Príncipe Charles sucederá Elizabeth II como líder da Commonwealth
Sexta feira, 20 Abril 2018 16:25:58 -0000

Essa Comunidade de Nações com vínculos históricos com o Reino Unido reúne 53 países.  Rainha Elizabeth e príncipe Charles deixam reunião de abertura Encontro de Chefes de Governo da Commonwealth, no Palácio de Buckingham, em Londres, nesta quinta-feira (19) Yui Mok/ Reuters O príncipe Charles da Inglaterra sucederá sua mãe, a rainha Elizabeth II, como líder da Commonwealth depois da morte da soberana britânica, de acordo com a BBC e com agência Efe. Os dirigentes dos 53 países que integram essa Comunidade de Nações, com vínculos históricos com o Reino Unido, concordaram com o pedido que havia sido feito pela rainha na quinta-feira (19). Elizabeth II reconheceu seu "desejo" de "um dia o príncipe de Gales continuar desempenhando o grande trabalho" que seu pai, o rei George VI, começou em 1949 e que ela desempenha desde 1952. Como o cargo não é hereditário, não passaria automaticamente para o príncipe Charles, de 69 anos, com o falecimento da monarca britânica, que no sábado (21) completa 92 anos. A decisão de quem deveria suceder a rainha cabia aos representantes dos países da Commonweatlh, que se reuniram nesta sexta no Castelo de Windsor. Essa foi a primeira vez que a reunião aconteceu no Reino Unido em 20 anos. A Comunidade de Nações, que surgiu do império britânico no meio do século 20, é integrada atualmente por 53 países, quase todos eles com vínculos históricos com o Reino Unido. Essa organização, após o referendo de 23 de junho de 2016, no qual o Reino Unido decidiu sair da União Europeia, recuperou importância com a liberdade que o país terá para adotar acordos comerciais com seus membros. Nesse sentido, o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou na quinta a abertura de novos cargos diplomáticos em nove países da Commonwealth, de acordo com a Efe. Segundo Johnson, o Reino Unido tem uma das "maiores marcas diplomáticas do mundo" e sua rede externa é "fundamental para promover" o interesse nacional, "particularmente depois do 'Brexit'".


Democratas entram com ação contra Rússia, campanha de Trump e Wikileaks por suposta conspiração contra Hillary
Sexta feira, 20 Abril 2018 15:20:23 -0000

'Durante a campanha presidencial de 2016, a Rússia lançou um ataque total à nossa democracia e encontrou um parceiro ativo e disposto na campanha de Donald Trump', disse o presidente dos democratas, Tom Perez. Donald Trump e Hillary Clinton durante um debate na época da campanha presidencial Mike Segar/Reuters O Partido Democrata entrou com uma ação milionária nesta sexta-feira (20) contra o governo russo, a campanha de Trump e a organização WikiLeaks, alegando que eles conspiraram para influenciar a eleição presidencial americana de 2016 e ajudar o candidato republicano a ganhar, segundo reportagem do "Washington Post". A queixa democrata apresentada no Tribunal Federal de Manhattan afirma que altos funcionários da campanha de Trump conspiraram com o governo russo e sua agência de espionagem militar para prejudicar Hillary Clinton e ajudar Trump, invadindo redes de computadores do Partido Democrata e divulgando material encontrado lá. "Durante a campanha presidencial de 2016, a Rússia lançou um ataque total à nossa democracia e encontrou um parceiro ativo e disposto na campanha de Donald Trump", disse o presidente dos democratas, Tom Perez, em comunicado. A ação também coloca Donald Trump Jr., o associado de Trump Roger Stone e o genro do presidente dos EUA, Jared Kushner, como acusados. A ação judicial alega que a campanha de Trump "alegremente recebeu a ajuda da Rússia" na eleição de 2016. Casa Branca A Casa Branca não respondeu de imediato aos pedidos de comentário. Trump tem negado repetidamente que sua campanha tenha conspirado com a Rússia. Moscou tem negado intromissão na eleição. O Comitê Nacional Republicano, a campanha Trump, o gerente da campanha Trump Michael Glassner, o WikiLeaks, Stone e advogados de Donald Trump Jr., o ex-chefe de campanha Paul Manafort, o associado de Manafort Rick Gates e o ex-assessor de campanha George Papadopoulous também não responderam imediatamente a pedidos de comentário. A ação, se for adiante, provavelmente ajudará a manter os holofotes sobre a questão da interferência russa na eleição e possível conluio com a campanha Trump. Ambos estão sendo investigados pelo procurador especial Robert Mueller. Por meio do processo legal, os advogados do Partido Democrata poderiam forçar os acusados ​​a produzir documentos sobre a questão do conluio.


Câmara mexicana aprova acabar com imunidade do presidente e de outros altos funcionários de governo
Sexta feira, 20 Abril 2018 14:15:07 -0000
Projeto aprovado por unanimidade passa agora ao Senado. A Câmara de Deputados do México aprovou nesta quinta-feira (20) por unanimidade a proposta que muda oito artigos da constituição do país, eliminando a imunidade jurídica de funcionários de governo de primeiro escalão, incluindo o presidente. A proposta agora vai para o Senado. Se aprovada na outra casa legislativa, governadores, deputados, juízes, prefeitos e vereadores, entre outros, poderão responder por crimes comuns enquanto em seus cargos, do que até então estavam imunes graças à legislação de foro criada em 1917, o que levou a sucessivos casos de impunidade. Initial plugin text Os altos funcionários dos três níveis de governo poderão ser processados criminalmente de acordo com os princípios, direitos e garantias processuais previstos pela Constituição para qualquer mexicano, explica o portal local de notícias Milenio.com. O projeto aprovado, no entanto, mantém a inviolabilidade de opinião dos legisladores, criando um impedimento de punir com prisão condutas que atentem contra a honra, como casos de difamação e insulto.


Estudantes fazem protesto nos EUA contra armas
Sexta feira, 20 Abril 2018 14:11:56 -0000

Organizadores esperam que alunos de 2,6 mil instituições de ensino participem da ação que marca o 19º aniversário do massacre em Columbine High School. Estudantes americanos fazem manifestação contra armas de fogo Estudantes em várias regiões dos Estados Unidos fazem uma manifestação nesta sexta-feira (20) por maior rigor na venda de armas no país. Os organizadores esperam que alunos de 2,6 mil instituições de ensino participem da ação que marca o 19º aniversário do massacre em Columbine High School, em Littleton. Os manifestantes foram convidados a usar laranja, uma cor que passou a representar o movimento contra a violência armada. "Este movimento veio para ficar. Não há mais desculpas. Queremos soluções", disseram os organizadores no Facebook, de acordo com a Reuters. O movimento que luta pela redução da violência armada tomou força no país após o massacre em Parkland, na Flórida, que terminou com 17 pessoas mortas. Professores do Marjory Stoneman Douglas, na Flórida, protestam contra a violência, nesta sexta-feira (20) Amy Beth Bennett/South Florida Sun-Sentinel via AP Tiroteios em escolas Em dezembro de 2012, o massacre na escola Sandy Hook, em Newtown, Connecticut, deixou 26 pessoas mortas – 20 crianças com idades entre 6 e 7 anos e seis adultos. Adam Lanza, de 20 anos, entrou armado na escola, disparou contra alunos, professores e funcionários, e cometeu suicídio. Antes, ele havia matado sua mãe, Nancy Lanza, em casa. Em 20 de abril de 1999, Eric Harris, de 18 anos, e Dylan Klebold, de 17, dois estudantes da escola, mataram 12 colegas e um professor, deixaram outras 23 pessoas feridas e cometeram suicídio. Harris e Klebold usaram bombas caseiras, espingardas de grosso calibre, um rifle semiautomático e uma pistola. A motivação para o ataque seria vingança pela exclusão social que os dois teriam sofrido. Em 14 de fevereiro de 2018, ocorreu o 2º tiroteio mais letal em escolas públicas na história dos Estados Unidos em Parkland, na Flórida. Dezessete pessoas morreram e o atirador foi detido. O incidente motivou o movimento estudantil nacional que pede o fim da violência armada e restrições mais severas na venda de armas. Cada vez mais mortes Ataques a tiros em escolas americanas estão se alastrando rapidamente, matando mais pessoas nos últimos 18 anos que em todo o século 20, apontou uma pesquisa da Revista de Estudos da Criança e da Família. O estudo analisou ataques a tiros em massa - eventos nos quais pelo menos um atirador matou ou feriu intencionalmente pelo menos quatro outras pessoas - e as taxas de mortalidade em escolas americanas para crianças e adolescentes de 5 a 18 anos desde 1940.


Aluno atira e fere colega em escola na Flórida
Sexta feira, 20 Abril 2018 13:19:54 -0000
Atirador foi detido pela polícia e vítima foi hospitalizada. Um aluno atingiu outro no tornozelo na manhã desta sexta-feira (20) com um disparo na escola de ensino médio Forest High School na cidade de Ocala, na Flórida, segundo o site do jornal local "Star-Banner". O atirador foi detido. O estudante ferido está sendo levado para um hospital local. A escola foi fechada temporariamente.


Imagens do dia 20 de abril de 2018
Sexta feira, 20 Abril 2018 13:13:51 -0000

A via láctea e os meteoros da chuva anual de meteoros Lyrids são vistos no céu noturno sobre Burg auf Fehmarn, na ilha de Fehmarn, no norte da Alemanha Daniel Reinhardt/dpa/AFP Moradores tiram selfies após terem autorização para retornar a suas casas pela primeira vez desde o início da batalha entre tropas do governo e militantes do Estado Islâmico em maio de 2017 em Marawi, nas Filipinas. Foto tirada na quinta (19) e divulgada nesta sexta (20) Erik De Castro/Reuters Gaivotas cercam um homem que foi enterrado na areia por amigos na praia Bondi em Sydney, na Austrália Edgar Su/Reuters Uma criança olha pela janela de um trem em uma estação de Nova Déli, na Índia Saumya Khandelwal/Reuters Max Kraemer, um geógrafo de 32 anos da startup 'Bug Foundation', morde um hamburger feito de Buffalo worms (um tipo de besouro) durante seu lançamento em um supermercado em Aachen, na Alemanha Wolfgang Rattay/Reuters Uma rajada de vento leva o solidéu do Papa Francisco após ele rezar no aniversário de 25 anos da morte do bispo Tonino Bello em Alessano, no sul da Itália Andrew Medichini/AP Uma lancha passa pelo rio Main com os prédios do centro financeiro ao fundo durante o entardecer em Frankfurt, na Alemanha Michael Probst/AP Um manifestante corre durante confrontos com tropas israelenses em um protesto onde os palestinos pedem o direito de retornarem à sua terra natal no sul da Faixa de Gaza, na fronteira com Israel Ibraheem Abu Mustafa/Reuters Pessoas se reúnem perto do avião da Malindo Air que saiu da pista durante a decolagem na noite desta quinta (19) no aeroporto internacional Tribhuvan em Katmandu, no Nepal Navesh Chitrakar/Reuters


Palestinos morrem em manifestação; Gaza tem 4ª semana de protestos
Sexta feira, 20 Abril 2018 13:09:25 -0000

Ministério da Saúde Palestino diz que quatro pessoas morreram e mais de 80 ficaram feridos nos protestos desta sexta-feira (20). Palestinos protestam na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel nesta sexta-feira (20) Adel Hana/ AP Milhares de palestinos voltaram a se manifestar nesta sexta-feira (20) na fronteira entre Gaza e Israel. Quatro palestinos morreram e 83 ficaram feridos no confronto com o exército israelense, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, citado pela France Presse. Embora o número de manifestantes nesta sexta-feira seja menor do que nas semanas anteriores, a manifestação ainda reuniu milhares. Centenas se aproximaram da cerca para atirar pedras, constatou a AFP. As forças israelenses lançaram gás lacrimogêneo e dispararam balas reais. Manifestantes colocaram fogo em pneus e soltaram pipas com panos em chamas pendurados. Nesta sexta-feira, aviões militares israelenses jogaram panfletos na fronteira com advertências. "Estão participando de manifestações violentas. A organização terrorista Hamas se aproveita de vocês para cometer ataques terroristas", diz os panfletos, acrescentando: "Fiquem longe da cerca e não tentem danificá-la. Evitem usar armas e cometer atos violentos contra as forças de segurança israelenses e os cidadãos israelenses". Palestinos morrem durante protestos em Gaza Um adolescente de 15 anos e dois homens de 24 e 25, respectivamente, foram mortos a tiros no norte do enclave. Um quarto palestino, de 29 anos, foi morto no sul da Faixa de Gaza. Ainda de acordo com a AFP, 38 palestinos morreram em ações de soldados israelenses desde o início dos protestos semanais, que começaram em 30 de março. Um grande protesto está previsto para 15 de maio. Os organizadores deram declarações conflitantes sobre os planos de violar as fronteiras, segundo a Associated Press. Manifestantes palestinos empinam uma pipa com um pano em chamas pendurado durante protesto na fronteira da Faixa de Gaza com Israel, nesta sexta-feira (20) Khalil Hamra/ AP Onda de protestos A onda de protestos representa um desafio para as forças israelenses, que rejeitam as críticas sobre o uso de balas reais, explicando que suas regras de uso são necessárias, segundo a France Presse. Esse é o 4º confronto desde a convocação, feita pela sociedade civil e apoiada pelo Hamas, de seis semanas de manifestações contra o bloqueio fronteiriço do enclave palestino. O movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, localizada entre Israel, Egito e o Mediterrâneo, é descrito como "terrorista" por Israel. Os palestinos participam da "marcha do retorno", para exigir o "direito de retorno" de cerca de 700 mil palestinos expulsos de suas terras, ou que fugiram durante a guerra que se seguiu à criação de Israel em 14 de maio de 1948. Israel se opõe duramente contra essa demanda palestina, que representa um dos principais entraves para a paz na região. Para Israel, o retorno dos refugiados palestinos equivale à destruição do "Estado judeu". Israel já acusou o grupo militante islâmico de usar os protestos como cobertura para atacar a sua fronteira e declarou que aqueles que se aproximam da cerca colocam suas vidas em risco. Em 13 de março, um palestino morreu e 163 ficaram feridos, segundo autoridades de saúde em Gaza. Em 30 de março, confrontos deixaram 19 mortos e mais de 1,1 mil palestinos feridos. O Exército israelense afirmou que o conflito começou quando palestinos se aproximaram da cerca na fronteira de Israel. O Ministério de Saúde de Gaza, por sua vez, culpou soldados israelenses por atirar em dois agricultores palestinos de Khan Yunis, matando um deles. No dia 6 de abril, autoridades palestinas disseram que sete palestinos morreram e mais de 1.000 ficaram feridos.


Retirada de bomba da 2ª Guerra paralisa centro de Berlim
Sexta feira, 20 Abril 2018 12:28:24 -0000

Operação para desarmar artefato de 500 kg gerou transtornos sem precedentes nos arredores da estação central da capital alemã. Edifícios num raio de 1 km foram esvaziados, e 10 mil pessoas deixam suas casas. Policiais analisam nesta sexta-feira (20) bomba encontrada perto de estação de trem no centro de Berlim, na Alemanha Axel Schmidt/ Reuters Uma bomba da Segunda Guerra Mundial encontrada por trabalhadores de uma construção no coração de Berlim provocou caos na movimentada região em torno da estação central da cidade nesta sexta-feira (20). O artefato de 500 kg foi encontrado por um operador de escavadeira. A operação para desativá-lo gerou uma série de transtornos de grande proporções para os moradores e cerca de dez mil passageiros, que tiveram suas viagens canceladas. A estação central foi evacuada, paralisando o tráfego ferroviário numa importante intersecção de várias linhas. Os trens urbanos também tiveram a circulação interrompida na área. A Deutsche Bahn, empresa que opera o serviço ferroviário na Alemanha, informou que as passagens para viagens de longa distância reservadas para esta sexta-feira poderão ser reembolsadas ou utilizadas gratuitamente pelos passageiros até o dia seguinte. Retirada de bomba da Segunda Guerra Mundial paralisa centro de Berlim Não é raro que em diversas partes do país ainda sejam encontradas bombas da Segunda Guerra durante escavações, geralmente em locais de construção. Mas, mesmo em uma cidade como Berlim, que foi intensamente castigada pelos bombardeios aliados durante o conflito, os transtornos causados nesta sexta-feira são algo fora do normal. "Jamais tivemos uma situação em dimensões como essa", afirmou Friedemann Kessler, responsável da Deutsche Bahn pela estação central, por onde passam diariamente cerca de 300 mil pessoas. A operação para desarmar a bomba exigiu a evacuação de ruas e edifícios em um raio de quase um quilômetro em torno do local. Cerca de 10 mil pessoas tiveram que deixar suas casas por motivos de segurança. Entre os locais evacuados estão edifícios de agências do governo, um hospital das Forças Armadas, as sedes dos ministérios da Economia e dos Transportes, asilos de idosos, várias empresas e as embaixadas da Indonésia e do Uzbequistão. A bomba de 500 kg foi descoberta na noite de terça-feira na rua Heidestrasse, ao norte de estação central. O artefato não representava perigo iminente e se encontrava em condições seguras, segundo as autoridades. Retirada de bomba perto de estação de trem provocou transtornos no centro de Berlim, na Alemanha, nesta sexta-feira (20) Axel Schmidt/ Reuters Várias bombas encontradas nos últimos anos Durante a Segunda Guerra Mundial, Berlim foi alvo de cerca de 380 bombardeios até 1945. Aviões ingleses, americanos e russos despejaram mais de 45 mil toneladas de explosivos na cidade. As autoridades locais calculam que em torno de 3 mil bombas, granadas e restos de munição ainda estejam enterradas na cidade. A maior operação de para o desarmamento de uma bomba da Segunda Guerra na Alemanha ocorreu em Frankfurt, em setembro do ano passado, quando 60 mil pessoas – cerca de 8% da população da cidade – tiveram de ser evacuadas. Em maio de 2017, 50 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas em Hannover para que os especialistas desativassem ao menos cinco bombas encontradas numa obra. Na cidade de Dusseldorf, também em maio do ano passado, a descoberta de uma bomba de cinco toneladas levou à retirada de 8 mil moradores. Na capital alemã, as últimas descobertas de bombas da Segunda Guerra ocorreram em novembro de 2016 – quando a operação de desarmamento de um artefato de 250 kg forçou a evacuação de 500 pessoas no bairro de Zehlendorf – e em outubro de 2015, levando à retirada de 11 mil pessoas no bairro de Kreuzberg.


O ano em que o México legalizou brevemente as drogas
Sexta feira, 20 Abril 2018 12:09:51 -0000

Graças a uma extensa pesquisa do médico Leopoldo Salazar Viniegra, o país teve por um curto período uma política de descriminalização das drogas em 1940; medida diminuiu o crime, mas foi logo interrompida. México teve uma rápida experiência com legalização das drogas - e isso em 1940 Getty Images/ BBC Em 5 de janeiro de 1940, o então presidente do México, Lázaro Cárdenas, fez algo revolucionário: promulgou o novo Regulamento Federal da Toxicodependência. A nova legislação removeu os antigos decretos punitivos sobre delitos de drogas, autorizou os médicos a prescreverem narcóticos aos dependentes, estabeleceu clínicas ambulatoriais para ajudá-los e formulou pedidos mais amplos para tratá-los como doentes, e não como criminosos. Menos de um mês após sua assinatura, o regulamento entrou em vigor. A venda e compra de pequenas quantidades de drogas, incluindo maconha, cocaína e heroína, foram efetivamente descriminalizadas. Autores de pequenos delitos foram libertados da prisões e das clínicas para dependentes. Policiais reduziram drasticamente as prisões por delitos de drogas e meia dúzia de dispensários (locais para usar as drogas) foram estabelecidos na Cidade do México. Alguns jornalistas mexicanos conservadores pensaram que a medida poderia provocar uma onda de criminalidade no país. Mas a maioria a considerou um grande sucesso. Em meados de março de 1940, pelo menos mil dependentes químicos iam a dispensários diariamente para comprar pequenas doses controladas de cocaína e de morfina sob supervisão médica e com o preço de mercado. Médicos e jornalistas se manifestaram a favor da mudança. presidente mexicano Lázaro Cárdenas del Río (1895-1970) autorizou a legalização das drogas no México em 1940 Getty Images/BBC "Atrair (o viciado) – em vez de persegui-lo –, registrá-lo e submetê-lo a tratamento médico e psicológico (...) será um meio fundamental para combater o vício." Os dependentes tiveram a mesma opinião. Um homem sem lar conhecido como "Rompepechos", viciado em heroína, declarou: "Nós só queremos que eles digam a verdade (...), que nos deem doses de acordo com nossa condição física para que possamos nos reintegrar à sociedade e retornar aos nossos trabalhos. Agora, eles estão fazendo isso. Diga aos seus leitores que estamos muito gratos ao secretário de Saúde, muito grato". Impacto no mercado Os baixos preços praticados por essas clínicas afetaram o comércio ilegal de drogas. A morfina vendida pelo governo custava 3,20 pesos por grama. Na rua, a mesma quantidade de heroína custava entre 45 e 50 pesos. Além disso, era diluída com lactose, carbonato de sódio e quinino. Um grama puro custava cerca de 500 pesos. Esses preços minaram os distribuidores: os traficantes na Cidade do México perderam 8 mil pesos por dia. Menos de seis meses depois, no entanto, a legislação foi anulada. Em 7 de junho de 1940, o governo declarou que a falta de cocaína e morfina devido à guerra impedia que o novo plano funcionasse. A legislação de 1931 voltou a vigor no mês seguinte. Essa breve história do México com a legalização das drogas tem ressonância com dias atuais. Ideias de Leopoldo Salazar Viniegra foram colocadas em prática, mas por pouco tempo BBC De 2006 a 2016, estima-se que a guerra às drogas no país custou a vida de aproximadamente 160 mil pessoas. A legalização continua sendo uma questão controversa. No entanto, em todo o mundo há vozes que pedem para que se mude a política contra as drogas. Especialistas elogiam o sucesso do experimento de Portugal com a descriminalização, enquanto alguns Estados americanos competem para arrecadar receita com a legalização da maconha. Até mesmo o jornal conservador britânico Times escreveu que o vício deve ser tratado como um problema de saúde, e não como um crime. No atual contexto internacional, a política do México de 1940 parece curiosamente profética. Ainda que ela tenha deixado várias perguntas. Por que eles legalizaram as drogas? E se ela foi tão bem-sucedida, por que foi interrompida de repente? 'O mito da maconha' De muitas maneiras, a breve legalização das drogas mexicana foi criação de um homem: Leopoldo Salazar Viniegra, médico que estudou Psiquiatria e Neurologia na França antes de retornar ao México. Em 1938, ele foi colocado no comando do Hospital de Dependência de Drogas da Cidade do México. O lugar estava cheio. Como os EUA, o país trancafiava milhares de dependentes químicos a cada ano. Durante os dois anos seguintes, Salazar escreveu uma série de artigos acadêmicos e participou de entrevistas coletivas em que não apenas criticava o status quo proibicionista, mas também estabelecia a estrutura para um sistema melhor. Em essência, ele tinha três argumentos. Primeiro, em seu trabalho inicial chamado "O Mito da Maconha", ele argumentou que os perigos da erva foram muito exagerados. Ao analisar sistematicamente os estudos médicos sobre a substância, ele apontou imprecisões, rumores e aplicações errôneas de dados. Em um trecho particularmente poderoso, zombou do posicionamento de médicos americanos sobre a droga, dizendo que estavam baseados em citações erradas de poesias sob efeito de haxixe do poeta maldito Charles Baudelaire. Nos últimos anos, alguns Estados americanos passaram a legalizar o consumo e a venda de maconha com fins medicinais Getty Images/ BBC Salazar também apresentou sua própria pesquisa sobre o assunto, realizada durante sete anos a partir de uma ampla gama de pacientes, incluindo viciados em drogas, loucos, um punhado de colegas médicos e políticos desavisados e até mesmo seu sobrinho de nove anos, que já tinha fumado por engano um de seus cigarros com maconha. Ele concluiu que, independentemente de classe social, escolaridade ou idade, a maconha não fazia mais do que deixar a boca seca, os olhos vermelhos e produzir uma sensação de fome. Em segundo lugar, em uma série de artigos e entrevistas que deu, Salazar argumentou que o vício em drogas deveria ser tratado como um problema de saúde pública, e não como um crime. Com base em seu trabalho sobre a maconha, ele afirmou que não havia ligação intrínseca entre a dependência de drogas e a criminalidade – o alto preço das drogas, gerado por sua proibição, levou os usuários a cometerem crimes, argumentou. Em vez de encher as prisões com os usuários, Salazar sugeriu uma combinação de educação, tratamento farmacológico e ajuda psiquiátrica. Em terceiro lugar, Salazar propôs acabar com a proibição e estabelecer um novo monopólio estatal sobre drogas. A proibição, argumentou ele, havia gerado o mercado ilegal, e era quase impossível impedir os traficantes. Além disso, o comércio ilegal teve duas consequências adicionais importantes: corromper a força policial mexicana, que foi paga para proteger os grandes chefes do tráfico, e aumentar os preços, forçando os usuários a cometerem crimes. Como resultado, avaliou, a melhor maneira de lidar com o vício em drogas não era por meio da proibição, mas sim pelo controle estatal. Um monopólio público que vendesse as drogas a preços de atacado afastaria os comerciantes do negócio, reduziria a corrupção policial e permitiria que os usuários não recorressem ao crime. As conclusões de Salazar estavam à frente de seu tempo. Baseadas em extensa pesquisa médica e apresentadas de uma maneira inteligente, racional e um tanto irônica, elas ecoam em muitos aspectos as críticas contemporâneas à política de drogas. O papel dos Estados Unidos Se o experimento de legalização mexicana foi um sucesso, por que ele terminou tão rápido? De acordo com o comunicado oficial do governo, as restrições às importações de morfina e cocaína causadas pela guerra na Europa inviabilizaram o sistema. Mas havia mais coisas por trás. De certa forma, inevitavelmente, isso envolvia os Estados Unidos. Desde que Salazar começou a expressar seu apoio à legalização, cruzadistas antidrogas dos EUA tentaram pressionar o governo mexicano a impedi-la. John Buckley, uma autoridade da alfândega do Texas, chamou os planos de Salazar de "as efusões de um maldito negro educado". Mas foi o puritano chefe do Departamento Federal de Narcóticos, uma das agências antecessoras da atual DEA, Harry Anslinger, que finalmente pôs fim à experiência mexicana. Apenas cinco dias após a introdução da lei, o Departamento de Estado dos EUA invocou as emendas de 1935 à Lei de Importação e Exportação de Entorpecentes. As emendas permitiram que os EUA estabelecessem um embargo à exportação de entorpecentes como a morfina e a cocaína, quando considerasse que os objetivos de um país não eram nem médicos nem científicos. Embora o Ministério das Relações Exteriores do México tenha tentado argumentar afirmando que o experimento estava funcionando e certamente era mais eficiente do que o sistema punitivo anterior, Anslinger e o Departamento de Estado mantiveram a decisão. Em maio de 1940, todas as exportações de morfina e cocaína foram suspensas. Sem a cooperação das empresas farmacêuticas alemãs bloqueadas pela guerra, as autoridades mexicanas foram forçadas a voltar atrás. *Benjamin Smith, autor deste texto, é professor de História da América Latina na Universidade de Warwick, no Reino Unido, especializado na história moderna do México.


Brasileiros ficam de fora da lista de 100 pessoas mais influentes da revista 'Time'
Sexta feira, 20 Abril 2018 11:39:39 -0000

Lista inclui presidentes dos EUA, Argentina e França. Príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, também foi destaque na publicação. A revista "Time" publicou sua tradicional lista de 100 pessoas mais influentes do mundo sem a presença de brasileiros, mas colocou dentro do seleto grupo o presidente da Argentina, Mauricio Macri. Mauricio Macri está na lista de mais influentes da Revista Time Reuters Macri é descrito pela revista como um político híbrido: pró-empresariado, mas sensível às preocupações sociais. A "Time" destaca como um dos acertos do presidente argentino o crescimento da economia, de cerca de 2,9%, e retorno do país ao mercado global. A "Time" também antecipa que o líder da coalizão "Mudemos" concluirá seu mandato de quatro anos, um "recorde" para a revista, feito não atingido por nenhum presidente que não seja peronista, movimento que domina a Argentina desde 1940. Donald Trump fala sobre política tributária, na Casa Branca, em imagem de arquivo AP Photo/Manuel Balce Ceneta No ano passado, dois brasileiros estavam na lista: Neymar e o juiz federal Sergio Moro. A relação que a "Time" divulga todos os anos destaca personalidades do entretenimento, do esporte e da política, sem atribuir posições entre os selecionados. Em geral, a quantidade de latino-americanos na lista deste ano foi baixa. Além de Macri, outros cinco foram lembrados pela "Time": o diretor mexicano Guillermo del Toro, vencedor do Oscar pelo filme "A Forma da Água", a prefeita de San Juan, Carmen Yulín Cruz, o chef espanhol José Andrés, a atriz transexual chilena Daniela Vegas, e a equatoriana Christina Jímenez, que lidera um movimento de proteção dos "sonhadores", jovens imigrantes que chegaram aos Estados Unidos quando crianças. Presidente francês, Emmanuel Macron, é fotografado antes de dar entrevista para BFM TV, em imagem de arquivo Francois Guillot/ Reuters Outros nomes de destaque que estão na lista são os dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da França, Emmanuel Macron. Também foram lembrados pela "Time" o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un. Na lista da revista também estão figuras do esporte e do entretenimento, como o tenista suíço Roger Federer, as cantoras Jennifer López e a Rihanna, e a apresentadora Oprah Winfrey. Lista dos 100 mais influentes da revista Time tem atriz de 14 anos de 'Stranger Things' O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman Fayez Nureldine/AFP


Insurgentes ao sul da capital síria se entregam, diz TV estatal
Sexta feira, 20 Abril 2018 11:27:04 -0000
Rebeldes concordaram em se entregar nesta sexta após violento bombardeio. Insurgentes da última área não controlada pelo governo sírio nos arredores de Damasco concordaram em se entregar nesta sexta-feira (20), relatou a mídia estatal, após violento bombardeio durante a noite e pela manhã. Uma fonte com conhecimento das negociações entre os grupos insurgentes no local e o governo sírio disseram à Reuters que alguns combatentes do reduto localizado perto do campo de refugiados Yarmouk seriam levados para o leste da Síria, onde o Estado Islâmico controla parte do território, e outros para áreas rebeldes no noroeste do país. A rendição acontece à medida que o presidente Bashar al-Assad acelera sua campanha para retomar redutos remanescentes e fortalecer sua posição ao redor da capital após a derrota de rebeldes em Guta Oriental neste mês.


ETA pede perdão a vítimas de terrorismo em declaração inédita às vésperas de anunciar dissolução
Sexta feira, 20 Abril 2018 10:28:47 -0000

Grupo reconheceu o dano provocado pela luta armada separatista na Espanha. Associações de vítimas do terrorismo consideraram o comunicado insuficiente. ETA pede perdão por vítimas inocentes Em uma declaração inédita, o grupo separatista ETA pediu perdão às vítimas pelos "graves danos" provocados por sua luta armada pela independência do País Basco, na Espanha. O comunicado é um último gesto antes do aguardado anúncio de dissolução do grupo, quase 60 anos após sua criação. "Pedimos desculpas de verdade", afirma a organização, que executou atentados com bomba e assassinatos que deixaram 829 mortos, tanto no País Basco como no resto da Espanha, e alguns também na França. Associações de vítimas do terrorismo, que exigiam há vários anos um pedido de desculpas do ETA, criticaram o comunicado, que consideraram insuficiente. No texto, publicado nesta sexta-feira (20) pelo jornal basco "Gara", o ETA reconhece "o dano provocado no decorrer de sua trajetória armada" e afirma o "compromisso com a superação definitiva das consequências do conflito e com a não repetição". Foto de arquivo mostra Integrantes do ETA quando anunciaram o abandono completo das armas, em 2017 Reuters Consciente de ter provocado "muita dor", a organização deseja "mostrar respeito aos mortos, aos feridos e às vítimas" das ações do grupo, segundo o comunicado traduzido do euskera ao espanhol pelo jornal. O ETA, que também realizou em nome da luta armada sequestros e extorsões, se limitou a lamentar a totalidade das vítimas e pediu perdão especificamente para aquelas "que não tinha uma participação direta no conflito, nem responsabilidade alguma". "A estas pessoas e seus parentes pedimos perdão", afirma o texto com data de 8 de abril, exatamente um ano depois da entrega das armas, quando o grupo apresentou uma lista de depósitos à justiça francesa. Criado em 1959 durante a ditadura de Francisco Franco, o Euskadi Ta Askatasuna (País Basco e Liberdade) renunciou à luta armada em 2011 e, em poucos dias, deve anunciar sua dissolução, de acordo com várias fontes. 'Vergonhoso' "Me parece vergonhoso e imoral que façam esta distinção entre os que mereciam o tiro na nuca, a bomba no carro e os que foram vítimas por acaso, porque não mereciam", afirmou ao canal público TVE a presidente da Associação das Vítimas do Terrorismo, María del Mar Blanco. Blanco é irmã de Miguel Ángel Blanco, um vereador do Partido Popular (PP) sequestrado e assassinado pelo ETA em 1997, um crime que comoveu o país e provocou manifestações gigantescas de repúdio. A associação pediu "responsabilidades individuais" para solucionar os crimes do ETA "pendentes de esclarecimento". Para o governo do primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy, que desde 2011 rejeita qualquer tipo de negociação com o grupo, a declaração do ETA "não é mais que outra consequência da força do Estado de Direito que venceu o ETA com as armas da democracia", "É bom que o grupo terrorista peça perdão às vítimas, porque as vítimas, sua memória e sua dignidade foram determinantes na derrota do ETA", ressaltou o governo, antes de insistir que "há muito tempo o ETA deveria ter pedido desculpas de forma sincera e incondicional. Na quinta-feira, o ministro do Interior, Juan Ignacio Zoido, deixou claro que a organização "não vai conseguir nada com sua declaração de dissolução". O ETA foi criado durante a ditadura de Franco, acusado de reprimir a cultura basca. Mas, depois da morte do ditador, o grupo intensificou suas ações, gerando uma espiral de ódio que também teve a participação de grupos de extrema-direita e associações parapoliciais como os GAL, criados nos anos 1980. Após tentativas frustradas de negociação e da condenação cada vez maior da sociedade basca à violência, o ETA anunciou o fim da luta armada em 2011 e deve anunciar sua dissolução no primeiro fim de semana de maio, de acordo com o Grupo Internacional de Contato (GIC), formado por personalidades de diferentes países para trabalhar pela paz no País Basco. O ETA possui quase 300 membros detidos na Espanha, França e Portugal, entre 85 e 100 foragidos e uma dezena de pessoas expulsas pela França, sem documentos. O grupo deseja a transferência dos detidos para prisões mais próximas do País Basco e espera obter uma alteração da política penitenciária com sua dissolução.


O recado do FMI para o Brasil
Sexta feira, 20 Abril 2018 10:27:27 -0000

A economia mundial se recuperou, mas o país ficou para trás e terá anos difíceis adiante A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde AFP O mundo recebeu uma boa notícia nesta semana com a divulgação do novo relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a economia global. O crescimento econômico atingirá, diz o FMI, 3,9% em 2018, acima das previsões anteriores e dos 3,8% de 2017. “Crescimento tão amplo e forte não é visto desde o início da recuperação da crise financeira de 2008-09”, afirma o relatório. A origem do impulso econômico não está, com exceção da China, nos países emergentes, como costumava estar antes da crise. Ele se concentra na Zona do Euro, no Japão e nos Estados Unidos. O FMI prevê um crescimento maior para o Brasil, de 2,3% em 2018 e 2,5% em 2019 (em outubro a previsão era, respectivamente, de 1,5% e 2%). Em parte, por causa da recuperação nos preços das commodities, que subiram16,9% entre agosto de 2017 e fevereiro deste ano. Mesmo assim, o crescimento brasileiro fica aquém da média global prevista para os próximos anos, em torno de 3,7% – e muito aquém da previsão para os países emergentes, ao redor de 5%. Até 2023, o Brasil deverá, diz o FMI, crescer em média 2,2% ao ano. “As reformas não estão completas ainda”, afirmou a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, a respeito da situação brasileira. Não é nenhuma novidade a principal preocupação relativa ao Brasil: sem reformas, estaremos diante de um assustador abismo fiscal. Os números divulgados pelo FMI em seu Monitor Fiscal estimam que a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB) ficou em 84% em 2017 (número superior ao divulgado do governo por divergência de critérios). Para o FMI, a relação chegará a 96,3% em 2023. Para comparar, a média dos países emergentes foi de 49% em 2017 e deverá chegar a 57,6% em 2023. Na América Latina, 61,8% no ano passado; previsão de 68,4% em 2023. O dado brasileiro é comparável ao da Zona do Euro, onde o endividamento foi de 84,2% no ano passado, mas deverá cair a 71,7% em 2023. Até lá, deveremos quase tanto quanto as economias mais avançadas, cujas dívidas somarão em média 100,4% do PIB em 2023, diz o FMI. Na análise dos indicadores estruturais que explicam o crescimento da dívida, destaca-se o gasto com a Previdência. Pelos dados do FMI, o Brasil é o segundo país do mundo com maior crescimento projetado nas despesas previdenciárias entre 2015 e 2050: 5,1% do PIB (5,9% até 2030). Se tivéssemos de pagar tudo hoje, o total equivaleria a 203,8% do PIB. Só o Kuwait está em situação pior. É sobretudo em função do desequilíbrio nas contas da Previdência que o nosso déficit estrutural anual subirá dos 3,6% do PIB, registrados entre 2000 e 2007, para 7,6%, entre 2018 e 2023. Nesse quesito, apenas a Venezuela, cuja economia está em derretimento, nos supera. Isso significa, basicamente, que a sociedade brasileira precisa trabalhar mais e produzir mais para arcar com dívidas de país avançado e gastos previdenciários de país avançado (mais de 13% do PIB, patamar comparável a França, Itália, Grécia ou Portugal antes da reforma). Duas medidas são urgentes para evitar que a economia entre em colapso nos próximos anos por causa da dívida. A primeira é reequilibrar as contas públicas, com reforma na Previdência, privatizações e o enxugamento do Estado, de modo a retomar os superávits primários. Como o governo, o FMI prevê que o país só volte ao azul em 2022. A segunda é uma ampla rodada de abertura comercial, que permita ganhos substanciais de produtividade e torne nossas empresas mais competitivas no mercado global. “Reduzir barreiras tarifárias e não-tarifárias ao comércio ajudará a melhorar a eficiência e aumentará a produtividade”, diz o relatório do FMI, “Ampliar o programa de concessões de infra-estrutura a investidores ajudaria a atrair capital privado para compensar deficiências.” Qualquer candidato à Presidência cujo programa não envolver reformas (em especial, da Previdência), privatizações e abertura comercial estará a vender ilusões. O povo brasileiro já cansou delas. Não pode perder mais tempo com palermas analfabetos em economia.


Coreias ativam linha telefônica direta entre seus líderes
Sexta feira, 20 Abril 2018 09:47:35 -0000

Anúncio é feito uma semana antes da reunião de cúpula entre o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un.  Funcionário do presidente sul-coreano fala ao telefone com a Coreia do Norte em um teste da linha direta entre mandatários dos dois países, que foi reativada desta sexta-feira (20) South Korea Presidential Blue House/Yonhap via AP As duas Coreias ativaram nesta sexta-feira (20) uma linha de telefone direta entre seus governantes, anunciou Seul, uma semana antes de uma reunião de cúpula entre o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, na zona desmilitarizada que divide a península. Esta linha conecta a Casa Azul (sede da presidência sul-coreana em Seul) com o gabinete em Pyongyang da Comissão e Assuntos de Estado, presidida pelo líder norte-coreano. "A conexão histórica da linha direta entre os líderes das duas Coreias acaba de ser estabelecida", afirmou Yoon Kun-young, alto funcionário da Casa Azul. Uma conversa de teste entre operadores teve duração de quatro minutos e 19 segundos, segundo a France Presse. A reunião de cúpula entre Kim e o presidente sul-coreano será o grande momento de semanas de intensa atividade diplomática na região desde os Jogos Olímpicos de Inverno, organizados em fevereiro pelo Sul. E o prelúdio de um encontro de cúpula histórico previsto entre Kim e o presidente americano, Donald Trump. Os dirigentes das duas Coreias se reunirão no lado sul da zona desmilitarizada. Será o 3º encontro de cúpula entre os países desde o fim da Coreia (1950-53), que terminou com um armistício e não um tratado de paz, o que significa que os dois lados permanecem, tecnicamente, em guerra. Moon afirmou na quinta-feira que deseja uma declaração oficial de fim da guerra como etapa inicial a um tratado. O presidente Trump aprovou que as duas partes negociem este tipo de acordo. Encontro Trump e Kim Donald Trump e Kim Jong-un organizam um encontro entre maio e junho, mas o local ainda não foi definido. Na quarta-feira (19), o presidente americano afirmou que espera que a reunião seja bem-sucedida, mas advertiu que irá cancelar a reunião se achar que não produzirá resultados. "Espero ter uma reunião muito bem-sucedida [com Kim]", disse Trump na Flórida. "Se eu achar que é uma reunião que não irá ser proveitosa, nós não iremos", acrescentou. "Se a reunião, quando eu estiver lá, não for proveitosa, eu vou deixar a reunião respeitosamente".


Protesto contra reforma da previdência deixa três mortos na Nicarágua
Sexta feira, 20 Abril 2018 08:57:15 -0000

Governo de Ortega atendeu a um pedido do FMI e elevou o valor das contribuições previdenciárias, o que provocou protestos. Vítimas são um policial e dois manifestantes. Um rapaz usa um estilingue contra policiais em Manágua Inti Ocon / AFP Photo Dois manifestantes e um policial morreram nesta quinta-feira (19) durante confrontos na Nicarágua, em meio a protestos contra a elevação das contribuições pagas ao INSS, o Instituto Nicaraguense de Segurança Social. Os incidentes, em Manágua e nas cidades vizinhas à capital, também deixaram dezenas de feridos. Segundo a Polícia Nacional, o agente identificado como Jilton Manzanares, de 33 anos, foi morto com um tiro de escopeta e o manifestante Richard Pavón também morreu após ser baleado. A terceira vítima ainda não identificada. Protestos violentos na Nicarágua completam o segundo dia Os protestos, convocados por universitários e aposentados, começaram pela manhã nos arredores da Universidade Nacional Agrária (UNA), em Manágua. Os manifestantes rejeitam a elevação no valor das contribuições à Previdência introduzido na reforma decretada pelo governo do presidente Daniel Ortega, atendendo à recomendação do Fundo Monetário Internacional (FMI). Manifestação em Manágua reuniu muitos jovens estudantes Inti Ocon / AFP Photo Policiais da tropa de choque reprimiram os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo e golpes de cassetete, enquanto eram alvo de paus e pedras. TVs fora do ar Em meio aos distúrbios, o Canal 15 da TV a cabo foi retirado do ar. Segundo seu diretor, Miguel Mora, "o governo ordenou a queda do sinal" em uma "clara violação do direito de liberdade de imprensa". Outros três canais de TV aberta e a cabo saíram do ar quando transmitiam informações sobre os protestos. Policial joga uma pedra contra manifestantes Inti Ocon / AFP Photo A vice-presidente Rosario Murillo disse que os protestos são dirigidos por grupos "minúsculos", que chamou de "almas pequenas, tóxicas, repletas de ódio" e que não representam o sentimento do povo. "Estas circunstâncias dolorosas manipuladas, esta corrupção de pensamentos e intenções, estes corações doentes, carregados de ódio e pervertidos, não podem semear o caos e negar aos nicaraguenses a tranquilidade que graças a Deus temos". Os protestos começaram na quarta-feira (18), quando ao menos 18 pessoas, incluindo jornalistas, ficaram feridas por golpes e objetos contundentes atirados por grupos de ativistas que se identificaram como partidários do governo.


Bebê real está para nascer; veja perguntas e respostas sobre o novo membro da monarquia britânica
Sexta feira, 20 Abril 2018 08:00:20 -0000

William e Kate mantêm suspense sobre o novo herdeiro. Expectativa é de que ele nasça neste mês. Fãs da monarquia britânica montaram barraca em frente ao hospital em Londres em que deve nascer o novo bebê real Henry Nicholls/Reuters A duquesa de Cambridge Kate Middleton dará à luz seu terceiro filho com o príncipe William nas próximas semanas. Como ocorreu com o nascimento de George e Charlotte, a família real mantém suspense sobre o novo herdeiro, que terá o título de príncipe ou princesa de Cambridge. Veja a seguir 7 curiosidades sobre o novo bebê real: Quando deve nascer? Em setembro o Palácio Kensington anunciou que Kate estava grávida e que a previsão é que o novo bebê real nasça no mês de abril, sem precisar uma data mais aproximada. A duquesa de Cambridge participou de seus últimos compromissos oficiais no dia 22 de março e então entrou em licença maternidade. Initial plugin text O nascimento ocorrerá poucas semanas antes do casamento do príncipe Harry com Meghan Markle, que será realizado no dia 19 de maio em Windsor. Onde deve nascer? O local do parto não foi divulgado, mas a imprensa britânica acredita que deverá ser a ala de atendimento particular do St Mary's Hospital na região de Paddington, em Londres, onde nasceram os dois filhos de William e Kate, o príncipe George e a princesa Charlotte. Os príncipes William e Harry também nasceram lá. Imagens de arquivo mostram Kate e William saindo da maternidade após o nascimento do Príncipe George (esquerda) e da Princesa Charlotte (direita) Lefteris Pitarakis/AP e Suzanne Plunkett/Reuters No dia 27 de março o fotógrafo Arthur Edwards publicou em seu Twitter uma foto das grades do hospital sendo pintadas, o que aumentou a expectativa de que o estabelecimento esteja se preparando para o nascimento do bebê real. Initial plugin text No dia 9 foram colocadas grades e placas indicando a proibição temporária de estacionamento de carros na rua da maternidade. Initial plugin text Segundo o jornal “Telegraph”, o hospital cobra 5.215 libras (cerca de R$ 24 mil ) para o primeiro dia caso o bebê nasça de parto normal ou 6.745 libras caso seja cesárea. Também são cobradas 1.155 libras para cada noite adicional no pacote de luxo. No dia 9 grades foram colocadas na frente da maternidade em que Kate Middleton deve dar a luz Daniel Leal-Olivas/AFP Poderá ser rei ou rainha? O novo membro real será o quinto na linha de sucessão pela Coroa, depois do seu avô, o Príncipe Charles, de seu pai, Príncipe William e de seus irmãos, Príncipe George e Princesa Charlotte. Assim, o príncipe Harry, seu tio e segundo filho de Charles, vai para a sexta posição. Diferente de antigamente, o sexo do bebê não faz diferença na linha de sucessão. Isso porque em 2013 a monarquia britânica fez alterações nas leis para acabar com a famosa regra da “primogenitura masculina”, que coloca os homens antes das mulheres na linha de sucessão. Pela regra antiga, de 1701, uma menina não ocuparia o trono caso tivesse um irmão menino mais novo. Rainha Elizabeth II, Príncipe Philip, Harry, William, Kate Midleton, Charlotte e George participam de celebração de aniversário da rainha em 2017 REUTERS/Toby Melville No entanto, dificilmente o novo bebê chegará a ocupar o cargo de monarca. Provavelmente ele ou ela será uma espécie de “reserva”, caso alguma coisa aconteça com o primogênito George. Veja a árvore genealógica da família real e a linha de sucessão ao trono: Família real britânica Juliene Souza/ Arte G1 Qual o sexo e como se chamará? Não há nenhuma confirmação sobre o sexo do bebê. No entanto, nas casas de apostas da Inglaterra, o palpite de que será uma menina é o mais feito. A casa de apostas Paddy Power Betfair disse ao jornal “Independent” que o nome mais apostado é Mary. Em seguida vêm Alice e Victoria. Os nomes coincidem com as apostas divulgadas pela William Hill no último dia 13. Porta-voz da casa de apostas William Hill escreve em lousa em frente ao St Mary's Hospital os palpites de nomes para o novo bebê real Peter Summers/Reuters A Paddy Power Betfair recebeu tantas apostas de que será uma menina que parou de aceitar apostas para esse gênero. Já em caso de que seja um menino, na Paddy Power Betfair o nome mais popular é Edward. Geralmente, o primeiro e o segundo nome homenageiam monarcas anteriores ou parentes e não há a necessidade de sobrenome. Quando George Alexander Louis e Charlotte Elizabeth Diana nasceram, seus nomes foram anunciados dois dias após Kate dar à luz. Como será apresentado ao público? Um cerimonialista real deve anunciar o nascimento do bebê na porta da maternidade. Na entrada do Palácio de Buckingham, residência oficial da rainha Elizabeth II, será exibida uma proclamação em um cavalete com o horário do nascimento, sexo e peso do bebê. Imagem de maio de 2015 mostra cavalete com anúncio do nascimento da princesa Charlotte sendo colocado em frente ao palácio de Buckingham Steve Parsons/Pool via AP As informações também devem ser divulgadas online, nas redes sociais e no site oficial da família real, assim como ocorreu quando nasceram George e Charlotte. O casal real deve posar para fotos com o novo filho no colo quando saírem do hospital para irem ao Palácio Kensington, sua residência oficial em Londres. Quando o filho mais velho nasceu, eles deixaram o hospital no dia seguinte. Já no nascimento de Charlotte saíram no mesmo dia. Quando será batizado? Não se sabe quando o novo membro da Coroa real será batizado pela Igreja anglicana, mas os bebês reais costumam ser batizados com poucos meses de vida. O Príncipe George foi batizado aos 3 meses e tem 7 padrinhos. A Princesa Charlotte foi batizada com 2 meses e tem 5 padrinhos. Os bebês reais costumam ser batizados com uma réplica do vestido criado em 1841 para a filha mais velha da rainha imperatriz Victoria, a princesa Victoria, feita de rendas e cetim branco. O Palácio de Kensington, residência oficial do príncipe William e da duquesa de Cambridge, Kate Middleton, divulga as fotos oficiais do batizado da filha do casal, a princesa Charlotte Mario Testino/Art Partner via Reuters


Piloto ‘heroína’ da Southwest diz que só fez seu trabalho e que tripulação rezou por vítima
Sexta feira, 20 Abril 2018 04:00:17 -0000

Elogiada por passageiros, Tammie Jo Shults diz que corações de tripulantes estão pesados por morte de passageira que foi sugada por janela quebrada. Equipe não irá conceder entrevistas. Tammie Jo Shults conversa com passageiros do voo 1380 após pousar o avião da Southwest Airlines em Filadélfia, na terça-feira (17) Diana McBride Self via AP A piloto do voo 1380 da Southwest Airlines, Tammie Jo Shults, agradeceu em um comunicado os elogios e todo o apoio que ela e os demais membros de sua tripulação receberam desde o acidente da última terça-feira (17). Mas afirmou que “todos nós sentimos que estávamos apenas fazendo nosso trabalho”. Shults, que comandava o avião no momento em que um motor explodiu, e que estilhaços atingiram a aeronave, quebraram uma janela e provocaram a morte de Jennifer Riordan e ferimentos em outros sete passageiros, foi considerada uma heroína por conduzir um pouso de emergência no aeroporto de Filadélfia. Aqueles que estavam a bordo elogiaram sua calma, constatada também durante sua comunicação com a torre de controle durante a comunicação do acidente, e creditam a ela o pouso em segurança sem que uma tragédia maior tenha ocorrido. Comunicado A piloto e o primeiro oficial que a acompanhava no voo, Darren Ellisor, assinam o comunicado divulgado pela companhia aérea, no qual falam em nome da tripulação de cinco pessoas que estava a bordo do voo. Eles dizem que estão com “os corações pesados” pela morte de uma passageira e informam que estão concentrados em colaborar nas investigações e não irão conceder entrevistas. Pedem ainda que o público e a imprensa respeitem seu foco. O jornal “Boston Herald”, no entanto, afirma que a piloto contou que a equipe rezou por Jennifer Riordan. “Nós (a tripulação) sentimos sua perda. Nos encontramos e rezamos pela família dela esta manhã”, teria respondido Shults através de uma mensagem de texto nesta quinta-feira (19), antes de acrescentar que não falaria mais sobre o assunto. Avião da Southwest Airlines faz pouso forçado nos EUA Roberta Jaworski/Alexandre Mauro/G1 Initial plugin text


Ataques a tiros em escolas nos EUA explodiram em 20 anos, aponta estudo
Sexta feira, 20 Abril 2018 00:55:45 -0000

Nos últimos 18 anos, mais pessoas foram mortas nesse tipo de ocorrência do que em todo o século 20. Neste século, 77% dos ataques foram conduzidos por adolescentes com idades entre 11 e 18 anos. Equipe atende vítima de atirador em escola de Parkland, na Flórida, em 14 de fevereiro John McCall/South Florida Sun-Sentinel via AP) Ataques a tiros em escolas americanas estão se alastrando rapidamente, matando mais pessoas nos últimos 18 anos que em todo o século 20, apontou uma pesquisa da Revista de Estudos da Criança e da Família. O estudo analisou ataques a tiros em massa - eventos nos quais pelo menos um atirador matou ou feriu intencionalmente pelo menos quatro outras pessoas - e as taxas de mortalidade em escolas americanas para crianças e adolescentes de 5 a 18 anos desde 1940. Foram desconsiderados tiroteios envolvendo gangues, ou ataques em universidades. "Os Estados Unidos não tinham ataques que se encaixassem em nosso critério até 1940, quando o diretor júnior de uma escola de Ensino Médio matou o superintendente, o diretor, o gerente de negócios do distrito e dois professores, antes de tentar se matar, porque achava que seria demitido ao fim do ano letivo", afirma o estudo. Os pesquisadores não encontraram ataques a tiros nos anos 50 e 60, seguidos de "um crescimento estável iniciado com um ataque a tiros em 1979 orquestrado por uma adolescente de 16 anos com deficiências mentais, que começou o ataque em uma escola primária, matando dois adultos e ferindo oito estudantes e um adulto ", explica. Desde então, os anos 90 foram um pico, quando 36 pessoas foram mortas em 13 ataques com armas de fogo, aponta. Entre 2000 e 2018, pesquisadores somaram 66 mortes em 22 ataques a tiros em massa em escolas. O volume é mais alto que os 55 mortos em 22 ataques nas seis décadas de 1940 a 1999. "Em menos de 18 anos, já vimos mais mortes relacionadas a ataques a tiros em escolas que em todo o século 20", disse o autor principal, Antonis Katsiyannis, da Clemson University. "Uma tendência alarmante é que a ampla maioria dos atiradores do século 21 eram adolescentes. Isso sugere que hoje é mais fácil para eles terem acesso a armas e que eles sofrem mais frequentemente de deficiências mentais ou capacidades limitadas de resolução de conflitos". Sessenta porcento dos ataques a tiros em escolas nos Estados Unidos no século 20 foram conduzidos por adolescentes com idades entre 11 e 18 anos. No século atual, foram 77%. O estudo alertou que o número de mortes e de tiroteios não oferecem uma ligação clara para "mais problemas de adolescentes, ou armas de alta potência, como causalidade", mas disse que "as tendências devem ser observadas". A violência com armas de fogo no país é uma "epidemia, que deve ser resolvida", conclui o estudo. A pesquisa pede maior pesquisa de antecedentes, proibição de armas de assalto e maior apoio para tratamentos psiquiátricos.


Homem mata dois policiais a tiros em restaurante na Flórida
Sexta feira, 20 Abril 2018 00:15:39 -0000
Atirador também morreu. Presidente Trump lamentou as mortes: 'Meus pensamentos, orações e condolências estão com as famílias'. Dois oficiais do condado de Gilchrist morreram nesta quinta-feira após serem baleados em um restaurante de Trenton, no norte da Flórida, nos Estados Unidos, por uma pessoa que também morreu no incidente, informaram as autoridades. O xerife do condado vizinho de Alachua, Robert Schultz, informou que o crime ocorreu durante a tarde, quando uma pessoa não identificada, sem motivo aparente, se aproximou do restaurante e atirou pela janela nos dois policiais. Quando o reforço policial chegou ao local, os agentes encontraram o atirador morto do lado de fora do restaurante. As autoridades não informaram como o autor dos disparos morreu. Em uma mensagem divulgada nas redes sociais, o Escritório do Xerife do Condado de Gilchrist indicou que o departamento sofreu uma "terrível tragédia" e pediu aos moradores que evitem a área. O presidente dos EUA, Donald Trump, que está em sua mansão em Mar-a-Lago, também na Flórida, comentou o incidente no Twitter. "Os meus pensamentos, orações e condolências estão com as famílias, amigos e colegas dos dois agentes que perderam a vida no cumprimento de seu dever hoje", escreveu Trump no Twitter. O governador da Flórida, Rick Scott, também lamentou a tragédia e ofereceu o apoio do governo ao Escritório do Xerife de Gilchrist. "É realmente maldade que alguém ferir um oficial da lei. Na Flórida temos tolerância zero com a violência, especialmente contra a polícia", afirmou Scott. EFE


Paraguai escolhe entre continuísmo ou aliança de centro-esquerda em eleições presidenciais
Quinta feira, 19 Abril 2018 23:53:12 -0000

Eleições para presidente acontecem no domingo, 21. Candidato Mario Abdo Benitez em evento de campanha no Paraguai REUTERS/Andres Stapff Os paraguaios vão às urnas neste domingo para eleger seu novo presidente, tendo como opções o candidato apoiado pelo atual governo, Mario Abdo Benítez, do Partido Colorado, e o liberal Efraín Alegre, líder da coalizão de centro-esquerda Ganhar, que tem entre suas legendas a Frente Guasu, do ex-presidente Fernando Lugo. As principais pesquisas do país apontam uma vitória de Abdo com uma vantagem de 25 pontos sobre Alegre, que costuma minimizar essas previsões. Ex-senador, Abdo larga com a vantagem de ter o apoio da máquina do Partido Colorado, que tem 1 milhão e meio de filiados e uma história de 130 anos, grande parte deles no poder, incluindo o período no qual deu apoio ao ditador Alfredo Stroessner (1954-1989). O candidato presidencial colorado, que é filho do ex-secretário particular de Stroessner, tem se manifestado favorável a convocar uma Assembleia Nacional Constituinte na qual seja discutida a reforma do Poder Judiciário, tão politizado quanto desacreditado, como forma de erradicar a corrupção e a insegurança jurídica. Abdo também prometeu "uma revolução educacional no Paraguai" e um objetivo: dedicar a este setor dos atuais 4,28% para 7% do Produto Interno Bruto (PIB), o mínimo solicitado pela ONU, e com isso melhorar um sistema educacional que se mostrou ineficiente na hora de aproveitar o bônus demográfico do país, que tem cerca de um terço da sua população com menos de 17 anos. Já no âmbito econômico, Abdo se pronunciou a favor de ampliar a base contributiva do Paraguai, um dos países com mais baixos juros tributários, embora tenha ressaltado que não deseja que se percam essas vantagens competitivas, atrativas para o investidor estrangeiro. No último mês de campanha, Abdo deu mais atenção ao discurso partidário, em atos junto com o atual presidente, Horacio Cartes, nos quais salientou a "mística colorada" para garantir o voto em bloco de todos os simpatizantes do partido. Candidato à presidência do Paraguai Efrain Alegre, do Partido Liberal REUTERS/Jorge Adorno Por sua vez, Alegre, que é presidente do Partido Liberal e concorre pela segunda vez à presidência, combina sua mensagem a seu eleitorado com comícios ao lado de seu candidato à vice-presidência, Leo Rubin, contribuição da Frente Guasu, do ex-presidente Fernando Lugo, à coalizão Ganhar. A aliança foi formada porque as duas legendas não conseguirão, sozinhas, superar o Partido Colorado em votos. De fato, essa coalizão já foi colocada em prática em 2008, mas com uma troca de cadeiras, quando foi Lugo o candidato, e depois vencedor das eleições. Em 2012, a aliança rachou após os liberais apoiarem o julgamento parlamentar que destituiu Lugo do cargo. Com ambos os partidos novamente juntos, Alegre apresentou neste mês os cinco decretos que assinará caso chegue ao governo. Entre eles está a redução do custo da conta de luz, com base no fato de que o país conta com duas grandes usinas hidrelétricas: Itaipu, compartilhada com o Brasil, e Yacyretá, com a Argentina. Além deste decreto, Alegre prometeu saúde básica gratuita, um salto qualitativo e quantitativo no setor da educação e a convocação, da mesma forma que Abdo, de uma Assembleia Nacional Constituinte para sanear o Judiciário. As pesquisas de maior impacto, divulgadas pelos maiores jornais ("ABC Color" e "Última Hora"), mostram Abdo como vencedor, com uma vantagem média de 25 pontos sobre Alegre. Tanto o candidato liberal como a coalizão Ganhar rejeitaram essas pesquisas, com o argumento de que as empresas que as elaboraram estão ligadas ao governo ou ao Partido Colorado. EFE


EUA dizem que governo de Maduro 'carece de legitimidade' para empréstimos
Quinta feira, 19 Abril 2018 22:47:10 -0000

Secretário do Tesouro dos EUA disse que credores estão emprestando para um governo sem legitimidade. Os Estados Unidos alertaram nesta quinta-feira (19) que o governo de Nicolás Maduro carece de "legitimidade" para solicitar empréstimos e pediram para outros países continuarem a restringir o acesso da Venezuela a financiamentos. "Credores, privados ou públicos, que propiciem um novo financiamento ao regime de Maduro estão emprestando para um governo que não tem legitimidade para pedir emprestado em nome da Venezuela", disse o secretário do Tesouro Steven Mnuchin. "São necessárias ações concretas para restringir a capacidade de autoridades corruptas venezuelanas e suas redes de apoio de abusarem do sistema financeiro internacional", acrescentou. Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, se reuniu com representantes de diversos países AP Photo/Susan Walsh Washington diz que há "uma ditadura" na Venezuela e vê as próximas eleições de maio, em que Maduro busca a reeleição, como uma manobra do presidente para permanecer no poder, depois de "dizimar" a economia da potência petroleira e provocar o êxodo de milhares de venezuelanos devido à escassez de alimentos e medicamentos. Após se reunir em Washington com representantes de Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Espanha, França, Alemanha, Guatemala, Itália, Japão, México, Panamá, Paraguai, Peru e Reino Unido, o secretário do Tesouro americano disse nesta quinta-feira que os participantes respaldariam uma mudança política em Caracas. "Reconheceram que um governo da Venezuela que tenha o apoio da região e esteja disposto a promulgar políticas econômicas para devolver a prosperidade ao povo venezuelano receberia o apoio da comunidade financeira internacional", apontou Mnuchin. Os países concordaram em coordenar ações para preparar ferramentas da comunidade internacional para aplicá-las rapidamente se for o caso, acrescentou.


O momento em que uma casa explode em frente à câmera da polícia
Quinta feira, 19 Abril 2018 21:52:59 -0000

Oficiais averiguavam batida de um carro quando houve a explosão. O momento em que uma casa explode em frente à câmera da polícia Reprodução/BBC Policiais de uma cidade do Texas, nos Estados Unidos, foram chamados para a cena de um acidente. Um carro perdeu o controle e se chocou com uma casa. Quando os agentes se aproximava para registrar o ocorrido, houve uma forte explosão, causada pelo choque do veículo com uma tubulação de gás. Assista ao vídeo. A família que estava na casa e um policial sofreram ferimentos leves e foram levados ao hospital. O motorista foi preso porque não tinha habilitação válida.


Rei africano surpreende súditos e muda nome do país
Quinta feira, 19 Abril 2018 21:25:04 -0000

Com 1,3 milhão de habitantes, Suazilândia foi rebatizada e passa a se chamar Reino de eSwatini; divulgação foi feita pelo rei Mswati III, à frente do governo desde 1982. O rei Mswati III assumiu o poder em 1982 Mongi Zulu/AFP O rei da Suazilândia, Mswati III, rebatizou o país que governa há 36 anos. A partir de agora, ele passa a se chamar Reino de eSwatini. O monarca comunicou a mudança durante as celebrações de 50 anos de aniversário da independência do país. O rei, também chamado de Ngwenyama ou "leão", é conhecido por ter muitas esposas e por suas vestimentas tradicionais. A mudança de nome revoltou parte da população, que acredita que o rei deveria se concentrar na condução da fraca economia local. O país, que tem 1,3 milhão de habitantes, é a última monarquia absolutista da África - nos últimos anos, manifestantes têm pedido mudanças do regime para uma democracia. Mswati III vem sendo criticado por ativistas de direitos humanos por banir os partidos políticos do país e também por discriminação contra mulheres. O novo nome significa "Terra dos Swazi". Embora a mudança do nome oficial tenha sido inesperada, o rei Mswati III já vinha chamando a Suazilândia de Reino de eSwatini há alguns anos. Esse foi o nome que ele usou quando foi à Assembleia Geral da ONU em 2017 e também na cerimônia de abertura do parlamento do país em 2014. "Quando eu estou fora, as pessoas se referem ao nosso país como Suíça", justificou durante o pronunciamento. Filho de Sobhuza II, que reinou por 60 anos, o rei Mswati III tem atualmente 15 esposas. De acordo com sua biografia, Sobhuza, teve 125 mulheres durante seu reinado, que se estendeu de 1921 a 1982. Em 1968, a Suazilândia se tornou independente do Reino Unido. É o país com a maior proporção de pessoas infectadas por HIV. A expectativa de vida é de 54 anos para homens e de 60 anos para as mulheres.


Casal de americanos anuncia nascimento do 14º filho do sexo masculino
Quinta feira, 19 Abril 2018 21:13:35 -0000

Jay e Kateri Schwandt não quiseram saber sexo do bebê antes do nascimento. 'Temos que fechar a conta agora', disse o pai. Jay e Kateri Schwandt com seus 13 flhos Jay Schwandt/Facebook Um casal americano com 13 filhos homens com idades entre dois e 25 anos não conseguiu interromper o que já virou uma tradição na família e anunciou nesta quinta-feira o nascimento da 14ª criança do sexo masculino. Embora tivessem a esperança de ser uma menina desta vez, a chegada na noite de quarta-feira de um novo menino, de 3,7 quilos e 51 centímetros, foi recebida "com muita alegria e carinho" pela família residente de Rockford, em Michigan. O nascimento aconteceu cinco dias antes da data prevista pelos médicos. Jay Schwandt anunciou em entrevista pela televisão que a sua esposa, Kateri, deu à luz outro menino, sem nenhum problema, e muito em breve esperam acrescentar um novo nome à extensa lista de descendentes. O primogênito, Tyler, nasceu quando os Schwandt eram estudantes na Ferris State University de Big Rapids (Michigan). Depois vieram Zach, Drew, Brandson, Tommy, Vinnie, Calvin, Gabe, Wesley, Charlie, Luke, Tucker, Francisco e o recém-nascido. Em entrevista concedida em fevereiro, Jay Schwandt que é agente imobiliário em Rockford, ao norte de Gran Rapids, tinha declarado que estava na hora de ter uma menina na família. "Temos que fechar a conta agora", disse o pai, ao declarar que o 14º filho pode ser o último.


Como era o mundo no último ano em que algum Castro não estava na presidência de Cuba
Quinta feira, 19 Abril 2018 21:08:28 -0000

Pela primeira vez desde 1959, país tem novo presidente que não é da família; quando chegaram ao poder, os Beatles ainda não existiam e o homem não tinha ido à Lua. Como era o mundo no último ano em que algum Castro não estava na presidência de Cuba Reprodução/BBC Pela primeira vez desde 1959, Cuba tem um novo presidente que não é da família Castro. Desde então, o país foi governado pelos irmãos Fidel (até 2008) e, depois, Raúl. O sucessor, que foi oficializado no cargo nesta quinta-feira (19), é o engenheiro Miguel Díaz-Canel que, desde 2013, atuava como vice-presidente de Cuba. No período em que os Castro estiveram no poder, os ocupantes da Casa Branca mudaram 12 vezes, a Índia teve 14 primeiros-ministros e Itália passou por 52 governos. Assista ao vídeo. Já o Brasil atravessou uma ditadura militar e transitou rumo à redemocratização. Em 1959, o homem tampouco havia chegado ao espaço. Os Beatles não existiam. A TV era em preto e branco. A capital brasileira ainda era o Rio de Janeiro; o campeão mundial de futebol era o Brasil - em seu primeiro título - e as novelas de TV ainda estavam por vir (a partir de 1963). Naquele ano, contudo, a boneca Barbie foi lançada. Durante todo o período no poder, a família Castro dividiu opiniões. Para seus apoiadores, eles são sinônimo de independência e justiça social. Mas para seus críticos, representam repressão e ditadura. Uma era chega ao fim, mas especialistas se questionam se vai haver uma mudança significativa. Díaz-Canel continua sendo uma incógnita para muitos. Alguns dizem acreditar que ele é um reformista à espera da oportunidade de introduzir mudanças necessárias na Revolução Cubana. Já outros afirmam que seu papel se limita ao de um burocrata escolhido a dedo para manter o "retrógrado" sistema político da ilha. De qualquer forma, o "discípulo predileto" de Raúl Castro terá desafios pela frente, políticos, econômicos e sociais.


O doloroso tema dos sequestros de japoneses pela Coreia do Norte
Quinta feira, 19 Abril 2018 20:52:04 -0000

Governo japonês suspeita que Pyongyang seja responsável por dezenas de desaparecimentos nos anos 1970 e 1980 com o intuito de formar seus espiões. Donald Trump prometeu ao premiê Shinzo Abe que irá abordar tema durante encontro com Kim Jong-Un. O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, durante entrevista coletiva em Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida, na quinta-feira (18) Mandel Ngan/AFP Na visita do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, à Flórida, o presidente americano, Donald Trump, assegurou que os Estados Unidos vão trabalhar para ajudar Tóquio a trazer para casa seus cidadãos sequestrados pela Coreia do Norte. O governo japonês suspeita que Pyongyang seja responsável por dezenas de desaparecimentos nos anos 1970 e 1980 com o intuito de formar seus espiões. Tóquio espera que a questão seja tratada na cúpula prevista entre Donald Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong Un. Quantos sequestros? A Coreia do Norte reconheceu em 2002 o sequestro de 13 japoneses, mas o governo japonês diz que foram 17. Um mês depois do reconhecimento, cinco deles foram autorizados a retornar ao Japão. Pyongyang afirma que os outros oito morreram, mas não forneceu provas. Em 2004, a Coreia do Norte entregou ao Japão restos incinerados alegando que eram as cinzas de Megumi Yokota, sequestrada aos 13 anos em 1977, a mais jovem dos 17 casos contabilizados por Tóquio. Mas o Japão declarou então que os testes de DNA contradiziam essa afirmação. Os japoneses suspeitam que a Coreia do Norte tenha sequestrado dezenas de seus compatriotas. A polícia japonesa conta 800 desaparecimentos, dos quais não exclui sequestros de Pyongyang. Mais países afetados Um relatório publicado em 2014 pela ONU indica que "desde 1950, a República Popular Democrática da Coreia executou, como uma política de Estado em grande escala, uma política sistemática de sequestros e recusa de repatriação, seguidos de desaparecimentos forçados de pessoas de outros países". Esses casos somariam mais de 200 mil pessoas, incluindo crianças, trazidas de países estrangeiros para a República Popular Democrática da Coreia, aponta o relatório. A maioria são sul-coreanos bloqueados no Norte após a divisão do país e a guerra da Coreia de 1950-1953. Outras centenas de pessoas, incluindo mulheres do Líbano, Tailândia, Malásia, Cingapura, Romênia e França, foram sequestradas ou desapareceram depois de uma estadia na Coreia do Norte entre os anos 1960 e 1980, de acordo com o relatório da ONU. Mais recentemente, a Coreia do Norte sequestrou na Coreia do Sul e na China alguns cidadãos desses países. Poucos avanços O primeiro-ministro japonês fez desta questão uma prioridade. "Vou colocar todas as minhas forças para obter avanços para resolver a questão dos sequestros na perspectiva das próximas discussões (entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte)", disse ele antes de viajar para a Flórida. Donald Trump expressou seu apoio a Tóquio quando, em novembro, encontrou-se com as famílias de cidadãos sequestrados durante sua visita ao Japão. Em virtude de um acordo concluído em Estocolmo em maio de 2014, a Coreia do Norte se dispôs a investigar todos os sequestros de japoneses, um avanço considerável em uma questão que bloqueia as relações entre Tóquio e Pyongyang. Mas desde então quase não houve progresso, enquanto os programas nuclear e balístico de Pyongyang deterioraram ainda mais as relações. "É pouco provável um rápido retorno dos sequestrados, mesmo que o presidente Trump evoque a questão na sua cúpula com Kim", estima Satoru Miyamoto, professor e especialista em Coreia do Norte da Universidade Seigakuin. "Nenhum avanço foi alcançado desde a visita do ex-primeiro-ministro (Junichiro) Koizumi à Coreia do Norte (em 2002), e o regime norte-coreano declarou que nenhum dos cidadãos japoneses está vivo", acrescentou.


França nega nacionalidade a muçulmana que não quis saudar autoridades
Quinta feira, 19 Abril 2018 20:43:54 -0000
Argelina, casada com um francês desde 2010, considerou decisão abuso de poder. Em junho de 2016, ela se recusou a cumprimentar secretário-geral da prefeitura de Isère e representante eleito de uma cidade daquele departamento durante cerimônia. A justiça francesa ratificou a decisão de negar a cidadania francesa a uma mulher argelina que não quis apertar a mão de um representante da prefeitura durante sua cerimônia de nacionalização, de acordo com uma decisão consultada pela AFP nesta quinta-feira (19). O Conselho de Estado, o mais alto órgão administrativo francês, havia sido interpelado por essa mulher, casada com um francês desde 2010, que considerou como "abuso de poder" o decreto do primeiro-ministro, de abril de 2017, que lhe negou o naturalização. Dez meses antes, em junho de 2016, a mulher argelina, recusou-se "expressamente" a cumprimentar o secretário-geral da prefeitura de Isère (leste da França) e um representante eleito de uma cidade daquele departamento durante a cerimônia de nacionalização francesa organizada na prefeitura. Ela argumentou "convicções religiosas" para justificar sua atitude, que, segundo os serviços do governo, "impede que [a mulher] seja vista como assimilada à comunidade francesa". "Considerando tal comportamento, em um lugar e momento simbólicos, supôs uma falta de assimilação. Desta forma, o primeiro-ministro não aplicou de forma imprecisa" o Código Civil, considerou o Conselho de Estado em sua decisão, datada de 11 de abril.


Passageiros descrevem 22 minutos de pânico em voo no qual mulher morreu ao ser sugada nos EUA
Quinta feira, 19 Abril 2018 20:29:28 -0000

Muitos acharam que iriam morrer e se despediram de parentes e amigos; jovem comprou Wi-Fi para transmitir vídeo ao vivo para toda a família de uma só vez. Em meio a vento, objetos voando e muito choro, uns rezavam e outros gritavam mensagens de encorajamento.  Marty Martinez (esquerda) durante transmissão de Facebook Live feita em meio ao acidente do voo 1380 da Southwest Airlines, em 17 de abril Marty Martinez via AP Durou 22 minutos o pânico no voo 1380 da Southwest Airlines que terminou com a morte de uma passageira, parcialmente sugada para fora de uma janela quebrada na terça-feira (17). A piloto conseguiu fazer um pouso de emergência em Filadélfia e salvar todas as outras 148 pessoas a bordo. Após um alto estrondo, o avião começou a chacoalhar violentamente. Um vento atravessou a cabine, e detritos parecidos com neve flutuaram pelo corredor enquanto máscaras de oxigênio caíram do teto. Alguns passageiros se perguntaram se voltariam a abraçar seus filhos novamente e pelo menos um comprou acesso a Wi-Fi enquanto o voo descia rapidamente para que pudesse se despedir de seus parentes. Vídeo mostra pânico em avião no qual mulher foi sugada nos EUA Uma explosão em um dos motores do Boeing 737 fez com que estilhaços destruíssem parte da aeronave e quebrassem uma das janelas, provocando a morte de Jennifer Riordan, de 43 anos. A terrível sequência de eventos do voo 1380 despertou atos de bravura entre os passageiros e membros da tripulação e atraiu elogios para a piloto que guiou em segurança o avião danificado a um pouso de emergência no aeroporto de Filadélfia. Uma explosão, e detritos na sua cara Alfred Tumlinson estava voltando para Corpus Christi, no Texas, com sua esposa, depois de participar de um baile do Texas Farm Bureau em Nova York. Cerca de 30 minutos depois de o voo decolar do aeroporto La Guardia, eles ouviram um estrondo a aproximadamente 32 mil pés acima da Pensilvânia, e o avião começou a descer. Um segundo barulho foi ouvido, disse Marty Martinez, um especialista em marketing digital de 29 anos que estava indo para casa em Dallas. Foi quando ele viu uma janela estourada a cerca de duas fileiras a frente da sua, do outro lado do avião. Investigadores examinam danos no motor do avião da Southwest Airlines que fez um pouso forçado na Filadélfia na terça-feira (17), após explosão NTSB/Handout via Reuters O ar entrou rapidamente pela cabine despressurizada, e “de repente todos os detritos estão voando na sua cara, pelo corredor do avião, até o fundo do avião”, disse Tumlinson. Enquanto as pessoas a bordo começaram freneticamente a colocar as máscaras e ajudar os outros com as suas, passageiros e membros da tripulação correram para alcançar uma mulher na 14ª fileira que estava sendo sugada pela abertura pela cabeça, mesmo usando cinto de segurança, segundo os investigadores. Segundo o relato de pelo menos um passageiro, metade do corpo dela estava fora do avião. Um herói com chapéu de caubói Um homem com chapéu de caubói, o fazendeiro Tim McGinty, de Hillsboro, Texas, arrancou sua máscara e lutou para puxar a mulher para dentro. Andrew Needum, um bombeiro de Celina, no Texas, foi ajudar e os dois conseguiram colocá-la de volta para dentro. “Pareceram dois minutos e pareceram duas horas”, McGinty disse aos repórteres, com curativos em um braço que machucou enquanto tentava salvar a mulher. A mulher de McGinty, Kristin, que também estava a bordo, disse depois ao jornal “USA Today”: “Alguns heróis usam capas, mas o meu usa um chapéu de caubói”. Executiva Jennifer Riordan morreu em acidente com aeronave da Southwest Airlines, nos Estados Unidos Marla Brose/The Albuquerque Journal via AP Quando uma comissária perguntou se alguém sabia primeiros socorros, a enfermeira escolar aposentada Peggy Phillips retirou seu cinto de segurança. Ela e o bombeiro deitaram a mulher gravemente ferida. Os dois começaram a administrar primeiros socorros durante cerca de 20 minutos, até que o avião pousasse. Jennifer Riordan, uma executiva bancária de 43 anos da Wells Fargo e mãe de dois filhos em Albuquerque, Novo México, não sobreviveu. “Se você consegue imaginar atravessar a janela de um avião a mais de 900 km por hora e bater ou na fuselagem ou na asa com seu corpo, ou seu rosto, então acho que provavelmente posso dizer a você que houve um trauma significativo”, disse Phillips à emissora ABC. O legista da Filadélfia disse que Riordan morreu por trauma de impacto contundente na cabeça, pescoço e tronco. Calma na cabine Quando o motor explodiu, isso fez com que o avião tombasse abruptamente alarmantes 41 graus para a esquerda e começasse a vibrar, disse na quarta-feira o chefe do Comitê de Segurança Nacional de Transporte, Robert Sumwalt. Dentro da cabine, a piloto Tammie Jo Shults calmamente comunicou a gravidade da situação. Controlador: Passageiros feridos, OK. E seu avião está fisicamente em chamas? Piloto: Não, não está em chamas. Mas perdemos parte dele. Disseram que há um buraco e...er... alguém saiu por ele. Controlador: Desculpe, você disse que tem um buraco e alguém saiu por ele? Piloto: Sim. Tammie Jo Shults, fotografada na MidAmerica Nazarene University, em imagem de arquivo Kevin Garber/MidAmerica Nazarene University/ Reuters Dizendo adeus pela internet Alguns passageiros usaram redes sociais para se despedir de amigos e parentes. Matt Tranchin, que estava indo para casa em Dallas, começou a enviar mensagens para sua esposa, grávida de oito meses, e para seus pais, dizendo que os amava e contando a eles coisas que gostaria que seu filho ainda não nascido soubesse, caso o avião caísse e ele não sobrevivesse. Martinez decidiu comprar o serviço de Wi-Fi a bordo. Ele procurou sua carteira, e então se viu todo atrapalhado digitando os dados de seu cartão de crédito enquanto o avião chacoalhava. Ele disse que pareceu levar uma eternidade enquanto ficava digitando os números errados. Ele finalmente fez uma transmissão de Facebook Live mostrando a si mesmo e os outros passageiros com máscaras de oxigênio (muitos de forma errada), o vento soprando no fundo. Ele disse que optou pelo Facebook Live em vez de enviar mensagens individuais porque queria se comunicar com o máximo de pessoas queridas possível. “Eu tinha esse sentimento de que não iria sobreviver, e tinha que pensar, quem eu contato primeiro? Escrevo para minha mãe, para o meu pai, meu irmão, minha irmã?”, disse ele. “Essa era uma posição muito difícil de se estar, pensar quem é mais importante na sua vida e em que ordem”. Initial plugin text “Achei que era o fim da minha vida” Enquanto o avião descia íngreme mas firmemente em direção à Filadélfia, a cabine estava barulhenta por causa da janela aberta, mas a maioria dos passageiros estava quieta, talvez por causa das máscaras, disse a passageira Amanda Bourman, de Nova York. “Todos estavam chorando e perturbados. Você tinha uns poucos passageiros que foram muito fortes e eles ficavam gritando para as pessoas, sabe, ‘está tudo bem! Vamos sair dessa!’”, disse Bourman. “Eu apenas me lembro de segurar a mão do meu marido e nós rezamos e rezamos e rezamos”. Para Kristopher Johnson, um único pensamento invadia sua mente: sua mulher e o filho de 13 meses, Jakob. “Achei que era o fim da minha vida”, Johnson, um diretor assistente da Escola de Ensino Médio East Montana, em El Paso, Texas, disse à People.com; “Pensei que nunca poderia ver meu filho ou minha mulher ou minha família de novo. Essa foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça”. Kathy Farnan, uma senhora de 77 anos de Santa Fe, Novo México, disse que as pessoas que estavam sentadas perto dela na frente, longe da janela quebrada, permaneceram relativamente calmas. “Não houve pânico. Todos estavam bem. Acho que era muito cedo de manhã. As pessoas ainda estavam meio dormindo”, disse ela. Eric Zilbert, administrador no Departamento de Educação da Califórnia, disse que até mesmo as crianças “se comportaram muito bem”. Avião da empresa Southwest fez pouso de emergência após problemas em um dos motores REUTERS/Mark Makela “Nervos de aço” Passageiros elogiaram Shults por seu profissionalismo durante a emergência. Shults, uma das primeiras piloto mulher a comandar jatos na Marinha dos EUA, estava no controle quando o avião pousou. Ela foi aplaudida depois de colocar o avião em solo com segurança. Segundo os passageiros, a piloto caminhou pelos corredores e conversou com eles para se assegurar que estavam bem após o pouso. “Ela tem nervos de aço”, disse Tumlinson. “ Vou mandar a ela um cartão de Natal. Com um vale-presente por ter me colocado no chão. Ela foi sensacional”. Avião da Southwest Airlines faz pouso forçado nos EUA Roberta Jaworski/Alexandre Mauro/G1 Initial plugin text


Fotógrafo flagra cobra passando sobre arma de atirador de elite
Quinta feira, 19 Abril 2018 18:03:36 -0000

Cena aconteceu durante treinamento militar no Alabama, nos EUA. Atirador não se moveu. Cobra passa por arma de atirado de elite durante treinamento Sgt. William Frye/ Alabama National Guard Um fotógrafo captou o exato momento em que uma cobra passou sobre uma arma de um atirador de elite em treinamento nos EUA. Camuflado, o atirador permaneceu imóvel enquanto o animal seguia seu caminho. O registro foi feito por William Frye, sargento da Guarda Nacional do Alabama durante um treinamento da infantaria na base aérea de Eglin no dia 7 abril. O soldado William Snyder era quem segurava o rifle no momento da foto. "Nossos atiradores são treinados para ficarem perfetamente parados por horas na mesma posição e ficar invisíveis aos nossos inimigos e aé animais selvagens", dizia um post no Facebook feito pela Guarda. A cobra é uma serpente da espécie corredora-azul. Ela não é venenosa, mas pode picar quando ameaçada.


O meteorito que trouxe à Terra diamantes de um 'planeta perdido'
Quinta feira, 19 Abril 2018 17:20:04 -0000

Cientistas acreditam que o material é parte de um planeta que foi do tamanho de Marte, pertencente a uma primeira geração planetária já desaparecida. Partes do meteorito: asteroide explodiu em 2008 a cerca de 37 km da superfície e seus restos caíram no Sudão EPFL/HILLARY SANCTUARY Em 7 de outubro de 2008, um asteroide invadiu a atmosfera da Terra e explodiu a uma altura de 37 quilômetros, sobre o deserto de Núbia, no norte do Sudão. Ele trazia diamantes. Um estudo da Escola Politécnica Federal da Cidade de Lausanne (EPFL), na Suíça, publicado nesta semana na revista "Nature Communications", concluiu que a rocha espacial era parte de um "planeta perdido" que existiu nos primórdios do Sistema Solar. Estima-se que o protoplaneta ao qual pertenceu deve ter existido há bilhões de anos, antes de se partir por uma colisão. Era grande como Mercúrio ou Marte. Os cientistas argumentam que a pressão necessária para produzir diamantes deste tipo só poderia ocorrer em um planeta de grande dimensão. Cerca de 50 pedaços dessa rocha, com tamanhos entre um e dez centímetros, foram coletados. Os fragmentos são do meteorito Almahata Sitta, termo em árabe que significa Estação Seis, em referência ao nome de uma estação de trem perto do local onde caiu. Usando três tipos de microscópios, os pesquisadores caracterizaram o mineral e a cobertura química da rocha. Alguns dos materiais presos nos diamantes a partir de sua formação só podem ser formados a uma pressão superior a 20 gigapascals, informaram os cientistas. Essas condições "só podem ser alcançadas em um grande corpo planetário", disseram eles. A origem dos planetas O pesquisador Farhang Nabiei, da EPFL, disse que esses dados constituem a "primeira evidência contundente da existência de um planeta tão grande" pertencente a uma primeira geração, que desapareceu. A descoberta reforça a teoria de que os planetas do atual Sistema Solar foram criados com os restos de dezenas de grandes protoplanetas ou planetas embrionários. Estima-se que o corpo principal do 2008 TC3 – o asteroide descoberto em 2008 – foi formado no Sistema Solar em seus primeiros 10 milhões de anos. Os meteoritos dessa colisão foram catalogados na categoria de rochas espaciais chamadas ureilitas, que representam menos de 1% dos objetos que colidem com a Terra. Os pesquisadores sugerem que todos os asteróides de ureilita são restos do mesmo protoplaneta. "Corpos do tamanho de Marte (como o que impactou a formação da Lua) eram comuns e se uniam para formar planetas maiores ou colidiam com o Sol ou eram ejetados do Sistema Solar." "Este estudo fornece evidências convincentes de que o corpo principal da ureilita era um daqueles grandes 'planetas perdidos' antes de serem destruídos por várias colisões", concluíram os cientistas no estudo.


Ao deixar presidência de Cuba, Raúl Castro critica Trump
Quinta feira, 19 Abril 2018 17:08:12 -0000

Casa Branca retrucou que não vê o povo ganhar liberdade com a troca de governo, e que não deve mudar sua linha de atuação em relação a Havana. Raúl Castro em 18 de abril de 2018 rene Perez/Courtesy of Cubadebate/Handout via Reuters Ao falar na Assembleia Nacional durante a transição da presidência cubana a Miguel Díaz-Canel, nesta quinta-feira (19), Raúl Castro criticou duramente o governo de Donald Trump nos EUA, dizendo que sua política externa é "neocolonial" e que pune injustamente parceiros comerciais como China e Europa, enquanto busca isolar Cuba e seus aliados. A Casa Branca retucou que não vai abrandar sua forma de agir com o regime cubano. Aproximação suspensa A aproximação entre os dois países vinha sendo implementada no governo de Barack Obama. Embaixadas dos dois países voltaram a se instalar em Havana e Washington, e o antecessor de Trump chegou a visitar Cuba em 2016, reduzindo a tensão de décadas entre a superpotência capitalista e o pequeno enclave socialista situado a poucos quilômetros de sua costa. No entanto, esse movimento foi freado quando o republicano assumiu a presidência dos EUA, deixando incerteza sobre como se relacionarão os dois países no futuro. A Casa Branca respondeu que a administração Trump não vê o povo cubano ganhando maior liberdade sob o governo recém-instalado de Cuba e não tem intenção de suavizar sua política em relação ao governo comunista da ilha. "Os Estados Unidos não têm expectativa de que o povo cubano tenha maior liberdade sob o sucessor escolhido a dedo por Castro", disse um representante do governo americano depois que Miguel Díaz-Canel tomou posse. "Continuaremos a nos solidarizar com o povo cubano enquanto ele pede liberdade e prosperidade", disse o funcionário da Casa Branca. "Em apoio a isso, nossa política declarada de canalizar fundos para o povo cubano e para longe dos serviços militares, de segurança e de inteligência de Cuba não deve mudar".


Cinco morrem em acidente com tanque de amônia no Sri Lanka 
Quinta feira, 19 Abril 2018 15:24:56 -0000

Um homem caiu no tanque e quatro pessoas tentaram salvá-lo. Todos morreram.  Corpos de pessoas que morreram após serem expostas à amônia foram levados a hospital no Sri Lanka Dinuka Liyanawatte/ Reuters Um homem que caiu em um tanque de amônia e quatro pessoas que tentaram salvá-lo morreram em Horana, no Sri Lanka, nesta quinta-feira (19), informou a agência Reuters. Entre as vítimas estão funcionários e vizinhos de uma empresa que produz borracha. A televisão mostrou agentes de resgate usando aparelhos de respiração, levando feridos para fora da fábrica e vasculhando o tanque em busca de mais vítimas. O porta-voz da polícia, Ruwan Gunasekara, disse que 10 pessoas chegaram a ser tratadas no hospital por exposição à amônia.


Polícia apreende 'cigarro gigante de maconha' no Texas
Quinta feira, 19 Abril 2018 14:13:04 -0000

Cigarro tinha mais de 20 centímetros. A polícia do Texas postou a foto do "maior cigarro de maconha de todos", apreendido recentemente pelos agentes. As autoridades do condado de Fort Bend mediram o cigarro e afirmaram que ele tem mais de 20 centímetros. "Achamos que batemos um recorde", diz o tuíte, que acrescenta que o suspeito tentou "destruir as provas". O cigarro parece ser um "blunt", ou seja, um cigarro de maconha enrolado em folha de tabaco. Polícia apreende 'cigarro gigante de maconha' no Texas @FBCConstable3/Twitter


Iraque faz ataques aéreos contra Estado Islâmico na Síria
Quinta feira, 19 Abril 2018 13:33:32 -0000
Premiê iraquiano, Haider al-Abadi, afirmou que o país se defenderá de ameaças de militantes na fronteira. O Iraque realizou ataques aéreos contra posições do Estado Islâmico na Síria nesta quinta-feira (19), uma semana depois de o premiê iraquiano, Haider al-Abadi, dizer que o país se defenderá de ameaças de militantes na fronteira. Caças iraquianos F-16 entraram na Síria para efetuar os ataques depois de uma coordenação com o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, disse um porta-voz militar do Iraque. "Realizamos ataques aéreos contra gangues do Daesh (Estado Islâmico) em territórios sírios por causa dos perigos representados pelas ditas gangues aos territórios iraquianos, e isso prova as capacidades aprimoradas de nossas Forças Armadas", disse o militar em um comunicado. No início deste mês Abadi disse que seu país "tomará todas as medidas necessárias se eles ameaçarem a segurança do Iraque", referindo-se aos militantes jihadistas que meros três anos atrás dominaram um terço do Iraque. O premiê declarou a vitória final sobre o grupo radical em dezembro, mas este ainda representa uma ameaça em bolsões situados ao longo da fronteira com a Síria e continua a cometer emboscadas, assassinatos e ataques com bomba em toda a nação. Atualmente Bagdá tem boas relações com o Irã e a Rússia, os principais apoiadores de Assad na guerra civil síria de sete anos, e também conta com grande apoio da coalizão liderada pelos Estados Unidos.


Imagens do dia 19 de abril de 2018
Quinta feira, 19 Abril 2018 13:29:34 -0000

Cyndi Lauper se apresenta no 'WE Day California', em Inglewood, na Califórnia, EUA Chris Pizzello/Invision/AP Um manifestante é detido pela polícia durante um protesto exigindo o fim da especulação no sistema educacional, em Santiago, no Chile Pablo Sanhueza/Reuters Um gato é visto bocejando em um jardim florido, em Dortmund, na Alemanha Ina Fassbender/dpa/AFP Policiais disparam balas de borracha em estudantes de engenharia que tomaram as ruas para protestar contra as reformas do governo no INSS, em Manágua, na Nicarágua Inti Ocon/AFP Trabalhadores ferroviários franceses em greve marcham durante uma manifestação contra os planos de reformar a companhia ferroviária estatal nacional SNCF em Marselha, no sul da França Bertrand Langlois/AFP Uma criança utiliza uma bomba de mão para retirar água das margens do rio Yamuna em Nova Déli, na Índia Saumya Khandelwal/Reuters Um apicultor palestino utiliza fumaça para acalmar as abelhas durante o processo de coletar mel em uma fazenda perto da fronteira entre Israel e Gaza, no norte da Faixa de Gaza Suhaib Salem/Reuters Uma menina migrante afegã é vista na frente de sua casa em Kars, no oeste da Turquia Umit Bektas/Reuters


Miguel Díaz-Canel é confirmado como novo presidente de Cuba, sucedendo a Raúl Castro
Quinta feira, 19 Abril 2018 13:16:22 -0000

Pela 1ª vez em quase 60 anos, Cuba será governada por uma pessoa de fora da família Castro. Novo presidente se comprometeu a 'dar continuidade à Revolução Cubana em um momento histórico e crucial'.  Díaz-Canel é confirmado presidente de Cuba e promete continuidade A Assembleia Nacional de Cuba anunciou nesta quinta-feira (19) a aprovação do nome de Miguel Díaz-Canel como novo presidente do país, em substituição a Raúl Castro, com 99,83% dos votos dos deputados. O processo de escolha do presidente começou na sessão desta quarta, quando os parlamentares indicaram uma lista com 31 nomes para formar o Conselho de Estado, entre eles o do presidente. Essa lista então foi aprovada por quase unanimidade. O nome de Díaz-Canel já era apontado anteriormente como o favorito para assumir o cargo, o que aconteceu logo em seguida ao anúncio da aprovação. O novo presidente disse na Assembleia que o mandato que recebeu do povo "é dar continuidade à Revolução Cubana em um momento histórico e crucial", marcado pelo "avanço na atualização" do modelo econômico e social do país. "Para aqueles que por ignorância ou má-fé duvidam de nosso compromisso, devemos dizer-lhes que a revolução continua e continuará. O mundo recebeu a mensagem errada de que a revolução termina com seus guerrilheiros", afirmou ainda, segundo informações do jornal oficial "Granma". O novo mandatário é o primeiro civil na presidência desde 1976, mas isso não significa necessariamente uma mudança política no regime. A trajetória de Díaz-Canel se deu dentro do Partido Comunista de Cuba (PCC), sob a tutela de Raúl Castro. Presidente cubano, Raúl Castro, e seu futuro sucessor, Miguel Díaz-Canel, durante sessão na Assembleia Nacional nesta quarta-feira (18) AFP Raúl Castro afirmou que Díaz-Canel "foi o melhor" e acrescentou que ele foi "o único sobrevivente" de um grupo de jovens dirigentes que a cúpula cubana decidiu preparar para que viessem a ocupar cargos no alto escalão de governo. Enfatizou que confia no "sucesso absoluto" do sucessor pelas suas "virtudes" e por sua "experiência e dedicação ao trabalho", demonstradas desde o início de sua trajetória política. Fim da era Castro? Com a passagem do comando a Díaz-Canel, o caçula dos irmãos Castro não renunciará a todas as suas funções. Ele continuará atuando como secretário-geral do Partido Comunista de Cuba até 2021, além de seguir como deputado nacional e líder das Forças Armadas. "Raúl mantém por méritos na linha de frente da vanguarda política", disse Díaz-Canel, após assumir. "É o melhor discípulo de Fidel. Ele assumiu a liderança da Revolução em meio a uma situação econômica difícil e soube colocar o dever à frente da dor pessoal". Perfil Díaz-Canel nasceu em 1960, um ano depois da revolução, na província central de Villa Clara. Foi líder da união de Jovens Comunistas em sua província e chegou à liderança da juventude nacional do Partido Comunista de Cuba em 1993. Depois, foi nomeado ministro do Ensino Superior por Raúl Castro em 2009 e ficou no cargo durante três anos. Em março de 2012, foi nomeado vice-presidente do Conselho de Ministros para a Ciência, Educação, Esportes e Cultura, circulando nacional e internacionalmente, muitas vezes na companhia ou em nome de Raúl Castro. Metódico, Díaz-Canel cresceu na carreira política como um "funcionário exemplar". "Ele é um engenheiro que pensa em termos de eficiência, questionando-se qual é o sistema que lhe trará mais resultados", afirma o cientista político López Levy, contemporâneo de Díaz-Canel, à reportagem da BBC. Daniel Aarão Reis, professor de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF) lembra que, embora Díaz-Canel seja um homem de confiança de Raúl Castro e tenha uma trajetória dentro do Partido Comunista de Cuba, ele não pertence à geração revolucionária. "É um homem do sistema, mas há exemplos históricos de 'homens do sistema' que se decidiram a mudar o 'sistema'. Basta citar dois exemplos: Mikhail Gorbatchev e Deng Xiao-Ping. Embora provenientes do 'sistema', souberam encarnar propostas reformistas", diz Aarão Reis. Raúl Castro e seu provável sucessor Miguel Díaz-Canel em 18 de abril de 2018 rene Perez/Courtesy of Cubadebate/Handout via Reuters Questões importantes com as quais o novo presidente terá de lidar: Desestatização Para a historiadora e pesquisadora-visitante da Universidade da Califórnia Joana Salém, os cubanos têm duas expectativas principais em relação ao novo governo: primeiro, a desestatização da economia; segundo, a descentralização da política. “Quando digo 'desestatização' não me refiro ao neoliberalismo ou às privatizações, como acontece no resto da América Latina, mas sim a uma economia que deixará de ser 95% estatal para ser 70% estatal. O Estado cubano seguirá sendo protagonista", explica Salém. "Acontece que a abertura de 30% de setor privado faz uma grande diferença na vida da sociedade cubana, que passa a criar pequenas e médias empresas", completa. Outdoor com os irmãos Fidel e Raúl Castro, que comandaram Cuba desde a revolução em 1959 Ramon Espinosa/ AP Descentralização A descentralização da política é um ponto mais polêmico. A Assembleia Nacional do Poder Popular é formada por deputados com salários próximos da média salarial do povo, 40% são negros e 53% são mulheres, mas, em termos ideológicos, a coisa muda de figura. “Há um predomínio absoluto de militantes do Partido Comunista (96%). Setores não partidários poderiam ter mais participação. Existem grupos apoiadores da Revolução, identificados com o socialismo, mas que defendem o fortalecimento dos organismos de base, como os Conselhos Populares, e a criação de mais canais de representatividade e de debate público”, explica Salém. A visão de Díaz-Canel sobre essa importante encruzilhada do regime cubano, no entanto, continua uma incógnita. Para Antonio Rodiles, ativista anticastrista, Díaz-Canel "é uma pessoa apagada, que repete como um robô o que tem sido dito em Cuba nos últimos 60 anos". Relação com os EUA A aproximação entre os dois países, movimento que vinha sendo implementado no governo Obama, foi freado quando Donald Trump assumiu a presidência dos EUA. As embaixadas voltaram a se instalar em Havana e Washington, e Obama chegou a visitar Cuba em 2016, reduzindo a tensão de décadas entre a superpotência capitalista e o pequeno enclave socialista situado a poucos quilômetros de sua costa. O futuro, porém, depende muito mais do governo americano do que de Cuba. "A abertura empreendida por Obama foi paralisada. Entretanto, Trump não a reverteu. E é do interesse de empresas americanas ganhar e consolidar acesso ao mercado cubano. Tudo isto está sujeito a ventos e a trovoadas", comenta o professor Aarão Reis. "Mas uma coisa é certa: um eventual endurecimento dos EUA só fará o jogo dos conservadores cubanos que desejam manter como está uma ditadura política que já foi revolucionária e que, há muito, se tornou basicamente conservadora", completa. A Casa Branca afirmou nesta quinta que a administração Trump não vê o povo cubano ganhando maior liberdade sob o governo recém-instalado de Cuba e não tem intenção de suavizar sua política em relação ao governo comunista da ilha. "Continuaremos a nos solidarizar com o povo cubano enquanto ele pede liberdade e prosperidade", disse um representante da Casa Branca. "Em apoio a isso, nossa política declarada de canalizar fundos para o povo cubano e para longe dos serviços militares, de segurança e de inteligência de Cuba não deve mudar". Seis fatos sobre o governo de Raúl Castro em Cuba Linha do tempo mostra trajetória de Raúl Castro Arte: Juliane Souza/G1


União Europeia ameaça impor sanções adicionais contra Venezuela
Quinta feira, 19 Abril 2018 12:53:05 -0000
Para o bloco europeu, democracia no país está comprometida. Oposição promete boicotar eleições previstas para maio.  União Europeia ameaça adotar novas sanções contra a Venezuela A União Europeia disse nesta quinta-feira (19) que pode impor sanções adicionais contra a Venezuela se acreditar que a democracia está comprometida no país, depois que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, convocou eleições para maio. A oposição afirma que irá boicotar o pleito. A chefe de política externa da UE, Federica Mogherini, disse em comunicado que lamenta a maneira como autoridades do governo Maduro convocaram eleições presidencial e legislativa para o dia 20 de maio sem um consenso sobre as "condições para um confiável e inclusivo processo eleitoral". A Venezuela vive uma crise econômica e social, com milhões de pessoas sofrendo de escassez de comida e remédios, hiperinflação e crescente insegurança, que críticos dizem ser o resultado de políticas equivocadas do governo Maduro. A crise fez com que cerca de 3 milhões de pessoas fugissem do país. Maduro, que coloca a culpa pela recessão em uma "guerra econômica" liderada pela oposição do país e pelos Estados Unidos, está concorrendo à reeleição. A principal coalizão de oposição do país está boicotando a eleição, e os dois líderes de oposição mais populares foram proibidos de disputar a votação. "A União Europeia irá monitorar de perto o processo eleitoral e acontecimentos relacionados no terreno e está pronta para reagir, através de medidas apropriadas, a qualquer decisão ou ação que pode continuar a comprometer a democracia, o Estado de direito e a situação de direitos humanos no país", acrescentou Mogherini.


Rainha Elizabeth declara apoio a príncipe Charles para liderar Commonwealth
Quinta feira, 19 Abril 2018 12:21:16 -0000

Comunidade Britânica, chamada de Commonwealth, surgiu do império britânico no meio do século 20 e a rainha tem sido sua chefe desde que seu reino começou, em 1952. Rainha Elizabeth e príncipe Charles deixam reunião de abertura Encontro de Chefes de Governo da Commonwealth, no Palácio de Buckingham, em Londres, nesta quinta-feira (19) Yui Mok/ Reuters A rainha Elizabeth, do Reino Unido, disse nesta quinta-feira (19) que espera que seu filho e herdeiro, o príncipe Charles, assuma a liderança da Comunidade Britânica (Commonwealth), respondendo a sugestões de que o cargo deveria ser alternado entre Estados- membros da organização. A Commonwealth surgiu do império britânico no meio do século 20 e a rainha tem sido sua chefe desde que seu reino começou em 1952. "É meu desejo sincero que a Commonwealth continue a oferecer estabilidade e continuidade a gerações futuras e que decida um dia que o príncipe de Gales deve continuar o importante trabalho iniciado por meu pai em 1949", disse a rainha na abertura formal da reunião de chefes de governo da Comunidade Britânica. A reunião, que acontece no Reino Unido pela primeira vez em 20 anos, é vista como uma chance de Londres se reconectar com suas ex-colônias e revitalizar a frágil aliança de 53 países da Commonwealth antes do Brexit. A questão de quem irá suceder a monarca de 91 anos no cargo foi levantada nas preparações para a cúpula. O partido de oposição do Reino Unido sugeriu no domingo que a posição deveria ser alternada entre Estados-membros.


Trailer com mais de 8 mil ingressos para a Disney é furtado na Califórnia
Quinta feira, 19 Abril 2018 11:59:03 -0000
Crime foi flagrado por câmera de segurança. Mais de 8 mil ingressos para Disney são levados durante roubo de trailer nos EUA Um ladrão furtou um trailer em que estavam mais de 8 mil ingressos para a Disney. O crime ocorreu no condado de Sacramento, na Califórnia, nesta quarta-feira (18), e foi flagrado por uma câmera de segurança. O trailer, que pertencia à associação Future Farmers of America, estava em um estacionamento da entidade. Ele estava preparado para ir à conferência anual do grupo, marcada para o próximo domingo na cidade de Anaheim. Os ingressos foram cancelados e serão reimpressos.


Polônia recorda o 75º aniversário do levante no gueto de Varsóvia
Quinta feira, 19 Abril 2018 11:18:12 -0000

Moradores da cidade exibem narcisos de papel amarelos, que por sua cor e sua forma recordam a estrela que os nazistas obrigavam os judeus a usar durante a Segunda Guerra Mundial.  Jovens com narcisos se reúnem para cerimônias não oficiais em homenagem aos combatentes da Revolta do Gueto de Varsóvia Czarek Sokolowski/ AP Varsóvia recorda nesta quinta-feira (19) o aniversário de 75 anos do início do levante desesperado de judeus contra os nazistas alemães no gueto da capital polonesa ocupada. Moradores da cidade exibem narcisos de papel amarelos, que por sua cor e sua forma recordam a estrela que os nazistas obrigavam os judeus a usar durante a Segunda Guerra Mundial. Em 19 de abril de 1943, centenas de judeus atacaram os nazistas, preferindo a morte em combate do que nas câmaras de gás do campo de extermínio de Treblinka, leste da Polônia. Era para lá que as forças de ocupação da Alemanha haviam enviado mais de 300 mil judeus de Varsóvia, que viviam no gueto em condições desumanas. O presidente Andrzej Duda compareceu à cerimônia oficial diante do monumento em homenagem aos Heróis do Gueto. Várias associações antifascistas decidiram organizar cerimônias no antigo bairro judeu de Varsóvia, no mesmo horário do evento oficial, para expressar sua oposição ao que consideram uma "usurpação das cerimônias de aniversário pelos políticos". Os simpatizantes das organizações devem caminhar até o memorial de Umschlagplatz, local de saída dos trens que seguiam para o campo de Treblinka. Presidente polonês, Andrzej Duda, fala durante homenagem em frente ao monumento dos Heróis do Gueto de Varsóvia Czarek Sokolowski/ AP Durante a tarde, em uma praça do bairro, a Fundação Shalom deve inaugurar "a árvore das lágrimas", um salgueiro cujas folhas simbolizam o choro das mães judias que foram obrigadas a separar-se de seus filhos para salvar as crianças durante o Holocausto, de acordo com a France Presse. Tradição recente O símbolo desta data mais visível para os moradores da capital polonesa são os narcisos amarelos usados nas roupas, uma tradição recente que ganha mais adeptos a cada ano. "Quase 2.000 voluntários distribuem este ano os narcisos de papel em Varsóvia, o dobro do ano passado", disse à AFP Maria Mossakowska, coordenadora da iniciativa no Museu da História dos Judeus Poloneses, que teve a ideia há cinco anos. Mais de 120 mil flores serão distribuídas durante o dia na capital polonesa. Mais de mil instituições culturais, bibliotecas e escolas se uniram ao projeto em todo o país. As flores são distribuídas em várias cidades e algumas organizam aulas sobre a história dos judeus na Polônia. "Escolhemos o narciso como símbolo deste acontecimento porque, durante anos, no dia do aniversário da insurreição do gueto, Marek Edelman (um dos comandantes do levante, falecido em 2009) recebia um ramo de flores enviado por uma pessoa anônima e o depositava no monumento aos Heróis do Gueto", explica Mossakowska. Edelman, que era cardiologista, fazia isto sozinho, à margem das cerimônias oficiais. Mais de mil instituições culturais, bibliotecas e escolas se uniram ao projeto em todo o país. As flores são distribuídas em várias cidades e algumas organizam aulas sobre a história dos judeus na Polônia.


Fonte:  G1 > Mundo