Startup do Vale do Silício usa impressora 3D para fazer bicicleta de fibra de carbono
Sexta feira, 18 Maio 2018 16:16:19 -0000

Fundada por ex-executivo de Google e Amazon, empresa iniciante recebeu investimento US$ 12,5 milhões para tornar a tecnologia de impressão mais barata. Executivos da Arevo Labs, startup que usa impressora 3D para fazer bicicletas de fibra de carbono: Jim Miller, Wiener Mondesir e Hemant Bheda. Stephen Lam/Reuters Após uma carreira que incluiu ajudar o Google a construir centrais de processamento de dados e a Amazon a entregar encomendas mais rápido aos clientes, Jim Miller está fazendo o que muitos executivos do Vale do Silício fazem depois de passarem por grandes empresas: andar de bicicleta. Mas sua bicicleta é um pouco diferente. A Arevo, startup que conta com a empresa de investimentos da agência de espionagem dos Estados Unidos (CIA), da qual Miller assumiu o comando recentemente, tem produzido o que diz ser a primeira bicicleta de fibra de carbono do mundo que tem o quadro impresso em 3D. A Arevo está usando a bicicleta para demonstrar sua tecnologia de impressão e software de design, que espera usar para produzir peças de bicicletas, aeronaves, veículos espaciais e outras aplicações em que os projetistas precisam de força e leveza da fibra de carbono, mas enfrentam o custo elevado de produção do material. A Arevo levantou nesta quinta-feira (16) US$ 12,5 milhões em financiamento de risco de uma unidade das japonesas Asahi Glass e Sumitomo e da Leslie Ventures. Antes, a empresa tinha levantado US$ 7 milhões da Khosla Ventures, que também participou da rodada desta quinta-feira, e um valor não revelado da In-Q-Tel, empresa de investimentos apoiada pela CIA. Bicicletas de fibra de carbono tradicionais são caras porque o material é produzido à mão por meio da adição intercalada de camadas de fibra e resina. O produto final então é colocado em um forno para derreter a resina e unir as camadas de fibra. Engenheiro da Arevo Labs, startup que usa impressoras 3D para fazer bicicletas de fibra de carbono. Stephen Lam/Reuters A tecnologia da Arevo usa uma cabeça de impressão montada em um braço robótico para produzir o quadro da bicicleta em três dimensões. A cabeça deposita as fibras de carbono nos locais corretos e derrete um material termoplástico para colar as fibras, tudo em uma etapa. O processo quase não envolve participação humana, permitindo que a Arevo produzza quadros de bicicleta por US$ 300, mesmo no caro Vale do Silício. "Estamos em linha com o que custa produzir um quadro na Ásia", disse Miller. "Como o custo de trabalho é muito menor, podemos trazer de volta a produção dos compósitos." Miller afirmou que a Arevo está negociando com vários fabricantes de bicicletas, mas a companhia espera fornecer peças para a indústria aeroespacial. A tecnologia de impressão da Arevo pode ser montada em trilhos para a produção de peças maiores, o que evita a necessidade de grandes fornos para produzi-las pelo processo tradicional. "Podemos imprimir o tamanho que quisermos, de fuselagem a asa de um avião", disse Miller.


Apple paga 1ª parcela da dívida de € 13 bilhões em disputa sobre impostos na Irlanda
Sexta feira, 18 Maio 2018 16:01:38 -0000

Depósito foi exigido pela Comissão Europeia, após concluir que a Irlanda concedeu auxílio ilegal À Apple. O vice-presidente senior de marketing global da Apple, Phil Schiller, mostra os fonos do iPhone 8 em evento em Cupertino, na Califórnia, nesta terça-feira (12_ Stephen Lam/Reuters A Apple depositou € 1,5 bilhão em uma conta de garantia criada pelo governo da Irlanda para receber os € 13 bilhões referentes a impostos não recolhidos no país, afirmou o ministro das Finanças, Paschal Donohoe, nesta sexta-feira (17). O pagamento dos impostos foi uma exigência da Comissão Europeia, que chegou à conclusão em agosto que 2016 que a Apple recebeu auxílio ilegal da Irlanda. A norte-americana entrou com um recurso. O governo irlandês também está recorrendo da decisão, apesar de ser o destinatário de uma quantia bilionária. Argumenta que o tratamento tributário dado à fabricante do iPhone estava em linha com a sua lei e com as regras europeias. Em outubro do ano passado, a comissão disse que estava levando Dublin à Corte Europeia de Justiça por atrasar a recuperação do dinheiro que deveria já devia ter sido resgatado em janeiro de 2017, quatro meses depois da decisão inicial em agosto de 2016. Desde então, a comissão pressiona a Irlanda para recuperar os impostos assim que possível e poder fechar a ação da Corte de Justiça da UE por não cumprir o prazo. A Irlanda tem insistido que agiu tão rápido quanto poderia para coletar e gerir a quantia. Em março, a Irlanda indicou Amundi, BlackRock InvestmentManagement e Goldman Sachs Asset Management para administrar a conta de garantia que guardará o dinheiro. As instituições financeiras também decidirão quais investimentos de baixo risco fazer para proteger os contribuintes irlandeses.


No 'Campus Academy' 2018, estudantes criam projeto para diminuir desperdício alimentar
Quinta feira, 17 Maio 2018 20:11:57 -0000

Campus Festival 2018 começou maratona de inovação voltada para estudantes de escolas públicas. Campus Festival 2018: Estudantes de Campina Grande criaram projeto no 'Campus Academy' para diminuir desperdício alimentar Cógenes Lira/G1 O primeiro dia de Campus Festival 2018 em João Pessoa foi marcado pelo Campus Academy, uma maratona de empreendedorismo e inovação voltada para estudantes de escolas técnicas públicas da Paraíba. Em parceria com o Sebrae, os grupos tiveram de desenvolver projetos dentro de um prazo de 12 horas e apresentá-los. Os estudantes Camily Thaís e Robson Linneker, de 16 anos, da Escola Estadual da Prata, em Campina Grande, já tinham uma ideia em mente: um projeto de acessibilidade que visa diminiuir desperdício alimentar. "Nosso grupo já tem, e vai propor, um projeto de acessibilidade, onde a problemática é diminuir o desperdício de alimentos em escolas cidadãs. É um projeto que foi desenvolvido pelo grupo, junto com os professores da Estadual da Prata. Ele vai ser nosso projeto principal e vamos desenvolvê-lo", explicou Robson. Ainda de acordo com o jovem, o Campus Academy é uma porta para milhões de oportunidades. Quem também enxerga essa possibilidade de interação, prática e network é Camily. "É um evento enorme. Uma grande oportunidade de você avançar em várias frentes. Pensar, estudar, criar, fazer projetos. Você pode fazer contatos e abrir sua mente para diversas coisas", contou. Saiba tudo sobre o Campus Festival 2018. Veja a programação completa do Campus Festival. Os projetos do Campus Academy podem se tornar realidade. Porém, com outra forma de procedimento, segundo a coordenadora do Sebrae Humara Medeiros, responsável pela ação educacional no evento. "O Sebrae pode auxiliar, mas colocar no mercado, essa parte é com o seu criador", disse. Humara ressaltou a importância do evento abrir espaço para atividades acadêmicas. "Uma iniciativa pioneira, num evento dessa magnitude. O Sebrae ficou responsável por toda parte de educação do Campus Academy. Teve a maratona de empreendedorismo Sebrae, com oportunidades de vivenciar experiências com foco em empreendedorismo e inovação, prototipar produtos e apresentar os pitches", disse. Para a coordenadora do Sebrae, o empreendedorismo é um caminho para fazer a diferença na comunidade. Humara Medeiros ainda ressaltou a importância da parceria entre Sebrae e Campus Festival. "Através da parceria que realizamos grandes feitos. Para o Sebrae em relação ao processo de educação é de extrema importância, até porque já temos um trabalho com isso nas escolas. Porque acreditamos que é mudando a cultura e a juventude que podemos fazer a diferença. Veio a proposta para estarmos junto com o Campus", analisou. 'Campus Academy' incentiva estudantes a empreendedorismo e inovação no Campus Festival 2018', em João Pessoa Campus Festival 2018/Divulgação


Senado dos EUA vota lei para manter regra de neutralidade da internet
Quinta feira, 17 Maio 2018 15:10:42 -0000

Projeto segue para Câmara dos Deputados, que não sinalizou apoio; Casa Branca já se manifestou contra iniciativa. Manifestantes protestam contra fim da neutralidade de rede em Washington, capital dos Estados Unidos. Kyle Grillot/Reuters O Senado dos Estados Unidos votou nesta quarta-feira (16) para manter regras de neutralidade da internet, em uma tentativa de reverter a decisão da agência de comunicações do país (FCC, na sigla em inglês). A iniciativa, no entanto, não deve receber aval da Câmara dos Deputados ou da Casa Branca. A votação teve placar de 52 a 47. Contou com apoio acima do esperado de três republicanos : John Kennedy, Lisa Murkowski e Susan Collins. Eles se uniram a 47 senadores democratas e outros dois independentes em um esforço para revogar a decisão do governo de Donald Trump. Os democratas se aproveitaram de lei que permite que o Congresso reverta ações regulatórias por meio de uma maioria simples. Não está, porém, se a Câmara dos Deputados apoiará a decisão aprovada por votação no Senado. A Casa Branca já informou que se opõe à revisão da decisão da FCC sobre a neutralidade de rede -- as normas foram criadas no governo de Barack Obama. As regras de neutralidade de rede foram aprovadas em 2015 para impedir que provedores de banda larga favoreçam alguns tipos de conteúdo em detrimento de outros. Fim da neutralidade de rede nos EUA vai criar efeito cascata mundial, diz órgão regulador americano Líderes de EUA e Europa trocam farpas sobre fim da neutralidade de rede No lugar disso, as normas aprovadas pela FCC em dezembro passado, já sob governo de Trump, afirmam que os provedores de internet devem ser transparentes: caso bloqueiem um conteúdo ou reduzam a velocidade para acessá-lo, devem dizer aos consumidores que estão fazendo isso ou oferecer opções pagas de acesso rápido. A votação desta quarta-feira marcou uma rara e provavelmente simbólica vitória para os democratas na casa controlada pelos republicanos. Ela marca também uma rejeição aos reguladores, que aprovaram a revisão das regras aprovadas no governo Obama. O presidente da FCC, Ajit Pai, disse que a decisão do Senado foi decepcionante, mas mostrou-se "confiante de que o esforço de reinstalar uma regulação da internet com mão pesada do governo vai fracassar". Na semana passada, a FCC postergou para 11 de junho a data em que as regras de neutralidade vão expirar. Um grupo de 22 Estados dos EUA processaram a FCC pela rejeição das normas da era Obama. Neutralidade de rede_V2 Infográfico: Karina Almeida/G1


YouTube anuncia novo serviço de streaming de música, rival do Spotify e Apple Música
Quinta feira, 17 Maio 2018 13:29:43 -0000

Divulgação está no blog oficial do YouTube. Serviço deve entrar no ar na próxima terça (22), mas ainda não há previsão de chegar ao Brasil. r YouTube Music, streaming musical do YouTube YouTube Official Blog / Reprodução O Google anunciou nesta quinta-feira (17) que o YouTube ganhará uma modalidade de streaming de música. O YouTube Music entra no ar na próxima terça (22) para passar a concorrer no segmento de crescente segmento da música por streaming, em que Spotify e Apple já competem fortemente. O YouTube Music também passará a concorrer com outro serviço de streaming do próprio Google, o Google Play Música. Segundo o Google, nada muda para esse serviço, que continuará a oferecer venda de música digital e a receber canções e listas de execuções subidas pelos usuários. "O YouTube foi feito para vídeo, não apenas para música. Na terça-feira, 22 de maio, mudaremos isso ao apresentar o YouTube Music, um novo serviço de streaming de música feito com a magia do YouTube: tornar o mundo da música mais fácil de explorar e mais personalizado do que nunca", afirmou Elias Roman, gerente de produto do YouTube Music. O YouTube Music poderá ser acessado tanto em smartphones quanto em computadores, mas o foco será a música. O aplicativo terá versão gratuita e Premium, que, a um custo de US$ 10, não tocará anúncios. Essa modadlidade de assinatura é a mesma dos concorrentes. Ainda não há previsão de o serviço chegar ao Brasil, mas, na terça, ele será lançado em quatro países: Estados Unidos; Austrália; Nova Zelândia; México. Nas semanas seguintes, o YouTube Music chegará a 14 países: Áustria; Canadá; Dinamarca; Finlândia; França; Alemanha; Irlanda; Itália; Noruega; Rússia; Espanha; Suíça; Suécia; Reino Unido. Streaming de música As plataformas de streaming de música já são a principal fonte de receita da indústria fonográfica. Só em 2017, a base de usuários cresceu 41,1% e atingiu 176 milhões de pagantes, segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI). O streaming representa 38,4% dos US$ 17,3 bilhões faturados pelas indústria da música no ano passado. O avanço do streaming de música representa um renascimento da indústria da música como fontes sustentável de receitas. No ano passado, essa modalidade de execução sonora fez a receita das gravadoras subir 8,1% em todo o mundo. É o terceiro ano consecutivo de crescimento no setor depois de 15 anos acumulando prejuízos. Ainda que os últimos anos tenham sido de retomada, a indústria da música está longe de se recuperar do baque sofrido com o surgimento da internet e possibilidade dos downloads de canções pirateadas. A IFPI começou a acompanhar de forma sistêmica o setor em 1997. Apesar do avanço, a receita de 2017 representa apenas 68,4% do que foi faturado em 1999, quando mercado atingiu seu pico histórico.


Facebook vai liberar post de áudio na rede social
Quarta feira, 16 Maio 2018 20:09:46 -0000

Rede social também permitirá salvamento de fotos e vídeos; novidades chegam primeiro à Índia e depois serão liberados ao resto do mundo. Facebook vai liberar publicação de mensagens de áudio na rede social. Divulgação/Facebook Sabe aquelas mensagens de voz que não param de chegar pelo WhatsApp? Em breve, elas chegarão também ao Facebook. Além disso, a rede social vai liberar ainda outras novidades como permitir que os usuários guardem fotos e vídeos na nuvem, em vez de mantê-los no celular. As novas funções chegam primeiro à Índia, mas, em breve, chegarão ao restante do mundo. O Facebook, no entanto, não detalhou quando começará a liberá-las. Além de levar à rede social funções populares de outros serviçoc conectados, os novos recursos tentam, de quebra, popularizar a câmera nativa do aplicativo do Facebook. Implantado em março do ano passado, o recurso possui muitos dos truques de Instagram e Snapchat, mas não é o primeiro em que alguém pensa quando quer publicar fotos ou vídeos em redes sociais. Post de áudio O Facebook vai permitir que os usuários publiquem clipes de voz dentro dos Stories, aquela modalidade de publicação que reúne posts em vídeo ou em foto que ficam no ar apenas 24 horas. A gravação do áudio será feita por meio da câmera integrada no aplicativo do Facebook. Os usuários poderão escolher se enviam as mensagens de áudio a uma pessoa específica ou se as compartilham com todos seus amigos. O que motivou a decisão da rede social é a grande popularidade de mensagens de áudio em aplicativos de bate-papo. Mas também o novo formato é considerado uma alternativa para pessoas que não dispõem de teclados em sua língua nativa. Fotos e vídeos na nuvem Para contornar a capacidade de armazenamento limitada de alguns smartphones, o Facebook vai permitir que usuários guardem fotos e vídeos em seus servidores. Assim, poderão deletá-las de seus aparelhos. Quando quiserem recuperá-las, bastará acessar a conta do Facebook. A rede social não trata a novidade como um serviço de armazenamento na nuvem, mas, na prática, é assim que ela vai funcionar. E, diferentemente de outros serviços similares, como o Google Fotos, o estoque de imagens do Facebook só vai valer para fotos e vídeos captados por meio da câmera do aplicativo da rede social. Facebook terá serviço de armazenamento para salvar fotos e vídeos. Divulgação/Facebook Stories mais duradoras A outra novidade que chegará ao Facebook é o arquivo de Stories, um recurso que já existe no Instagram. A ideia da rede social com isso é liberar que os usuários revejam esse tipo de conteúdo efêmero. Facebook terá arquivo de Stories. Divulgação/Facebook


Conheça os 5 melhores apps para aprender matemática
Quarta feira, 16 Maio 2018 16:02:19 -0000

Dominar a matemática é um pré-requisito necessário para estudantes de todos os níveis. O problema é que a tarefa nem sempre é fácil. A boa noticia é que o celular, item praticamente inseparável, pode ser uma ferramenta muito útil para os estudos. Celulares, tablets e computadores até possuem calculadoras, mas esse recurso serve só como ferramenta de produtividade. Há, porém, aplicativos disponíveis para smartphone que tornam a tarefa de aprender a disciplina mais temida e amada pelos estudantes em algo divertido. Confira a dica hoje, sobre os 5 melhores aplicativos para aprender matemática: Mathway Mathway Reprodução Um dos aplicativos para o estudo de matemática mais completo da internet, o Mathway possui conteúdo didático. Organizado por tópicos, o app permite que o aluno estude, pratique e até as resoluções de problemas. O Mathway até resolve alguns exercícios: o estudante fotografa um problema, e o app mostra como chegar ao resultado. Disponível para Android e iOS. Mycript Calculator Por meio do app, é possível escrever os cálculos na tela do celular como se estivesse usando papel e caneta -- a resolução da conta é exibida instantaneamente. Ele suporta a construção de equações básicas, ideal para estudantes do Ensino Fundamental. Disponível para Android e iOS. Photomath Photomath Divulgação Um dos melhores aplicativos para operações matemáticas, o Phtotomath faz a lição de casa por vocês. Com ele, é possível capturar com a câmera do celular um cálculo complexo escrito no papel. A partir daí, ele fornece a resolução detalhada do problema, sejam operações básicas, integrais ou derivadas. Dependendo do cálculo, o app pode até apresentar gráficos correspondentes à equação. Disponível para Android e iOS. Graphing Calculator Algeo É um app que permite obter a resolução operações matemáticas complexas e análise gráfica das equações. Também pode ser usado como calculadora científica para qualquer disciplina das ciências exatas. Disponível somente para Android. Rei da Matemática Rei da Matemática Reprodução O game interativo é indicado para crianças aprenderem matemática por meio da resolução de pequenos desafios. O app possui uma rede social em que os participantes podem interagir com os outros usuários. No perfil pessoal fica registrada a pontuação obtida durante a resolução dos desafios. Disponível para Android e iOS.


Google adia mudança no Chrome que impedia sites com games e apps de executarem sons
Quarta feira, 16 Maio 2018 14:47:39 -0000

Atualização do navegador restringia implantação de tocadores automáticos de vídeo, mas acabou prejudicando outras aplicações. Chrome, navegador do Google. Divulgação/Google O Google adiou parte de uma atualização do Chrome lançada para impedir que sites usassem reprodutores automáticos de vídeo de forma indiscriminada, mas acabou prejudicando o funcionamento de páginas na internet antigas que possuíam aplicativos ou games. “Nós estamos fazendo isso para dar aos desenvolvedores que usam o pacote de criação de áudio para web mais tempo para que atualizem seus códigos”, afirmou John Pallett, um dos gerentes de produto para o Chrome, em nota divulgada a desenvolvedores nesta terça-feira (15). A mudança no navegador, chamada de Chrome 66, foi liberada em abril. O intuito era restringir as formas com que desenvolvedores incluíam em seus sites tocadores automáticos de vídeo -- aqueles que funcionam sem qualquer ação dos internautas. Ainda que visasse reduzir um dos elementos mais irritantes da internet, a iniciativa acabou quebrando uma série de aplicativos, peças interativas e jogos incluídos em páginas da internet. Apesar de esses elementos não executarem vídeos ou áudios de forma imediata, tiveram sua capacidade de reproduzir áudio comprometida. O problema foi amplificado porque o navegador é o mais usado no mundo. Em abril, 57,4% dos usuários que acessaram a internet por computador e celular o fizeram por meio do Chrome. Segundo Pallett, a parte da atualização do Chrome que impedia a execução automática de vídeos só entrará em ação em outubro. Mesmo depois do adiamento, alguns desenvolvedores continuaram insatisfeitos. “Apenas postergando o funcionamento dessa política não resolve qualquer uma das maiores preocupações que foram levantadas. Em outubro, qualquer software existente que use formatos de sons não mais suportados serão quebrados”, afirmou o desenvolvedor Benji Kay. “Além disso, essas mudanças não possuem o espírito da internet livre e aberta, já que o Google controla a fórmula que decide quais sites serão afetados e quais não serão.”


Uber e Lyft retiram cláusula de arbitragem obrigatória em denúncias de assédio sexual
Quarta feira, 16 Maio 2018 12:13:31 -0000

Vítimas poderão levar casos à Justiça e até entrar com ações civis públicas contra as empresas. Carros com os adesivos de Uber e Lyft na Califórnia REUTERS/Lucy Nicholson Uber e Lyft, empresas de transporte alternativo por aplicativo, retiraram a obrigatoriedade de arbitragem para resolver denúncias de assédio ou agressão sexuais, o que dá às vítimas várias opções para prosseguir com suas queixas, incluindo ações civis públicas. A iniciativa da Uber vem depois de vários grandes escândalos e é um passo, de acordo com vários especialistas legais, na direção certa, mas não trata de ações judiciais coletivas. O presidente-executivo do Uber, Dara Khosrowshahi, divulgou uma série de medidas de segurança para restaurar a marca e a imagem do Uber desde que assumiu o cargo em agosto de 2017. Anteriormente, as vítimas eram obrigadas a firmar acordos de confidencialidade como parte da arbitragem para encerrar as demandas, o que impedia que elas falassem publicamente sobre os fatos relacionados a qualquer agressão sexual ou assédio. Agora, as vítimas podem resolver as queixas por meio de: mediação, em que podem optar por confidencialidade; arbitragem, na qual podem escolher manter sua privacidade enquanto perseguem seu caso; ou de processos judiciais no tribunal. "Nós nos comprometemos a publicar um relatório de transparência de segurança que incluirá dados sobre agressões sexuais e outros incidentes que ocorram na plataforma Uber", escreveu Tony West, diretor jurídico do Uber, em post. A Lyft também removeu a exigência de confidencialidade das vítimas de violência sexual e acabou com a arbitragem obrigatória para os indivíduos. "Esta política se estende aos passageiros, motoristas e funcionários da Lyft", afirmou. Jeanne Christensen, advogada da Wigdor LLP que tem lidado com casos de assédio sexual contra o Uber, concordou com a medida. "É um passo em direção a uma mudança, mas apenas trazer a questão à tona não resolve o problema", disse Christensen. Uber não forneceu detalhes sobre o número de casos de assédio sexual que estão pendentes ou foram resolvidos, mas quando contactado pela Reuters, disse que não irá rever casos anteriores que tenham sido resolvidos através do acordo de confidencialidade.


Twitter muda estratégia para combater usuários violentos
Quarta feira, 16 Maio 2018 12:02:03 -0000

Rede social vai identificar contas agressivas com base em seu comportamento. Aplicativo do Twitter em um smartphone. Thomas White/Reuters O Twitter apresentou nesta terça-feira (15) uma revisão de sua estratégia para combater usuários violentos. O microblog vai usar sinais comportamentais para identificar assediadores na rede social para limitar a visibilidade de seus comentários. O Twitter vem tentando se livrar de conteúdo nocivo por temer que ataques pessoais estejam afastando os usuários de seu serviço. O Twitter já tem regras que proíbem o abuso e punem com suspensão ou bloqueio os usuários que forem denunciados. Também há mecanismos para silenciar usuários considedos ofensivos. O que muda O presidente-executivo do Twitter, Jack Dorsey, informou que a empresa agora tentará encontrar contas problemáticas examinando seu comportamento. Alguns dos aspectos analisados serão a frequência com que as pessoas tuítam sobre contas que não as seguem ou se confirmaram o endereço de e-mail vinculados a elas. Os tuítes dessas contas aparecerão mais abaixo em determinadas áreas do serviço, como resultados de pesquisa ou respostas a tuítes, mesmo que as próprias mensagens não tenham violado nenhuma regra. Os tuítes, no entanto, não serão removidos só com base em sinais comportamentais, disse Dorsey. O executivo disse que os 336 milhões de usuários ativos mensais do Twitter devem esperar uma série de outras mudanças nos próximos meses, enquanto a empresa explora maneiras de encorajar os tuítes menos agressivos.


De olho na eleição, 'caçador de robôs' descobre se perfis de rede social é 'bot' disfarçado de humano
Quarta feira, 16 Maio 2018 08:00:25 -0000

Criado por grupos de ativistas, Pegabot analisa comportamento do usuário para identificar robôs. Símbolo do Pegabot, 'caçador de robôs' que analisa se perfis de rede social são alimentados por 'bots'. Divulgação/Pegabot Como na internet, quem vê cara pode não encontrar um coração, um grupo de ativistas criou uma ferramenta para identificar perfis de redes sociais alimentados por robôs na web, os chamados “bots”, programas de computador que se comportam como gente de carne e osso mas são criados para interferir em debates online com propósitos políticos ou comerciais. “O principal objetivo da plataforma é informar as pessoas sobre com quem elas estão discutindo nas redes sociais”, diz o argentino Ariel Kogan, diretor do Instituto Tecnologia & Equidade, que criou o recurso ao lado do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS). O que é um robô na web e como ele pode influenciar o debate nas redes? Especialistas explicam “A gente entende que, em um regime democrático, as pessoas devem conversar e discutir entre elas, não com robôs. E é fundamental que elas saibam com quem estão falando.” Lançado no começo de abril, o caçador de robôs se chama Pegabot e surge em um momento em que as redes sociais estão no centro das atenções por terem ganhado relevância como disseminador de informações, ao mesmo tempo que não conseguem controlar a onda de notícias falsas. “O impacto das notícias falsas está muito relacionada com o uso dos robôs”, diz Kogan. “Ela pode passar sem influência ou ter um impacto grande. Isso vai depender do tamanho do alcance que ela terá na rede social e isso depende dos perfis que vão compartilhar.” Para flagrar robôs em ação, o Pegabot faz uma análise do comportamento da conta. Os critérios avaliados são: intervalo entre postagens: um período pequeno entre publicações diferentes -- dois segundos, por exemplo -- podem indicar de que se trata da ação de um robô; frequência das postagens: posts que vão ao ar no mesmo horário são outro indício de que pode haver um robô por traz do perfil; “pessoalidade” dos textos: conteúdo repetido ou tirado literalmente de outras publicações ou com poucas formatações pistas de que o trabalho foi feito por uma máquina; linguagem natural: vocabulário recorrente e fora de contexto, assim como a incidência de certas palavras, são características de contas automatizadas. Ariel Kogan, diretor do Instituto Tecnologia & Equidade. Arquivo Pessoal O Pegabot não é taxativo ao dizer se há um bot ou um ser humano por traz de um perfil. Ele oferece uma nota, que varia de 0 a 100. “A partir de 80%, 85% para um lado ou para outro tem uma grande probabilidade de ser humano ou robô”, diz Kogan. Ele ressalta, no entanto, que o algoritmo que sustenta o funcionamento do Pegabot ainda está sendo refinado. Por isso, pode haver desencontros. “A gente está calibrando o algoritmo, para estar o mais pronto possível para o período eleitoral.” Idealizado há oito meses, o Pegabot é fruto do trabalho de uma equipe de até 15 desenvolvedores dos dois institutos e do AppCivico, empresa que cria ferramentas para conectar cidadãos e promover ações de cidadania. Por ora, o Pegabot atua só no Twitter. Para descobrir se um perfil é automatizado ou não, basta copiar o endereço da conta e inseri-la no site da "caçador de bot" (veja aqui). Exército de contas falsas O microblog reconhece que a disseminação de contas falsas é um problema, mas calcula que perfis automatizados e destinados a espalhar conteúdo repetitivo não soma 5% de sua base de usuários. Kogan diz que já conversa com Facebook para levar o Pegabot à rede social e também ao aplicativo de mensagens WhatsApp. O site de Mark Zuckerberg estima que, entre os 2,1 bilhões de usuários, a população de contas falsas seja de 3% a 4%. Ainda que não cheguem a um décimo do volume de usuários, as contas falsas, automatizadas ou destinadas a disseminar spam formam um exército numeroso de perfis, que somam 16,5 milhões no Twitter e chegam a até 84 milhões no Facebook.


WhatsApp vai impedir que usuário seja incluído em grupos de que saiu várias vezes
Terca feira, 15 Maio 2018 18:33:22 -0000

Aplicativo de bate-papo promoveu mudanças no funcionamento dos grupos. Ícone do WhatsApp. Dado Ruvic/Reuters O WhatsApp vai impedir que um usuário seja incluído em um grupo que abandonou diversas vezes. A novidade passa a valer a partir desta terça-feira (15), segundo informou o aplicativo de mensagem, que liberou outras mudanças no funcionamento dos grupos. Se alguém tentar incluir uma pessoa diversas vezes em um grupo do qual ela não quer fazer parte, o WhatsApp vai barrar essa ação. O aplicativo não informou, no entanto, quantas vezes o indivíduo deve deixar o grupo até ficar claro que ele não tem interesse em ser um de seus integrantes. A partir de agora, os administradores de grupos ganham maior poder de conceder diferentes níveis de gerenciamento aos diversos membros. Ele pode escolher quem pode alterar assunto, ícone ou descrição do grupo. Os administradores poderão criar ainda uma descrição do grupo, estabelecer regras de convívio, assuntos importantes a serem discutidos, entre outros detalhes importantes. Esses avisos serão a primeira informação a serem exibidas aos novos integrantes de um grupo. As mudanças passam a funcionar no aplicativo de bate-papo para Android e para iPhone.


Facebook remove 583 milhões de contas falsas no 1º trimestre de 2018
Terca feira, 15 Maio 2018 14:34:14 -0000

Rede social retirou do ar 21 milhões de conteúdos que exibiam nudez ou pornografia. Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, durante o F8, conferência de desenvolvedores da rede social. Stephen Lam/Reuters O Facebook removeu 21 milhões de conteúdos que exibiam nudez ou pornografia, além de deletar 583 milhões de contas falsas, no 1º trimestre de 2018. As informações constam no Relatório de Transparência dos Padrões de Comunidade, divulgado nesta terça-feira (15). O documento reúne o trabalho da rede social para rever publicações de conteúdo que infringem regras em, pelo menos, seis aspectos: violência gráfica; nudez e atividade sexual de adultos; propaganda terrorista; discurso de ódio; spam e; contas falsas. Remoções Segundo o Facebook, entre janeiro e março, foram removidos 837 milhões de spams. Esse conteúdo foi retirado antes mesmo de qualquer pessoa denunciá-lo. As ferramentas de inteligência artificial do Facebook foram responsáveis ainda por identificar 96% de todas as 21 milhões de publicações que envolviam pornografia. Segundo a rede social, a cada 10 mil posts vistos pelos usuários, entre sete e nove eram alguma publicação que violava os termos da empresa em relação a nudez. A rede social afirma que, apesar de ter retirado do ar 583 milhões de perfis e páginas falsos, entre 3% e 4% das contas ativas são falsas. No primeiro trimestre de 2018, o Facebook ainda suspendeu 3,5 milhões de publicações com conteúdo violento e outros 2,5 milhões com discurso de ódio.


Gêmeos Winklevoss recebem autorização para operar moedas virtuais em Nova York
Terca feira, 15 Maio 2018 12:15:58 -0000

Famosos por briga judicial com Zuckerberg pela criação do Facebook, irmãos viraram entusiastas das moedas criptográficas, como o bitcoin. Irmãos Cameron e Tyler Winklevoss deixam o Tribunal de Apelações, após uma audiência sobre a resolução de litígios com o Facebook, em São Francisco. Stephen Lam/Reuters A Gemini, empresa dos irmãos gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss, recebeu nesta segunda-feira (14) aval do governo estadual de Nova York e se tornou a primeira casa de câmbio de moedas virtuais, como bitcoin, a receber autorização formal do estado norte-americano para promover transações do Zcash. O Departamento de Serviços Financeiros de NY (DSF) liberou a companhia para fornecer serviços de intermediação de compra e venda de moedas criptográficas, como Bitcoin Cash, Zcash e Litecoin. Os gêmeos fazem parte da controversa história de criação da rede social Facebook. Em 2008, acusaram Mark Zuckerberg de roubar sua ideia. O conflito é o centro da trama de "A Rede Social", filme de Aaron Sorkin, dirigido por David Fincher. “Nós estamos orgulhosos de sermos a primeira casa de câmbio no mundo a oferecer a troca e a custódia de serviços de Zcash”, afirmou Tyler Winklevoss, presidente-executivo da Gemini, em nota. Assim como o bitcoin, o Zcash é uma moeda criptográfica, cujas transações são registradas de forma pública e não passam pelo Banco Central de país algum. Mas, diferentemente da moeda virtual mais famosa do mundo, o Zcash tem uma modalidade que permite operações não registradas publicamente. “Essa ação sinaliza o comprometimento de longa data de Nova York com a inovação e liderança no mercado global”, afirmou Maria Vullo, superintendente do DFS. Infográfico: Como funciona o bitcoin Igor Estrella/G1


Golpistas distribuem extensões falsas do Chrome no Facebook
Terca feira, 15 Maio 2018 07:00:01

A empresa de segurança Radware revelou que golpistas publicaram links no Facebook para disseminar extensões maliciosas para o navegador Google Chrome, do Google. Os links publicados no Facebook pelos usuários infectados levam uma página falsa que copia a aparência do YouTube, mas exige -- falsamente -- a instalação de uma extensão para reproduzir o vídeo.Segundo a Radware, foram infectadas 100 mil pessoas em 100 países diferentes. Os três países mais infectados eram as Filipinas, Venezuela e Equador. Juntos, os três eram responsáveis por 75% das contaminações.Pedido de instalação de extensão do Chrome sobre site com aparência copiada do YouTube (Foto: Radware)O Chrome só permite a instalação de extensões cadastradas na Web Store, que é mantida pelo próprio Google. Para conseguir listar as extensões maliciosas na loja, os golpistas copiaram extensões legítimas e injetaram um código extra, dando a aparência de uma extensão verdadeira. O nome do golpe, que a Radware batizou de "Nigelthorn", é baseado na Nigelify, uma extensão legítima para o Chrome que foi copiada pelos criminosos.Uma vez instalada, a extensão é capaz de realizar várias atividades, incluindo:- Roubar senhas de acesso ao Facebook/Instagram;- Publicar e enviar mensagens no Facebook/Instagram (o que é usado para atrair novas vítimas);- Mineração de criptomoeda, o que gera lucro para os invasores;- "Assistir" a vídeos no YouTube (de forma invisível) ou inscrever a vítima em canais sem autorização;- Redirecionar o navegador para abrir páginas específicas.As extensões maliciosas já foram removidas da Chrome Web Store, mas internautas devem ter cuidado ao instalar qualquer extensão do Chrome, especialmente quando o pedido da instalação vier de sites fora da Web Store.SAIBA MAISComo as extensões se tornaram o ponto fraco do ChromeMilhões de internautas baixam falso bloqueador de anúnciosDúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com


Certificado digital do Banco Inter é revogado após chave vazar na web
Segunda feira, 14 Maio 2018 17:33:33

Um certificado digital do Banco Inter, acompanhado da respectiva chave privada, foi publicado em um site na web e posteriormente revogado, segundo apuração do blog Segurança Digital. O banco Inter é o mesmo que está sendo investigado pelo Ministério Público do Distrito Federal após uma reportagem do site de tecnologia "TecMundo" afirmar que dados de vários correntistas da instituição foram obtidos em um possível ataque cibernético realizado por um invasor que teria tentado extorquir o banco cobrando um "resgate".O certificado digital por si não é capaz de provar que o ataque e o vazamento de dados ocorreram, mas esse certificado é parte da tecnologia responsável por proteger a comunicação dos correntistas do banco com o site da instituição (bancointer.com.br). Mesmo que um ataque não tenha ocorrido, ou que o ninguém tenha usado a chave para atacar clientes do banco, o caso levanta questões sobre as práticas de segurança da instituição financeira, pois, como é um dado sigiloso, essa chave não deveria ter sido exposta.SAIBA MAISBanco Inter: MP do DF apura suposto vazamento de dados de 300 mil clientesEm comunicado ao blog Segurança Digital, o Banco Inter reiterou que "não houve comprometimento da sua estrutura de segurança" e não comentou o vazamento e a revogação das chaves. Além do certificado vazado encontrado pelo blog, pelo menos outros dois certificados digitais do banco (um de 13 de abril de 2018 e outro de 26 de março de 2018) foram revogados. Dados no site da Comodo: certificado do Banco Inter de 18 de agosto foi revogado com motivo de 'chave comprometida' (keyCompromise). (Foto: Reprodução)Revogação ocorreu por 'chave comprometida'A norma de certificação digital na web estabelece 11 possíveis razões (numeradas de 0 a 10) para a revogação de um certificado. Entre as possíveis razões estão a de "motivo não especificado" (nº 0) e "certificado substituído" (nº 4). A justificativa de "chave comprometida" (nº 1), que consta para a revogação dos certificados do Banco Inter, é a mais específica sobre uma chave vazada, excluindo a possibilidade de outros problemas técnicos ou falhas nas empresas que concedem os certificados. Os certificados revogados são de duas empresas diferentes: GoDaddy e DigiCert.A autenticidade de um dos certificados, ao qual o blog Segurança Digital teve acesso, foi verificada através de uma propriedade matemática que pode ser conferida com registros públicos, sem a necessidade de testes on-line. Segundo o CRT.SH, um site da empresa de segurança Comodo que registra a utilização de certificados digitais com dados públicos, o certificado publicado na web estava em uso em 14 de outubro de 2017. Ele foi emitido em 18 de agosto de 2017 e seria válido até o mesmo dia de 2019, mas foi revogado no fim da sexta-feira (11).Veja aqui o certificado do Banco Inter no site da Comodo.Revogação de certificadoO site principal do Banco Inter usa um certificado diferente dos que foram revogados, emitido em 29 de abril pela DigiCert. Porém, se os certificados antigos estivessem válidos, golpistas poderiam criar sites clonados do Banco Inter caso pudessem redirecionar o acesso ao banco. Um cenário, por exemplo, seria o de redes Wi-Fi abertas. Essas redes são vulneráveis a ataques de redirecionamento, mas, caso criminosos tentem redirecionar um site de um banco em uma rede Wi-Fi aberta, o correntista receberá um alerta de segurança informando que o certificado do site não pôde ser verificado. Porém, como o certificado do Banco Inter vazou, é possível criar uma página clonada perfeita, usando o certificado legítimo do próprio banco.É por isso que certificados digitais que vazam precisam ser revogados, independentemente de ainda estarem ou não em uso.Não está claro se foi o banco que solicitou a revogação do certificado ou se alguém em posse dos certificados denunciou o vazamento às autoridades certificadoras.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com


Windows: formatar o PC é a maneira mais eficiente de eliminar vírus?
Domingo, 13 Maio 2018 13:00:01

(Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta)   >>> Formatar o PC é a maneira mais eficiente eliminar vírus?  Olá, Ronaldo! Eu tenho percebido que o meu PC está mais lento, e por esse motivo estou desconfiado que ele está com vírus. A minha dúvida é sobre se devo formatar o PC, essa é a maneira mais eficiente de resolver o problema? Nelson   Olá, Nelson! A reinstalação do Windows, deve ser o último recurso a ser recorrido para a resolução de problemas do PC. A "formatação" resolve praticamente todos os problemas, pois através dela o sistema será reinstalado como se o PC tivesse saído da fábrica. Porém, esse procedimento não permitirá que seja feito um diagnóstico sobre o problema, e por esse motivo não será possível criar uma rotina de prevenção. Alguns técnicos de informática preferem adotar essa estratégia, porque ela é menos dispendiosa, mas não significa que seja a melhor maneira de eliminar vírus.   >>> Cabo USB genérico pode estragar o celular? Usar cabo USB genérico pode comprometer o carregamento da bateria do celular ou estragar o celular? Mônica   Olá, Mônica! Usar cabo USB de procedência duvidosa pode representar um risco de acidente, quando for de baixa qualidade. Isso não significa que ele irá danificar o celular só por ter sido usado, o problema é que o carregamento total da bateria poderá demorar mais do que o necessário. A durabilidade de cabos genéricos tende a ser inferior, devido a qualidade do material utilizado. É possível identificar cabos e carregadores defeituosos, através de um aplicativo. A coluna Tira-dúvidas de tecnologia já mostrou em detalhes como usá-lo, confira a dica completa nesse link (aqui).   >>> Como desbloquear o IMEI de celular que foi recuperado? Olá, Ronaldo! Eu perdi o meu celular e fui na delegacia fazer o boletim de ocorrência, mas consegui acha-lo depois. Então voltei lá e pediram a liberação do aparelho, porém já faz um mês isso e até agora o aparelho permanece bloqueado. Como devo proceder? Nicole Figueiredo   Olá, Nicole! Em teoria o procedimento deveria ser simples e ágil. Bastaria você ir numa loja da sua operadora de telefonia, fazer a solicitação do desbloqueio e fornecer os seguintes dados:  - Informar o número da linha; - RG e CPF do proprietário do titular da linha; - Nota Fiscal da compra do aparelho;   Se você não obtiver sucesso, canal de comunicação mais eficiente para que o problema resolvido é registrando queixa na ANATEL nesse link (aqui). Após a reclamação a Agência irá intermediar o processo com a sua operadora de telefonia.     Imagem: Reprodução/G1


Pesquisador acha 5 mil roteadores de internet sem senha no Brasil
Sexta feira, 11 Maio 2018 17:00:01

Segundo um pesquisador de segurança, cinco mil roteadores da marca Datacom possivelmente em uso por clientes da operadora Oi estão vulneráveis a acesso remoto por meio do protocolo "Telnet", pois esses equipamentos, de fábrica, aparentemente não possuem uma senha configurada nesse tipo de acesso. Os equipamentos são fornecidos a clientes para permitir o acesso à internet.Com acesso à configuração do roteador, um hacker poderia fazer alterações para redirecionar os clientes a páginas falsas, entre outros ataques. De acordo com o pesquisador Ankit Anubhav, que enviou os dados da sua pesquisa ao site de segurança "Bleeping Computer", os equipamentos vulneráveis eram três modelos da Datacom: DM991CR, DM706CR e DM991CS. Para resolver o problema, é preciso filtrar ou modificar a configuração do telnet nesses roteadores.Procurada, a Oi informou que está analisando o fato para tomar as medidas cabíveis.O manual do DM991CR, consultado pelo blog Segurança Digital, confirma que o aparelho possui acesso telnet e que ele não tem senha por padrão. Não está claro se o telnet vem habilitado de fábrica, mas uma linha no manual afirma que o acesso telnet é possível "se não for a primeira vez que o equipamento estiver sendo ligado e o endereço IP de uma das interfaces Ethernet já estiver configurado corretamente" -- ou seja, não parece ser necessário habilitar o telnet antes de utilizá-lo. A Datacom, fabricante dos equipamentos, afirmou, por telefone, que "possui contratos de confidencialidade e não pode se posicionar sobre as redes de clientes". Quando foi explicado que a dúvida não era sobre as redes de clientes e sim sobre a configuração de fábrica do produto, a representante da companhia reafirmou que "esse é o posicionamento da empresa".TelnetO Telnet é um antigo procolo de comunicação, amplamente utilizado em terminais e conhecido para seu uso em administração remota de equipamentos de rede e até computadores.Seu uso na maioria das aplicações é considerado obsoleto, pois é preferível que seja utilizado o muito mais seguro Secure Shell (SSH). Diferentemente do Telnet, o SSH prevê a criptografia do tráfego, o que aumenta a confiabilidade e a confidencialidade da conexão.Os equipamentos da Datacom também são compatíveis com SSH, mas muitos equipamentos da "internet das coisas" possuem apenas Telnet.SAIBA MAISNovo ataque à 'internet das coisas' registra atividade no BrasilPor que a 'internet das coisas' hoje é tão insegura?Imagem: Cabo de rede (Foto: Anders Engelbol/Freeimages.com).Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com


'Mensagens bomba' travam WhatsApp e iMessage
Sexta feira, 11 Maio 2018 13:57:53

Usuários estão relatando na web sobre um novo tipo de "mensagem bomba" capaz de travar o WhatsApp no Android e também o iMessage, no iPhone. A mensagem parece consistir de apenas quatro palavras, um emoji e pontuação, mas o texto esconde diversos caracteres especiais que tornam a mensagem aproximadamente 2,4 mil vezes maior do que ela deveria ser.Segundo o blog Naked Security, da fabricante de antivírus Sophos, a mensagem contém caracteres especiais de mudança de direção. Esses são marcadores invisíveis e especiais no texto que podem mudar a direção das letras, o que é necessário em alguns idiomas que são escritos da direita para a esquerda. A "mensagem bomba" que trava o WhatsApp possui centenas desses marcadores, cada um deles mudando a direção sem incluir texto nenhum entre eles. Dessa forma, a mensagem parece ser um texto qualquer.Mensagem deveria ter menos de 50 bytes, mas supera os 118 KB (120 mil bytes) e possui mais de 40 mil caracteres invisíveis. Outra versão da mensagem possui um círculo preto que, se for tocado, trava o aplicativo. (Foto: Reprodução)Não se sabe se mais algum aplicativo além do WhatsApp e do iMessage estaria vulnerável. O blog Segurança Digital procurou o WhatsApp e a companhia ainda não preparou um pronunciamento sobre o caso.Mensagens, textos e letras "bomba" são aquelas que se aproveitam de algum problema no processamento de textos em aplicativos para causar efeitos indesejados. Na maioria dos casos, o resultado é o travamento do dispositivo. No entanto, os resultados podem ser mais sérios. A "letra bomba" que ficou conhecida em fevereiro por travar o iPhone era capaz de deixar até computadores com macOS incapazes de abrir o painel de Wi-Fi caso alguma rede tivesse letra em seu nome.SAIBA MAISLetra bomba pode travar iPhone e Macs da AppleEsse tipo de problema ocorre principalmente por causa dos vários detalhes envolvidos na exibição de texto universal ("Unicode"), que é compatível com a maioria dos sistemas de escrita em uso no mundo. Ele substituiu os sistemas específicos que eram usados para cada idioma, o que permite que um conjunto de texto tenha caracteres de vários idiomas sem a necessidade de usar sistemas diferentes para processar cada trecho.Até os aplicativos serem atualizados, a recomendação é evitar interagir com essa mensagem, caso ela seja exibida. Segundo relatos de usuários no site "Reddit", a mensagem já está sendo bloqueada em alguns casos.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com


Falha de segurança grave é corrigida no compactador 7-Zip
Sexta feira, 11 Maio 2018 09:00:02

O compactador de arquivos gratuito 7-Zip recebeu uma atualização para corrigir uma vulnerabilidade na leitura de arquivos ".rar".Tirando proveito dessa falha, um hacker poderia criar um arquivo ".rar" especial que, ao ser aberto no 7-Zip, imediatamente executa um vírus e compromete o sistema, sem a necessidade de abrir um arquivo normalmente perigoso, como ".exe" (programa executável).Para verificar se você possui o 7-Zip em seu computador, abra o menu iniciar e digite "7-Zip". Caso apareça o "7-Zip File Manager", o programa está instalado e precisa ser atualizado.O programa pode ser baixado em 7-Zip.org. A versão ideal é a "x64"; se ela não funcionar, pode ser usada a de 32 bits. A versão com a falha corrigida é datada de 2018-04-30. Qualquer versão anterior provavelmente é vulnerável.Por ser inteiramente gratuito e de código aberto, o 7-Zip é uma das principais alternativas ao software WinRAR, o programa que deu origem a arquivos compactados de formato ".rar". Ele também abre e cria arquivos no formato ".7z", com compactação potencialmente maior. Um site de downloads brasileiro que distribui o aplicativo de maneira não oficial registra mais de 9 milhões de downloads. Desde fevereiro, o site Sourceforge, a fonte oficial do 7-Zip, registra 720 mil downloads. O programa foi criado em 1999.O 7-Zip não dispõe de um recurso de atualização automática. Ele nem mesmo verifica a existência de uma atualização para notificar o usuário. Isso significa que muitas versões antigas do 7-Zip podem estar e, se a versão nova não for baixada manualmente, o aplicativo ficará desatualizado e vulnerável.Abrindo o 7-Zip File Manager, a versão instalada pode ser consultada no menu Ajuda > Sobre o 7-Zip.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com


Vírus no iPhone e definição de 'log': pacotão de segurança
Quinta feira, 10 Maio 2018 21:30:01

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.>>> Vírus no iPhone 8?Recentemente meu iPhone 8 subitamente alterou a foto da tela de início. Algumas semanas depois começou a surgir a lupa sem acionamento específico. Como não sabia usar este recurso, presumi que o tivesse acionado por engano. Entretanto, na última semana a lupa travou e em seguida a tela do iPhone tornou-se preta e branca. Tentei reverter seguindo os passos indicados pela Apple sem sucesso. Entrei em contato por telefone e fui orientada a redefinir a tela. Ok, é inconveniente, mas resolveu. A questão que fiquei preocupada foi quando alguém questionou se não teria sido um vírus. Você tem conhecimento de casos similares?Daniela LessaO iPhone restringe a instalação de aplicativos ao que está disponível na App Store, a loja oficial da Apple. Embora não seja impossível, é bem difícil instalar programas de espionagem no telefone. Especialmente no iPhone, há uma grande chance de o responsável pela instalação do "vírus" ser alguém próximo de você. Também fica mais fácil fazer isso se o telefone não tem uma tela de bloqueio configurada. Você usa uma senha de desbloqueio no celular ou outro recurso?O TouchID funciona, mas, se a ameaça é uma pessoa próxima de você, não é difícil que ela se aproveite de alguns momentos para destravar seu celular com seu dedo. Portanto, uma senha é preferível. Ninguém, em nenhuma hipótese, deve dispensar a configuração de uma senha de bloqueio no celular.De todo modo, o caso mais provável é algum problema no dispositivo, talvez no touch, que, por alguma "sorte", fez a lupa ser acionada e trocou o seu fundo de tela. Um vírus teria que ser muito "incompetente" para causar esses comportamentos, já que a maioria dos vírus não quer chamar sua atenção.>>> O que é um "log"?Ao enviar uma dúvida pro WhatsApp foi gerado um log, gostaria de saber o que são logs. É algo que investigue a privacidade de mensagens do usuário?E o que é a licença mundial gerada pelo whatsapp em royalties?(Anônimo)Um "log" é um arquivo que contém um apanhado de informações ou registro de uso. Logs podem ser usados para diagnosticar problemas ou para realizar uma auditoria.O log pode conter  algumas informações pessoais ou não, depende do aplicativo que gera esse log e das informações nele contidas. De maneira geral, um log deve conter apenas as informações necessárias para resolver o problema técnico que você precisa resolver; qualquer implicação de privacidade é um "mal necessário" nesse processo. Embora você não deva enviar logs para desconhecidos, a solicitação desses arquivos é completamente normal em cenários de suporte técnico.Às vezes, os logs podem conter certas informações por erro. Foi o que ocorreu recentemente com o Twitter, que descobriu que um log estava salvando as senhas dos usuários em seus servidores, apesar de essa informação não ser necessária ou mesmo desejada.Logs são gerados de forma rotineira pelo sistema operacional e pelos aplicativos. Também é possível em muitos casos gera um log sob demanda para obter informações gerais sobre o uso de um aplicativo.Quanto à receita do WhatsApp, o aplicativo não tem nos "royalties" uma receita significativa. O WhatsApp hoje dá prejuízo, e o Facebook -- atual dono do aplicativo -- ainda estuda mecanismos para conseguir gerar faturamento com o app.>>> Reembolso do frete no Mercado LivreFiz uma compra de uma televisão no último sábado pelo mercado livre . Como opção do transporte o vendedor me enviou um boleto no valor de $100. Na segunda o boleto foi confirmado pelo banco e o comprador confirmou o envio. Na terça feira ele cancelou a compra e não me devolver o dinheiro referente ao frete, devolveu apenas o valor referente ao produto. Preciso de ajuda. Como devo proceder neste caso? O mercado livre não quer me ajudar intermediando a devolução do vendedor. Bárbara BiancaEm compras normais no Mercado Livre, o frete é cobrado junto com o produto e o valor é devolvido integralmente no caso de problemas. A cobrança de R$ 100 enviada pelo vendedor é adicional e o Mercado Livre realmente não estaria envolvido nesse processo.Você pode entrar na Justiça para solicitar o valor, ou registrar um boletim de ocorrência em uma delegacia. No entendimento desta coluna -- que pode ser diferente do entendimento de um juiz --, o Mercado Livre não tem responsabilidade em casos como este, porque o pagamento não foi realizado através do mecanismo próprio do Mercado Livre e a política do site, em que a cobrança pelo frete ocorre junto com a cobrança do produto, foi desrespeitada.Quem deve devolver o dinheiro (e ser denunciado pela fraude que cometeu) é o vendedor.O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!


Robôs que ligam para restaurante e salão de beleza são aposta do Google Assistente; veja vídeo
Quinta feira, 10 Maio 2018 10:34:05 -0000

Tecnologia usa inteligência artificial e consegue segurar diálogo com outras pessoas e agendar serviços; empresa repaginou boa parte de seus serviços durante o Google I/O. Sundar Pichai, CEO do Google. Stephen Lam/Reuters O telefone toca e, do outro lado, alguém educado quer agendar um horário no cabeleireiro ou reservar uma mesa em um restaurante. A desenvoltura engana, mas é um robô que acabou de dizer "Alô". A cena parece coisa de ficção científica, mas não é. O Google a apresentou como a mais nova função a ser integrada ao seu assistente pessoal. Só que essa é apenas uma das habilidades que os robôs da companhia estão ganhando para fazer a inteligência artificial pegar de vez. "A inteligência artificial representa uma gigantesca oportunidade de transformar diversas áreas", afirma Sundar Pichai, CEO do Google. O robô telefonista em questão é o Google Assistente, o serviço da empresa que funciona como um secretári particular e rivaliza com Siri (Apple), Cortana (Microsoft) e Alexa (Amazon). Em comum, todos eles recebem pedidos ou recebem perguntas, via texto ou por comando de voz, e atendem como podem. Veja trecho da apresentação do robô telefonista (áudio em inglês): Google apresenta robô telefonista Um dos entraves é fazer uma dessas máquinas entender o que um humano quer dizer e então responder sem parecer robótica. Essa habilidade é chamada pelos cientistas de linguagem natural. Boa parte das modificações anunciadas para o Assistente foram nessa linha. Com isso, ele passou a entender quando uma pessoa faz dois pedidos simultâneos ("apague a luz da cozinha e da sala") e compreender melhor como uma informação se encaixa em um determinado contexto (esta noite, depois de amanhã). 'Alô, é o Google' A melhora na habilidade de ouvir só não ganhou mais destaque porque o Assistente ganhou a capacidade de conversar. E mais que isso: conversar com estranhos após telefonar para eles a pedido dos usuários. "A voz é superpoderosa", diz Lilian Rincón, diretora do Google responsável pelo produto. O recurso foi pensado para situações em que é preciso agendar um compromisso e a única opção é dar um telefonema. Para poupar tempo, o robô faz isso. "60% dos estabelecimentos não têm presença online, e as pessoas não gostam de pegar o telefone. Isso vai ajudá-las." A novidade ainda não tem data para chegar ao Assistente, porque o Google não se decidiu se avisará quem estiver do outro lado da linha que é uma máquina falando. "Imagine que você é um negócio, eu te ligo e digo, 'Oi, eu sou o Google'." Antes de chegar aos usuários, o recurso será usado internamente para contatar estabelecimentos e atualizar horários de funcionamento e outras informações listadas no Google Maps. Quando for liberado, seu uso não será indiscriminado. "Não vai ser algo do tipo como, 'Ligue para meu namorado e termine com ele por mim'", brinca Rincón. A inteligência não está apenas em poder bater papo ao telefone. Após agendar o compromisso, o Assistente o inclui na agenda do celular e manda lembretes. Se não conseguir completar a ligação, anota um recado e pergunta ao usuário se pode ligar novamente. Outro dos novos truques aprendido pelo Assistente é ouvir um pedido por informações de um produto e mostrar como resposta imagens e preço. Dependendo da loja que ofertar o item, a conversa pode acabar em uma compra. "As marcas já perceberam que isso é a próxima onda. Elas já querem construir esses apps de voz", diz a diretora. A partir das informações armazenadas nos serviços do Google, do Gmail ao calendário, o Assistente é capaz ainda de apresentar uma agenda de compromissos diários, que inclui até os trajetos para se chegar aos locais dos eventos. Robôs em busca de restaurantes Outro dos serviços repaginados para usar inteligência artificial a partir de informações pessoais é o Maps. Quando alguém buscar por restaurantes, ele passará a listar os que mais recebem visitantes -- o segredo por trás disso é a mesma usada para atestar que uma rua está congestionada. O carro-chefe do banho de inteligência artificial que o Maps recebeu, no entanto, é uma função destinada a indicar qual a probabilidade de um restaurante agradar um usuário. "Você não quer saber se é só um restaurante de comida baiana, mas se é um lugar de que você vai gostar", diz Luiz Barroso, o brasileiro que é vice-presidente de Maps. Google Maps mede a probabilidade de alguém gostar de um restaurante. Divulgação/Google Para chegar a isso, o Google vai, de um lado, levantar tudo o que sabe a respeito das preferências culinárias do usuário e, de outro, reunir tudo o que sabe sobre o restaurante em questão. Depois, vai cruzar os dois perfis e ver se batem. "Quando a gente mistura o que a gente sabe sobre o mundo com o que a gente sabe sobre o usuário, isso ajuda a simplificar o processo de escolher lugares para você visitar com sua família e com seus amigos." "Com pouca informação dos usuários e muita informação do produto, a gente consegue fazer a mágica acontecer. Digamos que você visita cinco restaurantes com uma certa frequência e existe uma coisa que liga esses cinco restaurantes. Quando analisamos, começamos a entender que existe mais restaurantes parecidos." Dito assim, parece fácil. Só que os algoritmos por trás desse processo reúnem informações em torno de diversas verticais, como: A pessoa gosta de jantar em locais próximos à casa dela? Que tipo de comida? A decoração do lugar importa? As respostas a todas essas e outras perguntas são combinadas para formar um "mapa da mina" para achar locais com o mesmo perfil. Só que apenas os robôs conseguem entendê-lo. "Esses modelos criam um vetor de números que descrevem o lugar, mas que não dizem nada em particular para um ser humano. E essa é a coisa louca." Privacidade Tanto Maps como o Assistente usam intensamente as informações que o Google coleta sobre as pessoas. Rincón e Barroso dizem que os usuários podem controlar como os dois serviços usam seus dados. "As pessoas sempre têm controle total de suas atividades. Você pode ver o que o Google Assistente ouve. Se você não quer que ele ouça, pode deletar imediatamente. E ele não ouve a não ser que você dê permissão a ele", afirma Rincón. Ela reitera que a intenção, por ora, não é fazer dinheiro com o Assistente ou qualquer outro recurso que use inteligência artificial. "Não é o momento agora, mas eventualmente teremos de fazer isso."


VÍDEO: Nova câmera do Google traduz textos e até dá informações sobre plantas, bichos e pinturas
Quarta feira, 09 Maio 2018 19:13:11 -0000
Google Lens, sistema de realidade aumentada do Google, foi incorporado à câmera do Android P. O Google Lens, sistema de realidade aumentada do Google, passará a ser integrado ao aplicativo da câmera no Android P para acrescentar mais informações às imagens captadas pelo sensor. Acionado após um ícone no canto da câmera ser pressionado, o Lens passa a identificar qualquer objeto captado pelas lentes do celular. A mágica está em não ficar só nisso. Para itens de consumo, como bolsas ou cadeiras, ele identifica em que loja online os mesmos produtos estão sendo vendidos, qual o preço e se é possível comprá-lo. Câmera inteligente identifica pintor de quadro e até faz tradução Quando o Lens foca textos, as opções vão desde transformar a imagem em letras e transferi-las para uma área no celular onde possam ser editadas até traduzir o texto para o idioma de escolha do usuário. Também é possível obter informação a respeito de objetos enquadrados pela câmera do Android P. Ao mirar uma planta, é possível acionar o Lens para saber de que tipo espécie ela é. Se o item em questão for um quadro, o Lens informa quem é o pintor responsável pela obra. Outra habilidade do Lens é o de acionar vários serviços a partir da câmera. Se a câmera captar pessoas, bichos ou seja lá o que estiver na frente dela, pode encontrar vídeos no YouTube com eles.


Opera Touch: conheça o novo navegador de internet para dispositivos móveis pode ser usado só com uma mão
Quarta feira, 09 Maio 2018 16:00:01

A disputa entre os navegadores de internet pela preferência dos usuários, parece ter ganho um novo capítulo. A integração entre o PC com dispositivos móveis é um dos principais atrativos oferecidos pelos programas, principalmente para quem busca produtividade. Mas para se tornar o browser principal para navegar na internet, é necessário oferecer recursos adicionais que sejam realmente úteis ao internauta. A  transição de atividades entre plataformas, simplifica o trabalho de quem começou uma pesquisa usando o celular e quer continuar na mesma página usando o PC. Nessa coluna será apresentado o Opera Touch, a nova versão para dispositivos móveis de um dos principais navegadores do mercado, confira.    Sobre o aplicativo O Opera é um dos navegadores de internet mais antigos, mesmo não sendo o mais popular, é recomendável avaliar a possibilidade de adotá-lo no PC e também no celular. Ele possuí um eficiente gerenciamento de energia, ideal para quem costuma navegar durante horas e quer preservar ao máximo a carga da bateria. O seu bloqueador de anúncios é nativo, o que simplifica o carregamento das páginas. Mas novidade na versão recém lançada, é a total integração com outros computadores que tiverem a versão para desktops instalada.                                    A interface do aplicativo foi planejada levando em consideração a necessidade de que muitos internautas possuem para poderem navegar confortavelmente, abrindo várias guias simultaneamente através do botão de ação rápida. Essa recurso melhora a usabilidade, e permite que as ações possam ser realizadas com a mesma mão que está segurando o aparelho.    O recurso de sincronização criptografa os dados; para iniciar a integração entre os dispositivos basta fazer a leitura de um QR CODE -  procedimento é semelhante ao existe no WhatsApp Web.                                    O Opera Touch está disponível somente para dispositivos móveis com o Android, mas existe a possibilidade de que em breve seja lançada uma versão para o iOS.      Imagens: Divulgação/Opera e Reprodução/G1


Android P: veja 10 principais mudanças, da inteligência artificial aos novos gestos de controle; vídeo 
Quarta feira, 09 Maio 2018 15:47:47 -0000
Sistema operacional para celulares ganha nova versão com novos truques. Confira dez novidades do Android P No ano em que o Android completa 10 anos, o Google removeu os sinais da idade de seu sistema operacional para smartphones e incluiu na nova versão uma série de truques novos. Eles tornam o Android P: mais esperto: há inteligência artificial onde quer que você olhe; mais simples: você vai procurar e não achará os tradicionais botões digitais no rodapé do aparelho, mas gestos de deslizar sobre a tela tem de monte; e mais preocupado em te deixar longe do celular: seja para não ver notificações indesejadas ou para deixar de lado configurações repetitivas. O G1 separou algumas das 10 maiores novidades do Android P. Veja abaixo: 1) Novos gestos de controle Os botões virtuais que ficavam no rodapé da tela foram substituídos por uma série de gestos de controla. Se a tela for rolada para cima, todos os apps abertos aparecem, um ao lado do outro -- antes, era preciso apertar um botão, que mostra os apps um acima do outro. O único botão remanescente foi o Home. Para abrir o menu que reúne os aplicativos, pressioná-lo e deslizá-lo de baixo para cima. 2) Volume Os botões de volume podem elevar ou reduzir o áudio do aparelho no Android P, mas, diferentemente das outras versões do sistema, eles agora acionam um painel lateral. Com ele, é possível aumentar ou diminuir o volume deslizando o dedo sobre a tela para cima ou para baixo, respectivamente Nesse mesmo menu, é possível silenciar o aparelho e colocá-lo apenas para vibrar ao receber notificações. 3) Notificações O Android P também permite que o usuário interaja com aplicativos sem sair do menu de notificações. Se o smartphone receber uma mensagem, é possível respondê-la a partir dali sem que o respectivo app de bate-papo seja aberto. 4) Giro da tela Se nas versões anteriores do sistema operacional, a rotação da tela tinha que ser liberada ou travada no menu principal. no Android, o giro da tela é autorizado só depois de a tela ter sido colocada na horizontal. Quando isso acontece, surge um ícone em um dos cantos. Ao pressioná-lo, a tela gira para para se adequar ao posicionamento do celular. 5) Não perturbe O novo Android também ganhou um botão de "Não perturbe", no menu de notificações que silencia todas as vibrações que sinalizam a chegada de algum aviso de aplicativos. Há outra forma de o celular ficar quietinho: ao virá-lo sua tela para baixo, as vibrações e os toques cessam. 6) Interação entre apps Com o Android P, alguns aplicativos passarão a dar as caras quando outros serviços estiverem em uso. Isso porque o sistema usará aprendizado de máquina, um tipo de inteligência artificial que aprende com o usuário. Com isso, ele tentará antever qual a próxima ação a ser tomada. Ao digitar Uber ou Lyft na ferramenta de busca, por exemplo, um dos resultados exibidos será a sugestão de agendar corridas para trajetos frequentes. O Android P tentará adivinhar ainda o que os usuários querem fazer ao selecionar um trecho de texto. Se o excerto pinçado for o nome de Taylor Swift, entre as opções do que fazer estará a de abrir o canal da cantora no Spotify. Ao buscar pelo nome de um filme, o sistema vai sugerir apps que podem vender ingressos para alguma sessão de cinema. 7) Atalho no menu O menu de aplicativos ganhou atalhos fixos, posicionados pela inteligência artificial do Android P de acordo com o uso dos diversos serviços instalados no celular. Por exemplo: é possível abrir o painel e se deparar com um ícone para ativar um trajeto recorrente no Google Maps. 8) Mais bateria Para poupar energia, o Android passará a destinar menos energia a aplicativos pouco usados. O novo recurso conseguirá economizar até 30% de energia. 9) Brilha menos O Android P entenderá como o usuário gosta de configurar o brilho da tela ao longo do dia para poder repetir esse padrão automaticamente sem precisar de novas intervenções. 10) Privacidade Dentro das configurações do aparelho, um item mostrará quais apps usam recursos do celular que dão acesso a dados pessoais ou à intimidade do usuário, como microfone, câmera e localização. Assim, ficará mais fácil retirar essas permissões.


Há conflito entre a segurança digital e o conserto de eletrônicos?
Quarta feira, 09 Maio 2018 08:00:01

A Apple está envolvida em mais uma polêmica relacionada ao conserto de seus equipamentos. A empresa, que já deixou celulares parcialmente inoperantes por causa de reparos no botão "Home" do iPhone, agora está sendo acusada de impedir o funcionamento de celulares que tiveram a tela sensível ao toque substituída por centros de reparos não oficiais.A empresa lançou uma nova atualização do iOS para remover a restrição, mas deixou o alerta de que telas não oficiais podem comprometer a qualidade visual ou outros aspectos do telefone.No caso do botão Home, a empresa argumentou que não reconhecer os botões paralelos tratava-se de um recurso de segurança, visto que o botão também abrigava a lógica do TouchID, a função de reconhecimento de digitais do celular. Mas será que isso faz sentido?A resposta para essa pergunta é relevante no momento, pois há uma lei sendo discutida no estado da Nova York, nos Estados Unidos, para obrigar que fabricantes de eletrônicos facilitem reparos. Infelizmente, a verdade é um pouco dura: qualquer alteração em um eletrônico tem potencial para diminuir a segurança do aparelho. Um chip "estranho" no celular teria potencial para capturar alguma informação de forma silenciosa -- não importa se é o chip que processa os toques na tela ou o de reconhecimento biométrico.Por outro lado, a maioria das pessoas não requer um grau de confiabilidade tão grande dos aparelhos eletrônicos. De fato, eletrônicos e computadores mais antigos careciam de qualquer proteção ou mecanismo para identificar o uso de chips diferentes do original. Alguns recursos de segurança mais recentes têm mudado esse cenário: a criptografia Bitlocker do Windows, por exemplo, exige ser reativada quando o Windows detecta mudanças na BIOS da placa-mãe, o que pode ocorrer com uma mudança do chip ou com uma mera atualização de software.Também não há explicação para a atitude de Apple de prejudicar o funcionamento dos celulares em vez de notificar os consumidores para que cada um decida se o telefone celular ainda está confiável para ser usado.Informações da Apple sobre atualização do iOS 11.3.1, que corrige não funcionamento do toque em 'telas de substituição não originais'. (Foto: Reprodução)No mundo real, longe da "teoria" dos ataques mais sofisticados possíveis, fraudes ou espionagem envolvendo alterações em microchips são uma raridade. Já a necessidade de substituir peças e realizar consertos -- legítimos e seguros -- é bastante rotineira. Um sistema de segurança não deve supor que a situação mais incomum (troca de chip para fins de espionagem) é a única possível explicação para o problema. O uso de tecnologias que impeçam alterações no hardware de eletrônicos é certamente positivo e necessário para aqueles que precisam de equipamentos com o mais alto grau possível de confiabilidade. O Google, por exemplo, desenvolveu um chip de segurança chamado Titan para monitorar mudanças no hardware de seus servidores, analisando e identificando qualquer modificação nos chips da placa-mãe.Mas, no fim, a escolha deve ser do consumidor. É positivo que a Apple tenha desenvolvido mecanismos para garantir a integridade do hardware, mas isso deve ser sempre usado em favor do consumidor. Outros fabricantes podem e devem desenvolver a mesma tecnologia, desde que não para impedir reparos e diminuir a vida útil dos aparelhos.Imagem: Placa lógica de eletrônico (Foto: Stockers9/Freeimages.com)Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com


Google Maps ganha realidade aumentada tipo 'Pokémon Go' e vai mostrar qual restaurante está bombando
Terca feira, 08 Maio 2018 19:31:12 -0000

Será possível pedir para um trajeto que será percorrido a pé ser traçado. O Google anunciou nesta terça-feira (8) que o Maps, serviço de mapas da empresa, ganhará novos recursos de realidade aumentada, à la "Pokémon Go", e passará a usar a câmera do smartphone para mostrar às pessoas o que está em volta dela e como elas podem chegar ao lugar desejado. O Maps também passará a mostrar quais restaurantes estão recebendo uma grande quantidade de clientes e até indicar a probabilidade de alguém gostar de ir até lá. Aplicativo Google Maps Luísa Melo/G1 Se em "Pokémon Go", as pessoas têm que mirar o celular para o ponto em que as figuras digitais de Pikachu e companhia são exibidas pelo jogo, o Maps usa realidade aumentada para exibir indicações virtuais em imagens captadas pela câmera. Com a câmera integrada ao serviço de mapas, a tela do smartphone apontará os próximos passos a serem seguidos até o destino. Bastará apontar o celular para uma rua, e o Maps dirá se aquela direção é a correta. Se ficar difícil, o usuário poderá recorrer a um guia virtual, em forma de animal. Durante a apresentação, o bicho escolhido foi algo parecido com uma raposa. A adição de realidade aumentada ao Maps também permitirá que a câmera seja usada para mostrar quais são os lugares no entorno. Conforme o celular for apontado em diferentes direções, surgirão na tela os estabelecimentos comerciais, como restaurantes e lojas, que estão naquele rumo. Esse sistema não usa só a posição dos usuários, como a fornecida pelo GPS, mas também usa o que a câmera está captando para mostrar aos usuários onde eles estão. Esse recurso foi chamado pelo Google de Visual Position System (VPS), uma brincadeira com GPS (Global Position System). 'Pokémon Go', jogo para smartphones com realidade aumentada. Divulgação/Niantic Restaurante bombando Outra novidade é que o Maps mostrará os restaurantes que passaram a bombar na última semana. A nova função usará o mesmo recurso que o Google usa para exibir o tráfego de veículos em uma determinada via. Por meio do GPS, rasteará o fluxo dos aparelhos que rodam Android no restaurante para determinar se o lugar tem recebido muitas visitas. Outra ferramenta apresentada é uma forma de a empresa medir se um restaurante pesquisado no Maps tem chances de cativar o usuário. Ao estilo do Tinder, a empresa medirá a probabilidade de haver um "match" entre os dois. Usando uma técnica de inteligênia artificial, chamada aprendizado de máquina, o Google vai reunir todas as informações que possui sobre o cliente potencial e o restaurante, incluindo o que antigos consumidores já disseram a respeito dele. Depois de analisar esses dados, vai conferir um porcentagem de aceitação. O Maps passará ainda a ser usado para interações sociais. Quando quiser decidir onde ir, um grupo de amigos poderá fazer uma votação por meio do aplicativo. Para ajudar a escolher, eles poderão consultar direções até o lugar e outras informações presentes no Maps, como horário de funcionamento e opiniões de quem já foi até lá.


Google apresenta Android P, novo sistema para smartphones; veja o que muda
Terca feira, 08 Maio 2018 18:00:52 -0000

Novo Android foi apresentado na conferência Google I/O. O Google anunciou nesta terça-feira (8) o Android P, a nova versão de seu sistema operacional que terá recursos para tornar o uso da bateria mais inteligente e fazer aplicativos ficarem mais espertinhos. Apesar de um banho de inteligência artificial, uma das grandes mudanças é o novo conjunto de gestos usados para controlar as ações no sistema, muito semelhantes aos que a Apple adicionou ao iPhone X. As novidades foram mostradas durante o Google I/O, a conferência da empresa para desenvolvedores, em Mountain View, na Califórnia. Sundar Pichai, CEO do Google, apresenta o novo Android P. Helton Simões Gomes/G1 Inteligência na bateria e no brilho A bateria adaptada vai fazer com que aplicativos não usados com frequência gastem menos energia. Com isso será possível reduzir em até 30% do consumo de energia com esses apps. Já o recurso de brilho adaptado vai entender como os usuários gostaram que a tela de seus smartphones responda à luz em diversos horários do dia. Como esse recurso usa inteligência artificial, não será preciso alterar as configurações de brilho a toda hora. Inteligência nos aplicativos O Android dará a habilidade de os desenvolvedores incluírem novas ações em seus aplicativos para que atividades recorrentes sejam feitas sem que o serviço precise ser aberto. Por exemplo: se alguém pesquisar por "Uber" ou "Lyft" usando o buscador do Google, receberá entre as sugestões de resposta a opção de agendar uma corrida para destinos recorrentes, como para casa ou para o trabalho. Scott Huffman, vice-presidente do Google, apresenta novas funções do Google Assistente Helton Simões Gomes/G1 Novos gestos O Google mudou muitos dos gestos usados para controlar o que ocorre no smartphone. Quando um usuário deslizar os dedos para cima, todos os aplicativos abertos serão exibidos, um ao lado do outro -- da mesma forma como já ocorre nos iPhones. Atualmente, o Android mostra os aplicativos abertos um sobre o outro. Initial plugin text Notificações Alguns dos novos recursos já figuravam na prévia do Android P, liberada em março. Entre eles, estava o suporte a telas que cobrem toda a parte frontal do smartphone e a possibilidade de responder a avisos de aplicativos ainda na área de notificação, chamada de MessagingStyle. Quando uma nova solicitação de um aplicativo chega, é possível respondê-la sem que o serviço que a enviou precise ser aberto. Se o celular receber o aviso de um aplicativo de mensagem, por exemplo, dá para enviar uma resposta ainda no menu de notificações. É possível ainda anexar fotos, enviar adesivos e contar com respostas automáticas. Tela espichada Ainda na tela de notificações, o Android P terá um ajudante de bloqueio para barrar avisos de aplicativos indesejados. Outra novidade do novo sistema operacional é que ele terá suporte nativo a imagens para telas com proporções entre altura e largura de 18:9 –atualmente, a dimensão mais usada é 16:9. Timeline da evolução dos sistemas Android Divulgação/Arte G1


Google Assistente poderá falar com pessoas de verdade para agendar compromissos
Terca feira, 08 Maio 2018 17:57:19 -0000

Assistente pessoal do Google teve novas habilidades anunciadas no Google I/O. O Google apresentou nesta terça-feira (8) novos recursos do Google Assistente, que poderá fazer chamadas telefônicas, interagir com pessoas de verdade e agendar compromissos. A partir de um comando dado ao assistente pessoal -- "Agende um horário no cabelereiro na terça-feira às 15h", por exemplo --, o robô faz uma ligação a partir do celular para o lugar em questão. Scott Huffman, vice-presidente do Google, apresenta novas funções do Google Assistente Helton Simões Gomes/G1 Durante a apresentação, feita no Google I/O, conferência de desenvolvedores da empresa, o Google Assistente marcou uma ida a um cabeleireiro e fez uma reserva em um restaurante. "Essas ligações são verdade. O assistente consegue entender o contexto e reagir a eles", afirmou Sundar Pichai, CEO do Google. Outra nova habilidades do assistente é que ele manterá uma conversa contínua sem ter que ouvir um "Okay Google" a todo momento. Também perceberá o contexto em que as frases são ditas. Com isso, caso algué diga "hoje à noite" durante uma conversa, ele não terá dificuldades para entender a que dia a expressão se refere. Ele também se tornar capaz de entender quando um pedido se refere a ações similares ou simultâneas, mas em locais diferentes. Por exemplo: ao receber pedidos para fazer a mesma coisa em dois lugares diferentes (acender a luz na sala e na cozinha) ou pedir informação diferentes sobre a mesma pessoa (quem era o governador da Califórnia quando Kevin Duran entrou na NBA e em que ano foi isso?). A adição desses recursos está por trás da possibilidade de ele interagir com estranhos em uma conversa pelo telefone sem longas pausas para pensar. Sundar Pichai, CEO do Google, apresenta o novo Android P. Helton Simões Gomes/G1 Quando for usado por famílias, o assistente vai entender quando um pedido é feito educadamente e elogiar esse comportamento, principalmente quando notar que se trata de uma criança. O assistente ganhou ainda formas mais visuais de dar respostas ou receber ordens e direcioná-las a aparelhos conectados. Se alguém usar um smartphone para perguntar sobre um artista, a imagem da celebridade será exibida junto da resposta. Se o questionamento for sobre os produtos de uma loja, o Assistente mostrará as imagens deles, o preço e se é possível comprá-los pela internet. É possível ainda controlar termostatos ou lâmpadas diretamente pelo robô.


Android: clicar sobre o 'link do esquilo' faz com que seja instalado um vírus perigoso no celular?
Domingo, 06 Maio 2018 12:30:01

(Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta)   >>> Clicar sobre o 'link do esquilo' faz com que seja instalado um vírus perigoso no celular?   Oi, Ronaldo! Eu recebi um alerta sobre um novo super vírus que esta sendo espalhado pelo WhatsApp. Está escrito na mensagem que quem clicar sobre o link com um emoji de esquilo, o aparelho celular ficará travado e será controlado por hackers. É verdade? Fabrício   Olá, Fabrício! Existe uma vulnerabilidade no aplicativo do WhatsApp que está sendo explorada através de uma pegadinha; os usuários enviam uma mensagem com uma sequência de caracteres ocultos e um emoji de esquilo. Quem clicar sobre essa mensagem, pode ter o app do mensageiro travado, e dependendo do modelo do celular, será necessário reiniciá-lo. Mas vale salientar que não se trata de um vírus, e não oferece risco a segurança das informações dos usuários que caírem acidentalmente na brincadeira.    >>> Como restringir canais no Youtube Oi, Ronaldo! Como eu faço para restringir o acesso a alguns canais do Youtube no tablet do meu irmão? Luciano   Olá, Luciano! O conteúdo destinado ao público infantil pode ser acessado, sem que você se preocupe com conteúdo impróprio, através do Youtube Kids. Mas existe uma excelente alternativa para o controle parental no Youtube, você pode instalar um aplicativo chamado Filter for youtube, para restringir individualmente quais canais poderão ser acessados.   >>> Como excluir o Facebook Messenger? Oi, Ronaldo! Você sabe como excluir o Facebook Messenger? Celina   Olá, Celina! O Messenger é o comunicador nativo do Facebook, você pode optar em deixar de usá-lo, permanecer desconectada e remover o app do celular. Mas não é possível apagar essa funcionalidade do Facebook.   Imagem: Reprodução/G1


Provedor que derrubou site nazista pode ser julgado por pirataria
Sabado, 05 Maio 2018 15:00:01

O provedor de distribuição de conteúdo CloudFlare pode ir a julgamento por pirataria nos Estados Unidos e um dos principais argumentos da ALS Scan, a produtora de conteúdo pornográfico que moveu a ação, envolve a derrubada de um site neonazista, o Daily Stormer. O site utilizava os serviços da CloudFlare, mas foi derrubado em agosto de 2017, algo muito incomum para a CloudFlare. O provedor costuma manter vários sites questionáveis entre seus clientes, inclusive os de pirataria, sob o argumento de que não hospeda o conteúdo.A CloudFlare tentou alegar para o tribunal que o Daily Stormer não era relevante para o julgamento do júri e que, por envolver conteúdo neonazista, o caso teria um apelo emotivo indevido. O juiz George Wu, da corte californiana onde o processo tramita, negou o pedido da CloudFlare e a ALS Scan recebeu o sinal verde para usar o Daily Stormer em sua argumentação.A CloudFlare é um provedor de serviços de internet que fornece proteção contra ataques de negação de serviço e serviços -- ataques que tentam tirar um site do ar -- e uma rede de distribuição de conteúdo (CDN). Uma CDN é formada por servidores distribuídos por todo o planeta para acelerar o acesso a páginas -- acessar um servidor mais próximo é mais rápido do que acessar um servidor mais distante -- e, para isso, esses servidores armazenam apenas cópias temporárias e parciais dos sites.A CloudFlare diz não ser responsável por qualquer dano cometido por sites de clientes, pois a empresa apenas atua como uma "ponte de acesso" ao conteúdo armazenado no provedor principal de hospedagem do cliente. Este, sim, armazena cópias completas e permanentes dos sites e deve ser procurado para derrubar o conteúdo.Mas a ALS Scan alega que a CloudFlare não tem direito às proteções legais concedidas aos provedores de serviços de internet, como o Google, Facebook e provedores de internet e hospedagem de sites. A produtora argumenta que a CloudFlare faz cópias não autorizadas de material protegido por direito autoral quando armazena cópias temporárias do conteúdo em seus servidores e que a empresa é conivente com as infrações cometidas por seus clientes ao se negar cancelar os serviços a sites de pirataria.Como parte da proteção a ataques de negação de serviço, a CloudFlare também tenta omitir o endereço de internet (endereço IP) verdadeiro dos seus clientes, o que impede que detentores de direitos autorais tomem medidas contra os provedores de hospedagem desses sites.Entre os clientes da CloudFlare está o The Pirate Bay, um site bastante conhecido no ramo da pirataria. Mas há diversas outras páginas de conteúdo ilícito nos servidores Especialistas chegaram a criar um site chamado "Crimeflare" para tentar identificar os endereços verdadeiros de clientes da CloudFlare - principalmente sites de conteúdo ilícito -, mas a página era bastante incompleta e já não está mais on-line.Um dos pilares no argumento da CloudFlare era o de que a empresa não derrubava nenhum site sem ordem judicial. Como ela não é o provedor de serviços primário dos sites, cancelar o serviço da CloudFlare não derrubaria esses sites. A regra valia para todos os clientes, mas a lei norte-americana de direito autoral exige que material protegido seja retirado do ar após notificações, dispensando a necessidade de ordem judicial.Em agosto, quando a CloudFlare derrubou o site neonazista Daily Stormer, o argumento ficou prejudicado. A atitude demonstrou que o cancelamento do serviço por parte da companhia pode ter um efeito direto na disponibilidade de uma página web. O site de tecnologia Gizmodo obteve um comunicado interno da empresa enviado por Matthew Prince, o CEO da CloudFlare, em que ele deixa claro não só que ele pode tirar algo do ar, mas fazer isso de forma arbitrária."Hoje acordei de mau humor e decidi chutar o Daily Stormer para fora da internet", escreveu Prince.Desde então, Prince admitiu para sua equipe que tirar o Daily Stormer do ar foi realmente uma decisão arbitrária e que a atitude não se repetiria. Para a imprensa, a companhia também tentou argumentar que o Daily Stormer só foi retirado do ar porque a página tentou implicar a CloudFlare -- afirmando que ela era uma "apoiadora secreta" de suas visões políticas. Não está claro qual será a estratégia da companhia no tribunal agora que a tentativa de censurar o caso na corte fracassou.Além da CloudFlare, o Daily Stormer também foi derrubado pela GoDaddy. A página é atualmente hospedada pelo provedor de hospedagem francês OVH e se intitula "o site mais censurado da internet".'Serviço inteligente'Embora a CloudFlare se diferencie de muitos provedores de serviços ao exigir uma ordem judicial para derrubar sites de clientes, um dos argumentos da ALS Scan, o de que a CloudFlare não merece as proteções da lei por ser um "serviço inteligente", pode implicar outros prestadores de serviços.A lei norte-americana protege provedores de serviços de internet e comunicação em diversas categorias e desde que eles cumpram certas exigências. Uma delas é entendida como um tratamento neutro de conteúdo.Desde 1998, quando a lei norte-americana de "direito autoral digital" foi criada, serviços de internet têm adotado cada vez mais mecanismos "inteligentes" para tirar melhor proveito da infraestrutura de rede e atender às demandas de consumidores. Essas práticas, embora corriqueiras e de finalidade estritamente técnica, podem não ser vistas como "neutras".Se o júri condenar a CloudFlare e concordar com esse argumento, outros prestadores de serviços, mesmo aqueles que derrubam conteúdo após serem notificados, podem ficar em risco de perderem suas proteções legais.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com


Intel está corrigindo novas versões da falha Spectre, diz site
Sabado, 05 Maio 2018 11:25:43

A Heise, uma respeitada publicação de tecnologia da Alemanha, publicou uma reportagem afirmando que a Intel estaria trabalhando para corrigir uma nova onda de oito falhas do tipo Spectre. Chamadas de Spectre-NG ("Spectre Nova Geração"), as falhas estariam ligadas à metodologia da Spectre original, mas com impacto ainda mais grave para as chamadas "máquinas virtuais", o que afeta gravemente o mercado empresarial.Além dos produtos da Intel, processadores do tipo ARM (que são fabricados por empresas como Apple, Qualcomm, MediaTek, Nvidia e outras) também estariam vulneráveis, mas não há informação exata fabricantes e modelos. Também não há informação sobre os chips da AMD, que é concorrente da Intel. No mercado de notebooks, servidores e PCs, a Intel tem mais de 70% do mercado. A empresa não confirmou e nem negou a existência dos novos problemas.As falhas Spectre e Meltdown balançaram os fabricantes de processadores quando foram reveladas em janeiro. As falhas existem em uma otimização estrutural do funcionamento dos chips. Por causa disso, as correções dos problemas -- especialmente o Meltdown, que afeta praticamente apenas a Intel --, acarretaram em perdas de desempenho.Um hacker pode utilizar essas vulnerabilidades para ler o conteúdo da memória de outros programas em execução no computador. Isso significa que a falha não pode ser usada para invadir um sistema -- porque o hacker já precisa estar "dentro" do sistema antes de usar essas falhas --, mas ela pode ser usada para obter dados sensíveis aos quais o invasor não teria acesso.As vulnerabilidades são uma preocupação ainda maior para os prestadores de serviços de processamento de dados e datacenter, como a Amazon Web Services e a nuvem do Google. Essas empresas utilizam o isolamento fornecido pelo processador para atender diversos clientes em um único computador. Um hacker poderia simplesmente se passar pro cliente para obter acesso ao computador e usar as falhas para roubar os dados dos demais clientes.De acordo com a Heise, é exatamente nesse cenário que as falhas da Spectre-NG são mais perigosas. Diferente da Meltdown, a falha Spectre original era notória por ser bem difícil de explorar, o que tem mantido alguns ataques mais graves na teoria.Ainda não se sabe se a correção das falhas Spectre-NG trará novos prejuízos ao desempenho dos processadores. Uma das oito falhas teria sido descoberta pelo Google, por meio da iniciativa Projeto Zero. Mas os demais pesquisadores e empresas envolvidas não foram divulgados pela Heise. Ainda conforme a publicação, parte das atualizações deve ser lançada ainda em maio, com  restante agendado para agosto.Imagem: O fantasma da Spectre, símbolo escolhido porque a falha 'vai nos assombrar por muito tempo'. (Foto: Natascha Eibl/Domínio Público)Nova fronteiraAs falhas Spectre e Meltdown existem na forma que processadores otimizam o acesso a dados. Embora os dados em si jamais sejam vazados aos aplicativos, os especialistas em segurança descobriram ser possível tirar proveito do cache -- uma memória ultrarrápida e temporária do processador -- para ler dados de outros programas de maneira indireta.SAIBA MAISFalhas Meltdown e Spectre não atingem apenas Intel: entendaA descoberta dessas falhas representou não apenas um novo ataque, mas um novo método de abordagem para ataques, como uma "nova fronteira" para pesquisadores e hackers. Por esse motivo, a descoberta de novas falhas parecidas já era esperada por especialistas.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com


Briga judicial faz satélite brasileiro de R$ 2,7 bilhões levar internet a menos de 0,1% dos pontos planejados
Sabado, 05 Maio 2018 10:00:22 -0000

Após ter contratação barrada na Justiça, Telebras diz ter prejuízo de R$ 100 milhões em um mês. Satélite SGDC Reprodução/TV Globo Um ano após ter sido lançado ao espaço, o primeiro satélite integralmente controlado pelo Brasil foi usado para levar banda larga a menos de 0,1% dos locais planejados inicialmente, devido a uma briga judicial que envolve a Telebras e empresas de telecomunicações e já foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF). O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) completou aniversário de um ano da decolagem nesta sexta-feira (4), após consumir R$ 2,78 bilhões em investimentos. Parceria entre o Ministério da Defesa e a Telebras, o SGDC tem seu uso compartilhado entre militares e civis. O Exército usa 30% da capacidade do equipamento para conectar suas instalações, como postos da fronteira. Já empresa de capital misto usa o restante para fornecer conexão contratada por diversos órgãos do governo federal. O negócio foi modelado para que a Telebras contratasse uma empresa para instalar a infraestrutura de rede em todo o Brasil. Em contrapartida, ela poderia explorar a capacidade não utilizada para ofertar seus próprios serviços de banda larga. Prejuízo de R$ 100 milhões Após manter um processo de chamamento público aberto por oito meses e não encontrar interessados, a Telebras passou a receber propostas privadas. No começo do ano, escolheu a norte-americana Viasat, que até então não atuava no país. “Com o contrato assinado, a gente começou a ativar os primeiros pontos. Tínhamos 500 pontos para ativar em abril. Conseguimos fazer 4”, afirma ao G1 o presidente da Telebras, Jarbas Valente. São um ponto de fronteira e três escolas, uma delas localizada na cidade de Paracaima, em Roraima, a porta de entrada dos imigrantes venezuelanos. Ele afirma que, desde então, o prejuízo já chegou a R$ 100 milhões. Como em maio, a previsão era levar conexão a outros 1 mil pontos, as perdas passam a ser de R$ 800 mil por dia. Esses são pontos de acesso previstos pelo Programa Nacional de Banda Larga, carro-chefe do governo federal para levar conexão de internet a regiões isoladas. A Telebras deveria instalar 8 mil postos até o fim do ano e 15 mil até março de 2019. A Viasat, no entanto, foi impedida de fechar novos contratos por uma decisão judicial. No fim de março, a empresa Via Direta Telecomunicações conseguiu na Justiça do Amazonas uma liminar para suspender o acordo entre Telebras e Viasat. A companhia amazonense disse que foi preterida do processo depois de iniciar as negociações para operar parte da capacidade do satélite. Também lançou dúvidas sobre a soberania do Brasil, já que uma empresa estrangeira operaria um satélite que também atendia o Exército brasileiro. Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) da Telebras. Reprodução Soberania nacional A Telebras perdeu na segunda instância e o processo foi parar no Superior Tribunal de Justiça. Por envolver uma questão constitucional, o da soberania nacional, a presidente Laurita Vaz o encaminhou ao STF. Nesta semana, a relatora do caso na Suprema Corte, a presidente Carmen Lúcia pediu que a Procuradoria Geral da República se manifestasse, o que deve ocorrer na próxima semana. Em paralelo a isso, a Justiça do Amazonas decidiu nesta quinta-feira (3) que a Telebras deve cessar o fornecimento de internet nos pontos em funcionamento caso não comprove ter sido ela e não a Viasat a responsável pela instalação dos equipamentos nesses locais. A Telebras afirma ainda não ter sido notificada. Sem licitação Enquanto essa briga ocorria, a Telebras enfrentou outros dois reveses. O sindicato das teles (Sinditelebrasil) e o que representa as empresas de telecomunicações por satélite (Sindisat) acionaram o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Conselho de Administração de Defesa Econômica (Cade) sobre as condições em que a Telebras contratou a Viasat. O G1 procurou as associações, mas não obteve resposta até a publicação deste texto. Valente afirma que, após não encontrar interessados em participar do chamamento, a Telebras passou a receber propostas privadas. A prerrogativa é permitida pela Lei das Estatais, caso o processo "não possa ser repetido sem prejuízo a empresa pública" e "desde que mantidas as condições preestabelecidas”. As associações questionam se as mesmas condições submetidas às empresas representadas por elas foram mantidas para a Viasat. Valente diz que a condição era a de implantar em todo o Brasil equipamentos de rede, como antenas de recepção de satélite, além de instalar cinco centros de controle (Brasília, Rio, Campo Grande e Florianópolis e um backup em Salvador). “Muitas delas acharam que isso era (do setor) público, não era política delas e não tinham interesse", diz o presidente da Telebras. “Quem atendeu 100% e também viabilizou do ponto de vista econômico foi a Viasat”. O plano é que a norte-americana invista R$ 500 milhões em infraestrutura e a Telebras entre com R$ 50 milhões. Contrato com o Ministério da Ciência Além disso, o Sinditelebrasil questiona na Justiça como a Telebras ganhou, sem passar por licitação, um contrato de R$ 663 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) para conduzir o programa Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac). “Eles acham que eles deveriam ser contratados, não que o governo investisse num artefato próprio”, diz Valente. Atualmente, esse serviço é prestado por um consórcio formado por Embratel (Claro), Oi e Telefônica, mas o contrato vence em junho. 'Escrito nas estrelas' Antes de ser envolvido na contenda judicial, o SGDC enfrentou uma série de contratempos até decolar. Anunciado em 2012, o satélite só fechou contrato com a fabricante um ano depois. Na época, o lançamento estava marcado para 2016, depois postergado para abril de 2017. Mais um atraso: trabalhadores em greve na Guiana Francesa, local da partida, impediram a chegada do satélite até o ponto de envio. Após o SGDC já estar em órbita, a Telebras não encontrou interessados. “Fica claro com essas ações [judiciais] que estava escrito nas estrelas porque nós prorrogamos tantas vezes”, finaliza Valente.


Empresa chinesa coloca 1,3 mil drones no ar e bate recorde mundial
Sexta feira, 04 Maio 2018 17:07:42 -0000
Companhia entrou para o Guiness ao colocar no ar 156 drones a mais do que a maior marca anterior. Empresa chinesa bate recorde com apresentação com mais de 1,3 mil drones A empresa chinesa Ehang Egret quebrou o recorde mundial de maior número de drones voando simultaneamente ao colocar no ar 1.374 veículos aéreos não tripulados. O voo que durou 13 minutos foi realizado na cidade de Xi’na no domingo (29). A apresentou entrou para o Guiness ao bater a marca recordista anterior, estabelecida pela Intel durante os Jogos Olímpicos de Inverno deste ano, quando 1.218 drones decolaram na Coreia do Sul.


Boletos falsos e golpe no Mercado Livre: pacotão de segurança
Quinta feira, 03 Maio 2018 14:00:01

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.>>> Boleto falso 1Recebi no mês de abril uma fatura da NET no valor de R$ 390,90, sendo que nunca fui assinante da mesma. Porém os meus dados constavam da mesma forma e o boleto foi encaminhado diretamente ao meu e-mail pessoal. Fui analisar a minha caixa de mensagens e encontrei outro boleto, datado de junho do ano de 2017. Este no valor de R$ 310, Banco Itaú, e-mail diferente do atual, que também é de banco diferente, do Banco Bradesco.Não sou e nunca fui Cliente da NET. Mas fui cliente da Claro HDTV e Plano Controle, e ela é parceira da NET e Embratel. Se for provado o vazamento de dados, posso entrar com ação na Justiça?Desde já, Obrigado.Luiz PauloLuiz, embora a lei brasileira tenha alguns dispositivos de proteção de privacidade, não existem regras claras sobre o tratamento de informações. Em outras palavras, não existem normas sobre como os dados devem ser armazenados ou com quem eles podem ser compartilhados. Além disso, os contratos de prestação de serviço costumam ter dispositivos que permitem à empresa compartilhar suas informações. No caso de empresas do mesmo grupo (a NET não é apenas parceira da Claro, ela é uma subsidiária), seria ainda mais difícil argumentar que houve alguma infração.Se existe um serviço assinado em seu nome de forma não solicitada, aí sim existe algo claramente ilícito. Mas há um porém: é possível que este boleto que você recebeu seja falso, ou seja, que o serviço não exista e que algum golpista simplesmente enviou o arquivo para o seu e-mail para que você pagasse. Se pagar, ótimo para o golpista; se não pagar, ele não perdeu nada.Supondo que seus dados foram obtidos por criminosos, você ainda terá dificuldade para obter algum julgamento favorável na Justiça. Advogados ouvidos pelo blog Segurança Digital em temas envolvendo dados pessoais costumam dizer a mesma coisa: é preciso provar um dano (prejuízo) e também conectar esse prejuízo à fonte das informações.No seu caso, você teria dificuldade nos dois casos. Como saber que os dados partiram mesmo da Claro? Os dados podem ter sido obtidos de outra fonte e os criminosos simplesmente enviaram um boleto da Claro para "tentar a sorte". E qual seria o seu prejuízo se você nem mesmo pagou o boleto informado?Vale lembrar que o grupo Claro já esteve envolvido em um vazamento de chamadas de call center. A Claro não quis conversar com o G1 para reconhecer (ou mesmo afastar) sua relação com a operadora do call center.O que você pode é enviar uma denúncia ao MP-DFT, que vem acompanhando casos envolvendo dados pessoais. Se for fazer isso, lembre-se de incluir todos os detalhes, incluindo os boletos e e-mails recebidos.Boleto falso confeccionado por golpistas usando o nome do MercadoPago. "Sacado", que deveria conter nome do consumidor, tem apenas a informação do cedente. Este não é um boleto seguro de ser pago. (Foto: Reprodução)>>> Boleto falso 2Vi uma matéria antiga do G1 falando sobre fraude em boletos, aconteceu comigo essa semanaFiz uma compra online, onde o vendedor se identificava como uma coisa, e na realidade era outra, fiz o pagamento e agora descobri que foi uma fraude.Como posso fazer sobre esse assunto?Segue anexo boleto (foto) e pagamento para melhor entendimento Devo procurar a polícia e o Procon?MarianaMariana, a imagem que você enviou é de um boleto do serviço "Mercado Pago", utilizado no site de comércio eletrônico Mercado Livre. Esse boleto é falso: no Comprovante de Pagamento que você enviou (a coluna não publicará o comprovante), o nome do benefício/cedente é totalmente diferente do nome "Cedente" informado no boleto. Pior ainda: na informação de "Sacado", onde devia constar as suas informações (endereço, CPF e nome completo), consta novamente o nome do Mercado Livre!Este boleto falso é uma falsificação grosseira. Muitas das fraudes de boleto falso são bem mais sofisticadas e difíceis de serem reconhecidas.Você pode e deve procurar a polícia, mas a chance de restituição é baixa, já que nenhum dos bancos, e muito menos o Mercado Livre, tem qualquer responsabilidade nesta fraude. Você pagou um boleto falso e simplesmente "entregou" o dinheiro na mão dos bandidos. Porém, a denúncia é importante para que a polícia tenha informações sobre essa fraude e possa localizar e prender os responsáveis.Note que há casos antigos na Justiça em que o Mercado Livre foi condenado a restituir as perdas. Porém, os procedimentos e o contrato do Mercado Livre mudaram desde então, o que pode (e deve, se a Justiça fizer o certo) invalidar esses precedentes.Você não contou como a fraude aconteceu, mas há casos em que vendedores ou compradores em sites como o Mercado Livre sugerem concluir uma negociação por WhatsApp ou e-mail, fora dos canais oficiais da página. Quando o golpista tira você dos canais oficiais, ele envia documentos falsos (seja um boleto falso ou um comprovante de pagamento falso, no caso de fraudes contra vendedores). Para tornar a fraude mais atraente, o golpista fornece descontos (para a venda) ou pagamentos elevados (em compras).Se esse vendedor lhe ofereceu descontos para uma compra "por fora", então você caiu exatamente nesse golpe.Você jamais deve aceitar concluir uma negociação fora dos canais oficiais oferecidos. Se o fizer, vai correr um altíssimo risco de fraude, inclusive porque a maioria dos vendedores ou compradores honestos jamais aceita ou sugere sair dos meios oficiais de negociação, pois isso é proibido pelo contrato e pode acarretar na expulsão do utilizador.O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!


Uma a cada três operações bancárias é feita pelo celular no Brasil, diz Febraban
Quinta feira, 03 Maio 2018 15:18:10 -0000

Aplicativos de bancos são os mais buscados para checar saldo, mas não para fazer transações com movimentação financeira. Tela de celular com os ícones dos principais aplicativos de bancos no Brasil G1 Uma a cada três transações bancárias passou a ser feita pelo celular no Brasil em 2017, apontou uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (3) pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). A maioria dessas interações dos clientes com o aplicativo, no entanto, era para consultar saldo, já que as operações que envolviam movimentação financeira cresceram mas ainda representam 7% do total. O mobile banking, o canal dos bancos oferecido por meio de aplicativos para celular e tablets, se tornou responsável por 35% das 71,8 bilhões de transações feitas no ano passado. Em 2016, os aplicativos se tornaram o principal meio de contatos das instituições financeiras com seus clientes. Na edição deste ano do relatório, a Febraban revisou os números e reduziu a vantagem do mobile banking sobre os demais canais no ano retrasado – era de 34% e foi corrigido para 27%. As transações feitas pelo internet banking subiram 2%, para 15,8 bilhões, em 2017. Somados, Os dois canais foram os únicos que passaram a fazer mais operações de um ano para outro e, somados, respondem por 58% de todas as interações de clientes. Movimentação financeira Apesar de serem os mais buscados por clientes, os aplicativos e sites dos bancos são deixados de lado quando o objetivo é fazer transações que envolvam movimentação de dinheiro. Respondem apenas por 21% desse tipo de operação. Nesse quesito, o internet banking é mais relevante do que o mobile banking, já que 22,7% de suas operações envolviam algum tipo de movimentação financeira. Nos aplicativos, esse item respondeu por apenas 7%. Enquanto isso, as operações envolvendo dinheiro responderam por: 100% nos pontos de venda no comércio; 92% nos correspondentes no país; 51% nas agências bancárias; 44% nos caixas eletrônicos. A operação mais realizada no celular pelos clientes de bancos é a consulta de saldo, que respondeu por 73,4% do total, seguida pelo pagamento de contas, que correspondeu a 34,7% do total. Apesar de ficar atrás de caixas eletrônicos e agências bancárias quando o assunto é transação financeiro, os aplicativos e sites dos bancos lideram em algumas categorias específicas desse tipo de operação, como pagamento de contas e transferências. A pesquisa da Febraban foi feita em parceria com a Deloitte e contou com a participação de 24 bancos, que representam 91% dessa indústria no Brasil.


Xiaomi, a 'Apple da China', dá entrada em IPO, que deve ser o maior desde 2014
Quinta feira, 03 Maio 2018 12:43:18 -0000

Chinesa deve fazer abertura de capital em julho em Hong Kong; expectativa é levantar US$ 10 bilhões e atingir US$ 100 bilhões em valor de mercado. Smartphone da chinesa Xiaomi exibido em Hong Kong. Bobby Yip/Reuters A Xiaomi, fabricante de smartphone conhecida como “Apple da China”, deu entrada nos papéis nesta quarta-feira (2) para realizar sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na Bolsa de Valores de Hong Kong. A empresa espera levantar US$ 10 bilhões, em uma operação prevista para o início de julho. Se isso ocorrer, deverá ser o maior IPO do mundo desde a abertura de capital do Alibaba, que em 2014 levantou US$ 25 bilhões. Caso consiga atingir esse nível, a Xiaomi terá seu valor de mercado avaliado em US$ 100 bilhões, aproximadamente um nono da Apple original, que é a empresa mais valiosa do mundo. Nos documentos submetidos à Bolsa de Valores de Hong Kong, a Xiaomi revelou algumas de suas informações financeiras. Em 2017, faturou 114,62 bilhões de yuan, o equivalente a US$ 18 bilhões, um avanço de 67,5% sobre o resultado do ano anterior. No ano passado, a empresa chinesa registrou prejuízo líquido de 43,89 bilhões de yuan, cerca de US$ 6,9 bilhões. Em 2016, a empresa havia lucrado 491,6 milhões de yuan, ou US$ 77,2 milhões. Depois de chegar ao Brasil no fim de 2015, a chinesa mudou de estratégia e optou por deixar de fazer lançamentos no país em meados de 2016. Com a expansão global minguando, o brasileiro Hugo Barra que liderava a área deixou a empresa. Ele assumiu os esforços de realidade virtual do Facebook em 2017.


Como funciona a ferramenta de segurança do Facebook que causou polêmica após incêndio em São Paulo
Quarta feira, 02 Maio 2018 19:28:10 -0000
Rede social já perguntou em mais de mil ocasiões se usuários estavam bem em situações de perigo; mecanismo, que já foi criticado, deve ser expandido pela plataforma Seu amigo marcou-se como seguro durante "Prédio desmorona em São Paulo, Brasil". Notificações como essa pipocaram nas timelines de usuários brasileiros no Facebook nesta terça, 1º de maio, depois que um prédio de 24 andares desabou após um incêndio de madrugada no centro de São Paulo, deixando 49 pessoas desaparecidas - entre elas, 4 prováveis vítimas -, segundo os bombeiros. Enquanto os moradores do edifício eram sem-teto, famílias que o ocupavam de forma irregular, os usuários que anunciavam estar "seguros" no Facebook eram, muitas vezes, pessoas que estavam longe de terem sido afetadas pelo desastre. Você pode ver aqui os amigos que se marcaram como seguros. "A gente sabe que vocês não estavam numa ocupação no Centro de São Paulo no meio da madrugada. Não precisa se marcar como seguro no Facebook, tá passando vergonha", escreveu um usuário no Twitter. Mas, afinal, por que foi criado e como funciona o "safety check" do Facebook? História e polêmicas A ferramenta foi adotada pela rede social em 2014, inspirada no comportamento de usuários depois do tsunami e do terremoto de 2011 no Japão. "Nossos engenheiros do Japão deram o primeiro passo para criar um produto que melhorasse a experiência de 'reconexão' entre pessoas depois de um desastre", anunciou o Facebook. Esses desenvolvedores criaram um fórum para usuários no Japão para melhorar a comunicação entre eles. O teste deu certo e o Facebook decidiu expandir a ferramenta para outros casos no mundo, com o objetivo de informar amigos e familiares, de forma rápida, que o usuário passava bem após um desastre. Nesta terça, representantes do Facebook anunciaram em uma conferência para programadores que o "safety check" já foi acionado em mais de mil casos de desastres naturais e "humanos" no mundo inteiro desde que foi criado. Desastres "humanos", aliás, foram incorporados só depois, nos ataques em Paris em 2015 - quando a ferramenta já enfrentou sua primeira polêmica. Enquanto franceses eram instados a responder se estavam "seguros" durante os atentados que mataram 130 pessoas, libaneses reclamavam de não terem sido consultados da mesma maneira quando um ataque em Beirute matou mais de 40 pessoas horas antes. "Vocês tem razão ao lembrar que há muitos outros conflitos importantes no mundo. Nos preocupamos de forma igual com as pessoas e vamos trabalhar duro para ajudar a todos que estão sofrendo e no maior número de situações em que pudermos", escreveu o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, na época. Foi o começo de outras polêmicas: em março de 2016, usuários do mundo todo - em Sydney, Honolulu, Cairo, Nova York, entre outros- receberam a notificação: "Você foi afetado pela explosão?". Só que a explosão tinha ocorrido em Lahore, no Paquistão. Foi um bug no sistema, explicaram os administradores da rede social. Em julho daquele ano, usuários em Bagdá reclamaram da demora do Facebook em incluir um ataque ocorrido na cidade como um dos "dignos de safety check". O ataque matou ao menos 340 pessoas e, 30 horas depois, o Facebook perguntou aos usuários se estavam seguros. Nas redes sociais, outros celebraram a inclusão do Iraque no rol dos contemplados pelos safety checks. Já no fim de 2016, no entanto, usuários de Bangcoc, na Tailândia, foram instados a responder se estavam seguros após uma suposta explosão. Mas nenhuma explosão tinha acontecido. Uma manifestação acabou ativando a ferramenta, que depois usou como fonte uma reportagem da BBC sobre uma explosão em Bangcoc - mas a reportagem era do ano anterior. Como funciona o "safety check"? Por que uns lugares e não outros? Quando um desastre - natural ou humano - acontece, usuários do Facebook podem receber uma notificação perguntando se querem se marcar como seguros. Também podem dizer que o caso "não se aplica" a eles. Usuários também podem marcar amigos como seguros ou perguntar a eles se estão bem por meio da rede social. No começo, quem decidia para quais desastres a ferramenta seria acionada era o próprio Facebook. Em de novembro de 2016, no entanto, a rede social mudou esse critério: colocou a iniciativa nas mãos de terceiros. Quando um incidente ocorre, uma organização alerta o Facebook. No caso do incêndio em São Paulo, um texto informa que essa organização foi a NC4, "uma empresa global independente de comunicação de situações de emergência" sediada nos EUA. O desastre é classificado de acordo com o alerta da organização e o Facebook passa a enviar notificações para pessoas que estejam na área. Outra situação que ativa o "safety check" é se muitas pessoas no Facebook estiverem comentando sobre o incidente na rede, algo que o algoritmo detecta e, então, coloca no rol dos desastres monitorados. Ansiedade e outras questões O uso da ferramenta suscitou algumas questões entre especialistas e nas redes sociais. Se você não se marca como seguro, deve-se assumir que você está automaticamente em perigo? Isso causa mais alarme ou menos alarme nas pessoas? Por que pessoas longe de terem sido afetadas também devem responder? O mecanismo não contribui para desinformação, ao conectá-las, mesmo que seja pela negação, ao atentado ou incidente? Para o psicoterapeuta Aaron Black, autor do livro "The Psychodynamics of Social Networking" (A psicodinâmica das redes sociais), essa ferramenta pode provocar ansiedade. "Para eventos de pequena escala, como um incêndio ou um ato terrorista localizado, a área do 'safety check' é muito grande, o que significa que muito mais pessoas são questionadas se estão seguras do que as que estão de fato correndo risco na hora. A mensagem transmitida implicitamente é que as pessoas não estão seguras até que declarem publicamente o contrário. Isso, na minha opinião, gera ansiedade", afirma. Ele diz que, no final das contas, a ferramenta também cria o senso de obrigação de marcar-se como seguro até entre quem está em perigo. "Ironicamente, aqueles que estão em perigo provavelmente não recorrem ao Facebook para pedir ajuda, enquanto aqueles que estão expostos ao perigo mas estão seguros provavelmente já avisaram seus entes queridos." "Em resumo, é melhor para assumirmos psicologicamente que alguém está seguro até que saibamos o contrário e o 'safety check' inverte essa lógica." O que o Facebook faz com esses dados? Em junho de 2017, a rede social anunciou que compartilharia mapas com dados agregados do "safety check", sem identificação individual, com organizações de ajuda humanitária. Os dados se referem ao comportamento de usuários depois de desastres naturais - não inclui os desastres "humanos". O Facebook armazena e compartilha, por exemplo, os locais onde as pessoas estavam antes, durante e depois de um desastre. Também criam mapas de movimento, mostrando os fluxos de pessoas em bairros e cidades em períodos pós-desastres. Esses padrões, que a rede social anunciou que iria compartilhar inicialmente com as organizações Unicef, Cruz Vermelha e World Food Programme, ajudam a prever onde recursos serão necessários e também onde há trânsito, além de mostrar padrões de como as pessoas se retiraram de uma área em risco. A rede social também compartilha os mapas de pessoas que se marcaram como seguras, o que joga luz sobre os locais onde a ajuda é mais necessária. Ajuda aos afetados A rede social também incluiu a possibilidade de usuários oferecerem e pedirem ajuda na rede social - algo que aconteceu no caso do incêndio em São Paulo. "Você pode solicitar ou oferecer ajuda, como abrigo, comida e transporte. Comece escolhendo uma categoria para encontrar ou oferecer ajuda", diz o texto da rede social. Entre as categorias estão "trabalho voluntário", "roupas", "comida" e "suprimentos para bebês". No caso de São Paulo, um mapa mostra pessoas na cidade que estão oferecendo ajuda e quem está pedindo. Até a conclusão deste texto, eram 50 solicitações de ajuda e 1.260 ofertas. A mensagem que pergunta ao usuário se ele está bem após um desastre também informa: "Se você precisa de ajuda urgente, ligue para os serviços de emergência". Na conferência do Facebook nesta terça, a empresa anunciou que vai criar uma nova ferramenta chamada "Crisis Response" (resposta à crise), em que usuários poderão, além de marcar-se como "seguros", fazer um relato sobre o desastre - fornecendo informações sobre sobreviventes, por exemplo. Além disso, também anunciou que uma ferramenta que já existe na Índia, em Bangladesh e no Paquistão será expandida: o programa de doação de sangue. A ideia é que clínicas, hospitais e bancos de sangue possam achar doadores e vice-versa por meio da rede social.


Só 18% das prefeituras têm plano de cidade inteligente no Brasil, diz pesquisa
Quarta feira, 02 Maio 2018 19:00:20 -0000

Pagamento de transporte público com cartão eletrônico é ação mais frequente entre capitais e iluminação inteligente a menos recorrente. Apenas 18% das prefeituras brasileiras têm planos de cidade inteligente, que incluem o acompanhamento em tempo real de equipamentos urbanos, como semáforos, ônibus e postes de iluminação. O dado faz parte da pesquisa TIC Governo Eletrônico 2017, que foi divulgada nesta quarta-feira (2). O levantamento feito pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) tradicionalmente faz um raio-x de como a administração pública usa tecnologia para atender os cidadãos, mas nesta edição reuniu pela primeira vez o nível de adoção de projetos entre as gestões municipais para tornar cidades mais conectadas. Segundo o estudo, 70% de cidades populosas, com mais de 500 mil habitantes, possuem planos de cidade digital, enquanto essa é a realidade para só 8% daquelas com até 10 mil moradores. Essa não é a regra nem para capitais, já que entre elas esse índice é de 77%, porcentagem maior, no entanto, que as cidades do interior (18%). Veja o percentual de municípios por região com plano de cidade inteligente: Centro-oeste: 21% Sudeste: 20% Nordeste: 19% Norte: 15% Sul: 14% Apesar do baixo índice de administrações municipais com planos de cidade inteligente, algumas ações nessa linha já implantadas. Segundo o estudo, aquela que possui o maior índice de adoção é o uso de bilhete ou cartão eletrônico como forma de pagamento no transporte público, presente em 81% das capitais. Semáforos inteligentes, que podem ser controlados à distância para melhorar o fluxo de veículos, são usados por 69% das capitais. Quase três a cada cinco capitais instalam equipamentos de GPS na frota de ônibus para acompanhar em tempo real onde os veículos estão e a que velocidade trafegam. Simulação mostra funcionamento de 'semáforo inteligente' TV Globo/Reprodução Metade delas já instala sensores em áreas de risco para monitorar a probabilidade de ocorrerem enchentes, deslizamentos e outros desastres naturais. Já áreas voltadas à inovação, como oficinas do tipo "faça você mesmo", e espaços de "coworking" trabalho compartilhado), são menos frequentes e funcionam em 38% das capitais -- essa, no entanto, é a ação típica de uma cidade inteligente a que os municípios do interior mais aderem (17%), seguido do monitoramento da frota pública de transporte (13%). Os sistemas de iluminação inteligente funcionam em um terço das capitais, que os utilizam para, à distância, medir o consumo de energia ou alterar as áreas iluminadas. A TIC Governo Eletrônicos 2017 aponta ainda que aumentou de 69%, em 2015, para 83%, no ano passado, o índice de municípios atendidos por internet via conexão a cabo ou fibra ótica, que é mais rápida. Por outro lado, caiu o volume de cidades que acessam a internet com modalidades mais lentas de conexão: de 70% para 60% as atendidas com conexão via rádio e de 49% para 44% aquelas usavam conexão via linha telefônica. Outra novidade é que, pela primeira vez, mais de nove a cada dez cidades brasileiras possuem website. Se em 2015, 88% dos municípios tinham página na internet, em 2017, esse índice passou a ser de 93%. Essas páginas servem como plataforma de serviços, dos quais os mais oferecidos aos cidadãos pelas cidades são os seguintes: Download de documentos ou formulários: 83% dos municípios Envio de formulários: 55% Emissão de nota fiscal eletrônica: 51% Consulta de processos administrativos e judiciais: 46% Emissão de documentos, como licenças e certidões: 40% Os websites também abrem um canal de comunicação. Entre as cidades que possuem site, 93% delas libera endereço de e-mail para ser contatada por cidadão, 69% disponibilizam formulários eletrônicos, 62% têm serviço de acesso à informação, 40% recebem denúncias online e só 10% fazem atendimento online via chat.


Aplicativo Signal sofre bloqueio após mudanças do Google e da Amazon
Quarta feira, 02 Maio 2018 16:00:01

O aplicativo de mensagens criptografadas Signal (um programa semelhante ao WhatsApp) está indisponível no Egito, no Omã, no Catar e nos Emirados Árabes Unidos depois que o Google e a Amazon realizaram mudanças técnicas impedindo o uso de um truque chamado de "domain fronting". A prática permitia que o Signal disfarçasse as conexões ao app de acessos ao Google.com, burlando a censura que esses países impuseram ao aplicativo. A informação é da Open Whisper Systems, desenvolvedora do Signal.Como muitos aplicativos, o Signal utiliza infraestrutura de "computação em nuvem" de provedores como o Google e Amazon. Esses serviços são notórios por sua flexibilidade e elasticidade, o que dificulta o trabalho de censores. Não é possível bloquear apenas um endereço de internet (endereço IP) para impedir o acesso ao serviço, porque os endereços IP mudam constantemente conforme a "nuvem" de computadores aloca recursos de processamento.Isso obriga os censores a bloquearem conexões com base no domínio (o "nome" do endereço, como "g1.com.br"). Mas, por uma característica desses serviços, era possível fazer com que uma solicitação fosse aparentemente direcionada a um cliente, mas acabasse processada por outro. Era assim que o Signal disfarçava suas conexões de acessos ao "google.com", que não é bloqueado nesses países.Isso é possível porque o destino da conexão é especificado duas vezes. Uma delas aparece na conexão e pode ser lida pelos censores. A outra é criptografada e só é processada pelo provedor de serviço em nuvem. Enquanto o destino visível era "google.com", o destino criptografado, invisível para os censores, era o verdadeiro endereço do Signal.O único país que já bloqueava o Signal era o Irã. Por causa das sanções comerciais aplicadas pelos Estados Unidos, o Google bloqueia todos os acessos do país ao seu serviço de busca, o que impedia a técnica de funcionar. Houve pressão para que o Google permitisse o acesso, mas o resultado foi o oposto: a empresa adotou medidas para impedir a prática como um todo, inviabilizando seu uso pelo Signal no mês passado.Quando o Signal migrou para a Amazon para repetir a mesma prática, a empresa recebeu um aviso de que o serviço seria cancelado se o aplicativo viesse mesmo a adotar esse truque. A empresa alegou que se passar por outros endereços é uma prática proibida pelos termos de serviço.Técnica pode ser usada em roubo de dadosA técnica de "domain fronting", embora seja capaz de burlar censura, também complica o trabalho de ferramentas de proteção de rede. Hackers já utilizaram o recurso para disfarçar as transmissões de dados roubados de computadores. Dessa forma, o sistemas de segurança não conseguem detectar e alertar sobre essas conexões irregulares.Se o Google e a Amazon continuassem permitindo o uso dessa técnica, os provedores corriam o risco de serem coniventes com práticas sofisticadas para o roubo de informações. O Signal usava a técnica desde 2016.Tecnologia do Signal foi adaptada no WhatsAppO Signal é um aplicativo de comunicação que adota criptografia para resguardar o sigilo das comunicações. É considerado o aplicativo mais seguro para esse fim entre os disponíveis do mercado. A tecnologia do Signal foi usada de base para a criptografia que hoje existe no WhatsApp, o aplicativo de mensagens que foi adquirido pelo Facebook em 2014.Assim como o WhatsApp, a criptografia do Signal é um empecilho para as autoridades judiciárias e policiais, já que não é possível monitorar a comunicação de um utilizador por meio de grampos na conexão e os dados das mensagens também não podem ser fornecidos pela Open Whisper Systems, já que a companhia não dispõe das chaves criptográficas para decifrar o conteúdo transmitido. É por isso que alguns países decidem bloquear o aplicativo, assim como o WhatsApp já foi bloqueado no Brasil.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com


Fonte:  G1 > Tecnologia e Games