O desespero do Sansão do elevador em Brasília. Para entrevistar o ministro Pelé
Sabado, 21 Outubro 2017 13:17:19 -0200

132 Esportes
4 de novembro de 1973.

Eu e dois amigos decidimos ir até o Pacaembu. Jogariam Santos e Portuguesa. A ideia foi minha. "Vamos ver o Pelé?", propus. Bastou. E o trio apaixonado por futebol decidiu ir. Adolescentes, de famílias simples, cada um arrumou dinheiro como pôde. Eu falei para o meu pai, professor de altos ideais e salário baixo, ficou encantado com a ideia. E tirou uma parte do 'dinheiro da feira'. Com a minha carteira de estudante e sentando no tobogã, lugar mais barato do estádio, não gastaria muito.

Fomos a pé. O dinheiro do ônibus seria para comer amendoim. O jogo foi inesquecível. A Portuguesa tinha um time impressionante, forte. Um dos melhores do país. Com Enéas, Dicá, Cabinho, Basílio, Isidoro. O Santos não era uma grande equipe. Tinha algumas estrelas como Carlos Alberto, Edu, Clodoaldo. Era um elenco envelhecido com algumas promessas. E, lógico, o maior de todos, Pelé.

A Portuguesa logo abriu 2 a 0, gols de Tatá e Enéas, para alegria da mais suicida torcida que vi nos estádios. A Leões da Fabulosa. Seus poucos membros provocavam e brigavam com torcidas dez, vinte vezes maiores, como a do Corinthians, Palmeiras, São Paulo. E não fugiu do confronto, que no começo da década de 70, era na arquibancada. As brigas eram no máximo soco e pontapés. Ingênuas, comparadas com a selvageria, com a sede de morte, de hoje em dia.

Mazinho descontou. 2 a 1. Pelé, aos 33 anos, era marcado a pontapés. A arbitragem da época era muito permissiva. Mas em uma falta frontal, Edu rolou a bola para o camisa 10 santista. Ele bateu por baixo da barreira, 2 a 2. Estava entusiasmado, vi um gol do melhor de todos os tempos no estádio. Enquanto economizava os amendoins para não acabarem, teria outra. surpresa.

Clodoaldo levantou a bola para a área. Pelé se antecipa ao gigantesco Pescuma. Ajeita a bola com o lado direito do peito. O objeto esférico obedece o seu desejo e cai na media para um sem pulo lindíssimo de pé esquerdo. Indefensável para Zecão. 3 a 2, Santos. Gol maravilhoso. E eu, que nunca fui santista, não me contive pulei, vibrando. Ainda lembro os amendoins voando e os rosto dos meus amigos extasiados.

Era essa imagem que guardava no peito de Pelé. Tive o privilégio de vê-lo em campo, no Pacaembu. Marcando um gol lindíssimo. Assiti pelo menos vinte vezes ao obrigatório documentário Isto É Pelé, de Eduardo Escorel e Luiz Carlos Barreto.

Em campo, foi fabuloso.

O melhor de todos os tempos.

Inigualável.

Depois fui reencontrá-lo na Copa de 1994. Ele era comentarista da TV Globo. Mas esteve em uma festa patrocinada por um cartão de crédito, aberta aos jornalistas. Ele estava protegido por seguranças. E praticamente foi ser fotografado e acenar no evento, contratado pelo tal cartão.

Até que em 1997, propus uma pauta para o meu editor. Ir até Brasília desvendar qual era a força do Ministério do Esporte, como ele estava lidando com a pressão do Clube dos 13 para vetar a lei que mudaria de vez a relação entre os jogadores e os clube.

42 Esportes

"Ele é o maior jogador de futebol de todos os tempos, o primeiro ministro negro da história do país, representa o avanço na relação trabalhista do governo Fernando Henrique Cardoso. Dá uma matéria excelente mostrar a força do seu ministério. O Pelé está fazendo história. Me deixe ir para Brasília", pedi ao meu editor.

Como já expliquei, o Esportes do JT, embora tivesse muito mais força, representatividade do que a mesma editoria no Estadão, nossa verba era muito menor. Por causa da divisão entre os herdeiros da família Mesquita. O dinheiro era curto. "Não dá para fazer por telefone?", era a resposta padrão. Respondi que não. Expliquei a matéria. Iria falar com os senadores e os deputados federais sobre a representatividade de Pelé e seu Ministério. E a tal lei. Depois, uma entrevista com Pelé.

Insisti por dois dias. E recebi a autorização. "Você viaja na segunda-feira. E volta quinta com a matéria pronta." Na segunda-feira falaria com os políticos. Na terça, com Pelé. E tudo certo. Sabia que ele estaria em uma escola. Entrei orgulhoso com meu terno e gravata pelos corredores do poder. E, usando a velha tática, representando a Agência Estado, todos aceitavam falar. Tinham a certeza que suas palavras chegariam aos seus estados, seus currais eleitorais. E não apenas em São Paulo.

Deputados e senadores, de todos os partidos, avacalharam com Pelé. O colocaram abaixo de zero. Foi algo unânime. Disseram que não tinha representatividade alguma, não sabia o que estava fazendo. O consideravam um símbolo alienado que FHC colocou para ganhar popularidade. Desancaram o maior ídolo deste país.

Contei para o meu editor a minha apuração. Ele quase teve um orgasmo. E avisou em tom ameaçador. "O Pelé tem de falar." Fui na tal inauguração na terça-feira. Como ele viajava muito pelo mundo, estava cercado por seguranças e pessoas ligadas à tal escola. Tentei chegar perto, com toda a educação, para tentar marcar uma entrevista. Cheguei perto dele. Estava com o meu indefectível bloquinho de notas. Pelé não olhou para mim e muito menos para o meu crachá onde estava escrito Agência Estado.

Ele segurou o meu bloquinho e se preparou para o seu centésimo autógrafo aquele dia. Eu puxei o bloquinho de volta. Tomou um susto. "Não quero autógrafo, Pelé. Eu vim fazer uma entrevista sobre o seu ministério." Ele me respondeu direto. "Este mês não vai dar. Estou muito apressado", disse. E saiu, cercado por seguranças. Fiquei desesperado. Sabia que tinha de voltar com a entrevista.

614 Esportes

Soube que na quarta-feira, ele estaria em uma audiência pública em uma cidade-satélite de Brasília. Iria começar às 10 horas. Estava desde as oito horas esperando o Pelé. Mesmo cerimonial. Cercado por seguranças e políticos locais, de baixo escalão. Quando estava saindo, o procurei novamente. E ele foi direto. "Eu já falei para você, este mês, não dá." E saiu. Tentei acompanhá-lo, dois seguranças ficaram na minha frente. Comecei a discutir com eles. Pensava. 'vou ser preso aqui', mas vou falar.

Quando a conversa virou discussão e se transformava em gritos. Por um triz não houve uma briga. Enquanto gritava e ouvia os berros nos meus ouvidos, via Pelé sumir em um carro oficial. Liguei para o meu editor. Ouvi mais gritos. "Você está aí, tem de fazer a entrevista. Gastamos dinheiro com sua viagem. Se vira", e bateu o telefone na minha cara.

Por um ato divino, na quarta-feira, Pelé estaria em uma cerimônia para prefeitos do país todo. Era raríssimo ele participar de três audiências públicas. Havia chance dele não aparecer. Ele foi. Enquanto vários prefeitos faziam pequenos discursos, mostrando feitos esportivos de suas cidades, Pelé o ouvia. E balançava a cabeça, se mostrando interessado. Eu segurava a tampa de uma garrafa de Coca Cola que encontrei no chão do auditório. E a apertava, nervoso, imaginando como seria essa minha última tentativa de falar com ele.

Quando os prefeitos acabaram de falar, reparo que o meu dedão e o meu dedo indicador da mão direita estão sangrando. Estava tão nervoso que não percebi que a tampa havia rasgado meus dedos, enquanto pensava na abordagem de Pelé.

528 Esportes

Ao acabarem os intermináveis discursos, ele fez o dele. E, para meu espanto, começou a caminhar para um elevador. Iria embora. Estava só com dois seguranças. E uma assessora. Tentei me aproximar. Vi que não daria tempo.

Pelé e seus seguranças e mais a assessora entraram no elevador.

Me submeti a uma cena do mais puro desespero.

Como um Sansão urbano, de terno, segurei as portas do elevador. Os quatro olharam para mim assustados. Só poderia ser um louco, com o tal crachá da Agência Estado balançando no peito.

"O que está acontecendo?", perguntou, apavorada, a assessora.

Nem olhei para sua cara.

"Pelé, é o seguinte. Falei com deputados e senadores sobre você. Me disseram que seu ministério é uma mentira. Não tem importância nenhuma. Não sabe nem o que está fazendo em Brasília. Não passa de um marionete do FHC. Eu sou do Jornal da Tarde. Esta matéria vai sair na Agência Estado, em todo o Brasil. Você será desmoralizado. Você precisa dar o seu ponto de vista", falei mais rápido que o José Silvério, consagrado locutor de rádio.

Enquanto falava, segurava as portas.

Pelé me olhava assustado. Os seguranças já vinham em minha direção. Até que a assessora saiu do elevador. "Deixe o ministro subir, por favor. Se não você vai sair daqui preso." Pensei no meu editor. Pensei em ser preso. E continuei segurando a porta. "Melhor a cadeia do que voltar sem matéria."

A assessora pensou no escândalo. E pediu pela segunda vez. "Solte a porta. Me explique a matéria." Vi uma luz. "Pense bem, Pelé", bradei, ao soltar as portas.

Monica Gil era o nome da chefe de comunicação.

Ela foi uma das únicas assessoras de imprensa que encontrei, que agiu como deveria. Mostrei alguns depoimentos que havia gravado. Ela se assustou. Percebeu que Pelé era objeto de escárnio e que nenhum político, dos cerca de 20 que ouvi, os levava a sério. O ministro tinha de falar.

Ela subiu, prometendo voltar. Nos 20 minutos mais longos da minha carreira, ela voltou. "O ministro vai dar entrevista."

No final da tarde, entrei na sua enorme sala. Pelé estica a mão e fala. "Fazia tempo que eu não via ninguém com tanta vontade de falar comigo", brincou. Enquanto segurava sua mão, lembrei do gol no Pacaembu, dos meus amigos, da fome que passei sem os amendoins, andando até a minha casa.

 Esportes

Pelé foi firme, corajoso. E disse que tinha como missão mudar a relação entre os jogadores e os clubes. O Brasil tinha de acabar de vez com a lei do passe. E era o que faria. Confirmou que sua verba era íntima em relação aos outros ministérios e que tinha um status de secretaria da presidência. Mas a missão terminar com a escravidão do jogador de futebol. Ele trazia essa lembrança dos tempos do Santos. Só quando encerrou a carreira, pôde jogar nos Estados Unidos, no Cosmos, e ficar rico de verdade.

A matéria teve duas páginas. Foi capa do JT. E distribuída para o Brasil todo.

Em março de 1998, a Lei Pelé foi promulgada.

Acabou o regime de escravidão dos jogadores e clubes.

Uma pena que virou uma festa para os empresários.

Os atletas não sabem e não querem lidar com sua liberdade.

Em abril de 1997, Pelé deixou o ministério. Foi ganhar dinheiro. Comentar futebol para a TV Globo. Representar seu cartão de crédito na Copa do Mundo de 1998. Na França, o vi de longe, como garoto-propaganda. Nem tentei chegar perto. Não precisava. A minha única pauta com ele já tinha feito.

Em 2013, encontrei Monica Gil, no sorteio dos grupos da Copa, na Bahia. Ela assessorava o então ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso. Tentei uma entrevista, para que falasse sobre como o país trataria os anarquistas black blocs que ameaçavam o Mundial. Ele não quis. Não houve como sequer chegar perto do elevador de José Eduardo.

Meu momento Sansão, desesperado, e de terno havia passado.

Foi ótimo ter sido com quem foi.

Com o melhor de todos...



Perder Mano para o Cruzeiro foi inesperada derrota para o Palmeiras. Clube analisa plano B. Valentim...
Sexta feira, 20 Outubro 2017 12:54:40 -0200

130 Esportes
Mano Menezes acaba de renovar contrato com o Cruzeiro.

Serão mais dois anos.

Frustrou a expectativa dos dirigentes do Palmeiras.

O técnico acaba de se reunir em Belo Horizonte com o presidente eleito Wagner Pires e o novo homem forte do futebol, Itair Machado. Wagner Pires confirmou a promessa feita a conselheiros e garantiu a permanência do treinador. Além de um grande aumento salarial, prometeu reforços e que não venderá jogadores importantes do atual time. Ou seja, Mano terá uma grande equipe para disputar a Libertadores de 2018.

A notícia caiu como uma bomba no Palestra Itália.

Alexandre Mattos trabalhou anos no Cruzeiro. E sabia da briga política. Se Pires perdesse Mano, correria o risco de ver Zezé Perrella, seu inimigo, eleito presidente do Conselho Deliberativo. Seria um trunfo que o senador usaria contra o novo presidente. Esse possível trunfo não existe mais.

Lógico que o primeiro pensamento é que Alberto Valentim poderá se transformar no 'Fábio Carile do Palestra Itália'. Só que não é assim tão fácil. Embora os jogadores desejem a permanência do ex-auxilar, e sob seu comando, o time tenha vencido dois jogos, Atlético Goianiense e Ponte Preta, e assumido a segunda colocação do Brasileiro, há sérias dúvidas. Ele enfrenta a dúvida da inexperiência. A falta de rodagem. E de não ser um nome consagrado.

417 Esportes

O efeito 'Eduardo Baptista', ainda é lembrado no Palmeiras. A contratação do então treinador da Ponte Preta, que nunca havia disputado sequer uma Libertadores. Ele foi muito mal. Cuca retornou às pressas, para tentar salvar o projeto Libertadores. Não conseguiu. Seu fracasso tem como um dos motivos ter no elenco jogadores com quem não desejava contar e nem se encaixavam no seu esquema tático.

O Palmeiras terá de reavaliar o mercado, sem Mano. O clube poderia pagar mais do que os R$ 650 mil por mês que Mano passará a ganhar em 2018. Os R$ 15,6 milhões que embolsará só de salários, fora bônus. Inclusive há multa, que obriga o Cruzeiro a pagar todos os meses de salários, caso demita o técnico. Essa quantia seria superada tranquilamente, com a ajuda da patrocinadora Crefisa.

Acontece que Mano Menezes não quis sair. Ele tem o atual grupo de jogadores cruzeirenses na mão. Sabe muito bem os reforços que precisa. E além do mais, já havia virado as costas para o clube mineiro indo para a China. Voltou e teve as portas abertas. Seu relacionamento no clube é do jeito que gosta. Sua palavra é final. Não há contestação. Ele queria saber se tudo continuaria do mesmo jeito, com Wagner e Itair. Teve a promessa que sim.

Os dirigentes fizeram questão de tirar foto com o técnico.

Uma maneira de mostrar ao Palmeiras e aos conselheiros da oposição, que venceram.

"A permanência de Mano era a minha prioridade do momento. É um técnico vencedor, à altura do Cruzeiro, e com ele vamos planejar o futebol do clube para os próximos anos, com foco sobretudo no título da Libertadores no curto prazo. Vamos dar sequência ao projeto vencedor iniciado pelo Gilvan, dar inicio a uma nova fase histórica para o clube, mudar o patamar e dar continuidade ao trabalho de Mano Menezes. É parte da nossa estratégia", garantiu o novo presidente.

418 Esportes

Alexandre Mattos deverá se reunir ainda hoje com Mauricio Galiotte. E definir que estratégia adotarão. Se irão manter a busca por um técnico de grife. Ou vão esperar o final do Brasileiro, com Alberto Valentim para depois escolher o que fazer.

Conselheiros ligados a Mustafá Contursi lembram de Jair Ventura, que faz ótimo trabalho no Botafogo. Galiotte e Mattos já conversaram sobre ele e também sobre Roger, ex-Grêmio e Atlético Mineiro. Há também a chance da análise do mercado do exterior. O trabalho de Marcelo Gallardo no River Plate é muito elogiado.

"Na minha opinião, que eu já dei para o Alexandre (Mattos, diretor), para o presidente, para todos, desde a primeira vez que saiu o Cuca, a gente queria que ele ficasse. A gente espera que ele faça um grande trabalho nesses 10 jogos que tem, 11, que já passou um, para que, se Deus quiser, ele possa ter a oportunidade de comandar definitivamente o time no ano que vem", escancarou o capitão Dudu.

E ele fala em nome de todo o elenco.

O pedido é para que Valentim seja efetivado.

De certo, a manhã foi de derrota para o Palmeiras.

O treinador que desejava preferiu o Cruzeiro.

Em Belo Horizonte passará seus próximos dois anos.

O projeto 'Libertadores 2018' terá de ser realinhado.

Pela preferência de Mano Menezes pelo Cruzeiro...
527 Esportes



Santos se conforma com saída de Lucas Lima. Antes, vai cuidar do decepcionante Levir Culpi
Sexta feira, 20 Outubro 2017 12:15:10 -0200

129 Esportes
As vaias no Pacaembu, no empate contra o Vitória, já foram a senha. E as pichações de hoje na Vila Belmiro, depois do frustrante empate contra o Sport, fecharam o quadro. Lucas Lima já tem o que restava para consolidar sua saída do Santos. A 'rejeição' da torcida santista. Na verdade, um misto de revolta, frustração e decepção. Não pelas últimas partidas. Mas pela certeza de seu camisa 10 irá embora. Com enorme chance de atuar por um rival, o Palmeiras. É outro ídolo santista que sairá pela porta dos fundos.

Como aconteceu com Robinho e Ganso, por exemplo. A decepção com Neymar veio depois.

Os muros de Santos têm vida.

E eles decretaram a saída de Lucas Lima, hoje pela manhã.

Foi a desculpa perfeita para o meia e seu staff se convencessem de vez que seu lugar é longe do Santos. Há uma tentativa de o pai de Neymar, representante do meia, em encontrar um clube europeu, o que é mais difícil na janela de dezembro, a do inverno europeu. O futebol chinês segue interessado, mas Lucas Lima acredita que, se algo sobrenatural não surgir, o ideal é ir para o outro lado do mundo quando tiver mais de 31, 32 anos. Antes, ele quer jogar em alto nível por quatro, cinco anos, já que tem 27 anos.

E já é público. Seus representantes já prometeram a Alexandre Mattos que, se for continuar no Brasil, ficará mesmo no Palmeiras. Onde há uma proposta que, entre luvas, salários, algo próximo de R$ 700 mil. Por um contrato de quatro anos.

O Santos ofereceu R$ 45 milhões para que o jogador ficasse até 2020. Receberia R$ 600 mil mensais, mais bônus. A proposta foi feita em junho. O meia sequer se deu ao trabalho de responder. Em dezembro, ele fica livre para ir atuar onde quiser, sem que o novo clube precise pagar um real ao Santos. Está mais do que claro que não ficará na Vila Belmiro.

Houve uma conversa franca entre Mauricio Galiotte e Modesto Roma Júnior. O presidente palmeirense confirmou que deseja o atleta. Mas esperaria o fim das negociações com o Santos. Modesto Roma disse que sabia que Lucas Lima não ficaria. Foi quando surgiu a possibilidade de o clube patrocinado pela bilionária Crefisa bancar a multa que os santistas terão de pagar à Doyen, dona de 80% dos direitos do atleta até dezembro. Se ele for embora 'de graça', o Santos terá de pagar R$ 8 milhões ao fundo de investimento. Para manter a boa relação entre os clubes, o Palmeiras poderia arcar com essa multa.

218 Esportes

Lucas Lima vem sendo perseguido nas redes sociais. E também tem evitado sair em Santos. Torcedores não perdoam o que classificam como traição. O jogador mal espera chegar o final do Brasileiro para viajar, ficar longe da Vila Belmiro.

A situação chegou a este limite por conta do próprio jogador. Ao negar o óbvio, que não seguirá no Santos, ele criou um clima de revolta. Bastasse avisar que seguirá outro rumo. E que mostraria seu respeito ao clube nas últimas partidas com a camisa santista. Nada mais fácil. Só que ao tentar esconder o que todos sabem, tornou sua vida um inferno.

Modesto Roma foi obrigado a dar uma coletiva hoje pela manhã. Ela estava programada anteriormente. O mote era explicar o fechamento com a Umbro. Mas, lógico, tomou outros rumos. O primeiro, a demissão de Levir Culpi. O treinador que já é sondado pelo Japão está em rota de colisão com o elenco. O time caiu de rendimento. Há o medo que perca uma vaga na Libertadores. E como haverá eleições em dezembro, o presidente deverá fazer a vontade dos conselheiros. E deverá dispensar Levir.

Elano tem chances de comandar o time até o final do Brasileiro.

A decisão sobre o treinador ficará para as 15 horas.

O clima em Santos é de saída imediata de Levir.

613 Esportes

Sobre Lucas Lima, Modesto tem plena consciência: faltam nove partidas para o Brasileiro acabar. Seria uma insanidade assumir que ele irá embora da Vila Belmiro, no final de seu contrato em dezembro. Isso até mesmo o presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, sabe.

Tudo o que ele deseja é que o meia siga cumprindo sua obrigação. E dispute as nove últimas partidas com a camisa do Santos. Depois, vá embora. Como candidato à reeleição, Modesto não poderia fazer o que muitos garantem ser sua vontade. Dispensar imediatamente Lucas Lima.

Mas não pode.

Então, um pouco de ironia.

"O Lucas Lima ainda não respondeu nossa proposta. Vale a palavra do jogador. Não especulo. Quanto à torcida, ela perdeu a paciência com ele, com o Zeca, com o Ricardo Oliveira.

"É absolutamente lícito ao torcedor reclamar. Torcedor não tem portal, TV, blog. Tem um muro. Protestou no muro."

Mas está cada vez mais explícito.

Lucas Lima vive seus últimos momentos na Vila Belmiro.

E o Palmeiras será o caminho natural.

Desde que não apareça um clube europeu, de última hora.

Chega dos muros falantes de Santos..
526 Esportes



Ainda há vagas
Sexta feira, 20 Outubro 2017 10:40:11 -0200

tite Esportes

Olá galera.

Como o tempo passa rápido. Ano que vem já teremos outra Copa do Mundo. Dessa vez o torneio será na Rússia e, felizmente, nos classificamos antecipadamente. Tite chegou e a equipe que vinha tropeçando engrenou. Hoje somos considerados um dos principais candidatos ao título. O grupo de jogadores não está totalmente definido. Ainda há vagas!

A maioria dos meninos brasileiros um dia sonhou em ser jogador de futebol. Melhor ainda se conseguir jogar em um grande clube, se possível o mesmo que torce. Quase todos sonham em atuar num gigante europeu como Real Madrid e Barcelona. O ponto alto da carreira costuma ser chegar até a Seleção Brasileira, de preferência participar de um Mundial com a camisa amarela.

Daqui a pouco Tite vai anunciar os atletas que irão enfrentar Japão e Ingletarra, em amistosos. Podemos dizer que o elenco que irá para a principal competição de seleções do planeta, já tem alguns nomes certos como Neymar, Gabriel Jesus, Philippe Coutinho, Paulinho, Marquinhos, Marcelo, Dani Alves, Casemiro e Alisson. Mas em algumas posições ainda podem surgir novidades.

Ainda não sabemos quais serão os atacantes reservas, apesar de Firmino estar sendo bastante utilizado. No meio campo também podem pintar algumas surpresas. Diego (Flamengo), Lucas Lima (Santos) e Giuliano (Fenerbahçe), ainda sonham com uma vaguinha. Essa pode ser a última chance para alguns mostrarem ao técnico que merecem fazer parte da campanha pelo hexacampeonato.

Em março de 2018, o Brasil terá mais dois amistosos. Nossa seleção enfrentará Rússia e Alemanha. Para essas partidas Tite já deverá estar com o grupo completamente fechado. Além de observar opções, os jogos também servem para dar maior entrosamento para os titulares. Vamos torcer para que a Seleção Brasileira continue vencendo e convencendo. E claro, boa sorte aos convocados.

beijim

Mylena



A Fifa reconhecerá Santos, São Paulo, Flamengo e Grêmio campeões mundiais. Palmeiras? Não
Quinta feira, 19 Outubro 2017 14:53:30 -0200

128 Esportes
Como a Conmebol havia revelado ao blog, no dia 31 de agosto, a entidade considera que os vencedores do torneio Intercontinental como campeões mundiais. E decidiu exigir esse reconhecimento de uma vez por todas da Fifa.

"A Fifa nunca mandou qualquer memorando, relatório ou aviso que os Intercontinentais não são Mundiais. Tudo não passou de boatos, especulação da imprensa. Quem ganhou os Intercontinentais são campeões do mundo. E recebem esse tratamento pela Conmebol. Se esta recomendação de que não fossem reconhecidos existisse, ela já teria chegado a nós há anos. E nunca veio. E não virá. A história já foi escrita", resumiu o vice-chefe de Comunicação da Conmebol, ao blog.

Ou seja, Santos, São Paulo, Flamengo e Grêmio já eram e mereciam tratamento de campeões mundiais. Só que a entidade resolveu ir além. E quer a chancela da Fifa de vez, o reconhecimento.

O próprio presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, tornou pública a carta que enviou ao presidente da Fifa, Gianni Infantino.

416 Esportes

"Solicito por bem apresentar ao Conselho da Fifa para consideração o tema do reconhecimento da entidade organizadora do futebol mundial aos campeões mundiais de clubes europeus e sul-americanos, durante a vigência da Copa Intercontinental de Clubes (1960-2004). Como você entenderá, para a Conmebol é importante manter no registro histórico no Mundial de Clubes, os resultados de tantos anos de disputa entre os ganhadores da Copa Libertadores e da Liga dos Campeões da Uefa."

A decisão deverá ocorrer na próxima sexta-feira, quando haverá uma reunião do Conselho da Fifa.

612 Esportes

A aprovação é considerada como certa. Há até dúvidas se a iniciativa teria mesmo partido da Conmebol ou da própria Fifa. A entidade vai acabar com o Mundial de Clubes, da maneira que é disputada. Por pressão dos clubes europeus. E o esquema de duas partidas, entre o campeão da Libertadores contra o vencedor da Champions, como acontecia até 2000, voltará. Um jogo na América do Sul. E outro na Europa. E de quatro em quatro anos, haverá um Mundial com 24 equipes.

A confirmação dos títulos conquistados pelos times sul-americanos, entre 1960 e 2000, trará mais credibilidade para o retorno dos Mundiais em dois jogos.

Já está tudo certo.

79 Esportes

Assim como também o blog havia antecipado.

O Palmeiras não será consagrado campeão mundial.

A Conmebol não considera a Taça Rio, conquistada em 1951, como Mundial.

Pelo motivo já exposto por aqui.

Havia vários torneios internacionais na época. A Taça Rio é considerada pela Conmebol e pela Fifa como mais um. Os participantes eram convidados. E houve equipes que se recusaram a disputar a Taça Rio, como Barcelona, Milan, Atlético de Madrid e Tottenham.

Ou seja: São Paulo e Santos terão reconhecidos dois títulos mundiais. O Flamengo e o Grêmio terão os seus.

Já o Palmeiras, não.

Não tem Mundial.

As discussões vão acabar de vez.

Como foi publicado aqui no dia 31 de agosto...
524 Esportes



Situação volta a ser preocupante!
Quinta feira, 19 Outubro 2017 10:34:47 -0200

dorival 1024x683 Esportes

Olá galera.

O São Paulo é um dos clubes mais vitoriosos do futebol brasileiro. Basta dizer que o Tricolor Paulista é Tricampeão Mundial e da Libertadores, além de outros títulos importantes. Mas a temporada atual não lembra em nada os anos gloriosos do passado. Permanecer na Série A já será motivo de bastante comemoração.

No sábado passado, os comandados de Dorival Júnior venceram jogando bem. Com gols de Lucas Pratto e Maicosuel, viraram pra cima do Atlético Paranaense, em jogo realizado no Estádio do Pacaembu. Mas ontem voltaram a jogar mal e perder. Se aproximando mais uma vez da zona de rebaixamento.

Em décimo quarto lugar na tabela de classificação, o time do Morumbi precisa torcer por tropeços de alguns concorrentes diretos. Caso Sport, Vitória e Ponte Preta conquistem três pontos em seus compromissos hoje à noite, o São Paulo voltará para o Z-4.

Na próxima rodada, a trigésima da competição, nada de moleza. No domingo o adversário será o Flamengo, novamente no Pacaembu. Mesmo contando com bons jogadores como Hernanes, Cueva, Pratto, entre outros, a equipe não está conseguindo repetir boas atuações com regularidade.

Depois do Rubro-Negro Carioca, um clássico contra o Santos, que está na parte de cima da tabela. Faltam nove jogos. Vinte e sete pontos em disputa. O São Paulo precisa reagir logo, caso contrário passará sufoco até o fim do campeonato, tentando escapar de um indesejável e inédito rebaixamento.

beijim

Mylena



Conselheiros querem saída de Dorival, que não ficará em 2018. Perdido, Leco não sabe o que fazer
Quinta feira, 19 Outubro 2017 08:40:26 -0200

1reproducao4 Esportes
"O time não amadurece. Tem de apanhar mais para amadurecer. Infelizmente é o que eu posso dizer, porque é inaceitável fazermos uma partida muito boa no sábado e, hoje, pela desatenção, tomarmos três gols. É inaceitável.

"A equipe tem de crescer. Ganhou um jogo e parece que já alcançou os objetivos da temporada. Não é assim. O time tem de manter uma regularidade de concentração. Mais uma vez falhamos. Tem de amadurecer. Vai apanhar até crescer."

"Essa apatia é o que realmente preocupa. Como disse o próprio Hernanes no final da partida. O problema é tático? Não. É técnico? Não. É garra, gana, vontade? Não. Mas houve uma apatia geral, tanto que no intervalo eu poderia fechar os olhos e fazer três alterações que não teria problema, pela maneira como nos comportamos. Isso é inaceitável para uma equipe na situação que nos encontramos. E que tem uma atuação totalmente diferente no jogo passado."

 Esportes

Hernanes e Dorival Júnior queriam passar para os jornalistas, torcida e dirigentes que o problema do São Paulo, após mais um vexame, a 13ª derrota no Brasileiro, que o problema é apenas psicológico, apatia.

Não é.

O São Paulo faz uma campanha vergonhosa no Brasileiro. E ela é resultado do péssimo trabalho do demitido Rogério Ceni e de Dorival Júnior, que será dispensado assim que o Brasileiro acabar. Além dos dois, da incompetência de Leco e Pinotti, que fizeram um desmanche ensandecido para arrecadar dinheiro. Transformaram o clube em um balcão de negócios. Com um entra e sai de jogadores. Diante de conselheiros omissos.

2fluminensenelsonperes Esportes

Os nove notáveis do Conselho de Administração só pensam em um futuro utópico, com a divisão do futebol profissional da área social do clube em 2018, e se esquecem da vergonha do dia-a-dia deste 2017.

Alguns sonham com o reconhecimento por parte da Fifa do tricampeonato mundial.

Outros comemoram a chance de ter Kaká no final de carreira no próximo ano.

Fingem não perceber que seu retorno pode ser como o de D'Alessandro.

Para disputar a Segunda Divisão.

Leco e Pinotti foram omissos ontem.

De novo.

Saíram do Maracanã sem uma palavra para a imprensa. Nenhuma satisfação à torcida. É uma rotina bizarra. Quando o São Paulo vencem, ambos falam. Na derrota, se calam. Pinotti teve a coragem de conversar com o repórter Mauro Naves da TV Globo, antes do jogo. E disse que nunca havia visto um ambiente tão confiante no clube na viagem de São Paulo para o Rio. Não é à toa que o executivo Rodrigo Caetano do Flamengo é cogitado no seu lugar. Pinotti é um milionário amador, que saltou da tribuna para comandar o futebol do clube porque emprestou dinheiro para contratar o argentino Centurión. Se não tivesse colocado esse dinheiro, não teria cargo na diretoria.

314 Esportes

Não bastasse o péssimo futebol do time, Dorival Júnior mostrou ontem o quanto está perdido. Para tentar surpreender o limitado time de Abel Braga, sufocado pela falta de dinheiro, o treinador do São Paulo decidiu tirar do time Lucas Pratto e Cueva. Os dois melhores jogadores do seu grupo. Colocou Shaylon e Thomaz. A surpresa dominou os atletas que saíram e os que entraram. Ninguém, de bom senso, esperava essas trocas.

"Estávamos com um posicionamento muito fixo, Pratto muito preso na marcação, Cueva caindo lateralmente sem conseguir produzir dentro de suas melhores condições. Nós fizemos uma tentativa, tirando o homem de referência, e colocando homens que chegassem por trás. Mas continuou da mesma forma como começamos a partida", admitia, constrangido, após o jogo.

Lucas Pratto e Cueva estão insatisfeitos no Morumbi. Com o péssimo rendimento do São Paulo, o argentino deixou de ser convocado para a Seleção. E o peruano já pediu três vezes para ir embora. Quer voltar ao futebol mexicano. Não há motivação para seguirem em 2018. Rodrigo Caio também está cada vez mais nervoso com as cobranças. Sente que está a um fio de perder a Copa da Rússia, seu maior sonho. O péssimo futebol do time está atrapalhando sua carreira.

Dorival já vem sendo questionado assim que chegou. Não consegue dar um padrão mínimo ao time. É um perde e ganha insano. Não há uma maneira tática definida de o time atuar. O time segue entrando e saindo da zona do rebaixamento. A insegurança atinge a todos.

Já é certo que Dorival não seguirá em 2018. Como aconteceu com ele no Palmeiras, os dirigentes só esperam que ele evite o rebaixamento este ano. Vão desprezar o contrato até o final de 2018. Darão os dois salários de multa e buscarão outro técnico para começar o ano. Com todas as chances de ter Kaká.

Dorival já percebeu. E esta situação o deixa ainda mais tenso. Ele quer mostrar que tem capacidade para ficar. E está tão ou mais pressionado do que o grupo de jogadores que comanda. Se Vinicius Pinotti não fosse tão amador já teria percebido. Assim como o inseguro Leco, que não sabe o que fazer. A não ser oferecer bônus, dinheiro aos atletas para não caírem.

523 Esportes

O comportamento do São Paulo é igual ao de time pequeno do interior, na década de 70. Lembra o XV de Piracicaba de Romeu Ítalo Rípoli. Ele era um dirigente que se consagrou ao pagar salários baixos e bichos altos. Além de colocar o preço dos ingressos os mais baratos do Brasil para ter sempre o estádio cheio, nos jogos em casa. A única diferença está no fato de Leco e Pinotti seguirem pagando salários altíssimos.

Os dois se consideram gênios pelo clube estar jogando com o Morumbi ou Pacaembu lotados neste Brasileiro. Fingem não perceber que os motivos são o desespero dos torcedores para evitar o rebaixamento para a Segunda Divisão. E a vulgarização do preço dos ingressos, em média, R$ 26,00.

A incrível, inacreditável, rara sorte de Pinotti e Leco está no silêncio das organizadas. Elas não estão cobrando os jogadores, Dorival Júnior e, principalmente, a dupla que comanda o clube. Mesmo com esse momento vergonhoso na história do São Paulo. É muita sorte.

O time terá uma sequência indigesta pela frente para se manter na Série A. No domingo, terá o Flamengo e Santos no Pacaembu, como mandante. Depois, o Atlético Goianiense, no Serra Dourada. A Chapecoense, no Pacaembu. Vasco, em São Januário. Grêmio, no Olímpico. Botafogo, no Pacaembu. Coritiba, no Couto Pereira e o Bahia, no Morumbi.

Dorival Júnior não estará no comando do clube em 2018.

Resta saber os dirigentes não tentarão dar um 'choque' no elenco e demiti-lo antes. É o desejo de conselheiros importantes, que dão sustentação politicamente para Leco. E, de preferência, pedir um último esforço para Muricy Ramalho. Dirigir o time essas nove partidas que faltam.

Perdido, Leco não sabe que rumo tomar...
7reproducao Esportes



Empate sem emoção. Mas excelente para o líder Corinthians
Quarta feira, 18 Outubro 2017 23:36:59 -0200

126 Esportes
Aos 35 minutos do segundo tempo, Edilson bateu forte a falta da lateral esquerda, ao lado da grande área. Bateu com força e efeito. A bola encobriu Cássio e beijou o travessão. Foi o lance mais agudo do jogo mais importante do Brasileiro. A marcação dos dois times prevaleceu sobre os ataques. O líder Corinthians e o vice líder Grêmio empataram em Itaquera, em um jogo muito tático, disputado. Mas quase sem emoção. O resultado foi ótimo para os corintianos, que mantêm nove pontos de vantagem diante dos gaúchos, 59 a 50, faltando apenas nove rodadas para o campeonato acabar. O hepta está cada vez mais perto do Parque São Jorge.

"Foi um jogo muito difícil, eles povoam o meio. A estratégia era jogar pelos lados. Foi um jogo muito equilibrado. Mas temos uma vantagem boa. Rodada a rodada vai se passando, a gente continua muito forte", dizia, exausto, Rodriguinho que, outra vez não conseguiu atuar bem.

"Eles marcaram bem, tentamos rodar. Não teve muito perigo para nós. O importante é que empatamos, somamos um ponto e mantemos a distância. O campeonato é assim, jogo a jogo e ponto a ponto. O mais importante é somar. Estamos fazendo o que precisamos", resumia, consciente, Jô.

"A gente não está conseguindo manter duas vitórias seguidas, mas os outros times também. Tem muita oscilação. Precisamos seguir nesse caminho, somando pontos. Conseguimos o empate com um concorrente direto, foi importante para manter a vantagem sobre eles. Vamos lutar até o fim para conseguirmos nosso objetivo, que é o título", avisava Balbuena.

"Na verdade, nos primeiros colocados, o nível caiu. Viramos oito pontos do Grêmio, não estamos fazendo um turno bom e aumentamos a vantagem. Está no momento que todo mundo está brigando por alguma coisa no campeonato. Vai ter muita entrega, e o campeonato vai direcionar para jogo de muita atenção e erro zero, porque cada um tem um objetivo traçado.

"Eu sei que você analisam resultado, mas eu analiso desempenho. Em relação aos outros jogos, eu gostei", resumia Fábio Carile.

Não havia dúvida, o Corinthians sabia ter conseguido um ótimo resultado.

As estatísticas mostram uma falta de precisão do time de Carile, o líder do Brasileiro, impressionante. Durante toda a partida, chutou cinco vezes ao gol. Nenhum arremate alcançou o alvo. Todos para fora. Os gremistas chutaram nove bolas e quatro foram ao menos no gol. Mas chances reais foram duas. Uma cabeçada para fora de Jô, no primeiro tempo. E a bola no travessão de Edílson. E só.

217 Esportes

40 mil pessoas no Itaquerão e milhões nas telas da televisão se enganaram. Pensaram que o confronto entre o líder e o segundo colocado do Brasileiro, faltando dez rodadas para o campeonato acabar seria um grande jogo. Só que Corinthians e Grêmio mostraram o péssimo nível do futebol neste país. Com pouquíssimos jogadores talentosos. Os melhores, e que formam a Seleção Brasileira, estão bem longe, na Europa.

Foi uma decepção.

Tanto Carile quanto Renato Gaúcho tinham medo da derrota. E trataram de superpovoar as intermediárias. Os dois times marcavam com linhas de cinco e quatro jogadores, deixando apenas um mais adiantado. E ficou claro desde o primeiro minuto, que as chances de gols seriam raras. As equipes se conheciam muito. E trataram de anular os pontos fortes adversários. Isso conseguiram. E foi impossível escapar do 0 a 0.

Foi muita expectativa para uma partida monótona. Renato travou tanto Fagner, quanto Arana, que está muito mal fisicamente. E encaixotou Rodriguinho e Jadson. Carile tentou surpreender, soltando Gabriel, como se fosse a reencarnação de Paulinho. Não era.

O Grêmio tinha Luan em campo. Mas visivelmente preocupado em se contundir. Jogou preso, tenso. Não fez nada de produtivo. O único jogador que criou problemas para Cássio foi um velho conhecido do goleiro. O lateral Edílson, que atuou no Corinthians em 2016, e seus chutes fortes, precisos, e que obrigaram o arqueiro a trabalhar.

O respeito mútuo evitou algo como uma blitz, a marcação pressão sobre a saída de bola adversária. O Corinthians lutava, mas não perdia a sua estrutura. Carile não queria perder a diferença de nove pontos. O time entrou em campo com a tabela debaixo do braço, como diziam antigos locutores. Todos sabiam que o 0 a 0 era ótimo para os corintianos.

2sitecorinthians Esportes

O Grêmio poderia ter mostrado mais ousadia. Só que pelo contrário. Se mostrava estranhamente satisfeito com a igualdade. Era como se a honra estava em não perder o jogo. Faltou mais ambição e objetividade ao segundo colocado no Brasileiro. O time atuou como se não acreditasse no título e estivesse se poupado para as semifinais da Libertadores, que começam na próxima semana, contra o Barcelona de Guayaquil.

Uma pena para o Brasileiro.

Mas foi ótimo ao Corinthians. O time está sem a mesma força física do primeiro turno e com sua movimentação e principais jogadas decoradas pelos adversários. O empate fez o time seguir líder absoluto. Com nove pontos de vantagem faltando nove rodadas. É excelente.

O Grêmio se mostra satisfeito se ficar com uma vaga direta para a Libertadores de 2018. Mostrou hoje em Itaquera que não tem pretensão verdadeira ao título. Se tivesse, Renato Gaúcho colocaria o time no ataque, pelo menos nos últimos 15 minutos de jogo. Mas, não. Aceitou o ritmo lento e de muita marcação proposto pelo Corinthians. E foi impossível escapar do 0 a 0.

Era como se o Grêmio já tivesse desistido do Brasileiro.

Héber Roberto teve ótima arbitragem.

Mas deve processar o presidente gremista, Romildo Bolzan, que o chamou de 'careca vagabundo' e juiz caseiro, escolhido para ajudar o Corinthians...

522 1024x576 Esportes



Justiça embarga documentário produzido pela Chapecoense. Vitória dos familiares dos 71 mortos
Quarta feira, 18 Outubro 2017 13:34:01 -0200

1 Esportes
Como o blog antecipou ontem, as famílias pressionaram e a Chapecoense embargou na justiça a estreia do filme, "O Milagre de Chapecó". O documentário foi feito pelo produtor e diretor norte-americano, radicado no Uruguai, Luis Ara Hermida. E dificilmente esse documentário será exibido.

Pela revolta dos parentes.

Imagens dos 71 mortos foram usadas sem sequer a consulta dos familiares. Muitas delas feitas por jogadores que morreram no acidente. Os familiares também se sentiram traídos. Dirigentes do clube, não só colaboraram com o filme, como gravaram depoimentos, sem avisar as duas associações que representam os familiares das vítimas.

A Chapecoense e essas associações estavam se unindo, buscando receber a apólice de seguro milionária pelas mortes na tragédia. Esse documentário poderia causar o rompimento.

"Vamos deixar as coisas muito claras. Não somos contra a liberdade de expressão. Sabemos que irão sair documentários, filmes sobre essa tragédia. É algo inevitável e normal. Não temos interesse financeiro nenhum, sejam feitos quantos filmes for.

"Só exigimos respeito pelos nossos entes queridos e pela nossa dor, que é terrível. Merecemos ao menos ser consultadas. Porque exigimos que tenham todo cuidado com as pessoas que foram mortas.

"Não foi vitória de ninguém, a justiça barrar esse documentário. Só a confirmação que a nossa profunda tristeza e dor merecem consideração", diz, ao blog, Mara Paiva, viúva do ex-jogador e comentarista, Mário Sérgio. Mara é vice-presidente a Associação dos Familiares das Vítimas do Voo da Chapecoense (AFAV-C).

Além de as filmagens terem acontecido sem o conhecimento e a consulta dos familiares, houve uma revolta imensa em relação à data em que o filme não autorizado iria estrear. No dia 30 de novembro. Exatamente um ano e um dia após a tragédia. Não há como evitar a mágoa e a sensação de oportunismo pela escolha do dia para colocar o documentário nas salas de cinemas brasileiros.

Além da escolha do título do filme. Na tragédia morreram 71 pessoas. E os produtores resolveram tratar o acidente como um "Milagre em Chapecó". Tratou como se fosse um ato de sorte a sobrevivência de seis pessoas. E deixou de lado as 71 mortes. As viúvas não toleraram o terrível episódio ter sido tratado como 'milagre'.

O juiz Marcos Bigolin, da 3ª Vara Cível de Chapecó, concedeu uma liminar a favor da Chapecoense para suspender a divulgação e estreia do documentário "O Milagre de Chapecó". A decisão pede a suspensão da divulgação do trailer, inclusive na internet, em 48 horas.

A Chapecoense alegou que o trailer do documentário foi exibido em salas de cinema e divulgado sem o consentimento do clube. A produtora uruguaia Trailer se não cumprir a determinação poderá pagar multa entre R$ 500 mil e R$ 50 mil.

O juiz Bigolin acabou com o mistério.

Revelou que a própria Chapecoense contratou a Trailer para fazer o documentário. Para mostrar ao mundo que o clube sobreviveria à tragédia que sofreu.

E por que a Chapecoense entrou na justiça para embargar a estreia do documentário? Além de não ter sido avisada?

O blog esclarece.

415 Esportes

A Chapecoense e as associações de vítimas do acidente estão trabalhando juntas, brigando na justiça para receber a apólice de seguro da La Mia. E que pode chegar à quantia de 25 milhões de dólares, cerca de R$ 79 milhões. Será um processo longo e que o esforço precisa ser conjunto. Até porque as viúvas poderiam também processar o clube. É tudo o que a Chapecoense não deseja. Então, melhor se livrar do documentário.

Os dirigentes do clube catarinense sabem que erraram em não contatar os familiares das vítimas. Menosprezaram a união, a força das viúvas, quando decidiram fazer o documentário. E quando perceberam que, além de romper com o clube, haveria processos contra o filme e, com certeza, a revolta da opinião pública, decidiram recuar. No processo 03121556920178240018 há o pedido de rescisão com a Trailer LTDA.

A distribuidora seria a Arcoplex Cinemas. Ela tem 86 salas, divididas por São Paulo, Santa Catarina, Ceará, Brasília, Paraná e Rio Grande do Sul. No dia 30 de novembro, cerca de vinte delas mostrariam o filme. Se fizesse sucesso, esse número seria aumentado. Mas o lançamento foi suspenso. E a Arcoplex deverá abandonar o projeto.

A justiça só travou o lançamento do filme porque uma das viúvas foi ao cinema em Chapecó. Com seus dois filhos menores. Para assistir ao filme infantil Pica-Pau, no dia das Crianças. E antes da exibição do filme, entrou o trailer do documentário. Com direito a cena do avião despedaçado, onde morreu o seu marido, pai dos seus filhos. Os três abandonaram o cinema aos prantos. Ela tratou de entrar em contato com as responsáveis pelas associações.

No dia seguinte, dia 13, advogados da Associação dos Familiares das Vítimas do Voo da Chapecoense indagaram a direção da Chapecoense. E avisaram da revolta dos familiares com o documentário. Ficou evidente que haveria o rompimento se não fosse tomada qualquer atitude. Foi quando o clube resolveu entrar na justiça contra a produtora, alegando que não foi avisada que o trailer já estava nos cinemas.

611 Esportes

O documentário "Milagre em Chapecó" está embargado. Assim como seu trailer. E da maneira que foi concebido, destacando o renascimento do clube, celebrando os sobreviventes e se esquecendo dos mortos, não será exibido.

Embora Mara Paiva não queira classificar como vitória, foi um triunfo dos familiares.

Houve falta de bom senso, consideração, sensibilidade.

Como não consultar os familiares dos 71 mortos?

E usar imagens filmadas pelos próprios atletas que perderam a vida?

Além de puro oportunismo o lançamento do documentário no dia 30.

Dia que o Brasil entrou em choque com a tragédia.

Além da vitória, foi um aviso aos dirigentes da Chapecoense.

Os familiares vão lutar para respeitar seus entes queridos.

As 71 mortes que o documentário se 'esquecia'.

E teve coragem de tratar a tragédia como 'milagre'...



Quem segura?
Quarta feira, 18 Outubro 2017 10:41:52 -0200

ggjesus Esportes

Olá galera.

Nos últimos anos, Real Madrid, Barcelona, Bayern de Munique e Juventus foram os principais candidatos ao título da Champions League. É verdade que as equipes espanholas são as que costumam fazer a festa no final, mas Bayern e Juve conseguiram incomodar.

Essa lista já aumentou com a presença do Paris Saint Germain. Basta olhar o ataque dos franceses formado pelo brasileiro Neymar, pelo francês Mbapeé, além do centroavante uruguaio Cavani. O PSG ainda tem feras como Di Maria, Verrati, Dani Alves, Thiago Silva, entre outros.

Mas esse grupo de candidatos parece estar aumentando. Quem segura o Manchester City? Ter muita grana pra investir em reforços e contar com um treinador da qualidade do Guardiola sentado no banco, já são motivos suficientes pra chamar a atenção dos adversários.

Os Citizens conseguiram encaixar o time em campo e estão arrasando os rivais que encontram pela frente. Com 100% de aproveitamento no torneio europeu, a classificação para as oitavas de final está bem encaminhada. Está dando gosto de assistir as partidas dos ingleses.

O duelo com o Napoli gerou boa expectativa. Os italianos também vivem ótimo momento. Mas jogando em casa, com grande atuação de alguns jogadores, não deu pra turma de Hamsik segurar a equipe da Inglaterra. Gabriel Jesus marcou mais um gol na vitória por dois a um.

O goleiro Ederson, convocado por Tite recentemente, pegou um pênalti e também foi importante no triunfo. Mesmo com muitos destaques, o que vem jogando o belga De Bruyne é relevante. Com muita inteligência e habilidade, ele comanda as ações dentro das quatro linhas.

Ainda é cedo pra saber se o Manchester City manterá o nível. Se conseguir, se inclui de vez na seleta lista de fortes candidatos ao título da competição de clubes mais importante do planeta.

beijim

Mylena



Vencer o Corinthians para Renato Gaúcho é fundamental. Para o sonho: assumir a Seleção
Quarta feira, 18 Outubro 2017 10:27:34 -0200

125 Esportes
Termina o Mundial de 2018.

Tite assume um grande time na Europa, seu sonho.

Marco Polo del Nero, que não foi para a Rússia, articulou rápido. E escolheu o novo treinador da Seleção Brasileira.

Ele é Renato Gaúcho.

Esse é o desejo que o treinador finalmente tornou público hoje na Folha.

O ex-jogador que trocou a Copa do Mundo de 1986 por uma farra. Já como treinador, prometeu desfilar pelado se o Fluminense fosse rebaixado, em 1996. Apesar de penúltimo no Brasileiro, uma virada de mesa evitou o desfile. 2007 foi o ano da conquista da Copa do Brasil. Em 2008, levou o Fluminense para a final da Libertadores, contra a LDU. Com direito ao último jogo no Maracanã. "Se Deus quiser vamos vencer a Libertadores, e aí vamos brincar no Brasileiro." Perdeu para o time equatoriano e o clube suou sangue para não ser rebaixado no Campeonato Nacional, terminando em 14º.

Não conseguiu título algum nos anos seguintes. Só saiu do Rio para rápidas e fracas passagens no Bahia e Atlético Paranaense. Em 2014, foi demitido pelo Fluminense na sua quinta passagem pelo clube. Ficou dois anos e meio fazendo o que mais ama. Na praia, jogando futevôlei. Retornou no ano passado e, de cara, já ganhou a Copa do Brasil. É semifinalista da Libertadores, com o Grêmio,o único time brasileiro que resta na competição. Foi eliminado da semifinal da Copa do Brasil. E é segundo colocado no Brasileiro.

Uma confusão com dirigentes custou o emprego do seu mentor e campeão mundial com o Grêmio, Valdir Espinosa. Renato lamentou, mas acabou sendo bom para ele. Ficou claro que não depende dos conselhos táticos de Espinosa para seguir colecionando vitórias. E ganhando respeito como técnico, pela maneira intensa, firme e corajosa que o seu Grêmio joga. Mesmo sabotado pelo calendário estúpido e encavalado da CBF e Conmebol.

Renato é vivido. E sabe que existem jogos marcantes, mesmo não valendo título. Mas podem ser fundamentais para a carreira de qualquer treinador.

Como será o de hoje contra o Corinthians.

Faltam dez rodadas para o Brasileiro terminar. O time de Fábio Carile tem nove pontos de vantagem para o seu Grêmio. Se conseguir fazer o time gaúcho vencer, diminuirá a disputa para seis pontos. Colocará fogo no torneio nacional. E, principalmente, ganhará muita moral. Porque o confronto será em Itaquera. Vencer o Brasileiro seguirá difícil, porque restariam nove rodadas, com os corintianos seis pontos à frente. Só poderia torcer de longe por tropeços.

413 Esportes

Mas está ao seu alcance vencer o Barcelona de Guayaquil, time reconhecidamente mais fraco que o Grêmio, só que eliminou Palmeiras e Santos. Se Renato Gaúcho confirmar o favoritismo gremista, chegará à sua segunda final da Libertadores. Contra um argentino. River Plate ou Lanús. E se vencer a Libertadores, não só ganhar o direito a disputar o Mundial. Mas a sonhar, a sério, pela sucessão de Tite.

Renato sabe que a concorrência está fraca. Cuca fez um trabalho pífio em 2017, no Palmeiras. Se Mano Menezes vive boa fase, foi um fracasso na Seleção e há pouco tempo, saiu em 2012. Abel Braga está a caminho dos 66 anos. Jair Ventura, 38 anos, tem apenas dois anos como treinador efetivo. E nenhuma conquista.

Ele, que adora holofotes, terá todos nesta noite. O matemático Tristão Garcia garante que o Grêmio tem 6% de chances de ser campeão brasileiro. Até mesmo Renato sabe que as chances de conquista do título nacional são ínfimas. Seu foco é a Libertadores, que está muito próxima. Mas uma vitória hoje teria consequências. Repercussão nacional. Traria mais respeito. Porque sabe que enfrenta a rejeição pelo personagem que criou.

O bon vivant, conquistador, ainda prevalece diante do técnico.

Foi uma imagem que ele mesmo cultivou.

E agora tem de enfrentar.

69 Esportes

Já teve sondagens de Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos, aos longo dos anos, para trabalhar como técnico. Mas recusou. São Paulo sempre foi vista como uma cidade que queria longe, quando jogador. Mesmo ficando muito próximo de atuar pelo Palmeiras. Com o São Paulo foi constrangedor. Veio ao Morumbi, visitou o clube, mostrou a camisa tricolor, mas na hora de assinar, desistiu. Preferiu voltar ao futebol carioca.

Aos 55 anos está mais vivido, ambicioso.

Percebeu que seu conhecimento tático, desenvolvido por estudos, que ele faz questão de negar, e a gestão de elenco, que tanto se orgulha, podem levá-lo mais longe do que parecia estar destinado. Ele deixou de ser folclórico há muito tempo.

Se arriscou a voltar pela terceira vez para o clube que é o maior ídolo da história. E de onde saiu chorando, demitido, a segunda vez. Retornou para calar muitas bocas conhecidas, gaúchas. Seu trabalho realmente já chocou pela eficiência. Os dirigentes nem querem sonhar sobre a possibilidade de perdê-lo em 2018. O único lugar que não adiantaria pelear seria a Seleção Brasileira. Nos demais, Renato jura que a preferência será gaúcha.

Romildo Bolzan já fez seu papel. "Vagabundo, careca paranaense. Juiz caseiro. Já deram um jeitinho para o Corinthians ao escalá-lo para o jogo contra o Grêmio." Pronto, o presidente gremista desviou o foco de Renato e seu time, ao atacar Héber Roberto Lopes. Usou o velho golpe de jogar o juiz contra o time rival. Para provar honestidade, em caso de dúvida, Héber ficaria ao lado do clube do Rio Grande do Sul.

610 Esportes

Esperto, Renato se cala. E trabalhou forte com seu grande atacante, Luan. Vindo de contusão, o reservou para esta partida. E pretende montar seu time para ganhar. Desprezando a pressão do Itaquerão lotado, a liderança disparada da equipe de Carile. Gaúcho deseja a vitória, sem medo, com o time atacando e defendendo em bloco, triangulações pelas laterais, infiltrações, com muita intensidade, vibração, marca registrada gremista.

Uma vitória fará muito bem para o Brasileiro. Trará emoções nas rodadas finais. Servirá de doping psicológico para a primeira partida da semifinal da Libertadores, exatamente daqui uma semana, no Equador.

Mas para Renato teria um significado diferente.

Um passo importante para alimentar seu sonho.

Assumir a Seleção Brasileira.

E seguir a dinastia gaúcha no comando do futebol deste país...
7 Esportes



Quem será o campeão?
Terca feira, 17 Outubro 2017 10:40:54 -0200

 Esportes

Olá galera.

O Golden State Warriors é o grande favorito para a próxima temporada da NBA. A equipe que tem feras como Stephen Curry e Kevin Durant é apontada pela maioria como a mais forte candidata a fazer a festa de campeã no final da competição. Mas pra confirmar a previsão terá muitas dificuldades.

Em tese, o Cleveland Cavaliers deverá ser o maior rival na disputa, apesar da perda de Kyrie Irving. Chegaram alguns bons reforços, o principal deles Isaiah Thomas. Assim o treinador Tyronn Lue poderá ter uma formação mais equilibrada, com LeBron James novamente sendo o craque.

Quando se inicia uma nova temporada da NBA muitos ficam de olho nos calouros. Sempre há a expectativa pelo surgimento de um grande talento. Entre os novatos, Ben Simmons, que atuará pelo Philadelphia 76ers, e Lonzo Ball, que vestirá a camisa do Los Angeles Lakers, devem chamar bastante atenção.

Além de Warriors e Cavaliers, San Antonio Spurs, Boston Celtics e Oklahoma City Thunder são algumas das equipes que têm condições de entrarem na briga pela taça. O pivô brasileiro Nenê, que está no maior torneio de basquete do planeta desde 2002, continuará sendo nosso principal representante.

Ele jogará novamente pelo forte Houston Rockets. Teremos também Cristiano Felício (Chicago Bulls), e a dupla Bruno Caboclo e Lucas Nogueira (Toronto Raptors). O armador Raulzinho está no Utah Jazz, mas ele não contrato assinado até o fim da competição e poderá ser dispensado.

Vamos ver se as previsões irão se confirmar. Tomara que os brasileiros tenham grandes atuações, abrindo mercado para outros no futuro. Será que algum time irá conseguir parar Curry e cia.? Quem será o campeão? Essas respostas só mesmo o tempo poderá responder!

beijim

Mylena



Exclusivo. Viúvas da Chapecoense barram filme não autorizado sobre a tragédia
Terca feira, 17 Outubro 2017 07:00:31 -0200

A cena foi surreal.

Tarde do dia 12 de outubro. Chapecó. Uma das viúvas dos jogadores que morreram na tragédia com a Chapecoense vai ao cinema. Leva seus dois filhos para assistir ao filme infantil Pica Pau. Antes da exibição, há os tradicionais trailers.

E a viúva e seus filhos passam a assistir as imagens dos jogadores da Chapecoense que faleceram na Colômbia. Há até a cena do avião destruído. Depois, cenas do velório. Revivem na hora toda tristeza que enfrentaram.

Era o trailer do documentário 'O Milagre de Chapecó'. Produzido e dirigido pelo diretor norte-americano, radicado no Uruguai, Luis Ara Hermida.

"Nós não tínhamos a menor ideia sobre esse documentário. A viúva nos contou que ela tomou um susto, as crianças começaram a chorar. Foi mais um trauma desnecessário. Não tem o menor cabimento. Não demos autorização para ninguém expor as vítimas desse acidente. Esse documentário não poderia ser feito sem o nosso consentimento. Nenhuma família foi procurada. Como pode? Isso não existe", diz, em entrevista exclusiva, Fabienne Belle, presidente da Associação dos Familiares das Vítimas do Voo da Chapecoense (AFAV-C) e viúva do fisiologista Cesinha.

Havia data para o documentário entrar em cartaz. No dia 30 de novembro. Ele seria distribuído pela Arcoplex Cinemas. Ela tem 86 salas, divididas por São Paulo, Santa Catarina, Ceará, Brasília, Paraná e Rio Grande do Sul. No início, seriam cerca de 20 salas.

Seria, porque a Chapecoense entrou no foro de Chapecó, com o processo 03121556920178240018 de rescisão de um acordo com a empresa Trailer LTDA.

De acordo com informações levantadas pelo blog, havia uma parceria entre o clube e o cineasta sobre o documentário. Tanto que as entrevistas foram feitas na dependências do clube. Com quatro sobreviventes do voo, três jogadores e o jornalista Rafael Henzel e com dirigentes atuais. No trailer está escrito, 'com o apoio da Chapecoense'.

Depois da pressão das famílias das vítimas, a Chapecoense teria voltado atrás. E decidido romper o contrato. A alegação seria a exibição do trailer sem a autorização do clube. E o filme foi embargado logo no dia 13, 24 horas depois do Dia da Criança, quando o trailer foi visto por uma viúva de um jogador morto na tragédia. E os protestos de familiares dos mortos já chegavam à direção da Chapecoense.

O blog entrou em contato com o clube. E a resposta oficial foi dada pelo departamento de assessoria de imprensa.

"A Assessoria de Imprensa da Associação Chapecoense de Futebol comunica que foi protocolada ação judicial ainda na noite de sexta-feira (13) por descumprimento do objeto do referido documentário." Só. Sem nenhum detalhe. Apenas confirmou a história.

A Chapecoense tinha de ser ouvida para a matéria. E foi.

"Eu quis fazer uma homenagem às vítimas desse terrível acidente. E destacar o renascimento do clube. Focando no milagre que foi sobreviver os três jogadores na queda do avião. Eu não teria de pedir autorização para familiar algum. Já que uso imagens dos jogadores vivos e que consegui com as redes de televisão do Brasil. Elas são públicas. Tive o apoio da Chapecoense. Fiz as filmagens dentro do clube. Está tudo claro, transparente.

"Eu procuro filmar tocantes que passem mensagens edificantes. Quis mostrar o renascimento do clube. Me foquei na Chapecoense, que virou um clube conhecido no mundo todo pelo acidente. Posso até destinar uma parte do que o documentário arrecadar para as associações das famílias das vítimas. Eu não pensei no dinheiro. Até porque documentário não dá dinheiro. As pessoas querem assistir Anabelle (filme de terror). Quis retratar o renascimento da Chapecoense", reafirma o diretor Luis Ara Hermida.

216 252x300 Esportes

Ele foi produtor e diretor de quatro documentários. "Teros, sueño mundial", "Gonchi, la película", "Jugadores con Patente", "12 Horas, 2 minutos".

As filmagens de "O Milagre de Chapecó" começaram em março e foram concluídas no início do mês, de acordo com Luis Ara.

"Só que não é uma questão de dinheiro. É uma questão moral. Nossos maridos foram expostos sem o nosso consentimento. A Chapecoense não tinha o direito de autorizar documentário algum sobre a tragédia, sem consultar as famílias. Sabemos que um acidente dessa magnitude será objeto de filmes, documentários. Mas eles só acontecerão respeitando as famílias das vítimas. São as vidas de maridos, pais, filhos, irmãos que estão sendo expostas. Não há o menor cabimento nós ficarmos sabendo do documentário pronto graças a um trailer, que foi visto por uma viúva e seus dois filhos, que foram assistir a um filme infantil. E tiveram de ver o avião despedaçado, com 71 pessoas mortas", desabafa Fabienne.

E ela não só desabafou.

521 Esportes

Fabianne entrou em contato com os advogados da associação e houve ontem uma reunião importante com a cúpula da Chapecoense. Não só o documentário foi embargado. Mas foi feito um acordo que o clube só liberará filmagens ou seus dirigentes darão entrevistas para documentários sobre o acidente depois que as famílias forem avisadas e consentirem.

"Nós firmamos um termo de ajuste de conduta. Não há como a Chapecoense agir de uma maneira e nós de outra. O clube e as famílias das vítimas estão envolvidas no acidente. E nós temos de caminhar juntos. Tudo o que a Chapecoense decidir fazer, vai nos consultar. E nós também."

Em janeiro deste ano, houve rumores que a Chapecoense estaria fechando um acordo com a Netflix para a realização de um documentário. O clube divulgou uma nota negando. "De forma alguma, esta agremiação aceitaria transformar a tragédia em entretenimento." Mas avisava que havia sido procurada por diversas emissoras e produtoras.

41 Esportes

Só que Luis Ara acabou fazendo "O Milagre de Chapecó". Tanto que o trailer já estava sendo exibido na própria cidade que viveu toda a tragédia. Houve revolta até com o título do documentário. Por ter acontecido uma tragédia e ele ter focado na palavra milagre.

"Nós lamentamos esse episódio. Mas temos agora a certeza legal que ele não voltará a se repetir. Tudo que envolver os nossos familiares, a Chapecoense terá de nos consultar para decidirmos o que for melhor. Nós precisamos estar juntos. Temos a certeza que o documentário não será exibido. As imagens dos nossos entes queridos não podem ser usadas sem nossa autorização. Vimos o trailer e há cenas até que jogadores que morreram filmaram. Isso não tem cabimento.

"Repito a questão do documentário não é financeira. É moral. Nossos entes queridos que se foram precisam ser respeitados. Assim como os parentes dessas vítimas da tragédia. Firmamos a nossa posição. Somos parceiras da Chapecoense nessa tragédia. E seremos tratadas como parceiras, com direito a nos posicionar em tudo que envolva quem se foi naquele avião", ressalta Fabienne...
77 Esportes



Carile sabe onde está o problema. No esgotamento físico do pequeno elenco do Corinthians
Segunda feira, 16 Outubro 2017 14:30:41 -0200

2reproducao1 Esportes
Walter, Léo Príncipe, Marciel, Warian Santos,

Giovanni Augusto, Marquinhos Gabriel e Fellipe Bastos,

Clayson, Danilo, Pedrinho e Kazim.

Estes eram os suplentes do Corinthians, na derrota de ontem, contra o Bahia.

Começaram a partida, Cássio, Fagner, Balbuena, Pedro Henrique e Guilherme Arana; Camacho; Maycon, Jadson, Rodriguinho e Romero; Jô.

Dos jogadores principais, Pablo, contundido, e Gabriel, suspenso, não jogaram.

E o Corinthians sofreu sua quarta derrota em nove jogos. Segue líder, disparado. Graças à absurda e recordista campanha do Primeiro Turno, conquistando 47 pontos. Somou apenas 11 neste sofrido Segundo Turno.

Faz apenas a 13ª melhor campanha no returno, com 40,7% de aproveitamento. No turno inicial, foram 14 vitórias e cinco empates. Aproveitamento fabuloso de 68%.

A grande pergunta que atormenta os torcedores e coloca em xeque a conquista do hepta Brasileiro, que parecia já estar certa, é a decadência do time. A resposta, Fábio Carile deu a Roberto de Andrade, no início do ano. Detalhou que o elenco era pequeno, de jogadores de qualidade, para a maratona que seria 2017. Mesmo sem a equipe disputar a Libertadores. O presidente corintiano avisou que não teria dinheiro para reforços e ele deveria fazer o que fosse possível.

Carile ganhou o Paulista. Foi eliminado na Copa do Brasil. E, apesar da queda espantosa, vem liderando o Brasileiro. Ele sabe muito bem onde está o seu grande problema. No cansaço de jogadores fundamentais. Eles já atuaram demais. E não há como dar descanso, porque seus reservas deixam muito a desejar, não têm o mesmo nível dos titulares.

Aos 34 anos, Jadson já fez 40 partidas das 61 que o Corinthians jogou este ano. Rodriguinho, 49 jogos. A queda de rendimento dos dois é indiscutível. Assumida até pela dupla. Está mais do que claro que ambos precisariam de descanso. De um revezamento. Mas Giovanni Augusto e Marquinhos Gabriel não conseguem manter sequer um rendimento aceitável. Não há saída. Ruim com, pior sem.

 Esportes

Jô também se mostra cansado, bem abaixo do início do Brasileiro. Ele já disputou 56 jogos. Como Fagner, titular absoluto da lateral direita, atuou em 48 partidas e só não jogou as 61 partidas porque houve convocações para a Seleção, contusão e suspensão. Balbuena também está nesta maratona, entrou 52 vezes em campo. Assim como Gabriel, com 55 jogos. Cássio é o recordista, já atingiu 60 partidas.

Ou seja, peças fundamentais não conseguem render fisicamente como no início da competição nacional. E os reservas são fracos e não têm mostrado bom futebol, com exceção de Clayson.

E o Corinthians tem uma sequência perigosa de quatro jogos pela frente. Grêmio, na quarta, em Itaquera. Botafogo, no Rio, Ponte, em Campinas. Palmeiras, em Itaquera. A vantagem para o Grêmio hoje é de 9 pontos. Mas se o Santos vencer o Vitória, passará a sete pontos. Ou seja, Carile sabe que seu time precisa reagir, apesar de cansado.

Com o cansaço, chegam os erros.

Como os de ontem quando Fagner e Marquinhos Gabriel proporcionaram os gols do Bahia.

Os departamentos físicos, fisiológicos e de nutrição estão em alerta.

3reproducao Esportes

Mas nada podem fazer.

O esquema 4-1-4-1 de Carile exige demais dos atletas. Uma movimentação constante. E como ele, na prática conta com 15 jogadores, os 11 titulares, mais Clayson, Marquinhos Gabriel, Pedro Henrique e Camacho, a situação está complicada.

O elenco está no limite.

Como o treinador havia previsto.

Não será surpresa se o treinador reforçar o sistema defensivo, que ficou vulnerável. Dobrou a média de gols sofridos no segundo turno, quando a equipe foi apenas nove vezes vazada, em 19 partidas. Agora são nove gols em nove jogos. Ficou mais fácil atacar o Corinthians. O time não tem força física para manter a intensidade no preenchimento dos espaço. Isso é cada vez mais óbvio.

A diretoria tem mantido a palavra e mantido em dia os salários. Além, lógico, de avisar que há uma grande premiação, em caso de conquista do Brasileiro. É o máximo que pode fazer.

Restam ainda dez jogos para terminar o Brasileiro.

Os atletas sabem que precisam fazer um último sacrifício.

Dentro deste cenário, ter sido eliminado da Copa Sul-Americana, acabou sendo uma bênção na luta pelo Brasileiro.

Só que não está fácil.

O time tem ficado extenuado após as partidas.

Exatamente como foi previsto em janeiro.

Agora Carile busca solução para um último sprint.

Para não perder um título que parecia mais que garantido...
520 Esportes



Alvo do Palmeiras ameaçado. Cruzeiro precisa de Mano Menezes para barrar Zezé Perrella.
Segunda feira, 16 Outubro 2017 11:24:13 -0200

124 Esportes
Mano Menezes recebe R$ 500 mil mensais no Cruzeiro, de acordo com a imprensa mineira. O Palmeiras gastava R$ 800 mil com Cuca e sua Comissão Técnica, com o auxílio da Crefisa. A princípio, a arma mais fácil para o time paulista convencer o treinador a não renovar com a equipe de Belo Horizonte e voltar a trabalhar em São Paulo.

Mas para o personalista novo presidente eleito cruzeirense, Wagner Pires de Sá, seria uma derrota muito grande assumir o cargo perdendo o treinador. Ainda mais que a equipe, campeã da Copa do Brasil, vai disputar a Libertadores da América. Mano vive seu melhor momento na Toca da Raposa.

Fora que há um fator político crucial. No próximo dia 6 de novembro haverá eleição para a presidência do Conselho Deliberativo, para a vice-presidência e para dois secretários. Perder o Conselho Deliberativo para o ex-presidente e senador Zezé Perrella, seria caótico para Pires de Sá. Fernando Torquetti Júnior é a esperança para o presidente recém-eleito.

Mano Menezes virou o fiel da balança. Wagner e o novo homem do futebol cruzeirense, Itair Machado, já anunciou publicamente que oferecerá uma proposta 'robusta' para Mano Menezes ficar, como disse ao globoesporte.com. O dinheiro seria 20% a mais. Ou seja, R$ 600 mil. E a promessa de não só manter o elenco, como reforçá-lo.

E Itair quer se reunir com Mano para definir a situação antes do final do contrato do treinador, em dezembro. Ele estava no Exterior. E pretende resolver a questão entre amanhã e o final desta semana. Ele precisa politicamente. Na tentativa de esvaziar a candidatura de Perrella.

No Palmeiras, o treinador segue sendo a prioridade. Embora os jogadores, como quase sempre quando um auxiliar assume, já defendam a permanência de Alberto Valentim. A vitória fácil do time contra o último colocado do Brasileiro, 3 a 1, diante do Atlético Goianiense, mostrou muitas mudanças. Não só táticas. Mas a principal foi a disposição, a vibração dos jogadores. Bem diferente das últimas partidas com Cuca.

O presidente Mauricio Galiotte sabe que já está mais do que escancarada a sua preferência por Mano Menezes. Só que não esperava que a disputa com o Cruzeiro seria tão ferrenha. Ele tinha a certeza de que poderia esperar, tranquilamente, o Brasileiro acabar. E aí sim, procurar oficialmente o técnico.

Mas a eleição para a presidência do Conselho Deliberativo do Cruzeiro mudou o cenário. Se o Palmeiras realmente quiser o técnico, terá de entrar em contato nesta semana. Ou poderá ser tarde. Embora tenha vazado jornalistas mineiros a quantia de R$ 600 mil, Itair pode subir a proposta. E encarar, sem medo, um leilão com o Palmeiras e a maior patrocinadora da América do Sul, a Crefisa.

312 Esportes

Caberá a Mano decidir se o peso será apenas dinheiro. Porque o Palmeiras também se encaminha para a Libertadores. E com a promessa de buscar grandes reforços para 2018. A guerra prometida para o final do ano foi antecipada.

Zezé Perrella colocou fogo de vez na disputa.

E antes mesmo do sonho de Alberto Valentim, de ganhar mais jogos e moral para tentar assumir o time, mesmo sabendo que os dirigentes querem Mano, por ser um técnico de grife.

Mano havia prometido que daria prioridade seguir no Cruzeiro. Desde tivesse a certeza de que teria uma equipe competitiva na Libertadores. E fosse ainda mais valorizado do que é. Exatamente o que a nova direção promete fazer.

Só que ele é inteligente e, se não foi procurado ainda por Alexandre Mattos, sabe do interesse palmeirense.

Mas Mano também foi pego de surpresa pelo fator Zezé Perrella. Terá de definir sua vida profissional em 2018 até o dia 6 de novembro. Provavelmente amanhã ou no máximo até o final da semana. Terá de escolher entre os dois clubes.

Se a cúpula do Palmeiras esperava ter o técnico de forma fácil, tranquila, se enganou. Wagner Pires quer Zezé Perrella longe do clube. E a melhor maneira passa por segurar Mano Menezes. Por isso, já autorizou Itair a usar todas as armas que puder. Dinheiro, jogadores, condições de trabalho. Ele não só quer, mas precisa do sim de Mano Menezes...
313 Esportes



Vai encostar?
Segunda feira, 16 Outubro 2017 09:46:52 -0200

 Esportes

Olá galera.

O Corinthians voltou a tropeçar no Brasileirão ao perder para o Bahia, em Salvador. A vantagem do Timão na tabela de classificação ainda é boa, mas pode cair perigosamente mais uma vez. Nas duas próximas rodadas o líder do campeonato não terá moleza pela frente.

Caso derrote o Vitória, no Estádio do Pacaembu, o Santos diminuirá a distância para sete pontos. O que pode animar ainda mais o Peixe na caça ao rival é que os próximos adversários devem dar bastante dificuldade aos comandados de Fábio Carille.

Na quarta-feira o Grêmio, em casa. Depois será a vez do Botafogo, no Estádio Nilton Santos. Já os santistas, depois do Rubro-Negro Baiano, vão enfrentar o Sport, fora de casa, e o Atlético Goianiense, na Vila Belmiro. Em tese, compromissos mais fáceis.

O Grêmio também se deu bem na rodada. Foi pressionado pelo Coritiba na maior parte do jogo disputado no Estádio Couto Pereira. Depois do Coxa perder muitas oportunidades, o placar parecia que ficaria no zero a zero. Mas aí em um rápido contra-ataque, Ramiro decretou o triunfo do Tricolor Gaúcho.

A situação do Corinthians na competição ainda é bem tranquila, mas pra que essa tranquilidade permaneça, o primeiro colocado terá que demonstrar força pra superar as dificuldades que deverá encontrar nas duas partidas seguintes.

O que não muda é a briga pra fugir do rebaixamento. Atlético-GO, Coritiba, Avaí e Ponte Preta são os últimos quatro, no momento. Mas da Macaca (17ª colocada), para o Bahia (10º colocado), somente três pontinhos de diferença, além de seis times na mesma disputa.

beijim

Mylena



O milionário Palmeiras não sonha fazer de Valentim um novo Carile. Quer Mano, um técnico de grife
Domingo, 15 Outubro 2017 12:39:29 -0200

122 Esportes
Se o Palmeiras se classificar para a Libertadores de 2018, os planos da Crefisa não são de manter o altíssimo investimento no clube. Mas de aumentar. A maior patrocinadora da América do Sul colocou R$ 115 milhões neste ano. "Se não vieram os resultados que sonhávamos em 2017, em 2018 virão. Sou persistente e sei a seriedade com que o trabalho é feito. No futebol é impossível vencer sempre. Além do patrocínio, já acertado, se precisarem de uma ajuda em contratações, vou ajudar." Leila Pereira me fez essa garantia, logo quando o Palmeiras caiu na Libertadores.

Até por contrato, o patrocínio aumentará. Em vez dos R$ 72 milhões que chegaram só pelo uniforme do clube, virão R$ 78 milhões, garantidos por contrato. A área social do clube não tem maiores problemas. Não há mais dificuldades de infra-estrutura na academia de futebol. As dívidas com os bancos foram pagas. Dos R$ 200 milhões que o ex-presidente Paulo Nobre emprestou, restam apenas R$ 50 milhões. O clube segue pagando R$ 4,5 milhões mensalmente e se livrará dela no fim do próximo ano.

Foi, de longe o clube que mais arrecadou no país, R$ 54 milhões. Entre débito e crédito, a previsão é que o clube tenha, em janeiro, R$ 35 milhões livres para contratações. Fora o dinheiro da Crefisa.

Para toda essa engenharia financeira seguir dando certo, o resultado do futebol é primordial, sabe bem Mauricio Galiotte. E por isso, politicamente, ele está pressionado. O cenário não permite um novo 'Fábio Carille' no clube. Um auxiliar iniciante assumir a nova equipe milionária que será montada, outra vez com o sonho de conquista da Libertadores, em 2018.

"O Corinthians estava quebrado, não tinha dinheiro para bancar grandes treinadores. Por isso, quando o Tite saiu foi buscar o Cristóvão e o Oswaldinho. O Carille assumiu por falta de opções até o final do ano. E pôde começar a temporada porque, vamos ser sinceros, a responsabilidade maior era não cair no Brasileiro. Jornalistas em janeiro cansaram de falar que a temporada seria um sofrimento só para o Corinthians.

"O Roberto de Andrade não tinha dinheiro para bancar um grande time. E com uma equipe esforçada, unida, bem entrosada houve a surpresa. Carille trabalhou muito bem com esses jogadores que desejavam ganhar espaço. Venceu o Paulista e deve ganhar o Brasileiro. Foi um grande lucro. O Palmeiras em 2018 entrará com foco novamente em ganhar a Libertadores. Não dá para apostar em um auxiliar sem experiência. Já foi um caos com o Eduardo Baptista, técnico novo, com futuro, mas inexperiente. O Alberto Valentim vai ter de esperar. Precisamos de alguém vivido, vitorioso. E cujo nome não provoque discussões."

215 Esportes

Ouço essa declarações na manhã deste domingo de um influente conselheiro, ligado ao grupo que sustenta Mauricio Galiotte na presidência, e já está comprometido com ele para a reeleição. Foi esse grupo que desejava a saída de Cuca, irritado com o desânimo, com o péssimo ambiente com os jogadores.

Ou seja, as próprias pessoas que comandam o clube acreditam que é necessária a contratação de um técnico de grife. O que Galiotte já sabe. Alguém que reacenda o entusiasmo perdido no clube, nesta triste segunda passagem de Cuca. Como aconteceu no retorno do treinador que foi campeão brasileiro em 2016, depois da demissão de Eduardo Baptista, Alexandre Mattos já foi avisado que o melhor é focar em apenas um profissional.

E ele é Mano Menezes.

Ex-treinador Seleção, vice campeão da Libertadores com o Grêmio, atual campeão da Copa do Brasil, torneio que já havia conquistado com o Corinthians, de Ronaldo. Aos 55 anos, ele terá seu contrato terminado com o Cruzeiro no final do ano. O novo presidente eleito Wagner Pires de Sá já rompeu com o atual Gilvan Tavares, que bancou sua candidatura. O motivo é querer total autonomia. E já avisou que o homem que comandará o futebol será o ex-presidente do Ipatinga, Itair Machado. A nomeação provocou a saída do vice Bruno Vicitin e do gerente e ex-jogador Tinga. Mesmo com o clube vencendo a Copa do Brasil. E tendo ótima reação no Brasileiro.

Mano Menezes não gostou da saída de Vicitin e Tinga, com quem mantinha ótimas relações. Ele garante que deseja conversar pessoalmente com Wagner Pires e Itair, assim que acabar o Brasileiro. E depois definir o seu destino. A princípio, a renovação com o Cruzeiro seria o caminho natural, já que o classificou para a Libertadores. Só que surgiu o interesse escancarado do Palmeiras. E, discreto, do São Paulo.

311 Esportes

Mano está de novo valorizado. Está nas suas mãos aceitar o Palmeiras. É o homem de grife e vencedor que Galiotte precisa. E o deseja o mais rápido possível para reformular o elenco. O elenco está inchado e com vários jogadores que não renderam o que se esperava. A ideia é deixá-lo um pouco menor, mas com novas peças. E o clube não repetirá o erro de 2016. Contratar jogadores sem consultar qualquer técnico. Como foi o caso de Felipe Melo, Guerra e Borja. Por mais que parecesse óbvio que qualquer treinador os desejasse, não era assim, por exemplo, com Cuca. Essas três peças fundamentais não se enquadraram no seu esquema tático, na maneira que pensa futebol.

Jair Ventura surgiria como um plano B. Mas seu nome perde força diante do efeito Eduardo Baptista. Um jovem treinador promissor fracassou, não soube se impor diante do elenco milionário deste ano. Em 2018 o time também terá peças importantes e caras. Há o medo de colocá-las nas mãos de alguém sem rodagem.

Roger, que foi desejado até antes de Eduardo Baptista, também não desperta mais a confiança de 2016. O trabalho mostrado no Atlético Mineiro foi uma profunda decepção. No escasso mercado de treinadores de ponta, há conselheiros que lembraram de Renato Gaúcho e Marcelo Gallardo, argentino do River Plate. Mas esses nomes não prosperaram.

Galiotte quer o sim ou o não de Mano Menezes. O mais rápido possível. O prazo que o próprio presidente palmeirense fixou é logo após o Brasileiro. Dinheiro não será problema. Assim como ajudou com Cuca, a Crefisa rachará o pagamento no novo técnico.

518 Esportes

Diante desse universo, Alberto Valentim sabe que suas chances são remotíssimas. Talvez nem mesmo se revolucionar o time e conseguir vitórias consagradoras nestes 11 jogos que faltam. Nem mesmo assim.

O Palmeiras milionário quer grife.

Cuca foi o último campeão com time brasileiro na Libertadores. Venceu o Brasileiro de 2016.

Mano comandou a Seleção, foi vice da Libertadores e acabou de ganhar a Copa do Brasil, com direito a eliminar o próprio Palmeiras de Cuca. E conquistar o título em cima do Grêmio de Renato Gaúcho, semifinalista da Libertadores.

O currículo de Alberto Valentim é ter sido demitido do Red Bull no Paulista.

E ser auxiliar fixo palmeirense. Só por isso assume o time. Mas de forma interina. Pela quinta vez. Não há o desejo de sua efetivação.

A situação é tão cruel quanto clara...
68 Esportes



Cueva foi fundamental. E, consciente, o São Paulo vence e já é o 11º no Brasileiro
Sabado, 14 Outubro 2017 22:53:23

121 Esportes
Na raça, no coração e graças à qualidade de Cueva, o São Paulo conseguiu uma virada importantíssima. Ganhou o jogo que Dorival Júnior sabia ser obrigatório. Venceu o Atlético Paranaense por 2 a 1. Em duas assistências fantásticas, o meia peruano deixou Lucas Pratto e Maicosuel livres diante de Weverton. Os gols anularam a falha infantil de Sidão no gol paranaense. Com o resultado, o São Paulo sai da zona do rebaixamento. Ao final da partida, festa no Pacaembu chuvoso.

E com os três pontos, salta para a 11ª posição, subindo seis colocações. O resultado trouxe alívio aos torcedores, principalmente pela consciência que a equipe demonstrou em uma partida fundamental na luta para escapar da Segunda Divisão.

A vitória foi também importante para os autores dos gols. Lucas Pratto acabou com um jejum de 12 partidas. E Maicosuel marcou depois de um longo período de recuperação. Os dois estavam muito emocionados ao final da partida.

A torcida empolgada, esqueceu o sofrimento. E cantou: "Segunda Divisão é para Porco para Gambá", se referindo aos rivais Palmeiras e Corinthians. E reservou um coro especial aos jogadores tricolores. "Time de guerreiros."

"Foi muito difícil para mim. Cheguei ao São Paulo me curando de uma lesão. Me curo e em seguida, me lesiono outra vez. Mas tinha certeza que as coisas iriam dar certo. A gente fica chateado, as lesões atrapalham. Porque machucado não pode ajudar. Segui trabalhando e com a ajuda de todos, tenho certeza que a gente consegue sair dessa fase ruim. Esse grupo não merece estar onde está e vamos tirar, se Deus quiser", dizia Maicosuel.

"Fizemos o dever de casa e agora é se concentrar porque quarta-feira tem mais uma batalha (Fluminense, no Rio). Hoje tínhamos que ganhar e conseguimos reverter a situação que estava controlada, mas ao mesmo tempo o Atlético era perigoso no contra-ataque. Fico satisfeito porque a equipe foi reconhecida e hoje mantivemos a posse de bola e criamos. Faltava ser mais decisivo na hora de finalizar", dizia, empolgado, Hernanes.

"Não tem como jogar em velocidade com 10 jogadores atrás da linha de bola.

"Precisamos da paciência que tivemos, mesmo sem definir em golo. Fizemos marcação agressiva, brigamos, no mínimo em todas as segundas bolas. No segundo tempo, tomamos gol cedo, mudou completamente. A equipe demonstrou um pouco de cada detalhe dentro dos 90 minutos.

"Tivemos ousadia de marcar na frente, esperamos, nos aventuramos correndo risco de contra-ataque, e momentos de esperar para contra-atacar. Foi uma partida completa em todos os aspectos, tivemos um pouco de tudo. Pela primeira vez, vi tudo que está sendo treinado ser desenvolvido no jogo. Estou feliz pela recuperação", dizia, orgulhoso, Dorival.

517 Esportes

Na verdade, Dorival Júnior elogiou demais o São Paulo. É certo que o time evoluiu. Teve muito mais consciência tática e gana de vitória do que contra o Atlético Mineiro, por exemplo. A movimentação de Cueva foi perfeita. O jogador voltou mais magro, mais condicionado da Seleção Peruana. E pôde fazer o que sabe fazer de melhor, servir os atacantes para marcar. Petros se desdobrou marcando na entrada da área e ainda cuidava da saída de bola com qualidade.

Mas o São Paulo deve esta vitória também à falta de visão de Fabiano Soares. O treinador do Atlético Paranaense mudou radicalmente a postura do seu time, do primeiro para o segundo tempo. No primeiro, como Dorival resumiu, o time esteve marcando com duas linhas de cinco jogadores. Não mantinha ninguém no ataque. A ordem era travar o toque de bola adversário. E neste cenário, Cueva não teve como se destacar. As linhas o encurralavam.

A marcação forte obrigava o São Paulo a chutar ao gol de qualquer maneira. E forçar cruzamentos. Foram 45 minutos que exigiram muita paciência do time e dos torcedores. Só que na segunda etapa, Fabiano Soares quis surpreender. Acreditando no desespero do São Paulo, colocou seu time marcando na frente. Pressionando os donos da casa. Dorival não esperava essa mudança radical.

E foi assim que o Atlético Paranaense saiu na frente. Aos quatro minutos, Sidclei cruzou e Felipe Gedoz cabeceou como quis, livre. A bola era defensável. Sidão deveria ter espalmado. Mas quis segurá-la. Largou e, no rebote, Douglas Coutinho fez 1 a 0.

O gol foi um choque para a torcida e para o time. A lógica apontava que o Atlético Paranaense deveria se encolher e explorar os contragolpes. Só que não. O time continuou aberto, buscando ampliar o placar. Foi um presente dos céus para Cueva. O peruano tinha espaço para fazer o que desejasse. Havia total liberdade na intermediária. E ele não titubeou, serviu Lucas Pratto, o argentino bateu forte, com raiva, cruzado. 1 a 1, aos 14 minutos.

67 Esportes

Nem tomando o gol de empate, o Atlético Paranaense se preocupou em marcar. O time seguiu aberto, queria vencer. E estava exposto aos contragolpes. Foi assim, em uma roubada de bola fundamental de Hernanes, que a bola sobrou para Cueva. Livre, ele desceu em velocidade. Eram três são paulinos contra dois atleticanos. O peruano serviu com qualidade Maicosuel. O chute saiu forte, cruzado, indefensável para Weverton. 2 a 1 para o São Paulo, aos 37 minutos do segundo tempo.

O Atlético Paranaense vacilou, mas o São Paulo tem o mérito de não ter perdido a consciência tática em momento algum. Além de o time marcar forte a saída de bola. Teve gana, coração, vontade e neurônios para virar o importante jogo.

E ganhar esperança para a difícil sequência que terá pela frente. Fluminense, no Rio, Flamengo e Santos, no Pacaembu. A torcida é que a Fifa aceite o pedido das Federações do Peru e da Nova Zelândia. E adie para o começo do ano, os jogos da repescagem, marcados para 11 e 15 de novembro. Porque se forem confirmadas as datas, o São Paulo perderá Cueva em quatro jogos.

Ficar sem Cueva é tudo o que não pode acontecer ao São Paulo...
 Esportes



A sofrida entrevista com o último coronel que mandou neste país. ACM
Sabado, 14 Outubro 2017 12:34:16

515 Esportes
A editoria de Esportes do Jornal da Tarde sempre teve muito menos orçamento que a do jornal Estado de São Paulo. Mesmo sendo muito mais importante, ter colecionado prêmios e matérias de destaque até internacional. Não importava. O JT que se virasse com cerca de 60% do que era reservado ao seu 'irmão' mais velho da família Mesquita. A questão era política, divisão entre os irmãos e o reflexo atingia em cheio os repórteres.

Enquanto o Esportes do JT fechava às 22 horas e, com atualizações de matéria até meia-noite, o esportes do Estado fechava às 19 horas. E quase nunca fazia atualizações. Por isso, foi se burocratizando, acostumando com sua frieza, com matérias que já haviam perdido a validade quando chegava às bancas ou ao assinante. Era uma dose diária de veneno, de descrédito. Seus repórteres iam embora cedo, podiam programar a vida, como escriturários.

Nós do JT, não. Tínhamos de honrar a tradição vitoriosa da editoria de Esportes. E muitos de nós, acabamos por não casar, não ter filhos. Estávamos todos casados com o jornal. Vivíamos o ambiente de guerrilha. De Vietnã contra os Estados Unidos. Sabíamos que éramos o 'primo pobre' inconformado, convivendo com o 'primo rico' privilegiado e acomodado.

Por isso, sempre foi mais prazeroso dar furo diariamente no Estadão do que na Folha. Era obrigação.

Com a verba curta, viajar era um sufoco. "Faça valer cada centavo que estamos gastando com você", cansei de ouvir esse mantra de um antigo editor. E o repórter saía da redação suando frio. Torcendo desesperadamente para dar certo sua matéria. Principalmente quando ela havia sido proposta por ele e não pelo chefe de reportagem.

Houve várias situações difíceis que passei em Brasília.

Com Pelé e Antônio Carlos Magalhães. Duas figuras tão opostas e que eu propus entrevistar por motivos muito diferentes. Me propus a desvendar a relevância do Ministério dos Esportes que Pelé comandava para Fernando Henrique Cardoso. Anos mais tarde, quis ouvir ACM sobre a corrupção no futebol, no país que se redemocratizava. Ter Ricardo Teixeira comandando o futebol brasileiro, com políticos que o defendiam com ardor e interesses, em Brasília. Sabia de sua ligação com os militares e como conseguiu fazer a transição, sem perder autoridade.

Vou começar com ACM. O último coronel da política deste país. Era tão ou mais poderoso do que os presidentes ligados ao regime militar e os que vieram após. Sua força durou décadas. Tendo o povo baiano como escudo, foi prefeito, governador, senador, ministro. Dizem que não foi presidente do Brasil porque 'não precisava'.

Até depois da morte, continua forte. Seu neto é prefeito de Salvador. E tem o caminho aberto na política.

ACM quase nunca falava sobre futebol. Soube que ele estaria no Maksoud Plaza, mais luxoso hotel no fim da década de 90. Sem falar para meu chefe de reportagem ou editor, coloquei um blazer, passei gel. E fiquei de plantão no lobby do hotel, em um dia de folga. Foram mais de seis horas. Até que o vejo chegar, protegido por dois seguranças. Me aproximo de ACM. Ele me olha firme, autoritário. "O que é?"

411 Esportes

Eu havia conversado muito com uma repórter de Política do JT e sabia a senha para que ele me atendesse. Primeiro, tratá-lo por senador. E depois, dizer a frase 'Agência Estado'. A agência distribuía as matérias do JT e do Estado para todo o Brasil. ACM estava pouco se lixando para que os paulistas pensavam dele. Seu interesse era manter o seu curral eleitoral baiano. E era comum as matérias envolvendo seu nome feitas pela Agência Estado acabarem estampadas nas primeiras páginas de jornais baianos.

"Senador, sou Cosme Rímoli, repórter do Jornal da Tarde. Quero uma entrevista com o senhor sobre corrupção no futebol. E garanto que será uma das principais da Agência Estado."

ACM me encarou de forma intimidadora. "Olha, se você garantir que a entrevista sairá na Agência Estado, eu dou." Me animei, todo. "Vou arrebentar", pensei. "Mas eu só dou essa entrevista em Brasília. Vá para lá que eu falo", disse, virou as costas. Era o sinal para os dois seguranças se aproximarem e se tornarem uma barreira intransponível para o jornalista.

Fui para a redação no mesmo dia. "Consegui uma exclusiva com o ACM. Ele vai falar sobre a corrupção no futebol. Será na semana que vem, em Brasília", disse para o meu editor. Ele coçou a cabeça, pensou na verba. "Fechado. Você vai na segunda e volta na terça-feira."

Foi aí que eu percebi que não tinha ideia da agenda do ACM, em Brasília. Mas já era tarde. Coloquei o meu melhor terno na mala e parti para a capital do país. E viajei acompanhado do livro "Trilogia Suja de Havana", do cubano Pedro Juan Gutiérrez. É uma narrativa crua e sórdia sobre o dia-a-dia na Cuba do embargo. Em meio a muito sexo e à luta pela sobrevivência, Pedro Juan esfrega na cara do leitor o quanto os governantes desprezam a população. É um ótimo livro.

Voei bem cedo, cheguei ao gabinete do senador, às nove horas. Fui recebido por uma secretária muito gentil e contei sobre a entrevista. Ela coçou a cabeça e me disse: "Hoje vai ser difícil. A agenda dele está lotada. Você vai ter de esperar uma brecha." Pensei nas 352 páginas do livro e falei que iria esperar. Me sentei. Fiquei das nove horas até as 20 horas sentado. Saí para comer um sanduíche por 15 minutos. E nada. "O senador fala para você tentar amanhã."

Eu pelo menos tive resposta. Mais de 50 pessoas foram ao gabinete tentar falar com ACM. Ninguém conseguiu. Todos deixaram recado. "Estou perdido", pensei.

O meu editor me liga. "E aí, rendeu?" Suando frio, percebi a situação. Era melhor adiar a volta para quarta-feira. "Ele vai me atender só na amanhã à noite." Ouço todos os palavrões das línguas portuguesa e italiana. E recebo a autorização de adiar a passagem, que eu já havia feito. Teria de estar no aeroporto às 21 horas da quarta.

Cheguei no escritório de ACM às 8 horas da manhã, antes da secretária. Quando ela me vê, diz. "Vamos ver se você tem sorte, hoje." E comecei meu plantão. Enquanto Pedro Juan fazia relatos escatológicos, eu só pensava que o tempo estava passando. Fiquei naquele bendito sofá das 8 horas até às 21 horas, quando a secretária foi embora e me despachou. Durante esse período, mais de 60 pessoas tiveram o mesmo destino que o meu.

214 Esportes

Veio a quarta-feira. Era tudo ou nada. Sabia a bronca, o desespero que seria se eu voltasse sem matéria. De novo, às oito horas, espero a secretária abrir o gabinete. Para aumentar a dramaticidade, levei a minha mala. E volto para o meu lugar. Ela olhar para mim, com dó. O livro já estava nas últimas páginas. Nove, dez, onze, meio-dia, uma, duas, três da tarde. Eu não sabia se teria um infarto ou um AVC, de tanto desespero. Fui comer o sanduíche e volto, mais tenso que nunca. A secretária me percebe, suando. "Calma, filho. Calma."

As 18 horas, quando pensava em uma forma de me suicidar menos dolorida, chega o aviso. "Ele vai te atender agora. Quinze minutos, no máximo." Estava tão nervoso, que nem sabia mais o que iria perguntar. É nesta hora que descubro. Estava em um gabinete preliminar. Entro em um corredor. Havia outro gabinete, com outra secretária. Mas não paro nele. Vou para um terceiro, luxuoso, suntuoso, imponente. E uma terceira secretária, me recebe. Olha com a mesma dó da primeira. E diz que eu posso deixar a mala fora, 'não tinha perigo'.

Estou tão tenso que entro com o gravador, com um caderno e caneta. E o livro do cubano, que tento esconder embaixo do caderno.

 Esportes

Ao me ver, ACM sorri, estica a mão direita. "Cosme, você queria mesmo fazer essa entrevista, não é? Não falo muito sobre futebol, mas sei a força esse esporte tem para este país. Vamos lá. Sou todos ouvidos para a Agência Estado."

Tento me recompor. A tensão, a expectativa pela entrevista, me faz a pernas tremerem. Lembro de quanto ouvi falar ACM na faculdade. Quanto ele foi amaldiçoado por professores. Penso na importância da matéria. E preciso estar firme. Ele segue poderoso, mandando no país.

Piso com força com o pé direito no esquerdo e começo a perguntar. ACM mostra o quanto sua mente é ágil, ele é culto e basicamente, esperto, faz as sinapses de forma impressionante. E tem uma memória prodigiosa. Explana sobre a estrutura corrupta do futebol brasileiro. Fala sobre Ricardo Teixeira, CBF. Futebol usado por políticos. O atraso dos nossos estádios. A manipulação do esporte para disfarçar as mazelas do país.

Pontua cada palavra que acha importante. E em encara, mostrando autoridade, não admitindo ser interrompido quando fala. Está acostumado a dar ordens e intimidar as pessoas. Decido falar mais alto que o normal, sabia que jornal estava representando.

Quando a entrevista começa a engrenar, a secretária pede que eu saia. Ligação do presidente Fernando Henrique. Imploro, digo que não acabei. Espero dez minutos. Volto. Mais cinco minutos de conversa. Tenho de sair.

O ministro da Casa Civil, Pedro Parente, quer falar urgente com ACM. Sou enxotado. E penso que vou perder o vôo. Retorno para a conversa. O ministro da Fazenda, Pedro Malan, estava do outro lado do telefone. ACM faz sinal que eu não preciso sair. E ele mostra toda a autoridade, a conversa é curta. Dizendo a Malan que ele precisa ser mais firme, não titubear. "Faça o que combinamos", diz e encerra a ligação.

Olha para mim, sorrindo, se levanta e me entrega uma lista de políticos que apoiavam, na época, Ricardo Teixeira em Brasília. E o que eles queriam. "Olhe, Cosme. Não fui eu quem deu esse folha para você." O aviso vem em tom de ordem, que estava acostumado a dar. "Lógico, pode ficar tranquilo." O papel rendeu várias matérias.

Quando me preparo para sair, ele repara no livro. ACM sempre foi um político ligado ao regime militar, linha dura. Com exceção de Jorge Amado, odiava tudo ligado aos comunistas. "Pedro Juan Gutiérrez...Adorei o jeito desse sujeito escrever. A vida em Cuba é um terror. Era o que 'eles' queriam fazer com o nosso Brasil. E não conseguiram."

Ganho um forte aperto de mão e um aviso. "Vou ler a entrevista", avisa, quase como uma ameaça. Finjo que não entendo, dou um sorriso. E saio. Passo pelos três gabinetes. E agradeço à primeira secretária. Tenho certeza que a entrevista só saiu porque ela teve dó de mim.

76 Esportes

Corro para o aeroporto. Estou entorpecido. Sinto que entrevistei a pessoa poderosa que mais desfrutava o prazer em mandar. E muitos jornalistas políticos garantiam, tinha mais força que muitos presidentes da República.

Chego na redação acreditando que receberia flores do meu editor.

Mas ele me olha com raiva. "Você sabe que gastamos três dias de verba com essa entrevista. É bom essa porra ter ficado boa." Foram duas páginas com um enorme destaque na capa do JT, que, com certeza, me custaram dois anos de vida a menos, tamanha a tensão, o desespero, a pressão, que passei no primeiro dos três gabinetes de ACM.

A Agência Estado fez a entrevista chegar até a Bahia.

Nunca soube se ACM leu.

Jamais o encontrei pessoalmente de novo.

Quando à matéria com o ministro Pelé?

Fica para o próximo sábado...
66 Esportes



Os bastidores da queda de Cuca do Palmeiras. E a ansiedade por Mano Menezes
Sexta feira, 13 Outubro 2017 15:41:12

1reproducao2 Esportes
"Nesse tempo que passei aqui nessa segunda vez, tentei ao máximo ajudar a equipe, o clube, de todas as formas. Sempre me doando ao máximo. E, infelizmente, mesmo essa máximo não foi capaz de fazer o Palmeiras ter êxito na Copa do Brasil nem na Libertadores, que era o sonho de todos. Infezlimente, ficou. Futebol é assim"

"Agradeço também ao presidente e ao Alexandre (Mattos), que confiaram em mim em me trazer nessa segunda vez. Apesar de ela não ter sido boa como foi no ano passado. Eu vim para o Palmeiras neste ano mesmo abortando meu projeto, que era priorizar algumas outras coisas em minha vida, para ajudar o Maurício (Galiotte), o torcedor, que eu gosto muito. E não foi possível

"Quando nós conversamos de ontem para hoje com o presidente e o Alexandre, a gente entendeu que era o melhor encerrar momentaneamente esse ciclo. E aqui eu externo meu agradecimento a todos, em especial ao torcedor. Meu muito obrigado também pela compreensão e carinho que a gente teve aqui com vocês todos, repórteres. Perdoem alguma coisa que possa ter nos fugido dia ou outro e via que segue. Desejo a todos também uma boa sorte. Fiquem com Deus, a gente se vê aí num futuro.

"Quem sabe um dia eu possa voltar ao próprio Palmeiras, fazer um trabalho tão bom como foi no ano passado, poder montar uma equipe, que é o que eu gosto, e quem sabe no futuro a gente possa ajudar de volta como ajudamos o ano passado? Boa sorte, Palmeiras, e boa sorte a todos. Obrigado."

"O diabo está nos detalhes", crava um antigo provérbio alemão.

O blog antecipou de manhã o péssimo ambiente de Cuca no Palmeiras e que a base política que sustenta o presidente Mauricio Galiotte, o queria fora do clube. O treinador estava irritadiço, diferente. Sem ânimo para prosseguir. Ele sentia no clube e na patrocinadora Crefisa, a profunda decepção com as eliminações da Copa do Brasil, da Libertadores e da impossibilidade de conquista do Brasileiro. R$ 115 milhões investidos no futebol para um fracasso retumbante.

E tendo de se submeter a situações ridículas, como ter, não só de manter Felipe Melo no grupo, como escalá-lo. Um jogador que classificou Cuca como mau-caráter e covarde. Seguiu a determinação de não desvalorizar um patrimônio palmeirense. Se no primeiro ano, o casamento foi quase perfeito, neste segundo, nada deu certo.

Aí é que surge o diabo, ou melhor, os detalhes.

2agif Esportes

Basta analisar frases que parecem soltas. "Quem sabe um dia eu possa voltar ao próprio Palmeiras, fazer um trabalho tão bom como foi no ano passado, poder montar uma equipe, que é o que eu gosto." Cuca finalmente, na despedida do clube, deixou claro que trabalhava com atletas que não queria, que não acreditava, que não encaixavam no seu esquema tático. Até que enfim criou coragem para expor que quem montou o elenco caríssimo foi a direção do clube. Porque Eduardo Baptista não tinha força para exigir atleta algum.

Cuca teve de trabalhar com Borja, Guerra, Felipe Melo, Luan, entre outros. Em off, conselheiros diziam que estes atletas tinham a bênção de Cuca, antes de deixar o Palmeiras, ele teria recomendado a contratação do quarteto ao executivo Alexandre Mattos. Mas não era assim. A iniciativa partiu do departamento de futebol. Eduardo Baptista já soube quando as tratativas estavam no final. E só poderia fazer o que fez, dizer amém.

Cuca só resolveu voltar ao Palmeiras porque foi insistentemente assediado. E acreditou que poderia impor a mesma maneira de jogar que deu o título brasileiro em 2016. Só que Borja, Guerra, Felipe Melo não se adaptaram à correria, ao estilo intenso até demais do treinador. Felipe Melo segue achando uma loucura a marcação homem a homem que Cuca aplica, quando seu time perde a bola. Felipe Melo deixou claro aos companheiros, depois da eliminação da Copa do Brasil pelo Cruzeiro, que era esta a razão. Ao não marcar por setor, como as equipes mais modernas do mundo fazem, há muitas brechas aos adversários.

O restante do elenco também acabou por discordar da estratégia que Cuca queria impor. E por isso, o rodízio constante de atletas. Ele passou de maio até outubro, cinco meses, e não encontrou seu time ideal. O que irritava não só o time, mas os dirigentes e os conselheiros importantes, ligados a Mauricio Galiotte, que o derrubaram.

Como o blog também antecipou, Mano Menezes é o nome mais comentado para substituir Cuca. Alexandre Mattos tem informação de que ele não gostou da escolha para comandar o futebol do Cruzeiro, feita pelo novo presidente eleito Wagner Pires. E está disposto a não seguir no clube em 2018. Mattos tem como foco Mano. Seu contrato termina no final do ano.

4reproducao Esportes

O Palmeiras tem pressa. Porque o São Paulo também se interessa por Mano.

O clube colocará Alberto Valetim como treinador interino. Mas não há interesse em transformá-lo em novo Fabio Carille. Muito pelo contrário. Mattos quer um treinador experiente, vivido. E que já tenha trabalhado bem na Libertadores. Mano Menezes foi vice com o Grêmio, em 2007.

Cuca abriu mão da multa que o Palmeiras teria de pagar.

Seu contrato iria até dezembro de 2018.

Ato que deixa as portas abertas para um retorno no futuro.

A dona da Crefisa, Leila Pereira, não quis se envolver na saída do treinador. E nem na busca por Mano. Ela deixa essas decisões para Mauricio Galiotte e Alexandre Mattos.

Outro detalhe que foi puramente irônico de Cuca foi se despedir do Palmeiras com uma camiseta especial. Com uma imagem de Nossa Senhora. Como havia antecipado no post anterior, ele teve sua fé tolhida no Palmeiras. O ex-presidente Paulo Nobre não queria que transparecesse seu apego religioso. Na hora de despedida, Cuca voltou a ser Cuca.

O técnico não ficará desempregado muito tempo. Membros da situação e da oposição do Atlético Mineiro, que disputarão a eleição no final do ano, o querem como técnico. E com toda a liberdade para ser quem é: religioso, supersticioso, cheio de manias. E que adora escolher o elenco com o qual vai trabalhar.

O resumo destes cinco meses de Cuca no Palmeiras.

Pelas expectativas, como vencer a Libertadores, foi um enorme fracasso.

Ainda mais com jogadores fundamentais que nunca desejou trabalhar.

Principalmente sem a camiseta de Nossa Senhora...
410 1024x768 Esportes



A tranquilidade voltou
Sexta feira, 13 Outubro 2017 11:13:32

 Esportes

Olá galera.

Foi só o Corinthians sofrer alguns tropeços no Brasileirão pra que a certeza do título diminuísse na opinião de muitos. Santos, Grêmio e Palmeiras surgiram como possíveis candidatos pra atrapalhar os sonhos do líder do campeonato. Mas não é tão simples assim. A distância voltou a ser grande, com menos jogos até o fim.

Com a vitória do Timão diante do Coritiba, empates do Peixe e do Verdão, além da derrota do Tricolor de Porto Alegre, a diferença voltou para dez pontos, faltando apenas onze rodadas para o término da competição. O Cruzeiro agora está na terceira posição, justamente por ter derrotado os comandados de Renato Gaúcho.

Com exceção a Raposa que teve jogo antecipado, os outros quatro times mais bem colocados na tabela de classificação terão adversários desesperados no próximo fim de semana. O Corinthians encara o Bahia, em Salvador. O Santos receberá o Vitória.

No Paraná, o Grêmio enfrentará o Coritiba. Já o Palmeiras vai ter o Atlético Goianiense pela frente, fora de casa. Nessa altura do campeonato os adversários que não estão bem na pontuação costumam endurecer bastante os duelos, na tentativa de escapar da degola.

Como a distância é bem pequena do Atlético Mineiro (oitavo colocado), que tem 37 pontos, ao São Paulo (décimo sétimo colocado), com 31 pontos, a grande maioria das equipes está tentando encontrar um pouco de tranquilidade dentro do Brasileirão.

Enquanto isso, o Corinthians segue bem tranquilo, cada vez mais perto de confirmar a volta olímpica. Resta saber se o futebol ainda poderá causar alguma surpresa pelo caminho. Pensando bem... está difícil de que a festa de campeão não seja da turma de Jô e cia.

beijim

Mylena



A volta de Cuca ao Palmeiras foi um fracasso. Mano Menezes ganha força para 2018
Sexta feira, 13 Outubro 2017 10:08:11

 Esportes
O desânimo de Cuca contagia e assusta o Palmeiras.

Dirigentes e conselheiros importantes estão cansados de desculpas. O time campeão brasileiro de 2016 foi reforçado, teve o aporte financeiro de R$ 115 milhões da Crefisa, em 2017. Os apaixonados torcedores levaram R$ 54,1 milhões ao clube. Pagando o ingresso mais caro do país. Em média, R$ 61,00. E chegando à média de R$ 1,9 milhão nos jogos em casa.

Ou seja, não faltaram apoio e nem dinheiro.

O primeiro treinador de 2017, Eduardo Baptista, falou abertamente que a meta era ganhar todos os títulos que o Palmeiras disputasse. Não falou lutar pelas conquistas. Mas vencer. Principalmente a Libertadores.

Baptista era virgem. Nunca havia disputado uma Libertadores como treinador. A escolha foi um óbvio erro. E acabou demitido depois de alguns vexames. Derrota por 3 a 0 para a Ponte Preta e eliminação do Brasileiro. Socar a mesa e garantir ser 'muito homem'. Ser desrespeitado por Borja, que chutou uma garrafa d'água, diante dos fotógrafos e câmeras de tevê, ao ser substituído. E derrota para o Jorge Wilstermann na Bolívia, pela Libertadores.

O executivo de futebol, Alexandre Mattos, a mando do presidente Mauricio Galiotte e da torcida fervorosa da dona da Crefisa, Leila Pereira, foi buscar Cuca. O treinador que havia vencido o Brasileiro. E que se afastou do clube, mesmo com o título, desgastado com o ex-presidente Paulo Nobre. E também para cuidar de dois parentes seriamente adoentados.

Cuca relutou. Venceu o Brasileiro mas se sentiu muito tolhido, desgastado. O seu comportamento foi vigiado. Não pôde exercer sua fervorosa religiosidade, suas superstições. E se cansou da pressão de fazer o time mostrar um futebol mais bonito, de toque de bola, que respeitasse a tradição palmeirense. E não o que acabou batizado de 'Cucabol', um esquema agudo, baseado na velocidade, na força física, nos chutões, nos laterais para a área. Com o meio de campo desprezado, sem articulação, neurônio. Um time que tinha ritmo de showbol.

A sua proposta foi campeã pela característica dos jogadores e também pela fragilidade dos rivais. Cuca havia fracassado também na Libertadores de 2016, mas como pegou o time já mergulhado na crise, herança de Marcelo Oliveira, foi perdoado.

Mas o encanto acabou.

Vivemos a metade de outubro. Cuca reassumiu seu lugar no dia 9 de maio. Com a esticada na Libertadores, teve tempo para trabalhar, formar seu time e seu esquema. Afinal, havia trabalhado com 85% dos jogadores, há apenas cinco meses. Mesmo sem a sombra de Paulo Nobre exigindo que se comportasse 'politicamente correto', o técnico retornou com uma estranha insegurança. Demonstrou não saber qual seria o esquema, a filosofia de jogo do Palmeiras vitaminado de 2016.

212 Esportes

Lógico, que agonizava de saudade de Gabriel Jesus, sua grande e emblemática perda. Pouco falou abertamente, mas também quase sentou e chorou ao saber que Vitor Hugo iria para a Fiorentina. Acreditava o parceiro ideal para Mina. Tanto defendendo, quanto no ataque.

Mas teve como compensação os dois maiores destaques do time campeão da Libertadores. O talentoso meia Guerra. E o oportunista, mas lento, Borja. Recebeu também um jogador que nunca pediria a contratação, o personalista Felipe Melo. Mandou buscar Deyverson, para compensar a falta de gols de Borja. Lastimou o fracasso na contratação de Diego Souza.

Mas mesmo assim, Cuca não fez sua parte. Sua insegurança quanto à montagem do time, apesar de todos os treinos fechados, extrapolou. Contagiou os jogadores, chegou aos dirigentes. E até mesmo na empolgada torcida palmeirense.

E os objetivos de 2017 foram murchando. O time caiu diante do Cruzeiro na Copa do Brasil, com direito a Felipe Melo desabafar contra a frágil estrutura tática do time e dizer que com Cuca o Palmeiras não iria ganhar 'porra' nenhuma. Acabou afastado pelo técnico. Mas acertou o vaticínio.

O modesto Barcelona de Guayaquil eliminou o milionário Palmeiras, ainda nas oitavas de final da Libertadores, com a arena abarrotada. Com 38.10 apaixonados que pagaram R$ 3.343.320,49. A diretoria chorou a eliminação e pelo menos mais R$ 15 milhões que imaginava ganhar até a final da competição. Com a eliminação, acabou o sonho de Mundial. Fica valendo ainda a Copa Rio de 1951 para muitos.

38 Esportes

Todos os olhares se voltaram para Cuca. O treinador já havia colocado seu cargo à disposição na eliminação da Copa do Brasil. Mesma coisa, com a Libertadores. Ele segue esse ritual no Palmeiras em 2017. Após uma queda, Cuca diz a Alexandre Mattos que, se quiser trocar o técnico, não tem problema. Mas o executivo tem sido firme e garantido que o deseja até o final de 2018.

Restou o Brasileiro, com o Corinthians disparado. Cuca sabe que no jornalismo atual, promessas de treinador servem para desviar o foco. E tentou repetir o que fez em 2016. Após a eliminação da Libertadores, no ano passado, garantiu a conquista do título nacional. Acabar com o jejum de 22 anos. Foi o que conseguiu.

Cuca garantiu que ainda havia possibilidade de ser campeão brasileiro, ultrapassar o Corinthians. Ganhou manchetes positivas e os fracassos na Libertadores e na Copa do Brasil foram deixadas de lado. Só que logo ficou claro que não passou de uma promessa vazia. Depois, outra 'meta', mais modesta. Mas que a imprensa engoliu. 'Ser o melhor time do segundo turno." Vieram as rodadas e seu time despencando. Com o péssimo futebol no empate diante do Bahia, ontem no Pacaembu, o Palmeiras chegou a 16 pontos desperdiçados em casa. Faltando ainda 11 rodadas para o fim do Brasileiro. No campeonato de 2016, ele só perdeu 11 pontos.

Está muito longe do Corinthians, distante 14 pontos. E, no segundo turno do Brasileiro, já está oito pontos distante do Cruzeiro, na disputa pelo turno, inventada por Cuca. Daqui a pouco só vai restar o técnico prometer que o Palmeiras terá a camisa mais verde de São Paulo...

Pior que as promessas de Cuca é que o time segue jogando muito mal. Com o técnico ainda fazendo testes no time. Não há equipe ideal, depois de cinco meses de trabalho! Os atletas cada vez mais inseguros. Com um ingrediente ainda mais sabotador. O técnico colocou para jogar Felipe Melo e Borja, sem nenhuma convicção. Deixava claro que fazia o que a torcida e os dirigentes queriam, como deixou claro na coletiva.

513 Esportes

Há muita preocupação dos dirigentes e conselheiros ligados a Mustafá Contursi, que dão a sustentação política a Galiotte. O time está jogando cada vez pior. Depois dos fracos Atlético Goianiense e Ponte Preta em casa, há o Grêmio fora, o Cruzeiro em casa, Corinthians fora, Vitória fora, Flamengo em casa, Sport em casa, Avaí fora, Botafogo em casa e Atlético Paranaense fora.

A tabela não é fácil. Ainda mais com o time cada vez mais tenso, sem rumo.

O medo é o clube não chegar sequer à Libertadores de 2018.

O que seria um caos para as finanças.

As conversas entre conselheiros influentes no Palmeiras são sobre uma troca. Se vale a pena manter, apostar em novas contratações milionárias e colocá-las nas mãos de Cuca em 2018. O nome de Mano Menezes tem sido repetido com cada vez mais frequência.

Alexandre Mattos ainda quer seguir com Cuca. O treinador se mostra mais nervoso, irritado. Sabe que voltou com a aura de vencedor e 2017 foi um grande fracasso para ele pessoalmente. Em Belo Horizonte, candidatos da situação e da oposição nas eleições do Atlético Mineiro acenam com o retorno de Cuca, que fez a equipe campeã da Libertadores.

O desgaste no Palmeiras é evidente.

O cenário não é de continuidade de Cuca para o próximo ano.

Restam 11 partidas para que este clima seja mudado.

Só que Alexandre Mattos é um dos poucos que acreditam.

Há o desejo de profunda reformulação no futebol palmeirense.

Mano, também cogitado pelo São Paulo, ganha força.

As vaias de ontem contra o Bahia repercutem.

Assim como as quedas na Libertadores.

E na Copa do Brasil.

O projeto 2017, sob o comando de Cuca, fracassou...
81 Esportes



Fábio Carile foi avisado. O Corinthians deve perder Jô, Arana e Pablo
Quinta feira, 12 Outubro 2017 14:44:52

36 Esportes
Jô, Pablo e Guilherme Arana.

É verdade.

Roberto de Andrade já avisou Fábio Carile.

Será quase impossível que o trio siga no clube em 2018.

O treinador já conversou individualmente com os atletas.

E pediu dedicação total para fazer o time heptacampeão do Brasil.

Assim, sairão mais valorizados, capazes de ganhar mais para onde forem.

O empresário Giuliano Bertulucci, sócio de Kia Joorabchian, garante que tem fechada a transferência de Jô. Ele negociava com clubes médios europeus e com a China. O atacante, desiludido com a chance de disputar sua segunda Copa do Mundo, já avisou ao empresário. Ele quer ir embora. E fazer mais um grande contrato, já que se aproxima da última fase da carreira. Em março, fará 31 anos.

Os agentes Fernando Garcia e Guilherme Miranda conseguiram segurar a venda de Guilherme Aranda para o Sevilla. O jogador deveria ter fechado contrato no meio do ano. Mas o presidente Roberto de Andrade insistiu que ele ficasse pelo menos até o fim do Brasileiro. Os agentes aceitaram. Mas agora a situação deve ser concretizada. O clube do Parque São Jorge tem 40% dos direitos do atleta. E quer 15 milhões de euros, R$ 56,3 milhões, livres. Roberto de Andrade tem certeza que ele fará sucesso na Europa e logo fará parte da Seleção Brasileira. O dinheiro segue sendo o grande entrave.

49 Esportes

E quanto a Pablo, Roberto de Andrade não quer contratar definitivamente o jogador do Bordeaux. O zagueiro tem plena consciência que não seguirá. "Se tivesse a possibilidade de um acordo, já teríamos conversado", deixou escapar, irritado, no mês passado. Desde então, não toca no assunto. Seu empréstimo termina no dia 31 de dezembro. Ele pode voltar à Europa ou até atuar em outra equipe brasileira. Há interessados.

Carile só pede dedicação ao trio pelos últimos 11 jogos.

E depois, estarão livres para seguir suas vidas.

Com o título nacional de 2017 abrindo alas...
512 Esportes



Deus proteja as crianças, que sonham jogar futebol, dos pedófilos. A CBF tem mais o que fazer
Quinta feira, 12 Outubro 2017 12:32:27

 Esportes
O presente da CBF ao Dia das Crianças.

Não ter a menor preocupação da entidade com pedofilia, exploração sexual de crianças e adolescentes no futebol deste país.

A denúncia é do jornal El País.

"A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados promoveu uma audiência pública para debater abuso e exploração sexual de crianças no futebol brasileiro. No entendimento dos deputados que compareceram à reunião, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deixou de cumprir um pacto firmado em 2014 com a CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em que se comprometia a adotar 10 medidas para evitar abusos sexuais e tráfico de jovens jogadores em categorias de base e escolinhas.

Na época, a ideia era aproveitar a ocasião da Copa do Mundo para deixar um legado à proteção dos direitos infanto-juvenis no Brasil. Porém, mais de três anos depois da assinatura do acordo pelo então presidente da entidade, José Maria Marin, a comissão concluiu que a CBF efetivou parcialmente apenas duas medidas sugeridas pela CPI.

Para a deputada Erika Kokay (PT-DF), que presidiu a CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o não cumprimento do pacto significa “um desrespeito ao Congresso Nacional e às vítimas de abusos sexuais cometidos por treinadores, massagistas, olheiros e dirigentes”. O atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, que, em 2014, acompanhava José Maria Marin no momento da assinatura do acordo como vice-presidente da entidade, foi chamado para prestar esclarecimentos na audiência, mas não compareceu. A confederação tampouco enviou representantes ao encontro, assim como o Ministério do Esporte – que não justificou a ausência do ministro Leonardo Picciani. O secretário-geral da CBF, Walter Feldman, alegou que um problema de saúde o impediu de viajar a Brasília e sustentou que a entidade está honrando o acordo. No entanto, os membros da Comissão apontam que não encontraram indícios do cumprimento integral das medidas por parte da confederação.

"Das 10 ações propostas, a CBF só cumpriu duas: campanhas educativas e criação de um grupo interno de trabalho, que não produziu nenhum resultado. Então, a CBF foi desonesta e tem sido desonesta ao não enfrentar a discussão”, afirma Kokay. A deputada observa que há um grave quadro de violações de direitos infanto-juvenis em escolinhas e clubes espalhados pelo país. Desde 2011, foram registrados pelo menos 102 casos de abuso sexual relacionados ao futebol, com base em um levantamento de ocorrências policiais e processos na Justiça. Autoridades estimam que esse número seja muito maior, já que violências sexuais contra crianças e adolescentes, sobretudo do sexo masculino, ainda são pouco denunciadas.

211 Esportes

"A reportagem do EL PAÍS solicitou ao Ministério dos Direitos Humanos dados do Disque 100, serviço que registra denúncias de violência sexual, mas não recebeu o detalhamento de informações referentes a casos ligados ao futebol.

"Uma das providências tomadas pela Comissão nesta terça-feira foi um pedido de acompanhamento do escândalo de abuso sexual descoberto na cidade de Ribeirão Branco, interior de São Paulo, em agosto. Técnico de futebol em um projeto social na zona rural do município com o mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado, Altamir Pontes de Matos foi indiciado por estupro de 17 garotos, com idades entre 8 e 11 anos. Laudos do Instituto Médico Legal de Itapeva confirmaram a violência sexual em 11 deles. Outros cinco o denunciaram por assédio e atos libidinosos. As vítimas relataram que o treinador as ameaçava dizendo que mataria seus pais caso revelassem os abusos.

"O deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), que presidiu a CPI do Tráfico de Pessoas e apurou diversas denúncias ligadas ao futebol, entende que é preciso corresponsabilizar não só a CBF, mas também os clubes pela proliferação de abusos em categorias de base. “Olheiros e abusadores garimpam jogadores em regiões pobres do Brasil com a promessa de levá-los para um clube grande. Isso soa como um bilhete premiado para as famílias, que acabam permitindo que seus filhos viagem para outros estados com pessoas que mal conhecem”, diz ele. “Temos que acabar com esse cenário de vulnerabilidade de crianças e adolescentes no futebol. E o caminho é exigir responsabilidade solidária dos clubes e da CBF para que se encarreguem de garantir os direitos dos jovens atletas brasileiros."

Uma das providências tomadas pela Comissão foi um pedido de acompanhamento do escândalo de abuso sexual descoberto na cidade de Ribeirão Branco, interior de São Paulo, em agosto. Técnico de futebol em um projeto social na zona rural do município com o mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado, Altamir Pontes de Matos foi indiciado por estupro de 17 garotos, com idades entre 8 e 11 anos. Laudos do Instituto Médico Legal de Itapeva confirmaram a violência sexual em 11 deles. Outros cinco o denunciaram por assédio e atos libidinosos. As vítimas relataram que o treinador as ameaçava dizendo que mataria seus pais caso revelassem os abusos.

510 Esportes

"O deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), que presidiu a CPI do Tráfico de Pessoas e apurou diversas denúncias ligadas ao futebol, entende que é preciso corresponsabilizar não só a CBF, mas também os clubes pela proliferação de abusos em categorias de base. “Olheiros e abusadores garimpam jogadores em regiões pobres do Brasil com a promessa de levá-los para um clube grande. Isso soa como um bilhete premiado para as famílias, que acabam permitindo que seus filhos viagem para outros estados com pessoas que mal conhecem”, diz ele.

"Temos que acabar com esse cenário de vulnerabilidade de crianças e adolescentes no futebol. E o caminho é exigir responsabilidade solidária dos clubes e da CBF para que se encarreguem de garantir os direitos dos jovens atletas brasileiros."

Só que não há o menor interesse.

Revoltante?

É pouco.

Bom Dia das Crianças.

Que Deus proteja as que desejam jogar futebol.

Por que a CBF tem mais o que fazer...
511 1024x768 Esportes



"Bastam cinco vitórias para o Corinthians ser campeão brasileiro", aposta o empolgado Carille
Quinta feira, 12 Outubro 2017 02:04:29

117 Esportes
Bahia, em Salvador. Grêmio, em Itaquera. Botafogo, no Rio. Ponte Preta, em Campinas. Palmeiras, em Itaquera. Atlético Paranaense, em Curitiba. Avaí, em Itaquera. Fluminense, em Itaquera. Flamengo, no Rio. Atlético Mineiro, em Itaquera. Sport, em Recife.

Basta o Corinthians vencer cinco destas partidas. Chegar a 73 pontos. E será heptacampeão brasileiro. Não são mais necessários 78 pontos. Os rivais não exigem tanto. Esta é a conta assumida por Fábio Carille, após a vitória suada do Corinthians, diante do Coritiba. O placar de 3 a 1 foi enganador. Cássio fez três excelentes defesas e evitou o que poderia ser mais uma decepção para o líder disparado do Brasileiro.

"Vou falar as contas que eu faço, não é o que passo para o meu grupo. São oito pontos de diferença, vamos contar que o Santos vença na quinta (hoje, a Ponte Preta). Eles têm três jogos para tirar isso. Se vencermos cinco em 11, o Santos precisa de oito vitórias. Não é impossível, mas não é fácil. Se conseguir cinco vitórias em 11 rodadas, acredito que o time seja campeão."

O treinador falou com alívio. Ele acredita que o Brasileiro viva uma fase de muita tensão. Com os jogos muito disputados de maneira muito emocional, com muitas equipes importantes emboladas e assustadas com a ameaça de rebaixamento. Por isso, ele deixou escapar na terça-feira, com ironia. "O Corinthians faz péssima campanha no Segundo Turno, concordo. Mas o engraçado é que mantém a mesma diferença do primeiro turno, quando teve um rendimento excelente."

48 1024x640 Esportes

Carille sabia que seu time precisava demais da vitória de ontem contra o Coritiba. A pressão era grande. Seus jogadores estão cansados. O elenco pequeno, com a maioria dos suplentes abaixo dos titulares, tem atrapalhado neste segundo turno, como o próprio Carille havia antecipado ao presidente Roberto de Andrade. Por isso, cada ponto é comemorado. A vitória diante dos paranaenses chegou na hora certa, deixa escapar o treinador.

"Espero que seja o início de uma retomada, o time estava muito ansioso, querendo fazer tudo muito acelerado. Espero que seja uma retomada", repetia, na coletiva, após derrotar o Coritiba. O elenco deseja, de qualquer maneira, voltar a mostrar o que fez no primeiro turno. Mas falta força, atletas fundamentais estão sucumbindo diante da maratona. A queda de rendimento de Jadson, Rodriguinho, Guilherme Arana não é por acaso.

"Essa questão da ansiedade acho que vale mais para mim do que para os atletas. São dias intensos, tem a proximidade de uma conquista grande, ainda não temos, mas é uma chance clara. Antes de controlar meu grupo, tenho de me controlar. Não é fácil. Serão mais ou menos 50 dias de trabalho árduo em busca do objetivo."

Pelas contas de Carille, se o time vencer os adversários em casa: Grêmio, Palmeiras, Avaí, Fluminense e Atlético Mineiro, a taça já irá para o Parque São Jorge. Mas ele sabe que há adversários que a vitória como visitante é perfeitamente possível. Como o jogo de domingo, contra o desesperado Bahia, em Salvador. A Ponte Preta, em Campinas. O Atlético Paranaense, em Curitiba e o Sport, em Recife, são partidas animadoras.

O treinador corintiano não confessará nem sob tortura. Mas dos perseguidores do Corinthians, seu medo maior era o Grêmio. Mas o time de Renato Gaúcho estagnou. E se manteve a seguros 12 pontos de distância. Fora que ainda terá pela frente as duas partidas contra o Barcelona de Guayaquil, pelas semifinais da Libertadores. Será obrigado a colocar seu time reserva, ficando sujeito a novas derrotas.

210 Esportes

Depois de um momento de instabilidade, Carille acredita que tudo está voltando a ficar sob controle. Mesmo com o time jogando abaixo do primeiro turno. A gordura que conseguiu segue grande demais. Deixando seus rivais longe.

Sua felicidade para o futuro tem a ver com as Eliminatórias para a Copa. Ele está aliviado porque terá Cássio e Fagner pelo restante do Brasileiro. Assim como vibrou pelo Paraguai não ter conseguido chegar à repescagem. Porque assim seguirá contando com Balbuena, que atuou ontem e com Romero. Carille ficaria com graves problemas se ambos tivessem de ir para a Nova Zelândia e perder quatro jogos, como acontecerá com Cueva, importantíssimo para o Peru e que desfalcará o São Paulo.

Carille vibrou demais no primeiro gol contra o Coritiba. O toque genial de calcanhar de Jadson e a frieza de Jô para marcar. Eram dois atletas que precisavam se recuperar nesta reta final do Brasileiro. E estão mais confiantes, alegres.

O ambiente no Corinthians não poderia ser melhor.

Agora, resta trabalhar forte por estas cinco vitórias.

E buscar o heptacampeonato brasileiro.

"Sem apelar para títulos no cartório", como costuma ironizar Roberto de Andrade...
4agenciacorinthiansdanielaugusto Esportes



São Paulo acovardado perde para o Atlético. E volta a namorar o rebaixamento
Quinta feira, 12 Outubro 2017 00:30:34

115 Esportes
Não bastasse outra péssima atuação do São Paulo, o time ainda perde para o Atlético Mineiro graças a um lance infantil. Desatento, Bruno Alves deve ser um dos únicos jogadores deste país que não sabe. Marcos Rocha cobra lateral com a força de um cruzamento com os pés. Resultado, a bola o encobriu e se ofereceu para Valdivia, na corrida. O zagueiro o segurou, cometeu um pênalti inadmissível. Fabio Santos cobrou e marcou. E a equipe de Dorival Júnior perde a 12ª partida no Brasileiro. E volta a namorar, com toda paixão, a zona do rebaixamento.

O time sentiu falta demais de Cueva. O peruano desfalcará a equipe por quatro partidas, atuando por seu país na repescagem, contra a Nova Zelândia. Sem ele, a equipe não teve articulação. Hernanes e Lucas Fernandes foram mal demais. Esse é um fator que preocupa muito na sequência do time, contra Atlético Paranaense, Fluminense e Flamengo. Só conseguiu uma chance real de gol, em cabeçada de Lucas Pratto. Enquanto o Atlético Mineiro perdeu pelo menos quatro chances reais, além do gol que marcou.

Além disso, por dinheiro, a diretoria resolveu abrir mão do Morumbi, estádio que os atletas estão acostumados e adoram jogar. Preferiu desprezar a péssima fase do time e a ameaça de rebaixamento. E garantir uma boa quantia por quatro shows do U2. E o time será despachado para o Pacaembu.

"Tomamos um gol de pênalti. Se o jogo está 0 a 0 e a gente não consegue criar jogadas, tem que acabar 0 a 0. Mas é um campo difícil, eles estavam em uma noite boa coletivamente. Tomamos o gol de pênalti e parece que só aí começamos a jogar.Eu tive uma grande chance. Mas criar uma jogada é muito pouco para o São Paulo", desabafou Lucas Pratto, irritado com outra partida ruim do seu time. E aumentou o jejum de gols. São 12 partidas sem chutar uma bola para as redes. O péssimo momento do clube o afastou da Seleção Argentina.

"A gente poderia ter feito um pouco mais de gols, pelas oportunidades que a gente criou", lamentava Robinho, que desperdiçou vários contragolpes e perdeu um gol claro, livre com Sidão.

Mais preocupante que a péssima atuação do São Paulo foi a entrevista de Dorival Júnior. Ele parecia desconectado da realidade. Parecia ter assistido outra partida. E o tom de falsa tranquilidade que tentou passar, não convenceu nenhum repórter na sala de coletiva. A sua postura de negação do momento atual de seu time, que joga cada vez pior é inacreditável.

"Estávamos marcando bem. No segundo melhoramos, propusemos muito mais o jogo, acreditamos mais, adiantamos a marcação. Foi uma outra equipe. Infelizmente nosso gol acabou não saindo. Mas não vamos abaixar a guarda não. A equipe é muito boa, a oscilação é natural

"Sem o Cueva é natural que aconteça uma perda considerável, mas temos que nos preparar para isso. Quem está entrando está indo bem, o Gomez hoje foi muito bem, o Shaylon manteve o nível."

Foi estarrecedor. Dorival Júnior não pode crer que qualquer pessoa com meia dúzia de neurônios acreditou nas suas declarações. É evidente que estava tentando usar um truque velho e desgastado que muitos treinadores apelam. O de falar de uma partida fictícia para não ter de admitir que o time foi mal demais. Os seus treinamentos nos dez dias sem jogos não deram o menor resultado. Pelo contrário, a equipe piorou.

Por isso, o nome de Mano Menezes começa a ganhar força para 2018. Mesmo se Dorival conseguir evitar a Segunda Divisão, conselheiros querem o clube com outro treinador na próxima temporada. E desejam Mano, que está desgastado com a diretoria que vai assumir o clube mineiro.

59 Esportes

O São Paulo foi uma equipe medrosa, encolhida. E que chamou o Atlético Mineiro para o seu campo durante todo o primeiro tempo. Incrível como o time não marcava no meio de campo e nem criava. Além de ter dois laterais que pareciam dos anos 70, proibidos de atacar. O time de Oswaldo de Oliveira nem acreditou no espaço que tinha para criar. As linhas são paulinas eram distantes, havia como os jogadores atleticanos dominarem a bola, pensar o que desejavam fazer. Não havia a menor intensidade.

Hernanes estava perdido em campo. Assim como Lucas Fernandes. A retranca organizada por Dorival Júnior 'matou' os dois. Não tinham função. Lucas Pratto corria como um desesperado e a bola não chegava ao atacante. Valdivia e Casares atuaram soltos. Tivessem um pouco mais de capricho no último passe, acabariam com o jejum de 11 jogos de Fred. Fariam Robinho lembrar dos seus velhos tempos.

O Atlético criou e desperdiçou chances e mais chances na etapa inicial. Quando se esperava uma mínima reação do São Paulo,o time voltou ainda mais acovardado. E pagou caro. O lateral de Marcos Rocha chegou até Valdivia e o pênalti, digno de um garoto de 14 anos, de Bruno Alves. Fabio Santos não perdoou. 1 a 0, Atlético Mineiro, aos seis minutos.

Oswaldo perdeu um jogador que fazia ótima partida. Casares cansou de puxar contragolpes e cobrir Marcos Rocha. O nível do Atlético Mineiro caiu porque Valdivia também cansou. Assim como Robinho e Fred. O excesso de veteranos é algo preocupante no Atlético.

O São Paulo percebeu que o jogo ficou melhor. E adiantou sua equipe. Mas de forma descoordenada, sem o mínimo de organização. Criou apenas uma chance real. Shaylon fez ótimo cruzamento e Lucas Pratto cabeceou forte, no chão. E Victor fez uma ótima defesa. Aos 28 minutos do segundo tempo. O São Paulo levou 73 minutos para criar sua única oportunidade durante todo o jogo.

Oswaldo de Oliveira, que há muito tempo deixou de ser treinador de ponta, não aproveitou a desorganização, a tensão, a falta de confiança do rival. Seu time poderia ter aproveitado. E se articulasse minimamente seus contragolpes, teria goleado o São Paulo.

Mas no fim, a revigorante vitória atleticana. E o salto para a oitava colocação. E a frustrante, mas absolutamente justa derrota do São Paulo. A décima segunda em 31 partidas. O time se acostumou a perder. Não houve revolta, protestos, desabafos. Essa postura passiva pode sabotar de vez o time de Dorival Júnior.

O São Paulo vive um ano lastimável.

E há ainda que sonhe com a volta de Kaká.

Um jogador que reclama de dores após todos os jogos.

Sem força e velocidade para as arrancadas que o consagraram.

Mas falar seu nome é tudo o que a diretoria quer agora.

Desviar o foco de novo momento delicado.

E o flerte apaixonado pela Segunda Divisão...

35 Esportes



Existe um jogador que Tite ainda sonha testar para 2018. Ele se chama Vinícius Júnior
Quarta feira, 11 Outubro 2017 17:21:41

27 Esportes
Agora que acabou as Eliminatórias e o Brasil conseguiu sua estupenda reação, sob o comando de Tite, há uma grande dúvida no elenco que irá para a Copa do Mundo. É um nome que se manteve em sigilo desde que a nova Comissão Técnica assumiu. E que cresceu, de acordo com o fraco desempenho de Roberto Firmino, o jogador que deveria ser o reserva de Gabriel Jesus na Rússia.

Taison também não correspondeu. Muito pelo contrário. Se tornou uma decepção para Tite.

O técnico definitivamente não quer um jogador parado na área, sem grande poder de movimentação.

Por isso, não optou por chamar Jô, que recuperou sua carreira no Corinthians.

Douglas Costa também não conseguiu render. E pior, com mentalidade muito individualista. Logo deixou de fazer parte da relação dos jogadores nos quais Tite poderia apostar, apesar do seu potencial.

 Esportes

Existe um que toda a Comissão Técnica gostaria de ver muito mais em campo.

Que tem potencial para formar um ataque extremamente técnico com Neymar, Philippe Coutinho e com próprio Gabriel Jesus.

E por isso ficou tão revoltada quando o Flamengo não o liberou para a disputa do Mundial sub-17.

Como Parreira fez com Ronaldo Fenômeno.

E Felipão, com Kaká.

Tite analisa com carinho a possibilidade de ter Vinícius Júnior como reserva de Gabriel Jesus, no Mundial da Rússia. O que pode atrapalhar o talentoso garoto de 17 anos é exatamente o fato de estar jogando pouco demais.

58 Esportes

A direção do Flamengo segue fazendo o trabalho de reforço muscular, psicológico e técnico de Vinícius Júnior. Sempre sob a supervisão do Real Madrid, que pagou 45 milhões de euros, cerca de R$ 166 milhões pelo jogador de 17 anos.

Mas se o clube carioca continuar a subutilizar o atacante, Tite não terá referências para apostar no garoto na Seleção Brasileira. Situação que ele sabe não ter poder para intervir. Apenas lamenta.

O técnico da Seleção, que detesta trabalhar com garotos, viu que errou, por exemplo, com Marquinhos. O deixou ir embora do Corinthians sem prestar atenção no potencial do zagueiro. E ontem, contra o Chile, foi o capitão de sua Seleção Brasileira.

Vinícius Júnior vai precisar contar com a coragem de Reinaldo Rueda em apostar no seu talento, nos meses que faltam até o Mundial. Se não, Tite não tem subsídios para apostar que o atleta conseguiu fazer a transição natural de um atleta excepcional sub-17 para o profissional

Nos testes desejados por Tite, o flamenguista é o que falta.

E por culpa do próprio Flamengo...
34 Esportes



Candidato real!
Quarta feira, 11 Outubro 2017 10:24:51

 Esportes

Olá galera.

Antes de Tite assumir o comando da Seleção Brasileira, muitos torcedores estavam preocupados com os maus resultados nas Eliminatórias. Nunca ficamos de fora de uma Copa do Mundo. Com a troca de treinador o Brasil passou a vencer e convencer, conquistando a vaga com enorme tranquilidade.

Em 2006 fomos para a Alemanha com um grupo bastante qualificado. Como não ficar confiante em mais uma conquista quando você tem no ataque um quarteto formado por Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Adriano e Kaká? Mas a equipe não deu a liga esperada e saiu nas quartas de final derrotada pela França.

Em 2010 e 2014 não formamos times tão fortes. Alguns números foram muito bons, mas o futebol dentro de campo não empolgava tanto os fãs. Com exceção a ótima campanha na Copa das Confederações, em 2013. Para o Mundial da Rússia, o Brasil chega mais uma vez como candidato real ao título.

Claro que até lá muito ainda pode acontecer. Falando do momento atual, em tese, formamos ao lado de alemães e franceses o grupo de favoritos. Mas a Argentina de Messi, Portugal de Cristiano Ronaldo, a Espanha, a Itália (caso se classifique), o Uruguai de Cavani e Suárez, a Inglaterra e a Bélgica merecem todo respeito.

Vencer o principal torneio de seleções nunca será fácil. No final só um fará festa. Mas é muito bom saber que estaremos lá com todas as condições de voltar com o troféu na bagagem. Temos talento de sobra pra sonhar com o hexacampeonato.

Vamos torcer para que o trabalho de Tite continue evoluindo. Que nossos atletas estejam em plena forma física. Ter Neymar, Coutinho, Gabriel Jesus, Paulinho, Marcelo, entre outros, jogando tão bem, faz tudo voltar ao normal. Os adversário passaram a entrar em campo preocupados. Como sempre foi na gloriosa história da Seleção Brasileira.

beijim

Mylena



O genial Messi leva a Argentina para a Copa da Rússia. Sorte de quem ama esse tal futebol
Quarta feira, 11 Outubro 2017 05:21:02

113 Esportes
"Seria uma loucura não estar no Mundial. Não só para mim. Mas para toda Argentina. Isso nos dá paz, porque estávamos todos inquietos. Merecíamos nos ter classificado antes. Havia o medo de cair fora. Mas conseguimos. E agora a Seleção Argentina vai crescer. Vai ser outra."

"Não merecíamos não estar na Copa, por tudo que passamos. O grupo tinha de estar dentro. E foi o que viemos buscar em Quito. Aconteceu de começarmos perdendo e ainda havia o medo da altitude. Não merecíamos isso pelo que remamos e lutamos."

"Faz tempo que os jogadores são contestados, apesar de ter disputado três finais e mesmo assim, seguiam sendo discutidos..."

"É um dia importante para todos."

Messi estava emocionado como um garoto.

Nem parecia ser o homem de 30 anos, cinco vezes escolhido como o melhor do mundo. Três vezes campeão do mundo pelo Barcelona. Quatro vezes campeão da Champions League. E oito vezes campeão espanhol.

Nada disso valeria se não disputasse seu quarto mundial. Provavelmente o último em que pode render tudo fisicamente. Por isso seu desabafo, misturando alegria com ressentimento.

Só ele sabe o peso que estava em seus ombros.

A geração argentina é fraca.

A corrupção domina a AFA.

A incompetência dos dirigentes de clubes é criminosa.

Três treinadores, de filosofias completamente diferente foram responsáveis pelos descaminhos dentro de campo, nestas Eliminatórias.

Os jogadores foram carimbados como fracassados por perderem seguidamente as finais da Copa do Mundo e duas Copas América.

O país afundado em uma profunda recessão, buscava no futebol a alegria perdida no dia-a-dia.

E o melhor jogador do mundo era o alvo principal do descontentamento, da desilusão.

Jornalistas e torcedores o cobravam por tudo.

Daí a melhor resposta de Messi.

Liderou a greve de silêncio pelas críticas.

25 Esportes

Se apegou à acusação sem sentido que Lavezzi tinha fumado maconha na concentração da Argentina e, desde novembro do ano passado, os jogadores da Seleção Argentina não davam entrevista. Só que o time engrenou uma série de péssimos resultados. Ficou à beira de humilhante situação de não disputar sequer a repescagem.

Até que veio o jogo de ontem contra o Equador em Quito.

E Messi deu a sua resposta.

Em campo e nos microfones.

Três gols, na virada por 3 a 1.

Cansou de dar assistências geniais e os companheiros desperdiçarem.

Ele mesmo fez os três gols.

E decretou o final da greve do silêncio.

A hora era de se mostrar ser humano e desabafar.

"Eu disse ao grupo. Messi não deve um Mundial.

"O futebol deve um Mundial a Messi."

47 Esportes

Estas foram as palavras de Jorge Sampaoli, o técnico que deu total liberdade ao jogador mais talentoso do planeta. Foi contra os seus rígidos princípios táticos para possibilitar que Messi estivesse o mais próximo possível do gol equatoriano. E ele mostrou seu talento, sua frieza, sua raiva em um dos jogos mais simbólicos, mais importantes de sua maravilhosa carreira.

Messi sabe que, para a sofrida Argentina, ele ainda deve a conquista de uma Copa do Mundo. Porque é atormentado por uma sombra gigantesca. Dentro de um cenário muito parecido, Diego Armando Maradona conseguiu trazer o troféu para Buenos Aires.

Lionel já conseguiu perder uma final, com o seu indesejado rival.

Por isso, quando deveria estar maduro, pronto para mergulhar de cabeça na luta pela Copa de 2018, o time estava por um triz de sequer ter a chance de disputá-la. Seria um fracasso retumbante que levaria pela vida. Algo injusto demais.

"Leo demonstrou uma vez mais que é o dono deste jogo. É difícil falar sobre alguém tão especial. É seguro que nós o recordaremos como um jogador diferente. Ele é o dono deste jogo", resumia o líder dos vestiários, Mascherano.

Os três gols de Messi levaram a Seleção Argentina da sexta colocação para a terceira. Garantindo a vaga para o Mundial da Rússia.

Como a irracionalidade que o futebol provoca, a Argentina que trucidava Messi e sua seleção, agora comemora. Os coloca no céu. São tratados como heróis. Principalmente o camisa 10, a quem adoram chamar pelo apelido de Pulga, pelo tamanho pequeno.

Mas o rancor estava impregnado na pele dos jogadores.

Na comemoração festiva dos jogadores, a vingança no refrão.

"Não importa o que digam os putos jornalistas, dale, dale Seleção."

Ou seja, o clima de guerra ainda prevalece.

Mas com exceção de fanáticos frustrados, entorpecidos pela rivalidade, é uma bênção ter Messi e a Argentina na Rússia. Um Copa do Mundo sem seu melhor jogador não tem sentido. Apesar das conquistas e títulos seguidos do fabuloso e decisivo atleta chamado Cristiano Ronaldo, o argentino tem muito mais recursos.

É genial.

57 Esportes

Ele merecia e vai disputar sua quarta Copa.

Talvez a sua última.

O futebol não mereceria Messi de fora da festa.

Até os países que lutarão pelo título o queriam lá.

Agora terá o sabor completo para for campeão.

Seja a Argentina ou, principalmente, outra seleção.

Ver Lionel Messi comemorando nos vestiários, como um garoto, a classificação da Argentina é mais do que compreensível. É emocionante. Arrepia a alma. É a alegria de quem diz que não precisaria provar mais nada para ninguém. Mas se sente incompleto, diminuído. Apesar de todas as conquistas.

A sombra gelada de Diego Maradona cobre suas costas.

E a única maneira de exorcizá-la é ganhar um Mundial.

Será o que ele dará a alma para fazer na Rússia.

Para sorte de quem ama esse esporte chamado futebol.

O diário Olé destaca em manchete.

Faz um trocadilho com os 3 mil metros de altitude de Quito.

E, para elogiar Messi, relembra Maradona.

"À altura de Deus", crava.

Mas Lionel Messi sabe muito bem.

"Ainda não, ainda não..."



Seleção de Tite goleia e elimina o Chile. E mostra que o Brasil chegará renascido na Copa da Rússia
Terca feira, 10 Outubro 2017 22:32:50

111 Esportes
O Brasil deu uma lição de seriedade, competência e amor próprio. E tirou os chilenos, e sua melhor geração da história, da Copa do Mundo. Em uma grande atuação, a Seleção Brasileira venceu por 3 a 0 o Chile, com dois gol gols de Gabriel Jesus e outro de Paulinho. Tite fez questão de colocar seu melhor time possível, mesmo com o país já classificado para a Rússia. Calou a boca de quem duvidaria que haveria interesse dos brasileiros de enfrentar a sério um dos rivais da Argentina para o Mundial.

Tite terminou com chave de ouro as Eliminatórias que Dunga transformava nas mais difíceis de todos os tempos. O Brasil terminou disparado em primeiro, graças à reformulação que o treinador fez na Seleção. Com Tite no comando, o Brasil venceu as nove seleções adversárias nas eliminatórias sul-americanas. Foi a primeira vez na história que isso acontece.

O Brasil chegará revigorado à Copa.

Renasceu depois dos 7 a 1 para a Alemanha.

Vale lembrar que Dunga tinha todos esses jogadores à sua disposição. Mas não teve visão e competência para montar um time competitivo. Trocá-lo por Tite foi a melhor atitude que Marco Polo del Nero fez desde que assumiu a presidência da CBF.

Tite revolucionou uma equipe que era fracassada nas mãos de Dunga. Em 15 partidas são 12 vitórias, dois empates e uma derrota. 35 gols a favor e quatro contra. Não é por acaso que o Brasil terminou disparado em primeiro nas Eliminatórias. Com 41 pontos, com dez pontos de vantagem diante dos uruguaios. E 14 para os argentinos.

O Brasil terminou as Eliminatórias em primeiro. E saiu do estádio palmeirense aplaudida de pé. Tite acabou com a rejeição à Seleção Brasileira. Fez o torcedor voltar a acreditar e torcer pelo time que o decepcionou tanto em 2014.

"Ele é o melhor treinador com quem já trabalhei na vida", resume, de forma direta, Neymar.

"Esta vitória representa muita felicidade, não falando individualmente, mas sim pelo Brasil, pela campanha que fez, por tudo que se passou, que aconteceu e hoje conseguimos terminar em primeiro com uma bela vitória sobre uma equipe que demonstrou ser muito forte, então como eu disse, a gente iria entrar com foco total para vencer o jogo. E terminar essa Eliminatória mostrando do que somos capazes", lembrava, feliz, Gabriel Jesus. Ele acabou as Eliminatórias como artilheiro do Brasil, com sete gols.

E Messi mostrou porque é o melhor do mundo. Quando mais precisava. Marcou três gols na vitória contra os equatorianos em Quito. E os argentinos se classificaram para a Copa da Rússia. Uruguai e Colômbia também se classificaram. E o Peru disputará a repescagem com a Nova Zelândia.

"Não sei o que aconteceu em outros momentos, situações. O que acho é que temos de ter discernimento. De que cumprimos uma etapa, que ficamos melhor. Eu estou preocupado com meu trabalho. Não quero o mal de ninguém, só quero pensar no meu trabalho. É esse o legado de transparência", resumiu Tite, animadíssimo com a campanha, com a reviravolta que conseguiu no comando da Seleção Brasileira.

75 Esportes

E ele surpreendeu a todos revertendo a lógica, o caminho natural dos treinadores que conseguem a classificação antecipadamente para a Copa. Tite foi muito inteligente, optou por manter o time que fez o Brasil renascer durante as Eliminatórias. Nada de testes. Como deixou claro, queria a consolidação da volta da confiança, da conscientização da força do conjunto. Fazer Neymar jogar para a equipe foi uma das grandes conquistas de Tite.

A seriedade com que o Brasil entrou para a partida contra o Chile foi exemplar. Nenhum jornalista do Olé, da Argentina, conseguiria fazer nenhuma piada maldosa. Tite escolheu seus melhores jogadores e exigiu a vitória. Usando o que implantou do melhor do futebol europeu. A compactação, os contragolpes velozes, as triangulações, a recomposição. Não deu a mínima chance ao agoniado Chile.

56 Esportes

O argentino Juan Antonio Pizzi tentou. Colocou seu time para encarar de frente os brasileiros. Mas sabia que era uma missão suicida. O Brasil segue marcando muito bem. No primeiro tempo, as jogadas em velocidade foram cansando a pesada e lenta dupla de zagueiros chilenos, Medel e Jara. A Seleção esteve melhor, mas faltava objetividade. A assistência perfeita. O arremate caprichado. Outra vez, o talento ofensivo de Marcelo fez falta.

O time se deixou contagiar pelo nervosismo chileno. E mesmo assim, era melhor que o rival. Mas havia entrega, seriedade em cada lance, para alívio da imprensa argentina. Só faltavam os gols. E eles viriam na segunda etapa.

Logo no início do segundo tempo, quando os chilenos viriam mais fortes para o ataque, Daniel Alves cobrou falta com efeito, Bravo espalmou a bola nos pés de Paulinho, que não titubeou. Brasil 1 a O, aos dois minutos. Com a desvantagem, o time de Pizzi se abriu. E time que jogar aberto contra o Brasil sofrerá contragolpes agudos, intensos. Ficará sujeito à goleada.

E foi o que aconteceu. Philippe Coutinho roubou a bola e fez um lançamento sensacional para Neymar. O atacante velocista invadiu a área e deu o gol para Gabriel Jesus. 2 a 0, Brasil, aos 11 minutos. O jogo estava decidido.

Os chilenos partiram para a provocação, tentavam descontar a eliminação da Copa, querendo se vingar conseguindo o cartão vermelho para um ou mais jogadores brasileiros. Tirá-los da estreia na Copa. Tite arriscou muito em deixar Neymar. Mas o time se controlou. E ainda marcou mais um gol. No final da partida, o Chile estava desesperado. Até mesmo Bravo foi para a área brasileira tentar um fortuito gol em escanteio. Tudo que conseguiu foi ver a Seleção em outro contragolpe fulminante, marcar 3 a 0, com Gabriel Jesus.

A missão brasileira estava cumprida.

A melhor geração da história do Chile está fora do Mundo da Rússia.

A Seleção está renascida.

E respeitada.

Até por jornalistas radicais argentinos.

Chegará na Rússia com moral e temida.

Tite é o arquiteto desta reviravolta...
64 Esportes



Vai ou não vai?
Terca feira, 10 Outubro 2017 10:35:32

messi1010 Esportes

Olá galera.

A Copa do Mundo é o torneio de futebol mais importante do planeta. Estar presente já é uma grande realização, ganhar é fantástico! Mas diversos craques da história não tiveram o privilégio de conquistar esse título na carreira. Cruyff, Zico e Platini são alguns deles. E Messi? Será que conseguirá?

Primeiro o argentino precisa saber se vai ou não vai à Rússia, ano que vem. A Seleção Argentina terá os noventa minutos mais importantes dos últimos anos. No duelo contra o Equador, fora de casa, não pode pensar em outro resultado que não seja a vitória.

Se as Eliminatórias terminassem agora, os argentinos estariam fora do Mundial. Pra disputar pelo menos a repescagem, precisam ultrapassar uma seleção na tabela de classificação. A sorte dos hermanos é que Peru (5º colocado) e Colômbia (4º colocado) se enfrentam.

Na pior das hipóteses, caso superem o Equador, ficariam na quinta posição. Mas a tendência é alcançar uma das quatro vagas diretas se passarem pelos equatorianos, que já estão eliminados. Mesmo com bons jogadores sob comando de Sampaoli, é no camisa dez que o torcedor deposita as maiores esperanças.

Messi jogou muito bem no empate em zero a zero diante do Peru. Deixou alguns companheiros em ótima posição pra balançar a rede adversária, mas eles desperdiçaram todas elas. Agora não podem errar mais. Vacilos como o da partida de semana passada podem custar a participação no principal torneio de seleções.

Vamos ver se o craque da Argentina conseguirá conduzir o time pra classificação. Tem muita gente torcendo contra, é verdade. Mas não há como negar que uma Copa do Mundo sem Messi, será uma Copa incompleta. Ele joga demais e estar lá fará a alegria dos amantes do futebol.

beijim

Mylena



São Paulo dividido por eventual volta de Kaká, a caminho dos 36 anos. Leco não se anima
Segunda feira, 09 Outubro 2017 23:56:57

18 Esportes
Divisão.

Não há unanimidade no São Paulo em relação à decisão que Kaká anunciará nos próximos dias. A mais remota delas será seguir no Orlando City. E no caminho de completar 36 anos, ele pode fazer o que seu corpo pede, e encerrar a carreira devido às dores. Ou antes, disputar uma temporada no São Paulo, em 2018.

Se torcedores ficaram ouriçados nas redes sociais, o entusiasmo não foi o mesmo para Leco. O presidente do São Paulo lembrou a conselheiros que, em 2015, ele foi mal. Só conseguiu marcar três gols. E reclamava de seguidas contusões. Dois anos depois, seu rendimento já é decepcionante até nos Estados Unidos, onde o nível dos clubes segue baixo.

Leco já teve problemas ao contratar ídolos.

Segue encurralado por conselheiros. Por ter prometido ao novato técnico Rogério Ceni nada menos do que R$ 5 milhões pela demissão. Trazer de volta Kaká, confesso prisioneiro de fortes dores após cada partida, é visto pelo presidente como sério risco. Há quase a certeza, para o presidente, que ele não traria ganhos técnicos.

Leco não quer correr o risco de viver nova desventura, como acontece com Lugano. Ele sempre foi contrário à volta do uruguaio. Mas acabou sucumbindo à pressão das organizadas e de conselheiros, como Vinicius Pinotti. E hoje o São Paulo banca o ídolo para ser o mais animado reserva.

Dorival Júnior, que ainda vive a série ameaça de rebaixamento, não quis se prolongar no tema. Sabe que não tem a certeza de permanência no Morumbi. Com ele, o time não consegue mostrar futebol convincente. E imaginar ter um veterano, com imenso prestígio junto à imprensa e torcida, só que lento e com sérias dores nas articulações, seria mais tortura do que presente.

O Orlando City faz péssima campanha em 2017. Está em nono lugar da Conferência Leste. Kaká só fez 22 partidas das 32 do time até agora e marcou seis gols. O jogador deu entrevista à TV Globo dizendo que está dividido. E que o fato de os seus filhos morarem no Brasil pode pesar. E ele ficar um último ano atuando pelo São Paulo.

Só faltou avisar o clube. As últimas passagens de ex-ídolos pelo São Paulo foram péssimas experiências. Luís Fabiano, Lugano e Rogério Ceni desiludiram. Vinicius Pinotti, o milionário e novato executivo de futebol, é especialista em marketing. E ainda acredita que, muito abaixo de sua melhor fase, Kaká poderia ser um jogador que desviaria o foco dos muitos problemas que o clube vive. Dividido e clima de guerra, com a oposição forte e revoltada com o time tendo fracassado mais uma temporada e ainda lutando contra o rebaixamento.

Leco quando não gosta de uma situação, ainda mais envolvendo um grande ídolo do clube, ele se cala. Se estivesse animadíssimo com a volta de Kaká, já teria dado entrevistas coletivas. Até mesmo Pinotti, que adora fala sobre tudo, está mudo. Ou seja, não há nenhum entusiasmo. O veterano que está mostrando serviço é Hernanes. Se Kaká voltasse ao Morumbi seria para ser titular. Esse ideia não encanta.

Já em relação à uma partida de despedida, a conversa seria outra. Dinheiro garantido nos cofres. Agrado nos torcedores e em Kaká. Mas sem o peso de valer três pontos.

Só que a falta de convicção, insegurança, falta de rumo são características que norteiam o presidente Leco. Ele não queria Lugano. E o zagueiro uruguaio está no elenco. Ganhando sem jogar. Hoje, o conselho está dividido em relação a Kaká.Também não há grande entusiasmo. Triste surpresa para muitos torcedores, que ainda suspiram para mais um retorno do meia.



Provável ausência
Segunda feira, 09 Outubro 2017 10:17:03

robben Esportes

Olá galera.

Apesar de não ter conquistado uma Copa do Mundo, a Holanda é considerada uma das grandes forças do futebol mundial. Foram muitos craques de primeira grandeza revelados ao longo da história. Pra se classificar para o Mundial da Rússia, a Seleção Holandesa precisará golear a Suécia pra ir à repescagem.

Johan Cruyff, Marco Van Basten, Ruud Gullit, Dennis Bergkamp, Clarence Seedorf, entre outros, jogaram muita bola e encantaram milhões de amantes do futebol, em todo planeta. Depois de boa participação aqui no Brasil, onde ficaram com a terceira colocação, os holandeses estão praticamente eliminados do principal torneio de seleções.

Robben, uma das feras da Laranja Mecânica, já declarou que não acredita mais na conquista da vaga. A França lidera o grupo com 20 pontos e como não pode ser mais alcançada pela Holanda, já se garantiu pelo menos na repescagem. Mas como tem um jogo fácil na última rodada, tem tudo pra terminar com a vaga direta.

Argélia, Camarões e Equador, três seleções que estiveram na Copa de 2014, já estão de fora da competição do ano que vem. Mas a provável ausência holandesa deverá ser mais sentida pelos torcedores. Claro que nada é impossível, mas a chance de uma reviravolta é bem pequena.

O duelo que deverá confirmar a Suécia na repescagem será amanhã, na Amsterdã Arena. O que dificulta ainda mais a acreditar no milagre de Robben e cia. é que os suecos sofreram exatamente sete gols nas nove partidas das Eliminatórias.

Vamos aguardar o confronto pra confirmar, mas pelo jeito a Copa do Mundo da Rússia deverá mesmo ter essa importante ausência entre as equipes participantes.

beijim

Mylena



Quase tetra!
Domingo, 08 Outubro 2017 12:35:35

hamilton 1024x682 Esportes

Olá galera.

A temporada atual de Fórmula 1 foi bastante equilibrada desde o início. Com poucas provas, a briga pelo título acabou ficando entre Lewis Hamilton, da Mercedes, e Sebastian Vettel, da Ferrari. O piloto da equipe italiana chegou a liderar boa parte do ano, mas na reta final o inglês embalou e se aproximou do tetracampeonato.

No Grande Prêmio de Suzuka, no Japão, a sorte deixou o alemão de lado. Ele, que ainda sonha com o quinto título mundial, teve que abandonar por um problema na vela de seu carro. Hamilton aproveitou a oportunidade e venceu pela oitava vez, em 2017.

Com o triunfo no tradicional circuito japonês, Lewis Hamilton ficou muito perto de mais uma conquista. A diferença para Vettel subiu para 59 pontos. Mesmo faltando quatro provas, ele já pode confirmar mais um campeonato com bastante antecedência.

A próxima parada da principal categoria de automobilismo do planeta, será nos Estados Unidos. Caso a fera da Mercedes consiga mais um triunfo para seu currículo, sairá campeão de Austin, caso o principal rival não termine entre os cinco primeiros colocados.

Mantendo os pés no chão, Hamilton prefere esperar pra comemorar. A distância na tabela de classificação para Vettel é grande, mas trata-se de um tetracampeão que guia a poderosa Ferrari. Será que o alemão ainda irá reagir? Só o tempo poderá mostrar.

beijim

Mylena



Palmeiras tem o direito de sonhar com Neymar. Depois da Copa de 2022
Domingo, 08 Outubro 2017 05:10:54

1reproducao Esportes
Não existe a menor possibilidade de Neymar atuar no Palmeiras. Não nos próximos cinco anos, pelo menos. A família real do Catar o transformou no jogador mais caro de todos os tempos. Para defender o Paris Saint Germain, e função principal, ser o garoto-propaganda da Copa de 2022.

O Mundial marcado pela compra de votos, pela corrupção e que foi a ruína de vários dirigentes que se consideravam inatingíveis, tratados como chefes de estado por onde passavam. E que estão presos, esperando julgamento, como o ex-presidente da CBF e ex-governador biônico de São Paulo, José Maria Marinho.

Neymar mudou a geopolítica do futebol mundial com sua ida para a França. Ele tornou relevante um torneio nacional de segunda linha. Responsável pelo respeito na Champions que o Paris Saint Germain jamais ousou sonhar. Mostrou que os catarianos estão dispostos a formar o time mais poderoso do mundo. Ele é o jogador que encoraja outros grandes nomes a embarcar nesta revolução.

8 Esportes

"Eu torci para o Palmeiras quando era pequeno, depois passei a torcer para o Santos quando comecei a jogar profissionalmente.

"Não é que muda. Quando você é pequeno, escolhe um time para torcer. Aí você vira jogador não tem como. Você não está em seu time de coração e acaba gostando de outras equipes."

Neymar era palmeirense porque seu pai adorava o clube verde. O atacante do PSG tinha Edmundo como ídolo na tenra infância.

"Time do coração", essa expressão dominou as redes sociais palmeirenses. O mais caro do mundo e o mais talentoso brasileiro tem a camisa verde na alma, insistiram muitos. Assim como no corpo. Vazou a foto depois de um treinamento da Seleção no CT do São Paulo, na qual ele vestia a camisa palmeirense por baixo do uniforme do selecionado.

A palavra Crefisa ficou nítida na fotografia.

E lógico.

Já chegaram apelos ao bilionário casal dono da empresa.

E conselheiro do clube.

54 Esportes

Leila Pereira tem o sonho de ser a primeira presidente palmeirense. Ainda está no seu primeiro mandato como conselheira, teve a maior votação da história. Só pode ser candidata à presidência ao final de um eventual segundo período como conselheira. A partir de abril de 2021, para ser exato.

Desde que aportou no Palmeiras, de livre e espontânea vontade, em 2015, já foram investidos pela empresa nada menos do que R$ 220 milhões. E já estão comprometidos pelo menos R$ 72 milhões de patrocínio em 2018, fora as generosas contribuições para a compra de jogadores.

"Eu quero um grande ídolo no Palmeiras. Que seja reconhecido mundialmente. Com talento para levar o clube para as maiores conquistas que o futebol oferecer. O presidente Maurício (Galiotte) e o Alexandre Mattos sabem disso. Não indico jogador. Confio integralmente nas indicações dos dois.

"Cosme, eu quero que o Palmeiras tenha o melhor time das Américas. Com a Europa, ainda eu não posso concorrer. Mas quem sabe um dia?", me confidenciou Leila, depois de nossa entrevista exclusiva.

Neymar se encaixaria de forma perfeita nos sonhos de grandeza do Palmeiras de Leila Pereira. O lucro líquido da Crefisa em 2015 foi de R$ 1,1 bilhão. E em 2016, de R$ 1 bilhão. Isso com o Brasil mergulhado em recessão.

"A popularidade do Palmeiras ajudou a Crefisa. O mercado do futebol tem um potencial imenso. Não sei quantificar. Mas a minha marca nunca foi tão exposta. Não só da Crefisa, mas das Faculdades das Américas. E de uma maneira muito positiva. Isso é excelente para os negócios", diz Leila.

33 Esportes

Houve duas tentativas da Crefisa trazer um grande ídolo para o Palmeiras. As duas envolveram um atacante estrangeiro, que deveria chegar para ser o artilheiro não só do clube, mas do Brasil. O elemento com potencial diferente, capaz de fazer o clube vencer a Libertadores da América e disputar com chances de titulo, o Mundial de Clubes. Para acabar de vez com a eterna discussão envolvendo a Taça Rio, de 1951.

A primeira aposta foi Lucas Barrios. O argentino naturalizado paraguaio foi uma indicação do agora inimigo de Leila, Paulo Nobre. O ex-presidente confiou no currículo do jogador. E garantiu que ele chegaria ao Palmeiras e faria sucesso extraordinário.

Sua passagem pelo clube foi enorme fracasso. Contundido constantemente, sem movimentação, acabou na reserva e repassado ao Grêmio. Sem deixar saudades.

A decepção deste ano se chama Borja. Foi a maior contratação da história do clube, R$ 35 milhões. E outra vez, frustração. Sem conseguir adaptação, tenso, tímido. Se fecha com os estrangeiros do elenco e na religião para tentar enfrentar a cobrança, a pressão. Dificilmente vai seguir no Palmeiras em 2018. É reserva e se Cuca seguir, a diretoria tem o seu aval para negociá-lo.

63 Esportes

O cenário está sendo observado de perto por Alexandre Mattos. Há a busca de outro grande jogador para o próximo ano. Ricardo Goulart deixou escapar em uma entrevista que foi procurado pelo executivo. Mas o meia-atacante do Guangzhou Evergrande sonha com a Europa. Recusou e disse que, quando voltar ao Brasil, pretende defender o Cruzeiro.

Mauricio Galiotte e Modesto Roma já conversaram diversas vezes. E o assunto foi o mesmo, Lucas Lima. O presidente palmeirense prometeu não fechar qualquer acordo com o meia enquanto o Santos tentar renovar seu vínculo. O time da Vila Belmiro já fez duas propostas e não teve resposta. Modesto já está descrente e sonha para a velha receita, recontratar o veterano Robinho.

Conselheiros palmeirenses importantes têm a certeza que Lucas Lima será o presente da Crefisa para o próximo ano.

Quanto a Neymar, ele nem sonha em voltar tão cedo ao Brasil. Ele quer disputar para ganhar as Copas da Rússia e do Catar. Sua vida de jogador/celebridade é excepcional na França. Mas o atacante já garantiu que deseja encerrar a carreira no Brasil.

Houve um profundo desgaste com o Santos, envolvendo o dinheiro de sua saída. Há conselheiros importantes que o rejeitam e não o querem de volta ao clube. Nem ele e muito menos seu pai, que acertou a ida para o Barcelona.

Neymar sabe o poder midiático que tem. E como sumiu o tapete vermelho para ele na Vila Belmiro. E se insinuou ao Flamengo. Clube importante. Com a maior torcida do país. Gerido de forma profissional, trocou suas imensas dividas por estrutura. Tem muito a crescer até que o jogador decida deixar a Europa.

Mas o Palmeiras hoje: com a sua moderna arena, na melhor localização de São Paulo, coração financeiro do Brasil, e com o apoio bilionário da Crefisa, tem o direito de sonhar com Neymar. Para depois da Copa de 2022.

 Esportes

O jogados já está milionário. Aos 25 anos garantiu o futuro não só dos seus netos, mas dos bisnetos. O Football Leaks revelou que o brasileiro ganhará R$ 137 milhões por ano no clube francês. Ele assinou por cinco temporadas. Serão, no mínimo, R$ 685 milhões. Mas há prêmios por objetivos que podem levar essa quantia a pelo menos mais R$ 50 milhões. É dinheiro demais que deverá estar na sua conta, aos 30 anos.

Nada impede que Neymar fique mais uns dois ou três anos na Europa. E ainda assim, se tudo sair como Leila sonha, ela estaria no seu segundo mandato como presidente. Poderia dar sua cartada e repatriar o jogador para 'seu clube de coração'.

E para jogar ao lado de Gabriel Jesus, que jurou que um dia também voltaria. Até um suposto segundo mandato de Leila, ele também estaria milionário.

Lógico que tudo isso é especulação.

Mas o imaginário do palmeirense está afetado.

Basta acessar as redes sociais.

O sonho de ter Neymar nunca foi tão forte.

Não é mais necessário presidentes distribuírem camisas.

Dá-las a jogadores como tietes.

Só para fotografias.

Esse tempo acabou no Palestra Itália.

Agora eles a recebem para jogar...

(imagens da Internet)



1994. O brasileiro infiltrado na Argentina, do dopado Maradona. E as loucuras dos gregos
Sabado, 07 Outubro 2017 09:35:44

17 Esportes
Depois de oito anos na redação, primeira Copa do Mundo.

A dos Estados Unidos. Havia coberto os jogos decisivos das Eliminatórias. Minhas matérias exclusivas com Romário saíram na capa do Jornal da Tarde e no Estadão, que podia usar o que achasse interessante no JT, sem pagar um centavo a mais aos jornalistas. Tinha duas redações a seu serviço, pagando uma.

Além destas matérias serem distribuídas na Agência Estado. A Internet foi desprezada por décadas, o que explica a difícil situação financeira do Estadão hoje em dia.

Chego com peito inflado na redação. Reunião para a Copa dos Estados Unidos. Já me imaginei cobrando um futebol mais efetivo de Parreira, me preparando para ficar de olho em Romário, aguentando os discursos ufanistas de Dunga, rindo com Ricardo Rocha, tentando apertar o 'liso' Bebeto.

"Você vai cobrir a Argentina, Cosme", me diz o chefe de reportagem, Castilho de Andrade.

Balanço a cabeça afirmativamente, esboço um sorriso, quando na verdade, sinto um arpão perfurar meu peito. "Como assim, Argentina?" Estava enfronhado com a Seleção Brasileira. Mas não há como o repórter argumentar. Na Copa do Mundo, a grande maioria dos chefes de esportes costuma cobrir. E invariavelmente vão para a Seleção Brasileira.

Não era o caso do Castilho.

Mas de outros chefes.

Já que é assim, lá vou eu para Recife. Em março de 1994, o Brasil fez um amistoso com a Argentina. Nos treinos, vou me juntar aos hermanos periodistas. E há a coletiva com Alfio Basile. Pergunto aos colegas sobre sua personalidade.

"Truculento, ligado aos militares, incompetente, apreciador de vinho.

"E um servo de Diego."

44 Esportes

Tive a prova depois da única coletiva que deu antes do jogo. Após as perguntas de praxe. Esperei na saída da sala, expliquei que iria cobrir a Seleção Argentina, me apresentei.

"Brasileiro, fazendo matérias sobre a Argentina na Copa? Não vai sair coisa boa", provocou. Falei para ele ficar tranquilo. E fiz uma pergunta sobre o time. Ele respondeu atravessado. E quando toquei na influência do Maradona na equipe, os gritos.

"A coletiva acabou. Se você quiser se dar bem comigo, siga as regras", e me olhou com ódio. O olhei firme também. Enquanto ele foi embora, jornalistas argentinos se aproximaram e disseram que esta era uma estratégia do "Coco Basile" para intimidar quem ousasse perguntar sobre a força de Maradona na Seleção.

O episódio foi ótimo para mim. Fiz amizade com um repórter do La Nacion e outro do El Grafico. Teria um inestimável apoio na Copa. Durante o Mundial, os dois me passavam informações de bastidores, que eu juntava com as que conseguia durante os treinos.

Cheguei em Boston sozinho. Não havia colega de outro jornal brasileiro indo no dia-a-dia argentino. Fui adotado por uma equipe grega. A Grécia estava no grupo da Argentina. Durante as manhãs e tardes, com os argentinos. À noite, com os gregos, que eram absolutamente loucos.

Enquanto eu jantava, tomavam uma garrafa de uísque. Todas as noites. E iam para clubes de strip. Enquanto o brasileiro economizava cada dólar, eles colocavam notas de dez nas calcinhas das americanas. Era toda a noite, a mesma rotina. Devo ter sido o jornalista brasileiro que mais lamentou a eliminação da Grécia em 1994.

Nos treinos, estava claro quem mandava. Depois que Coco Basile dava sua preleção, Maradona chamava um a um dos jogadores importantes e falava o que queria. Mostrava o espaço que deveriam ocupar. Era ele quem mandava e desmandava na seleção. Estava explicada a expressão 'servo de Diego'.

62 Esportes

Maradona estava em uma ferrenha luta contra a balança. Passou 1993 e o início de 94 muito gordo. Excesso de bebidas, drogas, noitadas sem fim. Ele havia saído do inferno. Em 1991 seu exame antidoping apontou cocaína. E seguida foram divulgadas provas de sua ligação chefes da Máfia Italiana, provavelmente, para ter seu estoque de drogas. Foi suspenso pela Fifa por 15 meses. Na Argentina, chegou a ser preso, drogado.

Sem Maradona, a Seleção Argentina nas Eliminatórias havia passado um dos seus maiores vexames, goleada por 5 a 0 para a Colômbia, em plena Buenos Aires. Só chegou ao Mundial porque o Paraguai não venceu o Peru, em Lima.

Gordo, no início de 1994, Maradona deu tiros de chumbinho em jornalistas que estavam na porta de sua casa. Mas logo conheceu Daniel Cerrini. Um fisiculturista amador que logo o colocou em forma. De forma espantosa, a gordura sumiu. E ele estava pronto para voltar e assumir a Seleção Argentina.

O time tinha Caniggia, Batistuta, Redondo, mas era irregular. Marcava mal. Era lento. Basile não conseguia fazer a equipe fluir. Dependia umbilicalmente da genialidade de Diego.

E cada treino era um deleite para os olhos. Naquela época, todos eram abertos para a imprensa. E além dos dribles, lançamentos e gols que fazia, ele reservava seu show especial ao fim dos treinamentos. Ele pegava uma bola, uma bola de tênis, uma laranja, qualquer coisa que fosse redonda e mostrava o poder de sua perna esquerda.

Depois de uma semana repleta de treinos, Diego estava cansado. Queria descanso à tarde, depois de uma manhã de treino em pleno tórrido verão norte-americano. Para não ficar claro que ele mandava, ele fez a seguinte proposta a Basile. Se fizesse cem embaixadas com uma pequena laranja, todos teriam folga à tarde. Alfio não tinha moral para dizer não.

E Diego começou a controlar a fruta. Com todos os jogadores contando. "Um, dois, três, quatro..." Quando chegou aos noventa e nove, Maradona levantou com gosto a laranja. E deu um chutão para cima, com raiva, no centésimo toque. "Cien. Listo, muchachos. Nos vamos de compras", (Cem. Pronto, amigos. Vamos para as compras.)

Quem me contou esse episódio, em detalhes, foi o competente Luis Augusto Monaco. Os jornalistas que cobriam a Argentina souberam da inesperada folga no final do treinamento. E ninguém quis explicar o motivo.

Maradona mal falou com a imprensa durante os treinos.

Vieram os jogos. A Argentina estreia contra a Grécia. 4 a 0 para o time de Maradona, com direito a golaço sensacional do meia. E uma vibração estranha, encarando, raivoso, as câmeras. Nunca vi pessoas bebendo tanto quanto a equipe grega após a goleada. Bebiam, cantavam, sorriam. E mais dinheiro nas calcinhas. Eles alternavam tristeza com euforia por terem sido goleados, com direto a um gol de Maradona, a quem tratavam como Dios.

Eu acreditava que o destino havia me dado um presente. A Argentina seria campeã naquele mundial insosso. E as minhas matérias estariam na capa do jornal. Aí, chegou o banho de realidade.

45 Esportes

Na virada emocionante diante da Nigéria, Maradona não marca, mas tem uma atuação fundamental na vitória por 2 a 1, com dois gols de Caniggia. Eis que surge, logo ao final do jogo, a enfermeira Sue Carpenter. E Ela sobe ao gramado do Foxboro Stadium. E leva o meio argentino à sala de antidoping. Cercada de policiais. Tudo muito estranho.

O jogador faz graças, diz, em espanhol, que está indo fazer amor com Sue. Mas ele não imagina que ela entende cada palavra, já que era casada também com argentino.

O resultado do exame não é divulgado. Jogadores e Basile não tocam no tema. Muito menos Maradona. A terceira partida da fase de grupos é em Dallas. Contra a Bulgária. Por economia, o jornal contava com a cobertura desse jogo. A ordem era para que eu cobrisse pela televisão.

71 Esportes

Em um arroubo, conto o meu dinheiro. Vou para o aeroporto, compro passagem para Dallas. Vou para o estádio. Só avisei a chefia quando cheguei na cidade. Foi a melhor coisa que fiz. A Argentina perde para a Bulgária. Mas a notícia é Maradona.

De acordo com o resultado dos exames, ele havia perdido 16 quilos e estava jogando a Copa, graças à um suplemento que utilizava efedrina. A substância é proibida por acelerar os batimentos cardíacos e ajudar, de forma absurda e perigosa, a perda de peso.

"Me cortaram as pernas", disse na coletiva que eu estava e não deveria estar, em Dallas. Lá, começam a surgir várias versões. A mais forte é que a Fifa havia prometido que Maradona não faria exames antidoping durante o Mundial. Já que ele seria a estrela maior em um país que começava a descobrir o futebol. Nos jogos eliminatórios para o Mundial, contra a Austrália, depois do vexame nas Eliminatórias, Maradona atuou e não fez exame algum.

Desde então, Maradona insiste que João Havelange o traiu. Assim como Joseph Blatter, que saberia do acordo e se calou.

Há versões de lado a lado até hoje.

Diego foi suspenso e nunca mais jogou uma partida de Copa do Mundo.

Minhas matérias foram capas no Jornal da Tarde e no Estadão. Duas páginas em cada um dos jornais. Mas, por estranha coincidência, o subeditor do Estadão, na época, Claudio Arreguy, não mudou uma palavra do que escrevi. Mas não assinou meu nome. Era como se um espírito estivesse ido para Dallas e mandado as informações para alguém psicografar.

Na verdade, havia uma rivalidade bárbara e silenciosa entre as equipes de Esportes do Estadão e do JT. Que maneira mais cruel de agir do que publicar uma das matérias de maior destaque da Copa e não assinar? O coordenador da cobertura da Copa, mandou Arreguy me ligar e pedir desculpas.

Eu aceitei. E só sugeri que ele avisasse aos mais de cem mil leitores do Estadão naquele dia, que fui eu quem escrevi as matérias. Arreguy riu, sem graça, e a vida seguiu.

Sem Maradona e os eliminados gregos, tudo mudou. A Argentina sem dono perde logo de cara para a Romênia por 3 a 2 e sai da Copa nas oitavas de final. Sou deslocado para cobrir a Romênia. Mas, depois do 2 a 2, o time perde nos pênaltis para os suecos. Lá vou eu cobrir a Suécia, que enfrentaria o Brasil, nas semifinais. Outra derrota, outra página 4, a menos valorizada do caderno de esportes.

Finalmente me junto à equipe principal para cobrir o Brasil.

Final da Copa do Mundo contra a Itália.

O peito volta a inchar.

Mas essa história fica para o futuro.

O resto do dia é para pensar em Maradona.

Nos loucos gregos.

Nos strip-teases.

E em Arreguy...
72 Esportes



Complicou...
Sexta feira, 06 Outubro 2017 10:14:34

messi Esportes

Olá galera.

Antes das Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo, a maioria apontaria Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Colômbia como os principais candidatos para as quatro vagas diretas e a disputa da repescagem. Faltando apenas uma rodada, a situação é bem diferente.

Felizmente a Seleção Brasileira já carimbou o passaporte para o Mundial, mas alguns rivais vão passar sufoco até o último momento. O Uruguai está quase confirmado. Só uma combinação improvável de resultados irá tirar a Celeste Olímpica do torneio de seleções, na Rússia.

Cavani, Suárez e cia. vão enfrentar a já eliminada Bolívia, em casa. A Colômbia foi quem deu o maior vacilo nessa rodada. Ganhava do Paraguai até os 42 minutos da segunda etapa, triunfo que classificava os colombianos. Tomou a virada e irá decidir contra o Peru, fora de seus domínios.

O grande vencedor de ontem foi o Paraguai. Já estava quase de fora. Conseguiu os três pontos de forma heróica e terá no último compromisso a Venezuela, com total apoio da torcida. Vencendo, tem grandes chances de conquistar um lugar na Copa, ou ao menos na repescagem.

Os argentinos não conseguiram fazer um golzinho na Seleção Peruana, na Bombonera. Messi estava inspirado e criou belas jogadas. Deixou vários companheiros na cara do goleiro, mas nem isso foi suficiente. Agora só resta superar o Equador pra não ser eliminada.

Pelos últimos duelos, é bem provável que entre Argentina, Chile e Colômbia, somente um esteja na principal competição de futebol do planeta. Quem diria? Enquanto isso, Tite segue realizando as últimas análises pra definir o elenco que irá atrás do hexacampeonato.

beijim

Mylena



Omissão dos jogadores e da Fifa. Futebol em La Paz é vitória de Evo Morales e da hipocrisia
Sexta feira, 06 Outubro 2017 07:44:47

 Esportes
"Desumano jogar nestas condições. Campo, altitude, bola... Tudo ruim. Mas saímos felizes mesmo com essas condições."

Na foto atletas da Seleção Brasileira recebendo oxigênio em cilindros que a CBF levou até a Bolívia. Para que o time pudesse respirar melhor no intervalo. Porque durante o jogo, o ar rarefeito dos 3.640 metros são insuportáveis para quem não nasceu ou vive no alto das montanhas andinas.

Foi esse o desabafo de Neymar em seu Instagram.

E 'vida que segue', como ele gosta de repetir como um mantra. Agora, que venha o jogo contra o Chile, na arena do Palmeiras, na terça-feira. Rápida festa com os parças e volta para Paris. Bolívia só daqui quatro anos, nas próximas Eliminatórias. E olhe lá.

Esse é o grande problema. Enquanto pessoas representativas como ele, Messi e Suárez, por exemplo, três dos principais jogadores do mundo não se posicionarem de verdade, seguirá este abuso.

Não há cabimento algum, a Bolívia seguir mandando seus jogos em La Paz. Se a Conmebol e a Fifa não fossem duas entidades minadas pela corrupção e politicagem, os 3.640 metros estariam fora de cogitação. Os bolivianos fazem metade de seus jogos no altiplano. São nove partidas.

Todos os países do continente se submetem ao martírio.

24 Esportes

O irônico é que, todos os nove presidentes das seleções que são obrigadas a irem a La Paz, reclamam, protestam, lamentam. Mas são incompetentes, covardes para se reunirem e decidir que não farão seus atletas se submeterem a cilindros de oxigênio.

O motivo é mais sujo do que possa parecer. Há décadas, os presidentes das Federações Bolivianas de Futebol são moldáveis. Se submetem a alianças políticas. Um toma lá, dá cá. Vão colecionando favores para que não aconteça esse óbvio motim.

Como os países e nem os jogadores se manifestam de verdade, a Fifa lava as mãos. Faz de conta que é a mesma coisa do calor de Fortaleza, da umidade de Manaus, do frio de Porto Alegre.

O pior que La Paz também é usada como arma dos bolivianos na Libertadores e Sul-Americana. Todos os anos, os clubes também se submetem ao tormento. E seus dirigentes acovardados não fazem nada de prático. A não ser reclamar e esquecer.

Uma das únicas vezes que a Fifa tentou interferir, o resultado foi um vexame internacional. O corrupto presidente Joseph Blatter avisou em 2007 que estudos da Organização Mundial de Saúde indicavam que não houvessem jogos das Eliminatórias de 2010, em La Paz.

O folclórico mas enérgico ditador/presidente Evo Morales se travestiu de Simon Bolivar. E conclamou os países da América do Sul a não se submeterem. A 'independência' da Bolívia estava em risco. Morales fez mais do que colocar calção e jogar futebol em La Paz, mostrando que não havia problema algum.

3reproducaogloboesporte Esportes

Evo se aliou aos presidentes da Colômbia e do Equador. Afinal, eles desfrutavam de Bogotá, com 2640 metros e de Quito, com seus 2.800 metros. Inteligente, percebeu que se os bolivianos perderiam La Paz, os colombianos e os equatorianos também ficariam sem suas cidades altiplanas, que tanto gostam de utilizar.

O Simon Bolivar do futebol tinha três países nas mãos. E com a ameaça de boicote às eliminatórias do trio, ele chantageou Blatter. E tudo ficou como sempre. Até porque Evo contou com o silêncio cúmplice dos presidentes dos demais países deste continente.

Essa situação talvez mudará se algum jogador morrer em campo. Sofrer um ataque cardíaco diante de tanto esforço. Porque vômitos, pequenos desmaios são comuns em seleções e times de outros países que são obrigados a jogar na capital boliviana.

A Organização Mundial de Saúde fez estudos que comprovam. A capacidade de absorção do oxigênio no ser humano cai, em média, 10% a cada mil metros de altitude. Atletas são mais resistentes. Mas ficou comprovado que jogadores de futebol perdem 28% de absorção de oxigênio em La Paz. A adaptação levaria cerca de 14 dias, o que é impossível pelo atual calendário do futebol mundial.

Esses estudos acabam com a bobagem que muitos jogadores repetem. Que os efeitos da altitude são psicológico. E eles vão além da 'falta literal de ar'. São vômitos, cefaleias (dores intensas de cabeça) e sangramentos no nariz. Depende de cada organismo.

Só uma morte possa alterar esse absurdo.

Talvez.

A última vitória do Brasil contra a Bolívia foi em 1997. Contra os donos da casa, na final da Copa América. Faz vinte anos.

Assim, 'vida que segue'.

Bom para os fabricantes de cilindros de oxigênio.

Terão sempre fregueses em La Paz.

Vitória de Evo Morales.

É fácil ser Simon Bolivar no corrupto mundo do futebol...
53 Esportes



O Brasil se impôs diante da Bolívia. E até da altitude. Só não superou o possuído Lampe
Quinta feira, 05 Outubro 2017 19:11:10

15 Esportes
O Brasil enfrentou com muita inteligência seu pior adversário das Eliminatórias. Tite fez seu time encarar, sem medo, Bolívia e seus 3.640 metros de altitude. Segue uma desumanidade a Fifa permitir jogos das Eliminatórias em La Paz. Não foi por acaso que os bolivianos, no alto da montanha, venceram os brasileiros três vezes na história dos jogos classificatórios para os mundiais.

Com os jogadores do Brasil precisando tomar oxigênio no intervalo, a Seleção fez de Carlo Lampe o grande nome da partida. O goleiro da Bolívia esteve sensacional. Salvou pelo menos cinco gols. Evitou gols de Neymar, duas vezes, Paulinho, Gabriel Jesus e Willian. Paulinho chegou a acertar a trave.

A Seleção tomou um susto. Bejarano acertou o travessão de Alisson. No mais, Tite conseguiu controlar o incômodo rival. Não correu riscos em um animado 0 a 0. E a normalidade se impôs. O Brasil já classificado como primeiro nas Eliminatórias da América do Sul. Os bolivianos eliminados. Para chegar à Rússia, teriam de disputar todas as 18 partidas em La Paz. E como isso é impossível.

A Seleção encerra sua participação tranquila nas Eliminatórias, desde a chegada de Tite, com o jogo de terça-feira, na arena do Palmeiras. Contra o Chile.

O detalhe que não pode ser esquecido. Marcelo fez muita falta. Ele é um jogador fundamental para a Seleção Brasileira. Sem ele, Neymar tem mais espaço. Mas se ressente das triangulações. Fica mais previsível. Alex Sandro, mesmo com os insistentes pedidos de Tite para atacar, preferiu ficar atrás. Não se comprometeu. Tirou força ofensiva brasileira pela esquerda.

O jogador que destoou foi Philippe Coutinho. Afobado, tenso, visivelmente estava fora de ritmo. A altitude prejudicou demais a sua atuação. O que é muito comum para jogadores que são obrigados a atuarem em La Paz. A Fifa segue tão corrupta, populista e incompetente como nos tempos de Blatter. Segue uma insanidade partidas no ar rarefeito de La Paz.

43 Esportes

Foi a segunda vez nos 14 jogos de Tite como técnico da Seleção, que o Brasil não marca. A primeira foi na derrota, no amistoso na Austrália, derrota por 1 a 0 para a Argentina.

"Primeiro mérito ao Lampe. Sejamos justos. Teve um momento no segundo tempo que virei para a arquibancada e aplaudi. Tem de aplaudir, mesmo eu estando muito bravo, querendo que fossem efetivas nossas chances. Jogar aqui não é fácil. Não é à toa que aqui perdem muito pouco.

"Estrategicamente fiquei muito feliz, porque criamos oportunidades. Teve muitos jogos que produzimos muito menos e fomos menos efetivos. Mas volto a destacar essa grande atuação", dizia, satisfeito, Tite.

"O desempenho surpreendeu. Eu estive aqui duas vezes com o Grêmio, já sabia das dificuldades. E a performance sempre foi abaixo, para encontrar estratégia que encontrasse melhores condições. A gente sabe o quanto gera de dificuldade, o aspecto técnico, a bola foge mais, a bola viajada. Uma situação dupla. Acho que o que sintetiza é a frase: tem dia que a bola não entra", dizia Tite.

Ele tinha mesmo razão para estar feliz com o 0 a 0. O Brasil conseguiu oito chances reais de gols. Cinco foram impedidas por Lampe. O goleiro parecia possuído. Fez defesa incríveis, que fogem da sua normalidade. Tite foi muito inteligente.

Ele sabia que os bolivianos esperavam o Brasil mais recuado, tentando tornar o jogo lento. O técnico fez seus jogadores se sacrificarem. Marcarem á frente. E ficarem trocando passes, se deslocando com velocidade. Principalmente Neymar e Gabriel Jesus.

A postura corajosa surpreendeu a Bolívia E esteve melhor durante todo o jogo. E isso sem explorar as laterais, como está acostumado. Daniel Alves se mostrava afobado. E sem conseguir lidar bem com o ar rarefeito. Acertou sim, um grande chute, mas errou diversos passes, cruzamentos, lançamentos. De Alex Sandro não se pode cobrar nada disso, já que ele ficou preso marcado.

Thiago Silva não pode ser testado porque sentiu um estiramento na coxa direita e Tite fez voltar a zaga titular, com Marquinhos e Miranda. Philippe Coutinho deveria ter saído logo nos primeiros minutos do jogo. Estava ausente, sem conseguir render fisicamente. A altitude o venceu.

Com uma zaga lenta e ruim e o sistema de marcação boliviano falho, Neymar fez o que quis. Até chegar em Lampe. O goleiro foi excelente. Ele não evitou que sua seleção perdesse o jogo. Mas fosse goleada.

Mas ter um grande goleiro e a altitude foram armas fracas demais. Os bolivianos são vice lanternas das Eliminatórias. E vão acompanhar a Copa da Rússia pela televisão.

Já Tite não tem do que reclamar. A Seleção foi muito bem. Mereceria ter goleado. Se este time tiver tempo para treinar de maneira decente para a Copa, pode fazer muito sucesso. E Tite sabe disso...

2mowapress1 Esportes



Quem vai ficar de fora?
Quinta feira, 05 Outubro 2017 10:58:26

copa do mundo Esportes

Olá galera.

A Seleção Brasileira está tranquila. Com a vaga assegurada antecipadamente para a Copa do Mundo, o treinador Tite só precisa definir até o Mundial, quem serão os jogadores escolhidos para a nobre missão de buscar o hexacampeonato, na Rússia.

Aqui pela América do Sul, tem muita gente grande correndo o risco de ficar de fora do principal torneio de seleções do planeta. Tirando o Brasil, o Uruguai é quem está em melhores condições. Pode carimbar seu passaporte com uma simples vitória sobre a Venezuela.

Colômbia, Peru, Argentina, Chile, Paraguai e Equador vão lutar pelas outras duas vagas diretas, além da quinta colocação, que dá o direito de jogar a repescagem. Um duelo poderá ser decisivo na ida ou não dos argentinos. Os Hermanos vão encarar os peruanos, em La Bombonera, e precisam vencer.

Uma derrota de Messi e cia. junto de um triunfo do Chile diante do Equador, deixaria os bicampeões em péssima situação. Na última rodada vão ter os equatorianos pela frente, e dessa forma poderiam entrar em campo dependendo de alguns outros resultados.

A disputa está muito equilibrada. Ficar de fora da Copa do Mundo não está nos planos de ninguém, principalmente das grandes seleções. Enquanto os rivais ainda tentam confirmar suas classificações, nossa equipe está cada vez melhor e já é considerada uma das principais candidatas ao título.

beijim

Mylena



Atlético Mineiro paga com vexames falta de rumo do dividido e ambicioso Nepomuceno
Quinta feira, 05 Outubro 2017 08:05:03

 Esportes
"Acho que nossa equipe sentiu o jogo de domingo, esforço muito grande. Alguns jogadores caíram no segundo tempo e isso interferiu na nossa performance. Mas nossa intenção é recuperar a confiança da equipe, isso vem acontecendo, postura boa, com confiança, marcando bem. os resta dar os parabéns a equipe do Londrina."

Essa foi a desculpa que Oswaldo de Oliveira deu para mais um vexame na sua carreira. A perda da final da Primeira Liga, caricatura de campeonato, que os próprios clubes sabotaram. A derrota foi para o pequeno Londrina, nos pênaltis, 4 a 2. Depois de 0 a 0 nos 90 minutos, com o time mineiro não chutando sequer uma bola ao gol da equipe do interior paranaense.

O Londrina está na décima colocação na Segunda Divisão do Brasileiro, 11 pontos distantes do quarto colocado, sem esperança de subir para a Série A este ano.

Só os salários de Fred pagariam quase quatro meses todos os atletas do Londrina. Com teto de R$ 20 mil, os atletas custam R$ 270 mil a cada 30 dias. O elenco galáctico montado por Daniel Nepomuceno custa R$ 10,6 milhões. Ou seja, 39 vezes mais.

É um vexame histórico.

Para fechar a administração Nepomuceno. O escolhido para suceder Alexandre Kalil, elevado a prefeito de Belo Horizonte pela força do Atlético Mineiro, foi um desastre. Apostou em nomes consagrados, caríssimos. E mostrou falta de rumo na sucessão de treinadores. Conseguiu ir piorando suas escolhas de modo assustadora.

Levir Culpi, Diego Aguirre, Marcelo Oliveira, Roger Machado, o interino Diogo Giacomini, Rogério Micale a agora, teve a coragem de contratar, Oswaldo de Oliveira.

A vergonha que o time passou no Estádio do Café é para entrar na história do clube. Quando Nepomuceno assumiu, seu discurso era que o Atlético Mineiro buscaria o bicampeonato da Libertadores. E foi acumulando fracassos. Paga a segunda folha mais cara de todo o Brasil, só perde para o Palmeiras, sustentado pelo bilionário casal de mecenas, donos da Crefisa.

Foi dinheiro demais desperdiçado nestes quase dois anos. O clube nem se aproximou de repetir a conquista da Libertadores. Nem de vencer o Brasileiro. O time faz campanha pífia na competição deste ano. É apenas o nono. Não vencerá o torneio.

O máximo que conseguiu foi disputar e perder a final da Copa do Brasil do ano passado, caiu diante do Grêmio. Depois de perder para o América o Mineiro de 2016, venceu o cada vez mais insignificante torneio este ano.

E só.

22 Esportes

Nepomuceno não teve respaldo para sequer tentar a reeleição. O que é inacreditável, já que o clube vive um momento histórico, com todas as vertentes políticas unidas pela construção do seu estádio, se livrando de vez do Mineirão e do Independência, do América.

Mas o presidente se mostrou completamente sem rumo. Não teve estrutura para apostar em uma filosofia. Não soube lidar com as derrotas. Não teve força para ser escudo de Levir Culpi. Demitiu Marcelo Oliveira ainda na decisão da Copa do Brasil, depois de perder para o Grêmio em Belo Horizonte. Roger Machado ouviu promessa que teria tempo para impor sua metodologia. Foi despachado.

Escolher Rogério Micale, especialista em jogadores de base, e que precisou da ajuda de Tite para ganhar a medalha olímpica, já tinha sido algo absurdo. O elenco de jogadores rodados, tarimbados, rejeitou solenemente o técnico de juvenis. E mais fracassos.

Mostrando que sabe como piorar o que está ruim. Nepomuceno escolheu Oswaldinho. Desempregado por estar ultrapassado. O Corinthians, clube que o fez campeão mundial em 2000, percebeu o erro que cometeu ao recontratá-lo. E o demitiu depois de nove partidas no ano passado.

Oswaldo durou 16 jogos no Oriente Médio, este ano.

Mesmo assim, Nepomuceno o contratou. Assinou acordo até 2018, apesar de o próprio presidente ir embora após a eleição do final deste ano. Nem o candidato da situação e nem o da oposição querem Oswaldo. As duas alas prometem tirar Cuca do Palmeiras.

 Esportes

Oswaldo finge não saber que é um técnico tampão. Para dirigir o Atlético Mineiro até o final do Brasileiro. Ele tinha a chance de fazer como outro treinador ultrapassado, Vanderlei Luxemburgo. Ganhar um título que não mexeu um dedo para levar o time à final.

Se Luxemburgo conseguiu não ser tão incompetente a ponto de perder o Pernambucano para o Salgueiro, conseguiu mergulhar o Sport na zona do rebaixamento no Brasileiro.

Talvez Oswaldo não consiga levar o Atlético Mineiro para a Segunda Divisão. Mas já conseguiu entrar para a história do clube com a perda da Primeira Liga diante do Londrina.

Milhões de atleticanos estão revoltados, envergonhados, se sentindo tolos por acreditarem nos sonhos de grandeza de Nepomuceno.

61 Esportes

Comandar o Clube Atlético Mineiro com competência é uma façanha para poucos. Acreditar ser possível ter as rédeas de uma das maiores agremiações da América Latina e ainda ser secretário de Desenvolvimento de Belo Horizonte foi erro absurdo.

E quem pagou pela divisão, pela falta de rumo, foi o clube. Dois anos que poderiam ser marcantes, com jogadores importantes, desperdiçados.

Que o próximo presidente se comprometa publicamente. Que tenha como foco único de sua vida, cuidar da grande do Atlético Mineiro. E não pensar ao mesmo tempo na sua vida política.

Nem a população de Belo Horizonte merece essa divisão absurda.

Ambição tem limite.

Os anos Nepomuceno acabam de maneira frustrante.

Por culpa do presidente/secretário.

E de suas escolhas.

Alguém com foco não colocaria o caríssimo time nas mãos de Micale.

E muito menos de Oswaldo de Oliveira.

Nem mesmo como tampão...
4 Esportes



El País deixa escapar. O medo da Espanha perder o Barcelona, com a separação da Catalunha
Quarta feira, 04 Outubro 2017 20:16:46

13 Esportes

A matéria mais do que obrigatória.

E que trava o mundo do futebol.

Saiu, com detalhes, no El País, um dos mais prestigiados jornais do mundo retrata o que seria do Barcelona caso a Catalunha realmente se separar da Espanha.

Detalhe, o El País é de Madrid. Mas pelas linhas fica claro o sentimento de medo de orfandade. O Barcelona é um tesouro que a Espanha quer manter. Vale a pena ler e prestar atenção nas entrelinhas.

"A possível proclamação unilateral de independência da Catalunha afetaria a inclusão de clubes esportivos catalães nas competições espanholas das quais hoje participam. No caso do futebol profissional (clubes de primeira e segunda divisão), Barcelona, Espanyol, Girona, Nàstic e Reus se veriam imediatamente afetados pela declaração de uma suposta República Catalã. O mesmo ocorreria com os demais times que competem na Segunda Divisão B e Terceira (o terceiro e quarto escalões do futebol espanhol, respectivamente).

"Frente à complexidade do que possa acontecer no futuro com a independência da Catalunha, onde o Barça poderá ou não jogar é algo que abordaremos com a diretoria quando for a hora, e o faremos com seny [sensatez], como dizemos aqui", afirmou nesta terça-feira o presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, mostrando que, por enquanto, o clube não tem um plano preparado.

Se a Catalunha se constituir como um Estado independente, e atendendo à lei esportiva que vigora em toda a Espanha, todos os clubes catalães ficariam de fora das competições espanholas, pois violariam requisitos estabelecidos nas regras. Conforme o artigo 6º. da seção 4ª. da Lei 1835/1991, “para a participação de seus membros em atividades ou competições esportivas oficiais de âmbito estatal ou internacional, as Federações esportivas de âmbito autonômico dever-se-ão integrar às correspondentes Federações esportivas espanholas”.
Ao constituir o novo Estado catalão, a Federação Catalã de Futebol deixaria de representar uma comunidade autônoma espanhola, sendo, portanto, automaticamente excluída da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF).

O artigo 99 do regulamento também estabelece que "todos os clubes que desejarem participar de competições oficiais em nosso país deverão estar filiados à Real Federação Espanhola de Futebol e integrados a estas, e também na federação de âmbito autonômico da qual sejam membros".

2 Esportes

Javier Tebas, presidente da Liga espanhola, disse que também na sua avaliação o Barcelona seria impedido de disputar competições “A Lei do Esporte inclui uma disposição adicional segundo a qual somente há um Estado não espanhol que pode jogar a Liga ou as competições oficiais espanholas, e este é Andorra.

Para fazer essa modificação [para incluir a Catalunha], seria preciso haver uma alteração no Parlamento, e é preciso ver se o setor afetado estaria ou não de acordo”, afirmou o dirigente em setembro passado.

Tebas respondia assim às declarações de Gerard Esteva, presidente da União de Federações Esportivas da Catalunha e do Comitê Olímpico Catalão (COC), segundo quem “numa Catalunha independente o Barça teria a sorte de poder escolher em qual Liga jogar”. O COC, por sua vez, enviou uma carta ao Comitê Olímpico Internacional antes da realização do referendo solicitando seu reconhecimento “como membro de pleno direito” caso o sim vencesse nas urnas – em uma votação que a Justiça espanhola disse ter sido ilegal.

Diante dos diversos regulamentos aplicáveis, as únicas formas de o Barcelona disputar o Campeonato Espanhol em caso de separatismo seriam com uma modificação na Lei do Esporte – a qual deveria ser proposta e aprovada no Parlamento espanhol, reconhecendo a excepcionalidade da Catalunha e equiparando-a ao Principado de Andorra – ou filiando-se a outra federação regional subordinada à RFEF.

Além de serem excluídos das competições espanholas, os clubes catalães também ficariam inicialmente de fora de qualquer torneio internacional, como a Champions League e a Liga a Europa. Os clubes locais só poderiam disputar vagas em torneios continentais depois que a Catalunha solicitasse à UEFA a criação de uma liga própria.

Exemplos na França e Inglaterra

Dois clubes não ingleses (Cardiff City e Swansea, ambos do País de Gales) disputam o Campeonato Inglês. Esses dois times foram autorizados pela Football Association (federação inglesa) para participar de sua competição porque Gales pertence ao Reino Unido, assim como a Inglaterra, e houve um acordo com a federação inglesa para que os dois times da região vizinha fossem incorporados.

Cardiff e Swansea iniciaram sua participação das categorias inferiores do futebol inglês até ascenderem por méritos próprios à divisão principal. Caso oposto ao do Cardiff e do Swansea acontece com o Celtic e o Glasgow Rangers. Nos últimos anos, os dois mais poderosos clubes da Escócia manifestam interesse em disputar a liga inglesa, mas ainda não houve um acordo nesse sentido.

42 Esportes

Algumas vezes foi mencionada a possibilidade de o Barcelona solicitar sua adesão à Ligue 1 (Campeonato Francês), amparando-se no exemplo da AS Monaco, um clube sediado no Principado de Mônaco, minúsculo país soberano encravado no litoral sul da França. A diferença é que o Mônaco, fundado em 1924, participou da primeira edição da Ligue 1, na temporada 1932-1933, depois de alcançar um acordo esportivo, tornando-se uma das equipes históricas do futebol francês.

Para que qualquer das duas possibilidades anteriores chegasse a valer, a UEFA e a FIFA deveriam se posicionar favoravelmente depois que Catalunha fosse reconhecida como comunidade política independente."
52 Esportes



Que linda festa
Quarta feira, 04 Outubro 2017 10:48:32

parana11 Esportes

Olá galera.

Depois de passar por maus momentos na Série B do Brasileirão, o Internacional conseguiu deslanchar e está na liderança do campeonato com boa diferença para os rivais. Ontem, o Colorado foi derrotado justamente pelo segundo colocado, que contou com grande apoio do seu torcedor.

Longe da Elite há um bom tempo, o Paraná Clube está mostrando que a hora de retornar pode estar bem próxima. A disputa pelas quatro vagas está intensa. Atualmente, são seis clubes brigando por três vagas. Do vice-líder ao sétimo, apenas cinco pontos de distância.

Que linda festa fizeram os paranistas. O público de 39.414 presentes, bateu o recorde da Arena da Baixada, estádio do Atlético Paranaense. O recorde anterior pertencia a um confronto de Copa do Mundo. Foi no jogo Espanha x Austrália, com 39.375 fãs.

Logo na entrada do gramado um belo mosaico. A frase era "Rumo a Série A". E com esse apoio o triunfo veio. O gol da vitória não foi de um atacante. Quem balançou a rede adversária foi um zagueiro. Maidana, de cabeça, aproveitando sua altura de 1,95m.

O próximo compromisso será diante do Criciúma, que ainda sonha com o acesso para a próxima temporada. Com 39 pontos, nove a menos que o América-MG (4º colocado), os catarinenses precisam vencer. Vamos ver se o Paraná vai se firmar e chegar no fim do ano fazendo festa por ter voltado para a primeira divisão.

beijim

Mylena



A revolução dos nanicos em Pernambuco. Fizeram o pior para Santa Cruz, Sport e Náutico
Terca feira, 03 Outubro 2017 22:52:58

11 Esportes
O que acontece quando os pequenos tomam o poder?

No futebol brasileiro, a falta de bom senso foi rompida de vez. O que aconteceu hoje, quando foi decidida a fórmula do Campeonato Pernambucano de 2018.

Sport, Náutico e Santa Cruz foram votos vencidos. Os clubes que não ganham um estadual desde 1944 se juntaram e conseguiram impor a fórmula de disputa que quiseram.

E dos 11 clubes que disputarão o torneio, oito se classificarão para a fase decisiva. Haverá um turno todo para que os dois piores sejam rebaixados. E o terceiro que conseguir menos pontos ficará eliminado, não não irá à Segunda Divisão. Só então, os oito melhores disputarão mata-matas nas quartas e na semifinal, de uma partida só. Apenas na decisão, haverá dois jogos.

A fórmula de 2018 é uma as mais ridículas entre tantos estaduais insignificantes. Puro corporativismo entre os pequenos.

Sport, Náutico e Santa Cruz só puderam reclamar. Seguem fiel ao que define a Federação Pernambucanna de futebol. Sabem que o prejuízo será grande, imenso.

No Pernambucano de 2017, a média de público foi de 1.606 torcedores. Apenas 8% da lotação média dos estádios.

O que aconteceu hoje foi o troco, já que os grandes pernambucanos não poderiam ser rebaixados nos quatro anos passados.

E assim segue o futebol brasileiro.

Quem consegue o poder, manipula.

Sem a menor vergonha na cara.

Pernambuco deu uma péssima lição ao País.

E está claro que as coisas sempre podem piorar.

Os Estaduais não param de mostrar sua inutilidade...



Sem crise
Terca feira, 03 Outubro 2017 10:20:16

neycava Esportes

Olá galera.

O futebol europeu vem sendo dominado há algum tempo por Real Madrid, Barcelona, além de Bayern de Munique e Juventus, que em alguns anos conseguiram incomodar a dupla espanhola. O cenário parece estar bem próximo de mudar com a provável entrada do Paris Saint Germain neste grupo.

O investimento foi pesado. Os nomes contratados são incontestáveis. O problema é que as vezes juntar muitas estrelas pode não dar certo. Contar com muitos craques em um elenco nem sempre é certeza de sucesso e conquista de títulos.

O entrosamento de Neymar, Cavani e Mbapeé no setor ofensivo do time francês foi surpreendente. De maneira bastante rápida os três se entenderam muito bem dentro das quatro linhas, marcando muitos gols e construindo belas jogadas.

A polêmica sobre quem cobraria os pênaltis levantou a dúvida se há bom relacionamento entre os atletas. Mas nada como duas grandes vitórias para que o foco se desviasse. O triunfo de três a zero pra cima do Bayern de Munique deixou claro que se há problema, ele não atrapalhou o rendimento da equipe.

No último fim de semana o PSG goleou o Bordeaux por seis a dois. Neymar fez gol de falta e de pênalti, sendo abraçado por Cavani e quase todos os companheiros, nas duas comemorações. Por enquanto, sem crise. Pelo menos é o que parece.

Já devia ter adversário comemorando algum possível conflito entre os destaques do Paris Saint Germain. Todos sabem que enfrentar o time da capital da França não será nada fácil. Vamos esperar os próximos jogos pra ver se a paz permanecerá por lá.

beijim

Mylena



Marta envelheceu. E Emily teve coragem de enxergar. Esse é o motivo da grave crise na Seleção
Segunda feira, 02 Outubro 2017 21:37:09

1 Esportes

Há um nome que está sendo preservado nessa guerra na Seleção Brasileira Feminina de Futebol. Por respeito, por consideração por medo de sua influência na alta cúpula da CBF, principalmente com Marco Polo del Nero.

Marta.

O trabalho da demitida Emily Limma era revolucionário. E foi montado para acabar com a dependência tática e técnica daquela que foi a cinco vezes a melhor jogadora do mundo. Um fenômeno no futebol mundial.

Mas Emily resolveu enfrentar o que, por exemplo, Vadão fecha os olhos. Marta é humana. E envelheceu. A caminho dos 32 anos não é mais a mesma atleta quando tinha 24, 25, 26 anos. É bom lembrar que os anos que ela foi melhor jogadora do mundo: : 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010.

Ou seja, a última vez que ela ganhou o troféu faz sete anos.

Del Nero está longe de ser um grande apreciador do futebol feminino. Mas sabe a representatividade que Marta, merecidamente, tem. E confia plenamente em seu coordenador, Marco Aurélio Cunha. Quando o presidente da entidade soube da revolução que Emily fazia na Seleção, não ficou exatamente animado. Muito pelo contrário.

Não queria que o espaço da estrela da Seleção Brasileira diminuísse. Mesmo ela não tendo mais a explosão física para conseguir dar os dribles e concluir com gols maravilhosos, como fez durante quase toda sua carreira.

O desempenho fraco, decepcionante de Marta na Olimpíada do Rio de Janeiro, foi mais do que uma prova para Emily.

O Brasil ainda não pode abrir mão do improviso, da técnica, do respeito que Marta despreza. Mas não há lógica alguma fazer todo o esquema tático partir da meia. Isso é jogar a responsabilidade sobre a camisa 10. E mais. Menosprezar o potencial do time.

6 Esportes

Daí a revolta, as cinco renúncias à Seleção. Cristiane, Fran, Andreia Rosa e Rosana já haviam se despedido da Seleção, com a demissão de Emily, e a volta de Vadão, com o mesmo plano tático da Olimpíada, tendo Marta como a grande referência tática e técnica do time. Mesmo estando longe do seu auge.

Maurine se juntou ao grupo que não quer mais saber de Seleção. Não com este retrocesso, com esse esquema que fracassou na competição que poderia mudar a história do futebol feminino no país, os Jogos do Rio.

O número de atletas que preferem renunciar à Seleção não deve parar nestas cinco jogadoras importantes. As conversas continuam. E há mais interessadas. Além de não ceder, elas querem expor o que consideram um absurdo. A troca de um novo e moderno planejamento, pela mesmice com Vadão.

Marta, para variar, foge de polêmicas. Ainda mais porque sabe que seu nome tem um peso grande no que está acontecendo.

Ela deu uma salomônica entrevista ao Sportv. E foi só.

"A minha opinião é a mesma que eu tinha quando trocaram o Vadão, a gente precisa de tempo para trabalhar. Não dá para fazer acontecer os resultados de um dia para o outro no futebol feminino, mas a gente sabe como nossa cultura no Brasil é baseada em resultados.

"Infelizmente, a gente teve vários resultados negativos, um atrás do outro. E eu não coloco a culpa na comissão. Muita gente pediu a permanência dela, nós atletas pedimos a permanência dela.

"Eu não assinei nenhuma carta, não assinei porque temos uma hierarquia, e naquele momento o Marco Aurélio era o cara que representava o presidente. Nós falamos com ele e esperávamos que ele chegasse ao presidente. Mas acredito que, quando chegou ao presidente, a decisão já estava tomada.

"Antes disso, eu tinha me reunido com algumas atletas e tinha proposto uma ligação para o presidente, que aí ele não tinha como dizer que não recebeu carta ou outro recado. Mas isso não aconteceu. E só agora que estão colocando nas minhas costas, por esse simples fato. Mas futebol é assim, e a gente está aí. Vamos seguir trabalhando como sempre."

 Esportes

O Brasil teve derrotas seguidas com Emily. Mas foi ela quem pediu os adversários mais fortes. E ainda avisou Marco Polo e Marco Aurélio: os times estavam em estágios melhores que os brasileiros. Mesmo assim, seguiria fazendo testes, porque estava remodelando a Seleção.

Foi quando houve a demissão.

As cinco renúncias à Seleção são vexames internacionais. E estão sendo repercutidas de forma muito constrangedora para o Brasil de Vadão.

Este ano, Marta não conseguiu figurar nem entre as dez melhores jogadoras do mundo, na primeira pré-seleção ao prêmio da Fifa.

51 Esportes

Lucy Bronze (Inglaterra), Deyna Castellanos (Venezuela), Pernille Harder (Dinamarca), Samantha Kerr (Austrália), Carli Lloyd (Estados Unidos), Dzseniffer Marozsan (Alemanha), Lieke Martens (Holanda), Vivianne Miedema (Holanda), Wendie Renard (França) e Jodie Taylor (Inglaterra) foram as indicadas.

Deyna Castellanos (Venezuela - Santa Clarita Blue Heat/Florida State Seminoles), Carli Lloyd (EUA - Houston Dash/Manchester City) e Lieke Martens (Holanda - Barcelona)são as finalistas.

Quem vive, quem respira o futebol feminino garante que não é por acaso. Marta pode não ser mais a melhor do mundo, mas segue sendo importante para a Seleção.

Mas não tem cabimento ser a grande estrela.

O tempo passou.

Marco Polo Del Nero não viu.

E puniu quem ousou enxergar.

Por isso Emily foi demitida.

E cinco jogadoras viraram as costas à Seleção.

Por enquanto...
31 Esportes



Quem vai cair?
Segunda feira, 02 Outubro 2017 10:23:30

atletico go Esportes

Olá galera.

Que perguntinha difícil pra responder nesta segunda-feira. O Brasileirão é o campeonato mais equilibrado do planeta. Só em nosso país há tantas equipes consideradas grandes, que costumam entrar nas competições com o desejo de dar a volta olímpica. Mas com o passar das rodadas, algumas mudam seus objetivos.

O Corinthians ainda segue com tranquilidade na ponta, mas o Santos já avisou que se o líder bobear pode encostar na briga. O Grêmio, que voltou a vencer, ainda tem chances de chegar lá. Já o Palmeiras, que foi derrotado pelo Peixe, viu o sonho ficar um pouquinho mais distante.

Lá em cima, poucos times disputando a taça. Lá embaixo, muita gente preocupada. Do Atlético-PR (8º colocado), ao Avaí (17º colocado), somente quatro pontos de diferença. Treze dos vinte clubes que estão participando do Campeonato Brasileiro estão lutando contra o rebaixamento, no momento.

Muito difícil prever quem serão os quatro rebaixados, até porque ainda temos doze rodadas pela frente. O Atlético-GO tenta reagir, mas precisará ter uma campanha brilhante até o fim, pra conseguir escapar. Entre os desesperados, o São Paulo teve um bom fim de semana e saiu do Z-4.

Fluminense, Sport, Bahia e Ponte Preta, entre os candidatos ao descenso, são as equipes que passam pelo pior momento. O que aumenta a dificuldade de analisar, é que daqui a três rodadas, esse panorama pode sofrer alterações. A briga deverá ser intensa, até a trigésima oitava rodada.

Para aumentar o equilíbrio, é possível até que uma dessas agremiações alcance uma vaga na Libertadores. A distância para o G-7 não é tão grande assim. O Brasileirão está entrando na reta final cheio de indefinições. Até o Timão, que parecia ser o campeão, precisa abrir o olho.

beijim

Mylena



Galiotte se cansou. Quer definição se Cuca ficará em 2018. Não ficará refém do técnico
Domingo, 01 Outubro 2017 21:22:54

4 1024x681 Esportes
O Palmeiras não ficará refém de Cuca.

Esta a promessa do presidente Mauricio Galiotte a conselheiros importantes, ligados ao homem que o sustenta no comando do clube, Mustafá Contursi. Houve muita irritação no clube não só com a derrota para o Santos em casa. Mas principalmente com a postura do técnico.

"Não adianta ter contrato de cinco, dez anos com as equipes. Se as coisas não andam para você, a fila anda, você busca outros horizontes, o clube busca outros ares, isso é do futebol. Então eu sou como ele, não me aperto muito a contrato longo."

Cuca não demonstrou o menor apego ao seu compromisso com o clube e com Galiotte. O de ficar no Palmeiras até o final de 2018. De fazer os ajustes necessários para o time disputar com muito mais força a Libertadores, com real possibilidade de título.

Muito pelo contrário, depois da derrota contra o Santos, ele se mostrou irritado, como se tivesse obrigação de seguir no Palmeiras.

Galiotte recebeu várias cobranças neste domingo. E a repassou ao seu executivo, Alexandre Mattos. Ele quer o responsável pelo futebol defina o mais rápido possível se Cuca ficará ou não no clube.

Porque o Palmeiras não ficará de mãos amarradas. Não deixará o seu destino nas mãos de Cuca. Há o futuro político de Galiotte e dezenas de milhões de reais para serem investidos na próxima Libertadores.

Galiotte quer a definição de Cuca o mais rápido possível. Porque precisa buscar seu plano B. E Mano Menezes é um nome que agrada a muita gente importante no clube.

O quadro que se desenha é claro.

Cuca deixa cada vez mais evidente seu desconforto no Palmeiras. Já havia colocado seu cargo à disposição depois da eliminação da Copa do Brasil para o Cruzeiro, de Mano Menezes. Frustrante eliminação da Libertadores da América para o Barcelona de Guayaquil em São Paulo.

5 Esportes

Constrangido, o treinador tentou um plano que ninguém levou a sério. Vencer o Brasileiro, mesmo com o Corinthians disparado na liderança. Com a derrota para o Santos, já são 12 pontos de distância do quarto colocado para os corintianos.

Cuca ficou abalado ao ser pressionado pela diretoria para aceitar Felipe Melo de volta. O volante que o havia chamado de covarde e mau caráter, recuperou o direito de treinar com os companheiros. O técnico teve de admiti-lo de volta porque ele poderia processar o Palmeiras. Mas não o escala. Situação amadora, tosca. E que desgasta a todos.

O que incomoda também seriamente os conselheiros ligados a Mustafá é a falta de definição do time. Mesmo com já estando em outubro, Cuca demonstra estar longe de sua equipe ideal. Não há convicção nas suas decisões. Os jogadores seguem sendo mudados. Não há o mínimo padrão tático.

Isso é algo sério, porque ele e sua Comissão Técnica consomem nada menos do que R$ 800 mil mensais. E os resultados seguem frustrantes, diante de tanta expectativa pelo seu retorno.

7 Esportes

Em Belo Horizonte, onde Mano Menezes é disputado pelo candidato da situação e da oposição na eleição do Cruzeiro, Cuca tem um prestígio que remete à devoção. Candidatos à presidência do Atlético Mineiro, na situação e na oposição, o desejam mais do que tudo em 2018.

A indefinição está cansando a todos no Palmeiras. Alexandre Mattos procurou fazer o que sabe. Contratar. Tentou convencer de todas as maneiras Ricardo Goulart a trocar a China para jogar no clube em 2018. Seria um presente especial para tentar segurar Cuca. Só que deu tudo errado, além de não conseguir convencer o jogador, ainda houve a confirmação da procura palmeirense, o que foi ruim para o elenco.

Lucas Lima é uma das prioridades no clube para o próximo ano. Isso já está definido, embora o acerto entre jogador e Palmeiras, não.

Jogadores importantes como Guerra e Borja são cada vez mais questionados. E sabem que há uma pressão enorme para que saiam em 2018. A busca de atletas e importantes como Ricardo Goulart e Lucas Lima deixa claro que deixaram de ser prioridades.

O mais surreal é que Cuca garantiu que definiria o elenco para 2018. Isso antes da derrota para o Santos no sábado. Ao fim do jogo e com a derrota palmeirense, o treinador ouviu reclamações dos torcedores.

3 Esportes

Na verdade, o treinador está cada vez mais desestimulado. E sua postura está contaminando o elenco. Conselheiros querem que Galiotte se imponha e mostre que o Palmeiras não ficará submisso a técnico algum.

Até porque, Paulo Nobre vem buscando apoio político para tentar sua volta à presidência do clube. Se articula para enfrentar Galiotte, com o sonho de travar a aspiração política da dona da Crefisa, Leila Pereira, sua inimiga declarada.

Nesta disputa de poder, Cuca é peça importantíssima. A definição de sua permanência é algo cada vez mais distante. Galiotte quer a certeza ou irá buscar outro nome. Enquanto isso, poderá perder Mano Menezes, se ele se comprometer com o vencedor da eleição do Cruzeiro.

O cenário não é bom.

Não há grandes opções no mercado.

Tentar segurar Cuca, se livrando de Felipe Melo ao final do Brasileiro, seria uma opção interessante. Mas desde que o técnico mude sua postura irritadiça, tensa. E desestimulada para seguir no clube.

Galiotte quer a certeza de Alexandre Mattos.

Saber o que Cuca deseja de verdade para 2018.

O presidente palmeirense se cansou.

Não quer sentir mais o desdém do atual treinador.

Exige a valorização por ser comandante do Palmeiras.

Se ele perdeu o orgulho de treinar o clube, vai sair...
1palmeiras1 Esportes



Rogério Ceni. A difícil convivência com o maior ego do futebol brasileiro
Sabado, 30 Setembro 2017 09:53:39

167 Esportes
Brasil e Barcelona, amistoso. Abril de 1999. Wanderley Luxemburgo (ainda com w e y) resolveu apostar em Rogério Ceni. Ele poderia se transformar em seu goleiro para a Copa de 2002, que sonhava comandar.

Mal imaginava o treinador que chegaria a CPI do Futebol. E seria revelada a falsidade ideológica do técnico, que atuou a carreira toda como jogador, inclusive nas seleções brasileiras de base, com três anos a mais do que mostrava seu RG. Com a CPI, Luxemburgo perdeu o cargo na Seleção, o w e o y e ainda recuperou os três anos que escondera.

Mas vale recordar a partida de Barcelona, o Brasil poderia ter vencido por 2 a 0, não fossem duas falha clamorosas de Rogério Ceni. Ele largou a bola em dois lances e deu o empate ao time catalão.

Nos 22 anos de Jornal da Tarde, cobri muito mais Corinthians e Palmeiras. Só que muitas vezes tive de ir ao São Paulo. Nos anos 90 e início dos anos 2000, quando os repórteres tinham acesso aos jogadores, saía com uma certeza ao deixar da redação e ir ao CCT da Barra Funda. Lá vinha confronto com Rogério Ceni.

Eu adorava.

Rogério Ceni sempre foi um jogador diferenciado. Não aceitava crítica de maneira alguma. Mesmo sabendo estar errado. Ele adorava contestar jornalista, técnico, preparador físico, médico, presidente.

Inteligente e intuitivo, logo percebeu que no mundo do futebol as convicções muitas vezes são vazias. Vi Rogério Ceni fazer jornalistas vividos ficarem sem argumentos e voltarem atrás em críticas mais do que merecidas.

Estava no CCT da Barra Funda quando Rogério tentou explicar a entrevista que deu em Barcelona, quando falhou de forma bizarra e perdeu a chance de ser o goleiro do Brasil na Copa América, na Olimpíada, ser o titular de confiança de Luxemburgo. Perdeu o posto para Dida.

234 Esportes

Na Catalunha, Ceni declarou. "Acho que fiz uma boa partida, mas por dois lances isolados ninguém percebeu isso. As bolas poderiam ter escapado das minhas mãos e algum dos zagueiros ter tirado de cabeça.

"Mas infelizmente saíram dois gols. Foi uma boa atuação e, se não tivesse saído esses dois gols, teria sido uma das melhores atuações de um goleiro nos últimos tempos pela Seleção."

Eu não acreditei quando ele reiterou sua opinião. "Foi uma das melhores atuações de um goleiro pela Seleção. Tirando os dois gols." Falou com segurança, firmeza estudada, encarando aos jornalistas que o cercavam. Não me aguentei.

"Como assim, Rogério? São os gols que decidem o jogo", rebati.

"Mas tire os gols e analise com calma a minha atuação e verá que fui muito bem", falava e procurava olhar de cima para baixo, para intimidar. "Só quem é ou foi goleiro pode avaliar a atuação de um goleiro." Deixava claro que não levava em consideração a minha ou qualquer outra opinião dos repórteres.

Não, por acaso, tinha o apelido de 'presidente' entre os jogadores. Até mais velhos, sempre se dobraram diante da personalidade forte, liderança e obsessão pela vitória de Ceni.

327 Esportes

As entrevistas eram como um jogo de xadrez para ele. Não admitia perder o duelo verbal para nenhum jornalista.

Comecei no JT quando Zetti era titular absoluto de Telê Santana. E já ouvia ouvia falar sobre o potencial de um jovem goleiro nas categorias de base.

Seu nome era Alexandre. Ele tinha as características para ser o novo dono da posição, quando Zetti saísse. Chegou a atuar sete vezes como titular, não tomou nenhum gol, até diante do Nacional do Uruguai, pela Libertadores de 1992. Mas sofreu um grave acidente automobilístico, indo para um churrasco em São Roque, perdeu a direção do carro que dirigia e morreu.

Alexandre tinha um talento que poucos lembram. E que Rogério Ceni tratou de aproveitar. Ele sabia jogar muito bem com os pés. E batia faltas. Mudou a vida do terceiro goleiro.

Só que Ceni ia além. Ele mostrava personalidade forte demais. Era o goleiro do Expressinho, um tipo de São Paulo B, comandado por Muricy, enquanto o São Paulo A, de Telê Santana ganhava o mundo.

Depois de seis anos na reserva, Rogério Ceni se cansou. Tinha uma proposta excelente do Internacional, clube que torcia quando menino. E com coragem, procurou a direção do São Paulo. Ele estava pronto para ser titular de uma grande equipe. Se não fosse no Morumbi, iria para Porto Alegre. Essa atitude inesperada decretou o fim do período de Zetti. E ele acabou vendido para o Santos.A bem da verdade, em 1996, estava muito melhor que seu rival.

Estive no CCT da Barra Funda quando o falecido Mário Sérgio era o treinador. E não permitiu que Rogério Ceni fosse o cobrador oficial de faltas do time. "É uma desmoralização para os jogadores de linha. Não tem cabimento", me disse Mário.

517 Esportes

"Eu tenho de aceitar. Ele é o técnico. Mas nada me impede de treinar", me respondeu Ceni. E, como naquela época, os treinos eram abertos para a imprensa, todos víamos seu talento incrível para bater na bola. As cobranças iam no ângulo, perturbavam os goleiros da base. E irritavam Mário Sérgio e, principalmente, os 'jogadores da linha', que não tinham tanta perícia.

Mário Sérgio perdeu não só a batalha, mas o emprego por sua teimosia.

Rogério Ceni sempre foi assim. Sabia questionar, enfrentar e usar a imprensa como poucos. Mas ele não teve limite. Se no São Paulo podia fazer o que queria, na Seleção Brasileira, por exemplo, não se impôs. Não só por não admitir falhas. Ele teve fases excelentes. Deveria, por exemplo, ser o goleiro titular na Copa de 2006. Só que Ceni não se continha. Chegava a questionar esquemas táticos de técnicos do Brasil.

Ele foi ingênuo. Acreditava que seus questionamentos feitos na concentração não vazavam para a imprensa. Vazavam. Assim como o descontentamento dos treinadores por terem suas escolhas táticas questionadas diante do time.

625 Esportes

Eu e Darci Filho, um excelente radialista gaúcho, estávamos no voo da Seleção que ia para a Copa de 2002. Neste bendito avião, vi Rogério Ceni ir até a cabine do piloto. Resolvi falar com ele, Darci Filho quis ir junto. A cena foi surreal.

"Rogério, você sabe por que seu espaço é limitado na Seleção? Você é muito individualista. Contesta a tudo e todos. Suas queixas irritam treinadores. Enquanto você questionar os técnicos perante os outros jogadores, nunca será titular. A Seleção é muito diferente do São Paulo."

Rogério Ceni ficou branco. Ele nunca foi com a minha cara. O goleiro teve uma atitude incrível quando o então repórter da extinta rádio Gazeta, José Diniz Neto, sofreu grave acidente. O alegre jornalista ficou manco, com problemas de locomoção. Logo perdeu espaço, virou produtor. Ceni sabia que o salário de Diniz seria muito baixo e o contratou como seu assessor de imprensa pessoal.

E fui logo tentar com Diniz, uma exclusiva com Ceni.

"Bicho, o Rogério fala com o mundo inteiro, menos com você. Pode esquecer. Você desce o cacete nele, ninguém faz isso. Não vou te enrolar, que não sou disso, Cosme. Não tem entrevista."

Ouvi e guardei a resposta. Realmente, dos inúmeros jogadores importantes com quem convivi, Rogério e Carlos Tevez foram os únicos que não fiz exclusivas. Tevez, quando passou pelo Corinthians, só falou para a TV Globo. Ceni seguiu escolhendo jornalistas para ser entrevistado.

Mas naquele voo, fiz questão de falar tudo o que pensava para Ceni. Darci Filho sempre foi um grande companheiro nas coberturas da Seleção. E foi meu guarda-costas, impedindo Rogério de sair daquele 'aconselhamento'. Também confirmou ao goleiro o quanto sua fama egocêntrica era enorme nos bastidores do futebol brasileiro. Inclusive no Rio Grande do Sul.

A situação durou incômodos minutos, até que Ceni voltasse para seu lugar no avião. Mas nada mudou. Ele seguiu o mesmo. Treinando mais do que todos os companheiros. Jogando machucado. Sendo, com certeza, o jogador mais dedicado da história do São Paulo Futebol Clube.

Mas arrogante em suas entrevistas. Colecionando ressentimentos entre os jornalistas. Setoristas, mesmo são paulinos, detestavam quando tinham de entrevistá-lo. Havia uma repórter que diariamente se dizia tão campeã do mundo quanto ele. "Gente, ele não entrou em campo em 2002. Eu também, não. Se ele é campeão, eu também sou."

Rogério buscou impor suas ideias aos treinadores que o comandava até o último dia de sua carreira. O técnico dando ou não espaço aos seus palpites. Quem ficou contra ele sentiu sua força. Como Ney Franco.

713 Esportes

Por isso não foi titular em 2006, mesmo depois de sua soberba atuação contra o Liverpool, sendo o grande personagem do título mundial do São Paulo. Vivia fase muito melhor do que a do titular Dida.

Acompanhei também toda preparação na Suíça. E foi possível perceber que em Weggis e, depois na Alemanha, que Ceni seguia sempre sozinho, isolado. Sem poder algum no grupo. Enquanto Dida permanecia calado, titular absoluto. Júlio César treinava na linha.

E Adriano, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno e Roberto Carlos iam para as noitadas até as cinco da manhã, nas várias folgas que Parreira cedia. O fracasso da Seleção não foi por acaso.

Até o final da carreira de Ceni, fui algumas poucas vezes ao CCT, depois de 2006. Em nas raras coletivas do goleiro que participei, ele sempre me encarou e demorava para dar suas respostas, pensava com calma. E confrontava cada pergunta, cada questionamento. Como se respondesse àquela conversa forçada no avião.

Tenho a convicção que, se aprimorar seus conhecimentos táticos, Rogério Ceni poderá sim ser um grande treinador. Mas tem de aprender lidar com os dirigentes. Não ser ingênuo como foi nesta primeira passagem no São Paulo. Usado como cabo eleitoral de Leco e o homem que legitimou o milionário novato Vinicius Pinotti, como o dono do futebol do clube.

Precisa entender, explicar e até aceitar as críticas e questionamentos da imprensa. Principalmente quando estiver errado. Algo que não admite nem para o espelho.

Seu ego foi o grande trunfo da carreira.

Mas também a maldição para Rogério Mücke Ceni...
8 Esportes



Jogo decisivo
Sexta feira, 29 Setembro 2017 10:42:31

palsan Esportes

Olá galera.

Em uma competição no sistema de pontos corridos, as partidas devem receber a mesma importância. Todas valem os mesmos três pontos e um simples resultado adverso pode decidir o rumo de uma equipe dentro do campeonato. Mas quando chegamos na reta final, há jogos que podem ser considerados decisivos.

O Corinthians, que fez uma campanha excelente no primeiro turno, teve uma queda de rendimento nos últimos compromissos. Alguns concorrentes que já estavam desanimados se motivaram e passaram a acreditar em uma possível arrancada para o título.

Palmeiras e Santos ainda sonham com a taça do Brasileirão, mesmo com a grande distância para o líder na tabela de classificação. A vigésima sexta rodada reserva um duelo justamente entre Verdão e Peixe, confronto bastante importante na briga pelo campeonato.

A arena palmeirense deverá estar lotada. Já foram vendidos mais de 30 mil ingressos antecipadamente. Caso o Corinthians vença seu jogo nesta rodada diante do Cruzeiro, no Mineirão, o derrotado no Clássico da Saudade ficará ainda mais distante do desejado título.

Além de bons jogadores como Dudu, Moisés, Willian, Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Bruno Henrique, o jogo terá no banco de reservas dois grandes treinadores. Cuca e Levir Culpi sabem da importância do triunfo e vão tentar armar suas equipes da melhor maneira possível.

O campeonato é em pontos corridos, mas sempre haverá aqueles encontros mais esperados e emocionantes.

beijim

Mylena



Fonte:  Blogs R7