Encontro de Bethânia e Zeca no palco segue tendência dos shows gregários
Segunda feira, 19 Fevereiro 2018 13:19:23 -0000

Como o mercado de shows no Brasil continua refratário, em virtude do dinheiro mais escasso e também dos altos preços cobrados pelos ingressos, uma das saídas para driblar a crise (inclusive a de interesse do público) tem sido a criação de espetáculos que promovem encontros inéditos de dois ou mais artistas em cena para motivar os admiradores desses artistas a vê-los juntos no palco. O vindouro show De Santo Amaro a Xerém, que reúne Maria Bethânia com Zeca Pagodinho, se enquadra nessa tendência gregária. A aproximação dos artistas aconteceu em 2016 durante a gravação ao vivo da terceira edição do projeto Quintal do Pagodinho. Como o título já explicita, o show traçará no roteiro um mapa musical que vai de Santo Amaro da Purificação (BA), cidade natal da intérprete baiana, ao município fluminense de Xerém (RJ), onde reside o carioca Zeca. Estão previstos alguns números em dueto. Já a turnê nacional, programada para acontecer entre abril e maio deste ano de 2018, seguirá rota que começa pela cidade do Rio de Janeiro (RJ), indo depois para Olinda (PE), São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG).


Ao desfilar na Mangueira, Beth Carvalho mostra que é campeã há 50 Carnavais
Domingo, 18 Fevereiro 2018 20:37:54 -0000

Beth Carvalho de certa forma celebrou mais um campeonato ao reaparecer publicamente na noite de ontem, entronizada em carro alegórico apresentado pela Mangueira no desfile das escolas campeãs do Carnaval de 2018 do Rio de Janeiro. Às voltas com problemas de saúde nos últimos dez anos, a cantora carioca se viu impedida de desfilar pela escola verde-e-rosa no desfile do domingo passado, 11 de fevereiro, como tinha sido acordado com o carnavalesco da escola, Leandro Vieira. Por isso mesmo, a aparição de Beth no desfile de sábado, 17 de fevereiro, teve ar de vitória para a artista, para os mangueirenses e até para o público de outras agremiações. Inclusive porque Beth – vista no desfile na foto de Marcos Serra Lima, do G1 – está festejando em 2018 exatos 50 anos de sucesso. A cantora já está em cena desde meados da década de 1960, tendo gravado o primeiro disco – um compacto simples – em 1965. Mas foi em 1968 que Beth foi realmente (re)conhecida pelo Brasil ao defender a canção Andança (Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Paulinho Tapajós, 1968) na terceira edição do Festival Internacional da Canção (FIC). De lá para cá, Beth se tornou cantora referencial no universo do samba. A cantora que avalizou toda a geração de sambistas que projetou Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho, entre outros bambas, após ter colaborado para popularizar o repertório de Cartola (1908 – 1980) a partir de 1976. Beth tem aparecido pouco, por conta dos problemas de saúde que limitam os movimentos da artista. Nem por isso deixa de ser campeã invicta há 50 Carnavais.


Censurado samba para Pixinguinha chega ao disco com Áurea Martins e Cristovão
Domingo, 18 Fevereiro 2018 13:33:50 -0000

Meses após ter saído de cena, o genial compositor, músico e arranjador carioca Alfredo da Rocha Vianna Filho (1897 – 1973), o Pixinguinha, foi saudado pelos compositores Antonio Valente, Elton Medeiros e Cristovão Bastos no samba Flor negra. Criado em 1973, o samba foi censurado na época – com o descabido argumento de ser racista por conta de versos que citavam a escravidão – e somente neste ano de 2018, 45 anos após a composição do tema, ganhará o primeiro registro fonográfico. O samba Flor negra tem presença confirmada no repertório do álbum que a cantora carioca Áurea Martins gravará em duo com o pianista, arranjador e compositor conterrâneo Cristovão Bastos. O samba chegou a ser cantado por Áurea em setembro de 2017 em show em tributo a Pixinguinha feito no Instituto Moreira Salles, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), mas nunca foi gravado em disco. Além de Flor negra, o repertório do álbum de Áurea Martins e Cristovão Bastos – vistos em foto de divulgação de Mariza Lima – inclui a inédita Rede branca (de Cristovão Bastos com Paulo César Pinheiro) e a valsa Amigo amado (Alaíde Costa e Vinicius de Moraes, 1973). A gravação do disco está prevista para este primeiro semestre de 2018.


Disco com ópera-rock dos Titãs tem cordas orquestradas por Jaques Morelenbaum
Domingo, 18 Fevereiro 2018 12:43:58 -0000

Titãs com o produtor Rafael Ramos e Jaques Morelenbaum Reprodução / Facebook Rafael Ramos O grupo paulistano Titãs aproveitou a vinda à cidade do Rio de Janeiro (RJ) na semana passada, para apresentação do show Uma noite no teatro em palco carioca, para dar continuidade à gravação do álbum que lançará neste ano de 2018 – disco que começou a ser efetivamente formatado no último trimestre de 2017. Trata-se do álbum de músicas inéditas que registra a trilha sonora da ópera-rock criada pelos integrantes da banda com com os dramaturgos Hugo Possolo e Marcelo Rubens Paiva. Na recente sessão de estúdio, o produtor Rafael Ramos gravou as cordas orquestradas pelo maestro e violoncelista Jaques Morelenbaum. Na foto acima, tirada no estúdio carioca Tambor, Rafael (à frente, de barba) aparece com Morelenbaum (no alto, à esquerda) e com Sergio Britto (de boné) e Tony Bellotto, dois dos três titãs remanescentes da formação clássica da banda formada no alvorecer da década de 1980. O repertório da ópera-rock dos Titãs inclui as músicas 12 flores amarelas (Branco Mello, Sergio Britto, Tony Bellotto e Beto Lee), A festa (Sergio Britto e Branco Mello) e Me estuprem (Sergio Britto e Tony Bellotto), as três já apresentadas pelo grupo desde 2017 em shows feitos pelo Brasil.


Álbum de Erasmo após o fim da Jovem Guarda em 1968 volta em LP após 50 anos
Domingo, 18 Fevereiro 2018 11:47:53 -0000

A Jovem Guarda já era um movimento em agonia quando Erasmo Carlos gravou, no primeiro semestre de 1968, o quinto álbum solo. Quando o LP foi lançado, no último trimestre daquele ano interminável, o programa Jovem Guarda já tinha saído do ar e o Tremendão sentava à beira do caminho, perplexo, sem rumo profissional imediato. Talvez por isso mesmo, Erasmo Carlos – o álbum gravado e lançado pelo cantor e compositor carioca pela extinta gravadora RGE – tenha sido um dos menos ouvidos da discografia do artista ao longo dos tempos. É este disco que volta ao catálogo via Polysom neste ano de 2018, no formato original de LP, 50 anos após o lançamento, com as mesmas 12 músicas da edição original. Cinco dessas 12 composições – A próxima dança, Nunca mais vou fazer você sofrer, O maior amor da cidade, Senhor, estou aqui e Vou chorar, vou chorar, vou chorar – ostentam as assinaturas de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, então em processo de retomada da parceria após briga que interrompera momentaneamente a produção da dupla. Sintomaticamente, nenhuma das cinco músicas se tornou um sucesso da lavra de Roberto & Erasmo. Capa do álbum 'Erasmo Carlos', de 1968 Divulgação Mais digna de nota é a dupla presença no disco do então desconhecido Tim Maia (1942 – 1998), colega de Erasmo na adolescência musical vivida no bairro carioca da Tijuca, onde eles formaram nos anos 1950, com Roberto, o efêmero, histórico e lendário conjunto The Sputniks. Além de ter feito os vocais de Baby baby (Santos Dumont), Tim é o compositor da música Não quero nem saber, uma das primeiras composições do futuro Síndico a ganhar registro fonográfico. Precedido em junho de 1968 pelo compacto que apresentou a música Para o diabo com os conselhos de vocês (Carlos Imperial e Neneo), tentativa vã de evocar o rock que alavancou definitivamente a carreira de Roberto Carlos, Quero que vá tudo pro inferno (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1965), o álbum Erasmo Carlos perde no confronto com álbuns anteriores e posteriores do cantor, mas é retrato fiel das hesitações de Erasmo naquele momento de transição para o mundo adulto.


À luz de velas, Valle repõe 'bloco' na rua para o 'remake' de álbum de Joyce
Sabado, 17 Fevereiro 2018 22:06:32 -0000

O cantor e compositor Marcos Valle Reprodução / Instagram Em 1968, Marcos Valle estava no auge da produção como compositor, em parceria com o irmão Paulo Sérgio Valle, quando pôs na rua Bloco do eu sozinho, música feita com letra de Ruy Guerra e gravada pela então novata Joyce Moreno no primeiro álbum da artista. Decorridos 50 anos, Valle trabalha no arranjo da regravação de Bloco do eu sozinho para o remake do disco de Joyce. Ao celebrar 70 anos de vida e 50 anos de carreira neste ano de 2018, a cantora e compositora carioca decidiu refazer o álbum de estreia Joyce (Philips, 1968) com a maturidade adquirida nas cinco décadas de estrada. Mesmo com a casa às escuras, Valle burilou na tarde deste sábado, à luz de velas, o arranjo da faixa.


Lollapalooza 2018: ingressos de sábado estão esgotados
Sabado, 17 Fevereiro 2018 21:24:38 -0000

Organização também confirmou que não há mais Lolla Pass, que vale para os três dias. Segundo dia do festival terá Imagine Dragons e Pearl Jam. Palco do Lollapalooza 2017 G1 A organização do Lollapalooza 2018 anunciou neste sábado (17) no Twitter que os ingressos para o sábado estão esgotados. O festival acontece no Autódromo de Interlagos nos dias 23, 24 e 25 de março. As principais atrações do segundo dia são as bandas Pearl Jam e Imagine Dragons. Sem ingressos para sábado, as entradas para os três dias do festival, chamadas de Lolla Pass, também não estão mais disponíveis. Initial plugin text O preço da entrada, chamada Lolla Day, é de R$ 800, com a meia-entrada a R$ 400. Ainda há ingressos para sexta e domingo. Já o Lolla Pass, que dá direito aos 3 dias do festival, estava no 4º lote, e custava R$ 2 mil, com meia-entrada a R$ 1 mil. A banda Imagine Dragons, que se apresenta no Lollapalooza 2018 Eliot Lee Hazel/Divulgação


Coletânea reúne fonogramas de DJs e produtores brasileiros em voga nas pistas
Sabado, 17 Fevereiro 2018 15:20:44 -0000

Capa da coletânea 'Summer eletrohits 18' Divulgação / Som Livre Série de coletâneas de música eletrônica criada pela gravadora Som Livre, Summer eletrohits chega ao mercado fonográfico neste ano de 2018 com a marca do Austro Music, selo criado pela companhia em 2016 para concentrar lançamentos de gravações feitas por DJs e produtores para as pistas. Por isso mesmo, a compilação Summer eletrohits 18 reúne 14 fonogramas de nomes ligados ao selo Austro Music, sendo que muitos desses nomes são brasileiros em ascensão na cena eletrônica, alguns com visibilidade fora do Brasil. A faixa que abre o disco, Your power, junta WAO (nome artístico do DJ e produtor carioca Victor Costa) com Gannah (duo formado em 2016 por Priscila Benner com o DJ e Produtor Bruno Fogliato). Já One nation traz a assinatura de D.I.B. – jovem produtor e DJ gaúcho – em conexão com o cantor, compositor e produtor norte-americano Luizor Eim. O mesmo B.I.D. reaparece com o registro de I'm not dreaming feito com o cantor (de origem cearense) Sam Alves. O produtor e DJ goiano Bhaskar está representado pelo remix da gravação de Infinito particular (Marisa Monte e Arnaldo Antunes, 2006) com o cantor Silva. A faixa Summer love traz a onda de Chemical Surf, duo formado pelos irmãos paranaenses Hugo Sanches e Lucas Sanches, enquanto She says fecha a coletânea Summer eletrohits 18 com o toque do DJ e produtor paulista Nato Medrado.


Desafio de roteirizar vida de Rita Lee é evitar filme em 'cor-de-rosa choque'
Sabado, 17 Fevereiro 2018 12:16:02 -0000

A grande notícia da semana no universo pop brasileiro é a compra dos direitos do livro Rita Lee – Uma autobiografia (Editora Globo, 2016) para ser transformado em filme e em série de TV. A vida de Rita Lee Jones dá mesmo filme. Mas é preciso cuidado ao roteirizar a vida da cantora, compositora e escritora paulistana para evitar um filme em cor-de-rosa choque. Até porque essa mesma vida já rendeu risível musical de teatro em que salvou-se somente a interpretação crível da atriz Mel Lisboa na pele da roqueira protagonista do espetáculo encenado em 2014 na cidade de São Paulo (SP). Parceiros na escrita do roteiro que deverá ser filmado em 2019, Nelson Motta e Patrícia Andrade têm excelente matéria-prima nas mãos. Merecido best-seller editorial, um dos maiores sucessos do gênero literário nos últimos anos, a autobiografia de Rita Lee tem escrita pautada pelo humor espirituoso que caracteriza a artista aos olhos do público. Rita trata com leveza as coisas da vida, inclusive as coisas mais duras e traumáticas, como o abuso sexual sofrido na infância por técnico que consertava eletrodoméstico da casa em que a então menina de seis anos vivia com os pais e as irmãs. Por isso mesmo, o livro resultou tão saboroso, viciante mesmo, justificando as vendas superlativas. Contudo, como toda autobiografia, o livro de Rita oferece somente uma única visão dos fatos: a da própria protagonista. O que torna delicada a abordagem de acontecimentos controvertidos como a saída (expulsão?) de Rita do grupo Os Mutantes – questão nunca bem assimilada por Rita e ainda envolvida em controvérsias. Se os roteiristas conseguirem resolver bem a equação entre a visão de Rita e a realidade (sempre questionável por depender da ótica de cada um) dos fatos, o resultado pode ser um filme essencial para o entendimento da história da música pop no Brasil. História que passa, necessariamente e inevitavelmente, pelo nome de Rita Lee Jones.


Erasmo finaliza álbum de inéditas em que assina 'Termos e condições' com Emicida
Sabado, 17 Fevereiro 2018 10:45:38 -0000

O rapper Emicida com Erasmo Carlos Divulgação Erasmo Carlos terminou de gravar o 31º álbum da carreira neste mês de fevereiro de 2018. Iniciadas no ano passado, as gravações foram retomadas na segunda quinzena de janeiro. Com músicas inéditas como Amor é isso, composta pelo artista carioca sem parceiros, o álbum produzido por Pupillo apresenta a primeira parceria do Tremendão com o rapper paulistano Emicida, Termos e condições, e uma canção de Adriana Calcanhotto, Seu sim. Além de Emicida (com quem Erasmo compôs uma segunda música para o próximo álbum de Gal Costa), o cantor, compositor e músico carioca abre parceria com Milton Nascimento. Essas parcerias inéditas foram articuladas por Marcus Preto, diretor artístico desse álbum que já teve um primeiro single, Não existe saudade no Cosmos (Teago Oliveira), lançado em dezembro de 2017.


Morte de garçom por tiro disparado no Rio inspira samba do cantor carioca Leo Russo
Sexta feira, 16 Fevereiro 2018 21:10:20 -0000

O cantor e compositor Leo Russo Reprodução / Video YouTube Na noite de 27 de janeiro de 2018, um sábado de pré-Carnaval, o garçom Samuel Ferreira Coelho trabalhava no Bar do Pinto, no bairro carioca da Tijuca, quando teve a vida de 24 anos interrompida por tiro de fuzil que atingiu o peito do rapaz por conta de confronto entre policiais e bandidos. O cantor, compositor e músico carioca tinha passado minutos antes pelo local da tragédia, vindo do bloco Não muda nem sai de cima. Decorridos 20 dias da morte de mais um trabalhador inocente em decorrência da escalada da violência na cidade do Rio de Janeiro (RJ), Leo Russo apresenta o samba Que tiro é esse? em vídeo postado hoje, 16 de fevereiro, no Canto do Leo, canal do artista no YouTube. Com título que alude ao sucesso da funkeira Jojo Todynho, o samb Que tiro é esse? foi inspirado pela mote do garçom e composto em parceria com Luis Pimentel neste mês de fevereiro. A letra versa o medo e a indignação dos cariocas face à violência fora de controle. No vídeo, Russo dá voz ao samba acompanhando-se no toque de um cavaquinho.


Banda Rosa de Saron prega trivialidade pop no repertório do disco 'Gran Paradiso'
Sexta feira, 16 Fevereiro 2018 20:18:32 -0000

O 13° álbum da banda paulista Rosa de Saron, Gran Paradiso, chega ao mercado fonográfico pela gravadora Som Livre a partir de hoje, 16 de fevereiro, com 12 músicas no repertório autoral e com a missão de celebrar os 30 anos de vida do grupo. Contudo, somente um terço dessas 12 músicas é novidade para os fiéis admiradores dessa banda de rock originalmente cristão formada em 1988 na cidade de Campinas (SP) dentro do movimento intitulado Renovação Carismática Católica. As músicas tecnicamente inéditas são Ambivertido (Guilherme de Sá), Ei! (Guilherme de Sá), Quando perder (Eduardo Faro e Rogério Feltrin) e Densas nuvens, tempestades (Guilherme de Sá). A faixa Ambivertido, aliás, entra em rotação com clipe dirigido por Marcus Paulo. Capa do álbum 'Gran Paradiso', da banda Rosa de Saron Divulgação / Som Livre O baixo teor de novidade do repertório do álbum Gran Paradiso tem explicação. É que Guilherme de Sá (voz), Eduardo Faro (guitarra), Rogério Feltrin (baixo) e Wellington Greve (bateria) já adiantaram oito das 12 músicas do nono álbum de estúdio do quarteto em dois EPs lançados nas plataformas digitais em janeiro deste ano de 2018. Em 5 de janeiro, o primeiro EP apresentou as músicas Dossel (Guilherme de Sá), Ébrio hábito (Guilherme de Sá), Gran Paradiso (Guilherme de Sá) e Gratidão (Ricado Domingues, Eduardo Faro e Rogério Feltrin). Em 21 de janeiro, foi a vez de um segundo EP dar outra prévia do álbum com as gravações das composições Abba (Guilherme de Sá), Eu quero voltar (Guilherme de Sá), E sempre (Guilherme de Sá) e Royaanisqatsi (Guilherme de Sá). No todo, entre músicas novas e faixas já conhecidas, o álbum Gran Paradiso adiciona alguma dose de eletrônica ao já pop e diluído som do Rosa de Saron, sobretudo nos rocks do disco, como Ei!, mas há grande número de baladas, ritmo mais fácil para a pregação – sem discurso religioso, diga-se – embutida nas letras em nada muito distantes da trivialidade poética do universo pop.


Guinga e Cristovão Bastos transitam na 'linha torta' de álbum de John Mueller
Sexta feira, 16 Fevereiro 2018 16:23:47 -0000

Cantor, compositor e músico nascido em Blumenau (SC) em 1982, John Mueller lança hoje o segundo álbum, Na linha torta, produzido de forma independente pelo artista catarinense sob direção musical do baixista Jorge Helder. Sucessor do álbum Por um fio (2015), lançado há três anos por Mueller, Na linha torta alonga o repertório autoral do compositor com mais 12 músicas feitas pelo artista – em foto de Vinicius Giffoni – com diversos parceiros. Guinga pôs voz e violão na faixa-título Na linha torta (John Mueller e Gregory Haertel). Ideograma (John Mueller, André Fernandes e Bruno Kohl) tem o toque do piano de Cristovão Bastos. A cantora Fabi Félix é a convidada de Cambalhotas (John Mueller e Gregory Haertel). Outra cantora, Ana Paula da Silva, entra em Maré rasa – Canção de partida (John Mueller e Gregory Haertel). Já Fronteiras (John Mueller e Pochyua Andrade) tem o toque do acordeom de Bruno Moritz, autor do arranjo da faixa. Capa do álbum 'Na linha torta', de John Muller Divulgação As músicas A certeza de sempre tentar (John Mueller e Gregory Haertel), Devir (John Mueller, Gregory Haertel e Sandro Dornelles), Dores febris (John Mueller e Gregory Haertel), Ilusionismo pra inglês ver (John Mueller e Gregory Haertel), Na água e no sal (John Mueller e Gregory Haertel) e Vaga espera (John Mueller e Valéria Pisauro) completam o repertório do álbum Na linha torta. Disponível nas plataformas digitais a partir de hoje, 16 de fevereiro de 2018, o álbum Na linha torta ganhará edição em CD na sequência quase imediata da edição digital.


Ingressos para show de Demi Lovato no Brasil custam até R$ 580
Sexta feira, 16 Fevereiro 2018 14:12:22 -0000

Cantora anunciou quatro apresentações no país em abril, que acontecem em São Paulo, Rio, Fortaleza e Recife. Demi Lovato REUTERS/Danny Moloshok Demi Lovato anunciou nesta quinta-feira (15) que fará quatro shows no Brasil em abril. E, para quem quiser curtir as apresentações da cantora no país, deve desembolsar entre R$ 90 e R$ 580, dependendo da cidade escolhida e do setor selecionado no local da apresentação. Os ingressos para a turnê “Tell Me You Love Me” para o público geral estarão disponíveis a partir de 22 de fevereiro, às 10h, no site da Eventim, e nas bilheterias oficiais às 12h, do mesmo dia. Confira os valores dos ingressos da turnê de Demi Lovato no Brasil: São Paulo (Allianz Parque) - 15/4 Pista Premium: R$ 280 (meia) e R$ 560 (inteira) Pista: R$ 145 (meia) e R$ 290 (inteira) Cadeira inferior: R$ 180 (meia) e R$ 360 (inteira) Cadeira Superior: R$ 130 (meia) e R$ 260 (inteira) Recife (Classic Hall) - 17/4 Pista Premium: R$ 240 (meia) e R$ 480 (inteira) Pista: R$ 90 (meia) e R$ 180 (inteira) Camarote 1º Piso: R$ 250 Camarote 2º Piso: R$ 200 Camarote 3º Piso: R$ 180 Fortaleza (Centro de Eventos do Ceará) - 19/4 Pista Premium: R$ 290 (meia) e R$ 580 (inteira) Pista: R$ 110 (meia) e R$ 220 (inteira) Rio de Janeiro (Jeunesse Arena) - 21/4 Pista Premium: R$ 290 (meia) e R$ 580 (inteira) Pista: R$ 145 (meia) e R$ 290 (inteira) Cadeiras Nº1: R$ 180 (meia) e R$ 360 (inteira) Cadeiras Nº3: R$ 110 (meia) e R$ 220 (inteira) Camarote: R$ 180 (meia) e R$ 360 (inteira)


Grupo de pagode Atitude 67 faz 'Saideira' com a adesão do cantor Thiaguinho
Sexta feira, 16 Fevereiro 2018 13:04:28 -0000

Não é por acaso que o cantor paulista Thiaguinho figura como convidado do grupo Atitude 67 na gravação ao vivo do samba Saideira lançada em single disponível nas plataformas digitais a partir de hoje, 16 de fevereiro de 2018. Thiaguinho se tornou sócio de Dudu Borges e Du Maluf na gestão empresarial da carreira deste grupo de pagode que atua sobretudo fazendo shows em bares e em barbearia da cidade de São Paulo (SP), mas cujas origens são de Mato Grosso do Sul, estado no qual Thiaguinho, aliás, viveu a infância e adolescência na cidade de Ponta Porã (MS). O registro de Saideira com Thiaguinho tem energia, principal característica das gravações do grupo. Pedrinho (voz), Éric (violão e voz), Karan (pandeiro e voz), GP (rebolo), Leandro (reco reco) e Regê (surdo) são seis amigos de infância que viviam em Campo Grande (MS) quando decidiram formar, em 2003, o Atitude 67. O grupo de pagode está em ascensão no mercado musical desde o lançamento em novembro de 2017 do álbum Atitude 67, gravado ao vivo. Neste disco, produzido por Dudu Borges, já há um registro de Saideira, mas sem a participação de Thiaguinho. Outra música do repertório é Cerveja de garrafa (Fumaça que eu faço), cujo clipe alcançou expressivo número de visualizações. Capa de 'Saideira', single do grupo Atitude 67 com Thiaguinho Divulgação


Música lançada por Tiê há um ano ecoa na trilha da nova temporada de 'Malhação'
Quinta feira, 15 Fevereiro 2018 22:34:24 -0000

Música apresentada por Tiê em abril de 2017, como primeiro single do quarto álbum da cantora e compositora paulistana, Mexeu comigo (Tiê, Adriano Cintra e André Whoong) ganha novo impulso quase um ano após o lançamento do single. Mexeu comigo é um dos temas principais da próxima temporada de Malhação, intitulada Vidas brasileiras e programada pela TV Globo para estrear em março. Enquanto a canção Mexeu comigo começa a ser veiculada nas chamadas da nova temporada da novela juvenil, Tiê – em foto de Jorge Bispo – divulga outra música do álbum Gaya (2017), Duvido (Rafael Castro, Tiê, André Whoong, Adriano Cintra, Nina Anderson e Biboldo), faixa gravada com a participação do cantor Luan Santana.


Gravadora indie que lançou Pitty revisa os 20 anos de trajetória em documentário
Quinta feira, 15 Fevereiro 2018 18:51:04 -0000

Gravadora independente carioca que entrou em atividade em 1998, a Deck – nome atual da companhia inicialmente conhecida como Deckdisc – revisa a trajetória de 20 anos em documentário que já está em fase final de produção e que tem estreia programada para este ano de 2018. Dirigido por Daniel Ferro, o documentário entrelaça depoimentos de artistas, produtores musicais, jornalistas e profissionais da indústria fonográfica para traçar perfil da companhia dirigida por João Augusto, executivo que atuou como produtor musical e diretor artístico em gravadoras como a PolyGram e a EMI Music antes de fundar a própria companhia. Logotipo da gravadora Deck Reprodução / YouTube Caso raro de gravadora independente que atravessou a crise da indústria fonográfica sem sair de cena e tampouco sem diminuir o ritmo de lançamentos, a Deck é a gravadora que lançou no mercado fonográfico nomes como as bem-sucedidas cantoras Pitty (em 2003) e Teresa Cristina. Pitty, aliás, ainda continua no elenco da gravadora. Nos anos 2000, entre outros feitos, a Deck foi a responsável pelo estouro comercial do grupo carioca de samba Revelação, cujo potencial mercadológico tinha sido desperdiçado pela gravadora multinacional BMG na segunda metade da década de 1990.


Gerônimo atualiza onda de 'Eu sou negão' em single gravado com Moraes Moreira
Quinta feira, 15 Fevereiro 2018 17:15:53 -0000

Um dos compositores mais importantes da Bahia, embora nem sempre seja reconhecido e louvado como tal fora das fronteiras soteropolitanas, Gerônimo Santana alcançou pico inicial de projeção com o lançamento, em 1987, da música Eu sou negão (Macuxi muita onda), expondo o orgulho negro de uma Bahia bela e preta, musicalmente miscigenada com os ritmos caribenhos e africanos. Decorridas três décadas do lançamento dessa composição, uma das pedras fundamentais do gênero que seria rotulado como axé music, Gerônimo incrementa a onda da música em regravação feita com a adesão do conterrâneo Moraes Moreira e lançada em single neste mês de fevereiro de 2018 pela gravadora Deck. Na releitura com Moreira, compositor que deu forma à música afro-pop-baiana uma década antes do movimento iniciado em 1985, Eu sou negão chega à era digital com doses de eletrônica, psicodelia e de prosódia que evoca o canto falado do rap. Em qualquer tempo, Eu sou negão é manifesto da beleza negra que dá o tom da Bahia.


Caixa com seis CDs de Jerry Adriani atesta que o cantor foi maior do que a obra
Quinta feira, 15 Fevereiro 2018 12:44:48 -0000

Há no Brasil artistas que independem de fazer discos relevantes e/ou de emplacar sucessivas músicas nas paradas para que se mantenham queridos pelo público e com agenda regular de shows por todo o país. Jair Alves de Souza (29 de janeiro de 1947 – 23 de abril de 2017), o cantor paulistano popularmente conhecido como Jerry Adriani, foi um artista admitido nesse seleto clube. Projetado como cantor de músicas italianas em 1964, um ano antes da fundação do reino da Jovem Guarda, Jerry logo passou a cantar em português e teve o nome associado ao primeiro movimento de música pop do Brasil, como integrante do segundo escalão da turma. Como outros tantos ídolos da Jovem Guarda, após o fim da festa de arromba, Jerry sempre se alimentou da aura conquistada naquele fugaz momento de glória. Nunca deixou de gravar discos após o período áureo, tendo pavimentado contínua carreira fonográfica na gravadora CBS ao longo da década de 1970. Só que o Brasil sempre celebrou Jerry Adriani mais pela figura simpática do artista, cristalizada na imagem de eterno galã do elenco da Jovem Guarda, do que propriamente pela discografia. Capa da caixa 'Jerry Adriani – Anos 80/90' Divulgação / Selo Discobertas O lançamento da caixa Jerry Adriani – Anos 80/90 corrobora esse fato ao embalar edições em CD de seis álbuns apresentados pelo cantor entre 1988 e 1996, quando o artista já vivia fase de entressafra fonográfica (sem nunca, no entanto, deixar de fazer shows pelo Brasil). Jerry (RGE, 1988), Parece que foi ontem (RGE, 1989), Elvis vive (Eldorado, 1990), Doce aventura (Eldorado, 1992), Rádio rock' romance (Eldorado, 1995) e Io (Albatroz, 1996) são álbuns a rigor irrelevantes, bancados por pequenas gravadoras com maior ou menor dose de nostalgia, para evocar os anos dourados da carreira do artista. O tributo ao cantor norte-americano Elvis Presley (1935 – 1977), lançado em 1990, ainda soou gracioso e flagrou Jerry em pose de roqueiro que nunca disfarçou o fato de ele ter sido, em essência, um cantor popular romântico beneficiado pela fina estampa. Produzida pelo pesquisador musical Marcelo Fróes para o selo Discobertas, a caixa Jerry Adriani – Anos 80/90 tem valor documental para colecionadores de discos. Até pelo fato de reeditar no formato de CD álbuns lançados quando o mercado fonográfico do Brasil ainda vivia a transição do LP para o CD – fase em que discos de artistas populares como Jerry não eram prioridade nas fábricas de CDs. Para quem cultua a discografia do cantor, a caixa presta bom serviço à memória fonográfica nacional ao repor em catálogo esses seis álbuns. Mas não pelos discos em si, cabe ressaltar. Querido até sair de cena em abril do ano passado, aos 70 anos, Jerry Adriani foi cantor maior e mais importante do que a obra fonográfica que gravou entre 1964 e 2012. (Cotação: * * *)


Lançado em 1972, segundo álbum de Célia é editado na Europa em maio em CD e LP
Quarta feira, 14 Fevereiro 2018 23:31:23 -0000

Capa do álbum 'Célia', de 1972 Divulgação / Mr Bongo Enquanto a gravadora Joia Moderna não lança postumamente o prometido DVD Célia – O que não pode mais se calar, gravado em abril de 2016 pela cantora paulistana Célia (8 de setembro de 1947 – 29 de setembro de 2017), um independente selo inglês sai na frente e dá início a um necessário processo de revalorização da discografia dessa grande intérprete que saiu de cena no ano passado. Lançado originalmente em 1972 pela extinta gravadora Continental, o álbum Célia ganha edição, em LP e em CD, pelo selo inglês Mr Bongo sob licença da gravadora Warner Music. LP e CD estarão disponíveis no mercado europeu a partir de 25 de maio deste ano de 2018. Trata-se do segundo álbum de Célia. O disco apresentou A hora é essa, música então inédita de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Da dupla, que estava no auge da produção artística, Célia regrava Detalhes (1971), canção que virara clássico instantâneo ao ser lançada na voz de Roberto. Nesse álbum Célia, a cantora também lançou Dominus Tecum, tema de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, outra dupla de compositores em evidência na época. Já Na boca do sol ostentava as assinaturas de Arthur Verocai e Vitor Martins.


Banda RC na Veia lança DVD com show que reuniu Roberto, Flausino, Digão e Garrido
Quarta feira, 14 Fevereiro 2018 21:05:22 -0000

A banda RC na Veia com os convidados do show Reprodução / Facebook RC na Veia Formada em 2014 com o objetivo de tocar músicas do repertório de Roberto Carlos na batida do rock, a banda paulistana RC na Veia se prepara para lançar em março o primeiro produto fonográfico dos quatro anos de carreira. Trata-se da gravação ao vivo do show realizado em outubro de 2017, em casa de shows da cidade de São Paulo (SP), com a participação do próprio Roberto Carlos, entre outros convidados estelares. A presença generosa do Rei – em Se você pensa (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1968) e no número coletivo É preciso saber viver (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969), feito no fim do show – se deve ao fato de o filho de Roberto, Dudu Braga, ser o baterista do RC na Veia. Além de Dudu, o quarteto é formado por Alex Capella (voz), Fernando Miyata (guitarra) e Juninho Chrispim (baixo). O repertório do show captado ao vivo, para edição de CD e DVD, inclui músicas como É proibido fumar (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1964) e Eu sou terrível (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1967). Antes de se reunirem no número coletivo que encerrou o show, os convidados tiveram um momento para o brilho individual. O cantor carioca Toni Garrido pegou As curvas da estrada de Santos (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969). Vocalista do grupo brasiliense Raimundos, Digão cantou Esse cara sou eu (Roberto Carlos, 2012). Rogério Flausino deu voz ao funk Não vou ficar (Tim Maia, 1969), turbinado com o toque da guitarra de Andreas Kisser. O músico do Sepultura, aliás, também tocou guitarra em Além do horizonte (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1975). A produção do primeiro DVD do grupo RC na Veia é de Rafael Ramos.


Falta viço à voz do cantor, mas música 'São Valentin' é boa cantada de Jorge Ben Jor
Quarta feira, 14 Fevereiro 2018 19:35:59 -0000

O cantor Jorge Ben Jor Divulgação / Fernando Young A música inédita lançada hoje por Jorge Ben Jor dificilmente entrará para o rol de clássicos do cancioneiro autoral do compositor carioca. De todo modo, é justo dizer que São Valentin é boa música. A letra é basicamente uma cantada na mulher amada e cita nominalmente o muso inspirador do artista na escrita dos versos, o escritor alagoano Jorge de Lima (1893 – 1953), cujo poema Porque você é o meu amor norteou Ben Jor na criação do tema. Em São Valentin, o cantor dá voz à história de amor vivida na praia de Gungaporanga, situada em Barra de São Miguel (AL). São Valentim – o santo dos namorados, pouco conhecido no Brasil, mas popular em países como os Estados Unidos, onde se comemora o Dia dos Namorados (Valentine's day) em 14 de fevereiro – é evocado para ajudar o narrador na conquista da mulher amada. Falta viço à voz de Ben Jor na gravação disponibilizada hoje através da plataforma de empresa de telefonia. Mas a levada da música, conduzida pela guitarra em ritmo que remete à pulsação do samba-rock, acaba envolvendo o ouvinte. Há onze anos sem lançar disco, Jorge Ben Jor – em foto de Fernando Young – debuta no mercado de música digital com fidelidade à ideologia sonora e poética da obra do compositor de atuais 75 anos.


Eis, no dia dos 100 anos de Jacob, 100 músicas compostas pelo ás do bandolim
Quarta feira, 14 Fevereiro 2018 16:14:02 -0000

Faz hoje 100 anos que nasceu Jacob Pick Bittencourt (Rio de Janeiro – RJ, 14 de fevereiro de 1918 / Rio de Janeiro – RJ, 13 de agosto de 1969), o compositor e músico carioca conhecido como Jacob do Bandolim. O toque extraordinário do bandolim de Jacob fez desse artista um dos músicos mais influentes da música popular produzida no Brasil ao longo do século XX. Ao cristalizar um estilo brasileiro de tocar o bandolim, instrumento aprendido por ele de forma autodidata, Jacob se tornou um dos principais nomes do choro, gênero tão carioca quanto o artista. Contudo, se o músico foi magnânimo, o compositor também foi grande, tendo criado obras que ajudaram a perpetuar o legado do bandolim de Jacob em discografia solo iniciada em 1947 com o disco de 78 rotações por minuto que apresentou o choro Treme-treme. Eis em ordem alfabética, no dia em que se comemora o centenário de nascimento desse gênio, ás do bandolim, 100 músicas compostas por Jacob que ganharam registros fonográficos entre 1938 e 2007: 1. A ginga do Mané (1962) 2. Adylia (2007 – lançamento póstumo em disco) 3. Alvorada (1955) 4. Ao som dos violões (1980 – lançamento póstumo em disco) 5. Assanhado (1961) 6. Baboseira (1979 – lançamento póstumo em disco) 7. Benzinho (1955) 8. Biruta (1952) 9. Bisbilhoteiro (2007 – lançamento póstumo em disco) 10. Boas vidas (1980 – lançamento póstumo em disco) 11. Bola preta (1954) 12. Bole bole (1951) 13. Bonicrates de muletas (1950, parceria com Biliano de Oliveira) 14. Buscapé (1956) 15. Cabuloso (1949) 16. Carícia (1956) 17. Chorinho na praia (1980 – lançamento póstumo em disco) 18. Choro de varanda (1950) 19. Chuva (1980 – lançamento póstumo em disco) 20. Ciumento (1955) 21. Cristal (1951) 22. De coração a coração (1970 – lançamento póstumo em disco) 23. De Limoeiro a Mossoró (1956) 24. Diabinho maluco (1956) 25. Doce de coco (1951) 26. Dolente (1949) 27. Encantamento (1950) 28. Entre mil...você! (1953) 29. Eu e você (1952) 30. Falta-me você (1962) 31. Feia (1948) 32. Feitiço (1954) 33. Foi numa festa (1968) 34. Forró de gala (1952) 35. Gostosinho (1952) 36. Heroica (1980 – lançamento póstumo em disco) 37. Horas vagas (1980 – lançamento póstumo em disco) 38. Implicante (1958) 39. Inocência (1968, parceria com Luis Bittencourt) 40. Isto é nosso (1957) 41. Já que não toco violão (2007 – lançamento póstumo em disco) 42. Jamais (1968, parceria com Luis Bittencourt) 43. La duchesse (1970 – lançamento póstumo em disco) 44. Lembranças (2007 – lançamento póstumo em disco) 45. Mágoas (1958) 46. Maroto (2007 – lançamento póstumo em disco) 47. Maxixe na tuba (2007 – lançamento póstumo em disco) 48. Meu lamento (1955, parceria com Ataulfo Alves) 49. Meu segredo (1955) 50. Mexidinha (1950) 51. Migalhas de amor (1952) 52. Mimosa (1955) 53. Nego frajola (1955) 54. No jardim (1992 – lançamento póstumo em disco) 55. Noites cariocas (1957) 56. Noites dos reis (1987 – lançamento póstumo em disco) 57. Nosso romance (1953) 58. Nostalgia (1951) 59. Novos tempos (2007 – lançamento póstumo em disco) 60. O siri está no pau (1993 – lançamento póstumo em disco) 61. O voo da mosca (1962) 62. Orgulhoso (1980 – lançamento póstumo em disco) 63. Pra eu ser feliz (2007 – lançamento póstumo em disco) 64. Pateck Cebola (1980 – lançamento póstumo em disco) 65. Pé-de-moleque (1950) 66. Pérolas (1967) 67. Por que sonhar? (1953) 68. Pra você (1970 – lançamento póstumo em disco) 69. Preciosa (2007 – lançamento póstumo em disco) 70. Primas e bordões (1974 – lançamento póstumo em disco) 71. Primavera (2007 – lançamento póstumo em disco) 72. Quebrando gelo (1980 – lançamento póstumo em disco) 73. Receita de samba (1967) 74. Remelexo (1948) 75. Reminiscências (1953) 76. Rua da Imperatriz (1954) 77. Sai do caminho (1953) 78. Saliente (1954) 79. Salões imperiais (1948) 80. Saltitante (2007 – lançamento póstumo em disco) 81. Santa morena (1954) 82. Sapeca (1953) 83. Sapeca Iaiá (2007 – lançamento póstumo em disco) 84. Saracoteando (1980 – lançamento póstumo em disco) 85. Saudade (1954) 86. Se alguém sofreu (1938) 87. Sempre teu (1955) 88. Sereno (2007 – lançamento póstumo em disco) 89. Simplicidade (1950) 90. Tatibitate (1953) 91. Ternura (1970 – lançamento póstumo em disco) 92. Toca pro pau (1954) 93. Treme-treme (1947) 94. Um bandolim na escola (1962) 95. Vale tudo (1951) 96. Vascaíno (1951) 97. Velhos amigos (2007 – lançamento póstumo em disco) 98. Velhos tempos (1959) 99. Vibrações (1967) 100. Vidinha boa (1954)


Há onze anos sem lançar disco, Jorge Ben Jor anuncia a edição de música inédita
Terca feira, 13 Fevereiro 2018 20:21:25 -0000

O cantor Jorge Ben Jor Reprodução vídeo / Facebook Jorge Ben Jor Ele vem chegando! E felizes já estão esperando os admiradores desse singular cantor, compositor e músico carioca de 75 anos que já está há onze anos sem lançar um disco, embora tenha feito em 2012 uma gravação ao vivo para projeto da série Luau MTV que nunca foi efetivamente lançada em CD e DVD. Jorge Ben Jor anunciou nas redes sociais que lança amanhã, 14 de fevereiro de 2018, uma música nova, inédita e autoral, intitulada São Valentin. A data do lançamento é estratégica, já que em boa parte do mundo comemora-se em 14 de fevereiro o dia de São Valentim, santo associado ao Dia dos Namorados (Valentine's day, na tradição seguida por países como os Estados Unidos). De existência questionada por certas religiões, o santo está ligado ao amor e à mitologia, temas recorrentes no cancioneiro de São Jorge Ben Jor, artista matricial cuja carreira fonográfica, iniciada em 1963, completa 55 anos em 2018.


Zé Manoel expõe talento como compositor com arrocha em clima de bossa nova
Terca feira, 13 Fevereiro 2018 14:50:30 -0000

Um dos compositores mais inspirados surgidos na música brasileira ao longo dos últimos dez anos, o pianista pernambucano Zé Manoel vai do popular ao clássico sem perder a classe. Tanto que anunciou a composição de um arrocha, gênero musical de trivial cepa romântica, recorrente no repertório de cantores populares, sobretudo no Nordeste do Brasil. Só que o arrocha de Zé Manoel, Deus proteja o seu rolê, tem moldura sofisticada e está ambientado em clima de bossa nova. Eis a letra da mais nova composição desse artista radicado na cidade de São Paulo (SP): Deus projeta o seu rolê (Zé Manoel) Onde andará você? Deu meia noite e eu só queria saber Se na Consolação, na Brasilândia ou no ABC Onde andará você? Noite fria e sem lua, Queria ser o sol, te iluminar e aquecer Só me resta pedir que Deus proteja o seu rolê Te encontro em pensamento, Vejo o paraíso, me perco em teu sorriso As ruas tão escuras não enxergarão sua ternura Onde andará você? Eu não vou te ligar, Não quero mais fuçar seu Instagram pra saber, Só me resta pedir que Deus proteja o seu rolê


Keila Gentil anuncia saída da Gang do Eletro para se dedicar à carreira solo
Terca feira, 13 Fevereiro 2018 14:15:27 -0000

Keila Gentil anunciou oficialmente nesta terça-feira de Carnaval, 13 de fevereiro de 2018, que sai da Gang do Eletro para se dedicar integralmente à carreira solo. O anúncio não chega a causar surpresa, já que, em maio de 2017, a cantora amazonense começou a pavimentar caminho individual no mundo do disco com a edição do EP Keila (Deck), com seis músicas produzidas pelo DJ ProEfx. De qualquer forma, agora é oficial: a partir de hoje, Keila Gentil não é mais a vocalista da Gang do Eletro, banda paraense de tecnobrega que está em cena desde 2008. Keila Gentil Divulgação


Ney planeja gravar o próximo álbum de estúdio a partir de show ainda inédito
Terca feira, 13 Fevereiro 2018 12:59:08 -0000

Ney Matogrosso Divulgação Já faz cinco anos que Ney Matogrosso gravou e lançou em 2013 o último álbum de estúdio, Atento aos sinais, registro parcial do show que estreou em fevereiro daquele ano de 2013 e cuja turnê nacional somente será encerrada em 31 de março deste ano de 2018, em apresentação na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Só que, talvez por estar atento aos sinais dos 77 anos que completará em 1º de agosto, o cantor já idealiza um próximo trabalho quase na sequência do fim da turnê mais longeva da carreira. Como tem sido praxe na discografia de Ney na última década, o próximo álbum de estúdio do cantor será originado do inédito show que o artista pretende estrear ainda em 2018 ou, no máximo, no início de 2019. Somente depois de testar o repertório no palco é que Ney entrará em estúdio para dar forma ao álbum. Estão previstas no disco músicas como Eu quero é botar meu bloco na rua (Sérgio Sampaio, 1972), A maçã (Raul Seixas, Paulo Coelho e Marcelo Motta, 1975) e O que será (À flor da terra) (Chico Buarque, 1976).


Disco com sambas de enredo faz 50 anos sem a força e vendas de antigos Carnavais
Segunda feira, 12 Fevereiro 2018 23:43:39 -0000

Houve um tempo em que o disco com os sambas de enredo das principais escolas do Carnaval do Rio de Janeiro era (quase) tão esperado no fim do ano quanto o álbum anual do cantor Roberto Carlos. O auge artístico e comercial dos LPs com os sambas das agremiações cariocas aconteceu nas décadas de 1970 e 1980. Mas o primeiro disco saiu em 1968 e completa, portanto, 50 anos neste Carnaval de 2018. Lançado pela pequena gravadora DiscNews, o LP Festival de samba – Gravado ao vivo (capa acima) saiu somente com sete dos dez sambas das escolas que desfilaram naquele Carnaval de 1968. Sambas de agremiações como Império da Tijuca e Unidos de São Carlos foram excluídos do disco, talvez por questão de espaço físico. Mas o importante é que se inaugurou ali, naquele ano de 1968, a função de registrar para posteridade os sambas de enredo. Na atual era digital, tal registro prescinde da edição em disco. Contudo, antes da invenção do mundo digital, o folião precisava recorrer a um disco se quisesse ouvir todos os sambas das escolas do Rio de Janeiro. Não por acaso, a partir dos anos 1970, as instituições promotoras dos desfiles do Carnaval carioca tomaram para si parte da responsabilidade de editar os discos oficiais dos sambas de enredo. Coube então à pequena gravadora Top Tape lançar os discos, distribuindo os LPs nas lojas. Nos primeiros anos, era comum saírem até dois LPs. A partir de 1974, a produção anual de sambas de enredo passou a ser concentrada em um único disco para cada grupo (além do grupo hoje denominado Especial, havia também os discos com os sambas das escolas da segunda divisão), com eventuais exceções. Em 1986, a gravadora multinacional RCA (que se chamaria BMG-Ariola a partir de 1987) passou a disputar com a nativa Top Tape a primazia de editar os discos. No início da disputa, houve um disco de cada gravadora. A partir de 1988, a BMG-Ariola dominou o terreno hoje ocupado pela multinacional Universal Music, por decisão da gravadora administrada pela Liesa. E, na década de 1990, os LPs foram dando progressivo lugar aos CDs. A moral dessa história é que, mesmo completando 50 anos já sem a força (e as vendas) de antigos Carnavais, os discos com sambas de enredo têm perene valor documental. É fato que a qualidade das safras de sambas caiu muito a partir da década de 1990. Mas são nestes discos que se registram as trilhas de um Carnaval. Tudo se acaba na quarta-feira, mas os discos permanecem...


Dudu Nobre põe cavaco na pista em single com remix do samba 'Aquarela do Brasil'
Segunda feira, 12 Fevereiro 2018 16:18:30 -0000

Hábil partideiro das rodas de samba do Rio de Janeiro, projetado em escala nacional na segunda metade da década de 1990 como discípulo de Zeca Pagodinho, o cantor, compositor e músico carioca Dudu Nobre anda pisando em outros terreiros. Na sequência do lançamento do primeiro álbum instrumental, Cavaco de Natal (2017), o artista volta ao mercado fonográfico com single com remix do samba-exaltação Aquarela do Brasil (Ary Barroso, 1939). Intitulado O cavaco foi pra pista, o remix lançado pelo selo Austro na última sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018, anuncia projeto de Dudu Nobre voltado para a música eletrônica. Com a palavra, o próprio Dudu: “Eu sempre curti muito música eletrônica. E comecei a ver uma tendência muito bacana de misturar sonoridades características de algumas regiões com a música eletrônica. Aí surgiu a ideia de fazer esse trabalho. Numa boate em Miami, vi um cara tocando violino com percussionista e um DJ. Isso foi amadurecendo minha ideia. Estou trabalhando neste projeto instrumental e eletrônico desde 2012. A coisa foi fluindo até chegar a essa faixa, que gravei no meu estúdio", explica Dudu Nobre.


Com indignação, Pensador rima sobre violência carioca em rap no 'Fantástico'
Segunda feira, 12 Fevereiro 2018 13:36:43 -0000

O domingo era de Carnaval, mas a edição de ontem do programa Fantástico, da TV Globo, falou também do estampido desafinado dos tiros que, na semana passada, assustaram os cariocas e tiraram a vida de crianças inocentes na cidade do Rio de Janeiro (RJ). A reportagem sobre a galopante escalada da violência no Rio foi sonorizada por número musical protagonizado pelo rapper carioca Gabriel O Pensador. Com o toque fúnebre do surdo de João da Serrinha, Gabriel versou com destreza e indignação sobre os assassinatos de crianças vítimas de assaltos e/ou balas perdidas em rap inédito. Com sagazes citações de versos do samba O surdo (Totonho e Paulinho Rezende, 1975) e do funk Que tiro foi esse? (Jojo Maronttini, 2017), sucessos das cantoras Alcione e Jojo Todynho, a letra do rap cita nominalmente crianças como Emilly Sofia Neves Marriel, morta na semana passada aos três anos, em assalto ao carro dos pais da menina. O rapper Gabriel O Pensador e o músico João da Serrinha no programa 'Fantástico' em 11 de fevereiro de 2018 Reprodução / Vídeo TV Globo Projetado em 1992 com Tô feliz (Matei o presidente), rap que gerou em outubro de 2017 uma segunda versão que tem como alvo o atual presidente do Brasil, Michel Temer, Gabriel O Pensador foi um dos primeiros rappers brasileiros a alcançar o mainstream do mercado fonográfico, chegando a vender um milhão de cópias de um único álbum, Quebra-cabeça, de 1997. O rapper carioca não veio do gueto, como a quase totalidade dos manos paulistanos, mas tampouco se eximiu de denunciar as injustiças sociais do Brasil com as armas potentes do hip hop. A diferença é que, na discografia do Pensador, há doses equilibradas de crítica social e de temas mais leves. Contudo, o emocionante número feito por Gabriel na edição do programa Fantástico de 11 de fevereiro de 2018 atesta que a rima do Pensador continua afiada e consciente com o delicado momento do Brasil e, em especial, da cidade natal do artista.


De bem com a vida, Martinho faz 80 anos nos braços do samba, do povo e da Vila
Segunda feira, 12 Fevereiro 2018 11:54:24 -0000

"Quem quiser saber meu nome, Não precisa perguntar Sou Martinho lá da Vila, Partideiro devagar Quem quiser falar comigo Não precisa procurar Vá aonde tiver samba Que eu devo estar por lá" Ao se apresentar em versos do samba Quem é do mar não enjoa, um dos sucessos do retumbante álbum de estreia que lançou em 1969, Martinho José Ferreira deu a senha para a entrada no universo particular de um dos grandes compositores do Brasil. Foi nessa cadência lenta que, devagar devagarinho, sempre de bem com a vida, Martinho chega hoje, 12 de fevereiro de 2018, aos 80 anos de vida, festejados na madrugada dessa segunda-feira de Carnaval do alto de um carro alegórico do desfile da Unidos de Vila Isabel, a escola de samba que o cantor incorporou ao nome artístico desde a década de 1960, como visto na foto de Alexandre Durão, do G1. Martinho não é do mar, mas da terra batida de Duas Barras (RJ), cidade fluminense onde veio ao mundo em 12 de fevereiro de 1938, dia de Carnaval. Ao migrar para a cidade do Rio de Janeiro (RJ), Martinho foi para o morro e, nas andanças entre morro e asfalto, começou a pavimentar os caminhos de obra que, embora pautada pelo samba, tem certa diversidade rítmica que comporta gêneros como o ruralista calango e até o blues. O jeito manemolente de cantar já fez com que todo mundo pensasse que Martinho era baiano, como ele mesmo reconhecia, maroto, nos versos de Boa noite (1969), outro sucesso do histórico primeiro álbum solo do sambista. Martinho até canta e compõe o samba da Bahia, mas a matriz da obra autoral do artista é o samba à moda do Rio de Janeiro. Foi nesse vasto terreirão que Martinho fez história ao dar tom mais coloquial ao samba-enredo e ao atualizar o partido alto, trazendo o samba das quadras para a sala de estar da classe média do Brasil. Martinho da Vila, no desfile da Unidos do Peruche, escola de samba de São Paulo que celebrou os 80 anos do artista Fábio Tito/G1 Contudo, todo e qualquer traço de modernidade na obra de Martinho sempre foi desenhado sem ruptura com a tradição. Não raro, o partideiro devagar dá voz a bambas já ancestrais como Alfredo da Rocha Vianna Filho (1897 – 1973), o Pixinguinha, e João Machado Guedes, o João da Baiana (1887 – 1974). Martinho sabe ir na fonte dos batuques. Mas esse batuqueiro de cadência própria nunca deixou de reforçar a assinatura em cada samba que compõe. É uma assinatura reconhecível, forte, típica de quem tem um estilo que o livra de preocupações com métricas e rimas. Chegou a compor o samba-enredo Pra tudo se acabar na quarta-feira (1983) – obra-prima do gênero com o qual a Vila Isabel desfilou no Carnaval de 1984 – sem refrão. Coisa de bamba! Na vida, Martinho também parece ser bamba. Venda dez mil ou um milhão de discos (como aconteceu com o álbum de 1995 Tá delícia, tá gostoso), permanece o mesmo, sem alterar o comportamento zen. A filha Mart'nália teve bem a quem puxar. Não há quem não goste de Martinho, o Ferreira, cidadão de bem. Prova foi a ovação das arquibancadas na madrugada de hoje quando, do alto do carro abre-alas do desfile da Unidos de Vila Isabel, Martinho passou feliz pela avenida, festejando os 80 anos de vida nos braços do povo e do samba, em tom maior.


'Banzeiro' de Dona Onete cumpre função de hit da folia baiana na voz de Daniela
Domingo, 11 Fevereiro 2018 17:32:55 -0000

A cantora Daniela Mercury Célia Santos / Facebook Daniela Mercury Que tiro certeiro foi esse, Daniela Mercury? Vídeos postados por fãs da cantora soteropolitana em redes sociais atestam que nem Anitta e tampouco Jojo Todynho conseguirão destronar Daniela no Carnaval de Salvador (BA). O funk carioca pode até estar ocupando mais espaço na folia baiana em virtude da decadência da produção de composições do gênero rotulado como axé music. Contudo, Daniela Mercury – veterana de trios e blocos que já contabiliza 35 Carnavais – mirou com precisão na força de Banzeiro e acertou o público-alvo neste Carnaval. Ao regravar no ano passado a música de Dona Onete, lançada em 2016 como faixa-título do segundo álbum da cantora e compositora paraense, a verdadeira baiana deu tiro certeiro e gerou mais um hit obrigatório nos elásticos roteiros das apresentações de Daniela em trios e blocos. O sucesso de Banzeiro no Carnaval de 2018, na voz de Daniela, não chega a surpreender. Como já mostrara a gravação de Banzeiro lançada pela cantora em outubro de 2017, em EP digital, o eletrizante arranjo criado pela artista com Yacoce Simões trouxe a composição de Onete para o universo do frevo, combinado com a pegada veloz do galope, em registro que potencializou a pulsação já originalmente carnavalesca da música. O resultado foi que Banzeiro contagiou o público que foi atrás do trio de Daniela Mercury no concorrido circuito Barra-Ondina. Os vídeos não mentem jamais...


Mocidade Alegre desfila em São Paulo com enredo que Mangueira deve a Alcione
Domingo, 11 Fevereiro 2018 14:29:14 -0000

Embora tenha nascido no Maranhão, terra do bumba-meu-boi e do tambor de crioula, Alcione caiu bem no samba quando veio em 1968 para a cidade do Rio de Janeiro (RJ) tentar a carreira de cantora. Alcione não somente caiu no samba em si, ritmo dominante em boa parte da discografia plural da intérprete, como entrou numa escola de samba. O elo da Marrom com a carioquíssima Mangueira é tão forte que causa estranheza a escola verde-e-rosa nunca ter desfilado com um enredo em tributo a essa artista que tanto tem divulgado a agremiação ao longo desses 50 anos de Rio. Inclusive com o engajamento público em relevantes projetos sociais como Mangueira do Amanhã, celeiro de formação de ritmistas mirins na comunidade da escola. Atenta aos sinais, a escola paulistana Mocidade Alegre aproveitou a efeméride dos 70 anos de vida de Alcione – completados em 21 de novembro de 2017 – e saiu na frente com o enredo A voz marrom que não deixa o samba morrer, com o qual desfilou na madrugada deste domingo de Carnaval, 11 de fevereiro, no segundo e último dia de apresentações oficiais das escolas de São Paulo no Carnaval de 2018. Assinado por Biro Biro, Gui Cruz, Imperial, Luciano Rosa, Portuga, Rafael Falanga, Rodrigo Minuetto e Vitor Gabriel, o samba-enredo da Mocidade Alegre não é dos mais inspirados na safra deste ano d ponto de vista melódico. Repleto de clichês que não chegam a soar poéticos, os versos tampouco dão conta de expor a importância de Alcione na música brasileira. Contudo, parte da letra versa sobre o envolvimento da cantora com a Mangueira, cujas cores não por acaso deram os tons do figurino e do carro que conduziu Alcione no desfile da Mocidade Alegre, como visto na foto de Fábio Tito, do G1. O enredo da verde-e-rosa para este ano (Com dinheiro ou sem dinheiro eu brinco, de tom crítico) é fantástico, além de necessário, e redime a Estação Primeira, neste Carnaval, de não celebrar Alcione. Mas seria bom e justo que, em um próximo Carnaval, a escola olhasse com mais generosidade para quem, como Alcione (e como Beth Carvalho, para citar outro exemplo de mangueirense nunca homenageada pela escola), sempre fez muito pela Mangueira sem nada esperar em troca. Que as flores sejam dadas em vida na avenida Marquês de Sapucaí!


Beth Carvalho é festejada pela sobrinha Lu em single feito com Pretinho da Serrinha
Domingo, 11 Fevereiro 2018 09:31:00 -0000

Pretinho da Serrinha, Beth Carvalho e Lu Carvalho Reprodução / Facebook Lu Carvalho Em 1978, Beth Carvalho lançou álbum renovador, De pé no chão, que apresentou nova forma de tocar samba com outra então jovem geração de sambistas. O maior sucesso deste disco foi o hit carnavalesco Vou festejar (Jorge Aragão, Dida e Neoci, 1978), samba a partir de então obrigatório em shows da cantora carioca. Decorridos 40 anos do lançamento da gravação original, Vou festejar ganha mais uma vez a voz de Beth. A cantora pôs voz na primeira estrofe do samba na regravação feita pela sobrinha de Beth, Lu Carvalho, para single produzido por Pretinho da Serrinha com arranjo de Prateado. Vou festejar encerra o single em que Lu canta medley com seis composições do repertório sempre irretocável de Beth. O disco é homenagem à perene presença na folia dessa intérprete referencial no universo do samba e do próprio Carnaval. Dos seis sambas regravados por Lu no single intitulado Vou festejar – Tributo a Beth Carvalho, somente um, Grande erro (Adilson Victor, Marquinho e Arlindo Cruz, 1981), não fez sucesso no Carnaval, embora seja um grande samba lançado por Beth no álbum Na fonte (1981). Os demais foram e são hits da folia. Virada (Noca da Portela e Gilper, 1981) foi o maior sucesso desse mesmo disco Na fonte. Caciqueando (Noca da Portela, 1983) e Firme e forte (Efson e Nei Lopes, 1983) foram apresentados por Beth Carvalho no álbum Suor no rosto (1983), um dos títulos mais essencialmente carnavalescos da discografia da artista. Já Toque de malícia (Jorge Aragão, 1984), foi o sucesso folião do álbum Coração feliz (1984).


Criador de 'Tristeza', Nilton de Souza sai de cena com nome ligado ao samba e à folia
Domingo, 11 Fevereiro 2018 08:11:36 -0000

O cantor, compositor e violonista Nilton de Souza Reprodução Chega a ser tristemente irônico que o compositor carioca Nilton de Souza (15 de outubro de 1936 – 10 de fevereiro de 2018) tenha saído de cena em um sábado de Carnaval. Porque Niltinho Tristeza, como o artista se fez conhecer no meio musical, foi compositor ligado à folia. É provável que, neste Carnaval, muitos foliões já tenham cantado ou ainda vão cantar em blocos ou bailes o samba Tristeza, título de maior projeção do cancioneiro desse compositor que soube ligar o nome a um sucesso que extrapolou as fronteiras brasileiras. Também cantor e violonista, Nilton morreu ontem, vítima de complicações decorrentes de câncer no pulmão, no Rio de Janeiro (RJ), cidade onde viveu a maior parte dos (incompletos) 82 anos de vida. Se Nilton veio ao mundo em 1936, Tristeza nasceu em 1963 da inspiração do compositor, mas é injusto atribuir à contribuição do parceiro Haroldo Lobo (1910 – 1965) ao ato somente de encurtar o samba que, na forma original, bem mais longa, foi cantado por Niltinho no bloco Boêmios de Botafogo, agremiação carnavalesca do bairro carioca onde o compositor nasceu. Também carioca, Haroldo Lobo burilou o samba, enxugando uma parte e acrescentando trecho de antiga melodia de autoria dele. Foi nessa versão revista e reduzida que Tristeza ganhou o Brasil a partir do Carnaval de 1966, três anos após a composição do samba. A gravação original foi feita em 1965 pelo cantor carioca Ary Cordovil (1923 – 1981) para o LP coletivo intitulado Carnaval 1966 (RGE). Devido ao sucesso da música na folia daquele ano, Tristeza ganhou outras vozes ainda em 1966, como as das cantoras Elizeth Cardoso (1920 – 1990) e Maysa (1936 – 1977). Contudo, o registro que contribuiu para consolidar o estouro do samba em futuros Carnavais foi feito também em 1966 na voz do caloroso cantor paulista Jair Rodrigues (1939 – 2014). Daí em diante, o samba ganhou o Brasil e, na sequência, o mundo em gravações de Sergio Mendes e Astrud Gilberto, feitas na segunda metade da década de 1970 na versão em inglês escrita pelo letrista norte-americano Norman Gimbel e intitulada Goodbye sadness. O cantor, compositor e violonista Nilton de Souza Reprodução Niltinho Tristeza nunca mais teria outro sucesso de alcance mundial, mas o nome do compositor está nos créditos de outra obra-prima do repertório carnavalesco. Em 1988, Nilton fez em parceria com os compositores Preto Jóia, Vicentinho e Jurandir o samba-enredo Liberdade! Liberdade! Abra as asas sobre nós para a escola de samba Imperatriz Leopoldinense, de cuja ala dos compositores Niltinho fez parte (ele compôs outros sambas que foram para a avenida). O samba de 1988 venceu o concurso interno da agremiação – sediada no bairro carioca de Ramos onde o compositor viveu boa parte da vida – e rendeu à escola o título de campeã do Carnaval do Rio de Janeiro em 1989. Em 2013, o samba-enredo – já considerado um dos clássicos do gênero – voltou à cena como tema de abertura da premiada novela Lado a lado, exibida pela TV Globo no horário das 18h. Entre um sucesso e outro, Niltinho compôs relativos hits carnavalescos como Chinelo novo (1970), parceria feita com João Nogueira (1941 – 2000) para o bloco Cacique de Ramos. Os compositores repetiriam a parceria para o bloco carioca em 1971 com a criação de Nosso Carnaval de amor, samba de menor projeção dentro da folia de Ramos. Com cerca de 30 músicas gravadas e 150 compostas, Niltinho se juntou a outros compositores de escola de samba no álbum coletivo Os Meninos do Rio (Carioca Discos, 2000) e firmou parcerias com artistas emergentes como Leandro Fregonesi, com quem compôs No compasso do meu coração (2004). Contudo, é inegável que o nome de Nilton de Souza permanecerá para sempre ligado – literalmente – ao samba Tristeza. Até porque, se o compositor foi embora, Tristeza continua imortal na memória do Carnaval.


Marcos Valle produz e arranja seis das 12 músicas do disco em que Takai canta Jobim
Sabado, 10 Fevereiro 2018 18:57:58 -0000

Marcos Valle está trabalhando nesse sábado de Carnaval, 10 de fevereiro de 2018. Longe da folia, o artista burila em casa um dos seis arranjos que assinará no álbum em que a cantora Fernanda Takai dá voz ao cancioneiro soberano de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994). Valle divide de forma igualitária a produção e os arranjos do disco O Tom da Takai com Roberto Menescal, contemporâneo da geração Bossa Nova que projetou a obra de Jobim. Como o repertório do álbum é composto por 12 músicas de Jobim, cada produtor e arranjador dá forma a seis faixas. Cada um com uma banda diferente. Em fase de gravação, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), o álbum O Tom da Takai tem lançamento previsto para este primeiro semestre de 2018. Na foto de Quinho Mibach, Takai é carinhosamente ladeada por Menescal (à esquerda) e Valle.


Bloco de afoxé Filhos de Gandhy faz disco com músicas de Gil, Brown e até Vercillo
Sabado, 10 Fevereiro 2018 15:28:28 -0000

Uma das atrações mais tradicionais do Carnaval de Salvador (BA), o bloco de afoxé Filhos de Gandhy – coletivo masculino fundado em 18 de fevereiro de 1949 com inspiração na ideologia pacifista do ativista indiano Mahtama Gandhi (1869 – 1948) – vai renovar o repertório com álbum previsto para ser lançado neste ano de 2018. Trata-se de disco gravado no estúdio Ilha dos Sapos, em Salvador (BA), com 12 músicas inéditas, a maioria na cadência do ijexá. O álbum faz parte das ações de Carlinhos Brown, atual diretor artístico do Filhos de Gandhy, para revitalizar e atualizar o cancioneiro do bloco que festejará 70 anos no Carnaval de 2019. O repertório do disco mistura músicas de compositores tradicionais do Gandhy, como Antônio Caixão e Pedro Coiacoia, com temas de compositores como Gilberto Gil (artista fundamental para manter o bloco em atividade em momento de desânimo na década de 1970), Gerônimo, o próprio Carlinhos Brown (autor de Ói pra cá, música já lançada ontem em single) e Jorge Vercillo. Nome inusitado no universo afro-baiano dos Filhos de Gandhy, Vercillo desfila com o bloco neste Carnaval de 2018 ao lado de Gil, Gerônimo e Brown.


Após CD, Dorina canta Aldir Blanc em DVD com 22 músicas do 'ourives das palavras'
Sabado, 10 Fevereiro 2018 13:53:39 -0000

Em 2016, Aldir Blanc festejou 70 anos de vida. Um dos tributos foi o show que a cantora carioca Dorina estreou em junho daquele ano no Teatro Ziembinski, no Rio de Janeiro (RJ), cidade natal do compositor. Foi nesse mesmo teatro, situado na Zona Norte carioca que abriga o letrista de escrita fina e afiada, que a artista fez o registro audiovisual do show Dorina canta sambas de Aldir & ouvir em setembro de 2016. O CD ao vivo foi lançado bem no fim daquele ano de 2016. Já o DVD, previsto inicialmente para 2017, chega efetivamente ao mercado fonográfico neste primeiro trimestre de 2018 em edição da gravadora Fina Flor distribuída via Canal 3. No show visto no DVD e feito sob a direção musical de Paulão Sete Cordas, autor dos arranjos tocadas pelo trio formado por Paulão com Ramon Aráujo (violão) e Rodrigo Reis (percussão), a cantora dá voz a 22 composições de Aldir, assinadas com parceiros como João Bosco, Guinga, Cristovão Bastos, Moacyr Luz e Moyseis Marques, entre outros. Capa do DVD 'Dorina canta sambas de Aldir & ouvir ao vivo' André Valente Estruturado em quatro quadros, o roteiro do show perpetuado no DVD Dorina canta sambas de Aldir & ouvir ao vivo inclui duas músicas, Pretinho básico (Moyseis Marques e Aldir Blanc) e Saindo à francesa (Moacyr Luz, Luiz Carlos da Vila e Aldir Blanc), que tiveram os primeiros registros fonográficos na voz de Dorina a partir da gravação do show "em homenagem ao ourives das palavras Aldir Blanc", como exposto na capa do DVD. Eis o roteiro visto e ouvido no DVD em que Dorina canta Aldir Blanc: Quadro 1 – Política 1. Cravo e ferradura (Cristóvão Bastos, Clarisse Grova e Aldir Blanc, 1997) 2. O ronco da cuíca (João Bosco e Aldir Blanc, 1975) / 3. De frente pro crime (João Bosco e Aldir Blanc, 1974) 4. Plataforma (João Bosco e Aldir Blanc, 1977) 5. O mestre-sala dos mares (João Bosco e Aldir Blanc, 1974) Quadro 2 - Amor, paixão, saudade e dor 6. Navalha (João Bosco e Aldir Blanc, 2009) 7. Suave veneno (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc, 1999) 8. Altos e baixos (Sueli Costa e Aldir Blanc, 1979) 9. Pretinho básico (Moyseis Marques e Aldir Blanc) – música inédita 10. Pra que pedir perdão? (Moacyr Luz e Aldir Blanc, 1998) Quadro 3 – Amigos e homenagens 11. Choro pro Zé (Guinga e Aldir Blanc, 1993) - Número instrumental 12. Saindo à francesa (Moacyr Luiz, Luiz Carlos da Vila e Aldir Blanc) - música inédita 13. Flores em vida (Moacyr Luz e Aldir Blanc, 1995) 14. Anjo da velha guarda (Moacyr Luz e Aldir Blanc, 1998) 15. Medalha de São Jorge (Moacyr Luiz e Aldir Blanc, 1992) Quadro 4 – Pra sambar 16. Mandingueiro (Moacyr Luz e Aldir Blanc, 1992) 17. Imperial (Wilson das Neves e Aldir Blanc, 2004) 18. Nação (João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio, 1982) 19. Linha de passe (João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio, 1979) 20. Saudades da Guanabara (Moacyr Luz, Aldir Blanc e Paulo César Pinheiro, 1989) Bis: 21: O bêbado e a equilibrista (João Bosco e Aldir Blanc, 1979) 22. Cabô, meu pai (Moacyr Luz, Luiz Carlos da Vila e Aldir Blanc, 2003)


Nucci lança em março álbum de músicas inéditas com voz de Zélia e piano de Adolfo
Sabado, 10 Fevereiro 2018 08:00:58 -0000

Coincidentemente, no ano em que Zé Renato renovou o repertório autoral com o álbum de músicas inéditas Bebedouro, outro vocalista projetado no grupo carioca Boca Livre também volta ao mercado fonográfico com disco de composições inéditas. Aos 61 anos, o paulista Claudio Nucci – coautor de músicas como Sapato velho (1978), Toada (Na direção do dia) (1978) e Quem tem a viola (1981) – se prepara para lançar em março o álbum Integridade. Como está explícito na capa que expõe arte de Lucas Canavarro, o álbum Integridade apresenta somente parcerias de Nucci – em foto de Pedro Anil – com o poeta e compositor carioca Felipe Cerquize. O repertório totaliza dez músicas. A cantora Zélia Duncan participa de Rio de março. O pianista Antonio Adolfo é o convidado de Certeza. Além de Zélia e Adolfo, o time de convidados do álbum Integridade inclui Lenine, Moyseis Marques e Roberto Menescal. Os cantores Claudio Nucci e Zélia Duncan em estúdio Divulgação Integrante da banda carioca Pietá, Rafael Lorga assina a produção musical do disco, gravado com os toques dos músicos Cláudio Infante (bateria e percussão), Renato Anesi (cordas), Rômulo Gomes (baixo) e Marcelo Cebukin (sopros). A propósito da capa, a intenção do artista Lucas Canavarro foi criar imagem que simbolizasse tanto "a desintegração da integridade" quanto "a presença de uma força que unifica e dá firmeza". "A contraposição entre os diferentes tons de roxo com uma mancha de ordem líquida, dividindo a capa em duas partes, propõe uma espécie de diálogo entre terra e água, que é vencido pelo vermelho centralizador do título do disco. Esse jogo do que permanece e do que é devastado, desse meio do caminho ser a tal integridade, foi resultado de uma conversa que tive com Claudio Nucci e Rafael Lorga", comenta Canavarro. Capa do álbum 'Integridade', de Claudio Nucci Arte de Lucas Canavarro


Prefeitura não pode proibir hit 'Que tiro foi esse' no carnaval de Joaquim Gomes, AL, decide Justiça
Sexta feira, 09 Fevereiro 2018 19:50:23 -0000

Sem acordo entre prefeitura, MP e Defensoria, vale liminar da Justiça que limita o Município a apenas orientar bandas sobre que tipos de músicas evitar, sem multar quem não aceitar a orientação. Jojô Toddynho Reprodução Youtube A Justiça decidiu nesta sexta-feira (9) que a prefeitura de Joaquim Gomes, na região Norte de Alagoas, não pode proibir a execução da música "Que tiro foi esse", da funkeira Jojo Toddynho, no carnaval da cidade. A decisão é liminar (temporária), até que o caso seja julgado definitavemente. Em em audiência de conciliação, ficou acertado que a prefeitura pode apenas recomendar às bandas que se apresentarem na cidade sobre que tipos de músicas devem ser evitadas, sem risco de punição. Cabe a quem estiver tocando seguir ou não a orientação. No início do mês, a prefeitura proibiu a execução de músicas com conteúdo sexual explícito e violento no carnaval de Joaquim Gomes, após assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público (MP-AL). No entanto, o veto específico para “Que tiro foi esse” foi feito após solicitação feita pela Polícia Militar, que alegava “questões de segurança”. A execução da música seria punida com multa de R$ 2 mil por cada vez que fosse tocada. A reunião de conciliação em que o veto a essas músicas foi derrubado foi marcada pelo juiz da Comarca do município, Eric Baracho, com Defensoria Pública e Ministério Público do Estado (MP-AL). Durante a audiência, os órgãos envolvidos tentaram reescrever a cláusula do TAC que recomendava a proibição de músicas, mas sem especificar nomes, só que não houve acordo. O defensor público Manoel Correia de Andrade Neto, que entrou com ação na Justiça para reverter a situação, avaliou como positiva a decisão da Justiça. “Saímos satisfeitos. A liminar atende, em parte, o nosso pedido e o próprio Município optou por não incluir qualquer música como proibida nos contratos, limitando-se a dar ciência às mesmas da recomendação prevista genericamente no TAC e não censurar as músicas”, explicou o defensor. Veja mais notícias da região no G1 Alagoas


Fonte:  G1 > Música