Corpo de Dona Ivone Lara é velado na quadra da escola de samba Império Serrano, no Rio
Terca feira, 17 Abril 2018 14:32:16 -0000

Sambista morreu por conta de um quadro de insuficiência cardiorrespiratória.  Despedida lotou quadra da Império Serrano em Madureira na tarde desta terça-feira (17).  Dona Ivone Lara morre aos 97 anos O corpo de Dona Ivone Lara foi velado na quadra da escola de samba Império Serrano, no final da manhã desta terça-feira (17), em Madureira, Zona Norte do Rio. A sambista morreu na noite desta segunda-feira (16) por conta de um quadro de insuficiência cardiorrespiratória. Ela estava internada desde sexta-feira (13), data em que completou 96 anos, no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI) da Coordenação de Emergência Regional (CER), no Leblon, na Zona Sul da cidade. Quadra da Império Serrano lotada para a despedida de Dona Ivone Lara Marcos Serra Lima/G1 Parentes, amigos e fãs foram até Madureira para se despedir da 'Dama do Samba'. O caixão recebeu a bandeira da Império Serrano e do América, clube de coração da sambista. Fãs levaram capas de discos antigos da cantora. Fãs levam discos antigos para a despedida da cantora Marcos Serra Lima/G1 Por volta das 14h45, amigos iniciaram uma roda de samba para homenagear a sambista com seus principais clássicos. Amigos e fãs homenageiam Dona Ivone Lara na quadra da Império Serrano O corpo de Dona Ivone Lara deixou a quadra da escola por volta das 16h sob aplausos e ao som de seus maiores sucessos: Sonho Meu e Acreditar. Na rua em frente à quadra, público se despediu cantando. Corpo deixa quadra da Império Serrano ao som de sucessos de Dona Ivone Lara Amigos sambistas se despedem da cantora fazendo uma batucada Marcos Serra Lima/G1 Repercussão: amigos e netos A cantora Alcione falou do legado da sambista e chamou Dona Ivone de "matriarca do samba". Os netos da sambista também celebraram a carreira da avó mesmo em um dia de tristeza. Alcione fala sobre o legado da 'Dama do Samba' "Ao mesmo tempo que é um dia de muita tristeza, temos que celebrar essa carreira maravilhosa. Minha avó foi um ser de luz. Ela era muito humilde, às vezes não tinha noção dessa representatividade dela para a música e para o país. É muito orgulho para mim (ser neto)", diz André Lara. Segundo ele, as composições inéditas da avó devem ser recuperadas. "Ela sempre compôs e teve muitos parceiros. São coisas que não foram gravadas, músicas que foram resgatadas e finalizamos. Se Deus quiser, vamos tirá-las do baú". Corpo de Dona Ivone Lara é velado na quadra do Império Serrano Gabriel Barreira / G1 Bandeiras do América e do Império Serrano no caixão da sambista Marcos Serra Lima/G1 O sambista e amigo Marquinhos de Oswaldo Cruz, que comandou homenagem para Dona Ivone Lara no sábado (14), afirma que Dona Ivone fez história não só no samba. "Ela conseguiu ser a maior compositora da história do país, não só do samba. Do país, e sem perder a essência do morro. Ninguém queria entrar no palco depois dela no final dos anos 90. Ela levantava o povo", afirmou Marquinhos. Alfredo Lara, filho de Dona Ivone, diz que ela precisou vencer barreiras até mesmo em casa. "Ela ia no samba mas não frequentava, meu pai ficava com ciúme. Quando viu que era a carreira que ela queria seguir, e que todo mundo elogiava, ele aceitou". Alcione no velório de Dona Ivone Lara Patrícia Teixeira/G1 “Dona Ivone só tem coisa boa, ela nasceu para fazer sucesso. Uma grande amiga minha, parecia que era da família. Gravei 'Tiê', mas gosto de muitas outras: 'Sorriso Negro', 'Acreditar'. Ela tinha muita criatividade, dizem que muitas canções inéditas, tenho curiosidade de ver e com certeza vamos ver”, comentou Alcione. O enterro de Dona Ivone Lara está marcado para as 16h30 no cemitério de Inhaúma, também na Zona Norte do Rio. A cantora e compositora Dona Ivone Lara se apresenta no evento Tim Festival, no auditório do ibirapuera, em São Paulo, em outubro de 2005 Valéria Gonçalvez/Estadão Conteúdo/Arquivo Doença e trajetória Dona Ivone Lara já vinha apresentando um quadro de anemia e precisou receber doações de sangue. O estado de saúde dela já era considerado bastante grave. No hospital, a família comentou a morte da sambista. "Ela estava sempre procurando um caderninho pra escrever uma música, estava sempre cantarolando pro neto. Até a última semana ela estava superbem, com a cabeça ótima. Ela estava muito fraquinha, mas a cabeça estava ótima", contou a nora Eliana Lara Martins da Costa. Segundo o colunista Mauro Ferreira, Dona Ivone Lara morreu aos 96 anos e não aos 97 anos, como informam quase todas as fontes, pois nasceu em 1922, não em 1921. A data de 1921 foi forjada pela mãe da artista em 1932 para que ela pudesse ser admitida em colégio interno, cuja idade mínima para o ingresso era 11 anos. O ano de 1921 passou a constar até nos documentos de Ivone, mas ela nasceu de fato em 13 de abril de 1922. Essa questão já foi esclarecida na biografia de Ivone. Conhecida como a “Grande Dama do Samba”, ela nasceu em família de amantes da música popular e enfrentou o preconceito por ser mulher e sambista. Seu maior sucesso é “Sonho meu”, música que estourou nas paradas de sucesso com Maria Bethânia e Gal Costa. A cantora e compositora Dona Ivone Lara durante o Viradão Carioca, no centro do Rio de Janeiro, em abril de 2010 Wilton Júnior/Estadão Conteúdo/Arquivo Initial plugin text


Paula Fernandes agradece irmãos que devolveram mala esquecida em aeroporto: 'Nosso país ainda tem jeito'
Terca feira, 17 Abril 2018 14:16:53 -0000

Cantora esqueceu bagagem na área de desembarque do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Moradores de São Roque (SP) contam que se surpreenderam quando viram quem era a dona da mala. Paula Fernandes postou vídeo para agradecer dupla que devolveu mala esquecida no aeroporto de Congonhas Reprodução/Instagram A cantora Paula Fernandes postou um vídeo de agradecimento após recuperar uma mala que esqueceu no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, na segunda-feira (16). A bagagem foi encontrada por dois moradores de São Roque (SP) que ligaram para o número de telefone que estava na etiqueta e avisaram sobre o esquecimento. No vídeo ela agradece os rapazes várias vezes. "Esses dois são a prova de que o Brasil ainda tem jeito. Vocês merecem palmas. Sem palavras, estou chocada", afirma a cantora. (Veja o vídeo abaixo) Paula Fernandes agradece dupla de São Roque que devolveu mala esquecida em aeroporto Paula Fernandes contou, em seu perfil no Instagram, como aconteceu o esquecimento e o gesto de honestidade que a deixou surpresa. A publicação foi curtida mais de 23 mil vezes: "Agora há pouco pousamos em Congonhas e na correria para colocar as bagagens no carro acabamos esquecendo uma das malas na calçada! Seguimos viagem... De repente, um número desconhecido liga insistentemente no cel (o número estava na tag da mala) e atendemos! Dois rapazes estavam com minha mala e gentilmente nos esperaram para devolvê-la, lá onde a deixamos! Detalhe: eles não sabiam que a mala era minha! É por gestos como este que acredito que nosso país ainda tem jeito! Ninguém perde por ser honesto! Nossa! Muito obrigada Wellington e Udenilton de São Roque! Deus os abençoe!" Initial plugin text Surpresa Em entrevista ao G1, o microempresário Udenilton Almeida de Jesus, de 36 anos, contou que ele e o irmão, o caminhoneiro Wellington Almeida de Jesus, 37 anos, não sabiam que a mala era da cantora quando a encontraram no aeroporto. “A gente tinha acabado de chegar de viagem, estávamos saindo do aeroporto quando vimos que parou um carrão enorme lá na frente. O motorista estava colocando as malas no porta-malas e, de repente, fechou o carro e foi embora, deixando uma para trás." Ele e o irmão pegaram a mala e ligaram várias vezes para o número que constava na etiqueta. O motorista da cantora atendeu e combinou de buscar a bagagem na frente do aeroporto. Udenilton conta que, quando soube quem era a passageira esquecida, levou um susto. “Ela desceu do carro e a gente não a reconheceu. O motorista que falou que era a Paula Fernandes e na hora deu um choque. Foi bacana não só por ser a mala dela, porque a gente faria isso para qualquer um. Nosso pai nos ensinou a pegar só o que é nosso e não mexer nas coisas dos outros." Sobre a repercussão do vídeo postado pela cantora na internet, os irmãos garantem que se surpreenderam, mas que ficaram felizes ao ver que tanta gente os parabenizou pela atitude. “É um sentimento que eu vou guardar para o resto da minha vida, vou repassar para a minha filha e o meu irmão para as filhas dele, o quanto a honestidade nos faz bem. É a lei da causa e efeito, se você faz o bem para uma pessoa, você vai receber o bem.” Veja mais notícias da região no G1 Sorocaba e Jundiaí


Spotify compra empresa de licenciamento de 'música cover' para conter riscos de direitos autorais
Sexta feira, 13 Abril 2018 00:48:30 -0000

Loudr foi criada em 2013 para simplificar o processo de pagamento de direitos autorais por músicos que tocam músicas de outros artistas publicamente. Daniel Ek, CEO do Spotify, durante evento em Nova York. Shannon Stapleton/Reuters O Spotify, maior serviço de transmissão de música pela Internet do mundo, anunciou nesta quinta-feira (12) a compra da Loudr.fm, uma empresa de tecnologia de licenciamento baseada em São Francisco para localizar compositores e pagar royalties devidos. A aquisição ajudará a Spotify a encontrar os artistas e garantir que eles sejam pagos por seu trabalho protegido por direitos autorais, uma questão que se deixada sem resposta, deixará a empresa aberta a ações judiciais. Os termos financeiros do acordo não foram divulgados. A Loudr foi criada em 2013 para simplificar o processo de pagamento de direitos autorais por músicos que tocam músicas de outros artistas publicamente. Isso pode incluir versões cover de músicas, amostras, remixes ou medleys. A Loudr se mudará para os escritórios da Spotify em Nova York, informou a empresa. A Spotify, listada na bolsa de valores de Nova York no início deste mês, fez pelo menos dez aquisições pequenas, geralmente focadas na tecnologia, nos últimos anos para melhorar seu serviço.


Pabllo Vittar: figurino da cantora no clipe de 'Indestrutível' será leiloado para ajudar projeto LGBT
Quinta feira, 12 Abril 2018 00:04:05 -0000

Roupas do clipe são oferecidas em leilão na internet para arrecadar verbas para casa em São Paulo que acolhe pessoas LGBT em situação de risco. Pabllo Vittar em cena do clipe de 'Indestrutível' Divulgação O figurino de Pabllo Vittar no clipe recém-lançado de "Indestrutível" será leiloado para arrecadar verbas para a Casa 1, projeto em São Paulo que acolhe pessoas LGBT em situação de risco. Os lances no leilão das roupas podem ser feitos pela interenet, no site Queremos. O resultado será divulgado no dia 24 de abril. Pabllo Vittar lançou, nesta terça-feira (10), o clipe da música "Indestrutível". A balada está no álbum "Vai passar mal", que saiu em janeiro de 2017. O novo vídeo abre com uma cena no banheiro de uma escola. Lá, um jovem tem a cabeça colocada na privada por um grupo de quatro rapazes. Em seguida, antes ainda de a música começar a tocar, a tela exibe o seguinte recado: "73% dos jovens LGBTQ+ no Brasil são vítimas de bullying e violência nas escolas".


Zezé Motta faz show continuar e lança disco de samba em que canta com Arlindo
Sexta feira, 06 Abril 2018 10:00:21 -0000

Aos 51 anos de carreira e quase 74 de vida, Zezé Motta volta ao disco e lança neste mês de abril O samba mandou me chamar, décimo álbum da cantora e atriz fluminense e o primeiro em sete anos. Como o título já anuncia, trata-se de disco de samba, o primeiro inteiramente dedicado ao gênero por Zezé – em foto de Steph Munnier – em carreira fonográfica iniciada em 1975. O álbum está sendo promovido com o bonito samba Missão (Lourenço e Docsantana), cujo clipe entrou ontem, 5 de abril, em rotação na web, mostrando Zezé dar voz aos versos do refrão "Vou pelos palcos da vida, vou / Fazendo o povo vibrar / Coisa de bamba / Vou vendo o povo aplaudir / O show continuar / Cantar meu samba". O repertório do álbum O samba mandou me chamar se desvia de músicas muito conhecidas, ainda que inclua abordagem de Louco (Ela é seu mundo) (Wilson Baptista e Henrique de Almeida, 1943). Dentre os sambas selecionados por Zezé, há um com a assinatura de Arlindo Cruz, Nós dois, composto pelo bamba com Maurição e lançado há 14 anos sem repercussão pelo cantor Evair Rabello no álbum independente Xeque-mate (2004). A regravação de Zezé foi feita com a participação de Arlindo, que está fora de cena desde março do ano passado por conta de problemas de saúde. Outro convidado do disco é Xande de Pilares, cuja voz é ouvida em Alma gêmea (André da Mata, Mingo Silva e Kinho, 2015), pagode romântico lançado em disco há três anos na voz de André da Mata, um dos compositores do samba. Ficar a seu lado (Christiano Moreno e Flavinho Silva) e Batuque de Angola (André Karta Markada e Juninho Mangueira) são sambas propagados ao longo do ano passado na trilha sonora da novela Ouro verde, apresentada em Portugal em 2017 com Zezé no elenco. Já o inédito samba Vem traz as assinaturas de Leandro Fregonesi, Ciraninho e Rafael dos Santos. Fora do terreirão do samba, Zezé regrava Mais um na multidão (Erasmo Carlos, Carlinhos Brown e Marisa Monte, 2001), canção lançada há 17 anos por Erasmo, diretor da Coqueiro Verde Records, gravadora que edita o disco de sambas acalentado pela cantora desde 2007.


De olho no lance, Rincon bate bolão com Rael e Conka em samba-rap sobre futebol
Sexta feira, 06 Abril 2018 09:30:09 -0000

Daqui a dois meses, a bola vai começar a rolar nos gramados da Rússia, dando início a mais uma Copa do Mundo. No campo da música, o jogo já começou. Badalado rapper que participa de recém-lançado single da cantora carioca Iza, Ginga, o paulistano Rincon Sapiência já está de olho no lance e promove a gravação de música inédita, Resenha de futebol, composta por Rincon em parceria com Rael, outro mano do hip hop de São Paulo (SP). Na gravação desse samba-rap que cai no suingue para versar sobre as jogadas do futebol, Rincon e Rael convidaram Karol Conka, a também incensada rapper curitibana, para formar trio da pesada. "Seja bem-vindo ao planeta do futebol", saúda Conka na gravação produzida pelo próprio Rincon Sapiência. Iniciado na cadência bonita do samba, o single Resenha de futebol (Boia Fria Produções) – que gerou clipe filmado sob direção de Fred Ouro Preto e já posto em rotação na web – logo cai na batida sintética do rap, sem perder de vista o balanço do samba. Resenha de futebol bate um bolão, tanto pela batida quanto pelos versos ágeis como o drible de um craque dos gramados. "O balanço da rede é a grande meta", resume Rincon, jogando bem com as palavras e se confirmando ele próprio um craque do escrete do hip hop brasileiro.


Anna Ratto corrige distorção e vai mais longe no álbum de intérprete 'Tantas'
Sexta feira, 06 Abril 2018 09:00:25 -0000

No quinto álbum de estúdio, Tantas, Anna Ratto corrige distorção que prejudicou o anterior disco de músicas inéditas da artista carioca, lançado há seis anos. Em Anna Ratto (2012), a cantora e compositora investiu de forma radical em repertório autoral que soou irregular, ainda que tivesse destaques eventuais como Nem sequer dormi (Anna Ratto, 2012), canção que ganhou clipe em 2015 com a participação de Roberta Sá, cantora de timbre e leveza similares aos de Ratto. Disponível no mercado fonográfico a partir de hoje, 6 de abril de 2018, em edição da gravadora Biscoito Fino, Tantas torna a evidenciar o canto suave de Ratto como intérprete de canções alheias. A compositora assina somente uma (boa) música no disco, a inédita Frevolenta, parceria com Jam da Silva que evoca o regionalismo pop contemporâneo que deu o tom do segundo e até então melhor álbum de Ratto, Girando (2008), lançado há dez anos. Com imponente arranjo de vozes, Frevolenta também expõe uma das marcas de boa parte do disco: a pressão do som tirado pelos produtores de Tantas, JR Tostoi e Marcelo Vig, que tocam guitarra e bateria, respectivamente, além de terem pilotado as programações na medida certa, sem pecar pelo excesso de eletrônica. A pegada roqueira da dupla de produtores sobressai na funkeada Inemurchecível (2012), música do primeiro álbum solo de João Cavalcanti, compositor revelado no grupo carioca de samba Casuarina. E por falar em samba, tem cadência bonita o toque do violão de Fernando Caneca que conduz o registro de Aviéntame (Emmanuel Del Real e Enrique Rangel Arroyo, Issac Ruben Albarran Ortega, 2000), música gravada pelo grupo mexicano de indie rock Café Tacvba para a trilha sonora do filme Amores perros (México, 2000). No mesmo clima ameno, mas aquecida pelo arranjo de metais orquestradas por Jessé Sadoc, a canção Pra você dar o nome (Tó Brandileone, 2011) evidencia a delicadeza da composição em bela gravação que supera os registros fonográficos do cantor Pedro Mariano e do grupo 5 a Seco. Capa do álbum 'Tantas', de Anna Ratto Nana Moraes Disco que começa bem e festivo no tom convidativo de Pode me chamar (Fábio Trummer, 2006), lembrança oportuna dessa música do repertório da pernambucana banda Eddie, o álbum Tantas transita entre a delicadeza e a pegada. Desbunde (Matheus Von Krüger e João Bernardo) carnavaliza a festa no inebriante passo contemporâneo do frevo, com recado político mandado na voz de Carlos Posada e com vocação para o sucesso popular. Já Nicho é canção amorosa que jorra a poesia de Caio Prado, um dos compositores emergentes a que Ratto dá voz com canto que por vezes remete ao tom de Roberta Sá, embora a (natural) semelhança seja atenuada pela identidade do som do álbum Tantas. Com o toque sobressalente da guitarra de Tostoi no arranjo que valoriza canção a rigor mediana, Dom (Ana Clara Horta e Rodrigo Cascardo) evidencia o acerto da escolha dos produtores. Tostoi e Vig formataram o repertório do álbum Tantas com exuberância precisa, incrementando músicas como Nem pensar (Bruna Caram e Duda Brack). A cantora Anna Ratto Divulgação / Nana Moraes O requinte do álbum é sublinhado na canção Ana Luísa (Rodrigo Maranhão) pelas cordas líricas do Quinteto da Paraíba, arranjadas pelo contrabaixista Xisto Medeiros para a gravação desta música que reitera a identidade plural de Anna Ratto, artista nascida há quase 40 anos, em novembro de 1978, com o nome de Anna Luisa Soares Rodrigues da Cunha Ratto. Uma cantora que teve que adotar o nome artístico de Anna Ratto em 2009 por questões jurídicas, mas que continuou sendo ela mesma. "E mais longe eu vou / Pra quem aprendeu de cor / Ana, só Ana, e todas eu sou", avisa nos versos da bonita canção de Maranhão. Sim, ao corrigir em Tantas a distorção do anterior álbum de estúdio, Anna Ratto vai realmente mais longe com este álbum revigorante. (Cotação: * * * *)


Grupo Ponto de Equilíbrio lança disco gravado em show em festival de reggae
Sexta feira, 06 Abril 2018 03:02:09 -0000

Bairro carioca imortalizado no cancioneiro do compositor Noel Rosa (1910 – 1937), Vila Isabel deu muito samba desde a década de 1930, mas décadas depois também serviu de cenário para o plantio do reggae. Disponível nas plataformas digitais a partir de hoje, 6 de abril, o álbum Ponto de Equilíbrio ao vivo no República do Reggae em Salvador expõe os frutos colhidos pelo grupo carioca Ponto de Equilíbrio em quase 20 anos de carreira. Formado em 1999 por Helio Bentes (voz), Pedro 'Pedrada' Caetano (baixo), Márcio Sampaio (guitarra), Tiago Caetano (teclado), Lucas Kastrup (bateria) e Marcelo Campos (percussão), o grupo faz resumo dessa trajetória no repertório autoral do álbum gravado em 18 de novembro de 2017 no show apresentado pelo Ponto de Equilíbrio no festival República do reggae, em Salvador (BA), para público estimado em mais de 20 mil pessoas. Três semanas após o lançamento do áudio da gravação ao vivo nas plataformas digitais, o grupo irá disponibilizar na íntegra, em 27 de abril, o registro audiovisual do show no canal oficial da banda no YouTube. O VJ Guigga Tomaz assina a produção do material audiovisual captado na apresentação do festival. Já a direção artística do disco em si – uma produção independente – foi orquestrada pelos próprios músicos do grupo Ponto de Equilíbrio, fiéis ao lema de que reggae (também) é resistência.


Bob Dylan, Kesha, St. Vincent e outros refazem clássicos românticos com letras LGBT
Quinta feira, 05 Abril 2018 22:25:24 -0000

EP 'Universal love' reimagina músicas românticas com letras gays e lésbicas. Dylan transforma 'She's Funny That Way' em 'He's funny that way'; ouça. Bob Dylan se apresenta em Port Chester, Nova York na terça-feira (4). The New York Times Bob Dylan, Kesha, St. Vincent e Valerie June estão entre os músicos e cantores que estão reimaginando clássicas músicas de amor como hinos lésbicos, gays, bissexuais e transgênero em um novo álbum divulgado nesta quinta-feira. O EP "Universal Love", de seis músicas, tem o objetivo de dar à comunidade músicas que reflitam sua própria identidade de gênero ao inverter pronomes ou ter cantores homens e mulheres invertendo papeis tradicionais. Dylan, o compositor e artista ganhador do prêmio Nobel, interpreta "He's Funny That Way", uma música cantada por Ella Fitzgerald e Diana Ross que também já fez parte de álbuns de Frank Sinatra e Bing Crosby como "She's Funny That Way". A guitarrista e cantora St. Vincent, que já disse publicamente que não se identifica nem como gay nem como heterosexual, apresenta "And Then She Kissed Me", uma versão do hit de 1963 do grupo feminino The Crystals "Then He Kissed Me". "A grande coisa sobre música é que transcende todas as barreiras e fronteiras e vai direto ao coração das pessoas", disse St. Vincent. "E todo mundo tem um coração".


Dupla Zezé Di Camargo & Luciano invade a praia do reggae sem sair da roça
Quinta feira, 05 Abril 2018 10:00:15 -0000

O sertão ainda não virou mar, mas já começa a invadir lentamente a praia do reggae. Tanto que Zezé Di Camargo & Luciano estão indo na onda de outra dupla sertaneja, Otávio Augusto e Gabriel. Os irmãos goianos lançam single com a regravação de Reggae in roça, feita com a participação dos próprios Otávio Augusto e Gabriel, intérpretes originais da canção lançada em janeiro deste ano de 2018. Composição de autoria de Otávio Augusto, Gabriel Dias, Rodrigo Lisboa, Júnior Lucas e Léo Vinicius, Reggae in roça não é exatamente um reggae, como o título sugere, mas evoca a cadência do ritmo jamaicano. Mais evidente no registro original de Otávio Augusto e Gabriel, essa evocação é mais sutil na gravação de Zezé Di Camargo & Luciano, conduzida pela levada de um violão, mas turbinada com o toque de uma sanfona. Se há algo de reggae na gravação, já em rotação nas rádios e na web, é mais o clima do que o ritmo. De todo modo, dentro da discografia da dupla goiana projetada em 1991, Reggae in roça representa certa novidade justamente por conta da leveza pop da canção. O lançamento oficial do single Reggae in roça, de Zezé Di Camargo & Luciano, está programado para amanhã, 6 de abril, nas plataformas digitais.


Com novo samba de Calcanhotto, Bethânia saúda a Mangueira em show com Zeca
Quinta feira, 05 Abril 2018 09:00:19 -0000

Rota principal do show que reúne Maria Bethânia e Zeca Pagodinho pela primeira vez no palco, a viagem de Santo Amaro (BA) a Xerém (RJ) prevê conexão na Estação Primeira de Mangueira, no subúrbio carioca. No show que estreia em Olinda (PE) no sábado, 7 de abril, seguindo depois para outras cidades do Brasil, Bethânia apresenta A surdo 1, até então inédito samba que ganhou de Adriana Calcanhotto quando a escola de samba Mangueira se sagrou campeã em 2016 com enredo que festejava a vida e a arte da cantora baiana. Composição que integra o set individual de Bethânia, o samba A surdo 1 é uma das quatro músicas inéditas do roteiro do show De Santo Amaro a Xerém. Sozinha, Bethânia também canta Pertinho de Salvador, samba de autoria de Leandro Fregonesi, feito em tributo à cidade de Santo Amaro da Purificação (BA). Compositor carioca, Fregonesi também é o autor do samba de roda homônimo do show, De Santo Amaro a Xerém. Eis o roteiro ensaiado por Maria Bethânia e Zeca Pagodinho – em foto de Daryan Dornelles – para o show De Santo Amaro a Xerém, com as músicas, os compositores e o ano em que elas formam lançadas em disco: Maria Bethânia e Zeca Pagodinho: 1. Amaro Xerém (Caetano Veloso, 2018) 2. Sonho meu (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1978) 3. Você não entende nada (Caetano Veloso, 1970) 4. Cotidiano (Chico Buarque, 1972) 5. Falsa baiana (Geraldo Pereira, 1944) 6. A voz do morro (Zé Kétti, 1955) Zeca Pagodinho: 7. Verdade (Nelson Rufino e Carlinhos Santana, 1996) 8. Maneiras (Silvio da Silva, 1987) 9. Não sou mais disso (Zeca Pagodinho e Jorge Aragão, 1996) 10. Saudade louca (Arlindo Cruz, Acyr Marques e Franco, 1989) 11. Vai vadiar (Monarco e Ratinho, 1998) 12. Coração em desalinho (Monarco e Ratinho, 1986) 13. Samba pras moças (Roque Ferreira e Grazielle, 1995) 14. Ogum (Marquinhos PQD e Claudemir, 2008) Maria Bethânia: 15. Marginália II (Gilberto Gil e Torquato Neto, 1968) 16. Pano legal (Billy Blanco, 1956) 17. Café soçaite (Miguel Gustavo, 1955) 18. Ronda (Paulo Vanzolini, 1953) 19. Negue (Adelino Moreira e Enzo Almeida Passos, 1960) 20. Pertinho de Salvador (Leandro Fregonesi, 2018) 21. Reconvexo (Caetano Veloso, 1989) 22. De Santo Amaro a Xerém (Leandro Fregonesi, 2018) Zeca Pagodinho (tributo à escola de samba Portela): 23. Portela na avenida (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, 1981) 24. Lendas e mistérios da Amazônia (Catoni, Jabolô e Valtenir, 1970) 25. Foi um rio que passou em minha vida (Paulinho da Viola, 1970) Maria Bethânia (tributo à escola de samba Mangueira): 26. Jequitibá (José Ramos, 1949) 27. Exaltação à Mangueira (Enéas Brites da Silva e Aloísio Augusto da Costa, 1955) 28. Chico Buarque de Mangueira (Nelson Dalla Rosa, Vilas Boas, Nelson Csipai e Carlinhos das Camisas, 1997) 29. Atrás da verde-e-rosa só não vai quem já morreu (David Correia, Paulinho Carvalho, Carlos Senna e Bira do Ponto, 1993) 30. A surdo 1 (Adriana Calcanhotto, 2018) Maria Bethânia e Zeca Pagodinho: 31. Diz que fui por aí (Zé Kétti e Hortênsio Rocha, 1964) 32. Desde que o samba é samba (Caetano Veloso, 1993) 33. Naquela mesa (Sérgio Bittencourt, 1972) 34. Chão de estrelas (Silvio Caldas e Orestes Barbosa, 1937) 35. Amaro Xerém (Caetano Veloso, 2018) Bis: Maria Bethânia e Zeca Pagodinho: 36. Deixa a vida me levar (Serginho Meriti e Eri do Cais, 2002) 37. O que é o que é (Gonzaguinha, 1982)


Parceiro de Lulu, Jorge Ailton faz R&B à moda brasileira no álbum autoral 'Arembi'
Quinta feira, 05 Abril 2018 03:02:08 -0000

Neologismo que expressa um R&B de sotaque brasileiro, Arembi é o título do terceiro álbum solo de Jorge Ailton, cantor, compositor e baixista carioca que transita no universo da black music nacional. A música-título Arembi é parceria do artista com o conterrâneo Lulu Santos, de cuja banda Ailton faz parte desde 2010. "O som que eu faço, o R&B, é um estilo muito americano, mas eu por ter aprendido a gostar dessa onda já ouvindo a tradução dos mestres Tim Maia, Cassiano, Hyldon e Carlos Dafé, resolvi 'desamericanizar' o nome e escrevê-lo de um jeito mais brasileiro possível. Arembi é tipo um lugar, como Cachambi, Morumbi, Ipanema, Anhembi. É a minha versão das influências de soul, R&B e funk que ouvi a vida inteira", situa Ailton. O cantor, compositor e baixista Jorge Ailton Divulgação / Marcelo Faustini Gravado em 2016 com repertório inédito de autoria de Ailton, o álbum Arembi chega ao mercado fonográfico a partir de 25 de maio em edição do selo carioca Lab 344. Mas o primeiro single, Isso que não tem nome, já está em rotação no YouTube desde terça-feira, 3 de abril, embora o lançamento oficial do single nas plataformas digitais esteja programado para amanhã, 6 de abril. Fael Mondego assina a programação de bateria, o baixo synth e os teclados do single, também gravado com o toque da guitarra de Claudio Costa. Arembi sucede os álbuns O ano 1 (2010) e Jorge Ailton apresenta canções em ritmo jovem (2013) na discografia solo do artista, que debutou no mercado fonográfico em 2005 com o álbum da banda black Funk U, criada por Ailton antes de o artista decidir construir obra fonográfica individual.


Google volta a pagar compositores brasileiros por clipes no YouTube após acordo com editoras
Quarta feira, 04 Abril 2018 19:54:51 -0000

Disputa se arrastava desde 2013 e impedia autores de músicas de receber direitos autorais por vídeos de música no YouTube. Termos do acordo não foram divulgados; entenda. Playlist de música no YouTube Fabio Tito/G1 O Google fechou um acordo com entidades de músicos brasileiros e vai passar a pagar os compositores por clipes de suas músicas vistos no YouTube. Com isso, terminha uma disputa que se arrastava desde 2013 entre empresa dos EUA dona do site de vídeos e o Escritório Central de Arrecadação de Direitos (Ecad) e a União Brasileira de Editoras de Música (Ubem). As duas partes não revelaram os valores do acordo. Mas no final de 2016 já havia mais de R$ 8,8 milhões depositados em juízo pelo Google, que pedia uma definição de qual entidade deveria intermediar o pagamento. A discórdia dizia respeito ao percentual de faturamento do YouTube: as entidades queriam 4,8%, e o Google oferecia 3,6% - entenda aqui os detalhes da briga. "O acordo não encerra a luta por melhores condições de remuneração aos titulares de direitos autorais na Internet, mas representa importante avanço no respeito aos direitos autorais e na transparência da distribuição de música pela Internet", disse a Ubem em comunicado. "Os acordos vão nos ajudar a continuar desenvolvendo um ambiente no qual compositores e editores sejam devidamente remunerados", disse o Google.


Cores da aquarela carioca de Zé Renato ganham vida no show 'Bebedouro'
Quarta feira, 04 Abril 2018 15:25:08 -0000

"É um show carioca. Viva o Rio de Janeiro!", saudou Zé Renato no palco do Teatro Riachuelo, no centro da cidade do Rio de Janeiro (RJ), após cantar o samba Diz que fui por aí (Zé Kétti e Hortênsio Rocha, 1964). De fato, o show Bebedouro pintou aquarela carioca de sons e ritmos que serviram de fonte para este cantor, compositor e músico de origem capixaba, mas que, pela vivência musical, pode ser considerado natural do Rio de Janeiro (RJ). Tão natural como A voz do morro (Zé Kétti, 1955), samba com o qual o artista – visto ao alto em foto de divulgação de Marcelo Castello Branco – encerrou show primoroso, irretocável, feito na noite de ontem, 3 de abril, com a adesão do parceiro carioca João Cavalcanti e com seis músicos excepcionais que tiraram sons típicos de big-band com o reforço do próprio Zé Renato, que se alternou no toque do violão e da guitarra eletroacústica. No palco, todas as cores dessa aquarela carioca ficaram vivas, fazendo com que o repertório autoral do já ótimo álbum Bebedouro, lançado em janeiro deste ano de 2018, soasse ainda mais refinado. Zé Renato no show 'Bebedouro' Divulgação / Marcelo Castello Branco Zé Renato foi na fonte ao montar o repertório do show Bebedouro, retratando a pluralidade dos sons cariocas em roteiro que partiu do suingue black rio de Agogô (Zé Renato e Moacyr Luz, 2018) – samba-rock alocado na abertura da apresentação – e que passou pela bossa eternamente moderna do cancioneiro de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) e Vinicius de Moraes (1913 – 1980), representado no roteiro pela perfeição melódica e poética da canção O amor em paz (1960). Nessa rota, o samba do morro se amalgamou com o samba mais íntimo das boates, como exemplificou o arranjo feito pelo pianista Cristovão Bastos para o já mencionado samba Diz que fui por aí. Dentro dessa geografia musical carioca, o samba Sacopenapan (2018) contornou bairros como Copacabana e Humaitá, situando as vivências na cidade de Joyce Moreno e Zé Renato, parceiros no tema e também em outro samba, Noite (2018), cujo majestoso arranjo evidenciou o balanço do trio de metais. Sem afrouxar o conceito do show, Zé Renato rompeu os limites das águas do disco Bebedouro para ir na fonte rica do compositor carioca Edu Lobo, de cujo repertório Zé reavivou Uma vez, um caso (Edu Lobo e Cacaso, 1976) em número antecedido por citação de Repente (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1976). Outra fonte que jorrou límpida na estreia carioca do show Bebedouro foi a música do compositor Egberto Gismonti, de quem Zé cantou lindamente Ano zero (Egberto Gismonti e Geraldo Carneiro, 1972), reiterando habilidade como intérprete que ficou ainda explicitada quando o cantor deu voz à canção Carinhosa (2017) – apagando a má primeira impressão dessa parceria com Otto, (mal) gravada pelo artista pernambucano em disco do ano passado – e sobretudo quando, momentos depois, Zé interpretou Dentro de mim mora um anjo (Sueli Costa e Cacaso, 1975) e Toada (Na direção do dia) (Zé Renato, Claudio Nucci e Juca Filho, 1978). Este hit do grupo vocal Boca Livre poderia ter soado batido, como concessão ao público, mas se renovou no sopro cool e minimalista de um trompete, a ponto de se impor como um dos pontos mais altos de show que transcorreu sem baixos. João Cavalcanti e Zé Renato no show 'Bebedouro' Divulgação / Marcelo Castello Branco Entre acertos sucessivos, merece menção honrosa a saudável ousadia de Zé de cantar (bem) o sucesso mais recente de Chico Buarque, Tua cantiga (2017), somente com o toque do piano de Cristovão Bastos, parceiro de Chico nessa cantiga que se situa entre a modinha e o lundu. Mesmo quando navegou em outros mares, como na morna Náufrago (Zé Renato e Nei Lopes, 2018), Zé Renato pareceu estar em águas cariocas. Tudo fluiu com precisão no palco, seja a simplicidade e a leveza que pautaram Vamos curtir o amor (2018), parceria com o novo baiano Moraes Moreira, seja a interiorização de Samba e nada mais, número feito com o parceiro João Cavalcanti em dueto harmonioso que se estendeu em Mulato (João Cavalcanti, 2012). Engrandecido na apresentação carioca de ontem pelo toque de músicos como o baixista Jamil Joanes e o saxofonista Zé Nogueira, integrantes da banda que fez emergir Amphibious (Moacir Santos, 1974) em número instrumental, o show Bebedouro resultou excepcional, reiterando o grande momento artístico de Zé Renato como cantor e compositor. (Cotação: * * * * *) Zé Renato no show 'Bebedouro' Divulgação / Marcelo Castello Branco Eis o roteiro seguido em 3 de abril de 2018 por Zé Renato na estreia carioca do show Bebedouro no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro (RJ): 1. Agogô (Zé Renato e Moacyr Luz, 2018) 2. Sacopenapan (Zé Renato e Joyce Moreno, 2018) 3. Noite (Zé Renato e Joyce Moreno, 2018) 4. Ano zero (Egberto Gismonti e Geraldo Carneiro, 1972) 5. Repente (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1976) 6. Uma vez, um caso (Edu Lobo e Cacaso, 1976) 7. Carinhosa (Zé Renato e Otto, 2017) 8. Vamos curtir o amor (Zé Renato e Moraes Moreira, 2018) 9. Agora e sempre (Zé Renato e José Carlos Capinam, 2018) 10. Diz que fui por aí (Zé Kétti e Hortênsio Rocha, 1964) 11. Samba e nada (Zé Renato e João Cavalcanti, 2018) – com João Cavalcanti 12. Mulato (João Cavalcanti, 2012) – com João Cavalcanti 13. Dentro de mim mora um anjo (Sueli Costa e Cacaso, 1975) 14. Toada (Na direção do dia) (Zé Renato, Claudio Nucci e Juca Filho, 1978) 15. O amor em paz (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1960) 16. Tua cantiga (Cristovão Bastos e Chico Buarque, 2017) 17. Amphibious (Moacir Santos, 1974) – números instrumental da banda 18. Navegantes (Zé Renato e Nei Lopes, 2018) 19. Ânima (Zé Renato e Milton Nascimento, 1982) 20. Pedra de mar (Zé Renato e Paulo César Pinheiro, 2018) / 21. Fonte de rei (Zé Renato e Paulo César Pinheiro, 2018) 22. Agogô (Zé Renato e Moacyr Luz, 2018) / 23. A voz do morro (Zé Kétti, 1965) – com João Cavalcanti Bis: 24. Noite (Zé Renato e Joyce Moreno, 2018) – com João Cavalcanti


'Intolerância' anuncia disco em que Lenine propaga afeto na canção 'Leve e suave'
Quarta feira, 04 Abril 2018 10:00:16 -0000

Música inédita feita por Lenine com Ivan Santos, parceiro com quem o artista (em foto de Flora Pimentel) já assinou composições como Do it (2004) e Amor é pra quem ama (2011), Intolerância é o primeiro single de Lenine em trânsito. Projeto audiovisual gravado pelo cantor em fevereiro deste ano de 2018 em apresentação fechada na casa de shows Imperator, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), Lenine em trânsito chega ao mercado fonográfico em maio, em edição digital, antes da estreia nacional do show homônimo, programada para 19 de maio, em Salvador (BA). Logo na sequência, no decorrer da turnê, o projeto será editado nos formatos de CD, DVD e LP. Já o single Intolerância será lançado nas plataformas digitais ainda neste mês de abril. Em Lenine em trânsito, o cantor apresenta músicas inéditas – como Leve e suave, canção de autoria somente de Lenine em que o autor reforça a importância do afeto nos dias de hoje na letra que inclui os versos "Há de ser leve um levar suave / Nada que me entrave nossa vida breve / Tudo que me atreve a seguir de fato o caminho exato da delicadeza / E ter a certeza de viver no afeto" – entremeadas com músicas autorais já registradas anteriormente. Lenine com o pianista Amaro Freitas na gravação de 'Lenine em trânsito' Divulgação / Flora Pimentel Uma das músicas já gravadas é Lua candeia (Lenine e Paulo César Pinheiro, 2001), ciranda lançada há 17 anos na voz da cantora Margareth Menezes e ora revivida pelo pernambucano Lenine com o toque do piano do músico conterrâneo Amaro Freitas, grande revelação como instrumentista. O projeto Lenine em trânsito tem direção musical de Bruno Giorgi. Além de ter feito a direção musical, Giorgi toca guitarra, produz efeitos e faz vocais na banda integrada por JR Tostoi (guitarra e vocais), Guila (baixo, synth e vocais) e Pantico Rocha (bateria e vocais). Eis o cronograma da turnê nacional do show Lenine em trânsito: ♪ Maio de 2018: Dia 19_Salvador (BA)_Concha Acústica Dia 25_São Paulo (SP)_Tom Brasil Dia 26_São Paulo (interior)_Teatro Municipal de Paulínia ♪ Junho de 2018: Dia 8_Juiz de Fora (MG)_Cine-Theatro Central Dia 9_Rio de Janeiro (RJ)_Vivo Rio Dia 22_Porto Alegre (RS)_Opinião Dia 23_Curitiba (PR)_Teatro Ópera de Arame ♪ Julho de 2018: Dia 7_Vitória (ES)_Teatro da UFES Dia 14_Belo Horizonte (MG)_Palácio das Artes Dia 27_Recife (PE)_Teatro Guararapes


Morto há um ano, Jerry Adriani é revivido em biografia e em (outro) disco ao vivo
Quarta feira, 04 Abril 2018 09:00:18 -0000

Cantor paulistano que saiu de cena em abril do ano passado, aos 70 anos de vida, Jerry Adriani (29 de janeiro de 1947 – 23 de abril de 2017) terá a vida e obra revividas em biografia, que tem previsão de lançamento para o fim deste ano de 2018, e em disco ao vivo. Quem assina a edição do livro é o pesquisador musical Marcelo Fróes, cujo projeto é anterior à morte do cantor. Tanto que a ideia inicial – aprovada por Jerry – era editar uma biografia escrita na primeira pessoa a partir de transcrição de longa e inédita entrevista do cantor. O livro já tem publicação garantida. Já a edição de um disco ao vivo de Jerry está em fase de negociação por Fróes. Se concretizado, o projeto do álbum gera o segundo registro retrospectivo de show em discografia que compreende 31 álbuns lançados entre 1964 e 2012, já que, em 2009, Jerry lançou o CD Acústico ao vivo com sucessos da carreira.


Luan Estilizado grava com Elba para EP junino que também terá Teló e Fagner
Quarta feira, 04 Abril 2018 03:02:09 -0000

Elba Ramalho e Luan Forró Estilizado Reprodução / Facebook Elba Ramalho Elba Ramalho participa do EP com repertório junino que será lançado em maio por Luan Forró Estilizado. A gravação foi feita nesta primeira semana de abril, na casa da cantora paraibana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Projeto criado em 2010 pelo cantor e sanfoneiro (também) paraibano José Luan Barbosa da Silva, a banda de forró Luan Forró Estilizado prepara disco direcionado ao circuito de São João que movimenta a indústria musical do nordeste do Brasil nos meses de junho e julho. Os cantores Bell Marques, Fagner e Michel Teló também participam do EP junino de Luan.


Vem à tona, com boas canções, álbum feito por João Donato com Ritchie em 1989
Terca feira, 03 Abril 2018 13:16:03 -0000

No segundo semestre de 2016, João Donato gravou em dupla com o filho Donatinho um álbum, Sintetizamor (lançado em 2017), em que se permitiu dar voz a canções formatadas basicamente com sintetizadores. Uma das dez músicas do repertório inédito e autoral desse disco é Hao chi, tema instrumental composto por pai e filho, sem parceiros. Até então, Hao chi era inédita em disco, mas, a rigor, tinha sido gravada por Donato em 1989, ano em que o artista se aventurou a fazer álbum calcado nos sintetizadores pilotados por Donato com Ritchie, cantor, compositor e músico inglês que vivia no Brasil desde os anos 1970 e que fizera grande sucesso na primeira metade da década de 1980. Hao chi foi registrada por Donato no estúdio de Ritchie, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), para álbum, Janela da Urca, que somente vem à tona 29 anos após a gravação. Janela da Urca é um dos três álbuns inéditos embalados na caixa A mad Donato, lançada pelo selo Discobertas em março deste ano de 2018. Além dos três álbuns, uma também inédita compilação de gravações raras completa o lote de CDs da valiosa caixa. Capa da caixa 'A mad João Donato' Divulgação / Selo Discobertas Técnico de gravação do disco, Ritchie comandou o uso dos sintetizadores com sabedoria, evitando pasteurizar a música de Donato com excesso de timbres. Editado pelo pesquisador musical Marcelo Fróes, que desde 2014 vasculha o acervo pessoal do compositor e pianista acriano, o álbum Janela da Urca é álbum pontuado por canções com letras, cantadas pelo compositor com voz opaca, mas com grande musicalidade. Esse tipo de disco, com canções cantadas, não é muito comum na discografia de Donato. Dentre as (boas) canções de Janela da Urca, cabe destacar a rara A música do amor (feita por Donato com letra do compositor e poeta cearense Fausto Nilo), O amor se derrama – parceria bissexta de Donato com Antonio Cicero e Paulinho Lima até então somente registrada oficialmente em disco lançado em 1995 pelo ator e cantor Eduardo Conde (1946 – 2003) – e Entre o sim e o não (João Donato e Abel Silva, 1995), música lançada em 1995 em gravações das cantoras Simone e Lisa Ono. São canções aboleradas, com doses equilibradas de romantismo e latinidade. Lua dourada – música apresentada por Donato em 1986 no álbum Leilíadas com o título de Leila VI e reapresentada em Janela da Urca em duas versões cantadas (com a letra de Fausto Nilo e com adesão vocal de Ritchie) e em registro instrumental – se enquadra nesse formato palatável que vem seduzindo intérpretes desde meados dos anos 1970. Janela da Urca, o improvável álbum feito por João Donato com sons sintetizados por Ritchie, abre espaço para tais canções. (Cotação: * * * *)


Samba inédito de Caetano agrega valor ao show que junta Bethânia e Pagodinho
Terca feira, 03 Abril 2018 10:00:11 -0000

O fato de o show De Santo Amaro a Xerém apresentar músicas inéditas no roteiro agrega valor adicional à turnê que promove, no palco, o encontro inusitado e também inédito de Maria Bethânia com Zeca Pagodinho. Inclusive porque uma dessas músicas é contribuição de Caetano Veloso. Caetano compôs para o show um samba de roda afetuosamente intitulado Amaro Xerém com inspiração no nome do espetáculo, De Santo Amaro a Xerém – título, aliás, de outro inédito samba de roda de autoria de Leandro Fregonesi que vem sendo ensaiado pelos cantores no Rio de Janeiro. A presença da inédita de Caetano é um trunfo e tanto. Afinal, desde o álbum Âmbar (1996), lançado há 22 anos, Bethânia não apresenta em disco música inédita do mano Caetano (Eterno em mim, gravada no álbum de 1996, mas lançada em show de 1985, foi a última). Cabe lembrar que a cidade natal dos baianos Bethânia e Caetano, Santo Amaro da Purificação (BA), é uma das terras do samba de roda da Bahia. Na letra do samba, Caetano ergue a ponte que liga Santo Amaro ao bairro de Xerém, QG do carioca Zeca Pagodinho no município fluminense de Duque de Caxias (RJ). Essa ponte Rio-Bahia sustenta o conceito do show, embora o roteiro tenha set cantado somente por Bethânia e outro somente por Zeca, além dos esperados duetos. Além dos sambas de roda, o roteiro também poderá incluir outra música inédita de Leandro Fregonesi. O compositor carioca celebra afetuosamente a cidade de Santo Amaro da Purificação (BA) no samba Pertinho de Salvador. Esse samba inédito também vem sendo ensaiado por Bethânia e Pagodinho (em foto de Daryan Dornelles). A turnê nacional do show De Santo Amaro a Xerém começa no próximo sábado, 7 de abril, na casa Classic Hall, em Olinda (PE), seguindo depois para Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP) com o encontro de Bethânia e Pagodinho.


Arnaldo Antunes 'choca' disco que será beneficiado pela turnê dos Tribalistas
Terca feira, 03 Abril 2018 09:00:21 -0000

"Chocando um novo disco. Aguardem". Somente com essas palavras, escritas em post publicado com a imagem de dois ovos no mato, Arnaldo Antunes sinaliza nas redes sociais que se prepara para lançar um álbum de músicas inéditas em meio aos preparativos para a primeira turnê do trio Tribalistas, programada para acontecer entre agosto e setembro deste ano de 2018. O último álbum de estúdio do cantor e compositor paulistano foi o anêmico Já é (2015), lançado há três anos com produção assinada por Kassin – disco ao qual se seguiu, em 2017, DVD com o registro de show captado em Lisboa. O próximo álbum de Arnaldo será o 11º título da discografia solo de estúdio do ex-Titãs – ou o 12º se contabilizado o CD lançado em 2000 com a trilha sonora composta por Arnaldo (em foto de Daniel Mattar) para balé do Grupo Corpo. De qualquer forma, esse novo disco da carreira solo do cantor – iniciada há 35 anos com a edição do concretista álbum Nome (1993) – será beneficiado pela visibilidade atípica alcançada pelo artista em 2018 por conta da turnê dos Tribalistas, alavancada na mídia e nas redes sociais pela presença de Marisa Monte no trio.


Dupla Marcos & Belutti se une a Marília Mendonça no ritmo latino da bachata
Terca feira, 03 Abril 2018 03:02:08 -0000

Depois da onda de reggaeton, outro ritmo da música latina começa a invadir o universo pop brasileiro. É no ritmo da bachata – gênero da República Dominicana, recorrente no cancioneiro de artistas como o cantor e compositor Juan Luis Guerra, para citar somente um exemplo – que a dupla Marcos & Belutti se junta pela primeira vez com a cantora Marília Mendonça no single Cancela o sentimento. Disponível nas plataformas digitais desde ontem, 2 de abril de 2018, o single do trio apresenta música inédita composta por Luiz Henrique Paloni, Matheus Marcolino e Vinicius Poeta. A produção do single Cancela o sentimento é assinada por Fernando Zor.


Com clipe para filho autista, Godá promove álbum que evoca o folk e country dos EUA
Segunda feira, 02 Abril 2018 14:07:01 -0000

Fossem cantadas em inglês, canções autorais como Adiante, Dias passados e Junto a você poderiam figurar em disco de cantor norte-americano de folk. Mas as letras são em português e corroboram o tom autobiográfico de Nômade, álbum do cantor, compositor e músico paulistano Renato Godá (em foto de Cisco Vasques). O disco foi lançado em edição digital em 24 novembro de 2017, ganhou edição física em CD neste ano de 2018 e está sendo promovido hoje, 2 de abril, Dia mundial de conscientização do autismo, com o lançamento do clipe da música Chegada. Assim como o clipe, a música é homenagem de Godá ao filho autista, Tom, de oito anos. Chegada é a canção de tom mais pessoal, confessional e poético de Nômade, álbum produzido por Alexandre Fontanetti. O folk dita o ritmo do repertório autoral, mas faixas como Longe eu vou e (sobretudo) 50 cavalos – única música composta por Godá com parceiro (no caso, com Fabricio Carpinejar) – também evocam o universo da música country norte-americana. Capa do álbum 'Nômade', de Renato Godá Arte de André Stephan Formatado com músicos como Renato Galozzi (violões, guitarras, mandolim e banjo), Carneiro Sândalo (bateria) e Otávio Gale (contrabaixo), além do produtor Alexandre Fontanetti (nas guitarras, violão e banjo), o álbum Nômade foi gravado ao vivo, em três dias de estúdio, sem ensaios prévios. "Eu gosto da gravação espontânea, de encontrar a minha banda no estúdio, ligar os equipamentos e simplesmente tocar as músicas. Quando é dessa forma, soa diferente, o prazer é maior, a sonoridade é mais bruta, tem mais a minha cara, é como montar um cavalo arisco", compara Godá. O toque da gaita de Ivan Márcio, músico creditado como participação especial na ficha técnica da edição em CD do disco, ajuda a sublinhar na música Sem querer te transformar a atmosfera country-folk do álbum Nômade.


Parceiro de Sandy e Iorc, Daniel Lopes cai no samba com o EP 'Todo mundo é DJ'
Segunda feira, 02 Abril 2018 12:18:59 -0000

Parceiro de Sandy (em Respirar, música de 2016) e de Tiago Iorc (em Um dia após o outro, canção lançada por Iorc 2013), entre outros cantores e compositores, o carioca Daniel Lopes cai pela primeira vez no samba de forma ampla, geral e irrestrita no ainda inédito EP Todo mundo é DJ. O disco apresenta cinco músicas compostas pelo artista com (tentativas de) referências aos cancioneiros de bambas como João Nogueira (1941 – 2000), Moreira da Silva (1902 – 2000) e Paulinho da Viola, assim como à obra de diluidores como Bebeto. Além da música-título Todo mundo é DJ, Daniel dá voz ao Samba do medo de avião, ao Samba do otário e às músicas Chatinha pra namorar e em Mexe em nada não. Embora já tenha incursionado ocasionalmente pela cadência bonita do samba, trata-se do primeiro disco dedicado inteiramente ao gênero por esse cantor, compositor, músico e produtor que, a título de curiosidade, assinou a trilha sonora do réveillon carioca de Copacabana na virada de 2017 para 2018. "Apesar de eu ser mais conhecido pela minha ligação com o rock e o pop, já flertei com o samba algumas vezes. Mas é a primeira vez que caio realmente dentro da linguagem do samba, ainda que eu toque guitarra nesse disco, e não violão", ressalta Daniel Lopes.


Na batida do coração, Drik Barbosa reflete quebra da corrente machista em 'Espelho'
Segunda feira, 02 Abril 2018 09:00:13 -0000

Em um mundo ideal que equilibrasse igualitariamente o poder masculino e a força feminina na indústria da música, Drik Barbosa deveria estar lançando o primeiro disco solo – Espelho, EP com cinco músicas autorais de autoria da emergente rapper paulistana de 25 anos, compositora desde os 14 – sem depender do esquema empresarial de dois manos amigos e simpatizantes da causa feminista, Emicida e Evandro Fióti, diretores da gravadora, Laboratório Fantasma, que põe o disco (em edições digital e física) de Drik no mercado em parceria com a Pomm_elo. Contudo, no mundo real, as mulheres ainda são minoria no universo do hip hop e, em maioria, dependem do aval de colegas mais bem-sucedidos, como Emicida, para ganhar visibilidade. Foi assim com Drik, projetada de forma mais ampla na cena através de sucessivas gravações feitas com Emicida desde 2015. Só que a rapper – vista ao alto em foto de Luciana Faria – tem voz própria. Uma voz ativa, já ouvida nas gravações do coletivo feminino Rimas & Melodias. Tanto que o EP Espelho também reflete a libertação da mulher que se desprende das correntes machistas, como rima Drik em Camélia (Drik Barbosa e Grou), rap contundente em que, sobre a batida do parceiro Grou (produtor de quatro das cinco faixas do disco), a artista cita nominalmente a cantora norte-americana Nina Simone (1933 – 2003) e a atriz carioca Taís Araújo no discurso que celebra o progressivo empoderamento feminino das mulheres negras nas artes e na sociedade. A rapper Drik Barbosa Divulgação Laboratório Fantasma / Luciana Faria Sim, Drik Barbosa também bate na necessária tecla do racismo. Aliás, a rapper já foi direto ao assunto no primeiro (brilhante) single do EP, Melanina (Drik Barbosa, Deryck Cabrera, Grou e Rincon Sapiência), única faixa do disco que tem produção musical assinada por Deryck Cabrera. "A ginga predomina / Não mexe com as minas / Não mexe com as pretas na pista", avisa Drik, imperativa, na faixa composta e gravada com a adesão do rapper Rincon Sapiência. Ter poder feminino no rap é ter o direito de seguir a batida do coração, como Drik deixa claro em outro verso do EP. O que justifica a amenização do discurso no R&B romântico Inconsequente (Drik Barbosa, Grou e Dcazz), música com menor poder de sedução no conjunto do repertório do EP, e em Banho de chuva (Drik Barbosa e Grou), tema em que a rapper versa sobre a dureza da vida com sensibilidade e sem a virulência (também por vezes necessária) dos manos do hip hop. Capa do EP 'Espelho', de Drik Barbosa Divulgação / Laboratório Fantasma Na autobiográfica música-título Espelho, Drik dá voz a MC Stefanie, parceira da rapper, do beatmaker produtor Grou e de Emicida na composição desse rap com toque de R&B que funciona como carta de princípios de Drik. Stefanie adensa o discurso, suavizado pela batida do coração da anfitriã. "Por onde passei, deixei rastros de amor", inventaria Drik Barbosa, promissora voz feminina e afetiva do hip hop brasileiro.


Baixista André Rodrigues sai de cena como um dos músicos mais versáteis do Brasil
Segunda feira, 02 Abril 2018 03:02:08 -0000

O baixista André Rodrigues Andre Muzell / Reprodução Facebook André Rodrigues O fato de o nome do baixista André Rodrigues ter constado nas fichas técnicas de discos e/ou shows de artistas conceituados como Ana Carolina, Gabriel O Pensador, Isabella Taviani, Leila Pinheiro, Lulu Santos, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Marina Lima e Vanessa da Mata, entre outros nomes, já é suficiente para atestar o virtuosismo deste músico carioca que saiu de cena na manhã de ontem, 1º de abril de 2018, aos 50 anos, vítima de atropelamento na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Contudo, André Negão – como Rodrigues era conhecido nos bastidores do universo pop brasileiro – se destacou como músico por aliar versatilidade a esse virtuosismo. André Rodrigues foi baixista preciso, dono de técnica e suingue exemplares. Tanto que tocava samba e funk com a mesma destreza com que tocava rock e jazz. Para passar a técnica adiante, o músico foi professor (tendo dado aulas para colegas que se tornaram excelentes baixistas, como Jorge Ailton) e lançou um livro didático – Baixo, publicado em 2000 pela editora Irmãos Vitale na série Toque junto – em que ensinava as principais linhas de baixo aos colegas iniciantes. Músico profissional desde 1991, André Rodrigues logo se projetou como baixista, ficando conhecido já em meados dos anos 1990. Depois de tocar baixo no primeiro álbum de Marina Lima como intérprete, Abrigo (1995), André passou a trabalhar com Lulu Santos, tocando em vários discos e shows do cantor e compositor carioca. Paralelamente ao ofício de músico acompanhante de cantores populares, o baixista integrou um grupo de música instrumental, FOCO, formado com João Castilho (guitarra), Marcelo Martins (sax) e Renato Calmon (bateria). Com o quarteto, lançou dois discos, FOCO (2001) e Tempo bom com chuva (2005). Entre um CD e outro do grupo, Rodrigues editou álbum solo, Codificado, de 2004. Mais recentemente, fundou com o saxofonista AC os grupos de música instrumental Atelier Jazz e Ponte Aérea (este também integrado pelo baixista Giba Favery e o pianista Marcelo Elias). Enfim, André Rodrigues sai de cena como um dos músicos mais completos do universo pop brasileiro.


Dupla criada por Leo Jaime e Leoni lança single em que atualiza 'A fórmula do amor'
Domingo, 01 Abril 2018 14:27:08 -0000

Leoni e Leonardo. Com nome que alude espirituosamente à dupla sertaneja Leandro & Leonardo, a dupla formada por Leoni com Leo Jaime – Leonardo Jaime, na certidão de nascimento – lança na próxima sexta-feira, 6 de abril, o single A fórmula do amor II. Nessa composição inédita, Leoni e Leo atualizam e avaliam, com o benefício da maturidade, a receita juvenil de A fórmula do amor, música que compuseram juntos, no alvorecer das respectivas carreiras, e que foi lançada em 1985 em gravações diferentes incluídas em álbuns de Leo Jaime (Sessão da tarde) e do Kid Abelha (Educação sentimental). Embora incorpore termos atuais como instagram, a letra da música nova dialoga com versos do hit de 1985. Cabe lembrar que A fórmula do amor II surge no mercado fonográfico quatro meses após Paula Toller ter lançado single com regravação da música original A fórmula do amor. A canção pop de 1985, aliás, é um dos grandes destaques do roteiro de Como eu quero!, show solo com o qual a cantora e compositora carioca está em turnê nacional desde o segundo semestre de 2017. E por falar em show, Leo Jaime e Leoni – vistos em foto de divulgação de Carolina Warchavsky – também estão na estrada com o show intitulado Leoni e Leonardo e estreado vinte anos após a dupla de cantores e compositores ter se reunido no palco, em 1998, para montar nostálgico painel da modernidade musical da década de 1980 no show Fotografia.


Dissertação sociológica gera livro sobre alcance das canções do Clube da Esquina
Domingo, 01 Abril 2018 12:48:20 -0000

Capa do livro "... De tudo que a gente sonhou" – Amigos e canções do Clube da Esquina Reprodução Em 2012, Sheyla Castro Diniz defendeu dissertação de mestrado em sociologia, na Unicamp, sobre a produção musical do núcleo de compositores que constituiu o movimento pop mineiro batizado de Clube da Esquina. Seis anos depois, a tese tem o texto editado publicamente na forma de livro. Com título que reproduz verso de O que foi feito de vera (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1978), o livro "... De tudo que a gente sonhou" – Amigos e canções do Clube da Esquina está sendo publicado pela editora Intermeios – Casa de artes e livros com apoio da Fapesp. A intenção da autora foi fazer o inventário do alcance e do significado político no Brasil daquele cancioneiro criado na década de 1970, sob o império ditatorial do regime limitar, pela turma de compositores liderada por Milton Nascimento, em torno do qual se juntaram nomes como Lô Borges, Márcio Borges, Beto Guedes e Ronaldo Bastos, além de Fernando Brant (1946 – 2013), fiel parceiro e amigo de Milton desde 1967. "Texto e contexto, letra e música, gravação e interpretação, história macro da sociedade brasileira e história micro de um grupo, marginalidade e integração, regional, nacional e internacional, luta política e indústria cultural, censura, mercado e Estado, criatividade e padronização. Tudo isso aparece muito bem costurado no livro, revelando o talento da autora para – ao estudar o Clube da Esquina em geral e alguns discos de Milton Nascimento em particular – dar conta do movimento contraditório da sociedade brasileira de uma época", propaga o prefácio assinado por Marcelo Ridenti.


Senhor compositor que faria 60 anos em 4 de abril, Cazuza é poeta ainda vivo e atual
Domingo, 01 Abril 2018 09:00:13 -0000

Cazuza na capa de álbum solo de 1985 Flávio Colker O tempo não para e, no entanto, Agenor de Miranda Araújo Neto (4 de abril de 1958 – 7 de julho de 1990), o Cazuza, nunca envelhece aos olhos do público. É que Cazuza saiu precocemente de cena, aos 32 anos, deixando cristalizada no universo pop brasileiro uma imagem eternamente jovial, rebelde, de roqueiro indomado pela própria natureza exagerada. Na próxima quarta-feira, 4 de abril de 2018, Cazuza faria 60 anos de vida. É difícil imaginá-lo um senhor de idade. Mas o fato é que, se 28 anos após a saída de cena de Cazuza ainda se fala dele e ainda se canta a obra dele, é porque Cazuza foi um senhor compositor, dono de obra que tampouco envelhece. Essa obra reverbera em discos e shows que celebram o 60º aniversário de nascimento do artista. No exato dia do aniversário, Rogério Flasino e Wilson Sideral subirão ao palco do Circo Voador (RJ) na cidade natal de Cazuza, no picadeiro carioca que foi o primeiro cenário da consagração nacional do astro do pop brasileiro dos anos 1980, para cantar o repertório de Agenor com intervenções de Caetano Veloso (cantor que em 1983 chamou a atenção do público conservador da MPB para a poesia latente no cancioneiro de Cazuza) e de Bebel Gilberto (parceira de safra juvenil de 1986 que rendeu hits como Preciso dizer que te amo). Mais para o fim do mês, em 27 de abril, Roberto Menescal, Leila Pinheiro e Rodrigo Santos estreiam, também na cidade do Rio de Janeiro (RJ), show em que trazem o repertório de Cazuza para o universo da bossa nova – projeto que irá gerar CD e DVD. Faz parte do showbiz evocar a saudade dos ídolos que já saíram de cena. Contudo, se o poeta está vivo, como nunca deixou de estar desde 1990, é por conta da obra gravada ao longo dos anos 1980. Discos póstumos hão de pintar por aí, inclusive um com letra inéditas de Cazuza musicadas por nomes como Leoni e Bebel Gilberto, mas o que Cazuza deixou gravado em vida já é suficiente para que o poeta seja admitido no panteão dos grandes compositores da música do Brasil. O cantor e compositor Cazuza Reprodução / Site oficial Cazuza Cazuza se projetou no universo do rock dos anos 1980, mas nasceu no berço da MPB, filho de João Araújo (1935 – 2013) – desde os anos 1960 um dos mais importantes executivos da indústria fonográfica do Brasil – e de Lucinha Araújo, a supermãe que se tornou ativista, zelando na Sociedade Viva Cazuza pela saúde e inclusão social de crianças infectadas com o vírus da Aids. Essa vivência no seio da MPB, e da música que veio antes dessa MPB, influenciou Cazuza. Tanto que houve inusitado elo entre Cazuza e Maysa (1936 – 1977), cantora e compositora de personalidade igualmente exagerada que quebrou barreiras machistas nos anos 1950. Não por acaso, circula na web, na voz de Cazuza, registro extra-oficial do samba-canção Diplomacia, lançado por Maysa em disco de 1958, no ano em que Cazuza nasceu. Quando sentenciou que "o banheiro é a igreja de todos os bêbados", em versos do blues Down em mim (1982), Cazuza parecia atualizar o discurso desses mestres da dor-de-cotovelo, como Maysa e o compositor Lupicínio Rodrigues (1914 – 1974), aludindo ao mesmo tempo a uma música (dos anos 1920) reavivada no repertório da também exagerada Janis Joplin (1943 – 1970), Down on me. Na alegria ou na tristeza, Cazuza foi fundo, como um poeta beatnik que vagava pelos bares do noturno Baixo Leblon à procura de um algum sentido na vida louca vida. Pode ter pecado por excessos, nunca pela falta, rimando poesia com rebeldia a mil por hora, consciente de que o tempo não para e tampouco espera por alguém. Com lirismo e passionalidade, Cazuza expiou dor de amor e celebrou o prazer do sexo (e da própria vida urbana), mas também tocou nas feridas sociais, como a infância vivida no abandono das ruas, poetizada nos versos de Milagres (1984, em parceria com Roberto Frejat e Denise Barroso). Ao ver a cara da morte, o poeta pareceu também ter se defrontado também com outras realidades da vida que lhe seria breve. Foi quando aguçou a visão crítica do Brasil (perfilado no homônimo samba roqueiro de 1988 que Cazuza assinou com George Israel e Nilo Romero) e do próprio ser humano, cuja miséria foi impiedosamente retratada nos versos do Blues da piedade (1988, parceria com Frejat). Enfim, é clichê recorrer ao verso-título da canção-tributo de Frejat e Dulce Quental, O poeta está vivo (1990), mas, sim, Cazuza está tão vivo quanto atual no mês em que festejaria 60 anos de vida breve.


Hyldon se joga na pista com single, 'Nova era dia 1', de raso discurso ambientalista
Sabado, 31 Marco 2018 14:36:10 -0000

Capa do single 'Nova era dia 1', de Hyldon Divulgação "Não jogue pet no mar / Não jogue guimba no chão", repete Hyldon no refrão imperativo de Nova era dia 1, single inédito lançado pelo cantor, compositor e músico baiano. Na gravação desta composição autoral, cuja letra é pautada por discurso ambientalista tão raso quanto bem-intencionado, o artista se joga na pista da música eletrônica, tentando se atualizar na cena contemporânea. Hyldon, para quem não liga o nome ao som, é artista projetado em meados dos anos 1970, com cancioneiro de linhagem soul que alcançou retumbante sucesso nacional em 1975, ano em que o artista lançou o álbum autoral Na rua, na chuva, na fazenda... com sucessos como As dores do mundo e Na sombra de uma árvore, além da música-título, conhecida popularmente como Casinha de sapê. Disponível nas plataformas digitais desde ontem, 30 de março de 2018, o single Nova era dia 1 é o primeiro lançamento fonográfico de Hyldon desde o álbum de músicas inéditas As coisas simples da vida (2016), lançado há dois anos.


Lula Queiroga poetiza o 'apagão da humanidade' em contundente álbum solo
Sabado, 31 Marco 2018 13:35:53 -0000

"Eu não sou seu camarada / Nunca serei conivente / Não sou seu sócio em nada / Não sou amante ou parente / Eu desconheço seu rosto / Mas reconheço a serpente / Quando o chocalho do rabo / Chacoalha na minha frente" Sem meias palavras, Lula Queiroga manda recado direto a um desafeto inominado nos versos de #XôPerrengue (Lula Queiroga), merengue que integra o afiado repertório autoral do quinto álbum solo desse cantor e compositor pernambucano, Aumenta o sonho (Edição independente). Meses após ter sido lançado em edição digital, em 7 de setembro de 2017, o disco ganha edição física em CD fabricada em embalagem digipack. O encarte dessa edição em CD reproduz as letras contundentes, gravadas com mix de sons orgânicos e sintéticos formatados pelo próprio Queiroga com Paulo Germano e Tostão Queiroga, coprodutores do disco. Contudo, há espaço para o respiro melódico de bela canção, Tardinha (Lula Queiroga e Manuca Bandini), formatada em registro acústico conduzido pelo toque do violão de Rogério Samico. Em que pese o ameno clima musical de Tardinha, há certa aflição e urgência nos versos da canção cuja poética romântica se alinha com a solidão de Não há nada lá fora (Lula Queiroga), outra canção de amor ausente. Lula Queiroga Divulgação / QRG A ansiedade solitária é um dos sentimentos que moldam o expressivo painel poético e sonoro do repertório do álbum Aumenta o sonho, como exemplifica Casa coletiva, parceria de Queiroga com o carioca Pedro Luís. Aliás, as audições de músicas como Casa coletiva, Amor roxo (Lula Queiroga) e da composição que batiza o disco, Aumenta o sonho (Lula Queiroga), remetem ao cancioneiro de Lenine. A evocação soa natural porque Queiroga é um dos principais parceiros do conterrâneo Lenine, com quem o artista, aliás, debutou no mercado fonográfico há 35 anos com álbum arranjado e gravado de forma conjunta, Baque solto (1983). Da parceria com Lenine, Queiroga rebobina A balada do cachorro louco (Fere rente) (Lenine, Lula Queiroga e Chico Neves, 1997), música lançada na voz do parceiro há 21 anos. Com pegada roqueira em Rio-que-vai-e-volta (Lula Queiroga), o álbum Aumenta o sonho – o primeiro de Queiroga desde Todo dia é o fim do mundo (2011), grande disco lançado há sete anos – expõe a efervescência criativa que pauta a obra solo de Lula Queiroga, compositor que divaga sobre "o vazio humano absoluto" no "grande apagão wi-fi da humanidade", para citar versos do discurso meio rapeado de Futilosofia (Lula Queiroga e Fabrício Belo). "Minha cabeça é meu Deus", resume o artista, sob o toque do cello de Fabiano Menezes, na derradeira música Minha cabeça é o fim (Lula Queiroga e Yuri Queiroga). Em Aumenta o sonho, Lula Queiroga canta como se todo dia fosse o fim do mundo. Aumente o som para ouvir bem! (Cotação: * * * *)


Gilson Peranzzetta lança em abril disco em tributo ao pianista de jazz Oscar Peterson
Sabado, 31 Marco 2018 12:01:35 -0000

Capa do álbum 'Tributo a Oscar Peterson', de Gilson Peranzzetta Aloizio Jordão Três meses após ter lançado em janeiro um álbum gravado ao vivo em show com Ivan Lins, Cumplicidade (2018), o pianista, compositor e arranjador carioca Gilson Peranzzetta já apresenta outro disco. Tributo a Oscar Peterson chega ao mercado fonográfico em abril pela mesma gravadora, Fina Flor, que editou o álbum ao vivo de Peranzzetta com Ivan. Como o título Tributo a Oscar Peterson já explicita, o CD solo de Peranzzetta celebra o legado do pianista canadense de jazz Oscar Emmanuel Peterson (15 de agosto de 1925 – 23 de dezembro de 2007), músico prodígio celebrado pela destreza e velocidade no toque do piano. Embora a extensa discografia desse pianista de técnica exuberante seja formada essencialmente por álbuns em que o músico priorizou a interpretação de obras alheias, Peterson também foi compositor, registrando eventualmente músicas próprias ao longo de obra fonográfica que atingiu picos de produção entre as décadas de 1950 e 1970. Na capa do álbum Tributo a Oscar Peterson, Gilson Peranzzetta é visto em foto de Aloizio Jordão.


Macalé retoma disco de inéditas e tem compiladas antigas gravações ao vivo
Sabado, 31 Marco 2018 11:22:06 -0000

De volta à cena, após internação para combater infecção pulmonar, Jards Macalé retoma em abril a gravação do álbum de músicas inéditas – o primeiro em 20 anos com repertório essencialmente novo – que o cantor, compositor e músico carioca começou a fazer no início deste ano de 2018 sob direção artística de Romulo Fróes e com produção dividida entre Kiko Dinucci e Thomas Harres. Estão previstas no repertório autoral parcerias de Macalé – em foto de André Seiti – com Tim Bernardes, com Dinucci e com Romulo Fróes. Paralelamente, o produtor e pesquisador musical Marcelo Fróes prepara caixa de CDs com registros ao vivo de shows feitos por Macalé nas décadas de 1970 e 1980. O lançamento será feito pelo mesmo selo Discobertas que, em 2016, editou a caixa Jards Macalé – Anos 70 com inéditos registros caseiros do artista, além de reedições dos álbuns Jards Macalé (1972) e Aprender a nadar (1974).


Gorillaz faz show em SP; FOTOS
Sabado, 31 Marco 2018 00:40:53 -0000

Banda virtual, que tem telão com personagens de desenho, é comandada por Damon Albarn. Grupo tocou pela primeira vez em São Paulo, no Jockey Club, nesta sexta (30). Banda virtual Gorillaz se apresenta em São Paulo pela primeira vez Celso Tavares/G1 Gorillaz fala sobre show em SP, carne de baleia, mísseis nucleares e dedos perdidos; Veja entrevista em quadrinhos Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1


Nando Reis se une ao duo Anavitória em turnê com show que celebra namorados
Sexta feira, 30 Marco 2018 15:10:15 -0000

Nem bem chegou da Europa, onde apresentou com Gal Costa e Gilberto Gil o show Trinca de ases por sete países neste mês de março de 2018, Nando Reis se prepara para iniciar outra turnê de natureza gregária. O cantor, compositor e músico paulistano vai se juntar ao duo Anavitória em miniturnê que passará por cinco cidades do Brasil – Recife (PE), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ) – entre 8 e 12 de junho. Nando, Ana Caetano e Vitória Falcão – em foto de Victor Affaro – apresentarão show inédito criado para celebrar o Dia dos Namorados com ênfase em repertório romântico de autoria de Nando e de Ana Caetano, principal compositora do duo Anavitória. O trio irá se revezar nas interpretações das músicas. Eis o cronograma da turnê: ♪ 8 de junho (21h) – Recife (PE) – Teatro Guararapes ♪ 9 de junho (21h) – Belo Horizonte (MG) – Palácio das Artes ♪ 10 de junho (19h) – Curitiba (PR) – Teatro Positivo ♪ 11 de junho (21h30m) – São Paulo (SP) – Espaço das Américas ♪ 12 de junho (21h30m) – Rio de Janeiro (RJ) – KM de Vantagens Hall


Lançado 30 anos após a gravação, álbum feito por Donato em 1988 soa atemporal
Sexta feira, 30 Marco 2018 14:39:42 -0000

Segundo dos três álbuns inéditos de João Donato lançados na caixa A mad João Donato (Selo Discobertas), de acordo com a ordem cronológica de gravação, Naquela base foi feito com dose de experimentação bem menor do que a que moldou o antecessor Gozando a existência (1977 / 1978). A loucura maior reside na forma como o disco foi gravado e arquivado há 30 anos. Um admirador japonês da música de Donato, Yoichi Ogawa, ia todos os shows feitos pelos pianista e compositor acriano na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Tanto que despertou a atenção do próprio Donato. Da admiração nasceu uma amizade entre Ogawa e o artista. A ponto de o fã japonês ter proposto a Donato a gravação de um disco com os custos arcados por Ogawa. Assim foi feito Naquela base, álbum gravado em 24 canais nos Estúdios Transamérica, entre 31 de maio e 8 de junho de 1988. Só que Ogawa voltou para o Japão, deixou as fitas da gravação com Donato e o disco acabou arquivado até ser encontrado pelo pesquisador musical Marcelo Fróes no acervo pessoal do pianista, vasculhado por Fróes desde 2014. Capa da caixa 'A mad João Donato' Divulgação / Selo Discobertas Lançado enfim após 30 anos, o álbum Naquela base mistura registros instrumentais do cancioneiro de Donato – casos de composições então recentes como O fundo (João Donato e Caetano Veloso, 1986) e A paz (João Donato e Gilberto Gil, 1987), lançadas nas vozes das cantoras Leila Pinheiro e Zizi Possi, respectivamente – com músicas que o compositor nunca mais gravaria de forma oficial. São os casos de Varanda e de Som montuno, salsa que explicita a latinidade inerente à obra de Donato. Som montuno e a música-título Naquela base – composição lançada por Donato em álbum de 1964 – são as faixas de maior efervescência rítmica do álbum. Ambas expõem a fina sintonia de Donato com os músicos – Edson Lobo (baixo), Luiz Alves (contrabaixo), Márcio Montarroyos (trompete), Ohana (percussão), Robertinho Silva (bateria), Tita Lobo (violão e vocais) e Zé Carlos (percussão) – que formaram a big-band arregimentada para o disco produzido por Yoichi Ogawa e conduzido pelo piano de Donato. Ouvido 30 anos depois da gravação, o álbum Naquela base soa coeso e atemporal porque, assim como a bossa nova, a música de João Donato parece não ter prazo de validade. (Cotação: * * * *)


Compositor gaúcho Bebeto Alves volta com canções contaminadas pela indignação
Sexta feira, 30 Marco 2018 13:22:12 -0000

"Você pode crer que está do lado certo / E é esse mesmo lado que te aperta", canta Bebeto Alves em Um dia, sem tomar partido, mas mandando recado ao ouvinte no tom indignado que pauta o repertório inédito e autoral de Oh Blackbagual – Canção contaminada, álbum lançado neste primeiro trimestre de 2018 com distribuição de Produto Oficial. Destaque desse repertório, Um dia é uma das dez músicas do disco assinado por esse cantor, compositor e guitarrista gaúcho com o nome do alter-ego Blackbagual, que vem a ser um quarteto de pegada roqueira formado por Bebeto Alves (voz, guitarra e violão) com Rodrigo Reinheimer (baixo e vocal), Luke Faro (bateria) e Marcelo Corsetti (guitarra). O quarteto Blackbagual Divulgação Expoente do autossuficiente universo musical do sul do Brasil desde a década de 1980, Bebeto Alves assina sozinho – ou com parceiros como o compositor uruguaio Walter Bordoni, coautor de Bajo la misma ciudad e Quimera – as dez músicas do álbum, nascido da urgência do movimento político e social do Brasil e também da "urgência da palavra poética", como conceitua o próprio Bebeto no texto que escreveu para apresentar o CD Oh Blackbagual – Canção contaminada. Mesmo que as palavras sejam eventualmente cantadas em espanhol, idioma das duas parcerias com Bordoni, o disco fala a língua universal do rock com citações e toques sutis de sons do sul do Brasil. Conterrâneo de Bebeto Alves, o gaúcho Humberto Gessinger é coautor e convidado de Outro nada. Já o poeta André Bolivar responde pelos versos de Águas barrentas e Você. No álbum Oh Blackbagual – Canção contaminada, o toque afiado das guitarras se afina com o tom urgente da poética geralmente verborrágica deste disco atual que toma partido da indignação como dose rarefeita de esperança. "Uma palavra desencapada / Um choque elétrico, a dor / Não há mais o que se escreva / Com o vocabulário do amor", avalia Bebeto Alves nos versos desiludidos de O espírito da coisa. O recado está dado.


Pianista toca músicas do Brasil em CD com sons de outros países da América do Sul
Sexta feira, 30 Marco 2018 12:21:52 -0000

Ao gravar em 1959 Chiclete com banana (Gordurinha e Almira Castilho, 1958), música lançada em disco no ano anterior na voz da cantora Odete Amaral (1917 – 1984), o cantor e ritmista paraibano Jackson do Pandeiro (1919 – 1982) decretou que somente iria pôr bebop no samba quando o Tio Sam pegasse o tamborim. Decorridos 60 anos, todos os muros estéticos já foram derrubados no universo pop em nome da miscigenação musical. Tanto que o pianista, compositor e arranjador cearense Ricardo Bacelar – integrante do grupo carioca Hanoi Hanoi nas décadas de 1980 e 1990 – reapresenta outro grande sucesso de Jackson do Pandeiro, o coco Sebastiana (Rosil Cavalcanti, 1953), com o toque de um ritmo venezuelano denominado sangueo e evocado na gravação pela percussão tocada por Anderson Quintero, músico da Venezuela. Feita com inserção de registro da voz do próprio Jackson, essa gravação de Sebastiana intitula e sintetiza o terceiro álbum de Bacelar. Lançado em CD e em LP, além da edição digital, o álbum Sebastiana ganha distribuição planetária, chegando ao mercado do Brasil via Tratore. A intenção de Bacelar no disco gravado em julho de 2017 em Miami (Flórida, EUA), com produção de Cesar Lemos, foi tocar músicas do Brasil com sons de (outros) países da América do Sul e com a influência do jazz. Se Vento de maio (1979), parceria de Márcio Borges com Telo Borges (e não com Lô Borges, como creditado erroneamente no luxuoso libreto da edição em CD do álbum Sebastiana), é soprado com o toque de um charango boliviano, o baião A volta da Asa Branca (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1950) retorna na pisada do vallenato, ritmo da Colômbia. Já a canção Depois dos temporais (Ivan Lins e Vitor Martins, 1983) reaparece no disco com o toque de um bandoneón, instrumento associado ao tango argentino. Com capa que expõe a pintura Carnaval (1969 / 1970), óleo sobre tela do modernista artista plástico brasileiro Emiliano Di Cavalcanti, o álbum Sebastiana extrapola as fronteiras da América do Sul ao longo das 15 faixas, sendo 11 instrumentais e quatro cantadas. Músicos norte-americanos e cubanos também tocam no disco, cujo repertório inclui quatro temas de autoria do próprio Ricardo Bacelar (Parts of me, River of emotions, The best years – ouvido em registro feito com a inserção da voz de Jackson do Pandeiro – e Suco verde, este composto em parceria com Cesar Lemos). Pena que o capricho da arte gráfica da edição em CD do álbum Sebastiana não tenha se reproduzido nos créditos das músicas. Além da troca do nome de Telo Borges por Lô Borges no crédito da canção Vento de maio, Toda menina baiana (1979), música de Gilberto Gil, é creditada somente como Menina baiana, sem o toda do título oficial.


Caixa com 10 DVDs registra diversos movimentos do violão no Brasil
Quinta feira, 29 Marco 2018 19:28:30 -0000

Iniciado em 2003, o projeto Movimento violão completa 15 anos em 2018 sem dar sinais de esgotamento. Idealizador e curador do projeto, o violonista Paulo Martelli caracteriza o violão, no texto que escreveu para o libreto encartado na caixa de DVDs Movimento violão, como "o instrumento que ilustra a música brasileira de maneira mais pujante". Editada pelo Selo Sesc neste mês de março de 2018, a caixa Movimento violão embala 10 DVDs que exibem os registros integrais dos dez shows da programação da edição de 2012 dessa série de música instrumental. Os dez shows totalizam 92 números musicais, apresentados no DVD com linguagem cinematográfica e com opções de legendas em quatro idiomas (inglês, francês e espanhol, além do português). Estruturada sob a direção artística de Flávio Rodrigues, a temporada do projeto Movimento violão foi marcada naquele ano de 2012 pela diversidade de estilos dos artistas convidados a se apresentar na rede paulistana do Sesc. "Essa caixa de DVDs ilustra a variedade de escolas e tendências que permitiram ao violão incorporar-se à música de diversas gerações ao longo de nossa história", ressalta Martelli. Eis os artistas que têm shows exibidos na caixa de DVDs Movimento violão: ♪ Carlos Barbosa Lima – Violonista paulistano que tem sobressaído pelo virtuosismo no toque de temas eruditos e pela criação de arranjos elaborados. ♪ Daniel Wolff – Compositor, arranjador e professor. Um dos primeiros músicos a receber no Brasil o título de Doutor em violão. ♪ Duo Assad – Virtuoso duo formado pelos irmãos Odair Assad e Sérgio Assad que se impôs no Brasil e no mundo pela técnica extraordinária. ♪ Eduardo Isaac – Violonista argentino, considerado um dos expoentes da atualidade no toque do instrumento. ♪ João Carlos Victor – Jovem violonista que vem se destacando em concursos nacionais e estrangeiros. ♪ João Kouyoumdjian – Outra revelação da nova geração de violonistas brasileiros. ♪ Marco Pereira – Violonista celebrado no Brasil pela técnica e pelo repertório autoral, tendo ficado conhecido por tocar com cantoras populares como Gal Costa. ♪ Pablo Márquez – Violonista argentino que ganhou o mundo a partir de 1987. ♪ Paulo Martelli – Músico reverenciado no Brasil e fora dele pelo toque do violão de onze cordas. ♪ Paulo Porto Alegre – Violonista que transita pelo universo erudito e pelo mundo da música popular, tocando composições próprias e criando arranjos para composições dos repertórios de nomes como o grupo inglês The Beatles. ♪ Pedro Martelli – Violonista e professor, mestre em música pela Julliard School de Nova York (EUA). ♪ Quarteto Abayomy – Formado por Adriano Paes, Josiane Gonçalves, Juliana Oliveira e Marcelly Rosa, o quarteto de violões e voz (de nome em tupi-guarani que significa "encontro feliz") foi formado com o objetivo de pesquisar e propagar a música folclórica e urbana composta no Brasil no começo do século XX.


Joyce apresenta 'A velha maluca' que entrará no 'remake' de álbum de 1968
Quinta feira, 29 Marco 2018 17:24:41 -0000

Aos 70 anos, Joyce Moreno insiste na juventude da música que compõe desde a década de 1960. Mesmo quando revisita o passado, põe um pé no futuro. Tanto que decidiu incluir duas faixas-bônus no remake do primeiro álbum, Joyce (Philips, 1968), lançado há 50 anos. Uma delas, o inédito samba autoral A velha maluca, foi apresentado pela cantora, compositora e violonista carioca – em foto de Leo Aversa – ao fim da entrevista biográfica que concedeu na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ) na tarde de ontem, 28 de março de 2018, na série Depoimentos para a posteridade do Museu da Imagem e do Som (MIS). A velha maluca é música com o suingue e a assinatura pessoal desta artista cheia de bossa.


Lucas Lucco apresenta primeiro single de EP acústico gravado à beira de lagoa
Quinta feira, 29 Marco 2018 14:06:24 -0000

Lucas Lucco lança no fim de abril um projeto acústico intitulado De boa na lagoa que compreende a edição de EP com cinco músicas captadas ao vivo, na beira de uma lagoa, e os lançamentos dos clipes dessas cinco músicas com imagens da gravação ao vivo feita pelo cantor em clima de luau com os músicos André Tavares (baixo), Cleyton Pekois (violão e ukelele), Eder Miranda (bateria) e Wilibaldo (violão). Capa do single 'Tamanho P', de Lucas Lucco e Thiago Brava Divulgação / Sony Music A primeira amostra do projeto é o single Tamanho P, apresentado esta semana simultaneamente com o clipe da gravação dessa música inédita de autoria dos compositores Juan Marcus, Hiago, Vinícius e Elcio di Carvalho. Lucco dá voz à música Tamanho P em dueto com o cantor Thiago Brava. De acordo com depoimento de Lucco no comunicado que anuncia a gravação, o projeto De boa na lagoa foi idealizado para mostrar a "diversidade musical" do artista e a "versatilidade" da voz do cantor e compositor mineiro. O tom do repertório é mais ameno, com ênfase no romantismo popular.


Fonte:  G1 > Música