Caminho sem volta, biometria ainda causa estranhamento na eleição
23 Outubro 2018 02:00:00
Em alguns estados, muitos eleitores estranharam e outros se sentiram "invadidos" quando foram identificados pela biometria na votação do primeiro turno das eleições. Eles ficaram surpresos porque não fizeram o cadastramento biométrico, ainda não obrigatório em suas cidades. Leia mais (10/23/2018 - 02h00)


Lindbergh Farias pede proteção à PF depois de discurso de Bolsonaro
23 Outubro 2018 02:00:00
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) decidiu pedir proteção à Polícia Federal. Ele foi citado por Bolsonaro em um discurso que o presidenciável fez por telefone, no domingo (21), para seus seguidores na av. Paulista, em SP. Leia mais (10/23/2018 - 02h00)


Qual o risco de Bolsonaro presidente
23 Outubro 2018 02:00:00
Num momento de sentimentos radicalizados, em que um candidato tem a faixa presidencial praticamente na mão, a conduta esperada de alguém com um mínimo de apreço pela República seria adotar o discurso da conciliação. O governo é para todos, o opositor não é inimigo, as instituições vêm antes do projeto de poder. A família Bolsonaro fez o exato oposto: reforçou o radicalismo, desmoralizou as instituições, atacou a imprensa e insuflou o ódio político. Para uma multidão em êxtase, gritou pelo banimento dos "vermelhos" e ameaçou prender Fernando Haddad.

Isso casa bem com as declarações de Eduardo Bolsonaro feitas antes do primeiro turno, mas que vieram à tona só agora: se por algum motivo a Justiça cassar a chapa (ato que ele não considera improvável), tomariam o poder pela força. Disse inclusive que mandaria prender ministros do Supremo. O que pode a pena de um ministro contra a força da população e do Exército? Nada.

Ele está certo. É a força que determina a ordem social, não importa o que digam as leis, os costumes ou os cargos. O Estado democrático de Direito não altera essa realidade elementar: ele busca uma engenharia que consiga contrabalancear diferentes forças e regrar a alternância de poder, de forma a permitir algum nível de liberdade individual e participação dos cidadãos na política.  Leia mais (10/23/2018 - 02h00)


Metade da população mundial não tem acesso aos cuidados básicos de saúde
23 Outubro 2018 02:00:00
A atenção primária à saúde está em crise no mundo. Ainda é pouco ou nada desenvolvida em muitos países, subfinanciada em outros e enfrenta um grave desafio de recrutamento e retenção da força de trabalho.  Leia mais (10/23/2018 - 02h00)


Filme freak
23 Outubro 2018 02:00:00
O mapeamento do Datafolha é espantoso: só 15% dos eleitores de Fernando Haddad e 12% dos de Jair Bolsonaro votam pensando nas propostas e nos planos de governo dos candidatos. É a tradução em percentuais de uma frase que se ouve com frequência nas ruas: ?Se o presidente não der certo, a gente tira ele?. Leia mais (10/23/2018 - 02h00)


Argentinos esperam por final inédita da Libertadores entre Boca e River
23 Outubro 2018 02:00:00
Apenas uma vez Boca Juniors e River Plate se enfrentaram em uma final de expressão. Deu polêmica. No estádio do Racing, os rivais disputaram o título do Argentino de 1976. O Boca ganhou com um gol de falta cobrada por Ruben Suñe quando o goleiro Ubaldo Fillol ainda arrumava a barreira. Foi validado. Leia mais (10/23/2018 - 02h00)


Em carne viva
23 Outubro 2018 02:00:00
 
Ângelo Abu
Ilustração de Ângelo Abu para João Pereira Coutinho de 23.out.2018.
 
Leia mais (10/23/2018 - 02h00)


'Faxina' de Bolsonaro é mais uma página de cartilha autoritária
23 Outubro 2018 02:00:00
Perto do poder, Jair Bolsonaro recita com desenvoltura a cartilha de líderes autoritários. Além dos frequentes sinais de desapreço pelas instituições do país, o candidato agora indica que pretende perseguir opositores e penalizar quem contraria seus interesses políticos. Leia mais (10/23/2018 - 02h00)


Bolsonaro inflou antipetismo ao se opor à Comissão Nacional da Verdade
23 Outubro 2018 02:00:00
A história de sete prostitutas que, chamadas para escrever sobre uma cafetina concluíram ?que ela tinha que ser canonizada? é uma das preferidas do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Leia mais (10/23/2018 - 02h00)


Eba! Compartilho merda no WhatsApp!
23 Outubro 2018 02:00:00
Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! Leia mais (10/23/2018 - 02h00)


Gente frouxa
23 Outubro 2018 02:00:00
Gente frouxa. Fazendo a conta das próprias culpas. Vocês vão deixar isso seguir, a câmera lenta do suplício, o passo a passo da catástrofe, até a coroação final desse palhaço?

Sua alma não está sendo vendida ao diabo, Fernando Henrique? Gozado, pois a minha está. E a daqueles que amo. Tenho medo por mim, e por eles. Precisamos de declarações bem claras de condenação à Venezuela antes de assinar manifestos democráticos, Samuel Pessôa, meu primo querido? --mas você ainda não entendeu que a Venezuela é aqui, agora?

Hélio Schwartsman, não há como garantir que o cara seja fascista e violento? Estatisticamente, você diz? Alguma experiência comportamentalista? Ou será o poder infinito da transcendência que se infiltrou em seu artigo?

Giannotti, o Brasil vai se civilizar com a chegada do "Brasil profundo" ao poder? Você diria o mesmo da Alemanha --que ela se civilizou (depois de assassinar alguns milhões) com a chegada da "Alemanha profunda", o nazismo?

E o glorioso Manual de Redação desta Folha, que proíbe chamá-lo de extrema direita? Seria o quê, então --média direita? Três quartos de direita? Haddad, tome para si o transe que o rodeia. O diabo está na rua, no meio do redemoinho, e não há tempo.

Você tinha três semanas, já perdeu duas. Sim, condene logo a Venezuela, como quer meu primo (ela merece); garanta que não se reelege de modo nenhum, e que na próxima eleição seu candidato é o Ciro Gomes (a ideia é do Marcos Nobre).

Faça o que tiver de fazer, inclusive romper com a Gleisi Hoffmann e com esse narcisismo autovitimizante do seu partido. Ah, e só pra lembrar: Lula de fato está preso (é bom lembrar a direita disso, também). O mundo vai acabar, jabutis.

Marina Silva demorou duas semanas para declarar seu voto! É incrível! Batemos palmas? Inauguramos uma estátua de bronze?

E Ciro, rodando a Europa? Estará magoado? Quem sabe um terapeuta? Uma xícara de chá, para iniciar a lenta dança de aproximação para as eleições de 2022, que provavelmente nunca chegarão?

Gente sem momento, sem desejo, sem energia. Narcisos pançudos coçando a própria imagem, dizendo "veja bem, veja bem". Não vejo bem, vejo mal para caramba, e o medo, o medo daquela ridícula Regina, me tomou.

Nós votamos em vocês. Durante décadas. Eleições majoritárias ninguém esquece. E vocês se empanturram nesse festim sinistro de hesitação, de tibieza, de continhas. O pânico que sinto não chega a vocês? Essa voz quebrada, esse tanto de gente chorando? Cadê? Sim, posso ouvir o argumento --o ódio aos políticos é que criou esse monstrinho. 

Então sejam políticos e não covardes. Defendam os desprotegidos. Pois não é exagero --diante do que vem aí, desprotegidos somos todos, e mais ainda quem é pobre e preto e veado e lésbica e de sexo trocado. Juntem-se. Defendam em bloco, tirem a camisa, chamem para a rua, arrisquem. Criem. Gente frouxa. Leia mais (10/23/2018 - 02h00)


A nova política brasileira e seus efeitos no Rio de Janeiro
23 Outubro 2018 02:00:00
O processo político da Nova República foi caracterizado pelo pacto de grupos políticos ideológicos de esquerda, que pautaram suas narrativas políticas sem oposição institucional, com grupos políticos desideologizados, que tinham como finalidade o enriquecimento ilícito próprio.

Desse arranjo nasceu uma governabilidade nacional frágil, baseada em corrupção e em uma relação servil com o alto empresariado nacional, ávido por contratos bilionários, a sustentar todo esse esquema.

No epicentro dessa trama, os dois partidos que melhor representavam esses dois grupos: o PT, como baluarte da esquerda ideológica; e o (P)MDB, bastião do corrupto pragmatismo adesista. Destruição dos valores tradicionais de um lado, destruição da gestão pública e propagação do capitalismo de compadrio do outro. Dois lados de uma mesma moeda, resumidos na face de seus líderes: Lula e Temer.

Refletindo esse arranjo torpe, nenhum estado foi maior vítima do que o Rio de Janeiro. O grupo político do (P)MDB, liderado por Cabral, Picciani, Pezão e Eduardo Paes, apoiado em nível nacional por Lula e Dilma, promoveu eventos internacionais grandiosos sem que o Rio de Janeiro tivesse a menor condição de sediá-los.

Com vultosos empréstimos e desprezo pela responsabilidade fiscal, gastaram-se bilhões de reais em projetos que em nada beneficiaram a população fluminense, "oxigenando" toda uma cadeia de corrupção.

A conta chegou e, agora, não temos como bancar a farra de dinheiro público promovida por esse bando, às custas do sofrimento da população.

No mesmo compasso, sendo o Rio de Janeiro a referência de produção cultural do país, a esquerda ideológica instrumentalizou a estrutura estatal para promover a total deturpação dos valores tradicionais da nossa sociedade. Particularmente absurda foi a promoção da ideia de que a culpa da violência não seria do criminoso, mas das vítimas, que estariam sendo cúmplices de um sistema opressor.

Uma total inversão de valores, que retira do meliante a responsabilidade por seus atos maléficos e criminaliza a conduta do policial que bravamente defende a nossa liberdade, em muitos momentos sob o pesado custo da própria vida.

As manifestações populares de 2015, que nasceram a partir da revolta popular com a revelação desse esquema criminoso pelos heróis da Operação Lava Jato, em conjunto com o embasamento intelectual de um ascendente grupo de ideólogos liberais e conservadores, criaram as condições políticas para a destruição do processo político da Nova República e implantação de uma nova ideia de democracia.

Esta se baseia no resgate da cultura tradicional, da valorização da vida, da família, da propriedade e da liberdade econômica, da segurança jurídica e da responsabilidade individual do criminoso pelos atos que comete, e de um Estado desburocratizado, enxuto e focado em serviços públicos essenciais, além de uma política baseada não mais em troca de dinheiro e favores, mas sim em união de sentimentos e valores cristãos.

Essa nova ideia de fazer política está presente em vários estados, nas eleições para governador, e também no país, em que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) está prestes a derrubar a velha política.

No Rio de Janeiro, coloquei humildemente a minha candidatura para encarnar essa nova ideia de fazer política, com ética, responsabilidade e respeito à população e ao dinheiro público.

A disputa deste segundo turno no estado do Rio coloca frente a frente esses modelos antagônicos de gerir a coisa pública. É chegada a hora da mudança no Rio, e a população já percebeu que é possível, sim, ter um novo jeito de fazer política. Leia mais (10/23/2018 - 02h00)


O pai, o filho, o cabo e o soldado
23 Outubro 2018 02:00:00
Em mais uma demonstração do grande despreparo do núcleo bolsonarista para governar o país, Eduardo Bolsonaro, filho do capitão e deputado federal reeleito, declarou que bastavam um soldado e um cabo para fechar o STF. Leia mais (10/23/2018 - 02h00)


Discurso antidemocrático deriva do desprezo pelo homem comum
23 Outubro 2018 02:00:00
?Que besta bruta, de hora enfim chegada,
Rasteja até Belém para nascer??
(W.B. Yeats, "A Segunda Vinda") Leia mais (10/23/2018 - 02h00)


Qual a agenda mínima para o Brasil?
23 Outubro 2018 02:00:00
Como temos enfatizado, a coisa está feia para a economia brasileira. Crescimento pífio, inflação em ligeira alta, dívida em trajetória claramente insustentável.
 
Os mercados, é verdade, estão dando um tempo, crendo que a proposta de uma economia menos intervencionista saia vencedora no dia 28.
 
Mas a verdade é que os problemas ?problemões, devemos dizer? estruturais seguem lá, só esperando o novo governo aterrissar em Brasília. Eles não vão embora como passe de mágica e, caso 2019 comece em marasmo ou confusão, o que está dormente vai despertar com fúria. Os mercados, prezado leitor, são ciclotímicos. Leia mais (10/23/2018 - 02h00)


Fonte:  Folha de S.Paulo - Em cima da hora - Principal