Lance infantil dá título mundial ao Real Madrid. Faltou ousadia ao Grêmio de Renato Gaúcho
Sabado, 16 Dezembro 2017 16:50:31 -0200

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De um lado,o elenco galáctico do Real Madri, avaliado em R$ R$ 2,91 bilhões. Do outro, o Grêmio de R$ 309,2 milhões. Sonhos, desejos, promessas, estratégias, avaliações por computador. Tudo estudado, decorado. E um lance banal decidiu o Mundial de 2017 para o time espanhol.

A cobrança de falta de Cristiano Ronaldo passou entre Lucas Barrios e Luan foi a responsável pelo gol nos Emirados Árabes. Os dois tiveram postura amadora, se afastando, com medo de tomar a bolada. Traíram Marcelo Grohe aos sete minutos do segundo tempo. E o Real foi campeão, por 1 a 0. Em uma partida morna, sem emoção. Com a equipe espanhola dominando a partida, com mais de 65% de posse de bola. Deram vinte chutes a gol. Contra apenas um da brasileira.

Pela sexta vez na história, o Real Madrid foi campeão do mundo.

"Sabíamos que o Grêmio era muito bom. Mas o Real tinha que ser campeão. Botamos pressão e muita gana para ser campeão. Os números falam por mim. Dou sempre a resposta dentro de campo. Ajudei para ganhar mais um troféu no currículo", ironizava Cristiano Ronaldo. Ele se surpreendeu quando soube que Renato Gaúcho havia garantido que tinha jogado muito melhor do que o português.

"Saímos daqui com a cabeça erguida. Tenho privilégio de estar aqui. Honramos a camisa. Sabíamos que tinha um time muito forte na nossa frente. Nosso torcedor está orgulhoso. Não é fácil. Buscamos. Do outro lado é uma máquina. Enfrentamos uma seleção mundial, não um time. Por isso que temos que sair de cabeça erguida daqui", dizia Renato Gaúcho, que não conseguiu ser campeão mundial como jogador e como treinador.

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A diferença técnica era mais do que evidente. Mas faltou ousadia ao time brasileiro. Renato Gaúcho preferiu não se abrir e morrer de pé. Era preciso coragem para ao menos chutar ao gol de Navas. O time dependia demais de Luan, que fez uma péssima partida. Se mostrou intimidado, nervoso, tenso. E o ataque gremista não existiu. Estava claro que os gaúchos chegaram ao seu limite com o vice campeonato.

A superioridade do Real Madrid foi tão incontestável que não houve lágrimas, reclamações, brigas, nada. Não havia o que contestar. Muito pelo contrário. Os dois lados reconheciam que a partida correu de acordo com o esperado.

Jeromel foi, disparado, o melhor jogador gremista. Com muita personalidade, ganhou a esmagadora maioria de lances dentro da área. Forte na antecipação, inteligente nos desarmes. Só exagerou, sem precisar, com uma entrada violenta, na primeira dividida com Cristiano Ronaldo. O zagueiro acertou a panturrilha esquerda, pelas costas. Falta feia e desnecessária. Merecia o amarelo que o árbitro mexicano César Ramos não teve coragem de dar.

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Do outro lado, Modric se mostrou onipresente. Ajudou a marcar, mostrou excepcional saída de bola, sua visão de jogo desmontou, com facilidade, as duas linhas de marcação organizadas por Renato Gaúcho. Parecia ter um imã nos pés. A bola não saía do seu domínio, quando queria. Foi o dono das intermediárias. O motor do Real Madrid.

Cristiano Ronaldo não foi tão bem. Acabou encaixotado pelo sistema defensivo gaúcho. Mas sua estrela brilhou mais uma vez na cobrança de falta. O português chegou a sete gols em Mundiais. Virou recordista, nesta moderna forma de disputa. Deixando Messi com cinco. Quando se considera a antiga, reunindo só equipes da América do Sul e Europa, igualou Pelé, que também tinha sete gols.

A partida aconteceu exatamente como era prevista. Renato Gaúcho sabia que tinha um adversário muito superior. Se tentasse abrir seu time, poderia até ser goleado. Depois de um blefe de cinco minutos, com a marcação alta, tentando fazer um gol que poderia enervar o Real, o Grêmio assumiu a postura de equipe inferior tecnicamente. Não havia nada de desonroso. Times como o São Paulo e o Internacional, por exemplo, foram campeões mundiais dessa maneira.

Só que havia uma diferença fundamental para quem lembrar dos gols de Mineiro e de Adriano Gabiru. Tanto São Paulo como Internacional tiveram força para ao menos contragolpear o Liverpool e o Barcelona. O Grêmio, não. Não teve como articular a mais velha das armas das equipes que enfrentam rivais mais forte.

São dois os motivos. O primeiro, a lentidão e a falta de precisão nos passes de Jailson e Michel. Os volantes mais fixos não mostravam qualidade nos passes para começar o contragolpe. Quando a bola chegava ao apático Luan, não havia espaço para que o meia respirasse. Para se livrar de Casemiro, Kross e Modric, precisava de inspiração e personalidade para dar seus dribles tradicionais. Só que ele se deixou intimidar pela responsabilidade do jogo.

Os galáctico do Real Madrid sabiam que teriam uma equipe com uma marcação forte pela frente. Mas aos poucos foram percebendo que não havia força ofensiva. Seus laterais faziam de meias, seus auxiliares. O time espanhol tratou apenas de trocar passes, atuando em bloco, como gosta Zidane. No primeiro tempo, o Grêmio, mesmo pressionado, conseguiu não tomar o gol.

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Estava claro que Lucas Barrios nada produzia. Assim como Fernandinho. Renato Gaúcho poderia ter usado o intervalo para voltar com Jael e Everton. Ao menos teria o mínimo de esperança no ataque, já que os dois eram improdutivos.

Sete minutos depois, o treinador já estava escolhendo suas trocas. Cristiano Ronaldo sofreu falta na intermediária. Grohe fez a barreira com carinho. O português, cinco vezes melhor do mundo, bateu forte. A bola foi na direção onde estava Luan e Lucas Barrios. Com medo, da bolada, os dois abriram. E enganaram o próprio goleiro gremista. 1 a 0, Real Madrid.

A partir do gol, o que se esperava era um pouco mais de iniciativa gaúcha. Mas só que o Real Madrid mostrava mais confiança. Marcelo pela esquerda e Carvajal, abertos pelas pontas, 'alargavam' o campo. Sobrava espaço para Isco, Modric e Kroos tabelarem, buscarem Cristiano Ronaldo. Ou tentarem marcar. E foi assim que Modric chutou e Grohe espalmou para sua trave direita.

Jael e Everton já estavam em campo. Mas nada conseguiam produzir. O Real Madrid e todos que assistiam ao jogo sabiam. A decisão do Mundial 2017 estava decidida. Era só uma questão de o tempo passar. E foi feita toda a justiça.

O Real Madrid foi campeão pela sexta vez.

O Grêmio sonhava com o bicampeonato.

Mas não teve potencial sequer para brigar pelo título.

A diferença para o Real Madrid é grande demais...

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Cansaço, novo ciclo na vida, Ceni, não trabalhar com Leco. Motivos da aposentadoria de Kaká
Sabado, 16 Dezembro 2017 13:48:00 -0200

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A diretoria do São Paulo ofereceu toda a infraestrutura do Morumbi.

Inclusive com iluminação do estádio.

Não negaria.

Afinal havia um motivo importante.

A entrevista especial para a TV que tem o direito do futebol neste país.

Galvão Bueno, muito amigo de Kaká e do seu pai, Bosco Izecson Pereira Leite.

O narrador pediu a exclusiva para a definição se a carreira de Kaká terminaria ou não.

A Globo fez chamadas durante a semana toda para o seu programa Esporte Espetacular.

O meia de 35 anos tinha uma proposta do presidente Leco.

Para jogar mais um ano e encerrar sua trajetória em uma festa no final de 2018.

Como aconteceu com Rogério Ceni.

O São Paulo buscaria parceiros para rachar o salário de R$ 700 mil.

Ele seria o grande ídolo da equipe.

Teria todo o respaldo de Raí, o novo executivo de futebol.

Apesar de não se entusiasmar, Dorival Júnior, aceitaria o jogador.

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Leco precisava de um ídolo a mais, como escudo.

Assim como fez com Ceni, Lugano e Raí.

O cenário estava montado para o retorno de Kaká.

E pela boca de Galvão Bueno.

Só que o último brasileiro a ser melhor do mundo, disse não.

"Ele está cansado. São 18 anos como profissional. Ele conseguiu tudo o que queria. Fez uma carreira espetacular no São Paulo, no Milan, no Real Madrid, no Orlando City. Na Seleção Brasileira. E, importante, já voltou para o São Paulo. Não teria nem o apego do retorno.

"O Kaká pensou bem e vai estudar, quer ser dirigente.

"Mas de altíssimo nível.

"Para comandar um clube, a CBF.

"Tem proposta para trabalhar no Milan.

"Ele mistura representatividade, vivência, honestidade, visão da realidade.

"É um orgulho para o futebol brasileiro.

"Mas não quer mais se expor jogando futebol.

"Acredita que este ciclo acabou na sua vida.

" Quer começar outro."

A revelação é de um amigo muito próximo, de décadas.

E que trabalhou com ele desde que chegou ao São Paulo.

Virou seu confidente.

Ambos conversaram nesta semana, na véspera da entrevista com Galvão.

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Kaká também tem outro motivo para recusar ficar mais um ano no Morumbi. Ele também não estava animado em trabalhar com Leco. O ex-meia é muito amigo de Rogério Ceni. Sabe o quanto o presidente não cumpriu suas promessas com o treinador. O usou na reeleição e depois entregou sua cabeça, mesmo tento feito um profundo desmanche no elenco são paulino.

Ele não se esqueceu como Leco forçou a saída de um amigo ainda mais próximo, Luís Fabiano. Sabe toda a mágoa que o atacante nutre do presidente são paulino. E como ele se sentiu descartado, desrespeitado ao deixar o clube.

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O meia está longe de ser o mesmo jogador que foi escolhido como o melhor do mundo, em 2007. Dez anos de desgaste. Segue com pubalgia crônica. Sofreu operação no joelho esquerdo, em 2010. Reclamava de dores nos tornozelos e articulações no final da sua passagem pelo Orlando City, onde também já não conseguia grandes atuações. Pelo contrário, até. Nesta temporada fez apenas seis gols em 26 partidas nos Estados Unidos.

Kaká está milionário. Não precisa mais do futebol. Se mostra disposto a viajar, seguir com as férias, até voltar a estudar gestão esportiva. Ele completará 36 anos em abril. Sabe que não possui velocidade e explosão muscular para sua jogada mais típica, a arrancada. Sem essa força física seria muito cobrado pela imprensa e torcida. E não quis correr o risco de terminar como Lugano, grande ídolo, mas que só ajudava no banco de reservas, animando os titulares.

Ele percebeu que teria muito mais a perder do que ganhar.

Havia a possibilidade de jogar mais uma temporada na China.

Mas também não se animou.

Era o São Paulo ou nada.

Depois de muito pensar, optou pela aposentadoria.

Será esta sua resposta amanhã para Galvão Bueno.

A carreira acabou.

"A aposentadoria vai acontecer em breve. Jogar já não é mais um prazer para mim. Sofro muito após o término das partidas. Meu corpo me diz que tenho 35 anos e já não é como antes", disse em entrevista às rádios ao deixar o Orlando City.

Galvão Bueno se vislumbra como um 'vendedor de emoções'.

Com Kaká as emoções não serão tão bombásticas e reveladoras.

Não como ele desejava.

O meia anunciará sua aposentadoria...
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O dia mais triste na carreira de Telê Santana. Quando, doente, tentou assumir o Palmeiras
Sabado, 16 Dezembro 2017 09:05:43 -0200

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Era início de 1997.

O clima era de imensa expectativa no Palmeiras.

Não só por parte da imprensa, dos jogadores, dos conselheiros. Mas principalmente de José Carlos Brunoro. O executivo da Parmalat, que assumiu o comando do futebol do clube, em um regime de co-gestão. Ou seja, os italianos colocavam dinheiro para contratar atletas que o clube, em dificuldades financeiras, não teria condições de sonhar. E depois os vendia com lucro.

Ao clube ficavam os títulos, a melhoria na infra-estrutura.

O esquema funcionou entre 1992 e 2000. Vieram fim de jejum, conquistas e foram formadas verdadeiras seleções. As conquistas se seguiram. Dois Torneios Rio-São Paulo (1993 e 2000), dois Campeonatos Brasileiro (93 e 94), três Campeonatos Paulistas (1993, 1994 e 1996), uma Copa do Brasil (1998), uma Copa Mercosul (1998), uma Copa Libertadores (1999) e uma Copa dos Campeões da CBF (2000).

Em 1996, o Palmeiras formou o time dos 102 gols e foi campeão paulista, de forma impressionante. Velloso; Cafu, Sandro, Cléber e Júnior; Amaral, Flávio Conceição, Rivaldo Djalminha; Müller e Luizão. Entrou como grande favorita na Copa do Brasil. E nos dois jogos da decisão, contra o Cruzeiro, Müller não acertou a renovação e não jogou, estava emprestado pelo Kashiwa Reysol. Falou que tinha uma proposta do São Paulo e queria aumento. Brunoro acredito que estava blefando. Não estava. O atacante voltou ao Morumbi.

O Palmeiras perdeu. Vanderlei Luxemburgo ficou revoltado. E colocou a culpa na gestão de José Carlos Brunoro. O ressentimento entre os dois amigos foi enorme. Veio o Brasileiro e o troco. O Palmeiras caiu nas quartas de final para o Grêmio de Luiz Felipe Scolari. E Luxemburgo foi demitido.

Brunoro avisava os setoristas do clube, inclusive eu, que contrataria um treinador que não deixaria saudades de Vanderlei. Todos nós buscamos contatos com treinadores nacionais e internacionais, e nada. Nem conselheiros mais importantes sabiam nada do novo contratado.

Até que ele foi anunciado.

E todos ficamos chocados.

O nome era Telê Santana.

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Como assim? Ele havia sofrido uma isquemia cerebral ao fazer um cateterismo. E abandonou não só o São Paulo, mas o futebol, em janeiro de 1996. Eu tive a sorte de cobrir o clube tricolor por alguns meses e trabalhei com Telê Santana. Em esquema de folgas dos setoristas. Os clubes que eu cobria normalmente pelo Jornal da Tarde eram Palmeiras e Corinthians.

Sempre gostei de chegar cedo aos treinamentos e via todo o seu perfeccionismo. A começar com o gramado. Onde retirava, cuidadosamente, paquinhas. Eram insetos que parecem gafanhotos e que insistiam em cavar suas pequenas tocas no CCT da Barra Funda.

"Essas tocas viram montinhos de barro que não deixam a bola rolar pelo gramado", dizia. E ao mesmo tempo, tinha o maior cuidado com os ninhos de Quero-quero, que adoravam os campos de treino são paulino. Cuidava dos ovos dos pássaros como se fossem tesouros.

Telê tinha muita energia. Cobrava aos gritos os jogadores, não se importava com a imprensa. Não tinha tolerância alguma com erros nos cruzamentos e chutes a gol. Várias vezes, ele parava o coletivo e mostrava como fazia. Gostava de montar seu time extremamente ofensivo. Fazia questão de cobrar fisicamente seus atletas. Cuidava inclusive da vida pessoal dos jogadores. Fez atletas sem casa própria devolver carros novos que haviam comprado. E os forçava a investir na moradia.

Adorava peitar os dirigentes. Principalmente o então presidente da Federação Paulista, José Eduardo Farah. Não perdoava os juízes. Apesar de rico, morava no CCT por economia e comodidade. Era extremamente centralizador, não permitia palpites no seu trabalho com os atletas.

O bicampeonato mundial no São Paulo resgatou o fracasso nas duas Copas com a Seleção.

Assim como a confiança em cada entrevista.

Era um homem cheio de energia.

Fui para o CT do Palmeiras esperando encontrar o Telê Santana que conhecia.

Não o entrevistava há pelo menos dois anos. Ele havia sofrido a isquemia em janeiro de 1996. Esperava encontrá-lo como o conhecia. Técnico que passava convicção, firmeza, reclamão, detalhista, inteligente, pronto para o confronto.

Foi uma cena triste, terrível.

Que me incomoda até hoje, mais de 20 anos depois.

Nunca consegui esquecer. Telê chegou andando com dificuldade, inseguro, trêmulo. Inseguro, calculava o próximo passo. Parecia ter envelhecido pelo menos 15 anos, desde que o vi pela última vez. Demonstrava ter muito mais do que seus reais 65 anos. Andou amparado por Márcio Araújo. Ambos foram lentamente para onde estavam os jogadores. Todos, a começar por Cafu, o cumprimentaram com todo respeito, carinho. E demonstravam nos olhares, a óbvia preocupação.

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Depois ficaria pior. Chegara a hora da entrevista. E Telê Santana mal conseguia falar. Suas palavras eram ditas com dificuldade, com lentidão. Era nítido o esforço que fazia para raciocinar, tentar das suas explicações. Houve um constrangimento geral. Márcio Araújo percebeu e tomou à frente. Disse que seria o treinador. Telê Santana seria o coordenador técnico, o seu orientador.

Sem acompanhar os treinamentos, sem o dia-a-dia, Telê montaria a equipe de longe.

Telê não mais falou, apenas se despediu.

Depois dessa triste apresentação, houve a saída do técnico bicampeão mundial. E outra vez, ficou clara a sua dificuldade para andar. O esforço que fazia para tentar mostrar que estava normal. Doía o coração de quem o conhecia.

Impossível ver e não ficar deprimido.

Era óbvio que fora combinado. Márcio Araújo, então diretor de futebol, Sebastião Lapola, e Brunoro tinham o mesmo discurso. Telê estava no final de sua recuperação. Em um ou dois meses, ele seria o 'mesmo'. Estaria nos treinos, nos jogos e montaria um Palmeiras capaz de buscar os títulos mundiais que a Parmalat tanto sonhava.

Não me conformei. Telefonei para médicos do São Paulo. Falei com neurologistas. E a triste resposta era a mesma. Telê Santana não voltaria a ser o técnico que a Parmalat sonhava. Pelo contrário. Seu estado físico só pioraria. Éramos testemunhas de um absurdo.

No jornal foi difícil enfrentar a chefia. Ela desejava como todos que amam o futebol que o grande treinador estivesse de volta. Não queria a tristeza. Mas a festa pelo retorno de um dos maiores treinadores brasileiros de todos os tempos.

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"Deixa de ser pessimista. Seu texto vai contra o que todos os palmeirenses querem ler", ouvi do editor. "Mas você quer que eu publique uma mentira? O Telê não vai voltar. Ele está doente, muito doente", respondi. "Você não é médico. Você acha que a Parmalat iria correr o risco de um vexame tão grande? Apresentar alguém que não tem condições de trabalhar?" "Acho. O Brunoro tinha de buscar um técnico melhor que o Luxemburgo. Por isso forçou a barra. Por isso o Telê foi para o Palmeiras. Mas ele não está bem. Eu o vi e o ouvi. Ninguém me contou. Eu estava lá. Falei com médicos. Não há porque ficar otimista, não."

O clima ficou ruim com o editor.

Ninguém gosta de más notícias.

A situação absurda perdurou por meses no Palmeiras.

Ligava para Renê, o filho de Telê. E ele dizia que seu pai insistia muito. Estava animado. Deixava claro que a proposta do Palmeiras virou o grande motivador de sua vida.

Mas havia a realidade.

E ela matava o sonho de Telê. Ele se considerava injustiçado, que o São Paulo não teve paciência, não acreditou na sua recuperação, depois da isquemia. E queria 'dar a volta por cima'.

O Palmeiras capengava com Márcio Araújo no Paulista. A família de Telê percebeu que o fracasso estava sendo dividido com o grande treinador. E não era justo. Ele não tinha como orientar Márcio Araújo. O grande treinador não melhorava. Pelo contrário, piorava.

Até que no dia 3 de abril, Renê procurou o então presidente Mustafá Contursi e Brunoro. Contou que os médicos de seu pai disseram. Não haveria como voltar. Telê tinha de abandonar o futebol de vez e se preocupar em ter uma vida o mais saudável possível, tranquila.

Quando cheguei com a notícia, nem tive coragem de ironizar meu editor. Ele estava arrasado. Como grande parte da redação. Eu também detestei estar certo.

Acabava um dos mais tristes episódios da minha carreira.

Percebi todo o amor que Telê Santana tinha ao futebol.

Era como se soubesse que, sem ele, iria morrer.

A terrível isquemia deu início à falência dos seus órgãos. Prejudicou primeiro a fala e a locomoção. Acabou preso por anos a uma cadeira de rodas, falando cada vez menos. Seus momentos de lucidez foram rareando. Até que faleceu, nove anos depois, em 2006.

Foi o sofrimento de Telê Santana, de quem sempre foi muito próximo, que fez Muricy Ramalho tomar coragem. E optar pela aposentadoria, quando ouviu dos médicos que corria risco de vida se continuasse como técnico.

Preferiria ficar com a imagem do homem turrão, trabalhador, técnico competente, exigente que aprendi a admirar no São Paulo.

Só que a triste 'apresentação' de Telê no Palmeiras me atormenta.

Nunca esquecerei seu constrangimento ao andar e falar.

A vontade que ninguém percebesse.

E todos tentavam não enxergar, se enganar.

Mas era impossível.

O grande Telê Santana não merecia aquele terrível teatro...
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Delações forçam a Fifa a agir. Del Nero suspenso da CBF e a caminho do banimento do futebol
Sexta feira, 15 Dezembro 2017 12:49:09 -0200

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Acabou para Marco Polo del Nero?

Essa é a pergunta que domina o milionário prédio na avenida Luis Carlos Preste, na Barra da Tijuca.

Na sede da CBF, a notícia caiu como uma bomba.

O Comitê de Ética da Fifa finalmente acordou. Foram tantas denúncias e acusações indefensáveis no julgamento do ex-presidente José Maria Marin, que não houve como o suíco/italiano Gianni Infantino seguir se fingindo de morto. Seguindo sua determinação, o Comitê de Ética da Fifa suspendeu o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, por 90 dias. Essa suspensão pode ser aumentada por mais 45 dias.

Nesse período, o Comitê de Ética poderá banir Marco Polo del Nero do futebol. E ele não poderá exercer qualquer cargo envolvendo o futebol profissional. Com a atual suspensão, ele já está oficialmente afastado do cargo de presidente da CBF. O vice mais velho e presidente da Federação do Pará, o coronel Antônio Carlos Nunes, assume a partir de hoje o lugar que era de Del Nero.

O que levou à suspensão foram os depoimentos de Marin e de várias testemunhas no julgamento do ex-presidente da CBF nos Estados Unidos. O ex-dono da Traffic, Jota Hawilla e do ex CEO da empresa Torneos y Competências, o argentino Alejandro Burzaco, que tinham direitos de competições, acusaram Del Nero não só de receber subornos por contratos. Mas de ser muito mais culpado que o próprio Marin, que agiria como um subalterno seu, de acordo com os testemunhos.

Os promotores norte-americanos garantem que o dirigente ganhou US$ 6,5 milhões (R$ 21 milhões na cotação atual) em propinas.

"Marin sempre foi visto como um interino. Todos esperavam que Marco Polo Del Nero fosse o presidente após a saída de Ricardo Teixeira, mas ele ainda não pôde assumir em 2012. Então, embora Marin tivesse o papel de presidente, ele não estava no Comitê Executivo da Fifa. Essa posição era ocupada por Del Nero.

"Marin sempre estava com Del Nero. Era sempre Del Nero quem tomava as decisões. Marin estava fora, estava à margem. Por isso peço que vocês voltem até a analogia que fiz: Marin era alguém que só completava o time. Peço que vocês realmente tenham isso em mente: Marin era só um interino."

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Estas foram declarações de Charles Stillman, advogado principal de Marin no julgamento.

"Era como uma monarquia. A voz por trás das decisões centrais era do Marco Polo Del Nero, mas os discursos eram feitos por José Maria Marin. Ele era o rei, e Marco Polo Del Nero era o presidente que conduzia as coisas.

No contexto do Conmebol, os dois eram como irmão siameses, pois sempre apareciam juntos. Mas o Del Nero era quem tomava as decisões", reiterou, diversas vezes, Alejandro Burzaco.

Vale a pena ler detalhes das conversas envolvendo Marco Polo e as propinas. As gravações acabaram sendo divulgadas nos julgamento dos Estados Unidos. Eram pesadas demais. A Fifa não poderia seguir com os braços cruzados.

Como publicou a Folha.

"Nas conversas mais explícitas sobre negociação de pagamentos de propina reveladas no julgamento do escândalo de corrupção da Fifa, J. Hawilla, o dono da Traffic, e Kleber Leite, ex-presidente do Flamengo e dono da Klefer, discutem em tom carinhoso supostos pagamentos a uma série de cartolas. Eles se chamam de Jotinha e Klebinho quando iniciam o diálogo.

"Era R$ 500 mil pro Ricardo [Teixeira], R$ 500 mil pro Marco Polo [Del Nero] e R$ 500 mil pro [José Maria] Marin", diz J. Hawilla, o Jotinha, a Leite, o Klebinho, lembrando um acordo que eles fizeram de pagar R$ 1,5 milhão relativos à compra de direitos comerciais da Copa do Brasil.

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"Leite, em tom preocupado, discorda dos valores, dizendo que eram R$ 2 milhões, alegando ter feito "uma equação para incluir mais gente" e manter seu "compromisso moral" de continuar fazendo as remessas para Ricardo Teixeira mesmo depois que o cartola havia renunciado à presidência da CBF, em 2012.

"O contrato firmado pela Traffic e pela Klefer com a CBF foi negociado quando Teixeira ainda estava no comando da organização que regula o futebol brasileiro. Ele acertava a contrato de cessão dos direitos de transmissão das Copas do Brasil de 2013 a 2022 para as empresas.

"Quando Teixeira foi substituído no cargo por José Maria Marin, ex-presidente da CBF que está sendo julgado agora em Nova York, e Marco Polo Del Nero assumiu as funções de Teixeira na Fifa e na Conmebol, a propina das empresas de J. Hawilla e Leite passou a ser compartilhada pelos três."

Quando houve a devassa da cúpula da Fifa, com a prisão de oito dirigentes, em um congresso, em Zurique, em maio de 2015, Marco Polo Del Nero não quis nem saber, se entre os presos estava José Maria Marin. Ele embarcou o mais rápido possível para o Brasil.

E desde então, nunca mais saiu do país. Marco Polo Del Nero é acusado nos EUA de conspiração, lavagem de dinheiro e fraude eletrônica por propinas em contratos da CBF relacionados à Copa do Brasil, Copa América e Libertadores. Só será preso se for aos EUA ou a um país com o qual os americanos tenham acordo de extradição.

No país, apesar de todas as denúncias, o Ministério Público e a Polícia Federal nunca fizeram uma investigação mais profunda sobre as ações de Marco Polo del Nero. A suspeita maior é que a bancada da bola, políticos de Brasília, parceiros de Del Nero, sempre impediu o andamento das investigações.

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Del Nero, no entanto, não poderia fazer nada se o Comitê de Ética da Fifa resolvesse agir. Desde 2015, ele vinha sendo investigado. A desculpa para a lentidão na tomada de decisão era que a Fifa não tinha acesso às provas que o FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos conseguiram.

Dois anos presos fizeram que Marin resolvesse delatar o amigo. Há relatos que ele esperava auxílio financeiro de Del Nero. E eles nunca chegaram. O que obrigou o ex-governador biônico de São Paulo a vender parte de seus bens. Só para manter sua prisão domiciliar.

Com raiva de Marco Polo, resolveu revelar todo seu envolvimento no esquema de propinas.

Diante da desmoralização pública do presidente da CBF, no julgamento de Marin, não houve saída diplomática para a Fifa.

Infantino decidiu agir.

E a suspensão é o primeiro passo do banimento.

As delações são de todos os lados.

É quase impossível Del Nero seguir no comando da CBF.

Ele mesmo sabe que é o caminho do fim.

Sua única saída digna seria a renúncia.

O que tinha de aproveitar, já aproveitou...
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Fazendo história
Sexta feira, 15 Dezembro 2017 11:43:50 -0200

gaurdiola2 1024x537 Esportes

Olá galera.

Ninguém duvida de que Josep Guardiola é um dos melhores treinadores do planeta. Pelo Barcelona, conseguiu impor sua ideia de jogo e encantou a todos os amantes do futebol. Em quatro anos conquistou catorze títulos. Sempre se preocupando não só em vencer, mas também em jogar bonito.

O que muita gente não sabe é que ele é um grande admirador do nosso futebol. Chegou a dizer que a Seleção Brasileira da Copa de 1982 foi uma de suas principais referências. Também disse que conversava com seu avô sobre o fantástico Santos de Pelé.

Depois do Barça foi para outro gigante europeu. No Bayern de Munique nem tudo saiu como planejado. Apesar de ter conquistado sete troféus em três anos, não teve sucesso na principal competição, a Champions League. Em seu terceiro clube Guardiola está conseguindo fazer o time jogar muito bem.

Nesta semana o Manchester City quebrou o recorde do Arsenal de Arsene Wenger. Com quinze triunfos consecutivos na Premier League, seus comandados estão embalados com a excelente campanha. Mais uma vez um time que ele dirige está vencendo e convencendo.

Levando em consideração os principais campeonatos nacionais do Velho Continente, o Bayern de Munique é o maior recordista com dezenove vitórias seguidas, na temporada 2013/2014. Na caminhada atrás de mais uma importante marca, o City terá um compromisso difícil no fim de semana.

Vai receber o Tottenham de Harry Kane, outra equipe inglesa que vem tendo belas atuações e ótimos resultados. É muito bom saber que Guardiola, um treinador que faz questão que seus times joguem um futebol vistoso, se inspirou em Zico, Falcão, Sócrates e cia.

beijim

Mylena



Com a Copa de 2018, Neymar faturará R$ 100 milhões. Só com publicidade
Sexta feira, 15 Dezembro 2017 11:16:51 -0200

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Foi dada a largada.

Tite e suas principais estrelas já começam a amarrar contratos milionários para a Copa de 2018. Com o aval do presidente da CBF, Marco Polo del Nero, eles estão liberados para fechar contratos com quem acharem interessante. Mesmo se forem produtos concorrentes dos patrocinadores da entidade.

Neymar será outra vez quem faturará mais com o Mundial. Em 2014, tinha contrato com 16 empresas. E fez propagandas para 12 durante o Mundial. Atualmente segue com Nike, Gillette, Red Bull, GaGá, Beats, Replay, Listerine, Heliar. Além delas, deverá fazer várias outras campanhas durante o torneio na Rússia.

Acaba de fechar com o Café Pilão e o McDonald's para a Copa. Já somam dez empresas garantidas. Há a divisão entre campanhas internacionais e nacionais. A cerveja Proibida e os suplementos Sidney Oliveira também negociam para o Mundial. Ele segue aberto a outras negociações.

A expectativa do mercado publicitário é que Neymar possa representar até vinte marcas em 2018. Sua imagem vai dominar as telas brasileiras.

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Foi dada a largada.

Há uma diferença fundamental. Seu cachê está muito mais alto do que no Mundial no Brasil. O fato de estar consolidado como uma grande estrela internacional, o terceiro melhor do mundo, só abaixo de Cristiano Ronaldo e Messi, e ainda ser atleta mais caro do planeta, custou R$ 820 milhões para o PSG, valorizou demais qualquer negociação.

Em 2016, a conceituada revista Forbes mostrou. Neymar foi o atleta com menos de 25 anos a ganhar mais dinheiro em todo o mundo. Ele chegou a 37 milhões de dólares, R$ 123 milhões. US$ 22,5 milhões, cerca de R$ 73,4 milhões, só com publicidades. A perspectiva neste ano é que fature mais de 45 milhões de dólares, R$ 150 milhões, no total. Entre salários e publicidade.

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2018, no entanto, será seu ano.

Chegará a 50 milhões de dólares de faturamento, R$ 167 milhões.

Com 60% desse valor em publicidade, cerca de R$ 100,2 milhões.

Quebrará seu próprio recorde.

Nenhum brasileiro jamais ganhou tanto com publicidade em toda a história.

Nem mesmo Pelé.

Se a Seleção for campeã, poderá receber muito mais.

Neymar aprendeu com Ronaldo Fenômeno que não há limites para publicidade. E que não precisa ficar preocupado com a superexposição. Ele trabalharam juntos na 9ine, agência de marketing de Ronaldo. Mas logo, Neymar percebeu que poderia andar com as próprias pernas. Abandonou a parceria. Mas aprendeu a lição com Ronaldo: quanto mais dinheiro, melhor.

Abandonou a 9ine, do ex-jogador e comentarista da Globo, depois do Mundial. Aprendeu com Messi, no Barcelona, a não precisar do auxílio de ninguém para vender sua imagem.

E em março de 2014, as publicidades que tinham Neymar como estrela fora vista 578 vezes na televisão brasileira. A média de 500 inserções comerciais por mês foi mantida até a derrota por 7 a 1 para a Alemanha. É normal as empresas amarrarem suas propagandas enquanto o Brasil tiver chance de ser campeão.

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Não custa lembrar. O PSG desembolsa R$ 374 mil por dia só com salários para Neymar. É o que informa o jornal alemão Der Spiegel, que teve acesso a documentos do acordo entre as partes por meio do Football Leaks. Segundo a publicação, Neymar embolsará R$ 137 milhões por ano com seu novo contrato. Fora bônus por objetivos alcançados. A classificação do PSG para as oitavas da Champions, por exemplo, valeu um milhão de euros, livre de impostos, para o atacante, mais R$ 3,9 milhões.

No Mundial do Brasil, 12 jogadores e mais Felipão tinham acordo publicitário com 45 empresas. Mesmo com a vergonhosa campanha, muitos atletas daquele time fracassado ganharam um bom dinheiro.

Para o Mundial da Rússia, Tite já está se virando. Fechou contrato com a Samsung e Faculdade Maurício de Nassau. Analisa, no momento, cerca de cinco novas propostas. Ele só tem um veto. Não fará, de maneira alguma, propaganda de bebida alcoólica. Não repetirá o que Dunga e Felipão fizeram. Além do mais, não se sujeitará a publicidades que o exponham ao ridículo, como fez Lazaroni, em 1990, tentando convencer um guarda que era treinador da Seleção Brasileira.

Zagallo foi o percursor dos treinadores a ganharem dinheiro com publicidade na televisão, em 1974.

Depois de Neymar e Tite, Gabriel Jesus deverá ser o jogador mais procurado por agências publicitárias. Ele já fechou acordo com a Vivo, assim como o volante Paulinho. O jovem atacante também tem sondagens de outras empresas. Devido à crise econômica, as empresas estão deixando para fechar seus contratos mais próximos do Mundial.

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Com o 7 a 1 e as denúncias de corrupção, a entidade perdeu quatro patrocinadores em relação à Copa de 2014. Coca-Cola, Sadia, Chevrolet e McDonald’s não quiseram renovar com a entidade. Ela segue com dez: Nike, Itaú, Vivo, Ambev, Mastercard, GOL, Ultrafarma, English Live, Cimed e Universidade Brasil. Mesmo com o constrangedor julgamento do ex-presidente José Maria Marin, nos Estados Unidos. E com as diversas acusações a Marco Polo del Nero.

Os patrocinadores ficaram porque consideram a Seleção excelente investimento.

Com o Mundial no Brasil, a CBF faturou R$ 359,4 milhões só com patrocínios.

Pelé também não tem do que reclamar.

Em 2014 ganhou R$ 52 milhões com publicidade.

Tanto CBF quanto Pelé esperam mais dinheiro na Rússia.

A Copa do Mundo é uma festa...
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Além da derrota na Sul-Americana. Flamengo perde torneios, dinheiro e exposição na Europa e Oriente
Quinta feira, 14 Dezembro 2017 16:02:06 -0200

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Perder a Sul-Americana vai muito além para o Flamengo. A perda do título vai muito além do que a decepção da maior torcida do país. Atingir 18 anos sem conquistas internacionais. Não. Diante do elenco mais barato e menos valorizado do Independente, o clube carioca perdeu dinheiro e exposição. Na Europa e Oriente.

O campeão da Sul-Americana embolsou R$ 16 milhões. Cinco a mais, no cômputo geral que o Flamengo. Só que ganhou o direito de disputar três competições. A Recopa, enfrentando o Grêmio, vencedor da Libertadores. A Suruga em um confronto no Japão, contra o campeão japonês. E a Supercopa Euroamericana, contra o campeão da Liga Europa, o Manchester United.

Graças a estes três torneios, o Independiente deverá chegar a R$ 30 milhões. Somando premiações e transmissão dos confrontos.

O Flamengo gastou cerca de R$ 60 milhões para montar essa equipe. O Independiente gastou R$ 8 milhões. A folha de pagamento flamenguista bate nos R$ 10 milhões. E do time argentino, R$ 6 milhões.

Fosse uma empresa, os responsáveis pelo futebol flamenguista estariam demitidos.

Mas como o futebol é 'amador', o fracasso não tem maior consequência.

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O presidente Bandeira de Mello garantiu que Reinaldo Rueda seguirá no clube. Assim como o executivo de futebol, Rodrigo Caetano. Ou seja, a estrutura será mantida.

Basta ter paciência para contar. Desde 2013, com Bandeira de Mello como presidente, o clube disputou 21 torneios. Venceu três. Uma Copa do Brasil e dois cariocas. Foram 18 desilusões. Com direito a três derrotas em finais.

A recuperação econômica do Flamengo é impressionante.

O clube devia cerca de R$ 800 milhões quando Bandeira de Mello assumiu, em dezembro de 2012. Hoje, deve cerca de R$ 360 milhões. O que é um feito. Principalmente se o Flamengo fosse um banco. Como é um clube de futebol, com maior número de torcedores no Brasil, dentro de campo, o rendimento é fraquíssimo.

Se o Flamengo comemora como maior feito em 2017 a conquista do sexto lugar no Brasileiro e a garantia da disputa da Libertadores em 2018, um grande cúmplice é o Conselho Deliberativo. Bandeira de Mello segue seu trabalho sem ser contestado, questionado de verdade. A omissão é algo surreal.

Rueda já avisou aos dirigentes.

Quer voltar em 2018, mas exige reforços.

Ou seja, mais dinheiro será gasto em jogadores.

A diretoria flamenguista segue irritada e depressiva.

Pensa no título da Copa Sul-Americana.

Mas quando as lágrimas secarem, vão perceber o prejuízo.

O muito dinheiro e exibição que o clube perdeu.

O vice campeonato foi muito além de um troféu a menos...
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Na rescisão de Nilmar com o Santos, a certeza. O futebol começa a perder para a depressão
Quinta feira, 14 Dezembro 2017 13:01:01 -0200

126 Esportes
O pedido do atacante foi claro.

Sem coletiva, sem presença de jornalistas, conselheiros, torcedores. Era para ser o mais discreto possível. E foi. Bastou a assinatura na rescisão do contrato.

E pronto.

Nilmar deixou ontem de ser jogador do Santos.

Foi vencido pela depressão.

O atacante atuou apenas 39 minutos com a camisa santista, desde foi contratado, em junho. Entrou como reserva, contra Coritiba e Cruzeiro. Nada conseguiu fazer. Teve atuações irreconhecíveis, para os torcedores que aprenderam a admirá-lo. No Internacional, Lyon, Corinthians. Teve chance até na Seleção Brasileira, marcando nove gols, em 24 convocações. Disputou como reserva a Copa de 2010.

Só que Nilmar chegou ao Santos, depois de um período de um ano e três meses sem atuar. Estava há mais de um ano sem atuar no Al Nasr. As cirurgias nos dois joelhos, mais lesões nos tornozelos, no ombro, fora as várias contusões musculares que teve ao longo da carreira, já pesavam. Ele havia perdido sua principal característica, a velocidade. Se tornou um atacante fácil de ser dominado. Acabou na reserva. Discutiu com treinadores e dirigentes. Acabou deixando até de ser inscrito para as competições. Como seu contrato era excelente, não quis ir embora. Apenas treinava e recebia.

Ao chegar na Vila Belmiro, sua fama de artilheiro o precedia. E aceitou fazer o mesmo tipo de contrato de Ricardo Oliveira. Assinou por R$ 200 mil mensais, salário quatro vezes menor do que recebia no Catar. Firmou compromisso de três anos. Tinha certeza que daria a volta por cima e resgataria sua condição de artilheiro, de ídolo. Até porque sabia do nível baixo do futebol no país.´

Só que seus treinos eram cada vez piores.

Como foi publicado em setembro pelo blog, "no empate em 1 a 1 contra o Cruzeiro, no dia 27 de agosto, Nilmar entrou aos 29 minutos do segundo tempo, no lugar de Copete. Mal pegou na bola. Ao entrar no vestiário, com o restante do time, ele começou a passar mal. De tanta tensão, parte do seu rosto ficou paralisado. Precisou de atendimento médico para dominar sua crise nervosa.

Nilmar seguiu alternando irritabilidade com apatia. Os médicos santistas o encaminharam para psiquiatras e psicólogos. Ficou diagnosticada a depressão. Além do longo período que ficou sem atuar por contusões, o afastamento forçado no Oriente Médio também pode ter pesado.

A falta da produção de serotonina, noradrenalina e dopamina, substâncias produzidas pelo corpo do atleta, em jogos de futebol, pode ter sido fundamental para a depressão de Nilmar.

Além da evidente pressão para que consiga jogar em alto nível. Sua carreira é vitoriosa. Foi campeão mundial sub-20. Campeão da Copa das Confederações com a Seleção. Campeão francês, campeão brasileiro, da Sul-Americana. Artilheiro da Libertadores, da Sul-Americana. Teve gol seu indicado ao prêmio Puskás. Foi o Craque do Brasileiro de 2008.

É casado, tem dois filhos pequenos. Está milionário. Com a vida resolvida".

Foi combinado que Nilmar teria seu contrato suspenso. Deixaria de receber seus salários, mas faria um tratamento intensivo para tentar se livrar da depressão. A aposta é que voltaria a jogar em 2018. Os dirigentes santistas não contavam com a renovação de Ricardo Oliveira. Teriam outro atacante experiente como titular.

Só que o atacante não conseguiu se recuperar.

O tempo foi passando e a pressão para que voltasse a jogar, em alto nível, a partir do início de 2018, virou um fantasma. De acordo com dirigentes santistas, só trazia mais ansiedade e insegurança ao atacante. E prejudicava profundamente o tratamento da depressão.

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Ele tomou a iniciativa de pedir a rescisão.

Não suportou ter a responsabilidade de voltar a jogar.

Seguirá com o tratamento e, se um dia, se sentir preparado e motivado, poderá voltar a campo. Mas também não está descartada a possibilidade de não mais retornar a jogar profissionalmente.

O atleta Nilmar perdeu para a depressão.

Vale a pena deixar claro o quadro.

Repetir o quanto esta doença é silenciosa.

E terrível.

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"Um estudo da ONU calcula que a população mundial chega a 7,6 bilhões de habitantes. Mas é outro estudo, o feito pela Organização Mundial da Saúde que assusta. Há cerca de 332 milhões de pessoas com depressão. A doença, considerada mal do século XXl pode provocar ansiedade, desespero, profunda tristeza, irritação, desinteresse pelas pessoas, pela vida.

Desprezo por atividades que antes eram prazerosas, podem perder o apetite ou comer demais. Alcoolismo. Problemas de concentração, dificuldade para lembrar detalhes ou tomar decisões. Problemas de insônia, sono excessivo, fadiga, perda de energia, mudança na alimentação, sofrimento, dores ou problemas digestivos resistentes a tratamento também podem estar presentes.

Levar até o suicídio.

E o esporte não é um mundo à parte.

Michael Phelps, Andre Agassi, Diego Hipólito, Rafaela Silva, Poliana Okimoto, Joanna Maranhão, Dwayne "The Rock" Johnson foram alguns atletas que conseguiram superar a depressão.

Um estudo no Reino Unido, em 2014, chegou à incrível conclusão que um quarto dos jogadores de lá tinha depressão ou ansiedade. A pressão para jogar futebol era a maior causa. Dos atletas em atividade, 26% assumiam o preocupante quadro. E entre os aposentados, 39%.

59 Esportes

Em 2015 foi divulgada uma pesquisa mais recente. Foi feito pelo FIFPro, o sindicato internacional dos atletas. E os resultados, assustadores. 38% dos 607 jogadores em atividade e 25% entre os 219 ex-jogadores disseram ter sofrido de depressão ou ansiedade nas quatro semanas anteriores a que foram entrevistados."

O que escrevi em setembro se encaixa perfeitamente ao quadro atual de Nilmar.

Os dirigentes santistas foram otimistas demais.

Não sabiam com o que estavam lidando.

Até que veio a rescisão.

É importantíssimo Nilmar jogar futebol.

Mas é fundamental seguir vivendo, cuidando de sua família, dos filhos.

E de maneira saudável.

Se tiver de encerrar a carreira para se curar, a troca vale a pena.

Quanto aos clubes.

Mais uma vez, o apelo deste jornalista.

Que prestem atenção cada vez maior à psicologia no esporte.

O ambiente é extremamente competitivo, cruel.

Seguido de vitórias e derrotas.

Contusões, suspensões, conquistas, frustrações.

Pressão de imprensa, torcida.

Não são todos os jogadores que suportam.

Enquanto tudo ficar por conta dos treinadores, que se consideram psicólogos, a situação só vai piorar.

Que o triste caso de Nilmar sirva de alerta.

O futebol começa a perder para a depressão...
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Faz parte...
Quinta feira, 14 Dezembro 2017 11:23:29 -0200

independiente Esportes

Olá galera.

Em qualquer disputa de campeonato, só um time faz a festa de campeão no final. Nem sempre a melhor equipe da competição é a que levanta a taça. Perder também é do jogo. O que não deveria ocorrer são os atos de vandalismo que alguns cometem em locais onde todos deveriam ir apenas pra se divertir.

Ontem, na grande decisão da Copa Sul-Americana, parte da torcida do Flamengo causou bastante tumulto, no Estádio do Maracanã. Já na noite anterior, alguns haviam realizado foguetório na porta do hotel onde estava hospedado o Independiente, da Argentina.

Em campo o Flamengo começou nervoso, diferente da postura na partida de ida. O time de Avellaneda mostrou mais organização e calma. Mesmo assim, Éverton perdeu uma ótima oportunidade de abrir o marcador. O gol do Rubro-Negro veio logo depois. Paquetá, um dos destaques do Fla, foi o autor.

Ainda na primeira etapa, Barco empatou de pênalti. Vale destacar o talento desse jovem jogador argentino. Tem tudo pra ir muito longe, joga demais. Mais na base da vontade do que na técnica, o Flamengo buscou o gol que levaria para a prorrogação.

Se abrindo muito, sofreu perigosos contra-ataques. Em um deles o veterano Juan, outro que atuou muito bem, salvou milagrosamente, quase em cima da linha. O tempo foi passando e o nervosismo aumentando. É, não deu. No Maraca lotado, foi a minoria que fez a festa na arquibancada.

Agora é hora da diretoria do Fla sentar e planejar mudanças pra ter um ano novo com melhores resultados. Nas derrotas é possível se aprender importantes lições. As autoridades precisam buscar soluções pra resolver os problemas que ocorreram do lado de fora. Dentro das quatro linhas... Faz parte. Bola pra frente.

beijim

Mylena



Flamengo não mostrou futebol e nem cabeça. O Independiente foi campeão em pleno Maracanã
Quinta feira, 14 Dezembro 2017 00:18:22 -0200

125 Esportes
Justo castigo pela selvageria de seus vândalos.

Elenco caríssimo e supervalorizado.

Jogadores sem o menor preparo psicológico, para suportar tanta responsabilidade.

Pênalti infantil de Cuéllar.

Todos esses ingredientes juntos foram fortes demais. O Flamengo de Reinaldo Rueda foi incompetente para vencer o Independiente, com o Maracanã não só lotado, mas invadido por flamenguistas sem ingresso. Mesmo com apoio legal e ilegal, o time carioca não conseguiu ir além do 1 a 1 contra os argentinos. E perdeu a decisão da Copa Sul-Americana, já que havia sido derrotado por 2 a 1, na Argentina.

O fracasso flamenguista atingiu em cheio o Atlético Mineiro, que acabou eliminado da Libertadores. O Brasil terá 'apenas' oito equipes. E também o Sport Recife, que não disputará a Sul-Americana.

O clube carioca completou 18 anos sem um título internacional.

"Eu acho que é um golpe duro, muito forte. Muita dor, por todo o sonho para nós, para a torcida. Eu acho que o outro jogo teve uma característica similar de não valorizar o placar. Quem sabe a emoção nós traiu.

'Infelizmente se vai uma oportunidade. Uma equipe que teve muitas adversidades no caminho. Apesar de um elenco de homens de personalidade, perdemos homens vitais, importantes para nossas aspirações. Faltou essa experiência de jogadores como Guerrero, Diego Alves. É difícil compreender e seguramente afetou para não conseguir o que queríamos.

"Foi difícil pela tensão. Sabíamos que precisávamos evitar tomar gols. Importante ter começado ganhando, mas faltou controle para evitar essa situação. Eles sabiam que tinham o placar a favor."

Estas foram as desculpas de Reinaldo Rueda, após a perda do título.

64 Esportes

Na verdade, o Flamengo só jogou bem no primeiro tempo, quando a marcação do Independiente deu muito espaço entre os volantes e os zagueiros. Diego teve toda a liberdade no início da partida. Tinha tempo para pensar e deixar Everton, cara a cara, com Campaña. E mesmo com o impedimento não marcado, o goleiro não teve dificuldade para abafar o chute.

O time carioca ainda teve duas grandes oportunidades, mas a bola caiu nos pés de Lucas Paquetá, que tem a irritante mania do toque a mais. Mas ele não teve coragem de não marcar, aos 29 minutos, depois de cobrança de falta, que Juan desviou, Rever tocou para a pequena área, a zaga argentina furou, e Paquetá empurrou para as redes. 1 a 0, Flamengo.

O gol deveria dar mais confiança. A vantagem do Independiente estava anulada. Mas os jogadores do Flamengo se mostraram nervosos, tensos. Queriam decidir, fazer logo o segundo gol. Caíram na ansiedade da própria torcida. O que foi um erro gritante.

Mas o pior viria aos 36 minutos. Em uma bola lançada para Meza, Cuellar, se comportou como um juvenil. Ele deu um leve toque na perna do argentino e o derrubou dentro da grande área. Lance inacreditável. Pênalti que Barco bateu com muita personalidade, deslocando César. 1 a 1.

A partir daí, o Flamengo perdeu toda a concentração. O Independiente nem marcava tão bem. Mas Reinaldo Rueda não conseguiu controlar sua equipe. As bolas cruzadas pelo alto viraram obsessão e caminho mais utilizado por equipes medíocres, sem talento ou imaginação.

Logo aos dez minutos do segundo tempo, Rueda trocou Trauco por Vinicius Júnior. Passou Everton para a lateral. O treinador colombiano havia treinado triangulações com os dois para forçar o lado de Bustos. Só que os dois jogaram muito mal. E mais, a defesa flamenguista ficou aberta aos contragolpes.

Se não fosse o toque leve demais e a grande forma física de Juan, mesmo com 38 anos, e o artilheiro Gigliotti quase virou o jogo. O zagueiro fez um esforço sobrenatural e tirou a bola em cima da linha.

O nervosismo dominou completamente os flamenguistas no segundo tempo. Foi irritante. Eles precisavam de apenas mais um gol para levar a decisão para a prorrogação. Mas seguiam desesperados, como se precisassem de uma vantagem de quatro, cinco gols. E dá-lhe levantamento na área para o gigante Amorebieta de 1m92 se consagrar, com suas cabeçadas. Ariel Holan o colocou nesta partida final, já contando com a falta de imaginação flamenguista.

O Independiente segurou o jogo, se agarrou ao empate. E recuou demais nos últimos dez minutos de jogo. E quase acaba pagando pela falta de ambição. Aos 47 minutos, Vinicius Júnior cruzou, o goleiro Campanã saiu mal, a bola sobrou para Diego, que foi travado. Ela sobrou para Rever de frente para o gol, com Campaña voltando, desesperado. O zagueiro chutou por cima.

Foi feito justiça.

Pelo que jogou, o Flamengo não merecia o título.

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Vândalos de suas torcidas organizadas, que deram vexame antes do jogo, deram após a partida. Depredando o Maracanã, trens, vagões de metrô.

Aprenderam na prática que deixar o adversário sem dormir e usar drone para transmitir seu treino, são atitudes desleais que não funcionam.

Ainda mais com um time tão irregular quanto o Flamengo.

Rueda que aproveite bem as férias.

E repense o futebol.

Diante de tanta expectativa, o resultado até agora é decepcionante.

Enquanto isso, o Independiente comemora seu 17º torneio internacional.

Assume ser o Rei da América.

Com todo mérito.

Foi o melhor time da Copa Sul-Americana.

Não é por acaso que Ariel Holan tem uma grande proposta.

Assinar por mais cinco anos.

Ele mostrou talento como engenheiro do time.

Rueda ficou devendo.

Nem com a ajuda dos vândalos, o Flamengo foi campeão...
212 Esportes



Vândalos do Flamengo mostram. O Brasil aprendeu o pior do futebol sul-americano. E acha normal
Quarta feira, 13 Dezembro 2017 11:50:26 -0200


Basta inverter a situação.

Imaginar que o Flamengo estivesse para decidir o título da Copa Sul-Americana, em Buenos Aires. Primeiro, um grupo de vândalos do Independiente prepararia uma tocaia no Aeroporto Internacional de Ezeiza. Centenas estariam esperando o time brasileiro chegar para 'recepcionar' a delegação. Com palavrões, ameaças e, talvez até agressões aos jogadores e dirigentes. Felizmente, ninguém pôde conferir se a selvageria chegaria a tanto. O time brasileiro escapou do confronto por uma saída lateral do aeroporto.

Depois, na chegada do hotel, havia outros membros das organizadas do Independiente. Eles xingaram, provocaram. Mas foram contidos por seguranças, já que estavam em pequeno número. Mas o clima hostil é algo inacreditável.

Mesmo durante a tarde, rojões já são disparados ao redor do hotel. Tudo ensaiado para não deixar os brasileiros descansarem, já que treinariam à noite. E veio a hora do treinamento.

Reinaldo Rueda sabia da importância do último, do derradeiro treino. E pretendia afinar as cobranças de faltas. O posicionamento de seus defensores e atacantes nas bolas aéreas. E também decidir de vez os cobradores de penalidades. E a maneira com que cada um bateria em caso de o título chegar a esta dramática forma de decisão.

Evidente que este último treino seria fechado.

Ninguém poderia ter acesso.

Segredo valioso na preparação para a disputa do título.

Pois eis que um torcedor do Independiente, coloca um singelo drone no ar. Aproveitando a fraca iluminação do local do treinamento, por cinco minutos e 38 segundos, o treino de bola parada do Flamengo não é só filmado. Tem suas imagens retransmitidas pelo facebook. Para quem quiser assistir. Lógico que a Comissão Técnica do Independiente teria acesso a essas imagens.

Revoltados e indefesos, os jogadores e os membros da Comissão Técnica do time brasileiro passariam a chutar bolas em direção do drone, ao perceber a indecente espionagem. Um truque sujo nojento.

Mas haveria mais. Os vândalos argentinos que não conseguiram 'recepcionar' os flamenguistas em Ezeiza, se aglomeraram em frente ao hotel onde o clube iria se alojar. Alguns torcedores brasileiros abonados, conseguiram se hospedar no cinco estrelas. Os xingamentos, as provocações são inevitáveis. E os furiosos argentinos decidiriam invadir o hotel. O policiamento evita o que poderia ser uma briga selvagem no lobby.

Mas chegaria a noite. E um esquema furioso de rojões foi montado para evitar que os atletas do Flamengo dormissem. A própria imprensa argentina fica revoltada com a situação. E decide filmar a ação dos delinquentes. Só que jornalistas são agredidos, xingados. E lembrados que deveriam dar cobertura a essa estupidez. Porque se tratava de uma guerra contra os brasileiros. Diante das agressões, novas equipes decidem filmar tudo de longe para não apanhar.

Depois de horas de intenso foguetório, chega a inevitável decisão da Comissão Técnica.

O time teve de mudar de hotel durante a madrugada.

Vitória dos vândalos argentinos.

Como estariam os meios de comunicação brasileiros, se esta situação tivesse acontecido envolvendo o Flamengo? Seria manchete de todos os portais, rádios, televisões.

Mas foi ao contrário.

Vândalos das organizadas do Flamengo fizeram a baixaria.

Decidiram contribuir de forma criminosa na decisão da Sul-Americana.

Dar sua parcela de ajuda na busca do título internacional.

Afinal, faz 16 anos que o clube não conquista algo parecido.

É revoltante.

A desculpa é que, na Argentina, houve rojões.

E eles perturbaram o sono dos brasileiros.

Decidiram dar o troco muito pior.

Nós brasileiros chegamos ao fundo do poço.

Aprendemos o pior das competições sul-americanas.

A selvageria chegou a um nível inaceitável.

Não há o menor grau de esportividade.

Só que a revolta é pequena. Aqui, aceitamos de ruim como tudo como normal. O Brasil é a quarta nação mais corrupta do mundo, segundo o índice de corrupção do Fórum Econômico Mundial. O país está atrás apenas do Chade, da Bolívia e da Venezuela, que lidera o ranking. A corrupção é um dos elementos que a organização suíça inclui em seu índice anual de competitividade, baseado em uma pesquisa com 15.000 líderes empresariais de 141 economias do mundo.

As três perguntas feitas a esses executivos foram: "O quanto é comum o desvio de fundos públicos para empresas ou grupos?"; "Como qualifica a ética dos políticos?"; e "O quanto é comum o suborno por parte das empresas?" Em uma escala de um a sete, em que, quanto maior a nota, maior é a transparência, o Brasil recebeu 2,1, segundo análise publicada pela Business Insider.

O Brasil registrou 61,6 mil mortes violentas em 2016, de acordo com o Anuário Brasileiro da Segurança Pública divulgado no dia 30 de outubro. O número, que contabiliza latrocínios, homicídios e lesões seguidas de morte, representa um crescimento de 3,8% em comparação com 2015, sendo o maior patamar da história do país. Em média, foram contabilizados 7 assassinatos por hora. Com o crescimento do número de mortes intencionais, a taxa de homicídios no Brasil por 100 mil habitantes ficou em 29,9.

O Rio de Janeiro é o estado com maior número de vítimas (6,2 mil) e registrou o segundo maior crescimento na quantidade de casos, 24,3% em relação a 2015. Foram registrados 37,6 homicídios para cada 100 mil habitantes no estado.

Entre 2001 e 2015 houve neste país 786.870 homicídios, a enorme maioria (70%) causados por arma de fogo e contra jovens negros. Os números da violência no maior país da América Latina atingem dimensões ainda mais preocupantes ao se compararem com guerras internacionais deste século. Desde que começou o conflito sírio, em março de 2011, morreram 330.000 pessoas. A guerra de Iraque soma 268.000 mortes desde 2003. Brasil, com 210 milhões de habitantes, é o país que mais mata no século XXI.

Estudo da ONU crava. De dez assassinatos no Brasil, apenas um é solucionado. E o autor é preso. Nas grandes cidades, esse índice cresce assustadoramente. Curitiba tem um índice vergonhoso. De 23 homicídios, apenas um autor vai para a cadeia, em média. Ou seja, 22 ficam impunes.

A Lei do Saneamento Básico completou dez anos. O resultado é vergonhoso. Segundo os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgados em janeiro deste ano e referentes a 2015, apenas 50,3% dos brasileiros têm acesso à coleta de esgoto, o que significa que mais de 100 milhões de pessoas utilizam medidas alternativas para lidar com os dejetos, seja através de uma fossa, seja jogando o esgoto diretamente em rios.

Há inúmeras outra mazelas básicas como a Educação, Saúde.

Mas o quadro já é significativo.

Só a chocante realidade que o país vive explica a apatia. É assustadora a calma, diante da selvageira dos vândalos, que dizem ser flamenguistas.

Apenas um país tão massacrado, violentado diariamente por seus governantes corruptos, dominado por facções criminosas, para aceitar tamanha deslealdade em uma decisão no futebol.

Vivemos a lei da selva.

E fingimos não enxergar...
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A noventa minutos do sonho
Quarta feira, 13 Dezembro 2017 09:52:09 -0200

gremio Esportes

Olá galera.

Desde que a Fifa adotou o formato atual para o Mundial Interclubes, os times brasileiros que disputaram a competição não tiveram moleza na fase semifinal. Internacional (2010) e Atlético Mineiro (2013) nem chegaram na decisão e foram precocemente eliminados por Mazembe e Raja Casablanca, respectivamente.

Entre todos os nossos representantes, apenas o Santos conseguiu vencer com mais de um gol de diferença. Mas o triunfo sobre o Kashiwa Reysol levou o Peixe para a final contra o poderoso Barcelona. O time paulista levou um baile de Messi e cia. e saiu de campo com um revés de quatro a zero.

Em uma temporada onde Palmeiras, Flamengo e Atlético Mineiro iniciaram como os grandes favoritos para as principais competições, o Grêmio é quem chegou mais longe. Campeão da Taça Libertadores, o Tricolor Gaúcho está na grande decisão do Mundial Interclubes.

Mais uma vez o confronto da semifinal não foi fácil para uma equipe do nosso país. O gol da classificação aconteceu apenas na prorrogação, e o atacante Éverton, que balançou a rede do Pachuca, saiu do banco de reservas. Os comandados de Renato sentiram falta do talentoso Arthur e não conseguiram repetir a bela atuação que tiveram diante do Lanús.

A tendência é que o Real Madrid seja o rival na briga pela taça. É verdade que os europeus não costumam dar a mesma importância que nós damos para este torneio. Mas se foi complicado passar pelos mexicanos, imagine o que deverá ser enfrentar Cristiano Ronaldo, Benzema, Bale, Marcelo, entre outros.

Mesmo com a provável dificuldade que poderá pintar, o Grêmio estará representando o futebol brasileiro. O time do Rio Grande do Sul também tem suas armas. Que Luan e sua turma estejam em um bom dia, e que consigam alcançar o sonho do Bicampeonato Mundial.

beijim

Mylena



Muita tensão. Mas a coragem de Renato mudou o jogo. E o Grêmio está na final do Mundial...
Terca feira, 12 Dezembro 2017 17:33:11 -0200

56 Esportes
Foi um sofrimento.

0 a 0 nos 90 minutos de jogo.

E veio a prorrogação.

Aos quatro minutos do primeiro tempo, Cortez mal pega a bola e já cobra. Sua esperteza pega a defesa do Pachuca desarrumada. Everton domina a bola, dribla Hernández. Do lado esquerdo da intermediária, corta para o meio, dribla González. E bate fortíssimo na bola. Ela vai cruzada, indefensável para baixo goleiro Pérez. E estufa as redes. Este foi o gol salvador do Grêmio, que garantiu a vitória, 1 a 0 contra o mexicano Pachuca. Resultado que leva o time de Renato Gaúcho na final do Mundial de Clubes, nos Emirados Árabes.

A decisão será no sábado, às 15 horas. Muito provavelmente, diante do Real Madrid.

O time gaúcho teve coração, vibração. Mas também muito nervosismo. Não jogou bem. Mesmo assim, superou os mexicanos no preparo físico. E na coragem de Renato Gaúcho. Ele resolveu abrir o time. Trocou seu 4-5-1 inicial pelo 4-2-3-1. E superou a compactação, a intensidade do 4-4-2 do Pachuca. Mas foi um sufoco. Não tanto defensivamente. Mas para conseguir encontrar espaço na equipe muito bem montada pelo uruguaio Diego Alonso.

"Meus jogadores estavam nervosos, tínhamos que jogar futebol. É final de ano, o time está cansado. Mesmo assim, acho que superamos mais um grande adversário", dizia Renato Gaúcho, fazendo a sua obrigação, elogiando até de forma exagerada o Pachuca. Buscou dar mais moral para seus atletas na decisão do Mundial, no sábado.

79 Esportes

O jogo foi tenso do início ao fim. Embora contando com jogadores melhores tecnicamente, Renato sabia ter uma grande dificuldade nesta partida. Seu time não tinha o lesionado Arthur. Sem o onipresente volante, a saída de bola ficou muito ruim, previsível. E o treinador tinha seu principal medo sofrer gols de contragolpes. Passes errados na intermediária poderiam sabotar seu time. Expor sua defesa. Michel e Jaílson além de não saírem bem com a bola dominada, são piores marcadores que Arthur.

Renato não quis nem saber do favoritismo de seu time. E tratou de apelar para a compactação, intensidade. Excesso de jogadores na intermediária. Ele buscava segurança e não dar espetáculo. Tinha de vencer a semifinal nos Emirados Árabes. Não importava se seu time não atuasse de forma vistosa, tocasse a bola com talento do meio para a frente, como cansou de fazer no Brasileiro e na Libertadores. O treinador sabia que, se não sofresse gols, na prorrogação, os gremistas estariam muito mais inteiros fisicamente.

Os mexicanos haviam chegado à prorrogação contra o Casablanca, três dias atrás. Enquanto os gremistas não jogavam há 13 dias. Estavam muito mais descansados.

Além de estarem mais recuados do que o normal, os gremistas estavam muito nervosos. O Pachuca fazia o óbvio. Marcava com vigor o articulador dos ataques gaúchos. Luan não tinha espaço nem para respirar. Mal a bola chegava nele, sempre havia dois ou até três mexicanos o cercando. Ele não conseguia virar o corpo e conseguir fazer a bola chegar ao pivô Lucas Barrios. O argentino naturalizado paraguaio estava isolado à frente. Contra dois zagueiros e um volante, nada pôde fazer. Até porque movimentação nunca foi o seu forte. O atacante dependia de Luan. Mas também de Edilson e Cortez, que estavam aprisionados atrás. Não havia jogadas de linha de fundo

O nervosismo fazia os gremistas errarem passes em demais. Durante os noventa minutos, o Pachuca teve o controle da partida. Ficou com 60% de posse de bola. Só que o Grêmio marcou muito bem e só teve uma chance clara de gol. Aos 34 minutos do segundo tempo, quando Urretaviscaya cruzou e Guzman cabeceou para fora.

O Grêmio só teve também uma oportunidade para lamentar. Aos 14 minutos, Luan bateu muito bem na bola e Perez espalmou. Ela tocou na sua trave esquerda e foi para fora. No mais, os noventa minutos foram tensos, mas monótonos. Os dois times marcavam muito forte na intermediária. E de maneira escancarada, temiam sofrer o gol. E não disputar a final do Mundial.

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Aos 26 minutos do segundo tempo, Renato Gaúcho fez a alteração que mudou o panorama do jogo. Quando Everton começou a se aquecer, a perspectiva era que Fernandinho deixasse o campo. Mas, não. O técnico tirou Michel. Passou Ramiro para volante. Inverteu Fernandinho, canhoto, o fez jogar pela direita. E Everton, destro, na esquerda. A esta altura, o esforçado Jael já produzia muito mais do que Lucas Barrios.

Cortez vale um capítulo mais do que especial no jogo. Ele fez duas coberturas à forte dupla Geromel e Kannemann que evitaram dois gols. Sua noção de marcação foi excelente. Cresceu muito nas mãos de Renato Gaúcho.

E os mexicanos estavam se cansando.

Quando a partida terminou em 0 a 0, o Grêmio tinha certeza de que iria se impor. Os mexicanos não suportariam o ritmo da prorrogação. As duas horas que foram obrigados a atuar contra o Casablanca pesariam.

E foi a esperteza de Cortez, mais a habilidade, o vigor e a precisão do chute de Everton, que decidiram a partida. Depois de sofrer o gol, os mexicanos finalmente se abriram. Mas não conseguiram superar o forte sistema defensivo gaúcho.

Na raça e apelando muito para chutões, o Grêmio segurou o resultado.

E está na decisão do Mundial.

A decisão será sábado, provavelmente contra o Real Madrid.

Aí, tudo será muito, mas muito mais difícil...

124 Esportes



Mercado da Bola está meio parado
Terca feira, 12 Dezembro 2017 12:03:29 -0200

 Esportes

Olá galera.

Todo fim de temporada faz os torcedores ficarem ansiosos pelas possíveis mudanças nos elencos de seus times de coração. Com exceção ao Grêmio, que está no Mundial Interclubes, e o Flamengo, que joga amanhã a segunda partida da decisão da Copa Sul-Americana, todos os grandes do futebol brasileiro estão de férias.

O Palmeiras é o clube que tem mais grana em caixa. O Verdão foi o primeiro a anunciar um grande reforço com a chegada de Lucas Lima. O meia que saiu do Santos, chegará com a responsabilidade de ser o cérebro da equipe. Função em que o venezuelano Guerra não conseguiu atender as expectativas.

O Fla também está com a parte financeira bem, mas está focado na final contra o Independiente. Somente depois da partida contra os argentinos é que o Rubro-Negro deverá começar a se movimentar. A prioridade é para a chegada de um centroavante, já que Guerrero foi suspenso por um ano.

O Fluminense é um dos grandes do país que não está nadando no dinheiro. Na verdade, o orçamento para 2018 está bem curto e não deverá permitir grandes nomes. Mas o inteligente Abel está tentando através de trocas, tornar o seu grupo de atletas mais experiente e qualificado.

Gustavo Scarpa, uma das últimas boas revelações do Tricolor deve estar de saída. Vaiado por parte da torcida, o jovem e talentoso meia teria dito a pessoas próximas que pretende mudar de ares. São Paulo, Palmeiras e Corinthians desejam contar com Scarpa, mas tudo vai depender de quem vai oferecer a melhor proposta.

Se o Flu quiser apenas reforços, o Verdão é o que tem mais chance de ficar com o camisa 10 do clube das Laranjeiras. Já o time do Morumbi ofereceu dinheiro também. O Timão não deve incluir grana no negócio e só vencerá a disputa se conseguir agradar com seus jogadores disponíveis para trocar.

Para Scarpa, em tese, o São Paulo seria o melhor destino. Lá ele chegaria para ser protagonista, diferente do Palmeiras, que tem um grupo grande e qualificado, e no Corinthians, que talvez precisasse mudar o esquema de Fabio Carille pra que ele fosse titular.

Vamos ficar de olho pra ver se o Mercado da Bola, que até o momento está meio parado, se agita e começa a trazer boas novidades para os torcedores espalhados pelo país.

beijim

Mylena



Flamengo não quer mais pagar salários de R$ 800 mil a Guerrero. E vai processar Peru
Terca feira, 12 Dezembro 2017 10:45:41 -0200

122 Esportes
Civilizada.

Assim pode ser definida a reunião entre a diretoria do Flamengo e Guerrero. O acordo está praticamente definido. Sem estardalhaço, drama, briga na justiça. O atacante peruano está suspenso por um ano pela Fifa. No seu exame antidoping foi encontrado o principal metabólico da cocaína, Benzoilecgonina. Na contraprova também.

O atacante alega que tomou um 'chá negro' para a gripe, na véspera do jogo pelas Eliminatórias, contra a Argentina. Ele estava gripado. E este chá, receitado pelo nutricionista da Seleção Peruana, poderia conter extrato de folha de coca. Daí a contaminação. O atacante jura que não usou cocaína. Seus advogados garantem que a Fifa acabou aceitando a tese que o jogador não usou a droga. A entidade não confirma a afirmação.

Ele é a principal estrela peruana. O país segue em campanha. A pressão é enorme sobre a Conmebol. O presidente Alejandro Domínguez é cobrado, para interferir politicamente. E consiga não só influenciar o julgamento do processo na Corte Arbitral do Esporte (CAS). Mas fazer o possível que seja antecipado. O medo é a demora. A previsão é que o recurso seja avaliado entre oito e nove meses. O que seria um desastre para a sua carreira.

Mesmo se favorável, o tiraria da Copa do Mundo e acabaria com o compromisso que tem o Flamengo.

Em relação ao clube carioca, foi acordado que o clube carioca vai suspender o pagamento do atacante enquanto ele estiver suspenso. Guerrero recebe R$ 800 mil mensais. O contrato com o Flamengo terminaria em agosto. O atacante já negociava a antecipação da renovação até 2019, passando a receber R$ 1 milhão por mês. Quando foi pego no antidoping.

Não há como o clube rescindir sumariamente o contrato do jogador. Porque ainda cabe recurso. A rescisão amigável poderia acontecer. Mas ela seria ruim para Guerrero. Mas estrategicamente seria ruim, sem a pressão da equipe de maior popularidade do Brasil para ajudar os peruanos a pressionar a Fifa, pela antecipação do recurso.

Há a convicção dos advogados de Guerrero que a suspensão será drasticamente reduzida. A tempo de que o atacante possa disputar o Mundial por seu país. E também a Libertadores pelo Flamengo. Ela já conta desde o dia 3 de novembro, data que o atacante foi suspenso provisoriamente. Se ela cair, por exemplo, para quatro meses, Guerrero voltaria a jogar em março. O que seria ótimo para a Seleção de Gareca e para a equipe carioca.

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Só que enquanto não há essa definição, o Flamengo não quer ficar pagando R$ 800 mil mensais a cada 30 dias, sem poder escalar o jogador. O atacante concorda com a situação. E o acordo para que o pagamento seja suspenso e o vínculo mantido está perto de ser fechado.

Mas a diretoria do Flamengo quer ir além. O presidente Bandeira de Mello considera que o clube já está prejudicado pela 'irresponsabilidade' da Seleção Peruana. O time está proibido de usar o atacante na decisão da Copa Sul-Americana. O clube não vence uma competição internacional há 16 anos.

Bandeira de Mello já instruiu o departamento jurídico para processar por perdas e danos a Federação Peruana. Ele não se conforma com a infantilidade de o jogador ter utilizado esse tal 'chá negro' na véspera de enfrentar a Argentina.

O processo do Flamengo tem tudo para ser vitorioso.

A Federação Peruana não tem como negar a tese.

Se fizer isso, comprometerá a defesa de Guerrero.

A situação é muito complicada.

A Fifa segue querendo mostrar firmeza em relação ao doping.

Tanto que Guerrero poderia até ser suspenso por quatro anos.

Mas pelo menos entre ele e Flamengo, até agora, vale a civilidade.

E o atacante deve seguir treinando na Gávea, sem receber salário.

Nada mais justo.

O Flamengo é o prejudicado em todo esse processo.

Não teve nada a ver com esse absurdo caso de doping.

Sendo a tese do jogador verdadeira ou não.

Não foi na Gávea que ele se contaminou.

Seu sangue mostrou o principal metabólico de cocaína.

E fará falta imensa, amanhã, contra o Independiente.

Alguém tem de pagar por isso...
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MP escancara a promiscuidade entre cambistas e organizadas no Rio. Medo domina outros estados
Segunda feira, 11 Dezembro 2017 17:47:51 -0200

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Há muita preocupação entre os dirigentes brasileiros. Graças ao Rio de Janeiro. Não, eles não estão nem um pouco preocupados com o estado de calamidade pública que os governos Garotinho, Sérgio Cabral e Pezão mergulharam o estado. Não. O medo é outro.

O Ministério Público e a Polícia Civil cariocas tiveram coragem de enfrentar a hipocrisia. Desde março, investigaram uma das denúncias mais antigas do futebol brasileiro. A que dirigentes desviavam ingressos, proibidos para a venda, para torcedores organizados. Antigamente, eles entravam com as entradas nos estádios. Mas de anos para cá, passaram a vender os ingressos a cambistas, ficando com o dinheiro. Só que o esquema de corrupção cresceu, ficou mais indecente.

Nascia a Operação Limpidus.

O MP e a Polícia Civil descobriram que chefes das organizadas vendiam os ingressos, entre 150 e 250, e dividiam o dinheiro com os dirigentes. Uma promiscuidade criminosa, indigna. E que está sendo punida de forma exemplar.

Flamengo, Botafogo, Fluminense e Vasco foram investidos por mais de nove meses. Já são 15 os indiciados. Todos denunciados com mandados de prisão expedidos responderão por associação criminosa (art. 288). Os torcedores serão enquadrados no art. 41-F (vender ingressos de evento esportivo, por preço superior ao estampado no bilhete). Já os dirigentes, no 41-G (fornecer, desviar ou facilitar a distribuição de ingressos para venda por preço superior ao estampado no bilhete).

Nesta segunda-feira foram para a prisão seis pessoas. Artur Mahmoud, assessor de imprensa da presidência do Fluminense; Filipe Dias, gerente de operações de arenas e jogos do tricolor; Alesson Galvão, presidente da Raça Rubro-negra; Leandro Schilling, coordenador da Imply, empresa responsável pela confecção de ingressos para jogos do Flamengo; Monique Patrício dos Santos Gomes e Vinícius Carvalho, funcionários da Imply.

Enquanto no Rio de Janeiro, tudo já está adiantado, em São Paulo, o cerco se fecha. A relação entre as organizadas do São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos com suas diretorias já é pública e notória. A ajuda acontece. Quer nos jogos como também no Carnaval. A polícia sabe que é uma maneira de controlar os torcedores. Evitar protestos, perseguições, pressão, ameaças.

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Em relação a repasse dos ingressos, a situação está complicada para o Palmeiras. O Ministério Público e a Polícia Civil paulistas trabalham juntas. E com a denúncia de a dona da Crefisa, Leila Pereira, doava seus 150 ingressos nos jogos da arena paulistana para o ex-presidente palmeirense Mustafá Contursi. Pereira esperava que ele desse ingressos a conselheiros que a apoiam no Palmeiras.

Só que há denúncia que Mustafá dava os ingressos a uma funcionária do clube. E ela os dava para membros das organizadas, que os revendiam para torcedores comuns. O dinheiro da negociação dos ingressos 'invendáveis' ficava com os torcedores. O esquema foi descoberto quando a funcionária parou de dar as entradas aos torcedores. E começou a repassá-los a conselheiros. Ela foi ameaçada de morte por membros das organizadas.

As investigações estão adiantadas. E a qualquer momento, Mustafá será obrigado a depor. Assim como a funcionária do clube. Membros das organizadas e mesmo Leila Pereira.

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Só que há várias denúncias. Envolvendo São Paulo e suas organizadas. O estranho comportamento dos torcedores com o clube mergulhado na crise e correndo sério risco de rebaixamento. Não houve qualquer protesto mais veemente contra Leco e o então executivo de futebol, Vinicius Pinotti. Se houve contribuições para o Carnaval, para ônibus e até mesmo doação de ingressos, não há crime. O que o MP e a Polícia Civil buscam saber é se houve venda de ingressos que não poderiam ser negociados.

No ano passado, a própria assessoria de imprensa do São Paulo assumiu, oficialmente. O clube dá 1.500 ingressos às organizadas para cada jogo no Morumbi e 500 quando a partida é fora, além de R$ 150 mil, que são divididos pelas torcidas para financiar seus desfiles de Carnaval. Esse dinheiro deverá ser aumentado no próximo Carnaval.

"Não chega a ser chantagem. Não nos submetemos a nada. Mas tem de fazer algumas concessões. Não tem como cortar", confirmou Leco.

As diretorias de Corinthians e Santos mantêm também uma relação profunda com as organizadas. O Ministério Público e a Polícia Civil querem saber até onde vai essa intimidade. Principalmente envolvendo ingressos. Se eles acabam ou não repassados a cambistas.

O promotor paulista Paulo Castilho garante que não há comparação entre o que acontece com os clubes e torcidas organizadas, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Que a situação estaria controlada no seu estado. Mas há controvérsias. E as investigações prosseguem.

48 Esportes

Nas demais cidades importantes do país, a mesma situação. As organizadas cada vez mais influentes nos clubes. Em todas as áreas. O 'apoio' dos dirigentes, por chantagem ou não, segue firme. Não há ânimo para rompimentos públicos.

Casos como o do Cruzeiro, que cede duas salas do Mineirão para seus torcedores organizados guardarem instrumentos, não são raros. A situação é complicada.

Os dirigentes temem seus torcedores.

O MP e a Polícia Civil também seguem investigando a infiltração de membros do PCC nas principais organizadas do país. O resultado da investigação segue em sigilo. Mas, por coincidência, em São Paulo há algo concreto.

Desde dezembro do ano passado, quando vazaram áudios em que o comando da facção criminosa ameaçava matar os chefes das organizadas, caso as brigas entre as torcidas continuassem, a paz entre os torcedores adversários domina o cenário.

Deve ser coincidência.

Como o fato relatado no livro Prisioneiras, que fecha a trilogia sobre o sistema carcerário brasileiro, escrita por Drauzio Varella. Ele detalha o motivo de não haver crack nas penitenciárias brasileiras. Por proibição do PCC. Para que não morram seus possíveis 'soldados'.

Deve ser coincidência, também...
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Que duelo!
Segunda feira, 11 Dezembro 2017 11:28:50 -0200

duelo Esportes

Olá galera.

Foram sorteados os confrontos das oitavas de final da Champions League. Entre os encontros que as bolinhas definiram, três deverão ser mais equilibrados. Juventus x Tottenham, Barcelona x Chelsea, e o grande duelo entre Paris Saint Germain x Real Madrid.

Em tese, o Manchester City de Guardiola foi o que se deu melhor. Vai encarar o Basel, da Suíça, equipe sem tradição em competições do continente europeu. Ainda teremos Porto x Liverpool, Sevilla x Manchester United, e Shaktar Donetsk x Roma.

O PSG gastou muita grana. A diretoria francesa sempre deixou claro que o maior objetivo é ganhar o principal torneio de clubes do planeta. O trauma pela trágica eliminação na última temporada, quando foi impiedosamente goleado pelo Barcelona, precisa ser superado.

Se olharmos só para o peso da camisa, história e conquistas, o Real Madrid seria muito favorito. Mas observando os jogadores que cada time tem, deveremos ter dois jogos bem equilibrados. Basta ver os nomes dos atletas que estarão em campo.

De um lado feras como Cristiano Ronaldo, Bale e Marcelo. Do outro Neymar, Mbapeé e Cavani. Bastante difícil apontar quem vai passar. O que já sabemos é que um dos candidatos mais fortes ao título irá sair do torneio precocemente.

Neymar deixou o Barcelona, que tinha Messi e Suárez, pra ser a principal estrela do forte Paris Saint Germain, que também conta com grandes jogadores. Vamos ver se o PSG irá eliminar o gigante Real Madrid e continuar em busca do seu desejo de ganhar pela primeira vez a Champions League.

beijim

Mylena



Cinco camisas oficiais do campeão da Champions League 2017/2018. Concorra, se quiser
Segunda feira, 11 Dezembro 2017 10:39:40 -0200

47 Esportes
O aniversário é meu.

Mas o presente é dos leitores.

Cinco camisas oficiais do campeão da Champions League de 2017/2018.

Não será fácil.

Levará pelo menos cinco minutos.

Os vencedores precisam acertar os placares dos jogos de ida e de volta das oitavas de final, sorteadas hoje.

Juventus x Tottenham,

Basel x Manchester City,

Porto x Liverpool,

Sevilla x Manchester City,

Real Madrid x PSG,

Shaktar Donetsk x Roma,

Chelsea x Barcelona,

Bayern x Besiktas.

E mais: cravar o campeão e o vice.

Com o placar do último jogo, o decisivo.

Para desempate, escrever uma frase sobre o futuro campeão da Liga.

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Escolherei as cinco melhores, com mais conteúdo.

O critério é pessoal, meu.

Os palpites são ilimitados para cada leitor.

É possível concorrer até o dia 13 de fevereiro de 2018.

O resultado, sairá no blog, no dia 31 de maio.

Cinco dias depois da decisão, no Estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia.

Os e-mails precisam ser verdadeiros, para que eu entre em contato.

As camisas serão mandadas pelo correio, ao endereço que for definido.

Boa sorte, para quem quiser se arriscar...

(As cinco camisas sairão de qualquer maneira. Se ninguém acertar, para os que chegarem mais perto...)
313 Esportes



O melhor da história?
Domingo, 10 Dezembro 2017 13:39:31 -0200

cr7 Esportes

Olá galera.

Semana passada, o português Cristiano Ronaldo conquistou pela quinta vez a Bola de Ouro da revista francesa France Football. O brasileiro Neymar ficou na terceira posição. O argentino Lionel Messi, que também tem cinco troféus desta premiação, ficou em segundo lugar.

Em entrevista para a mesma revista Cristiano se definiu como o melhor jogador da história. Há muitas temporadas ele divide com Messi a honraria de ser o melhor do planeta. Mas apesar do prêmio ser individual, as conquistas alcançadas por suas equipes acabam tendo grande peso pra determinar o vencedor.

Será mesmo que CR7 é o melhor de todos os tempos? O futebol mudou muito. Hoje em dia os jogadores correm mais, precisam estar com a parte física em excelente situação pra que consigam mostrar sua técnica em campo. Antigamente não se corria tanto, o jogo era mais cadenciado.

Mas se por um lado os espaços diminuíram, por outro os gramados atuais são verdadeiros tapetes, facilitando bastante a vida dos artistas do espetáculo. Isso sem falar dos acessórios utilizados. Chuteiras e roupas, leves e com o melhor material possível.

Pelé, Garrincha, Cruyff, Maradona, Zico, Eusébio, Di Stéfano, Puskás, Platini, Zidane e Ronaldo são alguns dos craques que já encantaram pelos campos, em diferentes épocas. A discussão de quem foi o melhor já existe há um bom tempo e dificilmente terminará com unanimidade.

Para a Fifa e para a maioria dos amantes do esporte mais amado do planeta, Pelé é o Rei do Futebol, o número um. De vez em quando surge um novo desafiante pra tomar o posto do nosso maior camisa dez. Mas até hoje ninguém conseguiu desbancar o jogador que mais brilhou com as gloriosas camisas do Santos e da Seleção Brasileira.

beijim

Mylena



Peres promete reatar com Neymar. Quer Robinho e Gabigol. E aponta dívida de R$ 500 milhões
Domingo, 10 Dezembro 2017 10:42:44 -0200

119 Esportes
Se reaproximar de Neymar. Amarrá-lo emocionalmente para que, quando voltar ao futebol brasileiro, perto do final da carreira, jogue na Vila Belmiro. E não no Palmeiras. Ou no Flamengo, como o jogador deixou a entender. Além disso, fechar com Robinho e Gabigol. Apostar em um treinador ofensivo, Zé Ricardo é um dos nomes cogitados. Jair Ventura corre por fora.

Esse é o lado para o torcedor santista.

Fazer uma sindicância independente e real nas contas do Santos. Saber se são verdadeiros os fortes comentários no Conselho Deliberativo, se as dívidas chegam ao absurdo valor de R$ 500 milhões. Tornar o time mais 'paulistano', obrigando o time a atuar 50% na Vila Belmiro e 50% no Pacaembu. Jurar que o clube não terá seu empresário favorito, como Luiz Taveira era de Modesto Roma. Agente que mais contratou e ganhou comissões quando Roma era o presidente. E a chegada de um executivo de futebol do mais alto nível.

Esse é o lado para o conselheiro.

José Carlos Peres, eleito ontem como presidente santista, promete revolucionar o clube. Em uma eleição tumultuada e com troca de acusações, Peres teve 1.851 votos, contra 1.661 de Modesto e Andres Rueda (empatados). Nabil Khaznadar ficou em último com 495 votos.

"Todos os ídolos do Santos serão bem tratados, essa relação não pode ser quebrada. O que aconteceu, aconteceu, mas o ídolo continua e será ídolo do clube. Teremos as portas abertas para todos eles, sem exceção. Eles tem que sentir que o Santos é a casa deles e não dizer que vai jogar em outro time, a identificação de Neymar é aqui."

Perez garante que a história mal resolvida da transferência de Neymar para o Barcelona será esquecida de vez. Não haverá mais processos, pedidos de sanções na Fifa contra o jogador. Ele quer, inclusive, retomar os contatos com o pai do jogador e seu empresário, Neymar Sênior.

Tanto pai quanto filho garantiram que não queriam mais contato com o clube. Eles não se conformaram com os processos movidos pelo Santos. Principalmente os que tentaram proibir o atacante de entrar em campo. Daí, a aproximação com o Palmeiras e com o Flamengo. Neymar não cita o clube que o formou para terminar sua carreira, quando voltar ao Brasil.

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"Não se move processo contra o jogador. Mas contra o clube que levou o jogador. Se houve algo errado, foi com o Barcelona. Não com o Neymar", garantiu Perez.

O novo presidente sabe que Robinho recusou R$ 350 mil do Atlético Mineiro. E quer o jogador de volta na Vila Belmiro. Para isso, pode oferecer um contrato de um ano. A sua proposta poderia chegar a R$ 500 mil mensais. Ele está nos Estados Unidos, aproveitando as férias. E analisando a possibilidade de atuar no mercado norte-americano. Se não surgir nada, tudo leva a crer que o atacante de 33 anos terá sua quarta passagem pela Vila Belmiro.

Gabigol é mais difícil. O site calciomercato.com revelou a quantia absurda que a Inter de Milão envolveu na contratação do atacante, em 2016. Os números são assustadores. 29,5 milhões de euros divididos entre Santos (40%), o grupo de investidores Doyen (20%) e o próprio atleta, há também luvas no valor de 6 milhões de euros por cinco temporadas. No total, o custo de jogador ultrapassou 60 milhões de euros (R$ 205 milhões).

O contrato também revela uma comissão de 4 milhões de euros (R$ 13,7 milhões), ou 13% do valor da venda do atleta, ao empresário de Gabigol, Giuliano Bertolucci, parceiro de Kia Joorabchian. O pagamento da comissão de Bertolucci foi acordado para ser feito em 12 parcelas. Oito de 350 mil euros (R$ 1,2 milhão) e quatro de 300 mil euros (R$ 1 milhão), que começaram em setembro de 2016 e terminam em junho de 2019.

O atacante foi um fracasso no futebol italiano. E também naufragou no português. O Benfica pagou 1,7 milhão de euros, cerca de R$ 6,5 milhões, por seu empréstimo de um ano. Com opção de compra, 25 milhões de euros, cerca de R$ 96,8 milhões. Ele chegou em agosto. Mas o clube português já quer devolvê-lo. Não conseguiu render. Entrou em apenas cinco partidas. Marcou um único gol. Virou reserva do reserva.

Gabriel quer voltar ao futebol brasileiro. Só que seu salário é de R$ 1,4 milhões mensais. O Santos aceitaria pagar, no máximo, um terço desse valor.

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O restante do elenco seria escolhido pelo técnico.

Robinho e Gabigol são desejos pessoais do novo presidente.

Ricardo Oliveira não é prioridade para essa nova diretoria.

Além disso, a nova diretoria tentará reverter a questão com Zeca. O lateral abandonou o clube, alegando ameaças de torcedores. E briga na justiça para seguir livre e jogar em outro clube, sem render um centavo ao Santos.

Perez fez uma promessa importante, ontem, animado com a vitória nas urnas.

"Vou trazer uma empresa entre as quatro maiores para fazer uma auditoria no Santos. Algo muito forte. Queremos fazer o portal da transparência. Traremos o Santos de 2000, com todos os balanços até agora. Vamos publicar para que o sócio veja como o Santos subiu e desceu. Auditoria será plena, séria, consistente. Se descobrirmos algum esqueleto, vamos fazer o que for preciso para proteger o clube."

Ou seja, ele garante que se for encontrada qualquer irregularidade, o Santos buscará a justiça para ressarcimento. Podendo, inclusive, processar ex-presidentes que se envolveram em negociações que trouxeram prejuízo ao clube. Conselheiros juram que cobrarão que essa promessa seja cumprida.

Não há quem se conforme com a possível dívida de R$ 500 milhões...

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Como o ídolo da minha infância se tornou uma enorme decepção. Emerson Leão
Sabado, 09 Dezembro 2017 13:52:47 -0200

117 Esportes
Eu tinha 10, 12 anos. E decidido o jogador que queria ser. Chutar com a perna direita como o Nelinho. De esquerda, como o Rivellino. Driblar como o Pelé. Cabecear como o Leivinha. Comandar o time como Pedro Rocha. Bater falta como o Zico. Defender como Domingos da Guia, zagueiro que havia lido, ser incapaz de dar chutões, isso na década de 50. E, se preciso for para o gol, defender como Leão.

Mas a bola insistia em me trazer para a realidade.

E entendi que precisava estudar.

Meninos corintianos, são paulinos, santistas e palmeirenses do início da década de 70 eram fascinados por Emerson Leão. Ele encarnava o que jovens imberbes e magrelos sonhavam, em segredo, ser quando crescessem. Musculoso, arrogante, bonitão, mullets, costeleta, cultuado por mulheres. Símbolo sexual com direito a outdoor de cuecas. Deveria ter garotas aos seus pés, pensava, enquanto ia para os bailes esperando as músicas lentas para tentar minhas primeiras investidas.

Confesso que cheguei a comprar uma das tais cuecas do Leão para 'ver se dava sorte'. Deu. Era o tal efeito placebo.

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Mas era no gol que Leão se destacava. Filho de alfaiate, irmão de dois médicos, ele precisava se impor como goleiro para ser respeitado na família. A dedicação muito acima do normal nos treinamentos fez com que seu talento natural o transformasse em um dos maiores goleiros brasileiros de todos os tempos. E com a confiança de quem foi profissionalizado com 14 anos, no São José, ele não só enfrentava os jornalistas, mas aprendeu a intimidá-los.

Sempre manteve um tom acima do normal nas entrevistas. E que ficava quase um chamado para a briga, quando não gostava da pergunta. Depois de uma carreira vitoriosa, decidiu ser treinador de futebol.

E foi quando a imagem do ídolo que eu tinha quando garoto, se desfez. Em 1990, ele dava seus primeiros passos como técnico. Ou melhor, já tinha de recomeçar. Porque teve rápidas passagens no Sport, Coritiba e Palmeiras. Como era costume na época.

Leão não se preparou para ser treinador. Era instintivo, apostava na sua personalidade, no seu carisma. Era um adepto do 4-4-2, ortodoxo. Com o time marcando meia pressão quando os rivais era fortes. E pressão inteira, quando eram fracos. Insistia nas bolas aéreas. E meio de campo com volante marcador. Suas equipes tinham velocidade na frente. Firmeza atrás e muitas faltas no meio de campo.

Totalmente previsíveis.

Quando, lá pela segunda metade da década passada, chegaram princípios táticos europeus. Intensidade, defender e atacar em bloco, triangulações pelas laterais, volantes atuando como meias e vice-versa, jogadores realizando duas, três funções em uma mesma partida, Leão ficou ultrapassado. Seu último título é de 2005, campeão paulista pelo São Paulo.

Leão dirigiu grandes equipes como Palmeiras, Corinthians, Santos, Atlético Mineiro, Grêmio, Internacional, São Paulo. Foi para o Japão. E até teve passagem relâmpago como técnico da Seleção Brasileira. Sempre respaldado por seu carisma, sua personalidade forte. E não pelos conhecimentos táticos.

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Por esse motivo, seus trabalhos sempre foram curtos. E chegou a inacreditáveis 32 trocas de equipes, nos seus 24 anos de carreira como técnico.

"O pior treinador com quem trabalhei? O cara é um leão, é fogo", ironiza Edmundo.

Nosso primeiro contato como jornalista e técnico foi no São José. O garoto dentro de mim, estava a flor da pele. Iria falar com um ídolo. Logo veio a decepção. Extremamente arrogante, logo nas perguntas iniciais. Fui vacinado, jornalistas veteranos como Roberto Avallone, Vital Bataglia, Sérgio Baklanos conversavam sempre sobre Leão. E maneira de enfrentá-lo era não tremer. Se ele falasse alto, falasse mais ainda. E a entrevista sairia. Foi o que aconteceu.

"O que você quer dizer com começo ruim? Eu sou campeão brasileiro com o Sport. Passei pelo Coritiba, pelo Palmeiras. Como assim, começo ruim?", me questionava Leão, em voz alta, me fuzilando com os olhos. "Quem dirigiu o Sport no quadrangular decisivo do Brasileiro de 87 foi o Jair Picerni. Você não ganhou nada no Coritiba e no Palmeiras. Tanto que teve de dar vários passos atrás, aqui no São José." Surpreso pelo meu tom de voz e argumentos, Leão recuou. E a entrevista foi normal, a partir daí. Mesmo quando lembrei que ele fora o responsável pela troca de Neto e Denis por Ribamar e Dida, quando treinava o Palmeiras. Esse é considerado um dos piores negócios da história palmeirense.

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Mas lembro da sua promessa. "Vou dirigir a Seleção Brasileira, pode ter certeza", me disse, antes de apertar a minha mão com toda força.

O ídolo de garoto havia morrido para mim. Ainda bem que, com Leivinha, Nelinho, Pedro Rocha, Zico, Rivellino a impressão boa continuou. Com Pelé também perdeu pontos importantes, por sua ganância desenfreada.

Rancor sempre foi um traço forte em relação a Leão. Vários jogadores que treinou, me confidenciaram que este é um grande defeito. Assim como a exigência da hierarquia. Ele nunca se misturava com jogadores no almoço ou jantar. Além da óbvia xenofobia, detestava atletas estrangeiros.

Em 2000 foi técnico da Seleção. E teve a capacidade de levar o Brasil para treinar na sua fazenda em Jarinu. Fiz duas exclusivas com ele naquela época. A primeira foi no começo da preparação. E uma das primeiras perguntas era óbvia. Mas não era feita. "Você não se sente constrangido em trazer a Seleção para uma propriedade sua? Não é de graça, que eu sei." Ele ficou vermelho de raiva.

"Olha, eu trouxe a Seleção para o melhor lugar que conheço para treinamento. Isolado de tudo e todos. Com campo maravilhoso, infraestrutura ótima. A CBF leva o Brasil só para o melhor do melhor. Não está aqui de graça."

Leão foi logo demitido. E voltamos a outra exclusiva. Em um hotel. Marcou oito horas da manhã. O motorista do jornal perdeu a hora. Cheguei cinco minutos atrasado. "Eu só não fui embora por respeito ao Jornal da Tarde. Não tem cabimento um entrevistado ficar esperando. Bom dia." "Se você quiser ir, Leão. Pode ir", respondi. Ele preferiu ficar e a entrevista foi pesada, difícil, truncada. Ele mostrou toda sua má vontade. Mas como queria criticar Ricardo Teixeira, que o havia mandado embora por telefone, as frases fortes saíram de sua boca.

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Voltaríamos a nos encontrar na sua grande conquista, o Brasileiro de 2002. "Um aborto da natureza", brincava um repórter que cobria o Santos há décadas. Ele me garantiu que Leão não acreditava em Robinho e Diego. Considerava o primeiro franzino demais e recomendou seu empréstimo ao São Caetano. E Diego prendia a bola demais, poderia ser negociado. Só que os dirigentes o peitaram. E a dupla foi responsável pela conquista nacional, com vitória diante do Corinthians de Parreira.

"Para quem duvidava da minha qualidade como técnico, aí está a resposta", me disse, mandando indireta a Ricardo Teixeira, nome que detesta pronunciar até hoje.

Até que veio o período de nossa maior convivência. Ele havia saído do São Paulo, apesar de conquistar o Paulista de 2005. Acumulou problemas com Rogério Ceni e Juvenal Juvêncio. Mesmo com a conquista, foi embora, para o Japão. "Ajudar um amigo", alegou. Ficou pouquíssimo tempo no Vissel Kobe.

E muito amigo de Renato Duprat, o homem que trouxe a MSI para o Corinthians, acabou assumindo no Parque São Jorge. Seu trabalho foi pífio. E, lógico, teve problemas com os estrangeiros do time. Tevez e Mascherano abandonaram o clube sem o menor constrangimento. Carlitos ainda avisou que nunca mais queria ter Leão como técnico.

O time ia mal no Brasileiro. E, em outubro de 2006, com o time concentrado na fazenda de Leão, em Jarinu, surge um comunicado para a imprensa. Os jogadores estariam em greve de silêncio por tempo indeterminado, não dariam entrevistas. Algo muito semelhante com o que havia acontecido em 1973, quando a Seleção Brasileira, em uma excursão na Europa, acumulava fracassos. E era duramente cobrada pelos jornalistas.

Jogadores decidiram não dar mais entrevistas. Em retaliação, jornais como o Estadão decidiram não falar mais o nome dos jogadores do time de Zagallo. O chamavam, como o goleiro do Palmeiras, lateral do Corinthians e por aí foi. Tempos depois, houve unanimidade em relação ao líder da greve do silêncio: Leão.

 Esportes

33 anos depois, a mesma situação. E Leão garantiu que a iniciativa partiu dos atletas. A greve durou 45 dias. Capengando, o time terminou em nono no Brasileiro. Eu marquei uma exclusiva com o zagueiro André Leone, que fazia parte do elenco. E ele revelou os fatos.

"Não teve nada de jogador. Estávamos concentrados e o Leão passou de quarto em quarto avisando que o time faria uma greve de silêncio. Veio até com o texto pronto que seria divulgado para a imprensa. E falou que ele controlaria os jornalistas."

Confirmei a história com outros três jogadores.

Eles me pediram sigilo, por medo de represália.

Leone, não.

"Pode publicar", disse, sem medo.

74 Esportes

A divulgação foi enorme desmoralização para Leão.

Terminou o ano e ganhei, pela quinta vez, o prêmio de melhor repórter esportivo de São Paulo.

Saí de férias.

Mas fiz questão de ouvir a primeira coletiva do técnico corintiano em 2007. Antes de começar a entrevista, ele resolve fazer uma gracinha. "Soube que o jornalista do JT ganhou prêmio como melhor de São Paulo. Você estão mal, hein?", falou para os meus companheiros. Foi surreal. Ouvi na praia.

Passei a noite em claro, revoltado, e assim que amanheceu, fui para São Paulo.

No dia seguinte, cheguei no Corinthians. Acompanhei o treino. E assim que terminou, esperei. Leão iria falar de novo. Me levantei e fui na sua direção. "Fala na minha cara que eu sou fraco. Dizer nas costas é fácil, é covardia. Fala, mentiroso. Vamos conversar sobre a greve de silêncio."

Leão se constrangeu, a coletiva foi cancelada. Alguns jornalistas me seguraram. Queria que ele repetisse o que havia dito. Não repetiu. Apenas foi embora.

A partir daí, fui proibido de participar das coletivas. Mas meu editor teve personalidade e me manteve no Corinthians. "Não preciso ouvir esse técnico para ter notícias." Dobrei a minha dedicação e antecipei várias notícias, mesmo não vendo a cara de Leão. As coisas estavam de mal a pior. Até que três meses depois, ele foi demitido, em abril. Passou perto de mim e eu perguntei. "E aí, Leão? Onde vai ser a nova greve de silêncio?" Ele fingiu que não ouviu e foi embora.

Desde então, sua carreira fracassou de vez. Só decepções e demissões em seguida. Até que acabaram os convites.

Mas o mundo é pequeno e mal frequentado, repetia uma socialite que trabalhou no JT. Em 2012, recebi uma ligação de um delegado no final de noite. A casa de Leão havia sido assaltada. Ele me detalha os detalhes do roubo. O medo que ele e sua esposa passaram. Agradeci, não quis publicar. Quis preservar o ser humano. Era o seu incompetente desempenho como treinador que era meu dever escrever.

Agora, aos 68 anos, o vejo como comentarista de futebol. No Esporte Interativo. Quando o vi pela primeira vez, ele dizia que o jogador ter responsabilidade e a imprensa tem todo o direito de cobrá-lo.

Justo ele, o organizador de duas greves de silêncio.

Na Seleção e no Corinthians.

Muito cuidado ao conhecer um ídolo da infância.

O que recomendo é ficar longe, se puder.

Há muita chance de a admiração se esvair.

Desaparecer.

Para mim, a decepção tem nome e sobrenome.

Emerson Leão...
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Flamengo e Peru em choque com suspensão de um ano de Guerrero. Adeus, Copa da Rússia
Sexta feira, 08 Dezembro 2017 11:26:18 -0200

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"Em 7 de dezembro de 2017, o Comitê Disciplinar da FIFA decidiu, depois de analisar todas as circunstâncias específicas do caso, suspender o jogador internacional peruano Paolo Guerrero por um ano. O jogador testou positivo para o metabólito de cocaína, a benzoilecgonina, uma substância inclusa na Lista de Proibições de 2017 da WADA sob a classe "S6 - Estimulantes", após um teste de controle de doping realizado após o confronto da competição preliminar da Copa do Mundo de 2018, em Buenos Aires, contra a Argentina, dia 5 de outubro de 2017.

"Ao testar positivo para uma substância proibida, o jogador violou o artigo 6 do Regulamento Antidopagem da FIFA e, como tal, violou o artigo 63 do Código Disciplinar da FIFA.
O período de suspensão começa dia 3 de novembro de 2017, data em que o jogador foi suspenso provisoriamente pelo presidente do Comitê Disciplinar da FIFA. Em conformidade com o artigo 29 do Regulamento antidopagem da FIFA, a suspensão abrange, entre outros, todos os tipos de correspondências, incluindo jogos nacionais, internacionais, amistosos e oficiais. As partes da decisão foram devidamente notificadas hoje."

Ao contrário do que seus advogados e mesmo o jogador alegaram, o Comitê Disciplinar da Fifa não levou em consideração a tese que Guerrero se contaminou tomando um chá. Ou mesmo, beijado alguém que tivesse tomado chá de coca. Ou mesmo cheirado cocaína.

O mundo mudou muito desde agosto de 1993, quando a Fifa suspendeu Zetti e Rimba. Nos exames de urina do goleiro da Seleção Brasileira e o lateral da Seleção Boliviana foram detectados traços de benzoilecgonina. Os dois juraram que apenas tomaram chá de coca. A CBF e a Federação Boliviana de Futebol pressionaram a Conmebol. Os antecedentes dos dois, atletas de comportamento exemplar, foram levados em consideração pela Fifa. E os dois acabaram advertidos apenas.

Zetti acabou tetracampeão mundial em 1994.

Só que, 24 anos depois, tudo mudou. O controle de dopagem ficou muito mais sério. Atletas russos foram suspensos da Olimpíada no Brasil e acabam de ser suspensos dos Jogos de Inverno de Pyeongchang, na Coréia do Sul, em 2018.

E Guerrero foi suspenso por um ano. Punição que pode ser considerada até branda. Pesou o fato de o jogador nunca ter se envolvido com drogas. E ter assumido ao comitê que ingeriu chá de coca.

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Ele poderia ser afastado do futebol até por quatro anos.

Só que o golpe é pesadíssimo. Guerrero ficará fora da Copa do Mundo da Rússia. Ele é o principal jogador da Seleção Peruana, que voltará a um Mundial depois de 36 anos.

Mas a sua punição poderá ter efeito também sobre seu contrato com o Flamengo. O vínculo iria até agosto de 2018. Mas o clube tem o direito de rescindir o compromisso imediatamente. Com a efetivação de que não poderá utilizar o atleta por um ano.

O atacante peruano completará 34 anos em janeiro. Ficar 12 meses sem atuar comprometerá seu futuro esportivo, já que estaria perto do final da carreira, quando puder voltar a jogar futebol profissionalmente.

A suspensão começa a valer a partir de 3 de novembro de 2017, que é a data que ele foi suspenso preventivamente pela primeira vez.

O escritório Bichara Neto, que defende Paolo Guerrero, soltou comunicado criticando a decisão da Fifa.

"Guerrero e sua defesa receberam com extrema surpresa e decepção o resultado publicado pela FIFA punindo o atleta com 1 ano de suspensão mesmo reconhecendo que o jogador não faz uso de cocaína. As provas são contundentes e somadas à baixíssima concentração do metabólito comum à folha de coca não justificam em nenhuma hipótese essa decisão. Vamos recorrer até a última instância em busca de justiça e em prol do Jogo Limpo e do Esporte Justo."

A perspectiva, no entanto, não é nada boa.

O controle de doping no mundo esportivo se tornou muito mais pesado.

A chance que a punição seja revertida é remota.

A diretoria do Flamengo e Guerrero já estavam conversando sobre a renovação de contrato, antes de estourar o escândalo envolvendo o doping. As conversas não só pararam. Como crescem as possibilidades de rescisão.

54 Esportes

O jogador é o principal ídolo do futebol peruano. Os portais, rádios e televisões do país já criticam a decisão da Fifa. Os veículos seguem pelo caminho da perseguição ao jogador. E tentam amenizar os traços do metabólico de cocaína na sua urina.

Atletas peruanos desde a base são avisados para ficarem longe do chá de coca.

Isso é básico do básico.

A Comissão Técnica da Seleção Peruana garante que um nutricionista teria receitado um chá para o jogador, antes da partida contra a Argentina. O chá seria para desobstrução das vias aéreas do atacante, já que ele estava gripado. E entre os ingredientes do chá, constaria a benzoilecgonina.

Esta é a versão que o Peru assumiu como verdadeira.

E por isso pressionou a Conmebol para que a Fifa não punisse o atleta.

Só que veio a suspensão.

A apelação deverá ser apresentada na Câmara de Apelação da Fifa.

Se for negada, há a chance do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), na Suíça.

27 Esportes

Só que esses recursos são demorados para serem julgados.

Restam apenas seis meses até a Copa do Mundo.

O golpe desferido pela Fifa é fortíssimo.

A direção do Flamengo se reunirá ainda hoje para saber o que fazer. Se suspenderá o contrato imediatamente e não pagará o jogador. Se isso acontecer, ele deverá treinar em algum clube peruano, até que os recursos sejam julgados.

O que é certo é que ele, a partir de hoje, está proibido de jogar futebol profissionalmente.

Só a partir de novembro de 2018 estaria livre.

Flamengo e a Seleção Peruana estão em choque.

Sabem: o jogador dificilmente escapará de cumprir um ano de suspensão...
83 Esportes



Cheiro de bi no ar!
Sexta feira, 08 Dezembro 2017 11:16:32 -0200

medina Esportes

Olá galera.

Começa hoje em Pipeline a etapa que apontará o grande campeão do Circuito Mundial de Surfe de 2017. Além do título, também teremos a definição dos surfistas que irão compor a Elite no ano que vem. Brigando pelo campeonato estão quatro feras. Nessa briga está o nosso Gabriel Medina, que busca o bicampeonato.

Assim como o brazuca, J.J. Florence (Havaí) também tentará fazer a festa pela segunda vez. Já Julian Wilson (Austrália) e Jordy Smith (África do Sul) estão atrás da primeira conquista. A disputa está muito equilibrada e fica até difícil tentar dar um palpite certeiro.

No momento, o havaiano leva vantagem na pontuação. Caso consiga chegar à grande final, ninguém conseguirá mais o alcançar. Para Medina, segundo colocado, a missão é um pouco mais complicada. Ele precisa se classificar pelo menos para a fase quartas de final.

Se o rival que lidera o ranking alcançar a semifinal, nosso representante terá que vencer a etapa. Uma curiosidade é que até hoje nenhum dos dois levantou o caneco em Pipeline. Para a dupla Julian Wilson e Jordy Smith a missão é um pouco mais complexa.

Além da disputa pelo título, há também a galera que luta pra se manter na divisão principal. Entre eles, dois brasileiros estão em situação bem difícil. Jadson André só fica se for campeão, Ian Gouveia só permanecerá se for um dos semifinalistas.

O Pipeline Masters vai até o dia 20, bem pertinho do Natal. Tomara que o Papai Noel nos reserve a alegria de ver mais uma bela conquista do craque das ondas, Gabriel Medina.

beijim

Mylena



Cristiano Ronaldo se iguala a Messi com quinta Bola de Ouro. Neymar? Só se o PSG ganhar a Champions
Quinta feira, 07 Dezembro 2017 17:34:30 -0200

52 Esportes
Cristiano Ronaldo acaba de se igualar a Messi, na corrida desenfreada pelo prêmio de melhor do mundo. Depois de empatar, em outubro, com o argentino no número de premiação da Fifa, hoje, em Paris, o português alcança a quinta Bola de Ouro, oferecido pela revista francesa France Football. São cinco nomeações de melhor do mundo pela Fifa e cinco bolas de ouro pela revista.

Os motivos foram exatamente o mesmo do troféu entregue pela Fifa. Como escrevi em outubro.

"Tudo é mais do que óbvio. Cristiano Ronaldo fez uma temporada fabulosa. 60 gols em 60 jogos. E conquistou o torneio que mais importa para a Fifa. A Champions League. Competição que merece toda a reverência como a melhor do planeta. Superando, inclusive, a Copa do Mundo. Além de ganhar, de quebra, a Eurocopa e o Mundial de Clubes. Sua participação nestas campanhas também foi responsável pelo troféu que será entregue.

Quando não conseguir ir bem com a bola, ele contagiou seus companheiros, foi também líder. Algo que Messi não consegue incorporar. É algo que não pertence a esta encarnação do argentino."

Messi, o segundo.

Neymar outra vez foi o terceiro.

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A esperança esperança para um brasileiro voltar a conquistar tal honraria não estará apenas na Copa do Mundo da Rússia, em 2018. Mas na Champions League. Se Neymar aspira acabar com a hegemonia luso/argentina, terá de fazer o Paris Saint Germain surpreender o mundo. O que não está nada fácil.

Quanto ao prêmio em si, perdeu muito do seu glamour. A parceria com a Fifa, que durou entre 2010 e 2015, tornou tudo mais absoluto. Com a separação, a Fifa antecipa o que irá acontecer em dezembro, dois meses antes. O que esvazia a expectativa dos amantes do futebol...
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Raí chega para mandar no futebol do São Paulo. Não quer ser traído como Rogério Ceni
Quinta feira, 07 Dezembro 2017 13:58:49 -0200

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Leco é um dos dirigentes mais inseguros do país. E desde que realizou o sonho de sua vida, se tornar presidente do São Paulo, sempre procurou usar ídolos do clube como escudo. Foi assim com Rogério Ceni e Lugano. Por isso, Raí acaba de ser confirmado como o novo executivo de futebol.

Como não poderia deixar de ser, os veículos de comunicação destacam o acerto entre o campeão mundial e o clube. Na hierarquia da idolatria atual no Morumbi, Raí só perde para Rogério Ceni. E briga, cabeça a cabeça, com Lugano.

Mas o sorriso de satisfação de Leco pode sumir. E de maneira muito rápida. Além de ser preparado culturalmente, ter enorme vivência no futebol, Raí está longe de ser uma pessoa fácil de lidar. Principalmente quando as coisas não acontecem de maneira transparente, que fogem do combinado.

Em 2002, ele foi colocado no cargo de diretor de futebol do São Paulo, pelo falecido presidente Marcelo Portugal Gouvêa. Acabou ficando apenas três meses no cargo. O motivo? Não aceitou interferências e desprezo ao planejamento.

Raí tem ambições políticas no esporte. Ele pretende um dia assumir a presidência da CBF ou mesmo do São Paulo Futebol Clube. Criador, ao lado do ex-jogador Leonardo, da Fundação Gol de Letra, que atende cerca de mil crianças e adolescentes carentes em São Paulo e no Rio de Janeiro. E também é fundador e atuante da ONG Atletas pelo Brasil, que defende a modernidade e transparência na gestão dos clubes e das federações esportivas.

Além disso, Raí é extremamente rigoroso com a sua imagem. Sabe o que representa como tetracampeão do mundo e um dos maiores ídolos da história não só do São Paulo, mas também do PSG. É extremamente zeloso de tudo que se relaciona com seu nome.

Raí era o membro mais atuante no Conselho de Administração, órgão criado no São Paulo, para ajudar o presidente a administrar o clube. Ele é o mentor da ideia de revolucionar o futebol do São Paulo. Instituindo planejamento, metas, adequação dos garotos de Cotia ao time principal, comissões técnicas bem remuneradas e com profissionais qualificados na base. Respeitar de maneira quase religiosa o que for determinado para gastos. Acabar com o improviso.

E impor uma filosofia. Respeitando a sua insegurança e falta de rumo, Leco chega a nove comandantes no futebol, nos dois anos e dois meses que comanda o clube. É uma das grandes provas de quanto o presidente não sabe qual caminho escolher.

Importante, nenhum mísero título.

 Esportes

Gustavo Vieira de Oliveira, sobrinho de Raí, Ataíde Gil Guerreiro, Luiz Cunha, José Alexandre Médicis, José Jacobson Neto, Marco Aurélio Cunha, Fernando Bracalli Chapecó e Vinicius Pinotti. Cada qual com sua ideia sobre o que seria melhor para o São Paulo. Pinotti foi além. Milionário, ele não só dava idéias ao clube, mas emprestava dinheiro. Foram mais de R$ 20 milhões. Quantia que precisa ser devolvida com sua demissão. Politicamente, foi anunciada a sua demissão. Mas ele seria demitido, devido ao fracasso em 2017.

Pinotti foi desrespeitado quando Leco se reuniu com o empresário e futuro gerente de futebol do Cruzeiro. O time de Belo Horizonte quer comprar Lucas Pratto. Pinotti só soube depois. E de uma maneira mal explicada. Tanto que até ameaçou procurar a Fifa e acusar o Cruzeiro de aliciamento. Quando, na verdade, Leco concordou em começar a negociação.

Leco fez com Pinotti exatamente o que fez com Luis Cunha. Ele mandou contratar o peruano Cueva sem o conhecimento do então comandante do futebol. Desmoralizado, Cunha pediu para ir embora, já que não tinha poder algum.

Raí acaba de concluir seu Mestrado Executivo da Uefa para Jogadores Internacionais. O curso durou dois anos e teve sete etapas em sete cidades diferentes: Lyon, Paris, Munique, Londres, Amsterdã, Barcelona e Nova York. A apresentação final foi em Londres. O ex-jogador fala muito bem francês e inglês.

O 'sim' de Raí só saiu hoje depois que teve a certeza que Leco lhe dará autonomia. Não quer a interferência direta do presidente nas decisões que tomar no futebol. E também ambos acertaram a remuneração. O novo responsável pelo futebol terá um salário significativo, coerente com o cargo.

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A partir de hoje, o planejamento para a temporada 2018 será decidida. O primeiro tópico será a permanência ou não de Dorival Júnior como treinador. Isso ainda não está claro. Seu trabalho é considerado por Leco como instável. Raí quer a participação efetiva, de quem for o treinador do clube para o próximo ano, nas dispensas de atletas. E principalmente na aquisição de jogadores.

Ao contrário do que sempre aconteceu com Leco, o técnico será respeitado. Será ele quem definirá se quer ou não os jogadores que farão o São Paulo gastar. E com Raí vigorará o orçamento de vendas. Ele não será jogado no lixo, como foi em 2017, quando a previsão era de R$ 60 milhões e foram vendidos R$ 182 milhões.

Há a possibilidade de trabalhar com Leonardo, seu parceiro na Fundação Gol de Letra. Por coincidência, ele foi demitido hoje do Antalyaspor. Em dez partidas pelo clube turco, venceu quatro, empatou uma e perdeu cinco. Com experiência como dirigente e treinador, ele pode ser o homem de confiança do irmão de Sócrates.

Raí tem 52 anos e uma personalidade forte.

Leco já foi avisado.

Ele abandonou o cargo de diretor, com três meses de trabalho, em 2002.

Ao contrário de Ceni e Lugano, Raí chega no clube com muito poder.

E avisa que quer exercê-lo.

Ou irá embora.

Não aceitará ser traído, como Rogério Ceni foi.

Simples, assim...
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Agora é no Maraca!!!
Quinta feira, 07 Dezembro 2017 11:47:56 -0200

flafla Esportes

Olá galera.

Na explosão do gol de Réver achei que estava dentro de um estádio de futebol. Não imaginava que haviam tantos rubro-negros no meu prédio. Claro que um jogo tão importante, mesmo no meio de semana, atrai muito mais torcedores. Vale perder algumas horinhas de sono para assistir uma decisão de futebol.

Mas a alegria dos flamenguistas logo foi balançada nas redes por Gigliotti, do Independiente, o maior vencedor do principal torneio de clubes do nosso continente, com sete conquistas. Para voltar à Libertadores, o Rei de Copas precisa vencer a Sul-Americana.

Logo no começo do segundo tempo, aos sete minutos, Meza virou o placar. Que golaço!!! Aliás, que jogaço!!! O resultado de dois a um da primeira batalha foi em um confronto pra lá de emocionante. A imprensa local está tão confiante na conquista que chegou a dizer que o time de Avellaneda está com meia taça nas mãos.

Mas calma. A desvantagem do Fla não é tão grande. Vitória por um gol, prorrogação. Se a diferença for maior, o Mengo fará a festa de campeão. Não esqueçam que na próxima quarta-feira o Rubro-Negro é que terá o estádio inteiro a seu favor. Não há mais ingressos disponíveis para a partida de volta.

E se o Flamengo jogar os últimos noventa minutos com a mesma disposição do jogo de ida, acredito que não apenas o meu prédio, mas o Maracanã todo vai explodir de alegria.

beijim

Mylena



Com Lucas Lima, Palmeiras busca independência da Crefisa. E insiste com Ricardo Goulart
Quinta feira, 07 Dezembro 2017 11:12:09 -0200

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Mais do que mostrar força econômica, o presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte resolveu firmar sua independência da Crefisa. Este foi o motivo principal que fez com que o dirigente contratasse Lucas Lima e Diogo Barbosa, sem o auxílio da patrocinadora. O clube bancou duas contrações caríssimas. Envolveu R$ 50 milhões pelo meia e mais R$ 17,5 milhões com o lateral esquerdo.

Galiotte surpreendeu a todos no Palmeiras e até mesmo a conselheira e dona da Crefisa, Leila Pereira. Apesar de ambos se darem muito bem, o dirigente entendeu que o Palmeiras tem recursos para não ficar atrelado à patrocinadora bilionária em toda contratação. Politicamente esse cordão umbilical precisava ser cortado. O clube vive um momento de divisão interna. Com Leila se afastando de Mustafá, depois da denúncia de vendas dos ingressos que ela doava ao ex-presidente palmeirense.

Conselheiros ligados a Paulo Nobre tentam reaproximá-lo de qualquer maneira de Mustafá. E também de Galiotte. Foi Nobre quem o colocou no cargo. Mustafá tem mostrado sua revolta em relação à postura condenatória de Leila. Ele garante que não tinha ideia que os ingressos eram vendidos por membros das organizadas. Desde 2011, com a eleição de Arnaldo Tirone, Contursi, com seu grupo conservador, tem sido o responsável pela eleição dos presidentes palmeirenses. Foi assim com Tirone, Nobre e Galiotte.

Mustafá já articulava há tempos para colocar Leila no cargo, em 2022. Só que o escândalo dos ingressos, os afastou. Leila segue muito próxima a Galiotte. Só que o atual presidente não é inimigo de Nobre, como a dona da Crefisa. Tenta manter uma postura neutra na guerra silenciosa entre os bilionários. A novidade está sendo sua postura independente financeiramente.

O executivo de futebol, Alexandre Mattos, se sente em dívida com o clube. Principalmente pela decepção que foi 2016. Ele coordenou o maior investimento em jogadores da América Latina. Foram R$ 116 milhões só em jogadores. E nenhum mísero título. Ele errou feio com Eduardo Baptista. E também na avaliação da confusa volta de Cuca.

Apesar de líderes do Conselho Deliberativo, como seu presidente Seraphim del Grande, defender abertamente a contratação de Abel Braga, Mattos decidiu que Roger seria o melhor nome. Ele apostou na juventude, na vontade de se impor no mercado como treinador. Até porque, é sempre bom lembrar, ele fracassou na contratação de Mano Menezes.

2palmeiras Esportes

Mattos aproveitou o titubeio de Abel Braga em dar a resposta ao Palmeiras e fechou com Roger Machado. Os dois são contemporâneos, da mesma geração. O executivo tem 41 anos e o técnico, 42. Abel, 65. Falando de igual para igual, Mattos deixou claro para Roger o quanto precisa fazer o Palmeiras forte em 2018. Principalmente na Libertadores.

Deixou claro que não contratará jogadores 'em baciada', como critica Seraphim del Grande. Serão grandes jogadores e reforços pontuais. Que cheguem para jogar. Por isso a insistência silenciosa em Ricardo Goulart. Desde o início do ano passado, Mattos tenta seduzir o meia do Guangzhou Evergrande. A ligação entre os dois é profunda. Assim, como a amizade. Foi Mattos quem o contratou do Goiás para o Cruzeiro, em 2013. Foram bicampeões brasileiros juntos.

Ricardo Goulart está desde 2015 na China. Ele é tricampeão chinês. Ganhou a Liga Asiática. A Copa da China. E é bicampeão da Supercopa da China. Foi o grande destaque do time nestas conquistas. Ele sonhava repetir Paulinho e deixar o futebol oriental e ir para um grande time europeu. Só que não surgiram propostas.

Ricardo já estava indeciso em relação ao futuro. Mas ficou muito mais. Ao saber que Felipão deixou o clube, o meia atacante decidiu viver novos ares. Ainda em setembro, Mattos procurou oficialmente o jogador para tentar um empréstimo. O jogador ainda sonhava com a Europa. E também se lembrou da promessa que fez ao presidente Gilvan Tavares, que o vendeu. Se quisesse voltar ao futebol brasileiro, avisaria ao Cruzeiro.

Mas muita coisa mudou desde então. As propostas europeias não vieram. Gilvan está deixando a presidência cruzeirense e o acordo era entre os dois. Goulart não se vê obrigado a dar satisfações a Wagner Pires de Sá, presidente eleito no clube de Belo Horizonte. Flamengo e São Paulo se mostram interessados.

Mas Mattos segue na sua campanha para tentar o meia.

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O grande obstáculo está no dinheiro que o jogador recebe. Entre luvas e salários, ganha nada menos do que 1 milhão de euros por mês. São incríveis R$ 3,8 milhões a cada 30 dias. Na fórmula de Mattos, o Palmeiras teria o meia por empréstimo de um ano. Desde que o clube chinês arcasse com grande parte do salário. E Goulart aceitasse uma bela redução, com o clube paulista bancando R$ 900 mil mensais. Mattos poderia incluir na negociação o empréstimo de Roger Guedes ou até mesmo meia Guerra.

É uma negociação complicada, difícil. E que precisa da participação efetiva de Ricardo Goulart. Ele precisa deixar claro aos chineses que não seguirá mais atuando por lá.

A princípio, Galiotte sonha em fazer a transação sem a participação da Crefisa.

O zagueiro Emerson Santos, que atuou no Botafogo, já está certo para a próxima temporada. Weverton está apalavrado. Só que o Atlético Paranaense segue exigindo R$ 3 milhões para a liberação imediata. O lateral Rafinha, do Bayern de Munique, também tem uma proposta palmeirense, caso convença a direção do clube alemão a liberá-lo sem custo. Seu contrato vai até junho de 2018 e o jogador não é mais fundamental no elenco e quer sair.

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Há também a possibilidade do acerto com Zeca, que está brigando na justiça com o Santos. Só que Galiotte já deu sua palavra a Modesto Roma, que não negociará o atleta enquanto houver conflito na justiça. Os dirigentes dos dois clubes têm ótima relação. Modesto permitiu que Lucas Lima acertasse com o Palmeiras, mesmo tendo contrato vigente com o Santos.

Enquanto isso, o clube quer definir de vez com o Barcelona se Mina irá ou não em janeiro para a Espanha. Se não der certo com a China, Roger Guedes será negociado. Jean, Michel Bastos, Fabiano, Edu Dracena, Erik também deixaram de ser importantes no elenco. Arouca já tem tudo acertado com o Atlético Mineiro. Egídio foi para o Cruzeiro.

A princípio, Borja deve ficar.

Apesar da grande decepção nesta temporada.

A Crefisa investiu R$ 35 milhões só na sua contratação.

Politicamente, o caminho está aberto para uma reaproximação importante.

A de Paulo Nobre e Mauricio Galiotte.

Queira Leila Pereira ou não...
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O instável trabalho de Rueda no Flamengo. Não será surpresa se ele voltar para a Colômbia
Quinta feira, 07 Dezembro 2017 01:49:24 -0200

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Não há como negar que a CBF tem sérios problemas de coordenar seu calendário. Ainda mais envolvendo o time preferido da TV Globo, o Flamengo. Não é por acaso que o time completou sua 84ª partida no ano. Não teve a mesma proteção da AFA, que deu o fim de semana de descanso para o Independiente, antes do primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana.

Só que o cansaço, a torcida fanática em Avellaneda no estádio Libertadores da América, as ausências de Guerrero e Diego Alves. Não, nada disso justifica a falta de intensidade, a péssima distribuição tática, a falta de coragem do Flamengo. O time saiu na frente e permitiu a virada argentina, de forma muito passiva.

O time até pode ser campeão da Sul-Americana, na próxima quarta, no Maracanã.

Mas o trabalho de Reinaldo Rueda é extremamente decepcionante.

Sim, o colombiano chegou no meio da temporada.

Sim, o Flamengo já está na fase de grupos da Libertadores de 2018.

Só que o time não é nem sombra do time versátil, envolvente, voluntarioso, moderno, que não deixava o adversário respirar. O Atlético Nacional, campeão da Libertadores de 2016, até parecia ser comandado por outro treinador.

A falta de convicção de Rueda é algo assustador.

Diante das expectativas, seu trabalho segue deixando a desejar.

"Temos que igualar a intensidade deles, com ordem. Creio que não vai mudar do que fizemos hoje. Temos que melhorar a contundência e a eficácia nos últimos 20 metros. Temos que sair em busca do jogo em função do placar adverso. Com agressividade ofensiva, mas tem que ter precauções, porque eles têm bom contra-ataque. Vai ser um jogo muito parecido com o de hoje", discursava Rueda, projetando a partida final, na próxima quarta.

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"Vocês (jornalistas) sabem que Independiente não jogou no último fim de semana, fizemos o dobro esforço na Bahia. A intensidade do Independiente está a 500%.

"Fomos muito passivos na marcação, evitando faltas perto da área. Mas isso talvez permitiu a opção de desequilíbrio. Queríamos fazer o segundo gol e acabamos propiciando o contra-ataque.

"Vocês (jornalistas) sabem que temos duas ausências grandíssimas: Diego Alves e Guerrero, um goleador. Tivemos essas baixas sensíveis, e naturalmente se sente, ainda mais por sua experiência. Paolo tem sua cota de gol, incomoda os rivais a capacidade de segurar a bola, dar respiro aos volantes. Creio que é determinante a falta dele."

As desculpas de Rueda após o jogo, seguiram sem passar a mínima convicção e confiança na conquista da Sul-Americana. Mesmo com a certeza de que o Maracanã estará lotado, com mais de 60 mil flamenguistas.

O time não adquiriu padrão, segue instável, com muitas falhas, principalmente na marcação. Chegou a ser irritante como o Independiente de Ariel Holan forçou pela direita, explorando o grave defeito na marcação de Trauco. As triangulações ou simples investidas de Meza escancararam a defesa flamenguista. Everton Ribeiro deve passar por uma das piores fases na carreira. Mas segue intocável. Jogou mal demais. Errou passes e lançamentos primários. Além de mostrar improdutivo egoísmo no ataque, ainda perdeu bolas importantes. Como na que ocasionou o contragolpe argentino que empatou o jogo.

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Rever marcou o primeiro gol, mas a dupla que forma com Juan, segue lenta e facilmente batida na velocidade. A proteção de Willian Arão segue irregular. Além disso, o Flamengo entrou tenso, irritadiço na final. O jogo coletivo falhou completamente.

Por sorte, o Independiente é apenas uma equipe competitiva. Nada além disso, porque, se tivesse um mínimo a mais de qualidade, poderia ter aberto uma vantagem irreversível.

Rueda parece não estar completamente concentrado no seu trabalho no Flamengo. Sua mãe está internada na Colômbia, com grave problema de saúde. O Deportivo Cali já fez proposta para o técnico voltar a seu país. Reinaldo já percebeu que os dirigentes, os torcedores e os jornalistas brasileiros estão decepcionados. Esperavam muito mais do seu trabalho.

Mesmo diante desse cenário não será surpresa se o Flamengo for campeão na próxima quarta-feira. E em seguida, Rueda anunciar que será obrigado a deixar a Gávea, para cuidar de sua mãe na Colômbia.

Se isso acontecer, haverá até um certo alívio.

O time com Reinaldo Rueda não consegue convencer.

Segue instável, cheio de falhas e inseguro.

Classificou seu time à Libertadores de 2018.

Chegou à decisão da Copa Sul-Americana.

Mais pelo péssimo nível dos rivais.

Do que pelo nada empolgante futebol do seu Flamengo... c
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Leco se livra de Pinotti. E busca Raí. O quer como escudo, da maneira que era Rogério Ceni
Quarta feira, 06 Dezembro 2017 17:55:58 -0200

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Depois de usar Rogério Ceni como cabo eleitoral na sua reeleição, e depois descartá-lo sem piedade, Leco busca outro escudo para seguir presidindo o São Paulo. E com o mesmo perfil. Um ídolo, campeão mundial, que seja adorado pela torcida.

E seu nome é Raí.

Leco já fez o convite para o ex-jogador substituir Vinicius Pinotti. O fracasso do trabalho do diretor-executivo de futebol em 2017, por incrível que possa parecer, não foi o motivo da demissão. E sim a sua revolta ao saber que o presidente teve um encontro com o gerente de futebol do Cruzeiro, Marcelo Djan. Ambos conversaram sobre a possibilidade de o time mineiro contratar Lucas Pratto para disputar a Libertadores.

Pinotti não soube da reunião. E passou enorme vexame. Foi avisado que o Cruzeiro havia procurado Lucas Pratto. E avisou a conselheiros que poderia até procurar a Fifa e acusar os mineiros de aliciamento. Só que ele não tinha ideia que Leco já tinha conversado com Djan. E o Cruzeiro queria se o atacante estava disposto a voltar para Belo Horizonte, depois de sua passagem pelo Atlético Mineiro.

Além disso, havia a sombra de Raí.

O jogador já ocupa uma das cadeiras no Conselho de Administração do São Paulo. E por sugestão do conselho, está prevista uma reformulação completa no futebol do São Paulo, em 2018. Com todo o setor profissionalizado. Quem deveria ocupar o cargo principal seria Vinicius Pinotti.

Só que inúmeros conselheiros se revoltaram. O consideravam inexperiente, imaturo, sem conhecimento para uma missão tão importante. O milionário só ocupava o cargo porque se tornou amigo íntimo de Leco. Ele chegou ao clube depois de emprestar R$ 12 milhões para o ex-presidente Carlos Miguel Aidar contratar o atacante argentino Centurion. Como retribuição, Aidar deu o cargo de diretor de marketing. E logo, graças sua amizade com Leco, ficou com o controle do futebol no clube. O que se mostrou enorme erro.

O caos que dominou o São Paulo em 2017 se deve à falta de visão de Pinotti. Junto à ganância de Leco, ambos fizeram do Morumbi um balcão de negócios. Uma porta giratória por onde chegaram e saíram jogadores. E deixaram o time refém. Sem entrosamento algum, o resultado foi o forte namoro com o rebaixamento.

Pinotti se defendeu no cargo que ocupou por oito meses usando seu dinheiro. Ele completou folhas salariais. E estava sempre disposto a colaborar, usando sua fortuna. Mas sua visão de futebol não era a de um gestor, mas de um torcedor. Garantiu a Rogério Ceni que ele seria o treinador até o final de 2018. Mas o demitiu sem constrangimento, depois de seis meses de trabalho.

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Com Dorival Júnior, que não cansava de elogiar, também se mostrou contraditório. Tanto que inúmeros conselheiros garantem que ele teria buscado contato com Jair Ventura, do Botafogo. E o queria contratá-lo para 2018. O que desagradou Leco, que não sabia dessa sua decisão.

Enfim, um desacerto vergonhoso.

Foi Pinotti que conseguiu acalmar as organizadas, evitou protestos, convencendo Leco a promover encontro dos torcedores com a Comissão Técnica e jogadores. O que deixou o clima ainda mais pesado no Morumbi.

Vinicus também foi o responsável pela vulgarização dos preços dos ingressos do São Paulo no Brasileiro. Ele queria o estádio cheio e forçou a aprovação que as arquibancadas chegassem a custar entre R$ 10,00 e R$ 1,00.

Outro fato desgastante foi o fato de dar dinheiro a Alan Cimerman, ex-gerente de marketing, que foi demitido acusado de um esquema de desvios de ingressos de shows no Morumbi. Pinotti garantiu que tudo não passou de 'ajuda financeira' a um amigo.

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Pinotti também teve sérias dificuldades em explicar para o Conselho Deliberativo a multa de R$ 5 milhões paga pela demissão de Rogério Ceni. E também a contratação de Maicosuel, contundido.

Foi um erro atrás de outro.

O perfil que Leco procura é o de um escudo. A primeira opção é mesmo Raí. O ex-campeão mundial tem um perfil completamente diferente. Muito ligado a Leonardo, que foi dirigente e treinador na Itália e na França, o irmão do falecido Sócrates se ajusta aos requisitos de dirigente. Ele também atua na organização Atletas pela Cidadania, que defende causas sociais.

Em junho, ele discursou e mostrou sua profunda preocupação com o clube.

"A primeira coisa para mudança é assumir: o São Paulo deixou de ser modelo. Sempre esteve à frente na gestão e tem de reconhecer que não é mais o caso há algum tempo. Claro que tem boas ideias pontuais, mas o São Paulo sempre foi no geral. É analisar porque deixou de ser e assumir que não é. Hoje essa é a grande diferença. Tem tudo para voltar a ser. É uma questão de vontade: interna, política e de mobilização dos são-paulinos.

"Momentos difíceis são naturais, todos clubes passam. O que acontece hoje não é resultado de janeiro para cá, mas de vários anos. Houve turbulências e coisas foram mal feitas. O clube reconhece isso. Esse novo estatuto tenta colocar o São Paulo em um novo momento. Vamos esperar os resultados, eles vão vir. A grandeza do São Paulo vai passar por voltar a ser pioneiro: na gestão, com boas ideias e inovação. Tem de vir o mais rápido possível. Dentro de campo nem sempre é fácil. Mas não tenho grandes preocupações, sei que vai voltar o melhor momento. Claro que fico chateado, mas vai voltar o bom momento. Mas fora de campo é muito importante: reflete dentro de campo. Todos esses anos foram difíceis para o São Paulo."

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Vinicius Pinotti não é mais o responsável pelo futebol. O clube alega que ele pediu demissão. Se é verdade ou se foi demitido, logo será tornado público. O convite já foi feito a Raí. Leco quer um escudo imediatamente. Se Raí demorar para responder, Paulo Autuori, treinador campeão mundial com o clube, poderá receber este cargo. Muricy Ramalho, por enquanto está descartado, pela péssima relação com Leco.

O susto do rebaixamento pesou.

E como Leco não poderia sair, Pinotti caiu.

Ele sonhava comandar a reformulação do futebol em 2018.

Não mostrou a mínima competência para algo tão importante...
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Pense em Telê Santana. E o vergonhoso 2017 ficará mais explícito, para o São Paulo de Leco e Pinotti
Quarta feira, 06 Dezembro 2017 12:31:25 -0200

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Para compreender o ano absurdo que o tricampeão mundial São Paulo viveu, só apelando para a literatura fantástica, surreal. Buscando inspiração nos excepcionais livros do genial Gabriel Garcia Márquez, a caminhada vergonhosa ficaria ainda mais explícita, se acompanhada por alguém acima do bem e do mal.

Telê Santana.

Neste exercício de imaginação, troque Rogério Ceni e Dorival Júnior por Telê. Por um instante vale pensar como o rígido, competente e vencedor trenador se comportaria se fosse o comandante do time em 2017. E fosse cercado por tanta incapacidade.

Pelos olhos de Telê, o vexame ficaria mais dolorido.

Os reis ficariam ainda mais nus.

A começar pelo comportamento do presidente Carlos Augusto Barros e Silva. Seria inadmissível para Telê aceitar que o combinado, o planejado fosse desprezado pela desenfreada ganância. Se Leco repetisse o que fez com Rogério Ceni, afirmando que precisaria vender R$ 60 milhões em jogadores e vendesse R$ 181 milhões, promovendo um desmanche ensandecido no time, Telê não só iria embora. Como faria um digno escândalo.

Thiago Mendes foi por € 9 milhões (R$ 34 milhões),80% para o clube. Luiz Araújo, € 10 milhões (R$ 37,7 milhões), 70% parte do São Paulo. David Neres, € 12 milhões (R$ 45 milhões) – percentual 100 %. Maicon, € 7 milhões (R$ 26,4 milhões), integral para o São Paulo.

Lyanco: € 6 milhões (R$ 22,6 milhões), integral. Luisão, € 3 milhões (R$ 11,3 milhões), Galván – € 1 milhão (R$ 3,8 milhões).

Jamais Telê suplicaria pela permanência de alguns atletas, como Luiz Araújo e Thiago Mendes, acabasse com a convicção que ficariam no elenco, para, em seguida, serem vendidos. Foi muita humilhação a que Rogério Ceni se submeteu. Nem os R$ 5 milhões que embolsou pela demissão compensam.

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E mais, Ceni viu seu time se desmanchar, sem tempo para o menor entrosamento. Como o jovem, inexperiente, imaturo e milionário Vinicius Pinotti à frente do futebol, o Morumbi se tornou assumido balcão de negócios. Além das vendas, o clube contratou. Seguindo uma lógica absurda. Leco e Pinotti decidiram quais atletas chegariam. No máximo avisaram depois que as transações estavam mais do que encaminhadas. Foi assim com Rogério e com Dorival. Os dirigentes colocavam em uma lista as opções apresentadas por empresários, agentes de sua confiança, e decidiam quem comprar. Tendo como recurso dvds e a palavra dos profissionais de vendas de atletas.

Jamais Telê Santana ficaria de braços cruzados esperando por jogadores que não indicou. É algo bizarro. E que despreza o bom senso, desrespeita a visão, a filosofia do treinador. Mas Leco e Pinotti foram além. Renovaram contrato com um grande ídolo, Diego Lugano, em junho. Mesmo sabendo que, aos 37 anos, ele ficaria na reserva da reserva. Seria mais um auxiliar de Dorival Júnior, um animador de elenco. Por mais que tenha feito na história do clube, era a imagem do desperdício.

Se os R$ 280 mil mensais pagos ao uruguaio saíssem dos bolsos dos dirigentes, jamais ele ficaria até o final do ano.

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Assim como Telê não aceitaria simplesmente os jogadores saídos da base, sem ter o direito de escolher. Não se fiaria em recomendações de treinadores de Cotia. Não, ele acompanharia de perto e traria apenas os garotos que tivessem condições de atuar. Não pensaria apenas em uma valorização artificial, levando em conta o treinamento com os profissionais. Trabalho sem rumo, sem consistência, que leva em consideração melhorar seus currículos para eventuais vendas.

E seria inimaginável para quem conheceu Telê Santana, ele se submeter a reuniões com membros das organizadas. Caso Leco e Pinotti tivessem a ousadia de propor o encontro com torcedores para não só ouviriam o justo pedido de demissão. Mas ouviriam um sermão sobre o ridículo. É inadmissível um clube tricampeão mundial ficar de joelhos diante de quem deveria apenas apoiar a equipe das arquibancadas. Mesmo percebendo o cheiro de medo proveniente de Leco e Pinotti. Receio de nova invasão ao CT da Barra Funda. Assim como também de ameaças físicas que tanta preocupação traziam para suas famílias.

"Ou se tem coragem para ser dirigente ou não", replicaria Santana.

As duas reuniões que jogadores, Dorival e os dirigentes ficaram se explicando, ouvindo queixas, reclamações e orientações do que fazer, dos torcedores, entram para a história do São Paulo Futebol Clube. Como uma demonstração explícita de subserviência.

Mas valeu a pena.

Os prometidos protestos nunca aconteceram.

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Telê Santana acompanharia com desprezo a vulgarização dos preços dos ingressos. Os dirigentes compraram o apoio da torcida. Cobraram preços insignificantes, entre R$ 10,00 e R$ 1,00, para ter o Morumbi cheio. Não pela empolgação da busca de mais um título para a sua gloriosa história. Não. Se reuniam no estádio, milhares de desesperados torcedores, que tinham a pequena compensação proposta por Leco e Pinotti. A mesma que move as equipes humildes do mundo. Não ser rebaixado.

Na sua história como treinador, Telê Santana quando assumiu o São Paulo em 1990, o time havia sido rebaixado no Paulista e estava para cair no Brasileiro. Fez questão de jurar que, com ele, seria a última vez que o tricolor passaria essa vergonha. E cumpriu a promessa. Assumindo o futebol como um treinador de verdade precisa fazer. Jamais no Morumbi ele encabeçou campanha contra a Segunda Divisão.

Assim como não se submeteria ao U2. Não pelo menos calado. Vivia seu recorde negativo da história na zona do rebaixamento, 14 rodadas, quando Leco e Pinotti confirmaram cinco partidas do Brasileiro fora do Morumbi. Mesmo com o acordo tendo sido selado há tempos, o técnico não ficaria com a boca fechada. Não aceitaria o amor ao dinheiro superar o amor ao time, à beira do precipício.

Nunca Telê Santana aceitaria que outro treinador se encontrasse com líderes do elenco, como Hernanes e Rodrigo Caio para aconselhá-los a evitar o rebaixamento. Como Dorival Júnior se submeteu às visitas de Muricy Ramalho. Era a prova que apenas seu trabalho não era o suficiente para evitar o caos. Uma intervenção branca, pedida pela diretoria do clube ao aposentado tetracampeão brasileiro.

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E bicampeão mundial, Telê Santana não vibraria, aceitaria as palmas da torcida, os elogios pela recuperação aos trancos e barrancos do time. E permitiria que a diretoria cedesse e vestisse o Morumbi com uma camisa tricolor enorme. Com os dizeres "time grande não cai".

Mas o mestre Telê não está mais entre nós.

Está livre de passar tanta vergonha.

Leco e Pinotti seguem livres para desfilar sua incompetência à vontade.

Abraçados às organizadas.

Com treinadores aceitando passivamente a incapacidade da dupla.

Que despreza a história gloriosa do São Paulo Futebol Clube...
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Atrás do sonho!
Quarta feira, 06 Dezembro 2017 12:04:59 -0200

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Olá galera.

A torcida do Grêmio ainda comemora a conquista do Tricampeonato da Taça Libertadores. Poucos clubes no Brasil venceram o torneio continental três vezes. Além do atual campeão, apenas Santos e São Paulo. Mas agora os gaúchos vão atrás de outro sonho. Trazer pra casa o Bicampeonato Mundial.

A tarefa não será nada fácil. Entre os adversários estará o poderoso Real Madrid. Se falarmos só em Champions League, eles já venceram doze vezes a competição. Em seu elenco craques como Cristiano Ronaldo, o melhor do planeta, Marcelo, Modric e Bale.

O Real é o grande favorito a ficar com a taça. Assim como o Barcelona era em 2006, quando o maior rival dos gremistas superou o arquirrival dos madridistas. Se o Inter derrotou o Barça de Ronaldinho Gaúcho e cia., o Grêmio pode fazer o mesmo com o time de CR7.

Apesar da considerável diferença técnica entre os jogadores, o Tricolor dos Pampas também tem suas armas. A principal delas veste a camisa de número sete, a mesma que consagrou Renato Gaúcho no ano de 1983, quando o time do Rio Grande do Sul ganhou o seu único Mundial.

Agora como treinador, o ídolo comanda do banco de reservas. Ele confia muito no talento de Luan, seu melhor jogador. Claro que o Grêmio ainda precisa passar pela semifinal, o oponente sairá do vencedor do confronto entre Pachuca, do México, e Wydad Casablanca, do Marrocos.

O Real Madrid também terá que jogar a semifinal. Seu rival sairá da partida entre Urawa Reds e o ganhador do jogo Al Jazira x Auckland. Vamos torcer para que o nosso representante consiga colocar em campo seu melhor futebol, pra quem sabe trazer mais um importante troféu para nosso país.

beijim

Mylena



É só MMA?
Quarta feira, 06 Dezembro 2017 10:23:00 -0200

É só MMA?



Fim do Brasileirão... Hora de ir às compras.
Terca feira, 05 Dezembro 2017 10:13:25 -0200

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Olá galera.

Com exceção ao Grêmio, que jogará o Mundial Interclubes, e o Flamengo, que ainda disputará a final da Copa Sul-Americana, os grandes clubes brasileiros estão de férias com o término do Brasileirão. Nesse período em que os torcedores dão uma pausa no acompanhamento dos jogos, ficam ligados nas notícias de contratações.

Hora de ir às compras. Momento de sentar e analisar a temporada que acabou para planejar a próxima. O Palmeiras, que tem bastante grana pra gastar, já anunciou novidade de peso. Lucas Lima será o responsável pela armação de jogadas, função que não foi bem exercida pelos jogadores que chegaram pra 2017.

O campeão Corinthians não tem tanto dinheiro disponível como o arquirrival, mas também deverá ter mudanças. Assim como São Paulo, que correu risco de queda, e o Santos, que estará na Libertadores. E são as agremiações que jogam o torneio continental que costumam ficar mais forte.

Tem também os times que não estarão na principal competição de clubes da América do Sul e tentarão no ano que vem buscar essa classificação. Nesse caso há alguns grandes com poucos recursos, que terão que ser criativos e ousados pra melhorar seus elencos.

O tempo de férias é curto pra quem pensa em mudar muito o grupo de atletas. Pra quem já tem uma boa base fica mais fácil, é só acertar nas contratações pontuais. Vamos acompanhar e ver quais clubes farão as melhores escolhas nesse disputado Mercado da Bola.

beijim

Mylena



Andrés, exclusivo: "Adoraria ter a Crefisa. Só que, no Corinthians, a presidência não está à venda"
Terca feira, 05 Dezembro 2017 08:36:29 -0200

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"Adoraria ter uma Crefisa...

"Mas só que no Corinthians, a cadeira de presidente não está à venda."

"Tem clube por aí que está para cair nos últimos anos.

"Vai acabar caindo.

"Porque, se o maior de todos caiu, todos podem cair."

"No Corinthians, os títulos são de verdade. Não por por fax."

"O Lula não deu de graça o estádio?

"Só que o Corinthians vai ter de pagar R$ 1,4 bilhão."

"Eu não estou na Lava Jato, até que enfim alguém fala a verdade."

"O Ronaldo vai estar ao meu lado na minha volta."

"Se não tivesse segurado o Tite depois do Tolima...

"Ele não seria o Tite de hoje, que comanda a Seleção."

Assim é Andrés Navarro Sanchez, 53 anos, deputado federal pelo PT.

Fundador da torcida organizada Pavilhão Nove.

Amigo íntimo do ex-presidente Lula.

Do ex-presidente Ricardo Teixeira.

Foi diretor de Seleções na CBF.

E agora vê, constrangido, o julgamento do inimigo Marin.

Homem polêmico, que revolucionou o Corinthians.

É a pessoa mais influente nestes dez últimos anos no Parque São Jorge.

Colocou Mario Gobbi e Roberto de Andrade na presidência.

Se tivesse indicado Xuxa, ela seria eleita.

Decidiu voltar a comandar o Corinthians.

E é franco favorito, à eleição marcada para fevereiro de 2018.

Tem de resolver a dívida bilionária com o estádio.

Buscar os prometidos naming rights.

Acabar com os escândalos na base.

A sua entrevista exclusiva era a mais pedida na história do blog.

Um dia ela sairia.

Este dia chegou...



Chapecoense na Libertadores de 2018. Humilhação para São Paulo, Botafogo, Fluminense, Atlético...
Segunda feira, 04 Dezembro 2017 12:23:58 -0200

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As diretorias do São Paulo, do Fluminense, do Botafogo, do Atlético Paranaense, do Coritiba, do Sport, do Vitória, do Bahia e do Atlético Mineiro, entre outras, deveriam estar envergonhadas. E se tivessem mais dignidade, alguns dirigentes deveriam renunciar.

Diante do que os gestores da Chapecoense fizeram, a incompetência da gestão no futebol desses clubes, em 2017, ficar gritante.

A classificação time do Oeste Catarinense à Libertadores de 2018 é um tapa na cara.

O terrível acidente no inesquecível dia 29 de novembro teve consequências trágicas. O forte elenco, comandado por Caio Júnior, dominou o cenário catarinense. Se tornou adversário terrível jogando em Chapecó nas competições nacionais. E ainda chegou à final da Copa Sul-Americana. Dava mostras que iria ainda crescer.

Mas a queda irresponsável do avião da LaMia a 30 quilômetros de Medellin, colocou fim a esta equipe, com seus reservas, em toda a Comissão Técnica e no alto comando da Chapecoense. Em dezembro de 2016, o clube só tinha reservas dos reservas, garotos. E teve de se reconstruir.

Partiu do zero, ao contrário do São Paulo, Fluminense, Botafogo, Atlético Mineiro.

É importante desmistificar dados fundamentais. Primeiro, a CBF nunca ofereceu imunidade de três anos à Chapecoense. Primeiro por um motivo muito simples. Ao contrário do que foi dito na hora do choque, não foram todos os clubes do país que ofereceram esse perdão. Não, de jeito algum. Por questão de justiça é fundamental destacar. Foram pouquíssimos as equipes que tiveram esse desprendimento.

Botafogo, Fluminense, Internacional, Palmeiras, Portuguesa, Santos e São Paulo precisam ser elogiadas. Porque só elas transformaram as palavras em atos. E enviaram ofícios oficiais à CBF propondo a imunidade. As demais, não.

O presidente da CBF, Marco Polo del Nero, não está ocupando o cargo por acaso. Ainda mais agora, sendo investigado e acusado publicamente no julgamento de ex-parceiro/irmão José Maria Marin. Del Nero é esperto demais. E em meio ao choque de todos com as 71 mortes na queda do avião, o dirigente percebeu. Se caísse na tentação de perdoar a Chapecoense, não teria dúvidas. Os clubes rebaixados neste Brasileiro entrariam na justiça.

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"Eles defenderiam o direito da isonomia", me garante um velho advogado que frequenta a CBF. Ou seja, não há na legislação nada que assegure o privilégio no tratamento de um clube. Todos precisam ter os mesmo direitos e deveres em qualquer competição. Del Nero sabia que seria um caos. E a entidade que preside não teria como manter o rebaixamento de ninguém.

Por isso, a imunidade não foi oferecida à Chapecoense.

E nem precisava. O clube do Oeste catarinense é mantido e organizado por indústrias importantes locais. Foi essa organização que garantiu que, em seis anos, a equipe saltasse da Série D para a A do Brasileiro. O balanço de 2016 já mostrava cerca de R$ 70 milhões circularam no clube, entre patrocínios, arrecadações, vendas e compras de jogadores. Além da competência, há dinheiro forte por trás do sucesso da Chapecoense. A grande diferença é que ele vem sendo usado com competência.

Com muita transparência, o clube divulgou em março, o total de doações que recebeu depois do acidente. Foram exatos R$ 9.984,64. Insuficientes, é claro para montar uma nova equipe. O clube usou recursos próprios para primeiro escolher uma nova Comissão Técnica. E seus novos dirigentes mostraram competência na organização do elenco.

Caiu por terra também a promessa que cada equipe da Série A havia feito. Cada uma das 19 concorrentes cederia de graça dois atletas. Não foi o que aconteceu. Os dirigentes catarinenses receberam só algumas listas de atletas dispensáveis, que não serviam aos seus times. Muitos deles, afastados por deficiência técnica. Ou seja, presentes de grego.

O Palmeiras foi o clube que realmente ajudou. Primeiro com os R$ 600 mil de arrecadação por um amistoso. E depois cedeu uma lista com dez atletas com potencial. E o então treinador Vagner Mancini escolheu João Pedro, Nathan e Amaral. Cruzeiro, Atlético Mineiro, Atlético Paranaense São Paulo e Fluminense também colaboraram, mas menos.

Nem Riquelme e muito menos Ronaldinho Gaúcho se ofereceram a jogar de graça no clube. Isso sequer foi cogitado. Não passou de lenda urbana.

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Além dos empréstimos de atletas, doações, a Chapecoense teve de vender dois atletas. O atacante Rossi para o Shenzhen, da segunda divisão da China, e o volante Andrei Girotto com o Nantes. Levantou R$ 14 milhões.

Além disso, fechou patrocínio com a Aurora, terceiro maior grupo da indústria de carnes do país. E recebeu R$ 8 milhões pelo patrocínio master e pelas mangas. Encerrando o patrocínio que mantinha com a Caixa Econômica Federal.

Os dirigentes fixaram um teto de R$ 100 mil mensais. E montaram novo elenco. Com esses jogadores, conquistou o bicampeonato catarinense. Trocou de treinador duas vezes. Demitiu Vagner Mancini e Vinicius Eutrópio. Contratou Gilson Kleina. E, vitória das vitórias, a oitava colocação no Brasileiro e uma vaga na Libertadores de 2018.

O trabalho de reconstrução foi invejável.

"Do ponto de vista profissional, de metas, atendemos tudo que foi colocado e mais. Conseguimos reconstruir a Chapecoense como departamento de futebol e trazê-la para um rito de normalidade: crise, troca de treinador, descrédito, pressão externa, como todo clube tem.

"Voltamos a ser um clube como todos do mundo. Ser encarado dessa forma era algo que buscávamos. Conquistar um título quatro meses depois, foi algo incrível. Fizemos bonito na Recopa, na Libertadores e encarramos o Brasileiro garantidos na Série A, na Sul-Americana..

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"Retomamos um caminho que a Chape já tinha.

"Se tem uma coisa que me deixa feliz, é que conseguimos manter a dignidade que a Chape sempre teve e já começa quando diz: "Não quero imunidade na Série A". E eu nem estava aqui. Sempre nos posicionamos, mesmo quando ficamos antipáticos.

"Não fizemos o papel de bom moço. Fizemos o que achamos devia ser feito.

"Pecamos por ação, não por omissão.

"Conquistamos o respeito desportivo.

"Não há coitadismo aqui", repetiu o executivo de futebol Rui Costa, em várias entrevistas.

Exatamente isso.

Não houve coitadismo mesmo.

Só trabalho sério e competente.

Por isso, as lágrimas de tristeza viraram de alegria.

Um ano depois da pior tragédia do esporte mundial, a Chapecoense renasceu e está na Libertadores.

Como os dirigentes do São Paulo, do Fluminense, do Botafogo, do Atlético Paranaense, do Coritiba, do Sport, do Vitória, do Bahia e do Atlético Mineiro se sentem ao encarar o espelho?

Diante do que aconteceu em Chapecó, tanta incompetência é inaceitável...
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Acabou, mas...
Segunda feira, 04 Dezembro 2017 11:25:18 -0200

robson Esportes

Olá galera.

Acabou o Brasileirão 2017. É verdade que o Corinthians já havia realizado a festa do título há algumas semanas. Mas com tantas coisas em jogo, o campeonato ainda permaneceu com disputas interessantes pelas vagas na Libertadores, Sul-Americana e a fuga do rebaixamento.

Além do Timão, Palmeiras, Santos, Grêmio, Cruzeiro e Flamengo já se garantiram na fase de grupos. Apesar de não termos mais jogos pela competição nacional, alguma coisa ainda poderá mudar. Atlético Mineiro e Vasco estarão de olho na decisão da Sula.

Caso o Fla levante a taça, o Cruz-Maltino entrará direto na fase de grupos e o Galo ganhará um lugarzinho na Pré-Libertadores. Ambos terão que esperar a final pra ver o que vai dar. A Chapecoense está de parabéns. No ano em que teve que se reconstruir, conseguiu entrar no principal torneio de clubes da América do Sul.

Coritiba e Avaí irão fazer a indesejável companhia a Ponte Preta e Atlético Goianiense na Série B do ano que vem. Essa briga foi intensa até o fim. Por muito pouco o Vitória não entrou pelo cano. O gol salvador dos baianos rebaixando o Coxa foi marcado pela Chape, aos 50 minutos da segunda etapa.

O Brasileirão acabou, mas... A final da Copa Sul-Americana ainda poderá movimentar a tabela de classificação da próxima Taça Libertadores. G-8 ou G-9? Bem, o que dá pra afirmar é que a torcida do Fla para o duelo contra os argentinos aumentou bastante.

beijim

Mylena



São Paulo, medíocre até o final. Empata com o Bahia. Adeus, sonho da Libertadores
Domingo, 03 Dezembro 2017 19:05:11 -0200

24 Esportes
Não adiantou Jean, goleiro do Bahia, que está para ser contratado, dar sua colaboração. Nem mesmo a paixão da sofrida torcida que lotou o Morumbi. Time ruim é time ruim. Tudo que a equipe montada por Leco e Pinotti conseguiu foi decepcionar. Mais uma vez, entre tantas vezes em 2017. O São Paulo apenas empatou com o Bahia, em 1 a 1, e sabotou o próprio sonho de Libertadores, mesmo com a Conmebol oferecendo nove vagas, se o Flamengo ganhar a Sul-Americana.

Com outro futebol pobre, medíocre, o São Paulo não tem nem o direito de sonhar. Perdeu a nona colocação que teve nas mãos e acaba o Brasileiro na 13ª colocação. Mais um ano contabilizando fracassos. Triste para um clube tricampeão mundial.

A única alegria real dos torcedores foi a festa pela despedida de Lugano. Mais de 60 mil são paulinos aplaudiram de pé seu ídolo, antes de ir embora. E tentar esquecer mais um ano desperdiçado. Repleto de fracassos. Em que bateu o recorde negativo, de permanência na zona do rebaixamento. Graças ao balcão de negócios que Leco e Pinotti montaram no Morumbi.

Se fosse um banco, o presidente e seu braço direito repartiriam um bônus. Afinal, venderam R$ 162 milhões em jogadores, quando o planejado era R$ 60 milhões. Mas como comandam um time de futebol, esse festival de vendas, chuva de dinheiro, distribuição de comissões e exportação de talento, tudo o que conseguiram foi fazer o time acumular derrotas. E não chegar perto de título algum.

Vexame maior. Ainda recebem vinte membros das torcidas organizadas, nesta semana, e assistem a um verdadeiro simpósio feito pelos torcedores. Com indicações do que fazer em 2018. Que Leco e Pinotti aproveitem, diante de tanta incompetência. E estranha sede de vender jogadores importantes.

O último jogo do Brasileiro foi o trivial. Ainda mais sem Dorival Júnior sem poder escalar Lucas Pratto e Hernanes. Ambos estavam jogando com fortes dores, no sacrifício. E como o São Paulo havia fugido do rebaixamento, não entraram em campo hoje. O que se esperava é que o elenco, jogando com o apoio maciço dos torcedores, milhares pagaram só R$ 1,00 para ver a partida, venceria o Bahia, que tecnicamente chega a ser mais fraco que o medíocre time de Dorival Júnior.

Mas antes de descrever o péssimo jogo, vale a pena valorizar o adeus dentro campo de Lugano. Ele não jogará mais no São Paulo. Ainda não sabe se encerrará sua carreira, aos 37 anos. Ou voltará e disputará um último ano no futebol uruguaio, para terminar seu ciclo como jogador.

"Impossível expressar em palavras a emoção que companheiros, funcionários e torcedores me fizeram sentir. É uma sensação que nunca havia experimentado na vida. Tenho a sensação de que fiz tudo o que gostaria no futebol. O mais importante é ver quem está no dia a dia com você, na intimidade, o que pensa de você. Esses dias o São Paulo me fez sentir a pessoa mais feliz do mundo.

"É um momento de sensações diversas. Fecho uma etapa que um dia ia chegar. Mas é uma sensação de tranquilidade, de ter feito tudo o que gostaria. Me deu essa sensação. É tão intenso o que estou vivendo e lindo, para que perder um segundo pensando? Em poucas semanas terei tempo para pensar. Por enquanto quero desfrutar.

"É o que penso hoje, mas daqui uns dias vou analisar o que é melhor para mim e para a minha família. Por enquanto gratidão ao clube, à torcida e ao Brasil. Tenho uma ligação muito especial. O São Paulo é o clube da minha vida, como pessoa, ser humano e profissional. Cheguei a seleção do Uruguai graças ao São Paulo, fiz carreira de 11 anos, fui à Europa e solucionei minha vida econômica graças ao São Paulo. Sou grato eternamente. Como sempre falo para a torcida: obrigado por tudo e perdão por tão pouco."

O uruguaio tem proposta para ser gerente de futebol em 2018.

35 Esportes

A volta de Lugano em 2016 só foi mais uma demonstração de fraqueza de Leco. Ele o contratou como escudo. Como um assistente técnico. Embora ídolo e com muito amor ao São Paulo, ele deveria ter voltado há pelo menos cinco anos. E Leco, por ironia, foi quem se colocou contra quando o falecido Juvenal Juvêncio articulava seu retorno, quando não estava sendo utilizado pelo Paris Saint-Germain.

A falta de rumo e manipulação da atual diretoria fez com que houvesse comemoração pelo time bater seu recorde em 2017. O de número de torcedores no Morumbi. 1.009.059 torcedores. Sim, mais de um milhão. Mas o que Leco e Pinotti não comentam é que esse número foi atingido pela vulgarização no preço dos ingressos. O clube cobrou meias de R$ 10,00 quase o ano todo. E hoje, chegou ao R$ 1,00.

E além dessas vulgarização, há outro fator. O Morumbi esteve permanentemente repleto porque os torcedores, desesperados com o medo do rebaixamento, resolveram apoiar. Só por isso. Nunca em 2017 o time que representava o tricampeão mundial empolgou. Pelo contrário, acumulou fracassos, deu vexames e namorou a zona do rebaixamento. Além de desmoralizar o ídolo Rogério Ceni na sua primeira incursão como treinador. Ele sucumbiu diante do inesperado desmanche de Leco e Pinotti.

O time só não caiu graças à chegada de Hernanes. Jogador que foi dispensado da China. Mas, diante do fraco nível técnico do Brasileiro, se impôs. E conduziu o São Paulo a fugir da zona do rebaixamento.

A campanha fraquíssima pode ter consequências sérias. Com medo de perder a Copa do Mundo, Lucas Pratto pensa em uma transferência. Se o River Plate confirmar seu interesse, será difícil segurá-lo, apesar de seus discursos para agradar os sofridos torcedores. Cueva também está interessado em voltar para o México. O fato de o time não disputar a Libertadores desestimula a dupla.

Rodrigo Caio também está cansado. Se surgir uma proposta interessante, também fará a mala. Se cansou de passar sufoco. Sua vaga na Seleção Brasileira no Mundial da Rússia está por um fio.

15 Esportes

Em compensação, Jucilei será contratado definitivamente. O goleiro Jean do Bahia está praticamente contratado. Leco e Pinotti prometeram a Dorival Júnior pelo menos entre quatro a seis reforços. O time sofrerá uma reformulação profunda.

Na partida de hoje, o que vale ser destacado é a assustadora apatia do São Paulo no primeiro tempo. Precisando desesperadamente vencer para sonhar com a nona vaga na Libertadores, o time de Dorival mostrou falta de talento, de imaginação, de movimentação. Foi facilmente travado pelo Bahia de Carpegiani. No segundo tempo, empurrado pela torcida, o time ao menos mostrou vontade.

Mas seguia incompetente no ataque. Até que Jean, que deverá ser seu goleiro em 2018, resolveu colaborar. E segurou com as mãos um recuo claro de Renê Júnior. Foi ridículo. Todos perceberam que o toque foi do volante baiano, menos o goleiro. O São Paulo aproveitou a colaboração. Dentro da área, Petros rolou para o garoto Brenner marcar o seu primeiro gol como profissional. São Paulo 1 a 0, aos 18 minutos do segundo tempo.

O Bahia foi ao ataque, os jogadores sentiam que o adversário não assustava. O São Paulo estava sonhando com a nona colocação. Mas seguia perdido. Não marcava, não buscava segurar a vitória. E nem partida decidido para marcar mais gols.

Foi quando uma simples cobrança de falta na lateral do campo, fez justiça ao jogo. A bola chegou na cabeça do lateral direito Éder do Bahia, 1 a 1, aos 43 minutos Silêncio constrangedor no Morumbi, ao final do jogo. O São Paulo dava vexame até a sua última partida no ano.

Mas como os especialistas de marketing dominam o São Paulo, souberam o que fazer. Para evitar vaias, o anúncio da despedida de Lugano, o aceno aos torcedores com o hino do clube ao fundo. Vale tudo para disfarçar o fracasso.

Ficaram os últimos acenos de Lugano como compensação.

Por mais um ano humilhante.

De total responsabilidade de Leco e Vinicius Pinotti.

E dos omissos conselheiros que não agem diante de tamanha incompetência...
51 Esportes



Sem molezinhas pelo caminho!
Domingo, 03 Dezembro 2017 12:10:42 -0200

 Esportes

Olá galera.

Na última sexta-feira rolou o sorteio dos grupos para a Copa do Mundo da Rússia. Muita gente gostou dos adversário da Seleção Brasileira. Analisando bem, a nossa chave poderá ser uma das mais complicadas. Mas como a Seleção Brasileira está voando, a confiança fica em alta, mesmo com as prováveis dificuldades.

Tite tratou logo de deixar claro que considera nosso grupo um dos mais difíceis. A estreia será contra a Suíça. O primeiro adversário não tem muita tradição, mas tem uma defesa boa e deverá exigir de nossos jogadores bastante paciência em campo.

É verdade que escapamos de ter logo de cara rivais mais qualificados. A Espanha, que caiu no grupo de Portugal, Uruguai, que irá encarar os donos da casa, e a Inglaterra, que estará no caminho da Bélgica do atacante Hazard, e do excelente meia De Bruyne.

A Alemanha não deu muita sorte. México e Suécia podem dar trabalho aos atuais campeões, que mesmo assim são favoritos a terminar em primeiro lugar. Mas se por acaso ocorrer uma surpresa, a fase de oitavas de final poderá ter um jogo de arrepiar.

Se os alemães ficarem em segundo e a Seleção Brasileira em primeiro, irão decidir precocemente quem segue no Mundial. Se ambas as equipes ao término da primeira fase acabarem na liderança, o encontro só poderá acontecer na grande decisão.

Ainda faltam alguns meses para a Copa. Brasil, Alemanha e França estão sendo apontados como principais candidatos ao título. Mas é bom ficar de olhos bem abertos com Argentina, Portugal, Uruguai, Espanha e Bélgica. Não se pode dar chance ao azar quando se tratar do esporte onde ocorrem as maiores surpresas.

beijim

Mylena



A dura lição com Renato Gaúcho. Jogadores com salários atrasados são péssimas fontes
Sabado, 02 Dezembro 2017 18:17:27 -0200

 Esportes
Uma das situações mais agradáveis do ser humano é jactar-se. O verbo talvez entregue a minha longa trajetória nesta vida. Jactar é gabar, destacar feitos, façanhas, vangloriar-se. Escrever sobre as vitórias, as matérias que deram certo nestes 32 anos de carreira é uma enorme tentação. Como tenho recebidos inúmeros comentários de estudantes de jornalismo, me sinto na obrigação de mostrar o outro lado.

Já relatei quando dispensei a oportunidade de uma exclusiva com Neymar. Quando não quis fazer. O post está acessível, basta pesquisar.

Com a conquista do tricampeonato da Libertadores, contra o Lanús, Renato Gaúcho foi o foco das atenções. Ele conseguiu exorcizar o fantasma da derrota comandando o Fluminense, em 2008. Quando seu time perdeu o título nas cobranças de penalidades, no Maracanã.

Mas uma das minhas histórias mais complicadas com Renato Gaúcho, aconteceu muito antes.

O ano era 1995. No seu final. A Parmalat seguia absoluta, dominando o futebol do Palmeiras. Estava atrás de uma estrela. E bateu na porta de Renato Gaúcho. As negociações deveriam ser rápidas. Renato Gaúcho já estava com 34 anos. Os salários nas Laranjeiras estavam atrasados, apesar de o time ter sido campeão carioca, com um gol de barriga dele, e ter chegado às semifinais do Brasileiro.

Renato Gaúcho já estava irritado com isso. Era o ponto que os dirigentes palmeirenses buscavam explorar. Consegui com um conselheiro importante o telefone da casa do jogador. Naqueles tempos, nem pensar em celulares. Nos conhecíamos de algumas coberturas e entrevistas feitas no passado.

O diálogo foi mais ou menos assim.

"Renato, tudo bem? Sou o Cosme Rímoli do Jornal da Tarde, tenho a informação que você já acertou e vem para o Palmeiras. É verdade?"

"Olha, não vou esconder. Estamos conversando sim. E as coisas estão caminhando mais rápido do que eu imaginava. Mas não está fechado. Vamos nos reunir nesta noite para determinar se eu vou ou não jogar em São Paulo."

"Você me atende mais tarde?"

"Pode ligar, e eu te falo o que aconteceu."

23 Esportes

Aflito, corro para o meu editor e falo o que estava acontecendo. Nós sabíamos que a Parmalat estava querendo chamar a atenção, dar um jogador importante para Vanderlei Luxemburgo. Ele havia retornado depois do fracasso de Valdir Espinosa, Carlos Alberto Silva e Márcio Araújo. Vanderlei voltou a peso de ouro, para tentar resgatar o sucesso de 1993 e 1994. E o Palmeiras formaria um grande equipe em 1996.

"Como é que foi a reação do Renato? Esse negócio vai ser fechado?", me pergunta o editor de Esporte. "Olha, pelo jeito do Renato, a negociação está mais do que adiantada. Ele vai se reunir com representantes da Parmalat e do Palmeiras", respondo.

Era uma sexta-feira. Iria para o teatro com minha namorada. Pagamos ingressos caros. Ela estava preocupada. Intuitiva, repetia que nada poderia dar errado. O JT fechava às 21h30. Mas eu já estava com a matéria fechada, falando sobre o interesse do Palmeiras em Renato Gaúcho, desde as 20 horas. A peça iria começar às nove. Só que nós tínhamos a segunda edição, que era distribuída na capital. E só notícias importantes tinham força para que houvesse troca.

"Nós vamos dar o resultado da reunião. Se ele vem mesmo para o Palmeiras." Ou seja, adeus teatro. Minha namorada ficou possessa. Eu estava com os ingressos. Ela estava toda arrumada. Dinheiro jogado no lixo. Fim de semana de briga, discutindo a relação, que já não estava boa.

Renato Gaúcho justificava sua fama e já era responsável por mais uma separação.

Liguei as 23h20 horas.

"E aí, Renato? Fechou?"

"Olha, a reunião foi ótima. Deixamos 99,9% das coisas acertadas. A conversa foi ótima. Tenho certeza. Vou jogar no Palmeiras." Quatro palavras mágicas que nunca esquecerei, até o resto da minha vida. "Vou jogar no Palmeiras."

Uma das sensações que mais entusiasma qualquer repórter, é o furo. Dar uma informação que ninguém tem. Fomos doutrinados assim no Jornal da Tarde. Trabalhávamos na guerrilha, já que 80% do orçamento era do Estadão e nós tínhamos de nos virar com 20%. E nos virávamos. Colecionamos prêmios, matérias históricas, deixamos a nossa marca.

Repeti palavra por palavra do que o Renato Gaúcho me havia dito. Só que, lógico, com mais entusiasmo na última frase. "Vou jogar no Palmeiras." Meu cérebro deixou de lado os 99,9% de certeza. Wesley Safadão, ainda tinha sete anos, em Fortaleza. Se fosse mais velho e tivesse o mesmo sucesso, talvez me ocorresse a falta "daquele 0,1%".

42 Esportes

"Pois eu quero fazer uma coisa. Você vai me dizer se vale a pena arriscar tanto ou não", me disse o editor. Ele sempre foi muito comedido. Só publicava nossas histórias checadas e rechecadas. Mas ele me aparece com uma montagem com o Renato Gaúcho com a camisa do Palmeiras. Seria a capa da Edição. E também estaria no principal espaço da capa do JT.

Eram 23h30. Eu precisava escrever o texto. Falou mais o otimismo do que o bom senso. "Ah, vamos repetir a sua frase." Eu acreditava que sairia orgulhos. Tinha certeza que o destino havia feito com que trocasse o teatro e uma noite de carinho por um grande furo. E aceitava com entusiasmo esta troca.

Escrevi a matéria. E ainda levei para a minha casa, onde dormi sozinho, a edição do jornal. Com Renato Gaúcho com a camisa do Palmeiras. Logo de manhã, às 9 horas do sábado, ligo para dois amigos radialistas que cobriam o Palmeiras. E queria saber de novidades. Eles não tinham nenhuma. Minha alma ficou gelada. Telefono para o conselheiro do Palmeiras que me passou o telefone de Renato Gaúcho.

"E aí?", pergunto com o coração saindo pela boca. "De madrugada ele ligo para os dirigentes dizendo que não viria mais para o Palmeiras." Perdi o chão. Juro que minha primeira reação foi pensar em comprar todas as edições do jornal e queimá-las. Eu estava de folga. Esperei até as 10 horas e liguei para o Renato. Por sorte, ele treinaria só à tarde daquele sábado. "O que que aconteceu, Renato?"

"Depois da reunião com o pessoal do Palmeiras, os dirigentes do Fluminense souberam. E acertaram o que me deviam. Conversamos, nos aproximamos de novo. E vou ficar aqui no Rio de Janeiro. Eu falei que estava 99,9% fechado. Não garanti os 100%."

Liguei em seguida para o meu editor. Quando ele ficava nervoso, ele gritava. Quando queria explodir de ódio, passava a falar baixo, de tanta irritação Contei o que havia acontecido e ele só falou uma coisa.

"Vem para cá e conserta essa bobagem que você fez."

Adeus folga no sábado.

Outra noite dormindo sozinho.

61 Esportes

Chico Buarque em um refrão irônico que me marcou, cantava: "Vence na vida quem diz sim." A ideia original era "Vence na vida quem diz não." Só que a censura nos tempos da ditadura, vetou. E ela foi aprovada, com o sim.

Foi meu editor que veio com aquela ideia da montagem do Renato Gaúcho. Mas assumi como um erro só meu. Uma barrigada. Na edição de domingo, contei o que havia acontecido. O fracasso da negociação. Nunca tive tanta vergonha de assinar uma matéria.

Mas aprendi. Negociação entre jogador e clube, só 100%, com contrato assinado.

O Palmeiras investiu em Müller no lugar de Renato Gaúcho.

Montou uma equipe fabulosa no inesquecível Paulista 'dos cem gols' em 1996.

Dois anos depois, vejo o repórter que cobria o São Paulo entrar aos pulos na redação do JT. "Meu, tenho um puta furo. Renato Gaúcho vai jogar no São Paulo. Amanhã, vem ao Morumbi assinar contrato. O presidente Fernando Casal del Rey vai fazer uma festança." O ano era 1997.

Chegou o dia seguinte e não precisou de montagem. Renato Gaúcho foi ao Morumbi e mostrou a camisa do São Paulo. De maneira estranha, ele não a colocou. E deixou para assinar o contrato no outro dia.

O São Paulo aquela edição ganhou duas páginas. E a capa do JT. As declarações de amor ao tricolor paulista foram inúmeras. Mas o tal 'outro dia', o da assinatura de contrato, nunca chegou.

O Fluminense devia R$ 1,1 milhão ao atacante. Quando soube que ele estava para vir jogar no São Paulo, pagou o dinheiro. E Renato Gaúcho preferiu seguir no Rio de Janeiro. E toca o repórter a escrever outro desmentido envolvendo o jogador.

"Nunca mais vamos dar o Renato Gaúcho na capa do jornal", bradava o editor, irritadíssimo.

Fui saber de uma repórter muito próxima de Renato Gaúcho que ele detesta São Paulo. E que só viria jogar aqui em último caso. Sempre foi muito feliz atuando nos clubes cariocas. Se não dentro do campo, fora. Aproveitando as praias e as mulheres da Cidade Maravilhosa.

Vinte anos depois da ópera bufa que estrelo no Morumbi, o polêmico personagem mereceria, com louvor estar na capa do nosso jornal. Afinal, virou o primeiro brasileiro a ser campeão da Libertadores como jogador e como técnico. Mas o JT foi fechado, como uma tentativa de salvar o Estadão. A Internet surpreendeu a família Mesquita, dona dos dois veículos.

Fica a lição para os estudantes de jornalismo.

Jogador com salários atrasados, nunca é boa fonte...
33 Esportes



Sorteio foi excelente para o Brasil. A defensiva Suíça, a decadente Costa Rica e a Sérvia, em crise
Sexta feira, 01 Dezembro 2017 16:14:51 -0200

21 Esportes
Muita sorte.

Este é o resumo do sorteio da Copa do Mundo de 2018 para o Brasil. A Seleção de Tite entrou no Grupo E. Fará sua estreia no dia 17 de junho em Rostov contra a Suíça. Depois, a Costa Rica no dia 22 de junho, em São Petersburgo. O último jogo nesta primeira fase será contra a Sérvia em Moscou, dia 27 de junho. Diante das possibilidades de ter Espanha, Inglaterra, Dinamarca, Suécia e Croácia como rivais, não há reclamação. Além disso, se for confirmada a lógica, os brasileiros e alemães, que também caíram em um grupo relativamente fácil, os dois só devem se encontrar na final da Copa.

O que foi ruim para Tite será o deslocamento. O Brasil sonhava com o Grupo B, que acabou sendo o de Portugal. Ele ficará sediado na cidade/balneário de Sochi. Como a Rússia é grande, a Seleção terá de enfrentar nada menos do que 2.500 quilômetros em 11 dias. Será um grande desgaste estrear em Rostov, depois jogar em São Petersburgo e, finalmente, em Moscou. Era algo que o coordenador Edu Gaspar temia.

Mas o balanço não é nada ruim.

O Brasil precisará ter cuidado no primeiro jogo. Os suíços formam uma seleção competitiva. Com um futebol de muita intensidade na marcação e velocidade no ataque. Justificando o time de 1954, que cunhou o apelido de ferrolho para o mundo todo, a equipe atual não dá espaço para os rivais. O bósnio naturalizado suíço, Vladimir Petkovic, tem o grupo de jogadores nas mãos. O comanda há três anos. Seu maior trunfo na carreira foi a Copa da Itália com a Lazio, em 2012/2013.

Seu plano tático, o 4-1-4-1, utilizando muito a parte física do seu time, conseguiu mostrar sua eficiência nas eliminatórias europeias. Terminou rigorosamente empatado com Portugal. Eliminando a tradicional Hungria. Só teve de disputar a repescagem por conta do saldo de gols. E eliminou a competitiva Irlanda do Norte vencendo em Belfast, por 1 a 0. E se contentou com o 0 a 0, na Basileia.

Está muito claro para Petkovic que o importante primeiro é não sofrer gols. E, contra adversários mais fortes, não há vergonha alguma em empatar. A campanha foi tão boa nos últimos anos que o time chegou a ser o quarto no ranking da Fifa. O goleiro Roman Bürki (Borussia Dortmund), os laterais Stephan Lichtsteiner (Juventus) e Ricardo Rodríguez (Milan) e o volante Granit Xhaka (Arsenal) são os seus destaques individuais.

O cuidado maior deverá ficar com as bolas paradas. Porque o porte atlético dos suíços é muito forte. E as jogadas ensaiadas nos escanteios e faltas laterais são treinadas à exaustão.
A estreia do Brasil tem tudo para ser com o time de Tite forçando no ataque, buscando os gols. E os suíços esperando espaço para contragolpear. Ou aproveitar as bolas levantadas para a área.

A Suíça precisa ser respeitada. Mas está longe de ser um adversário com os recursos da Espanha ou Inglaterra, que poderiam estar no grupo brasileiro, representando o 'pote 2'. É para se animar.

71 Esportes

A Costa Rica não é mais aquele time competitivo, vibrante do Mundial de 2014, quando fez uma campanha histórica, sendo eliminada invicta, nas quartas de final. Caiu só nos pênaltis, diante dos holandeses. Antes, eliminou Itália e Inglaterra na primeira fase. O time está envelhecido, mais previsível nas mãos do costarriquenho Óscar Ramírez. O colombiano Jorge Pinto, de tanto sucesso na Copa do Brasil, foi para Honduras.

13 Esportes

O grande destaque sendo o goleiro Navas, do Real Madrid. O time é limitado tecnicamente. E não tem mais o forte destaque coletivo. A equipe se tornou mais violenta. Principalmente quando enfrentam adversários mais fortes. Não há qualquer constrangimento em 'matar as jogadas no meio de campo' do rival. Neymar que não exagere nos seus dribles. E opte por tocar a bola.

Costuma atuar no 4-4-2, clássico. O único grande perigo é se o Brasil se deixar cair nas provocações dos violentos costarriquenhos. Aí, Tite pode até perder jogadores importantes. Se mantiver o equilíbrio psicológico, mais três pontos garantidos. Só que vale lembrar que a Costa Rica se classificou e os Estados Unidos ficaram fora.

A Sérvia se classificou direto nas Eliminatórias. Mas a razão foi ter tido sorte no sorteio. Enfrentou um grupo fraco, com Irlanda, País de Gales, Áustria, Geórgia e Moldávia. Apesar do 70% de aproveitamento, o treinador Slavoljub Muslin foi demitido. Dois motivos, o futebol defensivo de seu time. E a rejeição em deixar mais jovem seu elenco. Mladen Krstajić assumiu interinamente. Não há a certeza de que comandará a equipe na Copa.

O capitão e a estrela do limitado time é principal é Ivanovic. Ele atua como lateral e zagueiro. Teve sua fase áurea nos dez anos de Chelsea. Aos 34 anos, sem mais o seu tradicional vigor, foi parar no Zenit.

32 Esportes

Em crise, cheia de incertezas, a Sérvia terá pouco tempo para uma desejada reformulação. É bem provável que siga o caminho defensivo traçado por Muslin. Também adepto do 4-1-4-1. Com as linhas muito juntas, compactas. A aposta está na velocidade de seu ataque.

A rigor, o Brasil está muito acima dos três adversários. O caminho provável será encontrar a Suécia, segundo do grupo F, onde a Alemanha desponta como franca favorita.

Seguindo o caminho da adivinhação, quase como uma brincadeira futurista otimista, a Seleção de Tite teria pela frente a Inglaterra, nas oitavas de final. Na semifinal, França ou Espanha, com a tendência maior para os franceses. E a final contra a Alemanha.

A partir das oitavas, tudo é hipótese.

E apelando para a lógica otimista brasileira, que sonha com uma revanche diante do time que humilhou o futebol deste país, com o 7 a 1.

Mas na realidade aponta.

O primeiro passo foi excelente para o país.

41 Esportes

Ter como adversários Suíça, Costa Rica e Sérvia, em crise, é a certeza de uma primeira fase com tranquilidade. Desde que o time siga jogando sério e organizado coletivamente. Para isso, a importância da adequação de Neymar é fundamental.

Porque se ele quiser brincar contra os fortes suíços e sérvios e os violentos costarriquenhos, pode trazer problemas disciplinares ou até físicos para o restante da Copa. Ninguém se esquece o que aconteceu com ele no Mundial de 2014, diante dos colombianos.

A Alemanha também terá vida fácil, com México, Coréia do Sul e Suécia.

O restante do sorteio foi muito equilibrado, quase sem emoção.

Com dois favoritos destacados. No A, uruguaios e russos deverão se impor facilmente contra os egípcios e os sauditas; no B, Portugal e Espanha nem se comparam a Marrocos e Irã; No C, França e Dinamarca duelarão pelo primeiro lugar, sem levar em consideração Peru e Austrália; no grupo G, Bélgica e Inglaterra estão muito acima de Panamá e Tunísia; e no H, Senegal e Japão serão coadjuvantes de Polônia e Colômbia.

E forçando a barra, o grupo da morte, que tanta gente gosta seria o da Argentina. O D. Com Croácia, Islândia e Nigéria.

Só que com o fraco futebol que o time de Messi vem mostrando, qualquer grupo se transforma no de morte.

A falta de emoção se deve à pressão da Uefa.

Ela que pressionou que, a partir de 1998, fossem 32 países na disputa.

Por isso, a primeira fase ficou tão fraca.

E Infantino já avisou, em 2026, serão 48 times...
6 Esportes



Grêmio e Flamengo colocaram fogo na última rodada.
Sexta feira, 01 Dezembro 2017 11:23:52 -0200

cesarfla Esportes

Olá galera.

Apesar do Corinthians ter conquistado o Brasileirão há um bom tempo, o campeonato continuou tendo bastante valor para quase todas as equipes. Algumas ainda nem sabem se no ano que vem estarão na Série A ou B... Mas domingo tudo isso será resolvido. Uma mudança que ocorreu nesta semana deve colocar fogo na última rodada.

Com a bela conquista do Grêmio na Taça Libertadores, o grupo de times que se classifica para o torneio continental da próxima temporada aumentou. O G-7 virou G-8. Como o Flamengo superou o Junior Barranquilla e está na final da Sul-Americana, o G-8 ainda pode virar G-9.

Com isso, até São Paulo e Bahia, que tinham ficado em situação bem difícil, voltaram a ter boas chances de chegar lá. Claro que o Rubro-Negro ainda precisa jogar a decisão contra o tradicional Independiente, mas quem está perto da nona colocação tem que tentar garantir a posição e torcer pelo Fla.

Chapecoense e Atlético Mineiro, que hoje estariam de fora da principal competição de clubes da América do Sul, também se beneficiaram com as mudanças e ganharam fôlego novo. Até as vagas para a Sul-Americana sofreram alterações.

O Fluminense se deu bem e com um empate garante a classificação. Se o Flamengo ganhar a Sula, até equipes como Coritiba, Vitória, Sport e Avaí, que estão desesperadas fugindo da turma que será rebaixada, podem herdar um lugarzinho.

Essa disputa pra permanecer na Elite também deve ser bastante acirrada. Ponte Preta e Atlético Goianiense já foram, resta saber quais serão os outros dois. Agora é aguardar pra ver quem vai chegar no final do domingo sorrindo.

beijim

Mylena



César leva o Flamengo à decisão continental depois de 16 anos. E salva Rueda e Bandeira de Mello
Sexta feira, 01 Dezembro 2017 08:08:21 -0200

3 Esportes
Reinaldo Rueda e Eduardo Bandeira de Mello respiram aliviados. A tensão ligava o treinador e o presidente do Flamengo. Ambos sabiam o quanto foi fundamental a vitória diante do Junior Barranquila por 2 a 0. O resultado levou o clube à decisão da Copa Sul-Americana. Depois de 16 anos, o Flamengo voltava a decidir um torneio continental. Em 2001, jogou e perdeu a final da extinta Copa Mercosul, para o San Lorenzo.

Com o resultado, Rueda não será demitido. E Bandeira de Mello seguirá forte no comando do seu grupo e fortalecido para fazer seu sucessor em 2018. O treinador colombiano estava seriamente ameaçado. Conselheiros insistiam que havia perdido o comando do grupo. E que, sob seu comando, o Flamengo não vibrava, não tinha alma. O fracasso no Brasileiro era representativo. A queda na Sul-Americana seria a pá de cal no seu trabalho.

Seria o décimo primeiro técnico a passar pela Gávea desde que Bandeira de Mello assumiu. Já foram despachados Dorival Júnior, Jorginho, Mano Menezes, Jayme de Almeida, Ney Franco, Vanderlei Luxemburgo, Cristóvão Borges, Oswaldo de Oliveira, Zé Ricardo. Muricy Ramalho abandonou a carreira por problemas de saúde.

Já a política de Bandeira de Mello de reconstrução financeira do Flamengo ficaria em último plano. Mesmo com o clube chegando a R$ 529 milhões de receitas nos nove primeiros meses do ano. Resultado importantíssimo. Mas seria desprezado com o fracasso na Libertadores, no Brasileiro e na Copa Sul-Americana. O que importa na Gávea são os resultados do futebol.

Agora que a adrenalina baixou, justiça seja feita. O Flamengo foi sufocado, atuou fechado, buscando os contragolpes em velocidade, para explorar o desespero colombiano. Diego e Everton Ribeiro tiveram uma atuação fraquíssima. Não conseguiram articular as jogadas ofensivas. Elas dependeram de Paquetá e, principalmente, da vibração, da coragem de Vizeu. Juan e Pará cometeram pênaltis não marcados pelo acovardado árbitro chileno Roberto Tobar.

Mas o que ele marcou, outro personagem roubou a cena. César. Quarto goleiro do Flamengo. Criado na Gávea. Campeão da Copa São Paulo de 2011, ele esperava uma chance este ano. Ou sairia de vez. Depois crescer nas Seleções Brasileiras de base, ele era deixado de lado. Sem espaço foi emprestado à Ponte Preta, onde não entrou em campo, sendo mero reserva, em 2016. No começo deste ano, foi para a Ferroviária. Atuou um amistoso. Mas, com a saída de Paulo Victor, voltou ao Flamengo, em fevereiro.

Esteve na reserva do reserva até ontem. Com a fratura na clavícula de Diego Alves, de Thiago, também com fratura, mas no punho esquerdo, e com o afastamento de Alex Muralha, em fase terrível, chegou a inesperada chance. Na sua segunda partida do ano, teve uma atuação decisiva. Passou confiança ao time. Fez ótimas defesas. A maior delas veio no pênalti cobrado por Chará.

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Mas por trás de seu grande desempenho, o esforço físico, a tensão do jogo com tanta responsabilidade se juntaram. E cobraram os juros no corpo do jogador. A adrenalina foi tanta que afetou a respiração, a tensão dominou seus músculos. Vieram as cãibras. Dores na coxa direita. Isso aos 14 minutos do primeiro tempo. A partir daí, ele não cobrava mais tiro de meta. E as reposições de bola eram feitas com as mãos. Quando a bola estava longe de sua área, ficava fazendo alongamento.

César foi mesmo o herói improvável.

"Eu estou mito contente. César é formado na base do Flamengo, estava esperando com muito profissionalismo, era o quarto goleiro, tivemos a situação de Diego Alves, antes o Thiago. Creio que ele respondeu com atitude e comportamento. É um jovem muito equilibrado, com trabalho de base", elogiou Rueda.

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César acabou cercado pelos jornalistas, após ter garantido a classificação à final da Copa Sul-Americana. Foi quando mostrou seu caráter. Ao apoiar o desmoralizado Alex Muralha, que não foi nem relacionado para o jogo. E não deverá mais atuar com a camisa do Flamengo. Suas falhas o farão ser negociado assim que acabar a temporada. O Figueirense o quer de volta e é o principal interessado.

"O Muralha é um dos caras mais incríveis que tem. A gente está sempre se motivando nos treinos. Queria agradecer a ele, porque ele sempre me deu força e a gente pode sempre se apoiar. Eu pude dar um abraço nele depois do jogo. Agradeço a ele e tenho certeza que Deus ainda vai honrá-lo."

Muito humilde, César detalhou a defesa do pênalti.

"Claro que quando a gente pega um pênalti a gente fica muito feliz, ainda mais na circunstância que foi. A gente estava ganhando por 1 a 0 e um empate incendiaria a partida. Eu aguardei o máximo que pude. Queria agradecer e a gente pode estudar alguns jogadores. A gente analisou o Chará. As últimas três cobranças ele fez o gol e foram naquele canto (esquerdo). Eu tentei perceber a corrida dele, saltei para a esquerda e consegui fazer a defesa."

Não há nenhuma dúvida para Rueda. César será o goleiro do Flamengo daqui para a frente. Contra o Vitória, na última partida do Brasileiro, quando o técnico colombiano espera os três pontos. E já garantir o clube na Libertadores pelo Brasileiro. Porque, se perder a decisão da Copa Sul-Americana, contra o Independiente, e cair em Salvador, poderá ser ultrapassado por Vasco, Botafogo, Chapecoense e Atlético Mineiro. E ficar fora da Libertadores.

Por isso, a concentração total já para vencer no domingo. E esperar as duas partidas finais contra os argentinos do Independiente: primeiro jogo em Avellaneda e o último no Maracanã. Todos eles com César como titular.

"Eu nunca iria imaginar que isso poderia acontecer comigo em 2017. Não parece verdade. Mas tenho de agradecer a Deus. E dar tudo que posso, fazer o melhor para o Flamengo. E não decepcionar tanta gente que confia em mim", diz, humilde, o goleiro.

Reinaldo Rueda e Bandeira de Mello têm muito a agradecer a César...
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Sorteio para a Copa. Brasil tem 40% de chance enfrentar uma campeã. Inglaterra ou Espanha
Sexta feira, 01 Dezembro 2017 06:14:37 -0200

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Muito simbólico.

Enquanto em Moscou, a Fifa fará hoje uma festa milionária para o sorteio dos grupos da Copa do Mundo, em Nova York, segue o desmoralizante julgamento de Manuel Burga, ex-presidente da federação de futebol do Peru, José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Juan Ángel Napout, ex-presidente da Conmebol e da federação de futebol do Paraguai. São os três, que apesar de inúmeras provas, se declararam inocentes depois da devassa na Suíça, em 2015, na cúpula da Fifa. E mostrou que a corrupção dominava a entidade.

A farra russa, a emoção da distribuição dos países não será tão forte a ponto de disfarçar a desmoralização com a distribuição criminosa de propinas, escancarada pelos americanos.

Mas ao menos, o FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos forçaram uma reformulação ética na Fifa. Nos tempos de João Havelange e de Ricardo Teixeira, antes mesmo da distribuição dos grupos, o Brasil já tinha certeza das cidades onde jogaria. Não, ninguém na CBD, e depois CBF, era vidente. Apenas se sabia que a Seleção seria colocada em grandes cidades, para garantir o sucesso da Copa do Mundo, já que o Brasil sempre foi garantia de popularidade.

Gianni Infantino, foi secretário-geral da Uefa de 2009 a 2015. Sabe muito bem que o ex-presidente da entidade, Michel Platini, não sucedeu Joseph Blatter, por acusações de corrupção. E mesmo Blatter acabou defenestrado por conta da devassa na cúpula da Fifa que estava instalada no luxuoso Baur au Lac, em Zurique, em maio de 2015. Infantino sabe que a Fifa está sendo observada. Não há como manipular o sorteio. E distribuir os países mais fortes nas cidades mais importantes da Rússia.

O máximo que a Fifa pôde fazer foi evitar o confronto das oito seleções, teoricamente, mais fortes na primeira fase, a de grupos. Por isso, o Brasil não enfrentará a anfitriã Rússia, Alemanha, Portugal, Argentina, Bélgica, Polônia e França. Esses times estarão no pote 1. Seus três demais adversários sairão dos potes 2, 3 e 4.

E também não jogará com Peru, Colômbia e Uruguai. Com exceção dos europeus, nos grupos não haverá confrontos entre seleções do mesmo continente. O que aumenta a chance de duas equipes do Velho Continente na primeira fase brasileira.

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Terá 40% de chances de enfrentar uma campeã mundial saída do grupo 2: Espanha ou Inglaterra. Desse grupo, impedidos os confrontos com uruguaios e colombianos, sobrarão México, Suíça e Croácia.

O 2 terá Espanha, Peru, Suíça, Inglaterra, Colômbia, México, Uruguai e Croácia. O 3, Dinamarca, Islândia, Costa Rica, Suécia, Tunísia, Egito, Senegal e Irã. O 4, Sérvia, Nigéria, Austrália, Japão, Marrocos, Panamá, Coréia do Sul e Arábia Saudita.

Infantino segue a cartilha de Platini. O francês para se manter na presidência da Uefa, inchou a Eurocopa. O italiano que agora comanda a Fifa, tem o mesmo desejo. E já articula que a Copa do Mundo seja disputada a partir de 2026, com 48 seleções. Beneficiando Ásia e Europa. Ele não está nem um pouco preocupado com o nível técnico da competição. Apenas com o apoio de maior número possível de países para se manter no cargo.

Mas enquanto 2026 não vem, depois da reviravolta nas Eliminatórias com a chegada de Tite, o Brasil terá pela frente uma fase que costuma ir muito bem. Nos 20 Mundiais disputados, o país foi o único a estar presente em todos. A Seleção só fracassou na primeira fase em 1930 no Uruguai, em 1934, na Itália e em 1966, na Inglaterra. Nas 17 outras disputas, não houve susto.

Com a discreta manipulação antes do FBI chegar, o Brasil sempre escapou dos grupos da morte. Se os jogos se tornaram difíceis foi por pura incompetência. Mas nunca houve escândalo, protestos nos sorteios.

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O ranking da Fifa é a 'garantia' de um certo equilíbrio no sorteio que começará às 13 horas. Na simulação, no ensaio, o Brasil caiu em um grupo com duas seleções europeias. Uma forte e campeã mundial, a Inglaterra. A eterna promessa Dinamarca. E a competitiva seleção africana do Marrocos. Nada que fosse assustador.

Tite buscou ficar calado sobre suas preferências. Mas o coordenador Edu Gaspar deixou escapar que a preferência brasileira seria ter pela frente já um confronto forte. Com um jogo reconhecidamente difícil no grupo, a concentração seria maior, desde a preparação para o Mundial. E manter o foco para chegar na Copa com os atletas mais concentrados possíveis é a exigência do treinador. Ele dispensou psicólogos, ao contrário de outros países, como a Alemanha, por exemplo. Tite exercerá essa função.

Edu Gaspar quer, a partir do sorteio, buscar adversários que não se classificaram para a Copa para amistosos. Mas que tenham as características das seleções que caírem no grupo brasileiro. Essa é uma exigência de Tite.

A preparação terá três fases: a primeira na Granja Comary, a segunda na Inglaterra, no centro de treinamento do Tottenham, e a terceira em Sochi. O plano é disputar um amistoso ainda no Brasil, e até dois na Inglaterra.

O ranking da Fifa vem sendo usado desde 1994 para que a competição fosse mais justa. E evitasse menos manipulação. Só que há maneiras de burlar esse ranking. Apoiado por um estudo matemático, a Polônia descobriu que, evitasse jogar amistosos, se manteria entre os oito primeiros colocados no ranking. E seria favorecida no sorteio da Copa, evitando os sete adversários mais difíceis. A Bélgica também acabou no 'pote da elite'. Mas por outro critério. Ganhar amistosos contra seleções que foram campeãs mundiais, contra a Itália e França.

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As duas ausências mais sentidas na Copa da Rússia são a italiana e a norte-americana. A tetracampeã mundial Itália, por sua tradição e torcida apaixonada. E os Estados Unidos por conta dos bilionários patrocinadores. Mas foram incompetentes para sobreviverem às Eliminatórias.

O presidente da CBF, Marco Polo del Nero, não está em Moscou. Ele segue investigado pelo FBI e pelo Departamento de Justiça Norte-Americano. No julgamento de Marin, ele segue sendo sistematicamente acusado, junto com a TV Globo, de estar no esquema das propinas. E pode ser preso se deixar o país. Desde 1985, o Brasil não fica sem seu dirigente mais importante nos sorteios da Copa do Mundo.

Além da desmoralização, é uma fragilização brasileira nos bastidores. Na escolha dos árbitros para os confrontos brasileiros, por exemplo. E já está definido por seus advogados, que Marco Polo del Nero também não estará no Mundial. Havia a possibilidade de o dirigente conseguir um passaporte diplomático, que impediria sua prisão para averiguação e julgamento nos Estados Unidos.

Mas Del Nero desistiu dessa estratégia.

Verá a Copa pela televisão, seguro no seu cargo.

E livre no Brasil.

O julgamento em Nova York seguirá normalmente hoje.

Os dirigentes detidos não acompanharão o sorteio.

Muito menos estarão na Copa do Mundo...

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Os sete segredos que fizeram do Grêmio tricampeão da Libertadores. E tornaram possível o bi mundial
Quinta feira, 30 Novembro 2017 10:57:57 -0200

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Há sete motivos bem definidos que explicam a conquista do Grêmio da Libertadores de 2017. Ele fizeram o time gaúcho surpreender, tirar o protagonismo que deveria ser do Palmeiras, com seus R$ 116 milhões investidos para ganhar a competição. Ou o Flamengo, com seus R$ 62 milhões na montagem do time. Ou ainda, o Atlético Mineiro, R$ 15 milhões.

Gastou 'apenas' R$ 10 milhões na montagem de sua equipe. Com uma folha de pagamento de R$ 8 milhões.

A lição que fica.

Dinheiro não é tudo, de verdade, no futebol.

1º) Renato Gaúcho. Ele estava dois anos sem trabalhar. Ao contrário do que gosta de afirmar, não estava apenas se divertindo nas praias cariocas, jogando futevôlei. Parte do tempo, passou estudando futebol. Acompanhando futebol europeu, trocando ideias constantemente com seu amigo e primeiro campeão mundial com o Grêmio, Valdir Espinosa. Quando houve o convite para retornar pela terceira vez ao clube que é o maior ídolo, levou Espinosa, seu mentor.

Com seu grande poder agregador, personalidade forte, Renato foi moldando o Grêmio. O transformou na melhor equipe que jamais treinou. Com os conceitos de Espinosa, com a sua firmeza de líder no vestiário. É o treinador no Brasil que mais tem o grupo nas mãos.

Assim como buscou renegados, ele vai além do personagem. Por trás da figura folclórica, de bon vivant, havia um homem magoado. E que tinha a plena certeza que estava desacreditado no futebol brasileiro. Sua única conquista até o ano passado era a Copa do Brasil de 2007, com o Fluminense, que treinou cinco vezes.

Sob a coordenação de Espinosa, venceu a Copa do Brasil outra vez, no ano passado. E se preparou para o sonho do tricampeonato da Libertadores. Seu mentor entrou em choque com a diretoria e Espinosa acabou demitido. Renato lamentou, mas teve o total apoio do amigo para seguir seu trabalho.

E Renato Gaúcho trabalho de forma obstinada. Mesclou a fortíssima marcação, com enorme intensidade, com toque de bola refinado, muita movimentação, sem posicionamento fixo do meio para a frente, laterais ofensivos, muita velocidade nos contragolpes. E o preparo físico mais apurado possível.

Foi sua coragem que o fez apostar, com acerto, no jovem Arthur. O onipresente volante de 21 anos, que mostrou personalidade de veterano. Aposta de Renato que foi recompensada pelo título. E que pode acabar com uma vaga na Seleção de Tite em 2018.

Fez um trabalho brilhante em 2017.

Evoluiu como treinador porque, desde 2016, decidiu focar, se tornar um profissional de verdade. Que mantém o foco total em buscar o que há de mais moderno no futebol. E que, por uma questão de pose, finge não ser um grande estudioso.

Foram os conceitos mais modernos que aplicou no Grêmio tricampeão da Libertadores. Amarrados com sua liderança, sua personalidade forte, seu atrevimento.

Renato se reinventou...

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2)A entrega do time.

Para Renato Gaúcho conseguir convencer os atletas do que pensava, ele precisava do que está cada vez mais difícil no futebol moderno. A entrega dos atletas. O grupo que formou tem elementos fundamentais em um time campeão. Primeiro, a capacidade de colocar em prática o que era desenhado. Depois, a vontade, a aplicação. E finalmente, o pleno entendimento que estavam diante de um grande líder, vitorioso, campeão mundial e que não estava para brincadeira. Precisava tanto quanto os jogadores de uma conquista marcante.

A presença dos renegados e desvalorizados Edílson, Lucas Barrios, Cortez, Christian, Fernandinho, Cícero foi fundamental. Jogadores vividos, com currículo, mas que passaram a viver sob a mira da desconfiança. Se uniram para uma grande reviravolta na vida. E acabaram criando o ambiente de sede de vitória que Renato tanto incentivou.

3)A liderança de Geromel e de Kannemann.

Os dois zagueiros além de se completarem, foram os responsáveis por incentivar, lutar, dar exemplo para os demais dentro do campo. Experientes, mas no auge da forma física, formaram uma muralha à frente do gol gremista.

Era aos dois que Renato Gaúcho apelava para cobrar o time. E ambos não deixavam que a intensidade da equipe caíssem. Até porque havia jogadores que não estavam acostumados a manter a concentração durante todos os noventa minutos. Como Luan, Fernandinho, Cortez, Edílson, Lucas Barrios. Mas foram cobrados pela dupla. E aceitaram, entenderam que os gritos, as reclamações eram fundamentais não só para eles, mas para o time. O Grêmio não se tornou uma das equipes mais vibrantes e concentradas da América do Sul por acaso.

4) Marcelo Grohe.

O goleiro gremista cresceu de forma incrível nesta temporada. Ele foi o grande prejudicado nas campanhas anteriores à chegada de Renato Gaúcho. A própria imprensa e torcida gaúcha já estavam descrentes de seu talento. Tantos os gols que sofria, com equipes mal montadas nos últimos anos. A inconsistência defensiva dos times de Enderson Moreira, Luiz Felipe Scolaria e Roger pesava contra Grohe.

A reviravolta veio com Renato Gaúcho. Com a dedicação da equipe, o goleiro passou a treinar de forma ainda mais intensa. Sua dedicação aumentou. Mas o fator primordial foi a confiança. Ela voltou. Esta comunhão de explosão muscular, colocação e convicção nos saltos para defender bolas mais difíceis, que colocou Grohe em um patamar inesperado. E que o credencia a ser um dos goleiros na Copa da Rússia.

Aos 30 anos, está no auge de sua carreira.

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5) Luan. O jogador mais talentoso do Grêmio. Mas também era um dos mais tímidos, retraídos. E que costumava se encolher diante de qualquer dificuldade, pressão. Costumava sumir das partidas. Aceitar a marcação adversária. Foi com ele que Valdir Espinosa e Renato Gaúcho tiveram a maior preocupação. Fizeram de tudo para mostrar o quanto ele tem potencial para transformar um jogo.

Suas arrancadas precisavam ser mais constantes. Seu preparo físico foi aprimorado para que estivesse pronto para os arranques com a bola dominada, em qualquer momento do jogo. Algo que Renato Gaúcho fez muito bem, enquanto levou a sério sua carreira como atacante.

Com arranque, confiança e visão de jogo privilegiada, Luan pôde colocar seu talento a favor do time. Não só em momentos fugazes. Por isso, Renato Gaúcho foi quem mais insistiu com o atleta para que ele não fosse para a Rússia na janela do meio do ano. Ele o convenceu que seria muito valorizado vencendo a Libertadores. E que poderia estar na Copa da Rússia e ainda ser vendido por muito mais dinheiro, na janela deste final de 2017. Após o Mundial.

A permanência de Luan foi fundamental.

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6) A venda de Pedro Rocha. Renato Gaúcho, outra fez, foi cirúrgico. Na "Escolha de Sofia", que teve de enfrentar, acertou em cheio. A diretoria gremista foi clara. Tinha ofertas milionárias por Luan e Pedro Rocha. E um dos dois tinha de sair. Não adiantou o treinador pedir a permanência da dupla.

E cortou na própria carne. Pedro Rocha foi por 12 milhões de euros para o Spartak Moscou. Os R$ 36 milhões arrecadados foram fundamentais para manter os salários, luvas, premiações em dia. E seguir oferecendo a melhor condição possível ao time.

Com a saída de Pedro Rocha, que tinha um defeito difícil de corrigir, a falha na hora de concluir diante do goleiro adversário, fez com que Fernandinho ganhasse uma importância que não esperava no time. E ele soube aproveitar a oportunidade. Finalmente soube usar sua técnica para o bem coletivo de uma equipe.

7)Usando drone ou não, a observação dos adversários.

O Grêmio de Renato Gaúcho soube como nenhuma outra equipe anular os adversários. Foi um trabalho meticuloso e de grande competência. O Lanús não pôde impor seu toque de bola rápido, vibrante. Assim como o surpreendente Barcelona de Guayaquil não teve como utilizar seus contragolpes velozes pelas laterais do campo. E assim por diante.

Os rivais do Grêmio foram caindo um a um. Sem poder usar o que tinham de melhor. Esta é uma vitória que não pode ser repassada só a Renato. Sua Comissão Técnica foi extremamente capaz. E que foi muito além do fotógrafo piloto de drone.

Além de tudo isso, há o item se sempre.

A doação da torcida gremista. Uma das mais dedicadas do país. E que fez de tudo para acompanhar o tricolor por todas as batalhas na Libertadores. Mas este amor não é novidade. É reconhecido pelo país há décadas. Todos os times sofrem com a pressão de jogar em Porto Alegre. Ou mesmo em casa, como o Lanús, ontem. Com os gremistas cantando seu amor ao time antes, durante e depois do jogo.

O Grêmio foi extremamente competente.

É o melhor da América, com justiça, em 2017.

E o libera para sonhar com o bicampeonato mundial.

Nada é impossível para este time...
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Tricampeão da América!
Quarta feira, 29 Novembro 2017 23:59:09 -0200

luanaa Esportes

Olá galera.

Em Porto Alegre, na semana passada, a vitória foi suada, sofrida, com um golzinho chorado. O triunfo do Grêmio por um a zero sobre o Lanús na partida de ida da final da Taça Libertadores, deu apenas a vantagem do empate. Mas pra quem esperava ver os comandados de Renato sendo pressionados na volta, viu foi grande domínio do Tricolor dos Pampas.

A equipe brasileira tomou conta desde o início do confronto. Sem ser atrapalhado pela arbitragem, o que costuma acontecer nos torneios continentais com os times do nosso país, o Grêmio não deu espaços, ocupou todos os setores e foi bastante superior ao rival argentino.

Como joga esse Arthur. O jovem volante demonstra total desenvoltura, roubando muitas bolas e puxando alguns contra-ataques. Pra quem podia empatar, abrir dois a zero nos primeiros quarenta e cinco minutos foi além do esperado, até pelos mais otimistas.

O primeiro gol foi muito bonito. Fernandinho roubou a bola em seu campo de defesa, com velocidade foi deixando todo mundo pra trás. O atacante seguiu com a bola dominada até fuzilar a meta de Andrada. O segundo anotado por Luan foi uma pintura. Um verdadeiro golaço! Fantástico!

A vantagem de dois a zero foi merecida e ficou de bom tamanho até o intervalo. Na segunda etapa o Lanús cresceu e até diminuiu a contagem. José Sand fez de pênalti. Como o Tricolor continuou superior, bastou aguardar o apito final. Assim como São Paulo e Santos, o Grêmio também é Tricampeão da América.

beijim

Mylena



Renato Gaúcho merece a estátua. Ele fez o Grêmio tricampeão da Libertadores. 2 a 1 no Lanús
Quarta feira, 29 Novembro 2017 23:55:59 -0200

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Renato Gaúcho merece a estátua que tanto pede, em frente à arena gremista. Ele se tornou o primeiro jogador e técnico a vencer a Libertadores da América. Jogando com a personalidade e esperteza do seu comandante, o Grêmio se impôs diante do Lanús, por 2 a 1. Venceu as duas partidas da decisão. Desde 1963, uma equipe brasileira não conseguia o título mais importante do continente, em plena Argentina. O único clube a conseguir essa façanha foi o Santos de Pelé. E agora terá a chance de buscar o bicampeonato mundial, nos Emirados Árabes. O sonho é a decisão contra o Real Madrid.

Renato exorcizou o fantasma de 2008 quando, no comando do Fluminense, perdeu o título da Libertadores em pleno Maracanã, para a LDU, nos pênaltis. Depois de acabar com o jejum de 15 anos sem conquistas, venceu a Copa do Brasil em 2016 e hoje conquista o tricampeonato sonhado, há 22 anos, pelos gremistas. Parece que, finalmente, se assumiu como treinador de verdade.

O comportamento tático do seu time foi perfeito. Renato Gaúcho conseguiu tirar o máximo de seus jogadores. Muitos deles desacreditados como Fernandinho, Cortez, Ramiro, Cícero. E ainda potencializou o futebol de um quarteto, que merece estar presente no grupo que Tite levará para a Rússia. Marcelo Grohe, Geromel, Arthur e Luan têm todas as condições fazer parte da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2018.

Luan ganhou, com todo o mérito, o prêmio de melhor jogador da Libertadores de 2017.

Renato Gaúcho foi muito corajoso hoje. Ele sabia que o Lanús iria pressionar e esperava o time brasileiro atrás, tentando segurar a vantagem que havia conseguido, na vitória magra por 1 a 0. Só que, instruído por seu técnico, os gremistas atuaram como se estivessem em casa. Surpreenderam a tudo e a todos marcando a saída de bola do time argentino. Não permitindo que usasse sua principal arma, sair jogando com a bola dominada.

Jamais Jorge Almirón sonharia com tamanha ousadia.

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O resultado é que seu técnico time ficou perdido, sem saber o que fazer. Não era essa a partida que se preparou. A equipe esperava ter pela frente um Grêmio acuado, acovardado. E irritados, passaram a dar pontapés sem bola. Dar entradas maldosas. O que só animou os brasileiros. Mostraram que estavam inferiorizados no futebol e precisavam apelar para a violência. Ainda bem que a equipe gaúcha não entrou na provocação barata.

Tocando bola como se a Fortaleza, apelido do estádio do Lanús, fosse seu estádio. O que tirou toda a concentração do time argentino que, tenso, passou a errar passes, deixar aberta sua intermediária. Tentava vencer o jogo na força, não na estratégia. E deixou espaço precioso no seu sistema defensivo. E pagaria caro por isso.

Aos 27 minutos, Fernandinho, que sempre foi conhecido como um jogador disperso, mostrou toda a sua entrega. Versátil, ele não só atacou como marcou muito bem. E graças a este empenho, roubou a bola no meio de campo, com uma velocidade espantosa, deu um sprint inesperado com a bola, pegou a zaga argentina de surpresa e, ao invadir a grande área, acertou chute fortíssimo, indefensável para o bom Andrada. Grêmio 1 a 0.

O gol desnorteou de vez os argentinos. E calou quarenta mil torcedores do Lanús. Enquanto isso, os cinco mil gremistas faziam a festa. Cantavam, dançavam e pressentiam: o tricampeonato da Libertadores seria mais fácil do que parecia.

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Sem saída, precisando vencer agora por dois gols de diferença, o time de Jorge Almirón se abriu ainda mais. Arthur se desdobrava, dominando a intermediária. Geromel se impunha na área. Marcelo Grohe transpirava segurança, confiança para toda a equipe. Enquanto Luan, com espaço, mostrava cada vez mais o seu talento, a técnica quando a bola caía nos seus pés.

E aos 41 minutos, Luan recebeu a bola de Jaílson na esquerda, dominou a bola, deu um drible de corpo, fingiu que buscaria a linha de fundo, mas cortou para o meio da grande área. Os zagueiros não entendiam o que acontecia. Andrada saiu, desesperado. O atacante mostrou o sangue frio de um craque e o encobriu, dando um toque sutil na bola. Golaço. 2 a 0, Grêmio.

Todos no estádio sabiam. O título da Libertadores de 2017 já tinha dono. Seria uma questão de protocolo disputar o segundo tempo. O Lanús não teria condições de fazer quatro gols no time brasileiro.

O Grêmio voltou para campo já ciente que tinha uma vantagem grande demais. E se faltava a mesma ambição do primeiro tempo, o time se mostrava seguro na marcação. Não dava espaço para os argentinos, que atacavam muito mais no coração do que na estratégia. Acosta, o jogador que mais importunava a defesa gremista, acabou premiado. Ele sofreu pênalti, um tanto precipitado, de Jaílson. José Sand bateu com convicção, deslocando Grohe. 2 a 1, aos 25 minutos.

Mas com personalidade, os gremistas conseguiram controlar o jogo. Não se importaram com o desespero argentino. Mostraram toda a segurança das duas linhas de quatro, com dois jogadores abertos na frente para os contragolpes. Estratégia para defender difundida na Europa.

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Os brasileiros ficaram mais próximos de marcar o terceiro do que sofrerem o empate.

A firmeza mesmo jogando na Argentina era impressionante.

A vitória foi mais do que justa e sem sufoco.

Renato Gaúcho fez do Grêmio um time moderno, talentoso, confiante.

Fez à sua semelhança como jogador.

O tricampeonato da Libertadores é mérito todo seu.

Se ele já era o maior ídolo da história do Grêmio...

Depois de hoje, seu patamar exige, no mínimo, a tal estátua.

Renato Gaúcho conseguiu orgulhar hoje não só os gremistas.

Mas os brasileiros.

Que venha o Real Madrid...
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Vai começar a Copa do Mundo...
Quarta feira, 29 Novembro 2017 10:45:51 -0200

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Olá galera.

A Seleção Brasileira chegou a passar sufoco nas Eliminatórias para o Mundial da Rússia. Tite assumiu o comando da equipe e o Brasil saiu de dúvida para favorito. Hoje não há como fazer uma lista de candidatos ao título sem a nossa presença. Sexta-feira teremos o sorteio das chaves. Vai começar a Copa do Mundo.

No pote um estarão algumas das principais forças da competição, mas não todas. Rússia, Alemanha, Brasil, Portugal, Argentina, Bélgica, Polônia e França. Isso poderá fazer com que apareça um Grupo da Morte. Só pra se ter uma ideia, basta dar uma olhadinha nos países que estarão no pote dois.

Espanha, Inglaterra, Uruguai, Colômbia, México, além da sempre difícil Suíça, Peru e Croácia. No pote três também há alguns possíveis confrontos que podem incomodar. Lá temos Dinamarca e Suécia, rival que já encontramos em jogos decisivos em algumas oportunidades.

Ser campeão de uma Copa do Mundo não é e nunca será tarefa fácil. A gente costuma dizer que quem entra pra ganhar um campeonato, não pode ficar escolhendo quem enfrentar. Mas as vezes um caminho mais complicado de início, fortalece o elenco para o restante do torneio.

Podemos afirmar que ninguém ficará feliz de ter que encarar, por exemplo, a Espanha logo de cara. Para a maioria, Brasil, França e Alemanha são os grandes favoritos. Mas ainda faltam alguns meses e nesse tempo outras seleções poderão evoluir.

Com toda competência e bom trabalho, a sorte costuma ser uma aliada de quem chega ao título. Tomara que as bolinhas nos ajudem. Mas se por acaso nosso grupo tiver alguma presença indesejada, pelo menos sabemos que temos um time capaz de superar qualquer rival.

beijim

Mylena



Um ano da tragédia. A dignidade da Chapecoense. A dor das famílias. A irresponsabilidade pela LaMia
Quarta feira, 29 Novembro 2017 07:59:07 -0200

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Dignidade.

Esse é o sentimento que dominou a Chapecoense, depois de exato um ano depois da maior tragédia da história do esporte mundial. Foram 71 mortes. Toda a delegação, time, Comissão Técnica e principais dirigentes, que viajavam esperançosos para a Colômbia, começar a decidir a Copa Sul-Americana. Seria a chance do primeiro título internacional do clube montado, bancado e organizado pelas empresas do Oeste catarinense, a 550 quilômetros de Florianópolis.

O sonho virou pesadelo, tristeza, desespero na noite de 29 de novembro de 2016. Tudo pela contratação da LaMia, companhia aérea de ocasião. Criada em 2009 e que nunca teve vôos regulares, vivia de fretamento. Com seu orçamento curto, descobriu no corrupto futebol sul-americano sua grande fonte de renda. Vivia no limite financeiro. Enganava dirigentes, arriscava a vida de times e seleções 'envelopando' seus poucos aviões com as cores das equipes que transportava.

A relação espúria de um ex-senador hispano-venezuelano Ricardo Albacete com os governos boliviano e venezuelano permitiu a existência da La Mia. Ele e sua filha Loredana eram donos dos aviões. Os pilotos Miguel Quiróga, morto no acidente em Medellin, e Marco Antonio Rocha Venegas, foragido, assumiam falsamente a propriedade da empresa. Albacete conseguiu, com seu relacionamento com a corrupta Conmebol, se aproximar dos clubes e seleções que jogavam pela América do Sul.

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A 'frota' se resumia a dois aviões British-Aerospace BAE-Avro 146, com quatro turbinas e capacidade para 90 passageiros. Eles foram adquiridos em fevereiro e março de 2014. Tinham 16 e 17 anos. O mais velho transportou a Chapecoense. A British deixara de fabricar esse modelo de avião em 2001.

Os preços atraentes, muito mais baratos que voos comerciais, eram o diferencial. Nunca houve um controle rígido da La Mia. Ou sequer investigação para sua situação econômica, seus planos de voo, nada. Prevenção aérea nunca foi especialidade de dirigentes de futebol. A publicidade era sempre o voo anterior. Se a Argentina com suas estrelas, principalmente Messi, estava voando de La Mia, era porque não havia problema algum.

Mal sabiam os dirigentes da Chapecoense da grave crise econômica que a empresa vivia. A ponto de o piloto Miguel Quiróga insistir em um plano de voo suicida. Com combustível exato para sair de Santa Cruz de La Sierra e chegar em Medellin. Um absurdo. Os 130 mil dólares, R$ 417 mil, que o clube catarinense pagou pelo fretamento pela ida e volta, não bastavam. Quiróga quis economizar R$ 10 mil que custaria reabastecer o avião em Bogotá.

Essa economia custou a vida de 71 pessoas das 78 que voavam. Inclusive a do próprio piloto, que se desesperou quando encontrou tráfego no aeroporto de Medellin. E escondeu estar sem combustível para que a LaMia não fosse multada pela irresponsabilidade. Preferiu mentir, alegar pane elétrica. Mas o que acontecia era pane seca. Com o fim do combustível, o avião caiu, se despedaçou no monte El Gordo, a 30 quilômetros de Medellin. Ou cinco minutos de voo, caso o avião tivesse combustível. Sem combustível para os motores, a bateria de reserva do avião mantém apenas o essencial, como o rádio e indicadores de altitude e velocidade. Voando às cegas, Quiróga não passou pelas montanhas que cercam Medellin.

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Desde o terrível acidente, comoção do mundo esportivo. Foi devastador. A solidariedade foi mundial. "Força Chape!" dominou o planeta. O velório, o enterro. A solidariedade dos colombianos, do Atlético Nacional, abrindo mão do título da Copa Sul-Americana, foram gestos inesquecíveis.

Vieram o amistoso entre Brasil e Colômbia, as partidas contra Barcelona, Roma. Visita ao Papa. Derrotas aplaudidas pelos adversários nas decisões da Copa Suruga e da Recopa.

A reconstrução do clube foi algo espetacular. Mostrou a força da organização, da gestão empresarial. Não se materializou a contribuição que os clubes brasileiros juraram fazer, diante da comoção da queda do avião. Os 19 rivais do Campeonato Brasileiro não cederam dois jogadores gratuitamente aos catarinenses. Muitos tentaram empurrar seus atletas mais fracos e com altos salários.

Pior ainda foi a postura da CBF. A proposta de alguns dirigentes de que a Chapecoense tivesse três anos para se reconstruir, disputando o Brasileiro protegida, sem a possibilidade de cair, foi sabotada pelo presidente Marco Polo del Nero. Ele temia o precedente e vários processos na justiça dos clubes rebaixados. A ideia foi travada por Del Nero e os dirigentes do clube catarinense decidiram se calar e aceitar as mesmas regras dos demais.

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E o planejamento sério, em meio ao luto, já foi responsável pela conquista do Campeonato Catarinense em 2017. Um feito incrível. E que só foi capaz de virar realidade pela organização, pelo dinheiro das indústrias do Oeste do estado, e também pelo apoio incondicional da população da próspera cidade de 250 mil habitantes. Depois, o feito de atingir 51 pontos, ficar em nono no Brasileiro, deixar 11 equipes atrás, faltando apenas uma rodada. A certeza de que nem a tragédia levou o time de volta à Segunda Divisão.

O momento é de dor, de lembrança, de celebrar a superação. Mas também de olhar com seriedade para as famílias das vítimas do acidente. O clube tem a obrigação de dar toda a assistência jurídica para que os familiares recebam o que têm direito. A apólice da La Mia era de 25 milhões de dólares, cerca de R$ 80 milhões. A seguradora é a boliviana BISA, que tem a britânica Clyde&Co como sua representante legal.

A Chapecoense pagou as indenizações aos familiares dos 19 jogadores mortos na queda do avião São 14 salários de cada uma das vítimas que jogava na equipe. E a CBF também bancou mais 12 salários para cada atleta morto. O problema maior segue sendo os parentes dos membros da Comissão Técnica e dos dirigentes. Os familiares dos nove jornalistas que iriam cobrir a final da Copa Sul-Americana estão resolvendo esta questão com as empresas que eles trabalhavam.

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O clube pagou cerca de R$ 40 mil para os parentes dos jogadores, funcionários e dos quatro sobreviventes: o zagueiro Neto, o lateral Alan Ruschel, o goleiro Follmann e o jornalista Rafael Henzel. O dinheiro veio de amistosos e doações.

O clube renasceu.

Tem novo elenco competitivo.

Os advogados dos familiares vão lutar na justiça pela indenização.

Mas a dor vai ficar para sempre.

A irresponsabilidade cobrou seu preço mais caro.

71 vidas desperdiçadas pela escolha de uma 'viação aérea' mambembe.

Que circulava pela América do Sul sob a proteção da corrupta Conmebol.

Sem a mínima averiguação dos clubes e seleções que transportava.

O fator determinante era a economia que oferecia.

E o avião envelopado com as cores do time que levava.

Quem optou pela LaMia decretou o final de 71 vidas...
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É só futebol?
Terca feira, 28 Novembro 2017 19:10:50 -0200

É só futebol?



Rompimento de Leila e Mustafá racha Palmeiras. E provoca o renascimento do bilionário Paulo Nobre
Terca feira, 28 Novembro 2017 11:11:01 -0200

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"Não tenho mais relacionamento com ele. Mustafá me decepcionou muito. Era uma pessoa por quem tinha muito respeito. Não merecia aquele episódio, o patrocinador não merecia. Se algumas pessoas dentro do clube acham normal a venda dos bilhetes que eram repassados gratuitamente para eles, eu não acho. Eram 70 ingressos por jogo que ele pedia, dizendo que seriam distribuídos para conselheiros e sócios. Eles são uma contrapartida pelo contrato de patrocínio.

"Sou presidente da maior financeira independente do Brasil, sou presidente de uma grande faculdade e acredito no profissionalismo.

"Falando de forma hipotética, porque no Palmeiras essa possibilidade de o clube ser vendido nunca vai existir, eu compraria um clube da grandeza do Palmeiras se tivesse a oportunidade.

"Quando puder concorrer à presidência (a partir de abril de 2021, depois de cumprir um mandato como conselheira), vou concorrer. Os sócios vão decidir. Vou poder fazer muito mais coisas pelo Palmeiras. Apesar de que como conselheira também posso fazer bastante, apoiando o presidente. Me sinto muito confortável em investir. O clube está sendo bem administrado.

As declarações de Leila Pereira, à Folha de São Paulo, não demoraram para repercutir no Palmeiras. Logo pela manhã, conselheiros ligados a Mustafá Contursi trataram de procurar pessoas ligadas ao ex-presidente Paulo Nobre. E querem o reaproximar de Mustafá. Os dois haviam rompido com a forte ligação de Contursi com Pereira. Mas com o afastamento dos dois, eles querem a reaproximação. E mais, fazer de Nobre o candidato da oposição, para enfrentar Mauricio Galiotte, já na eleição do final deste mandato, em dezembro de 2018.

A razão do rompimento entre Leila e Mustafá nos 70 ingressos que a Crefisa tem por direito nos jogos do Palmeiras, na sua arena. Leila os estava repassando para Mustafá distribuir entre conselheiros aliados. Ou convidados que quisesse.

De acordo com denúncia ao presidente do Conselho Deliberativo, Seraphim del Grande, Mustafá estaria repassando esses ingressos a uma protegida. Ela os repassaria a membros das principais organizadas palmeirenses. E eles venderiam os ingressos para membros das torcidas.

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Só que Mustafá teria parado de repassar os ingressos a esta mulher, que se chama Eliane Fontana. E os membros da organizada a teriam ameaçada de morte. Ela estaria desesperada. E procurou Paulo Serdan, ex-presidente da Mancha Verde, e ele procurou Seraphim. E fez a denúncia.

Seraphim protocolou requerimento sobre o caso.

"No dia 17.10.2017, atendendo à nossa convocação em caráter de urgência, compareceu o Conselheiro Paulo Serdan, na sala de reuniões da Presidência da SEP, onde declarou:
- que foi procurado pela associada Eliane Fontana, que lhe informou que estava sob ameaça de pessoa ligada à associação a qual pertence o conselheiro Aquino, indagando se ele conhecia 'Alexandre que vende ingressos na Rua Turiassu';
- que o declarante questionou a associada sobre o motivo da ameaça, recebendo em resposta a afirmação de que a associada sempre entregava ingressos à Alexandre, pois recebia grande quantidade de sua amiga “Leila da Crefisa” mas que Leila, sem avisar, suspendeu a entrega à associada quando ela já havia se comprometido a abastecer as vendas que Alexandre fazia e que esse passou a ameaçá-la, talvez por acreditar que ela estivesse fornecendo os ingressos a um concorrente de Alexandre na venda de ingressos na rua (fora da bilheteria);
- que o declarante, após falar com a associada, procurou saber quem seria 'Alexandre que vende ingressos na Rua Turiassu' e acabou por encontra-lo e questioná-lo, recebendo as seguintes informações:
· . que Eliane vendia a Alexandre os ingressos que recebia de “Leila da Crefisa”;

· . que Alexandre revendia na Rua Turiassu para intermediários, os ingressos comprados de Eliane;

· . que Alexandre havia sido pressionado pelos intermediários que realizavam a venda direta ao torcedor na rua, dos ingressos que adquiria de Eliane e, na sequência, pressionou Eliane, que informou que não mais poderia fornecer pois havia parado de receber os ingressos dados pela Crefisa;

· . que, ao ser informado sobre a ilegalidade dos procedimentos, Alexandre se comprometeu a não mais procurar Eliane.

- que o declarante, após a conversa com Alexandre, se dirigiu, por livre iniciativa, aos patrocinadores do Palmeiras, para comunicar os fatos, que considerou graves, principalmente pela quebra da confiança e pelo aferimento de lucro com ingressos sem custo.
Indagado se conhecia a associada, o Conselheiro declarou que a conhecia de vista, pois sua filha havia participado da bateria da escola de samba Mancha Verde, há anos atrás, mas que, no final de 2016 passou a vê-la constantemente ao lado de 'Leila da Crefisa' e, por essa razão, acreditava ser Eliane pessoa próxima de Leila, amiga ou funcionária.
Indagado se poderia fornecer os dados ou o contato de 'Alexandre que vende ingressos na Rua Turiassu', informou que não possuía o nome completo, tampouco o contato, sendo que o mesmo poderia ser encontrado em dias de jogos do Palmeiras, na Rua Palestra Itália.
Indagado se a declaração que prestou ao Conselho Deliberativo é a mesma que prestou à CREFISA e à FAM, confirmou, mas informou que não pretende requerer a abertura de sindicância, considerando que o fato é grave e que os Patrocinadores devem ser preservados.
Por fim, o Conselheiro colocou-se à disposição para quaisquer esclarecimentos sobre os fatos.

SERAPHIM CARLOS DEL GRANDE
Presidente do Conselho Deliberativo
Sociedade Esportiva Palmeiras."

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Paulo Nobre está rompido com Galiotte. Ele se juntou a Leila e Mustafá, deixando de lado o ex-presidente palmeirense. Só que, como Leila optou por se afastar de Mustafá, Nobre pode reatar com o conselheiro que está há mais de 40 anos no Palmeiras e segue com inúmeros aliados.

O clube já está rachado politicamente.

Se houver a reaproximação, as forças se dividirão de vez.

Nobre teria fôlego para disputar a eleição com Galiotte, em 2018.

E ganharia força, se eleito, para seu sonho maior.

Evitar que Leila, sua inimiga mortal, seja eleita em 2020.

Os dois bilionários disputariam o cargo.

A política tem potencial, para atrapalhar a caminhada do Palmeiras, daqui por diante...
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Fonte:  Blogs R7