície para gritar e tentar sentir o cheiro dos 12 meninos e do treinador. Os 12 meninos e o treinador ficaram agrupados no interior da caverna AFP/Royal Thai Navy A voz do britânico John Volanthen foi a primeira a ser ouvida pelos 12 garotos e o técnico de futebol, após ficarem nove dias presos na caverna na Tailândia. Em entrevista à BBC, ele negou ter encontrado o grupo "por sorte" e revelou que foi "pelo cheiro" que os achou vivos. "Tem sido dito por muitos representes da mídia que foi sorte. Eu digo que não foi esse o caso", afirmou John Volanthen. Ele explicou que o procedimento de busca adotado foi nadar pelas passagens do complexo de cavernas e, onde houvesse um espaço com ar, os mergulhadores iam para a superfície para gritar e tentar sentir o cheiro. "Foi esse o caso. Sentimos o cheiro das crianças antes de vê-los ou de ouvi-los", contou John Volanthen. Ele e o também britânico Richard Stanton foram chamados por autoridades tailandesas, junto com o especialista em cavernas Robert Harper, para ajudar nas buscas. O trio chegou ao país três dias após o grupo desaparecer. Volanthen, um consultor de TI (tecnologia da informação), e Stanton, um ex-bombeiro, fazem parte da Equipe de Resgate em Cavernas South e Mid Wales, e já participaram de uma série de operações em países como Noruega, França e México. Volanthen e Stanton filmaram o momento em que encontraram o grupo. É possível ouvir o mergulhador perguntando quantas pessoas estavam ali, agrupadas dentro da caverna. Ele fica visivelmente feliz ao saber que todos os 13 estão vivos. Nas imagens, os garotos aparecem falando "obrigado" em inglês. Um deles pergunta se eles vão "para o lado de fora" do complexo de cavernas, chamado de Tham Luan Nang e que costuma ficar inundado durante o período de chuvas, de setembro a outubro. "Não, hoje não. Tem que mergulhar (para sair da caverna)", disse Volanthen. "Vocês são muito fortes. Muito fortes", disse o mergulhador ao encontrar as crianças. Volanthen disse que, antes de deixar o grupo para planejar o resgate, tentou elevar o ânimo dos garotos. Quando os encontrou, não tinha nenhum alimento com ele - e os meninos estavam famintos, pedindo comida. Meninos que ficaram presos em caverna gravam vídeo de agradecimento no hospital Sem comida e com muitas dificuldades "A gente não tinha nenhuma comida para dar a eles. Tínhamos luz para dar", disse Volanthen. O mergulhador falou das dificuldades que enfrentaram. Ele contou à BBC que a visibilidade da água era muito baixa e que era possível avistar alguns centímetros apenas, durante os mergulhos. "Tinha também muito detrito na caverna, de tentativas anteriores de resgate. Fios, cabos, tubos, canos, todo tipo de coisa", recorda. Ele lembra ainda que o frio era um problema. "Algumas das crianças eram muito pequenas e a gente estava bem preocupado como os menores iam fazer a jornada pela água." Questionado se, ao sair da caverna para preparar o resgate, acreditava que veria os meninos vivos novamente, Volanthen disse: "Prometi que voltaria". Ele diz que o relativo bom estado de saúde dos meninos o surpreendeu. Depois do treino de futebol, o grupo decidiu ir às cavernas com o treinador para comemorar o aniversário de um deles. Compraram lanche e foram explorar o complexo de cavernas. Acabaram presos por causa das chuvas e inundações, muito comuns nessa época do ano na Tailândia. Racionaram o pouco alimento que tinham e beberam a água que pingava da caverna. O treinador, um ex-monge budista, meditava com as crianças para mantê-las calmas. Os garotos têm idade entre 11 e 16 anos e foram todos resgatados com vida, numa dramática e complexa operação cujo planejamento e execução durou oito dias e contou com a ajuda de mergulhadores e especialistas de diferentes países. Um mergulhador tailandês morreu durante a operação, e o chefe das ações de resgate admitiu que tinha poucas esperanças de conseguir resgatar o grupo. Imagens divulgadas pelo governo da Tailândia mostraram seis dos 12 meninos num quarto de hospital, onde estão recebendo tratamento médico e psicológico. Todos perderam peso, mas se recuperam bem. Infográfico mostra como foi o resgate dos meninos presos na caverna na tailândia Infografia: Karina Almeida, Juliane Monteiro, Betta Jaworski, Alexandre Mauro/G1 Initial plugin text


Quase 500 imigrantes ficam sem rumo no Mediterrâneo, em disputa entre Roma e Malta
Sabado, 14 Julho 2018 16:34:25 -0000
Situação é parecida com a do barco de resgate alemão Lifeline, com 233 imigrantes a bordo, que tiveram que esperar uma semana em alto mar até serem autorizados a desembarcar em Malta. Uma nova disputa migratória teve início entre Itália e Malta depois de 450 imigrantes à deriva serem levados, neste sábado (14), a duas embarcações militares em águas italianas, ao mesmo tempo em que as autoridades italianas e maltesas discutem sobre o destino dessas pessoas. O ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, garantiu que as duas embarcações receberam a ordem de "se dirigirem para o sul, Líbia ou Malta", durante um pronunciamento ao lado do chefe de governo, Giuseppe Conte. "Precisamos de um ato de justiça, respeito e valentia para lutar contra os traficantes de pessoas e provocar uma intervenção europeia", afirmou Salvini, líder da Liga, de ultra-direita, segundo declarações citadas por agências. Segundo fontes da Presidência do Conselho de ministros, citadas pela imprensa italiana, Conte pretende reclamar a outros países da União Europeia a redistribuição imediata desses imigrantes, cujo desembarque na Itália está proibido. Após ter deixado a Líbia, um barco de madeira com 450 imigrantes foi localizado na sexta-feira em águas internacionais, mas na zona de intervenção maltesa. Através de uma troca de mensagens e ligações, Roma tentou que as autoridades maltesas se responsabilizassem por esses imigrantes ainda na sexta-feira. Malta, contudo, respondeu que a embarcação estava mais próxima da ilha italiana de Lampedusa e que a maioria de seus tripulantes preferia chegar à costa italiana. Neste sábado, os imigrantes foram levados a outros dois navios, e oito deles puderam desembarcar em Lampedusa por motivos médicos. Alguns imigrantes se lançaram ao mar quando viram os dois navios, um da Receita Federal da Itália e outro operado pela Frontex, agência de fronteiras da União Europeia, programa europeu de controle das fronteiras. Isso forçou as embarcações a resgatá-los perto da ilha italiana de Linosa e a mais de 100 milhas náuticas de Malta. Matteo Salvini está liderando uma campanha para excluir navios de ajuda humanitária dos portos italianos e disse que os migrantes não poderão pisar em solo italiano. “Os migrantes podem ser distribuídos imediatamente entre os países europeus, ou a Itália vai contatar a Líbia para enviá-los de onde vieram”, disse um funcionário do gabinete do governo. Uma terceira opção seria deixar os migrantes nos navios temporariamente, enquanto seus pedidos de asilo são avaliados, disse a fonte. O futuro dos imigrantes ainda é incerto, mas a situação é parecida com a do barco de resgate alemão "Lifeline" que, com 233 imigrantes a bordo, no fim de junho, teve que esperar uma semana em alto mar antes de a disputa entre Roma e Valeta ser concluídos e eles serem autorizados a desembarcar em Malta.


Fonte:  G1 > Mundo