Ano Novo chegando...
Sexta feira, 29 Dezembro 2017 17:15:35 -0200

image1 Esportes

Olá galera!!!

Estamos caminhando...
Estamos buscando.
Olhando para trás...
O ano se vai.
Olhando pra frente,
o que temos em mente,
é a alegria do presente,
que é hoje e será amanhã.
O futuro é agora.
Esqueça outrora.
Na realidade, o sonho só acontece
na hora que nele se acredita de verdade.
Crer é a melhor parte.
É a fé manifestada.
É não ter medo de nada.
É buscar na empreitada
a razão da caminhada.

Vamos em frente!
As tarefas são muitas,
mas tenha certeza que estamos juntos,
hoje, amanhã e sempre!!!

Feliz 2018!!!
Saúde e luz

beijim

Mylena



Os mais fortes estão na frente
Sexta feira, 29 Dezembro 2017 11:46:45 -0200

 Esportes

Olá galera.

No futebol brasileiro os favoritos não ganharam os principais títulos do ano de 2017. Palmeiras, Flamengo e Atlético Mineiro viram o Grêmio ser Tricampeão da Libertadores, o Corinthians fazer a festa no Campeonato Brasileiro, e o Cruzeiro conquistar mais uma Copa do Brasil.

Se em nossos campos muitas surpresas ocorreram, nas quadras norte-americanas a situação atual está bem próxima do esperado. Pra não dizer que tudo está dentro do que havia sido previsto na NBA, o vice-campeão Cleveland Cavaliers não é o líder da Conferência Leste. Atualmente ocupa a terceira posição.

Em primeiro lugar está justamente a equipe que tirou dos Cavaliers um dos principais destaques da temporada passada. Kyrie Irving agora desfila toda sua técnica pelo Boston Celtics, que está na liderança com uma boa folga para o segundo colocado, o Toronto Raptors.

Na Conferência Oeste, o Golden State Warriors, atual campeão da Liga, segue firme na frente dos rivais. O time que conta com o maior número de jogadores que podem desequilibrar uma partida está cada vez melhor. Pelo andar da carruagem isso deverá se manter até o fim da fase de classificação.

Atrás estão Houston Rockets e San Antonio Spurs, duas equipes bastante fortes e que têm condições de brigar pela taça. Antes do início do torneio a maioria apostava em mais uma decisão entre Warriors e Cavaliers. No momento essa certeza já diminuiu. Vamos ver se algo mudará daqui pra frente.

beijim

Mylena



Podia ser sempre assim
Quinta feira, 28 Dezembro 2017 10:24:17 -0200

zico Esportes

Olá galera.

Maracanã quase lotado. Torcedores com diferentes paixões clubísticas sentados juntos. Em campo, muita gente boa de bola. Lindas jogadas. Jogo sem violência, dentro e fora das quatro linhas. Muitos gols e muita festa na arquibancada. Demais! Podia ser sempre assim.

Fim de ano, época de férias para os jogadores de futebol. Mas quando eles estão nos dias de descanso, o que muitos gostam de fazer? Jogar bola, as famosas peladas. Na maioria delas a presença de grandes astros do passado faz os eventos ficarem ainda mais bonitos.

Ontem, o Maracanã foi palco do Jogo das Estrelas. O principal astro da noite, Zico, organizador do evento, mostrou sua habitual categoria. Fez gol, deu uma bela caneta em Marinho, e uma assistência fantástica para um dos convidados mais ovacionados.

Adriano Imperador. Ele chegou atrasado, mas foi aplaudido de pé pelos mais de 46 mil presentes. Chutou duas bolas na trave e fez bonito gol driblando o goleiro Carlos Germano. Outro que deu show foi Romário. O Baixinho não mostrou só seu faro de gol, se movimentou bastante e distribuiu diversos passes de efeito.

Alex parece que joga de terno. Que classe! Amoroso, Petkovic, Renato Gaúcho, Jorginho, Aldair, Mauro Galvão, Juan, Leonardo, entre tantas outras feras fizeram um excelente espetáculo. Pra fechar com chave de ouro, Felipe, neto do Galinho, também balançou a rede.

Ontem, o futebol foi o que deveria ser sempre, um ótimo e prazeroso entretenimento!

beijim

Mylena



Como será 2018 para o futebol brasileiro?
Quarta feira, 27 Dezembro 2017 10:23:23 -0200

gremiomiomio Esportes

Olá galera.

Ano que vem teremos a Copa do Mundo da Rússia. Depois de um bom tempo, a Seleção Brasileira voltará a um Mundial com enorme chance de título. Tite já está com a lista praticamente fechada para a competição. Mas por aqui, o torcedor está preocupado com as contratações para seu time de coração.

Quando uma temporada de futebol se inicia no Brasil, alguns clubes são logo apontados como os mais fortes, os que deverão brigar pelos principais títulos. Geralmente as equipes que participam da Taça Libertadores são as que mais se reforçam, mas de um modo geral o Mercado da Bola está bem devagar.

O Palmeiras é o que conta com elenco mais numeroso e com bastante jogadores de qualidade. Mesmo assim acertou logo com Lucas Lima e é o que menos precisa mudar. Temos que esperar pra ver como o novo treinador Roger pretende montar o time titular.

Outro que surge já bem arrumado é o Cruzeiro. Campeão da Copa do Brasil, deverá entrar na Libertadores pra brigar pela taça. Com a chegada de Fred, Mano Menezes passa a contar com muitos bons nomes para o setor ofensivo. Se ajustar a defesa, tem tudo pra ter um bom ano.

O atleta mais cobiçado ainda não sabe onde atuará. Gustavo Scarpa deseja mudar de ares e o Fluminense quer aproveitar para trocar seu meia por dois ou três reforços pra encorpar o elenco. O problema é que a parte financeira tem atrapalhado os planos do Tricolor das Laranjeiras.

É um pouco cedo pra fechar questão. Ainda há tempo pra que pintem boas novidades por aí. Se o Natal não trouxe grandes presentes para os torcedores, tomara que isso mude com a chegada de 2018. O período de pré-temporada está se aproximando, quanto mais cedo se formar o grupo, maiores as chances de bons resultados.

beijim

Mylena



Nada de esperar 2018. Novo formato para o blog, já
Terca feira, 26 Dezembro 2017 15:53:19 -0200

1 Esportes
Não vou esperar o ano novo, não.

Novo formato para o blog.

Entre hoje e amanhã.

Espero que vocês gostem.

Grande abraço, aos amigos e inimigos.

Cosme Rímoli...

(O novo formato já está no ar.

O endereço é outro.

https://esportes.r7.com/prisma/cosme-rimoli

Ou basta escrever na busca cosme rímoli e prisma.

Vamos ajustar.

Haverá espaço para os comentários.

Sem essa interação é como falar sozinho.

Guardem as críticas, as cobranças.

As perguntas.

Logo elas voltarão a serem recebidas.

Esse espaço não será mais utilizado por mim.

A promoção das camisas da Champions segue valendo.

Os palpites valem até fevereiro.

Feitos no post que está por aqui.

Obrigado pelo apoio nestes oito anos de blog.

E, principalmente, pela confiança.

Que 2018 seja generoso com todos nós.

Grande abraço.

Cosme Rímoli...)



Show natalino
Terca feira, 26 Dezembro 2017 12:44:41 -0200

durant Esportes

Olá galera.

Enquanto muita gente estava reunida em família comemorando o Natal, a NBA teve rodada quente em pleno dia 25 de dezembro. Entre todos os jogos, um bastante especial. Golden States Warriors x Cleveland Cavaliers, a maior rivalidade recente da Liga Norte-Americana.

Em casa, os atuais campeões estavam sem uma das principais estrelas. Mesmo com Stephen Curry de fora se recuperando de lesão, a equipe que lidera a Conferência Oeste conseguiu vencer o duelo por 99 a 92. O destaque no triunfo foi Kevin Durant, candidato a melhor defensor da temporada atual.

Os dois times começaram errando muito. Entre tantos erros, os Cavaliers iniciaram um pouco melhor e fecharam o primeiro quarto em 28 a 24. Com o passar do tempo os Warriors foram de acertando e no final do segundo quarto o placar já terminou favorável em 46 a 44.

A marcação do Golden State estava impecável, o que levou LeBron James e seus companheiros a errarem diversos arremessos em quadra. Apesar disso, os visitantes conseguiram entrar com apenas quatro pontos de desvantagem para o quarto decisivo.

A dupla LeBron e Wade até tentou buscar a virada. Com a mão certeira, Draymond Green foi importante pra manter a diferença confortável. Os Cavaliers continuaram lutando e até empataram. Mas aí foi a vez de Klay Thompson acertar bolas longas pra confirmar a vitória para os anfitriões.

Mesmo sem Stephen Curry, o Golden State Warriors alcançou um resultado bastante expressivo, mostrando do que é capaz. Pelo andar da carruagem, Kevin Durant e cia. estão no caminho certo em busca de mais um título.

beijim

Mylena



Pratto quer jogar no River Plate. São Paulo negocia com Diego Souza. E sonha com Calleri
Segunda feira, 25 Dezembro 2017 09:22:25 -0200

150 Esportes
Voltar à Seleção Argentina, ganhar a Libertadores e voltar a conviver com Pía, sua filha de sete anos, de quem está há três anos afastado. E frustração com a promessa mentirosa que a diretoria do São Paulo fez, ao tirá-lo do Atlético Mineiro. O time poderoso nunca saiu dos sonhos. E a realidade foi lutar, em um time medíocre, contra o rebaixamento.

Por tudo isso, Lucas Pratto quer jogar no River Plate em 2018.

"Sempre se pensa em voltar (ao seu país). Há também questões familiares, há muitas coisas que eu ponho na balança. Tampouco sou um garoto. Tenho uma idade justa e seria importante (voltar)", deixou claro o atacante à imprensa argentina.

O jogador está em um momento decisivo na carreira. E sabe disso. Completará 30 anos no dia 4 de junho de 2018. Tem plena consciência que o São Paulo passará por nova reformulação. Buscará formar uma equipe que não tenha de lutar contra o rebaixamento. O novo responsável pelo futebol, Raí, já avisou Leco da necessidade de contratações. Dorival Júnior deseja um meia talentoso, o sonho é Gustavo Scarpa. Busca ainda um lateral direito, um zagueiro, um volante marcador, um meia versátil, um atacante vivido, Diego Souza. Pelo menos mais cinco peças de reposição.

Só que o argentino não tem tempo para esperar esse time entrosar. Ele precisa jogar em uma equipe montada e que esteja pronta a proporcionar a chance que marque muitos gols. Logo nos primeiros meses de 2018. Pratto tem pouquíssimo tempo para conseguir convencer a imprensa argentina a pressionar Jorge Sampaoli a levá-lo para o grande sonho de sua vida. Disputar uma Copa do Mundo. A caminho dos 30 anos, o atacante sabe. Ou será a da Rússia ou nenhuma.

O time pronto e que o deseja é o River Plate. Marcelo Gallardo não esconde que precisa de um atacante com suas características. Forte, definidor, capaz de cabecear bem e chutar com força e precisão, com o pé esquerdo e com o direito. E, principalmente, que tenha personalidade, coragem para enfrentar os zagueiro adversários. Esse homem faltou no time argentino, eliminado da semifinal da Libertadores da América.

O presidente reeleito do River, Rodolfo D’Onofrio, foi muito claro na sua campanha. Prometeu a contratação de um grande artilheiro. E não fez questão de esconder que o nome pretendido é o do atacante do São Paulo. A Argentina vive uma grande crise financeira, não é segredo para ninguém. Mas o River Plate tem dinheiro reservado para buscar esse jogador prometido pelo dirigente.

Lucas Pratto é caro para o mercado sul-americano. O São Paulo pagou 6 milhões de dólares por 50% do atacante ao Atlético Mineiro. Cerca de R$ 20 milhões, na conversão atual. Pelo acordo, o time paulista se comprometia a comprar os demais 50%, caso o atacante ficasse até o final de seu contrato, em 2021. O que, Leco não quer fazer. Se vender o argentino, se livra dessa obrigação.

1spfc Esportes

Pratto só se frustrou no Morumbi. Ele ouviu pessoalmente de Leco que jogaria em uma verdadeira seleção. E que teria condições de se firmar na Seleção Argentina. Além de marcar muitos gols, conquistar títulos. E se houvesse uma proposta concreta de qualquer time grande europeu, seria vendido. Só que deu tudo absolutamente ao contrário do que Leco falou. Nem a vaga para a Libertadores o São Paulo conseguiu. Pelo contrário. Lutou como equipe pequena para fugir da Segunda Divisão.

O atacante tem inúmeros motivos para não seguir no Morumbi.

Raí, Dorival e Leco sabem disso.

Por isso estão insistindo na contratação de Diego Souza. Assim como o Palmeiras fez e não conseguiu fechar com o atacante, os contatos já foram feitos com Eduardo Uram. O jogador de 32 anos vê sua chance de disputar a Copa do Mundo cada vez menor. E também acompanha nova reformulação do Sport, agora comandado pelo veterano Nelsinho Baptista. O time pernambucano escapou por pouco do rebaixamento para a Série B.

Seu contrato termina no final de 2018. Se mantiver o meia-atacante até lá, o Sport pode perdê-lo sem ganhar um centavo. A força para segurar Diego Souza em Pernambuco já foi muito maior. O momento parece ideal para qualquer clube contratá-lo. Leco sabe disso. E, embora negadas publicamente, as conversas com Uram seguem cada vez mais fortes e construtivas.

329 Esportes

O São Paulo vendeu R$ 181 milhões em jogadores. Raí sabe que há dinheiro reservado para contratações. Porém se o River confirmar uma proposta que seja parecida ao que o clube pagou ao Atlético Mineiro, Lucas Pratto pode arrumar as malas. Ele não é considerado jogador imprescindível ao clube. Parte desse dinheiro seria repassada ao Sport por Diego Souza. Esse parece ser o caminho ideal das negociações.

Raí ainda tem um sonho secreto. Mesmo se o time contratar Diego Souza. Trazer de volta Calleri. O argentino que fracassou no West Ham, está no Las Palmas. O time é fraquíssimo. Está na lanterna do Campeonato Espanhol e caminha para o rebaixamento.

Mesmo assim, o argentino conseguiu marcar seis gols neste semestre. O Corinthians se interessou pelo jogador. Mas o pai do atacante já avisou nas redes sociais que, no Brasil, o filho só atua no São Paulo.

Vender Lucas Pratto para o River Plate.

Contratar Diego Souza e Calleri.

Este cenário não seria desagradável para Raí.

Muito pelo contrário...
811 Esportes



Fred é o ídolo moderno. Se o grande rival pagar mais, é lá onde vai jogar. Sem dor na consciência
Domingo, 24 Dezembro 2017 18:59:42 -0200

721 Esportes
Aos 34 anos, Fred demostra o perfil do jogador moderno.

O que veste a camisa do clube que o paga mais.

Não importa se é o maior rival da torcida que o amava.

Ele fez o caminho, que seria considerado traição, o que, por quatro décadas.

"Quando houve a troca do treinador do Barcelona, meu espaço acabou na Espanha. E o Flamengo tentou a minha contratação. A direção do Vasco soube e foi atrás. A decisão foi minha. Então, optei pelo clube que me projetou. Por respeito ao torcedor que sempre me apoiou", revela Roberto Dinamite.

"No Brasil não jogaria em outra equipe a não ser o Flamengo. Sempre tive muita honra e orgulho de ser ídolo na Gávea. Não queria me imaginar marcando gols contra o Flamengo. Ainda mais em qualquer outro clube do Rio.

"Seria algo absurdo para mim. Isso extrapolou a minha carreira como jogador. Como técnico também. Fui procurado por várias equipes grandes de São Paulo, Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Não me senti à vontade para aceitar. Várias vezes presidentes do Flamengo me quiseram como treinador. Mas eu não quis arriscar a minha idolatria. E acredito que acertei."

Esta é a postura de Zico.

"Por tudo que o Palmeiras fez na minha vida, jamais atuaria no Corinthians, o maior rival. E assim também como no São Paulo ou Santos. Por uma questão de respeito, reconhecimento, consideração. E, principalmente, respeito. Ao clube e ao torcedor palmeirense", Ademir da Guia.

"A camisa do Santos para mim sempre foi a única no Brasil. Como é que eu poderia jogar em outro clube? Foi na Vila Belmiro que eu nasci. Consegui o respeito do mundo. Só atuei nos Estados Unidos quando havia acabado a minha carreira no meu país. Jamais atuaria aqui por outra equipe.

"Principalmente as rivais. Corinthians, Palmeiras e São Paulo. Fui várias vezes sondado. Não existia essa história de modernidade para mim. Pode ser que tenha perdido muito dinheiro, mas para mim era assim. Importava mais a minha ligação com o Santos", decretou Pelé.

223 Esportes

Mas houve exceções. Zagallo depois da conquista do Mundial, trocou o Flamengo pelo Botafogo. Garrincha, já com os joelhos e tornozelos em péssimo estado, jogou com a camisa do Flamengo. Conseguiu entrar em campo apenas 15 vezes e marcar quatro gols. Não houve escândalo porque seu estado financeiro era muito ruim. O alcoolismo já começava a dominá-lo.

Aos poucos, a situação foi mudando.

Em 1986, Belo Horizonte viu espantada, Reinaldo, o grande ídolo atleticano, vestiu a camisa do Cruzeiro. Aos 29 anos, ele queria seguir carreira. Mas operações nos seus joelhos impendiam que voltasse a ser o atacante genial da inesquecível campanha do hexacampeonato mineiro. A direção atleticana tinha seu histórico médico e fechou as portas para o ídolo.

O Cruzeiro, não. E Reinaldo decidiu mostrar que sua vontade de jogar era mais forte. Foi um choque para os torcedores atleticanos, a negociação foi tratada como extrema traição. Só que os joelhos frustraram o atacante, o presidente Benito Masci e os cruzeirenses que foram vê-lo atuar contra o Rio Branco do Espírito Santo e o Bahia.

416 Esportes

As mais de 50 mil pessoas que viram essas partidas chegaram à mesma conclusão que o então treinador Carlos Alberto Silva. Reinaldo não tinha mais condições de jogar. Foram apenas dois jogo com a camisa azul celeste. Com o tempo, a torcida atleticana perdoou Reinaldo e fingiu esquecer. Ainda o trata como um dos maiores ídolos da história do clube.

A partir dos anos 80, o pecado passou a ser perdoado. Mário Sérgio foi campeão brasileiro invicto com o Internacional, em 1979. Em 1983, estava dando volta olímpica, campeão mundial com a camisa gremista.

Em 1995, Romário não teve o menor constrangimento. Um dos maiores ídolos da história do Vasco da Gama, vestiu com todo orgulho, a camisa do maior rival. O Flamengo. Foi duas vezes campeão carioca e venceu o Mercosul. Não contente ainda teve uma passagem pelo Fluminense. O Vasco sempre o aceitava de volta. Atuou três vezes em São Januário.

"Minha identificação sempre foi com o Vasco. Mas fui jogador profissional. Tinha o direito de defender o clube que era melhor para mim, para a minha família profissionalmente. Nunca sacaneei ninguém. O torcedor vascaíno entendeu. E sempre respeitou as minhas decisões. Tanto que sou ídolo do Vasco até hoje. A relação tem de ser boa para o jogador. Ele não pode ser escravo de um clube só porque o lançou. Nunca vi nenhum desrespeito nisso", resumiu Romário.

515 Esportes

Edmundo, Roger, Paulo Henrique Ganso, Marcelinho Carioca, Ricardinho, Denílson, Müller, Cafu, Antônio Carlos, Viola, Luizão e tantos outros acabaram com a tradição.

"Quero jogar onde me sentir bem. Simples assim", disse Ganso ao trocar o Santos pelo São Paulo. "Respeito o Corinthians, mas a proposta do Palmeiras foi excelente. E vou tocar a minha vida", explicou Viola.

Atualmente, essa ligação umbilical quase não existe mais. Marcos no Palmeiras e Rogério Ceni, no São Paulo, foram duas inesquecíveis exceções.

Fred não pode ser crucificado.

Muito pelo contrário. Ele surgiu no América Mineiro. O Cruzeiro ofereceu melhores condições de trabalho e ele foi para a Toca da Raposa. Passou um ano e meio lá. Se destacou, foi para a França. Quando não teve mais espaço no Lyon, o Fluminense o comprou. Em 2016, o Atlético Mineiro o procurou e não o Cruzeiro. Ele foi. Acabou sendo pela terceira vez artilheiro do Brasileiro.

Seu staff usou muito bem como cortina de fumaça o interesse do Flamengo e do Fluminense, negociou sigilosamente com o Cruzeiro. Se a direção atleticana soubesse não teria rescindido o contrato amigavelmente. Ao ser anunciado como a grande contratação do rival para a Libertadores, o cúpula do Atlético Mineiro vem a público dizer que havia uma cláusula no contrato. Uma multa de R$ 10 milhões que o impedia de ir para o Cruzeiro antes de dezembro de 2018.

148 Esportes

Só que qualquer advogado de esquina consegue provar.

Essa cláusula é ilegal.

O trabalhador, livre, pode ir para onde quiser.

O Atlético Mineiro deu seu presente de Natal ao maior inimigo.

Fred vestirá a camisa do Cruzeiro de novo.

Ganhará os mesmos R$ 900 mil mensais.

Só que terá três anos de contrato.

Com o Atlético restava apenas um.

Relembrando: ele já tem 34 anos.

Quem pode atirar a primeira pedra?



Ho Ho Ho, Feliz Natal!!!
Domingo, 24 Dezembro 2017 18:59:13 -0200

mylena Esportes

Natal de amor,
nasceu o Salvador!
Pedimos tanto...
Pedimos sempre.
Mas hoje só temos que agradecer.
Agradecer ao Pai por receber tantas bençãos.
Por Jesus ser nosso irmão,
por termos amor no coração.

Um Natal de paz, saúde e muita luz pra todos.

Beijos



O perfume de Beckham. Konga. A vingativa canelada em Keane. A noitada do United no Rio
Sabado, 23 Dezembro 2017 14:09:20 -0200

145 Esportes
Danceteria Nuth.

Barra da Tijuca.

Janeiro de 2000.

22 horas, 35 graus.

A proporção dos sonhos. Três mulheres para cada homem. De socialites, surfistas, executivas, jornalistas a funkeiras. Inesquecível perfume francês no ar. Minissaias, barrigas de fora, marcas de biquíni. Bronzeados estonteantes.

Lindas.

Open bar.

Uísque 12 anos, champanhe, cerveja, água de coco à disposição.

Festa mais do que fechada.

Caí totalmente de pára-quedas. Havia chegado esbaforido no Rio de Janeiro para acompanhar os últimos treinos do Corinthians, antes da final do Mundial, contra o Vasco, no Maracanã. As matérias daquela sexta-feira já estavam no Jornal da Tarde. Quando telefono para um jornalista amigo, para convidá-lo para jantar.

"Não, quem convida sou eu. Você não vai acreditar onde vamos. Não vou contar, na hora você vai ver. Mas se arruma. Tem que estar bem vestido. O lugar merece. Mas leva a credencial."

Sabia que havia algo de diferente. Esse jornalista era uma reencarnação dos mais radicais hippies da década de 60. Adorava chinelos de sola de pneus. Mas fiz o combinado. Os dois potes de gel que ele usou no cabelo, camisa de manga curta e os mocassins novos, com um irritante pingente de couro, denunciavam. A festa era 'de gala' para os seus padrões.

Procurei me arrumar a caráter.

E não esqueci da credencial.

Logo na entrada da danceteria, vejo o mar de mulheres deslumbrantes se dividir. Abrir em dois lados. E no meio delas, um grupo de homens passa falando inglês, rindo. Estavam todos animados. Sem nenhum segurança.

Era mais do que surreal.

Neville, Roy Keane, Giggs, Jordi Cruyff, Andy Cole, passando com calças jeans apertadas, camisetas mais ainda.

328 Esportes

De repente, as mulheres começam a se cutucar, os rostos ficam vermelhos, ficam paralisadas. Não têm coragem para chamá-lo. Os olhos brilham esperançosos. E o loiro passa entre elas sem olhar. Está mais preocupado com Andy Cole.

Como eu estava perto da porta, sinto que seu perfume é mais forte do que o de todas as cariocas que o observam.

David Beckham.

Na entrada, sou obrigado a mostrar a credencial do Mundial da Fifa.

E finalmente entendo.

Os organizadores do Mundial resolveram dar uma festa de despedida para o Manchester United. O time havia sido eliminado da fase final do torneio. Perdeu para o Vasco, empatou com o mexicano Necaxa. E apenas ganhou do South Melborne. Não chegou nem entre os quatro primeiros.

Mas os jogadores não estavam nem um pouco preocupado. O jornalista carioca me detalha.

"Os ingleses foram para a farra toda a noite. Mesmo durante o dia, depois do treino, cerveja. Não saíam da piscina do hotel. Eles ficaram putos com o calor. Não sei se essa porra de Mundial vai dar certo. Os europeus não estão nem aí. Torneio típico para a Fifa ganhar dinheiro com a televisão. Isso não vai vingar."

611 Esportes

Naquela noite incrível de sexta-feira, não queria saber de sua previsão.

Só lembrei quando o formato foi cancelado. Estava cobrindo o Palmeiras e os conselheiros e torcedores queriam matar assado o então presidente Mustafá Contursi. Ele cedeu a vaga que seria do Palmeiras para o Vasco. Abriu mão por causa de Jota Hawilla, o dono da Traffic. Ele insistiu que o Vasco ficasse no lugar do Palmeiras, como um favor. O critério alegado seria a conquista da Libertadores de 1998 e de 1999, como deveria ser.

A competição precisava de um time carioca para jogar no Rio.

Mustafá aceitou. Acreditou na promessa de Jota Hawilla, que o clube estaria no segundo Mundial no formato itinerante que o próprio Hawilla havia convencido o então presidente Joseph Blatter a adotar. O Palmeiras seria o representante brasileiro do torneio, que seria na Espanha. Em 2001. Mas este torneio nunca aconteceu.

Voltando à Nuth, entrei na danceteria e havia, cerca de 200 mulheres. Éramos, no máximo, 70 homens.

Foi quando me senti, pela primeira vez na vida, um super-herói.

O Homem Invisível.

De nada adiantava estar perto, esbarrar, pisar no pé.

Nem se estivesse fantasiado de Konga, a Mulher Gorila, não seria notado.

514 Esportes

Todas dançavam e até bebiam como se fossem girafas, com a cabeça voltada para cima. Pouco se importando com o que acontecia ao seu redor. A felicidade estava no alto.

Os olhares das 200 mulheres só tinham um alvo.

O camarote do Manchester United.

E elas capricharam. Dançaram, sorriam, mostraram toda sua sensualidade para o time inglês. Desprezaram com todo o prazer o produto nacional.

Como o destino é cruel, estava no auge a música que Los Hermanos, que Marcelo Camelo renega. Anna Júlia.

O início da canção se tornou, de forma perene, amarrada àquela noite para mim.

"Quem te ver passar assim por mim não sabe o que é sofrer
Ter que ver você assim sempre tão linda
Contemplar o sol do teu olhar perder você no ar
Na certeza de um amor me achar
um nada pois sem ter teu carinho eu me sinto sozinho
eu me afogo em solidão."

Era isso, a solidão mais profunda, cercado de mulheres lindíssimas.

A solução foi então usar a credencial e ficar em um camarote perto dos jogadores do Manchester United. E reparar, com raiva, que eles não retribuíam a atenção. Não queriam saber das desesperadas musas. Longe disso, só queriam saber de tomar caipirinha.

A grande maioria estava vermelha, com a pele a um passo da insolação. Exageraram na piscina, no inclemente sol carioca.

A grande estrela, David Beckham, estava entretido com Andy Cole e Giggs. Passaram a noite toda bebendo, se provocado, trocando socos nos ombros. E beliscões na bunda. Sim, durante toda a noite, quem estava distraído, tomava seu beliscão. A brincadeira ficava mais ofensiva para nós, homens invisíveis, naquela noite. "Como é que eles podiam se divertir apertando um a bunda do outro, com tantas mulheres bonitas implorando por um olhar?", pensava.

Foi quando decidi ir ao banheiro. Vejo saindo pela porta Roy Keane. Para quem não se lembra, ele foi o autor do gol do Manchester United, na decisão do Mundial de Clubes de 1999, quando Felipão convenceu Marcos que Giggs só cruzava 'no primeiro pau'.

Quando o galês deixou para trás Júnior Baiano, que cobria Arce, bateu na bola, no estádio Nacional de Tóquio. Eram aos 34 minutos do segundo tempo, Marcos deu dois passos para a esquerda, como Felipão havia insistido que deveria fazer. A bola foi forte, o encobriu. E sobrou livre para Keane marcar o gol decisivo da final.

Lembro que o meu melhor amigo me ligou chorando, naquela manhã de domingo. Inconsolável. Como se tivesse morrido um parente. Ficou uma semana sem trabalhar.

Eu já estava irritado, cansado de ser o Homem Invisível. Assim que ele passou por mim. Me vinguei do meu amigo, das cariocas que não me enxergavam.

'Sem querer', acertei a canela direita que fez o gol contra o Palmeiras. Keane me olhou assustado. Falei um 'sorry' para evitar a briga. E sorri para o espelho. Deveria sentir vergonha, mas estava dominado pelo alívio.

Aquela tortura durou até a madrugada. Lá pelas duas e meia, os jogadores decidem ir embora. Desço para ver se aconteceria alguma coisa.

O ônibus carioca da organização não foi britânico. Atrasou pelo menos meia hora.

E vi outra cena incrível. Beckham; Keane, com a canela doendo, desejava; Jordy Cruiff, Giggs sentados, e outros que não reconhecia, sonolentos na calçada.

Milhões e milhões de dólares na sarjeta.

Lá pelas três da manhã, chega o ônibus.

E eles entraram rindo, entre eles.

Beckham ainda toma o último beliscão na bunda de Cole.

Fenômeno da natureza, seu perfume ainda ficou no ar.

Não é preciso detalhar a frustração das mulheres.

Elas foram embora em seguida.

Nenhuma virou Victoria Beckham dos trópicos.

Acordo e relato a noitada para o meu chefe.

Escrevo a matéria para o jornal.

Pulo a parte do Homem Invisível.

E principalmente do chute 'acidental' em Keane.

Porém conto ao meu parceiro de infância.

Nunca vi alguém tão agradecido quando detalho o incidente.

Era algo que deveria me envergonhar.

Mas a felicidade que o meu amigo sentiu me consola.

Esse meu pecado os deuses do futebol precisam perdoar...



Nem Jô e o Corinthians esperavam tanto dinheiro, R$ 43 milhões. E o artilheiro vai para o Japão
Sexta feira, 22 Dezembro 2017 18:52:32 -0200

144 Esportes
Uma reviravolta inesperada. Surpreendente pelo valor. A diretoria do Corinthians estava avisada. Jô teria algumas propostas neste final de ano. Artilheiro do Brasileiro, 30 anos, estava na mira de clubes chineses, do Leste Europeu. A expectativa era que o atacante, que voltou de graça ao clube, poderia ter ofertas de, no máximo, 5 milhões de euros, R$ 19,7 milhões. O que seria muito dinheiro.

Só que a direção do Nagoya Grampus surpreendeu a todos. Apresentou oficialmente a proposta de 11 milhões de euros, cerca de R$ 43,5 milhões. O presidente Roberto de Andrade quase soltou rojões e dançou polca, de tanta felicidade. Aceitou imediatamente. E Jô foi autorizado a fazer exames médicos no dia 26, 24 horas após o Natal.

A aprovação é mais do certa.

Jô nunca esteve tão bem fisicamente em toda a carreira.

O atacante também está eufórico. Ele mesmo acreditava que não chegariam propostas altas. Não acreditava nem nos 5 milhões de euros. Tanto que garantiu publicamente que seguiria no Corinthians para disputar a Libertadores em 2018, sonhando com uma chance na Seleção Brasileira e disputar a Copa da Rússia.

Só que os dirigentes do Nagoya Grampus resolveram investir pesado na volta para a Primeira Divisão japonesa. O clube conseguiu voltar da Segunda Divisão este ano. E precisava de uma estrela. Daí a aposta altíssima em Jô.

Empresários que representam clubes japoneses no Brasil recomendaram Jô ao Nagoya. Muito além da artilharia, dos títulos paulista e brasileiro conquistados este ano, o que pesou foi a redenção do atacante corintiano. O abandono da boemia, voltar a encarar a carreira de maneira profissional. A sua profunda religiosidade. O excelente preparo físico sem as noitadas.

221 Esportes

O comportamento fora de campo pesou tanto quanto os gols. Até porque os japoneses sabem que sua passagem pelo futebol oriental foi tremendamente decepcionante. Ele atuou no chinês Jiangsu Suning. Em um ano, atuou apenas 24 vezes e marcou nove gols. Estava tão pouco envolvido com o clube que acabou até dispensado.

O Corinthians conseguiu segurar a notícia do interesse japonês. A negociação tem mais de 20 dias. O sigilo com que a transação foi encaminhada acabou sendo surpreendente. Na verdade, Roberto de Andrade queria a confirmação que a proposta era verdadeira e não só especulação de empresários. Só quando chegou a proposta oficial do Nagoya ele acreditou. E aceitou imediatamente.

A diretoria já queria um reserva de Jô com melhor potencial do que Kazim. Primeiro contratou Júnior Dutra, atacante de 29 anos, do Bahia. E hoje deixou tudo amarrado com o colombiano Santiago Trellez. O jogador do Vitória já se acertou com a direção corintiana. Sabe que chegará para substituir Jô.

326 Esportes

Se a venda de Jô provocou imensa alegria a Roberto de Andrade, o mesmo não pode ser dito dos torcedores. Pelo contrário. Houve enorme revolta nas redes sociais. Há um consenso que o Corinthians não poderia ter aberto mão do jogador, independente da excelente proposta que recebeu. Por conta da Libertadores.

Mas Roberto de Andrade tem como se defender.

Jó receberá cerca de R$ 800 mil mensais, mais do que o dobro que ganhava no Corinthians, R$ 350 mil. O tempo de contrato deverá ser anunciado após os exames médicos. A tendência é que seja de três anos.

Para quem chegou ao Parque São Jorge desmoralizado, desacreditado e de graça no ano passado, Jô conseguiu reconquistar o respeito como jogador profissional. Sua venda é a segunda maior da história do Corinthians. Só perde para a de Paulinho para o Tottenham, por 20 milhões de euros, R$ 79,6 milhões.

"Devo a reviravolta na minha carreira ao Corinthians. Só o clube que me viu nascer me estendeu a mão no pior momento da minha carreira. Eu tinha de dar o retorno. Ainda bem que consegui", dizia, Jô, comemorando o hepta Brasileiro.

Não poderia imaginar.

Ele conseguiria ir além.

Trazer inesperados R$ 43 milhões.

Isso que é recompensar o Corinthians...
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Culpa de Marin, no julgamento dos Estados Unidos, desmoraliza futebol brasileiro
Sexta feira, 22 Dezembro 2017 17:42:36 -0200

142 Esportes
A desmoralização chegou.

O ex-presidente da CBF e ex-governador biônico de São Paulo foi condenado pela Justiça dos Estados Unidos. Os jurados o consideraram culpado de seis das sete acusações. Três crimes de fraude financeira (Copa América, Copa Libertadores, Copa do Brasil), dois de lavagem de dinheiro (Copa América e Libertadores) e um por conspirar/formar uma organização criminosa. Só escapou da acusação de lavagem de dinheiro na Copa do Brasil.

Teoricamente, a pena de Marin ficaria entre 20 e 120 anos, teoricamente. Ela ainda não foi definida pela juíza Pamela Chen, do Tribunal Federal do Brooklyn, em Nova York. A sentença deverá ser tornada pública só em 2018. A definição se Marin iria esperar na cadeia ou em prisão domiciliar deverá sair nas próximas horas.

Marin tem 85 anos. Essa é a esperança para que não seja preso imediatamente. Há outro atenuante. Não falar inglês, já que a sentença será cumprida nos Estados Unidos.

A estratégia de Marin, de mostrar que o grande responsável pelas falcatruas e recebimento de propina era o atual presidente da CBF, Marco Polo del Nero, não deu certo. O resultado foi desastroso. Em todos os sentidos para o ex-presidente da CBF.

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Além da desmoralização, da perda da liberdade, da confirmação que é um criminoso internacional, o dirigente gastou muito dinheiro para aguardar o julgamento em prisão domiciliar. Vendeu uma mansão. E comprometeu parte de suas economias. Sua esposa, Neusa, desabafou a amigos a falta de apoio financeiro. Principalmente de Marco Polo del Nero.

Del Nero, mesmo se quisesse, não poderia dar um centavo. Porque ele também é investigado pelo FBI e Departamento de Justiça dos Estados Unidos. E qualquer auxílio que enviasse a Marin poderia comprometê-lo ainda mais. Ele acabou sendo suspendo pela Fifa da presidência da CBF. E corre o risco de ser banido do futebol.

O futebol brasileiro jamais teve um dirigente tão importante condenado pela justiça. O afastamento de Del Nero e sua substituição pelo Coronel Nunes, expõe a fragilidade da cúpula da CBF. como a entidade é considerada 'privada', ainda não pode ser submetida a uma intervenção do governo brasileiro.

Mas ela pode acontecer.

Principalmente para mudar o sistema de votação dos presidentes da CBF. Atualmente ele é viciado. E quem define o eleito são os presidentes das Federações de Futebol do país.

A defesa de Marin promete recorrer da condenação.

A chance de uma reviravolta é mais do que remota.

A tese do advogado de Marin, Charles Stillman, será a mesma.

Provar que Del Nero era o verdadeiro chefe no esquema de propina.

"Marin sempre foi visto como um interino. Todos esperavam que Marco Polo Del Nero fosse o presidente após a saída de Ricardo Teixeira, mas ele ainda não pôde assumir em 2012. Então, embora Marin tivesse o papel de presidente, ele não estava no Comitê Executivo da Fifa. Essa posição era ocupada por Del Nero."

Seja como for, o dia é histórico.

Desmoralizante não só para Marin.

Mas para o futebol brasileiro.

E tudo leva a crer que a situação de Del Nero vai piorar.

Finalmente o Ministério Público vai investigar o dirigente.

E Romário já se candidata ao cargo de presidente da CBF.

"Até antes da Copa da Rússia, Del Nero estará preso."

Esta foi a previsão do senador Romário...

(E a situação ficou ainda mais desmoralizante. Marin foi levado para uma prisão federal. Está atrás das grades. Não detido em casa, como sonhava o ex-presidente da CBF e ex-governador biônico de São Paulo...)
719 Esportes



City antecipa renovação de Gabriel Jesus. Ele é o principal candidato a suceder Cristiano Ronaldo
Sexta feira, 22 Dezembro 2017 16:37:17 -0200

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O Manchester City vai anunciar um belíssimo presente de Natal a seus torcedores. A renovação antecipada de contrato de Gabriel Jesus. Bastou um ano e o jovem atacante foi além do que todos esperavam na Inglaterra, inclusive até Pep Guardiola. O catalão acreditava que a adaptação seria lenta, gradativa. Calculava que levaria pelo menos dois anos.

O atacante de 20 anos precisou de apenas 36 partidas para seduzir a todos. "A personalidade foi além do que eu esperava. Ele é um jogador mais do que especial. A sua adaptação foi excelente", elogia Guardiola.

O treinador 'leu' o cenário atual do futebol mundial. No futebol inglês não há a obrigatoriedade de os jogadores terem seus passes fixados. Mas quando uma grande equipe quer um destaque, a pressão costuma ser forte. Ainda mais quando o atleta se interessa em sair.

 Esportes

É o que está acontecendo com Philippe Coutinho. O Barcelona o quer. O meia do Liverpool quer jogar na Catalunha. A direção do Liverpool se mostra encurralada. Tem segurado o jogador há um ano. Mas a tendência é que os espanhóis o acabem levando, já nesta próxima janela, no final de ano.

Pela 'leitura' de Guardiola, em um ou, no máximo, dois anos, o Real Madrid apostará todas suas fichas na busca de um atacante que substitua Cristiano Ronaldo. Em fevereiro, o português completará 33 anos. Por mais que seja um superatleta e tenha contrato até 2021, o clube merengue enfrenta duas situações.

219 Esportes

A primeira é o assédio do futebol chinês. A multa do jogador é de um bilhão de euros, R$ 3,9 bilhões. Há clubes no Oriente capazes de gastarem esse dinheiro para ter o atacante. Mas esbarram na falta de vontade de Cristiano Ronaldo em ir atuar na China. Pelo menos nas duas próximas temporadas.

Gabriel Jesus deverá esticar seu contrato até 2023. Tendo seus salários saltando de R$ 1,2 milhão mensais para R$ 2,3 milhões. Mais bônus por conquistas, por objetivos, por desempenho na Seleção Brasileira. O brasileiro e seus agentes não haviam pedido aumento algum.

A iniciativa é toda do Manchester City, orientado por Guardiola.

A relação entre o técnico e o jogador é forte demais. Gabriel Jesus tinha propostas do Real Madrid, do Bayern e Neymar tentou convencê-lo a ir para o Barcelona, pouco antes da Olimpíada do Rio. Só que Guardiola telefonou e o convenceu a jogar no Manchester City.

Guardiola o convenceu que daria condições para desenvolver todo o seu potencial. E que tinha certeza que seria um dos melhores do mundo, com chance de ser o melhor. O desafio de enfrentar Aguero seria bem menor do que ter Messi, Suárez e Neymar, Robben, Ribery e Lewandowski; ou Cristiano Ronaldo e Benzema.

Empresários ligados ao Real Madrid também acreditam que o jovem brasileiro seria o candidato ideal para substituir Cristiano Ronaldo. Por uma questão de estilo, personalidade e juventude. Uma transação tão importante e que envolveria valores altíssimos começa a ser arquitetada com muita antecedência. Ao contrário do que aconteceu com o PSG e Neymar. Não custa lembrar que tudo foi facilitado com a multa rescisória do brasileiro estabelecida.

Apesar do que possa parecer, o que Gabriel Jesus fizer na Copa do Mundo não será fundamental para essa possível transação. As observações do seu desempenho no clube inglês é que animam os espanhóis.

324 Esportes

Uma das únicas situações que poderiam travar essa provável sequência de carreira de Gabriel Jesus envolve Neymar. Caso o brasileiro se canse da pressão exagerada que vive no PSG, com todas as suas atitudes sendo questionadas pela imprensa, o retorno à Espanha poderia acontecer. Não no Barcelona, onde se desgastou com dirigentes e torcedores. Mas para o grande rival, o Real Madrid. Caminho já traçado, por exemplo, por Ronaldo Fenômeno.

Mas o enredo mais fácil parece ser o previsto por Guardiola.

O Real Madrid não ficará sem um excelente atacante, sem Cristiano Ronaldo.

E Gabriel Jesus é o principal candidato.

Se o primeiro ano já foi tão fantástico.

Os dois próximos deverão ser ainda melhores.

"Eu já aprendi que não sou eu quem controlo o futuro.

"É o futuro que me controla", ironiza Gabriel Jesus.

O jogador que terá seu salário dobrado, sem pedir...
415 Esportes



Mercado agita com busca por um camisa nove
Sexta feira, 22 Dezembro 2017 11:25:10 -0200

roliveira Esportes

Olá galera.

O futebol mudou bastante ao longo dos tempos. Se lembrarmos da Seleção Brasileira de 1970, tínhamos uma linha de frente com quatro jogadores de características parecidas. Pelé, Rivellino, Jairzinho e Tostão, todos craques de primeira grandeza e que se encaixaram muito bem.

Por um lado, nenhum deles era centroavante de ofício. Por outro, tinham tanto talento que a ausência de um jogador específico de área na equipe não fez falta alguma. Se nos lembrarmos dos nossos grandes goleadores, poderemos citar muitos nomes importantes.

Romário, Ronaldo, Reinaldo, Careca, Roberto Dinamite, entre tantos outros. Atualmente nosso atacante mais avançado na Seleção Brasileira é Gabriel Jesus. O ex-jogador do Palmeiras vem tendo ótimas atuações pelo Brasil e por seu time, o Manchester City.

Aqui também há bons centroavantes jogando. Fred, Guerrero, Lucas Pratto, Ricardo Oliveira, Jô e Henrique Dourado são alguns dos melhores que temos. Com o período de negociações aberto, tem muito time atrás de um matador para reforçar o elenco para 2018.

Com a redução de pena do Guerrero, o Flamengo, que negociava com Fred, já não sabe se continua na jogada. Com isso, o Fluminense, onde ele é ídolo, poderá tentar seu retorno. O que deixa evidente essa possibilidade é a chegada de Ricardo Oliveira no Atlético Mineiro.

Caso Fred retorne ao Tricolor, Henrique Dourado teria que sair. Grêmio e Cruzeiro já sondaram o Ceifador. Pratto pode deixar o São Paulo, o River Plate deseja contar com ele para a disputa da próxima temporada. Apesar de não ter tido um grande ano, seria uma baixa importante na equipe do Morumbi.

O gol é a alegria da galera. Torcedor quando vai ao estádio quer ver a rede balançar. Vamos ver como vão ficar os grandes depois que o Mercado da Bola fechar.

beijim

Mylena



Família Oliveira domina São Paulo e Santos. Sócrates ficaria orgulhoso
Sexta feira, 22 Dezembro 2017 10:02:41 -0200

139 Esportes

Felicidade.

Esta é a sensação que domina Raí. Ele ficou eufórico ao saber que o Santos não só contratou, como fez a divulgação com o maior respeito de ter levado para a Vila Belmiro, Gustavo Vieira de Oliveira.

Uma situação inédita para o futebol brasileiro. O futebol de dois campeões mundiais estão nas mãos de tio e sobrinho: São Paulo e Santos.

Em algo inédito para dois grandes clubes paulistas, tio e sobrinho serão os responsáveis pelo futebol de São Paulo e Santos.

Apesar da discrição de Raí, ele é muito próximo do filho de Sócrates. Com a morte do ídolo corintiano, o ex-jogador do São Paulo e caçula entre cinco irmãos se aproximou ainda mais da família. E se tornou grande amigo e mentor de Gustavo. A ligação vem desde a infância, quando Gustavo preferiu o time do tio e não o do pai. Quem conhece a família, em Ribeirão Preto, diz que ambos têm personalidades muito próximas.

São sérios, valorizam o estudo, o preparo. Gustavo até que tentou ser jogador de futebol. Atuou na base no São Paulo. Era segundo volante, canhoto. Mas faltou talento para se firmar no Morumbi. Foi para a Portuguesa, onde atuou como profissional. Mas logo desistiu. Preferiu estudar.

Se formou em Direito em 1999. Em vez de ser juiz, seu desejo inicial, especializou-se em Gestão do Esporte pela Faculdade Getúlio Vargas, onde também chegou a lecionar, e foi membro fundador do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo. Como advogado, já vinha prestando assessoria jurídica ao São Paulo nos últimos anos antes de se tornar gestor. Sócio do São Paulo, acabou ganhando força política rapidamente no clube.

Era comparado constantemente com o tio.

Pela seriedade e pela cultura.

414 Esportes

Daí a revolta de Raí com as duas passagens e dispensas do sobrinho na gerência do São Paulo. A primeira experiência foi pelas mãos do falecido Juvenal Juvêncio. Ele o escolheu em julho de 2013, depois de ter participado de negociações do clube. As principais foram a volta de Luís Fabiano e da compra de Paulo Henrique Ganso do Santos. Juvenal queria que ele aproximasse os jogadores da Comissão Técnica e que tivesse melhor relacionamento com a imprensa. Gustavo assumiu depois da desastrosa passagem de Adalberto Baptista.

Gustavo foi demitido de forma abrupta depois da eleição de Carlos Miguel Aidar, em maio de 2015. O presidente que, teria de renunciar, por várias negociações mal explicadas, o dispensou com a alegação que 'era homem de Juvenal', com quem havia rompido. Raí rompeu publicamente com Aidar pela dispensa de Gustavo.

Raí viu o sobrinho passar por um período deprimido, tenso com sua dispensa. Mas ele acabou voltando ao final do mesmo ano, com a renúncia de Aidar. Gustavo definiu um plano com Leco. Defendia um modelo de comissão técnica fixa e plano estabelecido para aproveitamento de atletas da base.

8 Esportes

"O modelo respeitava a história do clube, com uma visão estratégica muito clara, de fortalecimento da instituição. Estipulava que todos os jogadores fossem tratados igualmente, um número de atletas da base no elenco principal e um corpo técnico fortalecido, capacitado, identificado e exigido com base nos resultados para dar suporte ao treinador e ao auxiliar que viesse momentaneamente.

"Nosso modelo diminuía o impacto da mudança de técnico, e, no futebol brasileiro, todos os clubes grandes são desafiados a mudar de técnico a cada dois, três meses. Não me parece a melhor ideia para o São Paulo ou para qualquer clube ter uma comissão técnica formada por quem pode ir embora daqui a pouco, forçando um novo trabalho a começar do zero", detalhou.

Leco ficou tão empolgado com o plano que fez um régio contrato com Gustavo. Opositores souberam que, além dos R$ 120 mil mensais, ele ganharia 3% do lucro dos jogadores que o São Paulo negociasse com vantagem financeira. Ou seja, se o atleta fosse contratado por R$ 1 milhão e fosse vendido por R$ 8 milhões, o executivo teria direito a 3% dos R$ 7 milhões. O que provocou um escândalo no clube. A porcentagem teve de ser esquecida. O salário foi mantido. E o desgaste foi forte.

Apesar da semifinal da Libertadores, em 2016, a fraca campanha no Brasileiro, o medo do rebaixamento, custaram o emprego de Gustavo. Saiu em setembro de 2016.

 Esportes

"A gente recebia orientação financeira da presidência e tinha uma obrigação de venda para fazer caixa e poder contratar, mas o orçamento foi alterando à medida que fomos avançando na Libertadores e angariando receitas. Todo o aspecto financeiro do departamento de futebol era norteado pelo orçamento", disse o gerente ao Lance!, explicando o que teria causado a sua demissão.

Além disso, opositores questionaram também a sua preferência por negociar com o empresário Eduardo Uram.

Gustavo teve convites para trabalhar em outros clubes, mas preferiu esperar. Sabia que teria mercado. Até que chegou o convite do Santos, prontamente aceito.

As diretorias de Santos e São Paulo sempre tiveram grande proximidade. Já houve troca-troca históricos. A ida de jogadores importantes do Morumbi para a Vila Belmiro e, vice-versa, é muito comum.

Tanto José Carlos Peres e Leco deixaram claro. Vão aproveitar essa inédita relação familiar, de proximidade, para fazer negócios. Os presidentes pensam da mesma maneira. Se são tio e sobrinho, não vão querer se prejudicar.

610 Esportes

Raí ficou tão feliz com a ida de Gustavo para o Santos como da sua efetivação como o responsável pelo futebol do São Paulo. Ambos deverão seguir o mesmo modelo de gestão. Nas inúmeras conversas que tiveram, chegaram à conclusão que o melhor é seguir um caminho simples, mas rígido. Com quatro passos básicos.

Respeito total ao orçamento. Dar respaldo para uma Comissão Técnica quase totalmente fixa. A não ser o treinador e um auxiliar. Evitar trocas de técnicos durante um campeonato. Contratações só com a aprovação do treinador, buscando atletas que encaixem com sua filosofia. E uso, de pelo menos 40% de jogadores provenientes da base no elenco.

Ou seja, Santos e São Paulo prometem seguir por uma filosofia muito parecida em 2018.

São dois campeões mundiais.

Comandados pela família Oliveira.

Sócrates ficaria orgulhoso...
718 Esportes



Fred e Guerrero no Flamengo. Bandeira de Mello pressionado a ter os dois artilheiros
Quinta feira, 21 Dezembro 2017 11:28:16 -0200

1reproducao11 Esportes
A estratégia já estava decidida.

E colocada em prática.

A direção do Flamengo iria rescindir o contrato com Guerrero. De forma amigável, Bandeira de Mello mostraria que não poderia seguir pagando R$ 800 mil mensais até agosto de 2018, por um jogador suspenso até novembro do próximo ano.

O peruano já estava até conformado.

Dava razão ao dirigente.

E iria propor um valor intermediário, para não entrar em uma briga jurídica sem fim.

O raciocínio do departamento jurídico do Flamengo era simples. A Comissão de Apelação da Fifa não iria diminuir a suspensão de um ano dada ao atacante. Afinal, foi constatada a substância benzoilecgonina, um metabólito da cocaína no seu organismo. Foi o que apontou o exame antidoping antes do confronto pelas Eliminatórias, entre Peru e Argentina.

Não haveria lógica.

A Fifa está em uma cruzada contra o doping. A entidade anunciou no dia 8 de dezembro a suspensão de um ano para o atacante. O recurso feito para a Comissão de Apelação da Fifa deveria ser algo protocolar, sem resultado prático. Os advogados de Guerrero deveriam apelar em seguida para o último recurso. O CAS (abreviatura de Court of Arbitration for Sport, em inglês), o Tribunal Arbitral do Esporte, deveria dar seu veredicto, como de costume, de forma lenta. Leva, em média, de três a seis meses. Neste prazo, o Flamengo já teria se livrado de Guerrero.

E contratado Fred.

A diretoria do Atlético adorou o interesse no seu jogador de 34 anos. Oswaldo de Oliveira já se antecipou e disse que desejava Everton, em troca. Bandeira de Mello oferecia Mancuello e uma quantia em dinheiro. Porém, se o presidente Sérgio Sette Câmara insistisse, Everton iria para Belo Horizonte.

O salário de Fred é de R$ 800 mil.

A lógica de Bandeira de Mello indicava. Rompia com Guerrero. Pegava o dinheiro do peruano, acrescentaria mais R$ 200 mil. Pagaria, sorrindo, R$ 1 milhão a Fred. Teria um novo ídolo na Gávea, artilheiro e com uma característica a mais que o peruano, um líder.

323 Esportes

Fred estava animadíssimo com a possibilidade de voltar ao Rio.

E ter um contrato de dois anos com o clube mais popular do Brasil.

Só que deu tudo errado.

A Comissão de Apelação da Fifa acabou indo contra a lógica. E ontem diminuiu em seis meses a suspensão de Guerrero. Ele poderá voltar a campo no dia 3 de maio. A tese que ele não usou cocaína e sim tomou um chá 'negro', receitado por um nutricionista da Seleção Peruana. Guerrero estava gripado antes do jogo. E tomou o chá que continha folhas de coca, onde há o metabólico benzoilecgonina. A quantidade verificada na urina do jogador foi muito baixa. O que eliminaria a tese do uso da cocaína.

Com a drástica redução da suspensão pela metade, Guerrero e seus representantes não estão mais interessados em aceitar um acordo para a rescisão com o Flamengo. Só aceitam a dispensa se o clube carioca pagar seus salários até agosto. Ou seja, cerca de R$ 8 milhões. Contando o salário deste mês e o 13º. O que o atacante até pensa em aceitar é prorrogar seu contrato por seis meses, ficar sem receber até maio, já que não poderá entrar em campo.

Mas talvez nem precise. Seus advogados têm a certeza que o CAS apressará a redução da pena. Depois da postura tão firme e surpreendente da Comissão de Apelação da Fifa. Há a esperança que a situação mude radicalmente. E no começo de 2018, ele poderá entrar em campo.

Bandeira de Mello está encurralado. Não sabe o que fazer. Se dependesse apenas dele, contrataria Fred agora. E somaria mais R$ 1 milhão à folha salarial do clube, que já consome R$ 12 milhões mensais.

Mas o executivo Rodrigo Caetano alega. Se Guerrero for liberado, por exemplo, em março, o Flamengo teria dois jogadores caríssimos, veteranos e com a mesma característica, atuando como referência no ataque. Seria quase impossível atuarem juntos. A saída seria se livrar de atletas caros, que não têm rendido. Mancuello, Rafael Vaz e Alex Roberto ganham cerca de R$ 1 milhão, juntos. Mas a liberação dependeria de Reinaldo Rueda.

413 Esportes

Bandeira está entre o bom senso, esperar a decisão do CAS. Ou agir, gastar. E assegurar Fred para a disputa da Libertadores, prioridade absoluta do time carioca para 2018. O grupo político que apoia o presidente quer a contratação. Até para amenizar o clima derrotista que ficou com a perda da final da Sul-Americana, em pleno Maracanã. Conselheiros importantes acreditam que o clube necessite de um líder como o atacante que está no Atlético. Diego não ocupou esse espaço. Os veteranos Juan e Rever tentaram ocupar esse vazio. E não conseguiram.

Outro fator favorável a Fred é a utilização de Guerrero pela Seleção Peruana. O treinador Gareca deverá contar com todos seus jogadores a partir do fim de maio, para a preparação final para o Mundial da Rússia. O Flamengo mal usaria seu jogador, caso o CAS não reduza a pena.

Fred e a direção do Atlético esperam pelo clube carioca.

Everton também está disposto a ir para Belo Horizonte.

A situação é tensa.

A empolgação virou pressão.

A redução da pena de Guerrero atrapalhou o Flamengo.

E o clube se mostra dividido.

Mas com a tendência maior para contar também com Fred.

Depois decidir o que fazer com o peruano.

Principalmente, se houver nova redução da suspensão.

Talvez até emprestá-lo, caso seja liberado antes de maio.

Porque nenhum aceitaria passivamente o banco de reservas.

Bandeira de Mello terá de agir...
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Sem facilidades para os brasileiros
Quinta feira, 21 Dezembro 2017 10:56:45 -0200

taça Esportes

Olá galera.

Aconteceu ontem o sorteio da Taça Libertadores 2018. Os oito clubes brasileiros já conheceram seus primeiros adversários na principal competição continental. As bolinhas não trouxeram facilidades para nossos representantes. Olhando os grupos, deveremos ter um torneio bastante equilibrado.

Na primeira fase teremos o Vasco e a Chapecoense. Em tese, o Cruz-Maltino terá um adversário menos complicado que o time catarinense. A Chape terá pela frente o tradicional Nacional, do Uruguai. Os comandados de Zé Ricardo irão encarar o Universidad Concepción, do Chile.

Mas caso os vascaínos passem para a fase de grupos, deverão ter muitas dificuldades pra seguir em frente. Caso confirmem a classificação, os rivais serão Cruzeiro, Universidad do Chile e Racing, da Argentina. Todos times considerados de grande expressão em seus países.

Flamengo, Palmeiras e Corinthians terão adversários argentinos logo de cara. O Rubro-Negro caiu na chave do River Plate. O Verdão vei ter que enfrentar o sempre temível Boca Juniors. Já o Timão jogará contra o Independiente, atual campeão da Copa Sul-Americana.

Falando em Sul-Americana, a segunda competição mais importante da América do Sul também sorteou os primeiros encontros. Entre os nossos, o Atlético Mineiro foi o que pegou o duelo mais complexo, contra o San Lorenzo, da Argentina.

Teremos ainda Atlético Paranaense x Newells Old Boys, da Argentina, São Paulo x Rosário Central, da Argentina, Bahia x Blooming, da Bolívia, além de Botafogo x Audax, do Chile. O Fluminense ainda não sabe com quem será seu primeiro compromisso, a única confirmação é que virá da Bolívia.

Vamos torcer para que todos os clubes do Brasil tenham ótimas campanhas na Libertadores e na Sul-Americana. De preferência trazendo os dois títulos pra cá.

beijim

Mylena



Gabigol humilha o Santos. E ameaça, caso acerte a volta. "Eles que não paguem, não, para ver..."
Quinta feira, 21 Dezembro 2017 01:02:10 -0200


"Os caras do Santos deram como certa minha contratação.

(...) Eles que não paguem, não, para ver.

(...) Os caras estão falando merda."

Não parecia ser possível.

Mas foi verdade.

Gabriel Barbosa, depois de fracassar na Inter de Milão, e no Benfica, está sendo tratado como um jogador espetacular pela nova diretoria do Santos. O clube onde surgiu para o futebol ofereceu a chance para o jogador de 21 anos conseguir uma reviravolta na carreira.

Foi por ele, que o Santos virou as costas para Ricardo Oliveira.

O novo presidente José Carlos Peres havia prometido um presente de Natal para os torcedores.

"Se tudo der certo, a torcida vai ganhar esse presente aí e vai ficar muito satisfeita. É um nome de impacto... Ele é brasileiro... Essa dica é boa... Atacante. É um bom nome. Eu gosto muito do Gabigol. Sou fã dele. Sou fã do Gabigol", confirmava o vice Orlando Rollo, na tela do Sportv.

O Santos está sim negociando e tem até a prioridade para o empréstimo do jogador ao Brasil. A certeza da volta é tanta que os dirigentes não se importaram com a saída de Ricardo Oliveira, que deverá jogar no Atlético Mineiro.

E para ter Gabigol, o Santos está disposto a pagar R$ 600 mil do salário de R$ 1 milhão mensal que o atacante recebe.

Mas na transmissão pela Internet de sua irmã Dhiovanna, o jogador mostrou seu medo.

218 Esportes

Que o Santos não pague em dia seu salário.

E não fez a menor questão de esconder.

Pelo contrário, sabia que a transmissão chegaria a computadores no país.

Assim também aos ouvidos dos dirigentes santistas.

Ou seja, fez questão de avisar que não está fechado seu retorno.

Que os dirigentes estão 'falando merda'.

E que, caso acerte, teme não receber o que for combinado.

É uma situação humilhante para a nova diretoria.

Para o presidente José Carlos Peres.

Para o vice Orlando Rollo.

Mesmo depois de um ano e meio de ostracismo, Gabigol não aprende.

E se comporta como estrela.

Ironiza o clube que o lançou como jogador.

Que o conseguiu vender por R$ 97,5 milhões.

De esperança, se transformou no reserva do reserva na Inter de Milão.

Mesmíssima coisa no Benfica.

Em um ano e meio, o 'artilheiro' só marcou duas vezes.

Ainda assim tem a coragem de humilhar o Santos.

E ameaçar.

Ele duvida publicamente da capacidade de o clube pagar salários.

Cumprir os acordos que faz.

Mais constrangedor impossível...
321 Esportes



Bom sorteio dos grupos da Libertadores. Brasileiros apenas precisam de foco
Quinta feira, 21 Dezembro 2017 00:18:37 -0200

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Grupo 1: Grêmio, Cerro Porteño (PAR), Defensor (URU) e Monagas (VEN)

Grupo 2: Atlético Nacional (COL), Bolívar (BOL), Colo Colo (CHI) e Delfin (EQU)

Grupo 3: Peñarol (URU), Libertad (PAR), The Strongest (BOL) e Atlético Tucumán (ARG)

Grupo 4: River Plate, Emelec (EQU), Flamengo e Ganhador 1

Grupo 5: Cruzeiro, Universidad de Chile, Racing (ARG) e Ganhador 3 (caminho do Vasco)

Grupo 6: Santos, Estudiantes (ARG), Real Garcilaso (PER) e Ganhador 2.

Grupo 7: Corinthians, Independiente (ARG), Millonarios (COL) e Deportivo Lara (VEN)

Grupo 8: Boca Juniors, Palmeiras, Alianza Lima (PER) e Ganhador 4

Chapecoense enfrentará o Nacional do Uruguai, na pré-Libertadores. Se passar, entrará no grupo 6.

Vasco, na pré, terá pela frente Universidad Concepción ou Unión Española.

Este o resultado do sorteio dos grupos da Libertadores 2018.

Os clubes brasileiros não precisam se desesperar. Mas também não podem comemorar. O sorteio dirigido da Conmebol conseguiu dividir as forças. E a caminhada exigirá muita competência na gestão dos elencos.

O Cruzeiro deverá sofrer na busca das oitavas, da fase mata-mata. A equipe de Mano Menezes terá pela frente o Universidad do Chile, time que está se reestruturando. O treinador argentino Ángel Guillermo Hoyos, faz da força física, sua arma.

O Racing, que faz fraca campanha no Campeonato Argentino, costuma focar e se reinventar na Libertadores, com o apoio de sua torcida ensandecida e o terrível caldeirão em Avellaneda, Estádio Presidente Perón. O treinador Juan Ramón Fleita diz que prefere o mata-mata do que o campeonato por pontos. Promete surpreender. E ainda há imensa chance do, agora competitivo, Vasco de Zé Ricardo, ser o quarto time.

Os favoritos no grupo 5 são Cruzeiro e Racing são os favoritos na luta pela sobrevivência. Com o Vasco correndo por fora.

Os outros brasileiros caíram em grupos com um adversário forte, tradicional. E outros dois coadjuvantes.

513 Esportes

A começar pelo heptacampeão do país, o Corinthians. O confronto com o atual campeão da Sul-Americana, traria apreensão. Isso se o clube argentino não tivesse perdido seu treinador Ariel Holan não tivesse pedido demissão. Ele não aceitou ser chantageado por membros das organizadas do próprio Independiente. Os outros clubes não despertam medo. O Millonários da Colômbia busca reviver o passado, mas falta o dinheiro do narcotráfico. O clube não possui grandes destaques. Pior ainda, o Deportivo Lara, da Venezuela. É a equipe a ser goleada nos confrontos com os três adversários.

Corinthians e Independiente são favoritos destacados neste grupo 7.

O Palmeiras terá o confronto com o tradicional Boca Juniors, comandado por Guillermo Barros Schelotto. O competitivo jogador deu sua personalidade ao time, que aposta no futebol coletivo e não na força individual dos seus jogadores. Sempre necessário citar a Bombonera, estádio pequeno e aliado do Boca. Alianza Lima segue fraco. E a tendência é que o o Junior Barranquila complemente o grupo.

Palmeiras e Boca têm obrigação de se classificarem.

O Santos precisa se precaver. Terá o Estudiantes, da Argentina. Real Garcilaso do Peru. E, provavelmente a Chapecoense ou o Banfield. O novo presidente santista, José Carlos Perez tem que começar a trabalhar para fechar com o novo nome escolhido Jair Ventura.

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O Estudiantes busca uma indentidade com Lucas Bernardi. Vai mal no Argentino. Mas na Libertadores, a história costuma ser muito diferente, com suas quatro conquistas. Sua confiança na Libertadores de 2018 está no estádio Ciudad de La Plata. Os santistas vão torcer para não enfrentar a Chapecoense. O time de Gilson Kleina é muito brigador, do primeiro ao último minuto de jogo. Principalmente em casa, em Chapecó. Será necessário foco, muita competitividade por parte do Santos.

O Flamengo terá o River Plate, para o grande clássico do grupo 4. O Emelec e, provavelmente, o Santa Fé da Colômbia. A diretoria garante que não fará grandes investimentos. Já gastou tudo e um pouco mais em 2017. Depois que a pena de Guerrero foi diminuída para seis meses por doping, o clube estuda o que fazer com o peruano. Esperá-lo ou contratar o veterano Fred, do Atlético Mineiro. Reinaldo Rueda também terá de sobreviver ao assédio da Seleção Chilena, que busca sua reconstrução.

Já o Grêmio não tem do que reclamar. Pegará o tradicional mas fraco economicamente Cerro Porteño. Os dois são disparados os donos dos melhores elencos. Defensor e Managuas, da Venezuela, farão apenas figuração.

Grêmio de Renato Gaúcho não tem o que reclamar da sorte.

A Chapecoense, na pré-Libertadores, jogará contra o Nacional. A crise financeira segue firme no futebol uruguaio e poderá facilitar o confronto para os catarinenses. Seu ponto forte é a tradição. Caso consiga a classificação, terá pela frente, o vencedor de Banfield da Argentina x Independiente Del Valle.

O Vasco terá um caminho também tenso, mas longe de ser impossível. Primeiro, o confronto com o Universidad Concepción do Chile. Se sobreviver fará outro duelo. Desta vez, com o sobrevivente do boliviano Jorge Wilstermann contra (Oriente Petrolero-BOL e Universitario-PER).

Mais do que o sorteio dirigido, com duelos garantidos com argentinos, o destino dos oito brasileiros envolvidos na Libertadores estará amarrado às suas gestões. Se definirão como prioridade absoluta a Libertadores, abrindo mão dos outros torneios, Estaduais, Copa do Brasil, Brasileiro.

Com a Copa do Mundo da Rússia, tudo ficará muito mais apertado.

Os dirigentes deverão ser firmes.

E priorizar o torneio mais importante, apesar dos protestos.

É quase impossível ganhar todos os campeonatos.

O calendário caótico não permite, com seus jogos encavalados.

A força financeira do Brasil segue sendo a mais forte, disparada.

O sorteio não trouxe motivo para medo ou alegria.

Apenas muita atenção.

Os oito clubes têm condições de sobreviver.

Passar para as oitavas.

Mas precisam escolher seus caminhos no caótico calendário de 2018...
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Começa hoje o Cariocão 2018
Quarta feira, 20 Dezembro 2017 12:09:13 -0200

maraca Esportes

Olá galera.

Sim, isso mesmo. Começa nesta quarta-feira o Campeonato Carioca 2018. Seis clubes jogarão a primeira fase da competição pra ver quais serão os dois classificados que disputarão a fase principal, essa já com a presença dos quatro grandes do Rio de Janeiro.

Entre os participantes, dois times chamam a atenção. Depois de 25 anos ausente da Elite, o Goytacaz de Campos, grande rival do Americano, jogará a Seletiva. Teremos também o tradicional América, campeão nos anos de 1913, 1916, 1922, 1928, 1931, 1935 e 1960.

Cabofriense, Resende, Macaé e Bonsucesso completam o grupo dos clubes que vão tentar passar de fase. Com Flamengo e Vasco com as atenções voltadas para a Libertadores, a tendência é que Botafogo e Fluminense entrem mais focados.

Principalmente o Cruz-Maltino, que terá que passar pela Pré-Libertadores. Qualquer vacilo nessa etapa pode valer uma precoce eliminação. Já o Rubro-Negro, por estar na fase de grupos, poderá se planejar melhor e poupar jogadores apenas em algumas ocasiões.

Mesmo podendo priorizar o estadual, o Tricolor das Laranjeiras ainda convive com dificuldades financeiras e está tentando qualificar o elenco com troca de atletas. A permanência de Abel foi importante. O Alvinegro nem sabe se Jair Ventura, que pode ir para o Santos, continuará no comando técnico.

Alguns nomes conhecidos estarão em campo. No Resende, Michael, ex-atacante do Fluminense, e Rodrigo Souto, ex volante do Vasco. O zagueiro Leandro Euzébio e o atacante Cláudio Pitbull, ambos ex-Flu, estarão com a camisa da Cabofriense.

Boa sorte para as seis equipes que vão brigar pelas duas vaguinhas pra seguir em frente no Cariocão 2018. Que passem os melhores!

beijim

Mylena



Se Del Nero for banido da CFB, conselheiros prometem lutar por sua expulsão do Palmeiras
Quarta feira, 20 Dezembro 2017 12:00:02 -0200

 Esportes
Por enquanto, o movimento é tímido. Silencioso. Mas está crescendo, firme. Já é real a possibilidade de o Palmeiras expulsar o presidente afastado da CBF, Marco Polo del Nero, do seu Conselho Deliberativo.

O presidente do Conselho Deliberativo, Seraphim del Grande, e o presidente do Conselho de Orientação Fiscal, Carlos Afonso Della Monica, têm ouvido pedidos de conselheiros para que Marco Polo del Nero seja expulso do clube.

Os motivos são as graves acusações feitas a ele no julgamento do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, nos Estados Unidos. Del Nero é acusado nos EUA de sete crimes: três de fraude, três de lavagem de dinheiro e um por formar uma organização criminosa

O afastamento exigido da CBF, pelo Comitê de Ética da Fifa por 90 dias, foi o estopim para que Del Grande e Della Monica comecem a ser pressionados. Conselheiros repetem que as denúncias são gravíssimas e comprometem a imagem do Palmeiras.

Advogado, del Nero tem uma longa jornada no clube. Em 1971, foi nomeado diretor da Comissão de Sindicância do clube. Além disso, exerceu funções de diretor jurídico, diretor de Futebol e secretário do COF do Palmeiras, até ser indicado como benemérito e conselheiro vitalício.

Em 1985, Del Nero passou a integrar o Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Futebol, e foi presidente do TJD de 1988 a 2002. Lá fortaleceu seus laços com o então presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah. Assumiu o cargo em 2003. Mandou no futebol paulista até 2014. Em abril daquele ano foi eleito presidente da CBF, cargo que assumiu no dia 16 de abril de 2015.

Desde a devassa que o FBI e o Departamento de Justiça fizeram na cúpula da Fifa, prendendo vários dirigentes por corrupção, entre eles José Maria Marin, no dia 27 de maio, o prestígio de Marco Polo del Nero despencou no Palmeiras.

Ainda sendo investigado formalmente pelas autoridades norte-americanas, Del Nero deixou de viajar, sair do Brasil. Por recomendação dos seus advogados. O medo é que seja preso.

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"Por que o presidente Marco Polo não viaja? Porque o modelo americano [de investigação] policia o mundo. Qualquer denúncia, prende-se e depois aguarda uma delação. [...] Presidente Marco Polo não viaja porque o sistema de funcionamento de tentativa de delação por parte dos que têm alguma denúncia, mesmo sendo inconsistentes, é assim", defende o secretário-geral da CBF, Walter Feldman.

Nenhum brasileiro pode ser extraditado do Brasil, mesmo que tenha mandado de prisão decretado em países com os quais o Brasil tem acordo de extradição. Esses acordos só valem para o caso de um estrangeiro procurado estar em território brasileiro e ser encontrado pelas autoridades nacionais.

Depois da queda de Marin e as várias acusações feitas a Marco Polo, seu prestígio no Palmeiras caiu violentamente. O principal atingido foi seu filho. Ele não teve força política para eleger conselheiro vitalício Marco Polo del Nero Filho, duas vezes. A primeira em março de 2016 e a segunda, em setembro, há três meses. Foram duas derrotas pesadas. E que mostraram o descontentamento dos conselheiros com o presidente da CBF.

Del Nero que já aparecia raramente no clube, sumiu de vez.

A suspensão de 90 dias do cargo de presidente da CBF, pelo Comitê de Ética da Fifa, já foi algo muito incômodo nas alamedas do Palestra Itália. Caso a Fifa siga o caminho mais provável, o do banimento, os conselheiros contra ele prometem formalizar uma campanha para que seja expulso também do clube.

Não é tarefa fácil.

O caso exemplar no futebol paulista foi do ex-presidente do São Paulo, José Eduardo Mesquita Pimenta. Ele foi bicampeão mundial. Mas ele foi gravado pedindo propina em uma eventual venda de Mario Tilico ao Logroñes, ao empresário Francisco Monteiro, conhecido como Todé. Acabou expulso do quadro de sócios. Só que um laudo da Unicamp mostrou que houve cortes na fita apresentada pelo empresário. E o laudo bastou para que fosse readmitido. E inclusive voltar a concorrer à presidência do clube.

O presidente Mauricio Galiotte repete o que fez Paulo Nobre. Não toca publicamente nas acusações feitas a Marco Polo del Nero. Não se manifesta, mesmo ele sendo conselheiro vitalício palmeirense. Só que Galiotte não tem como evitar a oficialização de um eventual pedido de expulsão de Del Nero por conselheiros.

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No clube, a situação é transparente.

Basta a Fifa formalizar o banimento do futebol de Marco Polo del Nero, ou mesmo ele pedir a renuncia da CBF, terá de enfrentar o pedido de expulsão no Palmeiras. Cada vez mais, ele perde apoio de antigos aliados. Deixou de ser convidado para festas, reuniões, confraternizações.

Perdeu quase todo prestígio que acumulava desde 1971.

O movimento segue tímido, sem estardalhaço.

Mas firme.

Inclusive o próprio Del Nero já está sabendo...
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Lula fará de homenagem a Sócrates, um palanque. Com apoio de Chico Buarque e, talvez, Maradona
Terca feira, 19 Dezembro 2017 13:15:59 -0200

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O ex-presidente Lula tem aproveitado todas as chances para estar no noticiário. Como todo político, ele tem uma equipe que fica buscando oportunidades para entrevistas, situações que sejam favoráveis. E sirvam para melhorar a imagem do já candidato assumido à eleição presidencial de 2018.

Além disso, há o tão aguardado julgamento do recurso de Lula, no processo do triplex em Guarujá. Ele será realizado às 8h30 do dia 24 de janeiro de 2018. Em julho, Lula foi condenado pelo juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância, a 9 anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo envolvendo o triplex. A acusação foi de ocultação da propriedade do imóvel, recebido como propina da empreiteira OAS em troca de favores na Petrobras.

Caso os desembargadores decidam manter a decisão da primeira instância, eles podem determinar a prisão de Lula – que, no caso, seria executada por Moro em Curitiba – ou decidir que o ex-presidente só irá para a prisão após todos os recursos terem sido esgotados.

Além disso, se há a discutida possibilidade ou não de ser candidato, caso seja condenado novamente, e entre com novo recurso. Há juridistas que garantem a impossibilidade de sua eleição para qualquer cargo público.

Por isso, Lula aceitou, sem pestanejar, participar da inauguração de um campo, na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema, interior de São Paulo.

O campo será batizado de Doutor Sócrates Brasileiro, em homenagem ao ídolo corintiano, falecido em 2011.

A construção contou com o trabalho voluntário de 25 pessoas do MST provenientes dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Tocantins e só saiu do papel graças a um financiamento coletivo feito através da plataforma Catarse. Foram arrecadados R$ 67.200. A meta inicial era de R$ 60 mil.

A inauguração do campo será no próximo sábado, dia 23.

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Lula não será a única celebridade. Chico Buarque, seu defensor ferrenho, levará seu time, o Politheama. O projeto reúne a Associação Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes e um grupo de alunos e professores da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. O objetivo é proporcionar um espaço de qualidade para receber jogos de futebol mas também receber nas arquibancadas o público de reuniões e debates massivos.

Raí, irmão de Sócrates, deverá participar do jogo inaugural.

Diego Maradona, ligado a movimentos de esquerda, e também fã de Lula, foi convidado. Os organizadores, por enquanto, não confirmam a presença do argentino. Mas a expectativa segue enorme. Com ligações e pedidos de Lula e Chico Buarque para Maradona.

Lula tem aproveitado o jogo para ir muito além do futebol.

"Ainda sou um meia-armador de qualidade e quem sabe eu possa ser convocado para a Copa da Rússia. O Chico já acho que não pode, já que está de casamento novo", brincou, em entrevista para rádio Capital do Mato Grosso.

E, lógico, deu sua previsão sobre o julgamento do recurso da condenação no processo do Triplex.

"Não terão como absolver porque estão comprometidos com essa condução política”, afirma o ex-presidente. “O que está em jogo é não deixar eu ser candidato. Se deram o golpe na Dilma, não vão querer deixar eu voltar. Vão querer confusão, e eu vou enfrentar a confusão."

"Reviraram minha vida, colchão, gavetas, abriram meu fogão, o exaustor do fogão, e até a televisão, não encontraram um centavo criminoso na minha vida.

"Sonho um dia ligar o Jornal Nacional e ver o (apresentador William) Bonner dizendo: ‘Boa noite, eu quero pedir desculpas ao ex-presidente Lula...'Estão acostumados a lidar com ladrões, que ainda ficam com metade do que roubaram para fazer delações."

Lula fará da inauguração do campo, um grande palanque.

Com o aval de Chico Buarque, há décadas, seu fã.

Assim como Diego Armando Maradona.

Mais uma vez neste país, o futebol é usado por políticos...
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Imortalizado
Terca feira, 19 Dezembro 2017 11:15:13 -0200

kobebryant Esportes

Olá galera.

Não é só no futebol que existe a discussão de quem é ou foi o melhor. Nos Estados Unidos o esporte mais amado do mundo não está entre os preferidos. Um dos que mais leva torcedores aos locais de competições é o basquete. A NBA é disparada a liga mais importante da modalidade no planeta.

Quantas lendas já desfilaram lances espetaculares pelos ginásios norte-americanos. Michael Jordan é considerado pela maioria como o melhor de todos os tempos. O ex-camisa 23 do Chicago Bulls era realmente fantástico, mas houve outros grandes jogadores.

Muitas equipes aposentam número de camisa que foi utilizado por craques que marcaram época. O Los Angeles Lakers, uma das franquias mais vencedoras, acaba de aposentar dois números, o vinte e quatro e o oito. O jogador que recebeu a honraria foi Kobe Bryant.

Ele foi o décimo atleta a ter uma camisa imortalizada pelos Lakers. Olhando o nome dos outros nove (Magic Johnson, Kareem Abdul-Jabbar, Elgin Baylor, Jerry West, Wilt Chamberlain, Shaquille O'Neal, James Worthy, Gail Goodrich e Jamaal Wilkes), dá pra se ter uma ideia melhor do tamanho do feito.

Para muitos, Kobe está entre os melhores da história do basquete. Há quem diga que entre os cinco melhores que já surgiram por lá. Atrás apenas de Kareem Abdul-Jabbar (38.387) e Karl Malone (36.928), é o terceiro jogador com mais pontos anotados (33.643).

Além da mão certeira, tinha muita habilidade, rapidez de raciocínio e era extremamente decisivo. Feliz aquele que ama basquete e pôde assistir o grande Kobe Bryant. Mais uma lenda que jamais será esquecida por tudo que fez nas quadras.

beijim

Mylena



Boa sorte
Segunda feira, 18 Dezembro 2017 12:51:57 -0200

kaka Esportes

Olá galera.

O futebol brasileiro é o maior revelador de craques do planeta. Que país pôde contar com tantas feras como Pelé, Garrincha, Zico, Rivellino, Gérson, Tostão, Paulo César Cajú, Nilton Santos, Romário, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo... Ufa, é muita gente boa.

Se quisesse, poderia continuar a lista e preencher muito mais linhas só com atletas de primeira grandeza. Um deles acaba de anunciar aposentadoria dos gramados. Kaká, um dos últimos jogadores diferenciados que o Brasil viu surgir em nossos gramados.

Ainda muito jovem entrou na decisão do Torneio Rio-São Paulo, no ano de 2001, contra o Botafogo. Saiu do banco de reservas quando o placar apontava um a zero para o Alvinegro Carioca. O treinador Vadão o colocou e não se arrependeu.

Kaká não só participou da partida como fez os dois gols do título, pra enlouquecer o Estádio do Morumbi com mais de 70 mil torcedores. Depois do São Paulo foi para o Milan, onde mais brilhou na carreira. Pelo rossonero ganhou Italiano, Copa da Itália, Champions League e Mundial Interclubes.

Em 2007 foi eleito o melhor do mundo pela Fifa, o último antes do domínio da dupla Messi e Cristiano Ronaldo. Ainda atuou por Real Madrid e Orlando City. Com a camisa da Seleção Brasileira jogou três Copas (2002, 2006 e 2010), fazendo parte do grupo pentacampeão de 2002, como suplente.

Muito boa sorte Kaká nesta nova fase. Que você tenha muito sucesso fora dos gramados, assim como sempre teve dentro das quatro linhas.

beijim

Mylena



A mágoa de Luan. Sabe que a decepção contra o Real travará Copa e ida para um grande europeu
Segunda feira, 18 Dezembro 2017 12:37:08 -0200

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"O torcedor pode falar o que quiser, né? Eu tento entrar todo jogo... mas é fácil, né? Há duas semanas a gente foi campeão da Libertadores e o time todo era bom. Agora que perdeu um jogo para o Real Madrid é todo mundo ruim? Mas isso é normal, coisa de torcedor, não ligo para isso. Podem falar o que quiser, minha cabeça está boa. Sei que, nas condições que eu tinha, tentei ajudar meus companheiros, isso que importa."

Estas foram as primeiras declarações de Luan, em solo brasileiro, em São Paulo, depois da derrota do Grêmio, na final do Mundial de Clubes. Na derrota contra o Real Madrid por 1 a 0, o atacante conseguiu ser unanimidade. Apontado como o pior em campo, disparado.

Inerte, apático, omisso, sem personalidade.

Tudo isso e muito mais foi dito sobre o jogador gremista.

Luan se revoltou com as análises dos colunistas, comentaristas, dos jornalistas. Mas, para evitar polêmicas, preferiu deixar na conta dos torcedores, mesmo.

O jogador sabe.

Perdeu o maior palco que já teve em toda sua carreira. Final do Mundial de Clubes, nos Emirados Árabes, contra o vencedor da Champions, o poderoso Real Madrid, de Cristiano Ronaldo. E fracassou.

Tudo o de bom que fez na Libertadores ficou para trás.

A cobrança pesadíssima pelo péssimo desempenho de Luan se justifica. Por um motivo muito simples. Ele era a maior esperança do time gaúcho surpreender. Ele era o atleta de maior potencial ofensivo do campeão da Libertadores. Com sua técnica e visão de jogo, deveria servir não só Lucas Barrios. Mas também Fernandinho e Ramiro, que estavam atentos aos contragolpes, já que a primeira missão da dupla era ser auxiliar dos laterais Edílson e Cortez.

Caberia a Luan dar início à sonhada bola que poderia quebrar a espinha da lógica.

Até porque a marcação do Real Madrid não era individualizada.

Ele teria de lutar, vibrar, correr como nunca.

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Para se livrar do discreto e eficiente Kroos, do onipresente Modric e do faltoso Casemiro. Era uma missão árdua, não resta a menor dúvida. Só que, em 90 minutos de jogo, o que se sonhava era que Luan pudesse ao menos levar perigo para Navas em um ou dois lances. Sozinho, com a bola dominada. Ou com uma assistência perfeita.

Mas Luan teve uma das piores atuações de sua carreira.

Justo quando havia muita pressão para que Tite se lembrasse do seu nome, no grupo para a disputa da Rússia. Afinal, foi o próprio treinador que, na intervenção branca na Seleção Olímpica, o fixou como titular. E mudou o rumo das coisas, nos Jogos do Rio, em 2016.

A diretoria gremista também estava muito animada. Esperava que Luan despertasse a atenção de um grande time europeu. E não só a insistente periferia do Velho Mundo, com a persistente busca de times do Leste, como o Spartak. O desejo do presidente Romildo Bolzan era que chegasse finalmente a proposta de 25 milhões de euros, R$ 96,8 milhões.

Só que, depois da constrangedora atuação, tanto Copa do Mundo, como grandes equipes europeias, não fazem mais parte dos planos de Luan.

Há partidas que são representativas na carreira de um atleta. E esta contra o Real Madrid deveria ter sido para Luan. Ele não falou uma palavra para a imprensa. Mas sabe muito bem o quanto Geromel e Marcelo Grohe aproveitaram a oportunidade. Podem sonhar ao menos com toda a atenção de Tite. Não será surpresa se ambos estiverem no Mundial da Rússia.

Em Porto Alegre se sabe. A personalidade de Luan é um grande obstáculo para se tornar o ídolo que poderia ser. Ele segue muito tímido. Não se impõe como os gaúchos gostam de ver seus grandes jogadores. Falando, lutando, discutindo, se impondo contra adversários, árbitros e mesmo diante de jornalistas. Como cansou de fazer o maior ídolo gremista. O treinador Renato Gaúcho quando estava em campo era tudo isso e muito mais.

A origem para a introspecção de Luan pode estar na sua infância, na vida difícil que teve. A entrevista que deu para o jornal espanhol El País é muito oportuna. E serve para entender que jogador não é máquina. E, de novo, a importância de psicólogos em clubes da elite do Brasil podem fazer enorme diferença. E são cada vez mais necessários.

Luan nunca teve o amparo psicológico profundo ao chegar e se tornar ídolo de um dos maiores clubes do Brasil.

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Não é por acaso que chegou tão mal na "partida mais importante" no Grêmio.

E "ser campeão", de acordo com suas próprias palavras, na véspera do jogo.

Seu pai morreu (em um acidente de trânsito, em São José do Rio Preto) quando você tinha cinco anos. Como sua mãe se desdobrou para criar você e seu irmão?

A falta de um pai para um menino é muito importante. Mas minha mãe sempre me ajudou. Ela tentou fazer papel de pai e mãe. Devo tudo a ela porque sempre me incentivou a jogar, sempre me apoiou, então graças a ela também eu consegui estar onde eu estou hoje.

Com que sua mãe trabalhava?

Ela fazia uns bicos como empregada doméstica.

Quais são as principais lembranças de sua infância?

Eu jogando bola na rua, na escola. Faltava na aula para jogar bola, sempre com meus amigos.

É verdade que um dia quebrou o braço e jogou com uma proteção escondida?

Sim, caramba, poucas pessoas sabem disso. Eu tinha 15 ou 16 anos, na escola. Um dia antes do principal campeonato da escola, brincando, eu quebrei o braço. Fui no médico e engessei o braço inteiro. Aí voltei, peguei uma faca e cortei até o cotovelo. E joguei com uma camisa de manga comprida. Ganhamos com dois gols meus.

Seu início foi no futebol de salão, certo?

Sim. A vida inteira jogando futebol de salão, não tive muito contato com o campo. Era mais difícil. Eu sempre fui pelo salão porque era mais fácil, então deu tudo certo. Comecei meio tarde a jogar no campo.

Como foi o salto para os gramados?

Com 18 anos, eu comecei a jogar no campo. Foi muito rápido, só alguns meses e já estava no Grêmio. Era para ser mesmo. Fiz a escolha certa.

Se adaptou rápido ao campo?

O mais difícil foi o posicionamento. A dimensão é diferente, então foi mais o posicionamento. Mas, com a bola, não tive problemas.

O que te agradou mais nessa mudança?

O espaço. Para mim, como jogo mais na frente, tinha mais espaço no campo, para driblar, para fazer as jogadas.

O que mais gostava no futebol de salão? E no futebol de campo?

No salão era que eu fazia gol toda hora. Era muito rápido. No campo, a dimensão, a liberdade e a proporção de ser reconhecido no Brasil inteiro.

Como foi o salto para os gramados?

Com 18 anos, eu comecei a jogar no campo. Foi muito rápido, só alguns meses e já estava no Grêmio. Era para ser mesmo. Fiz a escolha certa.

Os argentinos dizem que seu estilo de jogo se assemelha ao do Riquelme. Já os brasileiros apontam semelhanças com o estilo do Kaká

Acho que os dois são jogadores fantásticos. Acompanhei os dois, mas eu tenho minhas características. Deixo mais para as pessoas falarem. Não consigo me definir num estilo próprio, quero estar ali perto do gol e ajudando meus companheiros, isso que importa para mim.

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O que acha que ainda precisa melhorar?

Em tudo. Tenho sempre que melhorar. Não posso me acomodar com o que eu tô vivendo agora, tem sempre que querer mais. Sempre vou treinar e trabalhar para aperfeiçoar as qualidades que tenho.

O que significam suas tatuagens?

Nem sei quantas tenho. Tenho uns meninos jogando bola, tenho o nome da minha mãe, uma rosa, uma carpa, um leão, uns salmos da Bíblia, umas frases, tenho das Olimpíadas... Não sei quantas são.

Qual o melhor conselho que sua mãe te deu?

RSeguir sempre meu coração. Para mim, é onde eu estiver feliz. Que ela sempre está comigo.

O confronto com o Real Madrid é o jogo da sua vida? (A entrevista foi na semana passada)

Com certeza. É a partida principal aqui pelo Grêmio. Tô com muita expectativa e espero que a gente, como time, possa fazer um grande jogo e sabemos que é muito difícil, mas temos condição de vencer. Estamos preparados para fazer nosso jogo e ser campeão.

Por que você ainda não foi para a Europa?

Eu sempre tive a cabeça boa, não me preocupei com isso. Tenho o sonho de jogar na Europa, mas não tenho pressa. Acho que eu vou no momento certo. Teve [proposta] agora no meio do ano, mas eu tinha a convicção que nós poderíamos ser campeões da Libertadores e eu poderia jogar o Mundial. Para mim, foi uma chance de atingir um nível maior do que eu estava e assim poderia ter oportunidade de outros clubes.
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Vontade de Mina jogar no Barcelona pesa. E Palmeiras deverá antecipar a liberação do zagueiro
Domingo, 17 Dezembro 2017 21:23:47 -0200

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A história, em detalhes, é pública. O Barcelona tem olheiros espalhados pelo mundo todo. E o que estava na Colômbia ficou empolgado com o zagueiro de 1m95, que acabara de ser contratado pelo Santa Fé. O ano era 2014. O time catalão logo deixou claro aos dirigentes colombianos que desejavam a prioridade no jogador, que tinha 19 anos. Jair Mina, tio e empresário do garoto, ficou empolgadíssimo com a chance de ver o sobrinho na Catalunha.

Yerry Mina seguiu jogando cada vez melhor. Empresários que trabalham com Alexandre Mattos recomendaram o zagueiro ao Palmeiras. E em maio de 2016, o executivo se reuniu com dirigentes do Santa Fé. E soube que o zagueiro já estava apalavrado com o Barcelona. Mattos e o então presidente Paulo Nobre buscaram o clube espanhol e fizeram uma proposta. Iriam comprar o jogador por 3,2 milhões de euros, R$ 12,3 milhões, e deixariam uma cláusula de prioridade absoluta à equipe catalã.

Ela teria até julho de 2017 para levar o atleta. Por menos de um terço da multa rescisória de 30 milhões de euros, R$ 116,2 milhões. Para o Barcelona seria 9 milhões de euros, R$ 34,8 milhões.

A direção do Barcelona aceitou a transação porque considerava que Mina precisava de experiência. Passar por um país de futebol mais competitivo do que a Colômbia antes de ir para a Espanha. E o Brasil seria o ideal.

Mas logo que se iniciou 2017, Mauricio Galiotte, que sucedeu Paulo Nobre, foi avisado por Mattos. Se o Palmeiras queria vencer a Libertadores, deveria manter Mina. E lá foi a direção palmeirense negociar com a cúpula do Barcelona. E conseguiram passar a data da entrega do jogador para julho de 2018. Mas ficou apalavrado, se o Barcelona tivesse extrema necessidade, o zagueiro poderia ir em janeiro de 2018.

Passou a Libertadores, o Palmeiras caiu logo nas oitavas de final. Mina foi um dos poucos jogadores que se salvou na frustrante campanha. Ele ganhou maturidade, firmeza, confiança. Também passou a ter seu lugar reservado na Seleção Colombiana. Outros clubes europeus resolveram procurar o Palmeiras, já que a negociação com o Barcelona não estava concretizada. Havia a esperança que o clube brasileiro aceitasse uma briga jurídica para ganhar mais dinheiro.

Representantes do Borussia Dortmund chegaram a oferecer 27 milhões de euros, R$ 104 milhões, pelo zagueiro. Só que Galiotte foi alertado por Alexandre Mattos que a briga não valeria a pena. O Barcelona tem a cópia do contrato do jogador, com sua cláusula de preferência, inclusive com o valor estabelecido. Seria uma guerra à toa.

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Até porque o clube espanhol decidiu ter o zagueiro já em janeiro de 2018. A situação de 'extrema necessidade' chegou. Javier Mascherano está sendo negociado com o Hebei Fortune, da China, por 6 milhões de euros, R$ 23,2 milhões.

Representantes do Barcelona foram observar o holandês Stefan de Vrij, da Lazio,

Mas não abrem mão de ter Mina já em janeiro. E o diretor-executivo, Oscar Grau e Robert Fernández, diretor-técnico, devem chegar nestes últimos dias de 2017 para fechar a negociação com o Palmeiras.

O blog teve acesso neste domingo a uma peça importantíssima neste quebra-cabeças.

Mina pediu, quer ser negociado já nesta janela de final de ano para o Barcelona.

Ele acredita estar pronto.

Ganhou vivência, foi campeão brasileiro.

Se impôs como o melhor da posição no clube.

Isso com apenas 23 anos.

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Seu tio e empresário Jair Mina, considera o momento ideal, oportuno.

E até chegou a indicar a Alexandre Mattos um substituto para o sobrinho. Felipe Aguilar, 1m91, que fará 25 anos em janeiro, zagueiro do Atlético Nacional e da Seleção Colombiana.

A direção palmeirense já teve várias conversas sobre o tema. E com a postura firme de Mina, parece não haver saída. E deverá aceitar a antecipação da entrega do zagueiro ao Barcelona. Da Espanha chega a informação que o clube brasileiro poderá receber 12 milhões de euros, R$ 46,4 milhões, três milhões de euros a mais, R$ 11,6 milhões a mais, pelos seis meses que não terá o atleta.

Mattos efetivou a contratação de dois zagueiros para tentar cobrir a lacuna que Mina deverá deixar. Emerson Santos, do Botafogo. E Pedrão, que pertencia ao Água Branca. O clube tem outros cinco defensores. Edu Dracena, Luan, Juninho, Antônio Carlos e Thiago Martins.

A direção segue analisando a possibilidade de contratar o campeão brasileiro pelo Corinthians, Pablo. Teria de pagar R$ 11,3 milhões ao Bordeaux. E pagar R$ 500 mil mensais por um contrato de quatro anos. Salário considerado alto demais.

O novo treinador Roger já foi avisado.

As chances de Mina seguir no Palmeiras são remotas.

Quase nulas.

O desejo do jogar em ir para a Espanha deverá acelerar sua saída...
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Apesar da derrota, Grêmio está de parabéns!
Domingo, 17 Dezembro 2017 12:51:10 -0200

gremiooo Esportes

Olá galera.

Seis títulos mundiais, doze conquistas da Champions League. Esse é o Real Madrid, o clube mais vitorioso do planeta! No elenco craques de primeira grandeza. Além de Cristiano Ronaldo, o atual melhor do mundo, feras como Marcelo, Modric, Kroos, Bale e Benzema. Esse foi o adversário do Grêmio na decisão do Mundial Interclubes.

No início da temporada pouca gente acreditava que o Tricolor Gaúcho chegaria tão longe. Na Taça Libertadores rivais como Palmeiras, Atlético Mineiro, Flamengo e Santos, equipes com jogadores considerados mais talentosos e decisivos. Isso sem falar dos argentinos, paraguaios, colombianos...

A Libertadores costuma ser o maior desejo dos clubes brasileiros quando o ano se inicia. Os principais candidatos foram caindo e Renato e sua turma seguindo em frente. A atuação no segundo jogo da final contra o Lanús foi o ponto alto, título mais que merecido.

A semifinal do Mundial contra o Pachuca não foi tão fácil como esperado. Apesar dos mexicanos não ameaçarem tanto, o gol da classificação só saiu na prorrogação. Ficou evidente a dificuldade encontrada dentro de campo. Sem Arthur lesionado, o time sentiu bastante sua falta no meio de campo.

Na decisão o grande Real Madrid. Se aqui no Brasil o Grêmio não foi apontado como favorito nos campeonatos em que jogou, imagina encarando um gigante europeu. Os madridistas foram superiores, mas ganharam apenas por um a zero, gol de falta de Cristiano Ronaldo.

Diretoria, comissão técnica, atletas, todos estão de parabéns. Apesar da derrota de ontem, terminam o ano de 2017 como campeões continentais e vice-campeões mundiais. Foram superados, mas também foram heróis e honraram a gloriosa camisa do Grêmio mais uma vez.

beijim

Mylena



Lance infantil dá título mundial ao Real Madrid. Faltou ousadia ao Grêmio de Renato Gaúcho
Sabado, 16 Dezembro 2017 16:50:31 -0200

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De um lado,o elenco galáctico do Real Madri, avaliado em R$ R$ 2,91 bilhões. Do outro, o Grêmio de R$ 309,2 milhões. Sonhos, desejos, promessas, estratégias, avaliações por computador. Tudo estudado, decorado. E um lance banal decidiu o Mundial de 2017 para o time espanhol.

A cobrança de falta de Cristiano Ronaldo passou entre Lucas Barrios e Luan foi a responsável pelo gol nos Emirados Árabes. Os dois tiveram postura amadora, se afastando, com medo de tomar a bolada. Traíram Marcelo Grohe aos sete minutos do segundo tempo. E o Real foi campeão, por 1 a 0. Em uma partida morna, sem emoção. Com a equipe espanhola dominando a partida, com mais de 65% de posse de bola. Deram vinte chutes a gol. Contra apenas um da brasileira.

Pela sexta vez na história, o Real Madrid foi campeão do mundo.

"Sabíamos que o Grêmio era muito bom. Mas o Real tinha que ser campeão. Botamos pressão e muita gana para ser campeão. Os números falam por mim. Dou sempre a resposta dentro de campo. Ajudei para ganhar mais um troféu no currículo", ironizava Cristiano Ronaldo. Ele se surpreendeu quando soube que Renato Gaúcho havia garantido que tinha jogado muito melhor do que o português.

"Saímos daqui com a cabeça erguida. Tenho privilégio de estar aqui. Honramos a camisa. Sabíamos que tinha um time muito forte na nossa frente. Nosso torcedor está orgulhoso. Não é fácil. Buscamos. Do outro lado é uma máquina. Enfrentamos uma seleção mundial, não um time. Por isso que temos que sair de cabeça erguida daqui", dizia Renato Gaúcho, que não conseguiu ser campeão mundial como jogador e como treinador.

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A diferença técnica era mais do que evidente. Mas faltou ousadia ao time brasileiro. Renato Gaúcho preferiu não se abrir e morrer de pé. Era preciso coragem para ao menos chutar ao gol de Navas. O time dependia demais de Luan, que fez uma péssima partida. Se mostrou intimidado, nervoso, tenso. E o ataque gremista não existiu. Estava claro que os gaúchos chegaram ao seu limite com o vice campeonato.

A superioridade do Real Madrid foi tão incontestável que não houve lágrimas, reclamações, brigas, nada. Não havia o que contestar. Muito pelo contrário. Os dois lados reconheciam que a partida correu de acordo com o esperado.

Geromel foi, disparado, o melhor jogador gremista. Com muita personalidade, ganhou a esmagadora maioria de lances dentro da área. Forte na antecipação, inteligente nos desarmes. Só exagerou, sem precisar, com uma entrada violenta, na primeira dividida com Cristiano Ronaldo. O zagueiro acertou a panturrilha esquerda, pelas costas. Falta feia e desnecessária. Merecia o amarelo que o árbitro mexicano César Ramos não teve coragem de dar.

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Do outro lado, Modric se mostrou onipresente. Ajudou a marcar, mostrou excepcional saída de bola, sua visão de jogo desmontou, com facilidade, as duas linhas de marcação organizadas por Renato Gaúcho. Parecia ter um imã nos pés. A bola não saía do seu domínio, quando queria. Foi o dono das intermediárias. O motor do Real Madrid.

Cristiano Ronaldo não foi tão bem. Acabou encaixotado pelo sistema defensivo gaúcho. Mas sua estrela brilhou mais uma vez na cobrança de falta. O português chegou a sete gols em Mundiais. Virou recordista, nesta moderna forma de disputa. Deixando Messi com cinco. Quando se considera a antiga, reunindo só equipes da América do Sul e Europa, igualou Pelé, que também tinha sete gols.

A partida aconteceu exatamente como era prevista. Renato Gaúcho sabia que tinha um adversário muito superior. Se tentasse abrir seu time, poderia até ser goleado. Depois de um blefe de cinco minutos, com a marcação alta, tentando fazer um gol que poderia enervar o Real, o Grêmio assumiu a postura de equipe inferior tecnicamente. Não havia nada de desonroso. Times como o São Paulo e o Internacional, por exemplo, foram campeões mundiais dessa maneira.

Só que havia uma diferença fundamental para quem lembrar dos gols de Mineiro e de Adriano Gabiru. Tanto São Paulo como Internacional tiveram força para ao menos contragolpear o Liverpool e o Barcelona. O Grêmio, não. Não teve como articular a mais velha das armas das equipes que enfrentam rivais mais forte.

São dois os motivos. O primeiro, a lentidão e a falta de precisão nos passes de Jailson e Michel. Os volantes mais fixos não mostravam qualidade nos passes para começar o contragolpe. Arthur fez muita falta. Quando a bola chegava ao apático Luan, não havia espaço para que o meia respirasse. Para se livrar de Casemiro, Kross e Modric, precisava de inspiração e personalidade para dar seus dribles tradicionais. Só que ele se deixou intimidar pela responsabilidade do jogo.

O segundo, a falta de espírito, de alma no Grêmio. Faltou luta, competitividade. O time parecia ter entrado apenas para não ser humilhado no placar.

Os galáctico do Real Madrid sabiam que teriam uma equipe com uma marcação forte pela frente. Mas aos poucos foram percebendo que não havia força ofensiva. Seus laterais faziam de meias, seus auxiliares. O time espanhol tratou apenas de trocar passes, atuando em bloco, como gosta Zidane. No primeiro tempo, o Grêmio, mesmo pressionado, conseguiu não tomar o gol.

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Estava claro que Lucas Barrios nada produzia. Assim como Fernandinho. Renato Gaúcho poderia ter usado o intervalo para voltar com Jael e Everton. Ao menos teria o mínimo de esperança no ataque, já que os dois eram improdutivos.

Sete minutos depois, o treinador já estava escolhendo suas trocas. Cristiano Ronaldo sofreu falta na intermediária. Grohe fez a barreira com carinho. O português, cinco vezes melhor do mundo, bateu forte. A bola foi na direção onde estava Luan e Lucas Barrios. Com medo, da bolada, os dois abriram. E enganaram o próprio goleiro gremista. 1 a 0, Real Madrid.

A partir do gol, o que se esperava era um pouco mais de iniciativa gaúcha. Mas só que o Real Madrid mostrava mais confiança. Marcelo pela esquerda e Carvajal, abertos pelas pontas, 'alargavam' o campo. Sobrava espaço para Isco, Modric e Kroos tabelarem, buscarem Cristiano Ronaldo. Ou tentarem marcar. E foi assim que Modric chutou e Grohe espalmou para sua trave direita.

Jael e Everton já estavam em campo. Mas nada conseguiam produzir. O Real Madrid e todos que assistiam ao jogo sabiam. A decisão do Mundial 2017 estava decidida. Era só uma questão de o tempo passar. E foi feita toda a justiça.

O Real Madrid foi campeão pela sexta vez.

O Grêmio sonhava com o bicampeonato.

Mas não teve potencial sequer para brigar pelo título.

A diferença para o Real Madrid é grande demais...

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Cansaço, novo ciclo na vida, Ceni, não trabalhar com Leco. Motivos da aposentadoria de Kaká
Sabado, 16 Dezembro 2017 13:48:00 -0200

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A diretoria do São Paulo ofereceu toda a infraestrutura do Morumbi.

Inclusive com iluminação do estádio.

Não negaria.

Afinal havia um motivo importante.

A entrevista especial para a TV que tem o direito do futebol neste país.

Galvão Bueno, muito amigo de Kaká e do seu pai, Bosco Izecson Pereira Leite.

O narrador pediu a exclusiva para a definição se a carreira de Kaká terminaria ou não.

A Globo fez chamadas durante a semana toda para o seu programa Esporte Espetacular.

O meia de 35 anos tinha uma proposta do presidente Leco.

Para jogar mais um ano e encerrar sua trajetória em uma festa no final de 2018.

Como aconteceu com Rogério Ceni.

O São Paulo buscaria parceiros para rachar o salário de R$ 700 mil.

Ele seria o grande ídolo da equipe.

Teria todo o respaldo de Raí, o novo executivo de futebol.

Apesar de não se entusiasmar, Dorival Júnior, aceitaria o jogador.

511 Esportes

Leco precisava de um ídolo a mais, como escudo.

Assim como fez com Ceni, Lugano e Raí.

O cenário estava montado para o retorno de Kaká.

E pela boca de Galvão Bueno.

Só que o último brasileiro a ser melhor do mundo, disse não.

"Ele está cansado. São 18 anos como profissional. Ele conseguiu tudo o que queria. Fez uma carreira espetacular no São Paulo, no Milan, no Real Madrid, no Orlando City. Na Seleção Brasileira. E, importante, já voltou para o São Paulo. Não teria nem o apego do retorno.

"O Kaká pensou bem e vai estudar, quer ser dirigente.

"Mas de altíssimo nível.

"Para comandar um clube, a CBF.

"Tem proposta para trabalhar no Milan.

"Ele mistura representatividade, vivência, honestidade, visão da realidade.

"É um orgulho para o futebol brasileiro.

"Mas não quer mais se expor jogando futebol.

"Acredita que este ciclo acabou na sua vida.

" Quer começar outro."

A revelação é de um amigo muito próximo, de décadas.

E que trabalhou com ele desde que chegou ao São Paulo.

Virou seu confidente.

Ambos conversaram nesta semana, na véspera da entrevista com Galvão.

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Kaká também tem outro motivo para recusar ficar mais um ano no Morumbi. Ele também não estava animado em trabalhar com Leco. O ex-meia é muito amigo de Rogério Ceni. Sabe o quanto o presidente não cumpriu suas promessas com o treinador. O usou na reeleição e depois entregou sua cabeça, mesmo tento feito um profundo desmanche no elenco são paulino.

Ele não se esqueceu como Leco forçou a saída de um amigo ainda mais próximo, Luís Fabiano. Sabe toda a mágoa que o atacante nutre do presidente são paulino. E como ele se sentiu descartado, desrespeitado ao deixar o clube.

713 Esportes

O meia está longe de ser o mesmo jogador que foi escolhido como o melhor do mundo, em 2007. Dez anos de desgaste. Segue com pubalgia crônica. Sofreu operação no joelho esquerdo, em 2010. Reclamava de dores nos tornozelos e articulações no final da sua passagem pelo Orlando City, onde também já não conseguia grandes atuações. Pelo contrário, até. Nesta temporada fez apenas seis gols em 26 partidas nos Estados Unidos.

Kaká está milionário. Não precisa mais do futebol. Se mostra disposto a viajar, seguir com as férias, até voltar a estudar gestão esportiva. Ele completará 36 anos em abril. Sabe que não possui velocidade e explosão muscular para sua jogada mais típica, a arrancada. Sem essa força física seria muito cobrado pela imprensa e torcida. E não quis correr o risco de terminar como Lugano, grande ídolo, mas que só ajudava no banco de reservas, animando os titulares.

Ele percebeu que teria muito mais a perder do que ganhar.

Havia a possibilidade de jogar mais uma temporada na China.

Mas também não se animou.

Era o São Paulo ou nada.

Depois de muito pensar, optou pela aposentadoria.

Será esta sua resposta amanhã para Galvão Bueno.

A carreira acabou.

"A aposentadoria vai acontecer em breve. Jogar já não é mais um prazer para mim. Sofro muito após o término das partidas. Meu corpo me diz que tenho 35 anos e já não é como antes", disse em entrevista às rádios ao deixar o Orlando City.

Galvão Bueno se vislumbra como um 'vendedor de emoções'.

Com Kaká as emoções não serão tão bombásticas e reveladoras.

Não como ele desejava.

O meia anunciará sua aposentadoria...
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O dia mais triste na carreira de Telê Santana. Quando, doente, tentou assumir o Palmeiras
Sabado, 16 Dezembro 2017 09:05:43 -0200

 Esportes
Era início de 1997.

O clima era de imensa expectativa no Palmeiras.

Não só por parte da imprensa, dos jogadores, dos conselheiros. Mas principalmente de José Carlos Brunoro. O executivo da Parmalat, que assumiu o comando do futebol do clube, em um regime de co-gestão. Ou seja, os italianos colocavam dinheiro para contratar atletas que o clube, em dificuldades financeiras, não teria condições de sonhar. E depois os vendia com lucro.

Ao clube ficavam os títulos, a melhoria na infra-estrutura.

O esquema funcionou entre 1992 e 2000. Vieram fim de jejum, conquistas e foram formadas verdadeiras seleções. As conquistas se seguiram. Dois Torneios Rio-São Paulo (1993 e 2000), dois Campeonatos Brasileiro (93 e 94), três Campeonatos Paulistas (1993, 1994 e 1996), uma Copa do Brasil (1998), uma Copa Mercosul (1998), uma Copa Libertadores (1999) e uma Copa dos Campeões da CBF (2000).

Em 1996, o Palmeiras formou o time dos 102 gols e foi campeão paulista, de forma impressionante. Velloso; Cafu, Sandro, Cléber e Júnior; Amaral, Flávio Conceição, Rivaldo Djalminha; Müller e Luizão. Entrou como grande favorita na Copa do Brasil. E nos dois jogos da decisão, contra o Cruzeiro, Müller não acertou a renovação e não jogou, estava emprestado pelo Kashiwa Reysol. Falou que tinha uma proposta do São Paulo e queria aumento. Brunoro acredito que estava blefando. Não estava. O atacante voltou ao Morumbi.

O Palmeiras perdeu. Vanderlei Luxemburgo ficou revoltado. E colocou a culpa na gestão de José Carlos Brunoro. O ressentimento entre os dois amigos foi enorme. Veio o Brasileiro e o troco. O Palmeiras caiu nas quartas de final para o Grêmio de Luiz Felipe Scolari. E Luxemburgo foi demitido.

Brunoro avisava os setoristas do clube, inclusive eu, que contrataria um treinador que não deixaria saudades de Vanderlei. Todos nós buscamos contatos com treinadores nacionais e internacionais, e nada. Nem conselheiros mais importantes sabiam nada do novo contratado.

Até que ele foi anunciado.

E todos ficamos chocados.

O nome era Telê Santana.

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Como assim? Ele havia sofrido uma isquemia cerebral ao fazer um cateterismo. E abandonou não só o São Paulo, mas o futebol, em janeiro de 1996. Eu tive a sorte de cobrir o clube tricolor por alguns meses e trabalhei com Telê Santana. Em esquema de folgas dos setoristas. Os clubes que eu cobria normalmente pelo Jornal da Tarde eram Palmeiras e Corinthians.

Sempre gostei de chegar cedo aos treinamentos e via todo o seu perfeccionismo. A começar com o gramado. Onde retirava, cuidadosamente, paquinhas. Eram insetos que parecem gafanhotos e que insistiam em cavar suas pequenas tocas no CCT da Barra Funda.

"Essas tocas viram montinhos de barro que não deixam a bola rolar pelo gramado", dizia. E ao mesmo tempo, tinha o maior cuidado com os ninhos de Quero-quero, que adoravam os campos de treino são paulino. Cuidava dos ovos dos pássaros como se fossem tesouros.

Telê tinha muita energia. Cobrava aos gritos os jogadores, não se importava com a imprensa. Não tinha tolerância alguma com erros nos cruzamentos e chutes a gol. Várias vezes, ele parava o coletivo e mostrava como fazia. Gostava de montar seu time extremamente ofensivo. Fazia questão de cobrar fisicamente seus atletas. Cuidava inclusive da vida pessoal dos jogadores. Fez atletas sem casa própria devolver carros novos que haviam comprado. E os forçava a investir na moradia.

Adorava peitar os dirigentes. Principalmente o então presidente da Federação Paulista, José Eduardo Farah. Não perdoava os juízes. Apesar de rico, morava no CCT por economia e comodidade. Era extremamente centralizador, não permitia palpites no seu trabalho com os atletas.

O bicampeonato mundial no São Paulo resgatou o fracasso nas duas Copas com a Seleção.

Assim como a confiança em cada entrevista.

Era um homem cheio de energia.

Fui para o CT do Palmeiras esperando encontrar o Telê Santana que conhecia.

Não o entrevistava há pelo menos dois anos. Ele havia sofrido a isquemia em janeiro de 1996. Esperava encontrá-lo como o conhecia. Técnico que passava convicção, firmeza, reclamão, detalhista, inteligente, pronto para o confronto.

Foi uma cena triste, terrível.

Que me incomoda até hoje, mais de 20 anos depois.

Nunca consegui esquecer. Telê chegou andando com dificuldade, inseguro, trêmulo. Inseguro, calculava o próximo passo. Parecia ter envelhecido pelo menos 15 anos, desde que o vi pela última vez. Demonstrava ter muito mais do que seus reais 65 anos. Andou amparado por Márcio Araújo. Ambos foram lentamente para onde estavam os jogadores. Todos, a começar por Cafu, o cumprimentaram com todo respeito, carinho. E demonstravam nos olhares, a óbvia preocupação.

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Depois ficaria pior. Chegara a hora da entrevista. E Telê Santana mal conseguia falar. Suas palavras eram ditas com dificuldade, com lentidão. Era nítido o esforço que fazia para raciocinar, tentar das suas explicações. Houve um constrangimento geral. Márcio Araújo percebeu e tomou à frente. Disse que seria o treinador. Telê Santana seria o coordenador técnico, o seu orientador.

Sem acompanhar os treinamentos, sem o dia-a-dia, Telê montaria a equipe de longe.

Telê não mais falou, apenas se despediu.

Depois dessa triste apresentação, houve a saída do técnico bicampeão mundial. E outra vez, ficou clara a sua dificuldade para andar. O esforço que fazia para tentar mostrar que estava normal. Doía o coração de quem o conhecia.

Impossível ver e não ficar deprimido.

Era óbvio que fora combinado. Márcio Araújo, então diretor de futebol, Sebastião Lapola, e Brunoro tinham o mesmo discurso. Telê estava no final de sua recuperação. Em um ou dois meses, ele seria o 'mesmo'. Estaria nos treinos, nos jogos e montaria um Palmeiras capaz de buscar os títulos mundiais que a Parmalat tanto sonhava.

Não me conformei. Telefonei para médicos do São Paulo. Falei com neurologistas. E a triste resposta era a mesma. Telê Santana não voltaria a ser o técnico que a Parmalat sonhava. Pelo contrário. Seu estado físico só pioraria. Éramos testemunhas de um absurdo.

No jornal foi difícil enfrentar a chefia. Ela desejava como todos que amam o futebol que o grande treinador estivesse de volta. Não queria a tristeza. Mas a festa pelo retorno de um dos maiores treinadores brasileiros de todos os tempos.

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"Deixa de ser pessimista. Seu texto vai contra o que todos os palmeirenses querem ler", ouvi do editor. "Mas você quer que eu publique uma mentira? O Telê não vai voltar. Ele está doente, muito doente", respondi. "Você não é médico. Você acha que a Parmalat iria correr o risco de um vexame tão grande? Apresentar alguém que não tem condições de trabalhar?" "Acho. O Brunoro tinha de buscar um técnico melhor que o Luxemburgo. Por isso forçou a barra. Por isso o Telê foi para o Palmeiras. Mas ele não está bem. Eu o vi e o ouvi. Ninguém me contou. Eu estava lá. Falei com médicos. Não há porque ficar otimista, não."

O clima ficou ruim com o editor.

Ninguém gosta de más notícias.

A situação absurda perdurou por meses no Palmeiras.

Ligava para Renê, o filho de Telê. E ele dizia que seu pai insistia muito. Estava animado. Deixava claro que a proposta do Palmeiras virou o grande motivador de sua vida.

Mas havia a realidade.

E ela matava o sonho de Telê. Ele se considerava injustiçado, que o São Paulo não teve paciência, não acreditou na sua recuperação, depois da isquemia. E queria 'dar a volta por cima'.

O Palmeiras capengava com Márcio Araújo no Paulista. A família de Telê percebeu que o fracasso estava sendo dividido com o grande treinador. E não era justo. Ele não tinha como orientar Márcio Araújo. O grande treinador não melhorava. Pelo contrário, piorava.

Até que no dia 3 de abril, Renê procurou o então presidente Mustafá Contursi e Brunoro. Contou que os médicos de seu pai disseram. Não haveria como voltar. Telê tinha de abandonar o futebol de vez e se preocupar em ter uma vida o mais saudável possível, tranquila.

Quando cheguei com a notícia, nem tive coragem de ironizar meu editor. Ele estava arrasado. Como grande parte da redação. Eu também detestei estar certo.

Acabava um dos mais tristes episódios da minha carreira.

Percebi todo o amor que Telê Santana tinha ao futebol.

Era como se soubesse que, sem ele, iria morrer.

A terrível isquemia deu início à falência dos seus órgãos. Prejudicou primeiro a fala e a locomoção. Acabou preso por anos a uma cadeira de rodas, falando cada vez menos. Seus momentos de lucidez foram rareando. Até que faleceu, nove anos depois, em 2006.

Foi o sofrimento de Telê Santana, de quem sempre foi muito próximo, que fez Muricy Ramalho tomar coragem. E optar pela aposentadoria, quando ouviu dos médicos que corria risco de vida se continuasse como técnico.

Preferiria ficar com a imagem do homem turrão, trabalhador, técnico competente, exigente que aprendi a admirar no São Paulo.

Só que a triste 'apresentação' de Telê no Palmeiras me atormenta.

Nunca esquecerei seu constrangimento ao andar e falar.

A vontade que ninguém percebesse.

E todos tentavam não enxergar, se enganar.

Mas era impossível.

O grande Telê Santana não merecia aquele terrível teatro...
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Delações forçam a Fifa a agir. Del Nero suspenso da CBF e a caminho do banimento do futebol
Sexta feira, 15 Dezembro 2017 12:49:09 -0200

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Acabou para Marco Polo del Nero?

Essa é a pergunta que domina o milionário prédio na avenida Luis Carlos Preste, na Barra da Tijuca.

Na sede da CBF, a notícia caiu como uma bomba.

O Comitê de Ética da Fifa finalmente acordou. Foram tantas denúncias e acusações indefensáveis no julgamento do ex-presidente José Maria Marin, que não houve como o suíco/italiano Gianni Infantino seguir se fingindo de morto. Seguindo sua determinação, o Comitê de Ética da Fifa suspendeu o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, por 90 dias. Essa suspensão pode ser aumentada por mais 45 dias.

Nesse período, o Comitê de Ética poderá banir Marco Polo del Nero do futebol. E ele não poderá exercer qualquer cargo envolvendo o futebol profissional. Com a atual suspensão, ele já está oficialmente afastado do cargo de presidente da CBF. O vice mais velho e presidente da Federação do Pará, o coronel Antônio Carlos Nunes, assume a partir de hoje o lugar que era de Del Nero.

O que levou à suspensão foram os depoimentos de Marin e de várias testemunhas no julgamento do ex-presidente da CBF nos Estados Unidos. O ex-dono da Traffic, Jota Hawilla e do ex CEO da empresa Torneos y Competências, o argentino Alejandro Burzaco, que tinham direitos de competições, acusaram Del Nero não só de receber subornos por contratos. Mas de ser muito mais culpado que o próprio Marin, que agiria como um subalterno seu, de acordo com os testemunhos.

Os promotores norte-americanos garantem que o dirigente ganhou US$ 6,5 milhões (R$ 21 milhões na cotação atual) em propinas.

"Marin sempre foi visto como um interino. Todos esperavam que Marco Polo Del Nero fosse o presidente após a saída de Ricardo Teixeira, mas ele ainda não pôde assumir em 2012. Então, embora Marin tivesse o papel de presidente, ele não estava no Comitê Executivo da Fifa. Essa posição era ocupada por Del Nero.

"Marin sempre estava com Del Nero. Era sempre Del Nero quem tomava as decisões. Marin estava fora, estava à margem. Por isso peço que vocês voltem até a analogia que fiz: Marin era alguém que só completava o time. Peço que vocês realmente tenham isso em mente: Marin era só um interino."

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Estas foram declarações de Charles Stillman, advogado principal de Marin no julgamento.

"Era como uma monarquia. A voz por trás das decisões centrais era do Marco Polo Del Nero, mas os discursos eram feitos por José Maria Marin. Ele era o rei, e Marco Polo Del Nero era o presidente que conduzia as coisas.

No contexto do Conmebol, os dois eram como irmão siameses, pois sempre apareciam juntos. Mas o Del Nero era quem tomava as decisões", reiterou, diversas vezes, Alejandro Burzaco.

Vale a pena ler detalhes das conversas envolvendo Marco Polo e as propinas. As gravações acabaram sendo divulgadas nos julgamento dos Estados Unidos. Eram pesadas demais. A Fifa não poderia seguir com os braços cruzados.

Como publicou a Folha.

"Nas conversas mais explícitas sobre negociação de pagamentos de propina reveladas no julgamento do escândalo de corrupção da Fifa, J. Hawilla, o dono da Traffic, e Kleber Leite, ex-presidente do Flamengo e dono da Klefer, discutem em tom carinhoso supostos pagamentos a uma série de cartolas. Eles se chamam de Jotinha e Klebinho quando iniciam o diálogo.

"Era R$ 500 mil pro Ricardo [Teixeira], R$ 500 mil pro Marco Polo [Del Nero] e R$ 500 mil pro [José Maria] Marin", diz J. Hawilla, o Jotinha, a Leite, o Klebinho, lembrando um acordo que eles fizeram de pagar R$ 1,5 milhão relativos à compra de direitos comerciais da Copa do Brasil.

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"Leite, em tom preocupado, discorda dos valores, dizendo que eram R$ 2 milhões, alegando ter feito "uma equação para incluir mais gente" e manter seu "compromisso moral" de continuar fazendo as remessas para Ricardo Teixeira mesmo depois que o cartola havia renunciado à presidência da CBF, em 2012.

"O contrato firmado pela Traffic e pela Klefer com a CBF foi negociado quando Teixeira ainda estava no comando da organização que regula o futebol brasileiro. Ele acertava a contrato de cessão dos direitos de transmissão das Copas do Brasil de 2013 a 2022 para as empresas.

"Quando Teixeira foi substituído no cargo por José Maria Marin, ex-presidente da CBF que está sendo julgado agora em Nova York, e Marco Polo Del Nero assumiu as funções de Teixeira na Fifa e na Conmebol, a propina das empresas de J. Hawilla e Leite passou a ser compartilhada pelos três."

Quando houve a devassa da cúpula da Fifa, com a prisão de oito dirigentes, em um congresso, em Zurique, em maio de 2015, Marco Polo Del Nero não quis nem saber, se entre os presos estava José Maria Marin. Ele embarcou o mais rápido possível para o Brasil.

E desde então, nunca mais saiu do país. Marco Polo Del Nero é acusado nos EUA de conspiração, lavagem de dinheiro e fraude eletrônica por propinas em contratos da CBF relacionados à Copa do Brasil, Copa América e Libertadores. Só será preso se for aos EUA ou a um país com o qual os americanos tenham acordo de extradição.

No país, apesar de todas as denúncias, o Ministério Público e a Polícia Federal nunca fizeram uma investigação mais profunda sobre as ações de Marco Polo del Nero. A suspeita maior é que a bancada da bola, políticos de Brasília, parceiros de Del Nero, sempre impediu o andamento das investigações.

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Del Nero, no entanto, não poderia fazer nada se o Comitê de Ética da Fifa resolvesse agir. Desde 2015, ele vinha sendo investigado. A desculpa para a lentidão na tomada de decisão era que a Fifa não tinha acesso às provas que o FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos conseguiram.

Dois anos presos fizeram que Marin resolvesse delatar o amigo. Há relatos que ele esperava auxílio financeiro de Del Nero. E eles nunca chegaram. O que obrigou o ex-governador biônico de São Paulo a vender parte de seus bens. Só para manter sua prisão domiciliar.

Com raiva de Marco Polo, resolveu revelar todo seu envolvimento no esquema de propinas.

Diante da desmoralização pública do presidente da CBF, no julgamento de Marin, não houve saída diplomática para a Fifa.

Infantino decidiu agir.

E a suspensão é o primeiro passo do banimento.

As delações são de todos os lados.

É quase impossível Del Nero seguir no comando da CBF.

Ele mesmo sabe que é o caminho do fim.

Sua única saída digna seria a renúncia.

O que tinha de aproveitar, já aproveitou...
87 Esportes



Fazendo história
Sexta feira, 15 Dezembro 2017 11:43:50 -0200

gaurdiola2 1024x537 Esportes

Olá galera.

Ninguém duvida de que Josep Guardiola é um dos melhores treinadores do planeta. Pelo Barcelona, conseguiu impor sua ideia de jogo e encantou a todos os amantes do futebol. Em quatro anos conquistou catorze títulos. Sempre se preocupando não só em vencer, mas também em jogar bonito.

O que muita gente não sabe é que ele é um grande admirador do nosso futebol. Chegou a dizer que a Seleção Brasileira da Copa de 1982 foi uma de suas principais referências. Também disse que conversava com seu avô sobre o fantástico Santos de Pelé.

Depois do Barça foi para outro gigante europeu. No Bayern de Munique nem tudo saiu como planejado. Apesar de ter conquistado sete troféus em três anos, não teve sucesso na principal competição, a Champions League. Em seu terceiro clube Guardiola está conseguindo fazer o time jogar muito bem.

Nesta semana o Manchester City quebrou o recorde do Arsenal de Arsene Wenger. Com quinze triunfos consecutivos na Premier League, seus comandados estão embalados com a excelente campanha. Mais uma vez um time que ele dirige está vencendo e convencendo.

Levando em consideração os principais campeonatos nacionais do Velho Continente, o Bayern de Munique é o maior recordista com dezenove vitórias seguidas, na temporada 2013/2014. Na caminhada atrás de mais uma importante marca, o City terá um compromisso difícil no fim de semana.

Vai receber o Tottenham de Harry Kane, outra equipe inglesa que vem tendo belas atuações e ótimos resultados. É muito bom saber que Guardiola, um treinador que faz questão que seus times joguem um futebol vistoso, se inspirou em Zico, Falcão, Sócrates e cia.

beijim

Mylena



Com a Copa de 2018, Neymar faturará R$ 100 milhões. Só com publicidade
Sexta feira, 15 Dezembro 2017 11:16:51 -0200

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Foi dada a largada.

Tite e suas principais estrelas já começam a amarrar contratos milionários para a Copa de 2018. Com o aval do presidente da CBF, Marco Polo del Nero, eles estão liberados para fechar contratos com quem acharem interessante. Mesmo se forem produtos concorrentes dos patrocinadores da entidade.

Neymar será outra vez quem faturará mais com o Mundial. Em 2014, tinha contrato com 16 empresas. E fez propagandas para 12 durante o Mundial. Atualmente segue com Nike, Gillette, Red Bull, GaGá, Beats, Replay, Listerine, Heliar. Além delas, deverá fazer várias outras campanhas durante o torneio na Rússia.

Acaba de fechar com o Café Pilão e o McDonald's para a Copa. Já somam dez empresas garantidas. Há a divisão entre campanhas internacionais e nacionais. A cerveja Proibida e os suplementos Sidney Oliveira também negociam para o Mundial. Ele segue aberto a outras negociações.

A expectativa do mercado publicitário é que Neymar possa representar até vinte marcas em 2018. Sua imagem vai dominar as telas brasileiras.

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Foi dada a largada.

Há uma diferença fundamental. Seu cachê está muito mais alto do que no Mundial no Brasil. O fato de estar consolidado como uma grande estrela internacional, o terceiro melhor do mundo, só abaixo de Cristiano Ronaldo e Messi, e ainda ser atleta mais caro do planeta, custou R$ 820 milhões para o PSG, valorizou demais qualquer negociação.

Em 2016, a conceituada revista Forbes mostrou. Neymar foi o atleta com menos de 25 anos a ganhar mais dinheiro em todo o mundo. Ele chegou a 37 milhões de dólares, R$ 123 milhões. US$ 22,5 milhões, cerca de R$ 73,4 milhões, só com publicidades. A perspectiva neste ano é que fature mais de 45 milhões de dólares, R$ 150 milhões, no total. Entre salários e publicidade.

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2018, no entanto, será seu ano.

Chegará a 50 milhões de dólares de faturamento, R$ 167 milhões.

Com 60% desse valor em publicidade, cerca de R$ 100,2 milhões.

Quebrará seu próprio recorde.

Nenhum brasileiro jamais ganhou tanto com publicidade em toda a história.

Nem mesmo Pelé.

Se a Seleção for campeã, poderá receber muito mais.

Neymar aprendeu com Ronaldo Fenômeno que não há limites para publicidade. E que não precisa ficar preocupado com a superexposição. Ele trabalharam juntos na 9ine, agência de marketing de Ronaldo. Mas logo, Neymar percebeu que poderia andar com as próprias pernas. Abandonou a parceria. Mas aprendeu a lição com Ronaldo: quanto mais dinheiro, melhor.

Abandonou a 9ine, do ex-jogador e comentarista da Globo, depois do Mundial. Aprendeu com Messi, no Barcelona, a não precisar do auxílio de ninguém para vender sua imagem.

E em março de 2014, as publicidades que tinham Neymar como estrela fora vista 578 vezes na televisão brasileira. A média de 500 inserções comerciais por mês foi mantida até a derrota por 7 a 1 para a Alemanha. É normal as empresas amarrarem suas propagandas enquanto o Brasil tiver chance de ser campeão.

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Não custa lembrar. O PSG desembolsa R$ 374 mil por dia só com salários para Neymar. É o que informa o jornal alemão Der Spiegel, que teve acesso a documentos do acordo entre as partes por meio do Football Leaks. Segundo a publicação, Neymar embolsará R$ 137 milhões por ano com seu novo contrato. Fora bônus por objetivos alcançados. A classificação do PSG para as oitavas da Champions, por exemplo, valeu um milhão de euros, livre de impostos, para o atacante, mais R$ 3,9 milhões.

No Mundial do Brasil, 12 jogadores e mais Felipão tinham acordo publicitário com 45 empresas. Mesmo com a vergonhosa campanha, muitos atletas daquele time fracassado ganharam um bom dinheiro.

Para o Mundial da Rússia, Tite já está se virando. Fechou contrato com a Samsung e Faculdade Maurício de Nassau. Analisa, no momento, cerca de cinco novas propostas. Ele só tem um veto. Não fará, de maneira alguma, propaganda de bebida alcoólica. Não repetirá o que Dunga e Felipão fizeram. Além do mais, não se sujeitará a publicidades que o exponham ao ridículo, como fez Lazaroni, em 1990, tentando convencer um guarda que era treinador da Seleção Brasileira.

Zagallo foi o percursor dos treinadores a ganharem dinheiro com publicidade na televisão, em 1974.

Depois de Neymar e Tite, Gabriel Jesus deverá ser o jogador mais procurado por agências publicitárias. Ele já fechou acordo com a Vivo, assim como o volante Paulinho. O jovem atacante também tem sondagens de outras empresas. Devido à crise econômica, as empresas estão deixando para fechar seus contratos mais próximos do Mundial.

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Com o 7 a 1 e as denúncias de corrupção, a entidade perdeu quatro patrocinadores em relação à Copa de 2014. Coca-Cola, Sadia, Chevrolet e McDonald’s não quiseram renovar com a entidade. Ela segue com dez: Nike, Itaú, Vivo, Ambev, Mastercard, GOL, Ultrafarma, English Live, Cimed e Universidade Brasil. Mesmo com o constrangedor julgamento do ex-presidente José Maria Marin, nos Estados Unidos. E com as diversas acusações a Marco Polo del Nero.

Os patrocinadores ficaram porque consideram a Seleção excelente investimento.

Com o Mundial no Brasil, a CBF faturou R$ 359,4 milhões só com patrocínios.

Pelé também não tem do que reclamar.

Em 2014 ganhou R$ 52 milhões com publicidade.

Tanto CBF quanto Pelé esperam mais dinheiro na Rússia.

A Copa do Mundo é uma festa...
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Além da derrota na Sul-Americana. Flamengo perde torneios, dinheiro e exposição na Europa e Oriente
Quinta feira, 14 Dezembro 2017 16:02:06 -0200

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Perder a Sul-Americana vai muito além para o Flamengo. A perda do título vai muito além do que a decepção da maior torcida do país. Atingir 18 anos sem conquistas internacionais. Não. Diante do elenco mais barato e menos valorizado do Independente, o clube carioca perdeu dinheiro e exposição. Na Europa e Oriente.

O campeão da Sul-Americana embolsou R$ 16 milhões. Cinco a mais, no cômputo geral que o Flamengo. Só que ganhou o direito de disputar três competições. A Recopa, enfrentando o Grêmio, vencedor da Libertadores. A Suruga em um confronto no Japão, contra o campeão japonês. E a Supercopa Euroamericana, contra o campeão da Liga Europa, o Manchester United.

Graças a estes três torneios, o Independiente deverá chegar a R$ 30 milhões. Somando premiações e transmissão dos confrontos.

O Flamengo gastou cerca de R$ 60 milhões para montar essa equipe. O Independiente gastou R$ 8 milhões. A folha de pagamento flamenguista bate nos R$ 10 milhões. E do time argentino, R$ 6 milhões.

Fosse uma empresa, os responsáveis pelo futebol flamenguista estariam demitidos.

Mas como o futebol é 'amador', o fracasso não tem maior consequência.

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O presidente Bandeira de Mello garantiu que Reinaldo Rueda seguirá no clube. Assim como o executivo de futebol, Rodrigo Caetano. Ou seja, a estrutura será mantida.

Basta ter paciência para contar. Desde 2013, com Bandeira de Mello como presidente, o clube disputou 21 torneios. Venceu três. Uma Copa do Brasil e dois cariocas. Foram 18 desilusões. Com direito a três derrotas em finais.

A recuperação econômica do Flamengo é impressionante.

O clube devia cerca de R$ 800 milhões quando Bandeira de Mello assumiu, em dezembro de 2012. Hoje, deve cerca de R$ 360 milhões. O que é um feito. Principalmente se o Flamengo fosse um banco. Como é um clube de futebol, com maior número de torcedores no Brasil, dentro de campo, o rendimento é fraquíssimo.

Se o Flamengo comemora como maior feito em 2017 a conquista do sexto lugar no Brasileiro e a garantia da disputa da Libertadores em 2018, um grande cúmplice é o Conselho Deliberativo. Bandeira de Mello segue seu trabalho sem ser contestado, questionado de verdade. A omissão é algo surreal.

Rueda já avisou aos dirigentes.

Quer voltar em 2018, mas exige reforços.

Ou seja, mais dinheiro será gasto em jogadores.

A diretoria flamenguista segue irritada e depressiva.

Pensa no título da Copa Sul-Americana.

Mas quando as lágrimas secarem, vão perceber o prejuízo.

O muito dinheiro e exibição que o clube perdeu.

O vice campeonato foi muito além de um troféu a menos...
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Na rescisão de Nilmar com o Santos, a certeza. O futebol começa a perder para a depressão
Quinta feira, 14 Dezembro 2017 13:01:01 -0200

126 Esportes
O pedido do atacante foi claro.

Sem coletiva, sem presença de jornalistas, conselheiros, torcedores. Era para ser o mais discreto possível. E foi. Bastou a assinatura na rescisão do contrato.

E pronto.

Nilmar deixou ontem de ser jogador do Santos.

Foi vencido pela depressão.

O atacante atuou apenas 39 minutos com a camisa santista, desde foi contratado, em junho. Entrou como reserva, contra Coritiba e Cruzeiro. Nada conseguiu fazer. Teve atuações irreconhecíveis, para os torcedores que aprenderam a admirá-lo. No Internacional, Lyon, Corinthians. Teve chance até na Seleção Brasileira, marcando nove gols, em 24 convocações. Disputou como reserva a Copa de 2010.

Só que Nilmar chegou ao Santos, depois de um período de um ano e três meses sem atuar. Estava há mais de um ano sem atuar no Al Nasr. As cirurgias nos dois joelhos, mais lesões nos tornozelos, no ombro, fora as várias contusões musculares que teve ao longo da carreira, já pesavam. Ele havia perdido sua principal característica, a velocidade. Se tornou um atacante fácil de ser dominado. Acabou na reserva. Discutiu com treinadores e dirigentes. Acabou deixando até de ser inscrito para as competições. Como seu contrato era excelente, não quis ir embora. Apenas treinava e recebia.

Ao chegar na Vila Belmiro, sua fama de artilheiro o precedia. E aceitou fazer o mesmo tipo de contrato de Ricardo Oliveira. Assinou por R$ 200 mil mensais, salário quatro vezes menor do que recebia no Catar. Firmou compromisso de três anos. Tinha certeza que daria a volta por cima e resgataria sua condição de artilheiro, de ídolo. Até porque sabia do nível baixo do futebol no país.´

Só que seus treinos eram cada vez piores.

Como foi publicado em setembro pelo blog, "no empate em 1 a 1 contra o Cruzeiro, no dia 27 de agosto, Nilmar entrou aos 29 minutos do segundo tempo, no lugar de Copete. Mal pegou na bola. Ao entrar no vestiário, com o restante do time, ele começou a passar mal. De tanta tensão, parte do seu rosto ficou paralisado. Precisou de atendimento médico para dominar sua crise nervosa.

Nilmar seguiu alternando irritabilidade com apatia. Os médicos santistas o encaminharam para psiquiatras e psicólogos. Ficou diagnosticada a depressão. Além do longo período que ficou sem atuar por contusões, o afastamento forçado no Oriente Médio também pode ter pesado.

A falta da produção de serotonina, noradrenalina e dopamina, substâncias produzidas pelo corpo do atleta, em jogos de futebol, pode ter sido fundamental para a depressão de Nilmar.

Além da evidente pressão para que consiga jogar em alto nível. Sua carreira é vitoriosa. Foi campeão mundial sub-20. Campeão da Copa das Confederações com a Seleção. Campeão francês, campeão brasileiro, da Sul-Americana. Artilheiro da Libertadores, da Sul-Americana. Teve gol seu indicado ao prêmio Puskás. Foi o Craque do Brasileiro de 2008.

É casado, tem dois filhos pequenos. Está milionário. Com a vida resolvida".

Foi combinado que Nilmar teria seu contrato suspenso. Deixaria de receber seus salários, mas faria um tratamento intensivo para tentar se livrar da depressão. A aposta é que voltaria a jogar em 2018. Os dirigentes santistas não contavam com a renovação de Ricardo Oliveira. Teriam outro atacante experiente como titular.

Só que o atacante não conseguiu se recuperar.

O tempo foi passando e a pressão para que voltasse a jogar, em alto nível, a partir do início de 2018, virou um fantasma. De acordo com dirigentes santistas, só trazia mais ansiedade e insegurança ao atacante. E prejudicava profundamente o tratamento da depressão.

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Ele tomou a iniciativa de pedir a rescisão.

Não suportou ter a responsabilidade de voltar a jogar.

Seguirá com o tratamento e, se um dia, se sentir preparado e motivado, poderá voltar a campo. Mas também não está descartada a possibilidade de não mais retornar a jogar profissionalmente.

O atleta Nilmar perdeu para a depressão.

Vale a pena deixar claro o quadro.

Repetir o quanto esta doença é silenciosa.

E terrível.

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"Um estudo da ONU calcula que a população mundial chega a 7,6 bilhões de habitantes. Mas é outro estudo, o feito pela Organização Mundial da Saúde que assusta. Há cerca de 332 milhões de pessoas com depressão. A doença, considerada mal do século XXl pode provocar ansiedade, desespero, profunda tristeza, irritação, desinteresse pelas pessoas, pela vida.

Desprezo por atividades que antes eram prazerosas, podem perder o apetite ou comer demais. Alcoolismo. Problemas de concentração, dificuldade para lembrar detalhes ou tomar decisões. Problemas de insônia, sono excessivo, fadiga, perda de energia, mudança na alimentação, sofrimento, dores ou problemas digestivos resistentes a tratamento também podem estar presentes.

Levar até o suicídio.

E o esporte não é um mundo à parte.

Michael Phelps, Andre Agassi, Diego Hipólito, Rafaela Silva, Poliana Okimoto, Joanna Maranhão, Dwayne "The Rock" Johnson foram alguns atletas que conseguiram superar a depressão.

Um estudo no Reino Unido, em 2014, chegou à incrível conclusão que um quarto dos jogadores de lá tinha depressão ou ansiedade. A pressão para jogar futebol era a maior causa. Dos atletas em atividade, 26% assumiam o preocupante quadro. E entre os aposentados, 39%.

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Em 2015 foi divulgada uma pesquisa mais recente. Foi feito pelo FIFPro, o sindicato internacional dos atletas. E os resultados, assustadores. 38% dos 607 jogadores em atividade e 25% entre os 219 ex-jogadores disseram ter sofrido de depressão ou ansiedade nas quatro semanas anteriores a que foram entrevistados."

O que escrevi em setembro se encaixa perfeitamente ao quadro atual de Nilmar.

Os dirigentes santistas foram otimistas demais.

Não sabiam com o que estavam lidando.

Até que veio a rescisão.

É importantíssimo Nilmar jogar futebol.

Mas é fundamental seguir vivendo, cuidando de sua família, dos filhos.

E de maneira saudável.

Se tiver de encerrar a carreira para se curar, a troca vale a pena.

Quanto aos clubes.

Mais uma vez, o apelo deste jornalista.

Que prestem atenção cada vez maior à psicologia no esporte.

O ambiente é extremamente competitivo, cruel.

Seguido de vitórias e derrotas.

Contusões, suspensões, conquistas, frustrações.

Pressão de imprensa, torcida.

Não são todos os jogadores que suportam.

Enquanto tudo ficar por conta dos treinadores, que se consideram psicólogos, a situação só vai piorar.

Que o triste caso de Nilmar sirva de alerta.

O futebol começa a perder para a depressão...
711 Esportes



Faz parte...
Quinta feira, 14 Dezembro 2017 11:23:29 -0200

independiente Esportes

Olá galera.

Em qualquer disputa de campeonato, só um time faz a festa de campeão no final. Nem sempre a melhor equipe da competição é a que levanta a taça. Perder também é do jogo. O que não deveria ocorrer são os atos de vandalismo que alguns cometem em locais onde todos deveriam ir apenas pra se divertir.

Ontem, na grande decisão da Copa Sul-Americana, parte da torcida do Flamengo causou bastante tumulto, no Estádio do Maracanã. Já na noite anterior, alguns haviam realizado foguetório na porta do hotel onde estava hospedado o Independiente, da Argentina.

Em campo o Flamengo começou nervoso, diferente da postura na partida de ida. O time de Avellaneda mostrou mais organização e calma. Mesmo assim, Éverton perdeu uma ótima oportunidade de abrir o marcador. O gol do Rubro-Negro veio logo depois. Paquetá, um dos destaques do Fla, foi o autor.

Ainda na primeira etapa, Barco empatou de pênalti. Vale destacar o talento desse jovem jogador argentino. Tem tudo pra ir muito longe, joga demais. Mais na base da vontade do que na técnica, o Flamengo buscou o gol que levaria para a prorrogação.

Se abrindo muito, sofreu perigosos contra-ataques. Em um deles o veterano Juan, outro que atuou muito bem, salvou milagrosamente, quase em cima da linha. O tempo foi passando e o nervosismo aumentando. É, não deu. No Maraca lotado, foi a minoria que fez a festa na arquibancada.

Agora é hora da diretoria do Fla sentar e planejar mudanças pra ter um ano novo com melhores resultados. Nas derrotas é possível se aprender importantes lições. As autoridades precisam buscar soluções pra resolver os problemas que ocorreram do lado de fora. Dentro das quatro linhas... Faz parte. Bola pra frente.

beijim

Mylena



Flamengo não mostrou futebol e nem cabeça. O Independiente foi campeão em pleno Maracanã
Quinta feira, 14 Dezembro 2017 00:18:22 -0200

125 Esportes
Justo castigo pela selvageria de seus vândalos.

Elenco caríssimo e supervalorizado.

Jogadores sem o menor preparo psicológico, para suportar tanta responsabilidade.

Pênalti infantil de Cuéllar.

Todos esses ingredientes juntos foram fortes demais. O Flamengo de Reinaldo Rueda foi incompetente para vencer o Independiente, com o Maracanã não só lotado, mas invadido por flamenguistas sem ingresso. Mesmo com apoio legal e ilegal, o time carioca não conseguiu ir além do 1 a 1 contra os argentinos. E perdeu a decisão da Copa Sul-Americana, já que havia sido derrotado por 2 a 1, na Argentina.

O fracasso flamenguista atingiu em cheio o Atlético Mineiro, que acabou eliminado da Libertadores. O Brasil terá 'apenas' oito equipes. E também o Sport Recife, que não disputará a Sul-Americana.

O clube carioca completou 18 anos sem um título internacional.

"Eu acho que é um golpe duro, muito forte. Muita dor, por todo o sonho para nós, para a torcida. Eu acho que o outro jogo teve uma característica similar de não valorizar o placar. Quem sabe a emoção nós traiu.

'Infelizmente se vai uma oportunidade. Uma equipe que teve muitas adversidades no caminho. Apesar de um elenco de homens de personalidade, perdemos homens vitais, importantes para nossas aspirações. Faltou essa experiência de jogadores como Guerrero, Diego Alves. É difícil compreender e seguramente afetou para não conseguir o que queríamos.

"Foi difícil pela tensão. Sabíamos que precisávamos evitar tomar gols. Importante ter começado ganhando, mas faltou controle para evitar essa situação. Eles sabiam que tinham o placar a favor."

Estas foram as desculpas de Reinaldo Rueda, após a perda do título.

64 Esportes

Na verdade, o Flamengo só jogou bem no primeiro tempo, quando a marcação do Independiente deu muito espaço entre os volantes e os zagueiros. Diego teve toda a liberdade no início da partida. Tinha tempo para pensar e deixar Everton, cara a cara, com Campaña. E mesmo com o impedimento não marcado, o goleiro não teve dificuldade para abafar o chute.

O time carioca ainda teve duas grandes oportunidades, mas a bola caiu nos pés de Lucas Paquetá, que tem a irritante mania do toque a mais. Mas ele não teve coragem de não marcar, aos 29 minutos, depois de cobrança de falta, que Juan desviou, Rever tocou para a pequena área, a zaga argentina furou, e Paquetá empurrou para as redes. 1 a 0, Flamengo.

O gol deveria dar mais confiança. A vantagem do Independiente estava anulada. Mas os jogadores do Flamengo se mostraram nervosos, tensos. Queriam decidir, fazer logo o segundo gol. Caíram na ansiedade da própria torcida. O que foi um erro gritante.

Mas o pior viria aos 36 minutos. Em uma bola lançada para Meza, Cuellar, se comportou como um juvenil. Ele deu um leve toque na perna do argentino e o derrubou dentro da grande área. Lance inacreditável. Pênalti que Barco bateu com muita personalidade, deslocando César. 1 a 1.

A partir daí, o Flamengo perdeu toda a concentração. O Independiente nem marcava tão bem. Mas Reinaldo Rueda não conseguiu controlar sua equipe. As bolas cruzadas pelo alto viraram obsessão e caminho mais utilizado por equipes medíocres, sem talento ou imaginação.

Logo aos dez minutos do segundo tempo, Rueda trocou Trauco por Vinicius Júnior. Passou Everton para a lateral. O treinador colombiano havia treinado triangulações com os dois para forçar o lado de Bustos. Só que os dois jogaram muito mal. E mais, a defesa flamenguista ficou aberta aos contragolpes.

Se não fosse o toque leve demais e a grande forma física de Juan, mesmo com 38 anos, e o artilheiro Gigliotti quase virou o jogo. O zagueiro fez um esforço sobrenatural e tirou a bola em cima da linha.

O nervosismo dominou completamente os flamenguistas no segundo tempo. Foi irritante. Eles precisavam de apenas mais um gol para levar a decisão para a prorrogação. Mas seguiam desesperados, como se precisassem de uma vantagem de quatro, cinco gols. E dá-lhe levantamento na área para o gigante Amorebieta de 1m92 se consagrar, com suas cabeçadas. Ariel Holan o colocou nesta partida final, já contando com a falta de imaginação flamenguista.

O Independiente segurou o jogo, se agarrou ao empate. E recuou demais nos últimos dez minutos de jogo. E quase acaba pagando pela falta de ambição. Aos 47 minutos, Vinicius Júnior cruzou, o goleiro Campanã saiu mal, a bola sobrou para Diego, que foi travado. Ela sobrou para Rever de frente para o gol, com Campaña voltando, desesperado. O zagueiro chutou por cima.

Foi feito justiça.

Pelo que jogou, o Flamengo não merecia o título.

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Vândalos de suas torcidas organizadas, que deram vexame antes do jogo, deram após a partida. Depredando o Maracanã, trens, vagões de metrô.

Aprenderam na prática que deixar o adversário sem dormir e usar drone para transmitir seu treino, são atitudes desleais que não funcionam.

Ainda mais com um time tão irregular quanto o Flamengo.

Rueda que aproveite bem as férias.

E repense o futebol.

Diante de tanta expectativa, o resultado até agora é decepcionante.

Enquanto isso, o Independiente comemora seu 17º torneio internacional.

Assume ser o Rei da América.

Com todo mérito.

Foi o melhor time da Copa Sul-Americana.

Não é por acaso que Ariel Holan tem uma grande proposta.

Assinar por mais cinco anos.

Ele mostrou talento como engenheiro do time.

Rueda ficou devendo.

Nem com a ajuda dos vândalos, o Flamengo foi campeão...
212 Esportes



Vândalos do Flamengo mostram. O Brasil aprendeu o pior do futebol sul-americano. E acha normal
Quarta feira, 13 Dezembro 2017 11:50:26 -0200


Basta inverter a situação.

Imaginar que o Flamengo estivesse para decidir o título da Copa Sul-Americana, em Buenos Aires. Primeiro, um grupo de vândalos do Independiente prepararia uma tocaia no Aeroporto Internacional de Ezeiza. Centenas estariam esperando o time brasileiro chegar para 'recepcionar' a delegação. Com palavrões, ameaças e, talvez até agressões aos jogadores e dirigentes. Felizmente, ninguém pôde conferir se a selvageria chegaria a tanto. O time brasileiro escapou do confronto por uma saída lateral do aeroporto.

Depois, na chegada do hotel, havia outros membros das organizadas do Independiente. Eles xingaram, provocaram. Mas foram contidos por seguranças, já que estavam em pequeno número. Mas o clima hostil é algo inacreditável.

Mesmo durante a tarde, rojões já são disparados ao redor do hotel. Tudo ensaiado para não deixar os brasileiros descansarem, já que treinariam à noite. E veio a hora do treinamento.

Reinaldo Rueda sabia da importância do último, do derradeiro treino. E pretendia afinar as cobranças de faltas. O posicionamento de seus defensores e atacantes nas bolas aéreas. E também decidir de vez os cobradores de penalidades. E a maneira com que cada um bateria em caso de o título chegar a esta dramática forma de decisão.

Evidente que este último treino seria fechado.

Ninguém poderia ter acesso.

Segredo valioso na preparação para a disputa do título.

Pois eis que um torcedor do Independiente, coloca um singelo drone no ar. Aproveitando a fraca iluminação do local do treinamento, por cinco minutos e 38 segundos, o treino de bola parada do Flamengo não é só filmado. Tem suas imagens retransmitidas pelo facebook. Para quem quiser assistir. Lógico que a Comissão Técnica do Independiente teria acesso a essas imagens.

Revoltados e indefesos, os jogadores e os membros da Comissão Técnica do time brasileiro passariam a chutar bolas em direção do drone, ao perceber a indecente espionagem. Um truque sujo nojento.

Mas haveria mais. Os vândalos argentinos que não conseguiram 'recepcionar' os flamenguistas em Ezeiza, se aglomeraram em frente ao hotel onde o clube iria se alojar. Alguns torcedores brasileiros abonados, conseguiram se hospedar no cinco estrelas. Os xingamentos, as provocações são inevitáveis. E os furiosos argentinos decidiriam invadir o hotel. O policiamento evita o que poderia ser uma briga selvagem no lobby.

Mas chegaria a noite. E um esquema furioso de rojões foi montado para evitar que os atletas do Flamengo dormissem. A própria imprensa argentina fica revoltada com a situação. E decide filmar a ação dos delinquentes. Só que jornalistas são agredidos, xingados. E lembrados que deveriam dar cobertura a essa estupidez. Porque se tratava de uma guerra contra os brasileiros. Diante das agressões, novas equipes decidem filmar tudo de longe para não apanhar.

Depois de horas de intenso foguetório, chega a inevitável decisão da Comissão Técnica.

O time teve de mudar de hotel durante a madrugada.

Vitória dos vândalos argentinos.

Como estariam os meios de comunicação brasileiros, se esta situação tivesse acontecido envolvendo o Flamengo? Seria manchete de todos os portais, rádios, televisões.

Mas foi ao contrário.

Vândalos das organizadas do Flamengo fizeram a baixaria.

Decidiram contribuir de forma criminosa na decisão da Sul-Americana.

Dar sua parcela de ajuda na busca do título internacional.

Afinal, faz 16 anos que o clube não conquista algo parecido.

É revoltante.

A desculpa é que, na Argentina, houve rojões.

E eles perturbaram o sono dos brasileiros.

Decidiram dar o troco muito pior.

Nós brasileiros chegamos ao fundo do poço.

Aprendemos o pior das competições sul-americanas.

A selvageria chegou a um nível inaceitável.

Não há o menor grau de esportividade.

Só que a revolta é pequena. Aqui, aceitamos de ruim como tudo como normal. O Brasil é a quarta nação mais corrupta do mundo, segundo o índice de corrupção do Fórum Econômico Mundial. O país está atrás apenas do Chade, da Bolívia e da Venezuela, que lidera o ranking. A corrupção é um dos elementos que a organização suíça inclui em seu índice anual de competitividade, baseado em uma pesquisa com 15.000 líderes empresariais de 141 economias do mundo.

As três perguntas feitas a esses executivos foram: "O quanto é comum o desvio de fundos públicos para empresas ou grupos?"; "Como qualifica a ética dos políticos?"; e "O quanto é comum o suborno por parte das empresas?" Em uma escala de um a sete, em que, quanto maior a nota, maior é a transparência, o Brasil recebeu 2,1, segundo análise publicada pela Business Insider.

O Brasil registrou 61,6 mil mortes violentas em 2016, de acordo com o Anuário Brasileiro da Segurança Pública divulgado no dia 30 de outubro. O número, que contabiliza latrocínios, homicídios e lesões seguidas de morte, representa um crescimento de 3,8% em comparação com 2015, sendo o maior patamar da história do país. Em média, foram contabilizados 7 assassinatos por hora. Com o crescimento do número de mortes intencionais, a taxa de homicídios no Brasil por 100 mil habitantes ficou em 29,9.

O Rio de Janeiro é o estado com maior número de vítimas (6,2 mil) e registrou o segundo maior crescimento na quantidade de casos, 24,3% em relação a 2015. Foram registrados 37,6 homicídios para cada 100 mil habitantes no estado.

Entre 2001 e 2015 houve neste país 786.870 homicídios, a enorme maioria (70%) causados por arma de fogo e contra jovens negros. Os números da violência no maior país da América Latina atingem dimensões ainda mais preocupantes ao se compararem com guerras internacionais deste século. Desde que começou o conflito sírio, em março de 2011, morreram 330.000 pessoas. A guerra de Iraque soma 268.000 mortes desde 2003. Brasil, com 210 milhões de habitantes, é o país que mais mata no século XXI.

Estudo da ONU crava. De dez assassinatos no Brasil, apenas um é solucionado. E o autor é preso. Nas grandes cidades, esse índice cresce assustadoramente. Curitiba tem um índice vergonhoso. De 23 homicídios, apenas um autor vai para a cadeia, em média. Ou seja, 22 ficam impunes.

A Lei do Saneamento Básico completou dez anos. O resultado é vergonhoso. Segundo os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgados em janeiro deste ano e referentes a 2015, apenas 50,3% dos brasileiros têm acesso à coleta de esgoto, o que significa que mais de 100 milhões de pessoas utilizam medidas alternativas para lidar com os dejetos, seja através de uma fossa, seja jogando o esgoto diretamente em rios.

Há inúmeras outra mazelas básicas como a Educação, Saúde.

Mas o quadro já é significativo.

Só a chocante realidade que o país vive explica a apatia. É assustadora a calma, diante da selvageira dos vândalos, que dizem ser flamenguistas.

Apenas um país tão massacrado, violentado diariamente por seus governantes corruptos, dominado por facções criminosas, para aceitar tamanha deslealdade em uma decisão no futebol.

Vivemos a lei da selva.

E fingimos não enxergar...
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A noventa minutos do sonho
Quarta feira, 13 Dezembro 2017 09:52:09 -0200

gremio Esportes

Olá galera.

Desde que a Fifa adotou o formato atual para o Mundial Interclubes, os times brasileiros que disputaram a competição não tiveram moleza na fase semifinal. Internacional (2010) e Atlético Mineiro (2013) nem chegaram na decisão e foram precocemente eliminados por Mazembe e Raja Casablanca, respectivamente.

Entre todos os nossos representantes, apenas o Santos conseguiu vencer com mais de um gol de diferença. Mas o triunfo sobre o Kashiwa Reysol levou o Peixe para a final contra o poderoso Barcelona. O time paulista levou um baile de Messi e cia. e saiu de campo com um revés de quatro a zero.

Em uma temporada onde Palmeiras, Flamengo e Atlético Mineiro iniciaram como os grandes favoritos para as principais competições, o Grêmio é quem chegou mais longe. Campeão da Taça Libertadores, o Tricolor Gaúcho está na grande decisão do Mundial Interclubes.

Mais uma vez o confronto da semifinal não foi fácil para uma equipe do nosso país. O gol da classificação aconteceu apenas na prorrogação, e o atacante Éverton, que balançou a rede do Pachuca, saiu do banco de reservas. Os comandados de Renato sentiram falta do talentoso Arthur e não conseguiram repetir a bela atuação que tiveram diante do Lanús.

A tendência é que o Real Madrid seja o rival na briga pela taça. É verdade que os europeus não costumam dar a mesma importância que nós damos para este torneio. Mas se foi complicado passar pelos mexicanos, imagine o que deverá ser enfrentar Cristiano Ronaldo, Benzema, Bale, Marcelo, entre outros.

Mesmo com a provável dificuldade que poderá pintar, o Grêmio estará representando o futebol brasileiro. O time do Rio Grande do Sul também tem suas armas. Que Luan e sua turma estejam em um bom dia, e que consigam alcançar o sonho do Bicampeonato Mundial.

beijim

Mylena



Muita tensão. Mas a coragem de Renato mudou o jogo. E o Grêmio está na final do Mundial...
Terca feira, 12 Dezembro 2017 17:33:11 -0200

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Foi um sofrimento.

0 a 0 nos 90 minutos de jogo.

E veio a prorrogação.

Aos quatro minutos do primeiro tempo, Cortez mal pega a bola e já cobra. Sua esperteza pega a defesa do Pachuca desarrumada. Everton domina a bola, dribla Hernández. Do lado esquerdo da intermediária, corta para o meio, dribla González. E bate fortíssimo na bola. Ela vai cruzada, indefensável para baixo goleiro Pérez. E estufa as redes. Este foi o gol salvador do Grêmio, que garantiu a vitória, 1 a 0 contra o mexicano Pachuca. Resultado que leva o time de Renato Gaúcho na final do Mundial de Clubes, nos Emirados Árabes.

A decisão será no sábado, às 15 horas. Muito provavelmente, diante do Real Madrid.

O time gaúcho teve coração, vibração. Mas também muito nervosismo. Não jogou bem. Mesmo assim, superou os mexicanos no preparo físico. E na coragem de Renato Gaúcho. Ele resolveu abrir o time. Trocou seu 4-5-1 inicial pelo 4-2-3-1. E superou a compactação, a intensidade do 4-4-2 do Pachuca. Mas foi um sufoco. Não tanto defensivamente. Mas para conseguir encontrar espaço na equipe muito bem montada pelo uruguaio Diego Alonso.

"Meus jogadores estavam nervosos, tínhamos que jogar futebol. É final de ano, o time está cansado. Mesmo assim, acho que superamos mais um grande adversário", dizia Renato Gaúcho, fazendo a sua obrigação, elogiando até de forma exagerada o Pachuca. Buscou dar mais moral para seus atletas na decisão do Mundial, no sábado.

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O jogo foi tenso do início ao fim. Embora contando com jogadores melhores tecnicamente, Renato sabia ter uma grande dificuldade nesta partida. Seu time não tinha o lesionado Arthur. Sem o onipresente volante, a saída de bola ficou muito ruim, previsível. E o treinador tinha seu principal medo sofrer gols de contragolpes. Passes errados na intermediária poderiam sabotar seu time. Expor sua defesa. Michel e Jaílson além de não saírem bem com a bola dominada, são piores marcadores que Arthur.

Renato não quis nem saber do favoritismo de seu time. E tratou de apelar para a compactação, intensidade. Excesso de jogadores na intermediária. Ele buscava segurança e não dar espetáculo. Tinha de vencer a semifinal nos Emirados Árabes. Não importava se seu time não atuasse de forma vistosa, tocasse a bola com talento do meio para a frente, como cansou de fazer no Brasileiro e na Libertadores. O treinador sabia que, se não sofresse gols, na prorrogação, os gremistas estariam muito mais inteiros fisicamente.

Os mexicanos haviam chegado à prorrogação contra o Casablanca, três dias atrás. Enquanto os gremistas não jogavam há 13 dias. Estavam muito mais descansados.

Além de estarem mais recuados do que o normal, os gremistas estavam muito nervosos. O Pachuca fazia o óbvio. Marcava com vigor o articulador dos ataques gaúchos. Luan não tinha espaço nem para respirar. Mal a bola chegava nele, sempre havia dois ou até três mexicanos o cercando. Ele não conseguia virar o corpo e conseguir fazer a bola chegar ao pivô Lucas Barrios. O argentino naturalizado paraguaio estava isolado à frente. Contra dois zagueiros e um volante, nada pôde fazer. Até porque movimentação nunca foi o seu forte. O atacante dependia de Luan. Mas também de Edilson e Cortez, que estavam aprisionados atrás. Não havia jogadas de linha de fundo

O nervosismo fazia os gremistas errarem passes em demais. Durante os noventa minutos, o Pachuca teve o controle da partida. Ficou com 60% de posse de bola. Só que o Grêmio marcou muito bem e só teve uma chance clara de gol. Aos 34 minutos do segundo tempo, quando Urretaviscaya cruzou e Guzman cabeceou para fora.

O Grêmio só teve também uma oportunidade para lamentar. Aos 14 minutos, Luan bateu muito bem na bola e Perez espalmou. Ela tocou na sua trave esquerda e foi para fora. No mais, os noventa minutos foram tensos, mas monótonos. Os dois times marcavam muito forte na intermediária. E de maneira escancarada, temiam sofrer o gol. E não disputar a final do Mundial.

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Aos 26 minutos do segundo tempo, Renato Gaúcho fez a alteração que mudou o panorama do jogo. Quando Everton começou a se aquecer, a perspectiva era que Fernandinho deixasse o campo. Mas, não. O técnico tirou Michel. Passou Ramiro para volante. Inverteu Fernandinho, canhoto, o fez jogar pela direita. E Everton, destro, na esquerda. A esta altura, o esforçado Jael já produzia muito mais do que Lucas Barrios.

Cortez vale um capítulo mais do que especial no jogo. Ele fez duas coberturas à forte dupla Geromel e Kannemann que evitaram dois gols. Sua noção de marcação foi excelente. Cresceu muito nas mãos de Renato Gaúcho.

E os mexicanos estavam se cansando.

Quando a partida terminou em 0 a 0, o Grêmio tinha certeza de que iria se impor. Os mexicanos não suportariam o ritmo da prorrogação. As duas horas que foram obrigados a atuar contra o Casablanca pesariam.

E foi a esperteza de Cortez, mais a habilidade, o vigor e a precisão do chute de Everton, que decidiram a partida. Depois de sofrer o gol, os mexicanos finalmente se abriram. Mas não conseguiram superar o forte sistema defensivo gaúcho.

Na raça e apelando muito para chutões, o Grêmio segurou o resultado.

E está na decisão do Mundial.

A decisão será sábado, provavelmente contra o Real Madrid.

Aí, tudo será muito, mas muito mais difícil...

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Mercado da Bola está meio parado
Terca feira, 12 Dezembro 2017 12:03:29 -0200

 Esportes

Olá galera.

Todo fim de temporada faz os torcedores ficarem ansiosos pelas possíveis mudanças nos elencos de seus times de coração. Com exceção ao Grêmio, que está no Mundial Interclubes, e o Flamengo, que joga amanhã a segunda partida da decisão da Copa Sul-Americana, todos os grandes do futebol brasileiro estão de férias.

O Palmeiras é o clube que tem mais grana em caixa. O Verdão foi o primeiro a anunciar um grande reforço com a chegada de Lucas Lima. O meia que saiu do Santos, chegará com a responsabilidade de ser o cérebro da equipe. Função em que o venezuelano Guerra não conseguiu atender as expectativas.

O Fla também está com a parte financeira bem, mas está focado na final contra o Independiente. Somente depois da partida contra os argentinos é que o Rubro-Negro deverá começar a se movimentar. A prioridade é para a chegada de um centroavante, já que Guerrero foi suspenso por um ano.

O Fluminense é um dos grandes do país que não está nadando no dinheiro. Na verdade, o orçamento para 2018 está bem curto e não deverá permitir grandes nomes. Mas o inteligente Abel está tentando através de trocas, tornar o seu grupo de atletas mais experiente e qualificado.

Gustavo Scarpa, uma das últimas boas revelações do Tricolor deve estar de saída. Vaiado por parte da torcida, o jovem e talentoso meia teria dito a pessoas próximas que pretende mudar de ares. São Paulo, Palmeiras e Corinthians desejam contar com Scarpa, mas tudo vai depender de quem vai oferecer a melhor proposta.

Se o Flu quiser apenas reforços, o Verdão é o que tem mais chance de ficar com o camisa 10 do clube das Laranjeiras. Já o time do Morumbi ofereceu dinheiro também. O Timão não deve incluir grana no negócio e só vencerá a disputa se conseguir agradar com seus jogadores disponíveis para trocar.

Para Scarpa, em tese, o São Paulo seria o melhor destino. Lá ele chegaria para ser protagonista, diferente do Palmeiras, que tem um grupo grande e qualificado, e no Corinthians, que talvez precisasse mudar o esquema de Fabio Carille pra que ele fosse titular.

Vamos ficar de olho pra ver se o Mercado da Bola, que até o momento está meio parado, se agita e começa a trazer boas novidades para os torcedores espalhados pelo país.

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Mylena



Flamengo não quer mais pagar salários de R$ 800 mil a Guerrero. E vai processar Peru
Terca feira, 12 Dezembro 2017 10:45:41 -0200

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Civilizada.

Assim pode ser definida a reunião entre a diretoria do Flamengo e Guerrero. O acordo está praticamente definido. Sem estardalhaço, drama, briga na justiça. O atacante peruano está suspenso por um ano pela Fifa. No seu exame antidoping foi encontrado o principal metabólico da cocaína, Benzoilecgonina. Na contraprova também.

O atacante alega que tomou um 'chá negro' para a gripe, na véspera do jogo pelas Eliminatórias, contra a Argentina. Ele estava gripado. E este chá, receitado pelo nutricionista da Seleção Peruana, poderia conter extrato de folha de coca. Daí a contaminação. O atacante jura que não usou cocaína. Seus advogados garantem que a Fifa acabou aceitando a tese que o jogador não usou a droga. A entidade não confirma a afirmação.

Ele é a principal estrela peruana. O país segue em campanha. A pressão é enorme sobre a Conmebol. O presidente Alejandro Domínguez é cobrado, para interferir politicamente. E consiga não só influenciar o julgamento do processo na Corte Arbitral do Esporte (CAS). Mas fazer o possível que seja antecipado. O medo é a demora. A previsão é que o recurso seja avaliado entre oito e nove meses. O que seria um desastre para a sua carreira.

Mesmo se favorável, o tiraria da Copa do Mundo e acabaria com o compromisso que tem o Flamengo.

Em relação ao clube carioca, foi acordado que o clube carioca vai suspender o pagamento do atacante enquanto ele estiver suspenso. Guerrero recebe R$ 800 mil mensais. O contrato com o Flamengo terminaria em agosto. O atacante já negociava a antecipação da renovação até 2019, passando a receber R$ 1 milhão por mês. Quando foi pego no antidoping.

Não há como o clube rescindir sumariamente o contrato do jogador. Porque ainda cabe recurso. A rescisão amigável poderia acontecer. Mas ela seria ruim para Guerrero. Mas estrategicamente seria ruim, sem a pressão da equipe de maior popularidade do Brasil para ajudar os peruanos a pressionar a Fifa, pela antecipação do recurso.

Há a convicção dos advogados de Guerrero que a suspensão será drasticamente reduzida. A tempo de que o atacante possa disputar o Mundial por seu país. E também a Libertadores pelo Flamengo. Ela já conta desde o dia 3 de novembro, data que o atacante foi suspenso provisoriamente. Se ela cair, por exemplo, para quatro meses, Guerrero voltaria a jogar em março. O que seria ótimo para a Seleção de Gareca e para a equipe carioca.

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Só que enquanto não há essa definição, o Flamengo não quer ficar pagando R$ 800 mil mensais a cada 30 dias, sem poder escalar o jogador. O atacante concorda com a situação. E o acordo para que o pagamento seja suspenso e o vínculo mantido está perto de ser fechado.

Mas a diretoria do Flamengo quer ir além. O presidente Bandeira de Mello considera que o clube já está prejudicado pela 'irresponsabilidade' da Seleção Peruana. O time está proibido de usar o atacante na decisão da Copa Sul-Americana. O clube não vence uma competição internacional há 16 anos.

Bandeira de Mello já instruiu o departamento jurídico para processar por perdas e danos a Federação Peruana. Ele não se conforma com a infantilidade de o jogador ter utilizado esse tal 'chá negro' na véspera de enfrentar a Argentina.

O processo do Flamengo tem tudo para ser vitorioso.

A Federação Peruana não tem como negar a tese.

Se fizer isso, comprometerá a defesa de Guerrero.

A situação é muito complicada.

A Fifa segue querendo mostrar firmeza em relação ao doping.

Tanto que Guerrero poderia até ser suspenso por quatro anos.

Mas pelo menos entre ele e Flamengo, até agora, vale a civilidade.

E o atacante deve seguir treinando na Gávea, sem receber salário.

Nada mais justo.

O Flamengo é o prejudicado em todo esse processo.

Não teve nada a ver com esse absurdo caso de doping.

Sendo a tese do jogador verdadeira ou não.

Não foi na Gávea que ele se contaminou.

Seu sangue mostrou o principal metabólico de cocaína.

E fará falta imensa, amanhã, contra o Independiente.

Alguém tem de pagar por isso...
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MP escancara a promiscuidade entre cambistas e organizadas no Rio. Medo domina outros estados
Segunda feira, 11 Dezembro 2017 17:47:51 -0200

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Há muita preocupação entre os dirigentes brasileiros. Graças ao Rio de Janeiro. Não, eles não estão nem um pouco preocupados com o estado de calamidade pública que os governos Garotinho, Sérgio Cabral e Pezão mergulharam o estado. Não. O medo é outro.

O Ministério Público e a Polícia Civil cariocas tiveram coragem de enfrentar a hipocrisia. Desde março, investigaram uma das denúncias mais antigas do futebol brasileiro. A que dirigentes desviavam ingressos, proibidos para a venda, para torcedores organizados. Antigamente, eles entravam com as entradas nos estádios. Mas de anos para cá, passaram a vender os ingressos a cambistas, ficando com o dinheiro. Só que o esquema de corrupção cresceu, ficou mais indecente.

Nascia a Operação Limpidus.

O MP e a Polícia Civil descobriram que chefes das organizadas vendiam os ingressos, entre 150 e 250, e dividiam o dinheiro com os dirigentes. Uma promiscuidade criminosa, indigna. E que está sendo punida de forma exemplar.

Flamengo, Botafogo, Fluminense e Vasco foram investidos por mais de nove meses. Já são 15 os indiciados. Todos denunciados com mandados de prisão expedidos responderão por associação criminosa (art. 288). Os torcedores serão enquadrados no art. 41-F (vender ingressos de evento esportivo, por preço superior ao estampado no bilhete). Já os dirigentes, no 41-G (fornecer, desviar ou facilitar a distribuição de ingressos para venda por preço superior ao estampado no bilhete).

Nesta segunda-feira foram para a prisão seis pessoas. Artur Mahmoud, assessor de imprensa da presidência do Fluminense; Filipe Dias, gerente de operações de arenas e jogos do tricolor; Alesson Galvão, presidente da Raça Rubro-negra; Leandro Schilling, coordenador da Imply, empresa responsável pela confecção de ingressos para jogos do Flamengo; Monique Patrício dos Santos Gomes e Vinícius Carvalho, funcionários da Imply.

Enquanto no Rio de Janeiro, tudo já está adiantado, em São Paulo, o cerco se fecha. A relação entre as organizadas do São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos com suas diretorias já é pública e notória. A ajuda acontece. Quer nos jogos como também no Carnaval. A polícia sabe que é uma maneira de controlar os torcedores. Evitar protestos, perseguições, pressão, ameaças.

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Em relação a repasse dos ingressos, a situação está complicada para o Palmeiras. O Ministério Público e a Polícia Civil paulistas trabalham juntas. E com a denúncia de a dona da Crefisa, Leila Pereira, doava seus 150 ingressos nos jogos da arena paulistana para o ex-presidente palmeirense Mustafá Contursi. Pereira esperava que ele desse ingressos a conselheiros que a apoiam no Palmeiras.

Só que há denúncia que Mustafá dava os ingressos a uma funcionária do clube. E ela os dava para membros das organizadas, que os revendiam para torcedores comuns. O dinheiro da negociação dos ingressos 'invendáveis' ficava com os torcedores. O esquema foi descoberto quando a funcionária parou de dar as entradas aos torcedores. E começou a repassá-los a conselheiros. Ela foi ameaçada de morte por membros das organizadas.

As investigações estão adiantadas. E a qualquer momento, Mustafá será obrigado a depor. Assim como a funcionária do clube. Membros das organizadas e mesmo Leila Pereira.

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Só que há várias denúncias. Envolvendo São Paulo e suas organizadas. O estranho comportamento dos torcedores com o clube mergulhado na crise e correndo sério risco de rebaixamento. Não houve qualquer protesto mais veemente contra Leco e o então executivo de futebol, Vinicius Pinotti. Se houve contribuições para o Carnaval, para ônibus e até mesmo doação de ingressos, não há crime. O que o MP e a Polícia Civil buscam saber é se houve venda de ingressos que não poderiam ser negociados.

No ano passado, a própria assessoria de imprensa do São Paulo assumiu, oficialmente. O clube dá 1.500 ingressos às organizadas para cada jogo no Morumbi e 500 quando a partida é fora, além de R$ 150 mil, que são divididos pelas torcidas para financiar seus desfiles de Carnaval. Esse dinheiro deverá ser aumentado no próximo Carnaval.

"Não chega a ser chantagem. Não nos submetemos a nada. Mas tem de fazer algumas concessões. Não tem como cortar", confirmou Leco.

As diretorias de Corinthians e Santos mantêm também uma relação profunda com as organizadas. O Ministério Público e a Polícia Civil querem saber até onde vai essa intimidade. Principalmente envolvendo ingressos. Se eles acabam ou não repassados a cambistas.

O promotor paulista Paulo Castilho garante que não há comparação entre o que acontece com os clubes e torcidas organizadas, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Que a situação estaria controlada no seu estado. Mas há controvérsias. E as investigações prosseguem.

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Nas demais cidades importantes do país, a mesma situação. As organizadas cada vez mais influentes nos clubes. Em todas as áreas. O 'apoio' dos dirigentes, por chantagem ou não, segue firme. Não há ânimo para rompimentos públicos.

Casos como o do Cruzeiro, que cede duas salas do Mineirão para seus torcedores organizados guardarem instrumentos, não são raros. A situação é complicada.

Os dirigentes temem seus torcedores.

O MP e a Polícia Civil também seguem investigando a infiltração de membros do PCC nas principais organizadas do país. O resultado da investigação segue em sigilo. Mas, por coincidência, em São Paulo há algo concreto.

Desde dezembro do ano passado, quando vazaram áudios em que o comando da facção criminosa ameaçava matar os chefes das organizadas, caso as brigas entre as torcidas continuassem, a paz entre os torcedores adversários domina o cenário.

Deve ser coincidência.

Como o fato relatado no livro Prisioneiras, que fecha a trilogia sobre o sistema carcerário brasileiro, escrita por Drauzio Varella. Ele detalha o motivo de não haver crack nas penitenciárias brasileiras. Por proibição do PCC. Para que não morram seus possíveis 'soldados'.

Deve ser coincidência, também...
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Que duelo!
Segunda feira, 11 Dezembro 2017 11:28:50 -0200

duelo Esportes

Olá galera.

Foram sorteados os confrontos das oitavas de final da Champions League. Entre os encontros que as bolinhas definiram, três deverão ser mais equilibrados. Juventus x Tottenham, Barcelona x Chelsea, e o grande duelo entre Paris Saint Germain x Real Madrid.

Em tese, o Manchester City de Guardiola foi o que se deu melhor. Vai encarar o Basel, da Suíça, equipe sem tradição em competições do continente europeu. Ainda teremos Porto x Liverpool, Sevilla x Manchester United, e Shaktar Donetsk x Roma.

O PSG gastou muita grana. A diretoria francesa sempre deixou claro que o maior objetivo é ganhar o principal torneio de clubes do planeta. O trauma pela trágica eliminação na última temporada, quando foi impiedosamente goleado pelo Barcelona, precisa ser superado.

Se olharmos só para o peso da camisa, história e conquistas, o Real Madrid seria muito favorito. Mas observando os jogadores que cada time tem, deveremos ter dois jogos bem equilibrados. Basta ver os nomes dos atletas que estarão em campo.

De um lado feras como Cristiano Ronaldo, Bale e Marcelo. Do outro Neymar, Mbapeé e Cavani. Bastante difícil apontar quem vai passar. O que já sabemos é que um dos candidatos mais fortes ao título irá sair do torneio precocemente.

Neymar deixou o Barcelona, que tinha Messi e Suárez, pra ser a principal estrela do forte Paris Saint Germain, que também conta com grandes jogadores. Vamos ver se o PSG irá eliminar o gigante Real Madrid e continuar em busca do seu desejo de ganhar pela primeira vez a Champions League.

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Mylena



Cinco camisas oficiais do campeão da Champions League 2017/2018. Concorra, se quiser
Segunda feira, 11 Dezembro 2017 10:39:40 -0200

47 Esportes
O aniversário é meu.

Mas o presente é dos leitores.

Cinco camisas oficiais do campeão da Champions League de 2017/2018.

Não será fácil.

Levará pelo menos cinco minutos.

Os vencedores precisam acertar os placares dos jogos de ida e de volta das oitavas de final, sorteadas hoje.

Juventus x Tottenham,

Basel x Manchester City,

Porto x Liverpool,

Sevilla x Manchester City,

Real Madrid x PSG,

Shaktar Donetsk x Roma,

Chelsea x Barcelona,

Bayern x Besiktas.

E mais: cravar o campeão e o vice.

Com o placar do último jogo, o decisivo.

Para desempate, escrever uma frase sobre o futuro campeão da Liga.

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Escolherei as cinco melhores, com mais conteúdo.

O critério é pessoal, meu.

Os palpites são ilimitados para cada leitor.

É possível concorrer até o dia 13 de fevereiro de 2018.

O resultado, sairá no blog, no dia 31 de maio.

Cinco dias depois da decisão, no Estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia.

Os e-mails precisam ser verdadeiros, para que eu entre em contato.

As camisas serão mandadas pelo correio, ao endereço que for definido.

Boa sorte, para quem quiser se arriscar...

(As cinco camisas sairão de qualquer maneira. Se ninguém acertar, para os que chegarem mais perto...)
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O melhor da história?
Domingo, 10 Dezembro 2017 13:39:31 -0200

cr7 Esportes

Olá galera.

Semana passada, o português Cristiano Ronaldo conquistou pela quinta vez a Bola de Ouro da revista francesa France Football. O brasileiro Neymar ficou na terceira posição. O argentino Lionel Messi, que também tem cinco troféus desta premiação, ficou em segundo lugar.

Em entrevista para a mesma revista Cristiano se definiu como o melhor jogador da história. Há muitas temporadas ele divide com Messi a honraria de ser o melhor do planeta. Mas apesar do prêmio ser individual, as conquistas alcançadas por suas equipes acabam tendo grande peso pra determinar o vencedor.

Será mesmo que CR7 é o melhor de todos os tempos? O futebol mudou muito. Hoje em dia os jogadores correm mais, precisam estar com a parte física em excelente situação pra que consigam mostrar sua técnica em campo. Antigamente não se corria tanto, o jogo era mais cadenciado.

Mas se por um lado os espaços diminuíram, por outro os gramados atuais são verdadeiros tapetes, facilitando bastante a vida dos artistas do espetáculo. Isso sem falar dos acessórios utilizados. Chuteiras e roupas, leves e com o melhor material possível.

Pelé, Garrincha, Cruyff, Maradona, Zico, Eusébio, Di Stéfano, Puskás, Platini, Zidane e Ronaldo são alguns dos craques que já encantaram pelos campos, em diferentes épocas. A discussão de quem foi o melhor já existe há um bom tempo e dificilmente terminará com unanimidade.

Para a Fifa e para a maioria dos amantes do esporte mais amado do planeta, Pelé é o Rei do Futebol, o número um. De vez em quando surge um novo desafiante pra tomar o posto do nosso maior camisa dez. Mas até hoje ninguém conseguiu desbancar o jogador que mais brilhou com as gloriosas camisas do Santos e da Seleção Brasileira.

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Mylena



Peres promete reatar com Neymar. Quer Robinho e Gabigol. E aponta dívida de R$ 500 milhões
Domingo, 10 Dezembro 2017 10:42:44 -0200

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Se reaproximar de Neymar. Amarrá-lo emocionalmente para que, quando voltar ao futebol brasileiro, perto do final da carreira, jogue na Vila Belmiro. E não no Palmeiras. Ou no Flamengo, como o jogador deixou a entender. Além disso, fechar com Robinho e Gabigol. Apostar em um treinador ofensivo, Zé Ricardo é um dos nomes cogitados. Jair Ventura corre por fora.

Esse é o lado para o torcedor santista.

Fazer uma sindicância independente e real nas contas do Santos. Saber se são verdadeiros os fortes comentários no Conselho Deliberativo, se as dívidas chegam ao absurdo valor de R$ 500 milhões. Tornar o time mais 'paulistano', obrigando o time a atuar 50% na Vila Belmiro e 50% no Pacaembu. Jurar que o clube não terá seu empresário favorito, como Luiz Taveira era de Modesto Roma. Agente que mais contratou e ganhou comissões quando Roma era o presidente. E a chegada de um executivo de futebol do mais alto nível.

Esse é o lado para o conselheiro.

José Carlos Peres, eleito ontem como presidente santista, promete revolucionar o clube. Em uma eleição tumultuada e com troca de acusações, Peres teve 1.851 votos, contra 1.661 de Modesto e Andres Rueda (empatados). Nabil Khaznadar ficou em último com 495 votos.

"Todos os ídolos do Santos serão bem tratados, essa relação não pode ser quebrada. O que aconteceu, aconteceu, mas o ídolo continua e será ídolo do clube. Teremos as portas abertas para todos eles, sem exceção. Eles tem que sentir que o Santos é a casa deles e não dizer que vai jogar em outro time, a identificação de Neymar é aqui."

Perez garante que a história mal resolvida da transferência de Neymar para o Barcelona será esquecida de vez. Não haverá mais processos, pedidos de sanções na Fifa contra o jogador. Ele quer, inclusive, retomar os contatos com o pai do jogador e seu empresário, Neymar Sênior.

Tanto pai quanto filho garantiram que não queriam mais contato com o clube. Eles não se conformaram com os processos movidos pelo Santos. Principalmente os que tentaram proibir o atacante de entrar em campo. Daí, a aproximação com o Palmeiras e com o Flamengo. Neymar não cita o clube que o formou para terminar sua carreira, quando voltar ao Brasil.

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"Não se move processo contra o jogador. Mas contra o clube que levou o jogador. Se houve algo errado, foi com o Barcelona. Não com o Neymar", garantiu Perez.

O novo presidente sabe que Robinho recusou R$ 350 mil do Atlético Mineiro. E quer o jogador de volta na Vila Belmiro. Para isso, pode oferecer um contrato de um ano. A sua proposta poderia chegar a R$ 500 mil mensais. Ele está nos Estados Unidos, aproveitando as férias. E analisando a possibilidade de atuar no mercado norte-americano. Se não surgir nada, tudo leva a crer que o atacante de 33 anos terá sua quarta passagem pela Vila Belmiro.

Gabigol é mais difícil. O site calciomercato.com revelou a quantia absurda que a Inter de Milão envolveu na contratação do atacante, em 2016. Os números são assustadores. 29,5 milhões de euros divididos entre Santos (40%), o grupo de investidores Doyen (20%) e o próprio atleta, há também luvas no valor de 6 milhões de euros por cinco temporadas. No total, o custo de jogador ultrapassou 60 milhões de euros (R$ 205 milhões).

O contrato também revela uma comissão de 4 milhões de euros (R$ 13,7 milhões), ou 13% do valor da venda do atleta, ao empresário de Gabigol, Giuliano Bertolucci, parceiro de Kia Joorabchian. O pagamento da comissão de Bertolucci foi acordado para ser feito em 12 parcelas. Oito de 350 mil euros (R$ 1,2 milhão) e quatro de 300 mil euros (R$ 1 milhão), que começaram em setembro de 2016 e terminam em junho de 2019.

O atacante foi um fracasso no futebol italiano. E também naufragou no português. O Benfica pagou 1,7 milhão de euros, cerca de R$ 6,5 milhões, por seu empréstimo de um ano. Com opção de compra, 25 milhões de euros, cerca de R$ 96,8 milhões. Ele chegou em agosto. Mas o clube português já quer devolvê-lo. Não conseguiu render. Entrou em apenas cinco partidas. Marcou um único gol. Virou reserva do reserva.

Gabriel quer voltar ao futebol brasileiro. Só que seu salário é de R$ 1,4 milhões mensais. O Santos aceitaria pagar, no máximo, um terço desse valor.

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O restante do elenco seria escolhido pelo técnico.

Robinho e Gabigol são desejos pessoais do novo presidente.

Ricardo Oliveira não é prioridade para essa nova diretoria.

Além disso, a nova diretoria tentará reverter a questão com Zeca. O lateral abandonou o clube, alegando ameaças de torcedores. E briga na justiça para seguir livre e jogar em outro clube, sem render um centavo ao Santos.

Perez fez uma promessa importante, ontem, animado com a vitória nas urnas.

"Vou trazer uma empresa entre as quatro maiores para fazer uma auditoria no Santos. Algo muito forte. Queremos fazer o portal da transparência. Traremos o Santos de 2000, com todos os balanços até agora. Vamos publicar para que o sócio veja como o Santos subiu e desceu. Auditoria será plena, séria, consistente. Se descobrirmos algum esqueleto, vamos fazer o que for preciso para proteger o clube."

Ou seja, ele garante que se for encontrada qualquer irregularidade, o Santos buscará a justiça para ressarcimento. Podendo, inclusive, processar ex-presidentes que se envolveram em negociações que trouxeram prejuízo ao clube. Conselheiros juram que cobrarão que essa promessa seja cumprida.

Não há quem se conforme com a possível dívida de R$ 500 milhões...

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Como o ídolo da minha infância se tornou uma enorme decepção. Emerson Leão
Sabado, 09 Dezembro 2017 13:52:47 -0200

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Eu tinha 10, 12 anos. E decidido o jogador que queria ser. Chutar com a perna direita como o Nelinho. De esquerda, como o Rivellino. Driblar como o Pelé. Cabecear como o Leivinha. Comandar o time como Pedro Rocha. Bater falta como o Zico. Defender como Domingos da Guia, zagueiro que havia lido, ser incapaz de dar chutões, isso na década de 50. E, se preciso for para o gol, defender como Leão.

Mas a bola insistia em me trazer para a realidade.

E entendi que precisava estudar.

Meninos corintianos, são paulinos, santistas e palmeirenses do início da década de 70 eram fascinados por Emerson Leão. Ele encarnava o que jovens imberbes e magrelos sonhavam, em segredo, ser quando crescessem. Musculoso, arrogante, bonitão, mullets, costeleta, cultuado por mulheres. Símbolo sexual com direito a outdoor de cuecas. Deveria ter garotas aos seus pés, pensava, enquanto ia para os bailes esperando as músicas lentas para tentar minhas primeiras investidas.

Confesso que cheguei a comprar uma das tais cuecas do Leão para 'ver se dava sorte'. Deu. Era o tal efeito placebo.

75 Esportes

Mas era no gol que Leão se destacava. Filho de alfaiate, irmão de dois médicos, ele precisava se impor como goleiro para ser respeitado na família. A dedicação muito acima do normal nos treinamentos fez com que seu talento natural o transformasse em um dos maiores goleiros brasileiros de todos os tempos. E com a confiança de quem foi profissionalizado com 14 anos, no São José, ele não só enfrentava os jornalistas, mas aprendeu a intimidá-los.

Sempre manteve um tom acima do normal nas entrevistas. E que ficava quase um chamado para a briga, quando não gostava da pergunta. Depois de uma carreira vitoriosa, decidiu ser treinador de futebol.

E foi quando a imagem do ídolo que eu tinha quando garoto, se desfez. Em 1990, ele dava seus primeiros passos como técnico. Ou melhor, já tinha de recomeçar. Porque teve rápidas passagens no Sport, Coritiba e Palmeiras. Como era costume na época.

Leão não se preparou para ser treinador. Era instintivo, apostava na sua personalidade, no seu carisma. Era um adepto do 4-4-2, ortodoxo. Com o time marcando meia pressão quando os rivais era fortes. E pressão inteira, quando eram fracos. Insistia nas bolas aéreas. E meio de campo com volante marcador. Suas equipes tinham velocidade na frente. Firmeza atrás e muitas faltas no meio de campo.

Totalmente previsíveis.

Quando, lá pela segunda metade da década passada, chegaram princípios táticos europeus. Intensidade, defender e atacar em bloco, triangulações pelas laterais, volantes atuando como meias e vice-versa, jogadores realizando duas, três funções em uma mesma partida, Leão ficou ultrapassado. Seu último título é de 2005, campeão paulista pelo São Paulo.

Leão dirigiu grandes equipes como Palmeiras, Corinthians, Santos, Atlético Mineiro, Grêmio, Internacional, São Paulo. Foi para o Japão. E até teve passagem relâmpago como técnico da Seleção Brasileira. Sempre respaldado por seu carisma, sua personalidade forte. E não pelos conhecimentos táticos.

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Por esse motivo, seus trabalhos sempre foram curtos. E chegou a inacreditáveis 32 trocas de equipes, nos seus 24 anos de carreira como técnico.

"O pior treinador com quem trabalhei? O cara é um leão, é fogo", ironiza Edmundo.

Nosso primeiro contato como jornalista e técnico foi no São José. O garoto dentro de mim, estava a flor da pele. Iria falar com um ídolo. Logo veio a decepção. Extremamente arrogante, logo nas perguntas iniciais. Fui vacinado, jornalistas veteranos como Roberto Avallone, Vital Bataglia, Sérgio Baklanos conversavam sempre sobre Leão. E maneira de enfrentá-lo era não tremer. Se ele falasse alto, falasse mais ainda. E a entrevista sairia. Foi o que aconteceu.

"O que você quer dizer com começo ruim? Eu sou campeão brasileiro com o Sport. Passei pelo Coritiba, pelo Palmeiras. Como assim, começo ruim?", me questionava Leão, em voz alta, me fuzilando com os olhos. "Quem dirigiu o Sport no quadrangular decisivo do Brasileiro de 87 foi o Jair Picerni. Você não ganhou nada no Coritiba e no Palmeiras. Tanto que teve de dar vários passos atrás, aqui no São José." Surpreso pelo meu tom de voz e argumentos, Leão recuou. E a entrevista foi normal, a partir daí. Mesmo quando lembrei que ele fora o responsável pela troca de Neto e Denis por Ribamar e Dida, quando treinava o Palmeiras. Esse é considerado um dos piores negócios da história palmeirense.

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Mas lembro da sua promessa. "Vou dirigir a Seleção Brasileira, pode ter certeza", me disse, antes de apertar a minha mão com toda força.

O ídolo de garoto havia morrido para mim. Ainda bem que, com Leivinha, Nelinho, Pedro Rocha, Zico, Rivellino a impressão boa continuou. Com Pelé também perdeu pontos importantes, por sua ganância desenfreada.

Rancor sempre foi um traço forte em relação a Leão. Vários jogadores que treinou, me confidenciaram que este é um grande defeito. Assim como a exigência da hierarquia. Ele nunca se misturava com jogadores no almoço ou jantar. Além da óbvia xenofobia, detestava atletas estrangeiros.

Em 2000 foi técnico da Seleção. E teve a capacidade de levar o Brasil para treinar na sua fazenda em Jarinu. Fiz duas exclusivas com ele naquela época. A primeira foi no começo da preparação. E uma das primeiras perguntas era óbvia. Mas não era feita. "Você não se sente constrangido em trazer a Seleção para uma propriedade sua? Não é de graça, que eu sei." Ele ficou vermelho de raiva.

"Olha, eu trouxe a Seleção para o melhor lugar que conheço para treinamento. Isolado de tudo e todos. Com campo maravilhoso, infraestrutura ótima. A CBF leva o Brasil só para o melhor do melhor. Não está aqui de graça."

Leão foi logo demitido. E voltamos a outra exclusiva. Em um hotel. Marcou oito horas da manhã. O motorista do jornal perdeu a hora. Cheguei cinco minutos atrasado. "Eu só não fui embora por respeito ao Jornal da Tarde. Não tem cabimento um entrevistado ficar esperando. Bom dia." "Se você quiser ir, Leão. Pode ir", respondi. Ele preferiu ficar e a entrevista foi pesada, difícil, truncada. Ele mostrou toda sua má vontade. Mas como queria criticar Ricardo Teixeira, que o havia mandado embora por telefone, as frases fortes saíram de sua boca.

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Voltaríamos a nos encontrar na sua grande conquista, o Brasileiro de 2002. "Um aborto da natureza", brincava um repórter que cobria o Santos há décadas. Ele me garantiu que Leão não acreditava em Robinho e Diego. Considerava o primeiro franzino demais e recomendou seu empréstimo ao São Caetano. E Diego prendia a bola demais, poderia ser negociado. Só que os dirigentes o peitaram. E a dupla foi responsável pela conquista nacional, com vitória diante do Corinthians de Parreira.

"Para quem duvidava da minha qualidade como técnico, aí está a resposta", me disse, mandando indireta a Ricardo Teixeira, nome que detesta pronunciar até hoje.

Até que veio o período de nossa maior convivência. Ele havia saído do São Paulo, apesar de conquistar o Paulista de 2005. Acumulou problemas com Rogério Ceni e Juvenal Juvêncio. Mesmo com a conquista, foi embora, para o Japão. "Ajudar um amigo", alegou. Ficou pouquíssimo tempo no Vissel Kobe.

E muito amigo de Renato Duprat, o homem que trouxe a MSI para o Corinthians, acabou assumindo no Parque São Jorge. Seu trabalho foi pífio. E, lógico, teve problemas com os estrangeiros do time. Tevez e Mascherano abandonaram o clube sem o menor constrangimento. Carlitos ainda avisou que nunca mais queria ter Leão como técnico.

O time ia mal no Brasileiro. E, em outubro de 2006, com o time concentrado na fazenda de Leão, em Jarinu, surge um comunicado para a imprensa. Os jogadores estariam em greve de silêncio por tempo indeterminado, não dariam entrevistas. Algo muito semelhante com o que havia acontecido em 1973, quando a Seleção Brasileira, em uma excursão na Europa, acumulava fracassos. E era duramente cobrada pelos jornalistas.

Jogadores decidiram não dar mais entrevistas. Em retaliação, jornais como o Estadão decidiram não falar mais o nome dos jogadores do time de Zagallo. O chamavam, como o goleiro do Palmeiras, lateral do Corinthians e por aí foi. Tempos depois, houve unanimidade em relação ao líder da greve do silêncio: Leão.

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33 anos depois, a mesma situação. E Leão garantiu que a iniciativa partiu dos atletas. A greve durou 45 dias. Capengando, o time terminou em nono no Brasileiro. Eu marquei uma exclusiva com o zagueiro André Leone, que fazia parte do elenco. E ele revelou os fatos.

"Não teve nada de jogador. Estávamos concentrados e o Leão passou de quarto em quarto avisando que o time faria uma greve de silêncio. Veio até com o texto pronto que seria divulgado para a imprensa. E falou que ele controlaria os jornalistas."

Confirmei a história com outros três jogadores.

Eles me pediram sigilo, por medo de represália.

Leone, não.

"Pode publicar", disse, sem medo.

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A divulgação foi enorme desmoralização para Leão.

Terminou o ano e ganhei, pela quinta vez, o prêmio de melhor repórter esportivo de São Paulo.

Saí de férias.

Mas fiz questão de ouvir a primeira coletiva do técnico corintiano em 2007. Antes de começar a entrevista, ele resolve fazer uma gracinha. "Soube que o jornalista do JT ganhou prêmio como melhor de São Paulo. Você estão mal, hein?", falou para os meus companheiros. Foi surreal. Ouvi na praia.

Passei a noite em claro, revoltado, e assim que amanheceu, fui para São Paulo.

No dia seguinte, cheguei no Corinthians. Acompanhei o treino. E assim que terminou, esperei. Leão iria falar de novo. Me levantei e fui na sua direção. "Fala na minha cara que eu sou fraco. Dizer nas costas é fácil, é covardia. Fala, mentiroso. Vamos conversar sobre a greve de silêncio."

Leão se constrangeu, a coletiva foi cancelada. Alguns jornalistas me seguraram. Queria que ele repetisse o que havia dito. Não repetiu. Apenas foi embora.

A partir daí, fui proibido de participar das coletivas. Mas meu editor teve personalidade e me manteve no Corinthians. "Não preciso ouvir esse técnico para ter notícias." Dobrei a minha dedicação e antecipei várias notícias, mesmo não vendo a cara de Leão. As coisas estavam de mal a pior. Até que três meses depois, ele foi demitido, em abril. Passou perto de mim e eu perguntei. "E aí, Leão? Onde vai ser a nova greve de silêncio?" Ele fingiu que não ouviu e foi embora.

Desde então, sua carreira fracassou de vez. Só decepções e demissões em seguida. Até que acabaram os convites.

Mas o mundo é pequeno e mal frequentado, repetia uma socialite que trabalhou no JT. Em 2012, recebi uma ligação de um delegado no final de noite. A casa de Leão havia sido assaltada. Ele me detalha os detalhes do roubo. O medo que ele e sua esposa passaram. Agradeci, não quis publicar. Quis preservar o ser humano. Era o seu incompetente desempenho como treinador que era meu dever escrever.

Agora, aos 68 anos, o vejo como comentarista de futebol. No Esporte Interativo. Quando o vi pela primeira vez, ele dizia que o jogador ter responsabilidade e a imprensa tem todo o direito de cobrá-lo.

Justo ele, o organizador de duas greves de silêncio.

Na Seleção e no Corinthians.

Muito cuidado ao conhecer um ídolo da infância.

O que recomendo é ficar longe, se puder.

Há muita chance de a admiração se esvair.

Desaparecer.

Para mim, a decepção tem nome e sobrenome.

Emerson Leão...
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Flamengo e Peru em choque com suspensão de um ano de Guerrero. Adeus, Copa da Rússia
Sexta feira, 08 Dezembro 2017 11:26:18 -0200

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"Em 7 de dezembro de 2017, o Comitê Disciplinar da FIFA decidiu, depois de analisar todas as circunstâncias específicas do caso, suspender o jogador internacional peruano Paolo Guerrero por um ano. O jogador testou positivo para o metabólito de cocaína, a benzoilecgonina, uma substância inclusa na Lista de Proibições de 2017 da WADA sob a classe "S6 - Estimulantes", após um teste de controle de doping realizado após o confronto da competição preliminar da Copa do Mundo de 2018, em Buenos Aires, contra a Argentina, dia 5 de outubro de 2017.

"Ao testar positivo para uma substância proibida, o jogador violou o artigo 6 do Regulamento Antidopagem da FIFA e, como tal, violou o artigo 63 do Código Disciplinar da FIFA.
O período de suspensão começa dia 3 de novembro de 2017, data em que o jogador foi suspenso provisoriamente pelo presidente do Comitê Disciplinar da FIFA. Em conformidade com o artigo 29 do Regulamento antidopagem da FIFA, a suspensão abrange, entre outros, todos os tipos de correspondências, incluindo jogos nacionais, internacionais, amistosos e oficiais. As partes da decisão foram devidamente notificadas hoje."

Ao contrário do que seus advogados e mesmo o jogador alegaram, o Comitê Disciplinar da Fifa não levou em consideração a tese que Guerrero se contaminou tomando um chá. Ou mesmo, beijado alguém que tivesse tomado chá de coca. Ou mesmo cheirado cocaína.

O mundo mudou muito desde agosto de 1993, quando a Fifa suspendeu Zetti e Rimba. Nos exames de urina do goleiro da Seleção Brasileira e o lateral da Seleção Boliviana foram detectados traços de benzoilecgonina. Os dois juraram que apenas tomaram chá de coca. A CBF e a Federação Boliviana de Futebol pressionaram a Conmebol. Os antecedentes dos dois, atletas de comportamento exemplar, foram levados em consideração pela Fifa. E os dois acabaram advertidos apenas.

Zetti acabou tetracampeão mundial em 1994.

Só que, 24 anos depois, tudo mudou. O controle de dopagem ficou muito mais sério. Atletas russos foram suspensos da Olimpíada no Brasil e acabam de ser suspensos dos Jogos de Inverno de Pyeongchang, na Coréia do Sul, em 2018.

E Guerrero foi suspenso por um ano. Punição que pode ser considerada até branda. Pesou o fato de o jogador nunca ter se envolvido com drogas. E ter assumido ao comitê que ingeriu chá de coca.

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Ele poderia ser afastado do futebol até por quatro anos.

Só que o golpe é pesadíssimo. Guerrero ficará fora da Copa do Mundo da Rússia. Ele é o principal jogador da Seleção Peruana, que voltará a um Mundial depois de 36 anos.

Mas a sua punição poderá ter efeito também sobre seu contrato com o Flamengo. O vínculo iria até agosto de 2018. Mas o clube tem o direito de rescindir o compromisso imediatamente. Com a efetivação de que não poderá utilizar o atleta por um ano.

O atacante peruano completará 34 anos em janeiro. Ficar 12 meses sem atuar comprometerá seu futuro esportivo, já que estaria perto do final da carreira, quando puder voltar a jogar futebol profissionalmente.

A suspensão começa a valer a partir de 3 de novembro de 2017, que é a data que ele foi suspenso preventivamente pela primeira vez.

O escritório Bichara Neto, que defende Paolo Guerrero, soltou comunicado criticando a decisão da Fifa.

"Guerrero e sua defesa receberam com extrema surpresa e decepção o resultado publicado pela FIFA punindo o atleta com 1 ano de suspensão mesmo reconhecendo que o jogador não faz uso de cocaína. As provas são contundentes e somadas à baixíssima concentração do metabólito comum à folha de coca não justificam em nenhuma hipótese essa decisão. Vamos recorrer até a última instância em busca de justiça e em prol do Jogo Limpo e do Esporte Justo."

A perspectiva, no entanto, não é nada boa.

O controle de doping no mundo esportivo se tornou muito mais pesado.

A chance que a punição seja revertida é remota.

A diretoria do Flamengo e Guerrero já estavam conversando sobre a renovação de contrato, antes de estourar o escândalo envolvendo o doping. As conversas não só pararam. Como crescem as possibilidades de rescisão.

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O jogador é o principal ídolo do futebol peruano. Os portais, rádios e televisões do país já criticam a decisão da Fifa. Os veículos seguem pelo caminho da perseguição ao jogador. E tentam amenizar os traços do metabólico de cocaína na sua urina.

Atletas peruanos desde a base são avisados para ficarem longe do chá de coca.

Isso é básico do básico.

A Comissão Técnica da Seleção Peruana garante que um nutricionista teria receitado um chá para o jogador, antes da partida contra a Argentina. O chá seria para desobstrução das vias aéreas do atacante, já que ele estava gripado. E entre os ingredientes do chá, constaria a benzoilecgonina.

Esta é a versão que o Peru assumiu como verdadeira.

E por isso pressionou a Conmebol para que a Fifa não punisse o atleta.

Só que veio a suspensão.

A apelação deverá ser apresentada na Câmara de Apelação da Fifa.

Se for negada, há a chance do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), na Suíça.

27 Esportes

Só que esses recursos são demorados para serem julgados.

Restam apenas seis meses até a Copa do Mundo.

O golpe desferido pela Fifa é fortíssimo.

A direção do Flamengo se reunirá ainda hoje para saber o que fazer. Se suspenderá o contrato imediatamente e não pagará o jogador. Se isso acontecer, ele deverá treinar em algum clube peruano, até que os recursos sejam julgados.

O que é certo é que ele, a partir de hoje, está proibido de jogar futebol profissionalmente.

Só a partir de novembro de 2018 estaria livre.

Flamengo e a Seleção Peruana estão em choque.

Sabem: o jogador dificilmente escapará de cumprir um ano de suspensão...
83 Esportes



Cheiro de bi no ar!
Sexta feira, 08 Dezembro 2017 11:16:32 -0200

medina Esportes

Olá galera.

Começa hoje em Pipeline a etapa que apontará o grande campeão do Circuito Mundial de Surfe de 2017. Além do título, também teremos a definição dos surfistas que irão compor a Elite no ano que vem. Brigando pelo campeonato estão quatro feras. Nessa briga está o nosso Gabriel Medina, que busca o bicampeonato.

Assim como o brazuca, J.J. Florence (Havaí) também tentará fazer a festa pela segunda vez. Já Julian Wilson (Austrália) e Jordy Smith (África do Sul) estão atrás da primeira conquista. A disputa está muito equilibrada e fica até difícil tentar dar um palpite certeiro.

No momento, o havaiano leva vantagem na pontuação. Caso consiga chegar à grande final, ninguém conseguirá mais o alcançar. Para Medina, segundo colocado, a missão é um pouco mais complicada. Ele precisa se classificar pelo menos para a fase quartas de final.

Se o rival que lidera o ranking alcançar a semifinal, nosso representante terá que vencer a etapa. Uma curiosidade é que até hoje nenhum dos dois levantou o caneco em Pipeline. Para a dupla Julian Wilson e Jordy Smith a missão é um pouco mais complexa.

Além da disputa pelo título, há também a galera que luta pra se manter na divisão principal. Entre eles, dois brasileiros estão em situação bem difícil. Jadson André só fica se for campeão, Ian Gouveia só permanecerá se for um dos semifinalistas.

O Pipeline Masters vai até o dia 20, bem pertinho do Natal. Tomara que o Papai Noel nos reserve a alegria de ver mais uma bela conquista do craque das ondas, Gabriel Medina.

beijim

Mylena



Fonte:  Blogs R7