As crianças que morrem de fome nos arredores da maior mina de ouro do mundo
Segunda feira, 19 Fevereiro 2018 13:56:01 -0000

Na remota província indonésia de Papua, mineração e indústria madeireira mudou rotina de tribos locais; dinheiro chega, mas não a quem mais precisa. Yulita Atap viajou dois dias de barco para poder cuidar da sobrinha de dois meses, que também está desnutrida BBC Uma crise de sarampo e desnutrição matou recentemente pelo menos 72 pessoas - principalmente crianças - na remota província indonésia de Papua, lugar que abriga a maior mina de ouro do mundo. Essa tragédia colocou sob os holofotes uma região fechada para jornalistas por décadas e revelou graves falhas do governo. Confira o relato dos repórteres da BBC Rebecca Henschke e Hedyer Affan: A vida de Yulita Atap, de apenas dois meses, já tem se mostrado brutalmente difícil. A mãe dela morreu no parto. Seu pai a deixou para a morte. "Em meio ao sofrimento do luto, ele queria bater nela e enterrá-la junto com a mãe", contou o tio de Yulita, Ruben Atap. "Eu disse: 'não faça isso, Deus ficará bravo'. Ele então se acalmou e ficou grato porque nós estávamos dispostos a cuidar dela. Mas agora estamos enfrentando dificuldades para mantê-la viva", contou. O bebê agora vive em uma cama em um hospital na região de Asmat, uma área coberta de selva do tamanho da Bélgica. Suas costelas estão expostas, quase penetrando a pele, seu estômago, inchado, e ela fica entre o sono e o despertar ao longo do dia. O tio não consegue tirar os olhos de seu corpinho minúsculo. Funcionários do serviço de saúde do governo o ajudaram a viajar por dois dias de barco até chegar ali. Os rios são as únicas estradas na região, cortando o local de forma sinuosa, assim como cobras abraçam a selva. Casal de Papua com sua filha, que sofre de desnutrição em um hospital na região; epidemia matou 72 pessoas no local AFP Na cama ao lado do bebê está a família de Ofnea Yohanna. Três de seus filhos, de quatro, três e dois anos de idade, estão em situação grave de desnutrição. Ela se casou quando tinha 12 anos - aos 20, já tinha seis filhos. "Nós comemos quando tem alguma comida, quando não tem, não comemos. Agora, não temos um barco para pescar", conta. Enquanto conversamos, sua filha olha fixamente para o nada - um olhar vazio, sem vida. Três filhos de Ofnea Yohanna estão desnutridos; 'Nós comemos quando tem alguma comida, quando não tem, não comemos. Nós não temos um barco agora para pescar', diz BBC Uma viagem aos Asmat Tradicionalmente, a tribo Asmat vivia de amido de sagu extraído das palmeiras e dos peixes dos rios e mares. "Asmat é, do seu jeito, um lugar perfeito. Tudo o que você poderia precisar está disponível aqui", escreveu Carl Hoffman no seu livro publicado em 2014 sobre o desaparecimento e suposta morte ali do jovem Michael Rockefeller, na década de 1960. "É cheia de camarão, caranguejo, peixe e palmeiras de sagu, de onde pode ser extraído um amido branco que hospeda as larvas do besouro capricórnio, ambas importantes fontes de nutrição importante", escreveu ele. Michael Rockefeller, filho do então governador de Nova York e depois vice-presidente Nelson Rockefeller e integrante de uma das famílias mais ricas dos EUA, viajou até os Asmat para coletar amostras da impressionante arte produzida pela tribo, que inclui esculturas gigantes e estilizadas de madeira. Tribo Asmat fazendo a dança tradicional - povo local está sofrendo com epidemia de sarampo e desnutrição AFP A arte do povo Asmat hoje é encontrada em grandes museus ao redor do mundo e é muito apreciada por colecionadores. As fotos em preto e branco da jornada de Rockefeller na visita aos Asmat, na época canibais e colecionadoes de cabeças, surpreenderam o mundo ocidental. Mudando dietas, acabando com tradições As tribos seminômades costumavam passar meses na floresta para encontrar comida suficiente para sobreviver. As mudanças culturais começaram a acontecer nos anos 1950, com a chegada das missões cristãs. Nos últimos anos, a dieta local mudou completamente com um a chegada número crescente de imigrantes vindos da Indonésia chegando na região. A cidade mais próxima, Timika, fica a uma hora de distância de avião e funciona como um centro para a mina Freeport, que pertence aos Estados Unidos. Trata-se da maior mina de ouro do mundo. Não por acaso, Timika tem uma das maiores taxas de crescimento populacional na Indonésia. "As pessoas têm importado cada vez mais comida porque, em alguns lugares, as florestas têm sido exploradas pela indústria madeireira. Então, é preciso ir mais longe para encontrar sagu", explicou o pesquisador local de saúde Willem Bobi. "Agora, a coisa mais fácil de se comprar é comida instantânea processada. O dinheiro do governo chegou, e fez as pessoas se tornarem dependentes dele." Com uma das mais conhecidas e vibrantes esculturas de madeira gigantes no Pacífico, a arte Asmat é procurada por colecionadores em todo o mundo GETTY IMAGES Um nativo de Papua, Willem Bobi, viajou pela área coberta pela floresta e descreveu em um livro a triste situação de saúde da região, intitulado "The Asmat Medicine Man" (algo como "O homem da medicina Asmat"), que foi publicado no ano passado. "Eu sabia que uma crise como essa estava por vir. Vi que faltava água limpa e muita coisa de saúde básica. Vi clínicas de saúde onde médicos haviam ficado de férias por meses e, ainda assim, seguiam recebendo salário", afirmou. "A crise que estamos vendo agora já aconteceu muitas vezes antes, mas não havia sido tão forte. Está ocorrendo porque as autoridades de saúde ainda não trataram o problema com a seriedade necessária." Ajuda Conforme as notícias sobre a epidemia de sarampo se espalharam, o presidente Joko Widodo enviou tropas militares e equipes médicas para levar mantimentos e dar suporte às vítimas nas vilas remotas. Os funcionários da saúde vacinaram mais de 17,3 mil crianças, e autoridades dizem agora que o mal está sob controle. Os militares afirmam que estão em operação há um ano na região para identificar quais são os principais problemas locais. Membro do exército da Indonésia atende uma criança no hospital em Agats AFP Mas o chefe da equipe médica militar, Asep Setia Gunawan, reconhece que a resposta de Jacarta foi lenta. "Vamos ser sinceros, talvez o governo local e o nacional tenham se conscientizado sobre essa epidemia tarde demais", afirmou à agência de notícias AFP. Questões históricas Papua tem sido uma região sensível desde que foi reconhecida pela ONU como parte da Indonésia, na década de 1960. Mas até hoje há um movimento pequeno de separatistas que ainda luta pela independência. Os militares são acusados por grupos de diretos humanos de cometer abusos ao tentar de calar qualquer dissidência. Até bem pouco tempo atrás, jornalistas estrangeiros não tinham permissão para trabalhar ali. A reportagem da BBC conseguiu uma autorização especial da polícia para viajar para essa região. Não houve sossego durante todo o tempo que passamos lá. Uma mulher morreu atingida por um tiro - a polícia disse que ela estava entre os moradores que tentaram ajudar um preso a fugir. Ele era acusado de vender um concentrado de minérios que teria tirado do cais de carga da mineradora Freeport-McMoRan. A família da mulher diz que ela era apenas uma testemunha inocente. Agora, a polícia investiga internamente o caso. Equipe de saúde afirma que faltam recursos médicos básicos para lidar com o problema AFP O comissário da ONU para Direitos Humanos Zeid Ra'ad Al Hussein visitou a Indonésia na semana passada e disse que estava preocupado com "o aumento dos relatos sobre o uso excessivo da força por autoridades, assédio e prisões arbitrárias em Papua". Ele afirmou ainda que o governo da Indonésia convidou a ONU a enviar uma missão à província, algo que será feito em breve. Novos recursos, novos problemas Em uma tentativa de amenizar as tensões, Papua ganhou maior autonomia em 2001, e recebeu ainda mais recursos do governo para a região, com a promessa de levar melhorias para o povo da área. Mas Ruben Atap, assim como muitos moradores de Papua que conhecemos, sugere que a onda de recursos infindáveis pode ter beneficiado somente alguns. "Os líderes locais pegam o dinheiro e usam para eles mesmos. Não pensam na população, apenas enchem as próprias barrigas", disse. Com o surgimento da epidemia, a ministra da Economia, Sri Mulyani Indrawati, disse o financiamento autônomo da província seria reavaliado para garantir que seja usado para o desenvolvimento da região. O líder Asmat, Elisa Kambu, afirmou que há questões mais profundas a serem consideradas. Segundo ele, as pessoas em Jacarta "só falam sobre dinheiro, que muito dinheiro é enviado para Papua; mas o dinheiro, sozinho, não consegue resolver esse problema." "Asmat é um alerta para todos nós", disse o consultor presidencial Yanuar Nugroho. Para ele, diversas outras áreas em Papua poderiam enfrentar a mesma crise de saúde - e a região representaria apenas a ponta do iceberg. "O problema está no governo local", afirmou. Willem Bobi, o pesquisador da área de saúde, acredita que a solução estaria em uma menor intervenções do governo. "Talvez assim não fosse mais tão fácil conseguir dinheiro, e as pessoas recorreriam ao velho e natural método de encontrar comida", disse, entre risos. Crianças de Papua brincam no rio em Agats - governo prometeu investir mais em serviços AFP "Mas claro que isso seria bem difícil também, porque hoje em dia é muito mais fácil comprar comida instantânea.". Uma proposta do presidente Joko Widodo foi realocar pessoas Asmat que vivem na floresta em uma cidade, onde poderiam ficar mais perto dos serviços médicos - mas isso foi imediatamente rejeitado por líderes locais. "Mudar as pessoas de um lugar para o outro não é algo simples, porque temos uma cultura, temos costumes, temos direito à terra e uma conexão com a terra", afirmou Elisa Kambu. Widodo visitou Papua mais de seis vezes desde a eleição em 2014, e se esforçando para demonstrar um comprometimento do governo para desenvolver a província, priorizando a construção de uma melhor infraestrutura. E com o surgimento da crise, o governo prometeu investir mais em escolas e instalações de saúde nas áreas mais remotas. Ruben Atap diz acreditar que, um dia, sua sobrinha ainda tão pequena conseguirá ir para a escola. "O que você espera que ela vai fazer depois disso?", perguntamos. Ele solta um riso nervoso. "Não sei qual será o futuro dela por enquanto. Neste momento, só estamos tentando de tudo para ajudá-la a sobreviver."


Jovem considerado herói após proteger colegas em massacre na Flórida se recupera dos 5 tiros que levou
Segunda feira, 19 Fevereiro 2018 13:23:35 -0000

Ele ainda deve passar por novas cirurgias, mas está se recuperando, segundo xerife que o visitou. Xerife visita aluno no hospital Reprodução/Twitter/Broward County Sheriff O jovem Anthony Borges, de 15 anos, uma das vítimas do massacre numa escola de Parkland, na Flórida, na semana passada, levou 5 tiros e ainda terá de fazer novas cirurgias, mas está se recuperando, informou o xerife do condado de Broward, Scott Israel, que visitou o garoto no hospital neste fomingo (18). Uma foto divulgada pelo xerife mostra o jovem com rosto abatido em seu leito. "Tem um longo caminho pela frente", disse o policial. Um amigo de Anthony, Carlos Rodriguez, contou ao programa "Good Morning America", da rede ABC, que Anthony foi alvejado ao proteger seus colegas durante o ataque. "Nenhum de nós sabia o que fazer. Então ele tomou a iniciativa para salvar seus colegas de classe", contou. Segundo o amigo, Anthony foi o último de 20 alunos que fugiram para uma sala e tentaram trancar a porta. Ele ficou na entrada, colocando seu corpo entre as balas e seus colegas de classe. O pai de Anthony, Royer Borges, se emocionou ao lembrar que o filho ligou para ele logo após o ataque. ""Ele ligou e disse: 'Papai, alguém atirou nas minhas costas e também na minha perna'". "Ele é meu herói", acrescentou Borges. Controle de armas Os jovens, especialmente os alunos da escola de ensino médio onde o atirador Nikolas Cruz praticou o ataque da última quarta-feira, assumiram protagonismo para reivindicar um maior controle de armas nos Estados Unidos. No sábado, os alunos da Marjory Stoneman Douglas pediram "mudança" durante uma manifestação em Fort Lauderdale, a cerca de 40 quilômetros de Parkland. As vozes com pedidos de ação se multiplicaram a partir da quarta-feira, o dia em que Nikolas Cruz, de 19 anos, entrou nas dependências da Marjory Stoneman Douglas com um fuzil semiautomático e matou 17 pessoas. "Estamos perdendo nossas vidas enquanto os adultos estão brincando por aí", disse a também estudante Cameron Kasky à emissora de notícias "CNN". Já David Hogg, de 17 anos e editor do jornal da escola onde ocorreu o massacre, disse à mesma emissora que é necessária "uma ação permanente" para salvar "a vida de milhares de jovens". Durante o ataque, Hogg se escondeu no armário de uma sala junto com outros colegas e, em meio à escuridão, começou a entrevistá-los com a câmera de seu telefone para deixar os congressistas a par da "necessidade de reformas" para evitar outro episódio similar. A escola Marjory Stoneman Douglas, que permanece fechada desde o massacre, abrirá suas portas na próxima quinta-feira e permitirá que o corpo docente e administrativo volte às instalações "para o fim da semana", informou o distrito escolar do condado de Broward. O presidente Donald Trump, que passou o fim de semana em seu clube privado em Mar-a-Lago, 60 quilômetros ao norte de Parkland, ficou distante dos campos de golfe, algo que não é comum durante suas estadias no sul da Flórida. Segundo o jornal "Washington Post", fontes próximas do líder afirmaram que essa atitude foi uma forma de guardar "respeito" às 17 vítimas do massacre. Na sexta-feira, Trump visitou os feridos no ataque em um hospital local e, no sábado, escreveu no Twitter que seus rivais democratas não quiseram aprovar uma legislação para aumentar o controle de armas durante o governo de Barack Obama. O presidente também criticou o FBI, a polícia federal investigativa do país, por não ter notado "os muitos sinais enviados pelo autor do massacre na escola da Flórida", pois seus agentes estão muito ocupados "tentando provar que houve uma conspiração russa" em sua campanha durante as eleições. Na sexta-feira, o FBI reconheceu que cometeu um erro ao não ter seguido os protocolos oportunos quando foi alertado em 5 de janeiro sobre o comportamento agressivo de Nikolas Cruz, o que levou o governador da Flórida, Rick Scott, a pedir a saída do diretor desse corpo policial, Christopher Wray.


Indonésia emite alertas de aviação após vulcão expelir nuvem de fumaça
Segunda feira, 19 Fevereiro 2018 13:12:55 -0000
Em algumas aldeias perto do vulcão, a visibilidade ficou reduzida a cinco metros. Não há relatos de vítimas.  Vulcão na Indonésia entra em erupção A Indonésia emitiu, nesta segunda-feira (19), alertas de voo ao redor do vulcão Mount Sinabung, depois da emissão de uma enorme nuvem de cinzas, sua maior erupção neste ano. O alerta emitido foi o vermelho, o mais alto da escala, e autoridades indonésias afirmam que a nuvem de cinzas atingiu 7.276 metros. Nur Isnin Istianto, chefe da autoridade regional aeroportuária, disse que o aeroporto Kutacane, na província de Aceh, está fechado. A mudança na direção dos ventos permitiu que os aeroportos de Ualanamu, Meulaboh e Silangit permanecessem funcionando. Sutopo Purwo Nugroho, porta-voz da Agência de Desastres da Indonésia, disse que a erupção começou na manhã de segunda-feira, e também causou uma série de pequenos tremores que afetaram aldeias vizinhas. "Em cinco distritos, a visibilidade ficou reduzida a cinco metros", afirmou, em comunicado. Não há relatos de vítimas. O vulcão de 2.460 metros de altura está entre os mais ativos da Indonésia. Quando o Sinabung entrou em erupção em 2014, mais de dez pessoas foram mortas e milhares precisaram deixar suas casas.


Segundo Oxfam, diretor da ONG no Haiti admitiu ter contratado prostitutas
Segunda feira, 19 Fevereiro 2018 11:32:30 -0000

Informação está em relatório de investigação interna sobre escândalos sexuais envolvendo chefe e outros funcionários durante missão humanitária no país. Foto mostra logomarca da Oxfam em Londres Nick Ansell/PA via AP O diretor da ONG Oxfam no Haiti admitiu ter contratado prostitutas em sua residência durante uma missão humanitária no país, antes de pedir demissão em 2011. É o que diz um relatório sobre uma investigação interna divulgado nesta segunda-feira (19). É a primeira vez que a organização faz acusações diretas a Roland Van Hauwermeiren, que vem negando ter pagado por sexo com prostitutas ou abusado de menores de idade. Ele dirigiu a operação da Oxfam no Haiti após o terremoto de 2010 e renunciou ao cargo em 2011. A Oxfam afirma que decidiu divulgar o relatório de 2011, que também documenta acusações contra outros membros de contratar prostitutas na residência alugada pela ONG e de intimidação, para ser "o mais transparente possível sobre as decisões que tomamos... e em reconhecimento à quebra de confiança que isso causou". A Reuters não conseguiu falar com Van Hauwermeiren para obter um comentário. Segundo o jornal "The Times", durante o trabalho da ONG depois do terremoto de 2010 que devastou a ilha e deixou 300.000 mortos, grupos de jovens prostitutas foram convidadas a casas e hospedagens pagas pela instituição para festas sexuais. A informação foi passada ao jornal por uma fonte que assegurou ter visto imagens de uma orgia em que prostitutas usavam camisetas da Oxfam. As alegações de má conduta sexual contra membros da organização balançou o setor de ajuda humanitária. O presidente do Haiti pediu que outros grupos também sejam investigados. O Reino Unido e a União Europeia estão reavaliando o financiamento à Oxfam, uma das maiores organizações de ajuda a vítimas de desastres do mundo.


Merkel nomeia governadora como número 2 do partido e possível sucessora
Segunda feira, 19 Fevereiro 2018 11:13:38 -0000

Centrista Annegret Kramp-Karrenbauer é apontada pela imprensa alemã como a favorita da chanceler para a sua sucessão. A chanceler alemã Angela Merkel com Annegret Kramp-Karrenbauer, durante encontro com líderes do partido em Berlim no dia 19 de fevereiro Markus Schreiber/AP A chanceler alemã Angela Merkel designou Annegret Kramp-Karrenbauer para o posto de número dois do partido conservador União Democrata-Cristã (CDU), o que a posiciona como sua possível sucessora, informaram fontes do partido à mídia alemã e a agências como a AFP. Kramp-Karrenbauer, de 55 anos, atual chefe de Governo do estado regional de Sarre, muito próxima a Merkel, se tornará nesta segunda-feira a secretária-geral da CDU, no lugar de Peter Tauber, de 43 anos, que renunciou ao posto por motivos de saúde. Conhecida como a "Merkel de Sarre", Kramp-Karrenbauer é apontada pela imprensa alemã como a favorita da chanceler para a sua sucessão. As duas compartilham a mesma linha política de centro, criticada pela ala mais à direita do partido, que deseja uma guinada conservadora para enfrentar o avanço da extrema-direita na Alemanha. Kramp-Karrenbauer deve assumir oficialmente o posto de Tauber durante o congresso excepcional da CDU, no dia 26 de fevereiro em Berlim.


Segurança dominará campanha
Segunda feira, 19 Fevereiro 2018 10:22:06 -0000

Na intervenção federal no Rio de Janeiro, o objetivo policial se confunde com o eleitoral. O resultado dessa mistura é uma incógnita Temer assina decreto de intervenção federal no RJ durante cerimônia em Brasília na úlitima sexta-feira (16) Beto Barata/Presidência da República Com a intervenção federal no Rio de Janeiro, a segurança pública promete tornar-se o tema central da campanha eleitoral. No ano passado, subiu na lista de preocupações do brasileiro e superou o emprego como fator decisivo para o voto (embora ainda perca para saúde e educação). Natural, portanto, que os políticos tentem aproveitar a oportunidade para atrair votos. O primeiro a percebê-la foi o deputado Jair Bolsonaro, conhecido pelo discurso linha-dura. Apesar de sua ligação histórica com a Polícia Militar, Bolsonaro não é dono exclusivo do tema. A intervenção no Rio e a criação do ministério extraordinário da Segurança dão ao presidente Michel Temer um discurso pronto para tentar deter o avanço de Bolsonaro sobre o eleitorado indeciso de classe média. Discurso que poderá servir a ele ou a quem quer que seja escolhido como candidato governista. O objetivo eleitoral de Temer se confunde, portanto, com o objetivo policial da intervenção. O Rio está longe de ser o estado mais violento do país. Assim que foi anunciada a intervenção, dois líderes da maior facção criminosa do país foram mortos não no Rio, mas no Ceará. Pelos números do Fórum Brasileiro de Segurança Pública relativos a 2016, os atuais campeões em mortes violentas são Sergipe (64 por 100 mil habitantes), Rio Grande do Norte (57), Alagoas (56), Pará (51) e Amapá (50). Em 2016, a taxa no Rio foi 38, embora tenha chegado a 40 em 2017. Mesmo levando em conta a deterioração em quatro anos, o Rio não é o estado onde o indicador piorou mais. A distinção cabe a Rio Grande do Sul (crescimento médio anual de 19,4%), Amapá (14,2%), Sergipe (13,8%), Pernambuco (12,3%) e Maranhão (8,7%). No Rio, a piora anual entre 2012 e 2016 foi de 4,8% – só em 2017, 6,3%. A violência no Rio chama a atenção não tanto pelos índices, mas por atingir um centro cultural e vitrine do país – e por representar o fracasso da política de segurança mais badalada na última década, as Unidades de Polícia Pacificadora implementadas no governo Sérgio Cabral. O Rio é de longe o estado que mais gasta em segurança. Foram R$ 550 por habitante só em 2016, mais de 16% do Orçamento – ante 5,7% em São Paulo ou 2,9% em Brasília, onde os índices de violência são bem melhores. Isso não impediu que, em 2016, os furtos de rua crescessem 49% no Rio. Em 2017, os tiroteios aumentaram 117%, a maior parte em áreas de UPPs – e a sensação de insegurança paira no ar. O pedido de intervenção feito pelo governador Luiz Fernando Pezão foi um lance de desespero de uma gestão cujas receitas caíram um quarto nos últimos três anos, diante de um déficit crescente, R$ 20 bilhões só no ano passado. Não há dinheiro, o crime avança – e o Carnaval pôs a crise diante das câmaras. Temer aproveitou a oportunidade. Senso de oportunidade é tudo em política. A intervenção enfrentará duas dificuldades. A primeira é inerente a qualquer combate à violência, não apenas no Rio: os presídios controlados pelo narcotráfico, armas que circulam livremente pelas fronteiras, leis brandas que favorecem os criminosos e intimidam as forças da ordem, falta de recursos e pessoal, polícia corrupta e conivente com o crime – alguém ainda lembra o que disse ministro Torquato Jardim no ano passado sobre o Rio? A segunda tem a ver com o próprio Exército, obrigado a exercer o trabalho da polícia, ainda que temporariamente. Ou haverá algum tipo de acomodação com o narcotráfico – e, nesse caso, a corrupção policial se estenderá às Forças Armadas –, ou então os morros se tornarão zonas de batalha contínua – e, como em toda guerra, a tragédia será contada pelo número de vítimas civis. As cenas de combate, os tanques desfilando pelas ruas, os soldados empunhando armas diante do cenário idílico das praias cariocas são essenciais para o objetivo eleitoral. É muito provável que a criminalidade caia e que a sensação de segurança aumente. Também é razoável esperar que alguma parcela do voto indefinido gravite para a candidatura governista – e até mesmo que a popularidade de Temer se recupere um pouco. A incógnita é o efeito disso tudo na urna – e na vida do fluminense, depois que a eleição passar, o Carnaval da intervenção acabar e uma nova Quarta-feira de Cinzas chegar.


Destroços de avião iraniano foram encontrados, diz vice-governador; agência aérea não confirma
Segunda feira, 19 Fevereiro 2018 10:16:00 -0000

Região montanhosa dificulta chegada do resgate; aeronave caiu com 65 a bordo. Irã busca avião que desapareceu Destroços do avião iraniano que caiu com 65 pessoas a bordo foram encontrados na região central do país, informou a agência estatal Isna nesta segunda-feira (19). Os destroços teriam sido encontrados perto da cidade de Dengezlu, na província de Isfahan, disse o vice-governador da província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, segundo a imprensa local. Minutos depois da divulgação da notícia, porém, o site da TV estatal afirmou que um porta-voz da agência de avião civil iraniana não conseguiu confirmar a informação, segundo a Reuters. À agência Tasnim, o ministro de Estradas e Desenvolvimento Urbano, Abbas Akhoundi, disse que o governo ainda não sabe nada sobre a queda. “Estamos enfrentando um enigma total", afirmou, pouco depois de sua chegada à região onde ocorreu o acidente. O Irã pediu ajuda a países europeus e à China para as buscas com imagens de satélite, disse a agência Isna. Área montanhosa Helicóptero de resgate sobrevoa cadeia montanhosa no Irã procurando pelos destroços do avião que caiu com 65 pessoas a bordo Ali Khodaei/Tasnim News Agency via AP O avião, operado pela Aseman Airlines, caiu no sudoeste do Irã na manhã de domingo (18). O voo ia de Teerã à cidade de Yasuj, no sudoeste do país, e caiu no Monte Dena, na Cordilheira de Zagros, a cerca de 480 km da capital iraniana. A região, de difícil acesso, dificulta a chegada do resgate. Não há informações sobre vítimas ou sobreviventes. O aparelho desapareceu do radar cerca de 20 minutos depois de ter decolado do aeroporto de Teerã. O voo EP 3704, feito em uma aeronave ATR 72, decolou de Teerã às 8h local (1h30, em Brasília). Nesta segunda-feira, helicópteros e equipes de resgate das Forças Armadas e da organização humanitária Crescente Vermelho, assim como voluntários locais, participavam das buscas pelos destroços, embora acredite-se que ninguém tenha sobrevivido à queda, segundo a televisão estatal. Poucas horas após a confirmação da queda, a companhia aérea chegou a afirmar que todos os ocupantes do voo (incluindo uma criança) haviam morrido, mas em seguida retirou a informação, declarando que, devido às circunstâncias especiais da região e à falta de acesso ao local do acidente, não poderiam confirmar de forma precisa e definitiva a morte de todos. Ainda não há informações sobre o que teria causado a queda do avião. Avião cai no Irã com 65 pessoas a bordo Infográfico: Juliane Monteiro/G1 ATR-72, aeronave da Aseman Airlines, durante pouso em Dubai em julho de 2008 MARWAN NAAMANI / AFP


Casal que acolheu atirador da Flórida diz que não sabia que vivia com um 'monstro'
Segunda feira, 19 Fevereiro 2018 09:35:52 -0000

Nikolas Cruz foi morar com pais de amigo após a morte de sua mãe; eles o descrevem como extravagante e ingênuo. Kimberly e James Snead, que deram abrigo ao atirador Nikolas Cruz em sua casa, relatam o dia do tiroteio na Marjory Stonemason Douglas High, em Parkland, Flórida Susan Stocker/South Florida Sun-Sentinel via AP A família que recebeu em sua casa Nikolas Cruz, autor do massacre em uma escola da Flórida que deixou 17 mortos, afirmou que ele era um jovem peculiar, mas que nunca pensaram que era uma "monstro". "Nós tínhamos este monstro vivendo debaixo do nosso teto e não sabíamos", afirmou Kimberly Snead, uma enfermeira de 49 anos, o jornal "Florida Sun Sentinel". Na última quarta-feira, Cruz, um ex-aluno da escola Marjory Stoneman Douglas de Parkland, ao norte de Miami, abriu fogo nos corredores da instituição com um rifle semiautomático e matou 17 pessoas. Cruz, de 19 anos, se mudou no final de novembro para Parkland com James e Kimberly Snead, depois da morte de sua mãe no mesmo mês por complicações provocadas por uma pneumonia, informou o jornal "Sun Sentinel". O jovem era amigo do filho do casal. "Eu disse que existiriam regras e ele seguiu todas as regras", afirmou James Snead, de 48 anos, um veterano do exército e analista de inteligência militar, segundo o jornal. "Não vimos este lado dele" Nikolas Cruz em imagem divulgada pela polícia do condado de Broward Broward County Sheriff/Handout via Reuters Os Snead descreveram o jovem como alguém que aparentemente cresceu sem a obrigação de realizar tarefas comuns. Não sabia cozinhar, lavar roupa, recolher suas coisas ou até mesmo usar o micro-ondas, "Era muito ingênuo. Não era estúpido, apenas ingênuo", afirmou James Snead ao "Sun Sentinel". Ele tinha hábitos incomuns. como colocar um cookie de chocolate em um sanduíche de queijo e ir para a cama às 20h. Parecia solitário e queria ter uma namorada, mas estava deprimido pela morte da mãe, segundo o casal. Kimberly Snead levou Cruz a um terapeuta apenas cinco dias antes do tiroteio. O jovem afirmou que estava disposto a receber o tratamento se o plano de saúde aceitasse. Cruz disse aos Snead que herdaria pelo menos US$ 800 mil de seus pais e que a maior parte dos recursos estaria disponível quando ele completasse 22 anos. A última vez que o casal viu Nikolas Cruz ele estava na delegacia do condado de Broward. Vestido com um roupão de hospital, estava algemado e cercado por agentes. "Ele disse que sentia. Pediu desculpas. Parecia perdido, absolutamente perdido. E foi a última vez que o vimos", disse James Snead.


Filha sequestrada pelo pai decide ficar no Líbano e mãe volta ao Brasil: 'Ela passará férias comigo'
Segunda feira, 19 Fevereiro 2018 09:00:02 -0000

Claudia Boutros disse ao G1 que Gabriella escolheu visitá-la nas férias. Em decisão inédita, Justiça do Líbano devolveu à brasileira a guarda da filha. Brasileira recupera guarda da filha levada pelo pai para o Líbano; reencontro foi em dezembro A estudante Gabriella Boutros, de 13 anos, decidiu continuar vivendo no Líbano com seu pai, o libanês Pedro Boutros, de 42, até terminar os estudos, o que deverá ocorrer em 2020. A informação foi confirmada neste domingo (18) ao G1 pela mãe da garota, Claudia Dias de Carvalho Boutros, de 39, que voltou ao Brasil na semana passada sem a filha. Segundo Claudia, Gabriella virá a São Paulo em junho para visitá-la. “Ela ficará em definitivo comigo quando terminar os estudos”, falou a brasileira à reportagem. “Então ficou acertado que minha filha passará as férias escolares comigo e depois retornará ao Líbano”. Mãe e filha nasceram no Brasil, mas a adolescente foi sequestrada pelo pai há sete anos e levada para Trípoli, onde mora desde então. Nesta segunda-feira (19), Claudia pretende dar uma entrevista à imprensa ao lado de seu advogado, José Beraldo, para contar como foram os mais de dois meses que ficou no Libano para tentar rever Gabriella. Claudia chegou a Beirute em 3 de dezembro de 2017 após a Justiça libanesa confirmar uma decisão da Justiça brasileira: a de que a guarda da garota é da mãe, que teve a filha levada à força pelo ex-marido, o empresário Pedro, em 2010. Claudia e Gabriella Boutros: mãe e filha se reencontraram no Líbano após sete anos afastadas Divulgação/Arquivo pessoal Claudia ficou na casa de amigos no Líbano, tendo apoio da embaixada brasileira para tentar cumprir a decisão judicial. Mas ela só conseguiu rever Gabriella em 28 de dezembro, quando o pai decidiu levar a filha à Justiça. Pedro não concordava em entregar a menina em definitivo. O reencontro com a filha foi filmado pela mãe (veja vídeo acima). Desde então, mãe e filha tem passado por uma adaptação. Além do tempo que não tiveram contato, a língua é outra dificuldade a superar, já que Gabriella não fala mais português e se comunica em árabe ou inglês. “Saio vitoriosa porque sei que a Justiça foi feita. Tenho a guarda de Gabriella no Brasil e no Líbano. Poderei ir para lá, visitá-la e continuar tendo direito de mãe”, comemorou Claudia. “Ela virá a São Paulo sempre nas férias. E quando terminar os estudos, daqui uns dois anos, poderá ficar em definitivo comigo”. “A juíza libanesa confirmou que a guarda da menina é da mãe, mas como Gabriella ficou muitos anos longe de Claudia, a magistrada achou melhor que haja uma readaptação das duas”, disse Beraldo, que está no Brasil acompanhando o caso. O caso Mãe brasileira tenta recuperar filha levada pelo pai para o Líbano Claudia e Pedro haviam se conhecido em São Paulo, onde acabaram casando e tendo Gabriella. O casal se separou quando a menina fez 5 anos. A Justiça brasileira determinou que a guarda seria da mãe, que é estudante de administração, e o pai, um empresário, veria a criança quinzenalmente. Em 2010, Pedro pegou a filha e fugiu com ela para Trípoli, segunda maior cidade libanesa depois da capital Beirute. Desde então, pai e filha passaram a ser procurados pela Interpol (polícia internacional). Fotos dos dois estão no site da entidade como Parental Child Abduction (algo como sequestro de filho por um dos pais, numa tradução livre). Mas como o Líbano não é signatário da Convenção de Haia, a Interpol não pode entrar naquele país para prender Pedro e repatriar Gabriella. Isso só seria feito no caso de os dois saírem de solo libanês. Em 2012, a Justiça no Brasil determinou que o pai devolvesse Gabriella à mãe, mas essa decisão também não poderia ser cumprida pelos libaneses. Líbano Justiça do Líbano devolve guarda à mãe brasileira que teve filha sequestrada pelo pai Somente em 13 de outubro de 2017 que a Corte de Trípoli atendeu pedido feito pela defesa de Claudia e reconheceu esse direito, como revelou o G1. A Justiça do Líbano, então, decidiu tirar de Pedro a guarda da filha e devolvê-la à sua mãe. A única condição para a entrega da criança é a de que Claudia viajasse ao Líbano para recebê-la pessoalmente na Justiça de Trípoli.


Terremoto de magnitude 6,1 é sentido no México
Segunda feira, 19 Fevereiro 2018 07:11:11 -0000
Alarmes foram acionados na Cidade do México e moradores deixaram casas e prédios na madrugada desta segunda-feira (19). Tremor ocorre três dias após forte abalo de magnitude 7,2 sacudir o país.  Um terremoto de magnitude 6,1 atingiu o México na madrugada desta segunda-feira (19), informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Segundo as primeiras informações, o tremor foi registrado a 43 quilômetros de Oaxaca e a uma profundidade de 10 km e foi sentido na capital do país, Cidade do México. Alarmes de alerta foram acionados e moradores deixaram prédios e casas e saíram às ruas, segundo a agência Reuters. Não há informações de danos ou de pessoas feridas. O tremor foi sentido três dias após um forte terremoto de magnitude 7,2 sacudir a região centro-sul mexicana. O abalo não provocou mortes.


Morre o violinista de jazz Didier Lockwood
Segunda feira, 19 Fevereiro 2018 01:05:49 -0000

Músico teve uma parada cardíaca. Carreira teve mais de 4,5 mil concertos e 35 álbuns. Violinista Didier Lockwood Joel Saget/AFP O célebre violinista francês de jazz Didier Lockwood morreu de ataque cardíaco neste domingo (18), em Paris, aos 62 anos, anunciou seu agente à AFP. "Sua esposa, suas três filhas, sua família, seu agente, seus colaboradores e sua companhia fonográfica anunciam com pesar a morte brutal de Didier Lockwood", indicou o comunicado publicado por seu agente. Lockwood, que era casado com a soprano francesa Patricia Petibon, havia participado de um show na noite de sábado no Bal Blomet, uma sala de jazz parisiense. O violinista foi um grande representante do jazz francês no exterior, com uma carreira em que deu cerca de 4,5 mil concertos e gravou mais de 35 álbuns. Nascido em Calais, no norte da França, em 11 de fevereiro de 1956 em uma família franco-escocesa, este filho de um professor de música começou a aprender violino aos sete anos, e se interessou muito cedo pelo improviso, graças ao seu irmão mais velho, Francis. Aos 17 anos, Lockwood estreou no Magma, que então era o principal grupo de rock progressivo na França. Em seguida, ocupou a cena musical através de vários encontros e projetos em diversos estilos: jazz fusion elétrico, jazz acústico, gipsy jazz e música clássica. Criou duas óperas durante sua carreira, dois concertos para violino e orquestra, um concerto para piano e orquestra, poemas líricos e muitas outras obras sinfônicas, sem esquecer de músicas para filmes. Lockwood também era muito engajado na educação musical. Autor de um método de aprendizado do violino para o jazz, criou em 2001 o Centro de Músicas Didier Lockwood, uma escola na qual se ensina o improviso, em Dammarie-les-Lys, perto de Paris. Em 2006, entregou ao governo francês um informe sobre o ensino de música no país, no qual demonstrava preocupação com uma infância "formatada" pela tecnologia moderna e defendia um aprendizado da música, mediante uma maior oralidade e menos solfejo.


Caracas diz que Peru não tem poder para barrar Maduro na Cúpula de Lima
Segunda feira, 19 Fevereiro 2018 00:54:01 -0000

Venezuela ainda confirmou que Nicolás Maduro irá participar de encontro. Países vivem impasse sobre ida de presidente ao evento, que será em abril. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante coletiva de imprensa em Caracas, na quinta-feira (15) Reuters/Marco Bello O Peru carece de poderes para vetar a participação do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na Cúpula das Américas, e por isso o chefe de Estado irá ao encontro, anunciou neste domingo (18) o governo venezuelano. "Não está atribuída, de forma alguma, à República do Peru, nem a nenhum outro Estado, a faculdade de decidir sobre a participação de nenhum Estado membro e fundador das reuniões da Cúpula das Américas", ressaltou o chanceler, Jorge Arreaza, em carta enviada à sua contraparte peruana, Cayetana Aljovín. Portanto, acrescentou o ministro, "não existe impedimento de nenhuma natureza para que a Venezuela" participe do encontro em 13 e 14 de abril. "Confirmamos que o presidente Nicolás Maduro Moros assistirá pontualmente (...) à cidade de Lima como representante do Povo Bolivariano da Venezuela", destacou a nota de resposta a uma carta da chanceler peruana, indicando que o presidente venezuelano não é bem-vindo na Cúpula. Segundo Arreaza, ao Peru, como anfitrião, "só corresponde estender a cortesia do convite aos dignatários, organizar a reunião e oferecer as facilidades logísticas de segurança e resguardo aos participantes, além de garantir as imunidades e privilégios respectivos". No entanto, a chanceler peruana reiterou que o Peru tem os mecanismos para impedir a entrada de Maduro. "Todo Estado tem faculdades e procedimentos administrativos para estabelecer medidas de diferente tipo quando uma pessoa não é bem-vinda", afirmou Aljovín em entrevista ao jornal La República, publicada neste domingo. Para Caracas, o governo peruano, com "evidentes motivações políticas/ideológicas", está incorrendo em um "desrespeito aos princípios elementares do direito internacional público". Na terça-feira passada, após uma reunião dos 14 países do chamado Grupo de Lima, Aljovín pediu a Maduro que desistisse de comparecer à Cúpula devido à sua insistência em celebrar eleições presidenciais sem garantias para a oposição. Mas Maduro advertiu que "chova, troveje ou relampeje, por ar, terra ou mar", chegará à Cúpula "com a verdade da Venezuela".


Corrida presidencial começa no México com indicações de candidatos
Domingo, 18 Fevereiro 2018 23:38:02 -0000

De esquerda, Andrés Manuel López Obrador (AMLO) é ex-prefeito da Cidade do México e líder das pesquisas até então. Os três principais aspirantes a disputar a presidência do México, em julho próximo, formalizam neste domingo (18) suas candidaturas em atos partidários prévios a uma campanha que se antecipa acirrada e marcada pelo cansaço dos mexicanos com os políticos tradicionais. Evidência desta situação é a elevada impopularidade do atual presidente, Enrique Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI), que governou de forma hegemônica por sete décadas consecutivas e hoje é alvo de numerosas denúncias de corrupção e uma grave retomada da violência criminosa. "Esta eleição é sobre aquelas pessoas que estão desesperadas por uma mudança no México... E estão dispostas a provar qualquer coisa que seja diferente", sentencia Duncan Wood, diretor do Mexico Institute do Wilson Center, em Washington. "E também é sobre aquelas que estão genuinamente preocupadas pelo que esta mudança vai trazer", acrescenta. O favorito nas pesquisas é o candidato de esquerda Andrés Manuel López Obrador (AMLO), ex-prefeito da Cidade do México, de 64 anos, que disputa pela terceira vez e cujo estilo combativo e às vezes intolerante moderou-se em busca de mais eleitores. Andres Manuel Lopez Obrador é favorito nas pesquisa até então Pedro Pardo/AFP Em segundo lugar está Ricardo Anaya, ex-legislador de 38 anos, militante do conservador Partido Ação Nacional (PAN), cuja juventude e promessas de acabar com os males do PRI são repelidos por seus críticos por acusações de corrupção e maquiavelismo. Anaya disputará a Presidência em aliança inédita para este cargo com o esquerdista Partido da Revolução Democrática (PRD). Ricardo Anaya faz discurso em foto do dia 3 de fevereiro Julio Cesar Aguilar/AFP Em terceira posição encontra-se José Meade, respeitado ex-ministro de 48 anos, sem militância partidária, com o que o PRI busca libertar-se de seus próprios passivos, apresentando-se como um candidato "cidadão e independente". "Ainda não há nada para ninguém", assegura o analista Fernando Dworak, para quem as mensagens de campanha e a perícia dos candidatos poderiam alterar as posições até julho. José Meade está em terceiro lugar nas pesquisas para a presidência do México Julio Cesar Aguilar/AFP Todos contra AMLO A maioria das pesquisas situam AMLO com folga acima dos 30% das preferências do eleitorado, enquanto Anaya e Meade se movem em torno dos 20% cada um, com o candidato do PAN no extremo superior e o do PRI na parte baixa do espectro, segundo dados do site de notícias eleitorais Oraculus. No México, cuja legislação eleitoral não contempla o segundo turno, os últimos presidentes foram eleitos com menos de 40% dos votos. A campanha eleitoral começa oficialmente em 30 de março, embora desde o fim de 2017 e até os primeiros dias de fevereiro, o período pré-campanha tenha inundado os veículos de comunicação com propaganda dos até hoje "pré-candidatos". Tanto Anaya quanto Meade travam um duelo no qual cada um garante ser o iminente adversário de López Obrador. O objetivo é atrair a seu favor o elevado repúdio ou anti-voto de AMLO, que é amado e odiado com a mesma intensidade. Enrique Peña Nieto passa por forte impopularidade Edgard Garrido/Reuters Pragmático Seus detratores o veem como um caudilho messiânico que levará o México pela via de países como a Venezuela, enquanto seus seguidores o consideram o único capaz de acabar com "a máfia do poder", frase com a qual AMLO rotula os políticos tradicionais, mas também a maioria dos críticos. Mas diferentemente de eleições como a de 2006, quando sua agressividade verbal e uma polêmica campanha propagandística contra ele apagaram sua vantagem e o levaram a perder por uma diferença inferior a 250 mil votos, López Obrador hoje se mostra risonho e sobretudo pragmático. Quando a hashtag "AMLOvich" começou a surgir no Twitter – uma referência a seus supostos vínculos com a Rússia – astutamente transformou o insulto em ironia, colocando-se um chapéu russo, com a legenda "Andrés Manuelovich". Nos últimos meses, tem se aproximado da classe empresarial, acolhido ex-militantes do PAN e do PRI, além de se aliar com o Partido Encontro Social, considerado por analistas como de ultradireita. "Vamos ver se López Obrador consegue manter essa liderança, se estas alianças que criou vão render ou tirar votos", afirma Dworak sobre o candidato que sofreu uma série de críticas ao propor uma anistia para líderes de cartéis, embora depois tenha relativizado esta ideia. O próximo presidente terá como desafio importante lidar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ataca o México constantemente e mantém na incerteza o acordo mais importante para o México, o Tratado de Livre Comércio para a América do Norte (Nafta).


Sobe para 14 o número de mortos por acidente de helicóptero no México
Domingo, 18 Fevereiro 2018 23:24:29 -0000

Governo atualizou número neste domingo; entre as vítimas estão um bebê de seis meses e uma menina de 10 anos. Queda de helicóptero com autoridades mata 14 pessoas no México O número de mortos no acidente de um helicóptero oficial no México, ocorrido na sexta-feira (16) depois de um forte terremoto, subiu para 14 neste domingo (18). O helicóptero militar despencou na sexta-feira à noite a poucos metros de tocar terra no povoado de Santiago Jamiltepec, uma zona próxima ao epicentro do sismo de 7,2 graus que horas antes sacudiu vários pontos do centro e do sul do México. O ministro do Interior, Alfonso Navarrete, o governador de Oaxaca, Alejandro Murat, e outros funcionários do governo viajavam a bordo da aeronave e sobreviveram ao acidente. Segundo as autoridades, uma nuvem de poeira fez o piloto perder o controle do helicóptero, que despencou sobre uma caminhonete em um campo aberto, onde os residentes locais tinham feito um acampamento para passar a noite ante o medo de que alguma réplica derrubasse suas casas. O governo ajustou o número de mortos de 13 para 14, incluindo um bebê de seis meses e uma menina de 10 anos. O acidente também deixou 15 feridos. O ministro da Defesa, Salvador Cienfuegos, viajou a Santiago Jamiltepec para se reunir com as famílias das vítimas, e disse que a secretaria de Defesa "assume totalmente sua responsabilidade". Prometeu além disso "estar pendente de todos" os habitantes do local. "Estamos tristes e consternados", acrescentou. Pessoas são vistas na rua após abandonarem prédios depois de terremoto na Cidade do México, na sexta-feira (16) Reuters/Claudia Daut O terremoto causou danos relativamente menores, sem vítimas. A intensidade foi forte e causou pânico entre os habitantes do centro e sul do México, devido à lembrança de dois sismos registrados em setembro que deixaram 465 mortos.


Pastor evangélico lança candidatura a eleição presidencial na Venezuela
Domingo, 18 Fevereiro 2018 23:07:54 -0000

Javier Bertucci surge como o primeiro oponente de Nicolás Maduro, que tenta reeleição no dia 22 de abril. Javier Bertucci anunciu a candidatura à presidência da Venezuela Reprodução/Twitter/@JAVIERBERTUCCI Javier Bertucci, um pastor evangélico de 48 anos, anunciou neste domingo (18) sua candidatura às eleições presidenciais venezuelanas de 22 de abril, nas quais o presidente Nicolás Maduro tentará a reeleição. "Decidi (...), junto ao clamor de muita gente desesperançada (...) diante do meu Senhor, botar meu nome e a liderança que tenho por graça como opção para as próximas eleições presidenciais", disse Bertucci durante um ato religioso na cidade de Valencia (norte). Após quase um mês do anúncio da antecipação das eleições, Bertucci surge como o primeiro oponente de Maduro, que enfrenta uma aguda crise econômica com escassez de alimentos e remédios. A coalizão opositora Mesa de la Unidad Democrática (MUD) ainda não decidiu se participará, em meio a divisões entre os cerca de 20 partidos que a formam. O religioso não informou qual partido o apoiará. Com o lema "O evangelho muda", Bertucci, nascido em Guanare, noroeste do país, e muito ativo nas redes sociais, dirige um movimento de voluntários na igreja cristã Maranatha que distribui comida em zonas pobres. Em um palco com jogos de luzes, o pastor afirmou que a Venezuela "terá que se preparar para ouvir em rede (de rádio e televisão) todos os domingos a mensagem de esperança que mudou milhares nesta igreja e vai mudar milhões neste país". Segundo Bertucci, "a única forma de que haja mudança na Venezuela" é que nas próximas eleições a participação seja maciça. Uma investigação jornalística baseada nos vazamentos dos Papéis de Panamá e difundida no site "Armando.info" o vinculou em 2016 a uma empresa panamenha de importação de alimentos, associação que ele negou em uma coletiva de imprensa. As votações, que são realizadas tradicionalmente em dezembro, foram convocadas de forma antecipada pela Assembleia Constituinte governista que rege na Venezuela com poderes absolutos.


Bafta 2018: 'Três anúncios para um crime' vence melhor filme e mais 4 prêmios
Domingo, 18 Fevereiro 2018 21:35:01 -0000

Produção foi o destaque da noite: ganhou também por melhor filme britânico, melhor atriz, ator coadjuvante e roteiro original. 'Três anúncios para um crime' levou cinco prêmios no Bafta 2018 Ben Stansall/AFP "Três anúncios para um crime" é o grande vencedor do Bafta 2018, o "Oscar britânico". O filme do diretor Martin McDonagh levou cinco prêmios: melhor filme, melhor filme britânico, melhor atriz, ator coadjuvante e roteiro original. Guillermo del Toro foi escolhido como o melhor diretor, com "A Forma da Água". O romance "Me Chame pelo seu Nome" venceu como melhor roteiro adaptado. Veja a lista completa dos vencedores: Melhor filme "Me Chame Pelo Seu Nome" "O Destino de Uma Nação" "Dunkirk" "A Forma da Água" "Três Anúncios para um Crime" Assista ao trailer de 'Três anúncios para um crime' Melhor diretor Denis Villeneuve, "Blade Runner 2049" Luca Guadagnino, "Me Chame Pelo Seu Nome" Christopher Nolan, "Dunkirk" Guillermo Del Toro, "A Forma da Água " Martin McDonagh, "Três Anúncios para um Crime" Guillermo del Toro no tapete vermelho do Bafta 2018 Joel C Ryan/Invision/AP Melhor ator Daniel Day-Lewis, "Trama Fantasma" Daniel Kaluuya, "Corra!" Gary Oldman, "O Destino de uma Nação" Jamie Bell, "Film Stars Don't Die in Liverpool" Timothée Chalamet, "Me Chame Pelo Seu Nome" Gary Oldman no tapete vermelho do Bafta 2018, em Londres Vianney Le Caer/Invision/AP Melhor atriz Annette Bening, "Film Stars Don't Die in Liverpool" Frances McDormand, "Três anúncios para um Crime" Margot Robbie, "Eu, Tonya" Sally Hawkins, "A Forma da Água" Saoirse Ronan, "Lady Bird" Frances McDormand em cena de 'Três anúncios para um crime' Divulgação Melhor ator coadjuvante Christopher Plummer, "Todo Dinheiro do Mundo" Hugh Grant, "Paddington 2" Sam Rockwell, "Três Anúncios para um Crime" Willem Dafoe, "Projeto Flórida" Woody Harrelson, "Três Anúncios para um Crime" Sam Rockwell recebeu o prêmio de melhor ator coadjuvante Joel C Ryan/Invision/AP Melhor atriz coadjuvante Allison Janney, "Eu, Tonya" Kristin Scott Thomas, "O Destino de Uma Nação" Laurie Metcalf, "Lady Bird" Lesley Manville, "Trama Fantasma" Octavia Spencer, "A Forma da Água" Allison Janney com prêmio de melhor atriz coadjuvante Joel C Ryan/Invision/AP Estrela em ascensão: Daniel Kaluuya Florence Pugh Josh O'Connor Tessa Thompson Timothée Chalamet Daniel Kaluuya recebeu prêmio por atuação em 'Corra!' Joel C Ryan/Invision/AP Melhor roteiro original "Corra!" "Eu, Tonya" "Lady Bird" "A Forma da Água" "Três Anúncios para um Crime" Melhor roteiro adaptado "Me Chame Pelo Seu Nome" "The Death of Stalin" "Film Stars Don't Die in Liverpool" "A Grande Jogada" "Paddington 2" Trailer de 'Me chame pelo seu nome' Melhor filme britânico "O Destino de Uma Nação" "The Death of Stalin" "God's Own Country" "Lady Macbeth" "Paddington 2" "Três Anúncios para um Crime" Melhor filme estrangeiro "Elle" (França) "They Killed My Father" ( Camboja) "The Handmaiden" (Coreia do Sul) "Loveless" (Rússia) "The Salesman" (Irã) Melhor documentário "City of Ghosts" "I Am Not Your Negro" "Icarus An Inconvenient Sequel" "Jane" Melhor animação "Viva - A Vida É Uma Festa" "Loving Vincent" "My Life as a Courgette" O universo de 'Viva - A vida é uma festa' é rico e colorido, como a ponte que leva Miguel ao Mundo dos Mortos Divulgação Melhor curta britânico "Aamir" "Cowboy Dave" "A Drowning Man" "Work" "Wren Boys" Melhor curta-metragem de animação britânico "Have Heart" "Mamoon" "Poles Apart" Melhor filme de diretor, roteirista ou produtor britânico estreante "The Ghoul" – Gareth Tunley (roteirista/diretor/produtor), Jack Healy Guttman & Tom Meeten (produtores) "I Am Not a Witch" – Rungano Nyoni (roteirista/diretor), Emily Morgan (produtor) "Jawbone' – Johnny Harris (roteirista/produtor), Thomas Napper (diretor) "Kingdom of Us" – Lucy Cohen (diretor) "Lady Macbeth" – Alice Birch (roteirista), William Oldroyd (diretor), Fodhla Cronin O’Reilly (produtor) Melhor trilha sonora original "Blade Runner 2049" "O Destino de uma Nação" "Dunkirk" "Trama Fantasma" "A Forma da Água" Sally Hawkins em 'A Forma da Água' Divulgação Melhor fotografia "Blade Runner 2049" "O Destino de Uma Nação" "Dunkirk" "A Forma da Água" "Três Anúncios para um Crime" 'Blade Runner 2049': Continuação do clássico de ficção científica ganha novo trailer Melhor figurino "A Bela e a Fera" "O Destino de Uma Nação" "Eu, Tonya" "Trama Fantasma" "A Forma da Água" Efeitos visuais "Blade Runner 2049" "Dunkirk" "A Forma da Água" "Star Wars: Os Últimos Jedi" "Planeta dos Macacos: A Guerra" Gary Oldman com Lily James ao fundo em 'O destino de uma nação' Divulgação Melhor edição "Em ritmo de fuga" "Blade Runner 2049" "Dunkirk" "A Forma da Água" "Três Anúncios para um Crime" Melhor design de produção "A Bela e a Fera" "Blade Runner 2049" "O Destino de uma Nação" "Dunkirk" "A Forma da Água" Melhor penteado e maquiagem: "Blade Runner 2049 " "O Destino de uma Nação " "Eu, Tonya" "Victoria e Abdul" "Extraordinário" Melhor som "Em ritmo de fuga" "Blade Runner 2049" "Dunkirk" "A Forma da Água" "Star Wars: Os Últimos Jedi" 'Dunkirk' mostra evacuação de centenas de milhares de soldados aliados após cerco do exército alemão Divulgação


Kate Middleton usa verde no Bafta e gera dúvida sobre apoio a protesto contra assédio
Domingo, 18 Fevereiro 2018 19:56:02 -0000

Astros do cinema usaram roupas pretas após convocação do 'Time's up, movimento organizado por mulheres do cinema. Kate Middleton e o príncipe William chegam no tapete vermelho do Bafta Peter Nicholls/Reuters Assim como no Globo de Ouro, os astros do cinema compareceram ao Bafta, o "Oscar britânico", vestindo preto. A iniciativa faz parte do movimento "Time's Up", organizado por atrizes e cineastas contra o assédio sexual. A duquesa de Cambridge e mulher do príncipe William, Kate Middleton, preferiu um vestido verde escuro. Angelina Jolie, Lupita Nyong'o e Jennifer Lawrence são algumas das atrizes que já chegaram à cerimônia, com roupas negras e com os broches com o nome do movimento. Geralmente, a família real britânica busca ficar à margem dos protestos e outros posicionamentos políticos. O vestido de Kate, por ser um tom verde escuro, gerou uma dúvida: será que é originalmente preto? ele pareceu verde devido aos flashs dos fotógrafos? FOTOS: Atrizes usam preto no tapete vermelho do Bafta 2018 Kate Middleton, a duquesa de Cambridge, usou vestido verde em cerimônia do Bafta Chris Jackson/AP Enquanto não há um pronunciamento oficial, se houver, a premiação anunciou os grandes vencedores na noite. "Três anúncios para um crime" recebeu cinco prêmios: melhor filme, melhor filme britânico, melhor atriz, ator coadjuvante e melhor roteiro original.


Bafta 2018: atrizes usam preto no tapete vermelho; FOTOS
Domingo, 18 Fevereiro 2018 19:48:00 -0000

"Oscar britânico" ocorre na noite deste domingo (18), em Londres. Angelina Jolie chega ao Bafta, no Royal Albert Hall, em Londres Hannah McKay/Reuters Angelina Jolie chega ao Bafta, no Royal Albert Hall, em Londres Peter Nicholls/Reuters Angelina Jolie chega ao Bafta, no Royal Albert Hall, em Londres Hannah McKay/Reuters Jennifer Lawrence chega ao Bafta, no Royal Albert Hall, em Londres Vianney Le Caer/Invision/AP Jennifer Lawrence chega ao Bafta, no Royal Albert Hall, em Londres Joel C Ryan/Invision/AP Margot Robbie comparece à premiação do Bafta 2018 Hannah McKay/Reuters Margot Robbie comparece à premiação do Bafta 2018 Joel C Ryan/Invision/AP Lupita Nyong'o chega ao Bafta, no Royal Albert Hall, em Londres Joel C Ryan/Invision/AP Lupita Nyong'o chega ao Bafta, no Royal Albert Hall, em Londres Joel C Ryan/Invision/AP Emma Roberts comparece à premiação do Bafta 2018 Joel C Ryan/Invision/AP Emma Roberts comparece à premiação do Bafta 2018 Joel C Ryan/Invision/AP Kristin Scott Thomas comparece à premiação do Bafta 2018 Vianney Le Caer/Invision/AP A atriz mexicana Salma Hayek comparece à premiação do Bafta 2018, em Londres Daniel Leal-Olivas/AFP Octavia Spencer comparece à premiação do Bafta 2018 Hannah McKay/Reuters Grupo de manifestantes pulam no tapete vermelho do Bafta 2018, no Royal Albert Hall, em Londres Hannah McKay/Reuters Saoirse Ronan chega ao Bafta, no Royal Albert Hall, em Londres Hannah McKay/Reuters Kate Middleton e o príncipe William chegam no tapete vermelho do Bafta Peter Nicholls/Reuters Annette Bening comparece à premiação do Bafta 2018 Joel C Ryan/Invision/AP Tatiana Korsakova chega ao Bafta, no Royal Albert Hall, em Londres Hannah McKay/Reuters Letitia Wright comparece à premiação do Bafta 2018 Hannah McKay/Reuters Rebecca Ferguson chega ao Bafta, no Royal Albert Hall, em Londres Daniel Leal-Olivas/AFP Rebecca Ferguson chega ao Bafta, no Royal Albert Hall, em Londres Daniel Leal-Olivas/AFP


Homem armado deixa mortos e feridos no sul da Rússia
Domingo, 18 Fevereiro 2018 16:38:52 -0000
Cinco mulheres morreram após homem desconhecido fazer disparos com uma arma. Agressor foi morto pelas forças de segurança em um tiroteio. Pelo menos cinco pessoas morreram e outras três ficaram feridas em um ataque realizado por um homem armado - posteriormente morto - no Daguestão, sul da Rússia, que ocorreu nas imediações de uma igreja, informou neste domingo (18) o Ministério do Interior dessa República da Rússia. "Em 18 de fevereiro na cidade de Kizliar um desconhecido causou ferimentos mortais em quatro mulheres disparando com uma arma", disse um porta-voz desse departamento, que acrescentou que no ataque foram feridos também uma mulher, um policial e um membro da Guarda Nacional russa. Minutos mais tarde, um porta-voz de saúde, que cifrou em cinco as pessoas hospitalizadas após o tiroteio, informou sobre a morte de outra mulher ferida no ataque. O estado de outros dois pacientes, acrescentou a fonte, continua sendo "grave". Os investigadores russos identificaram o agressor, morto pelas forças de segurança em um tiroteio, que era um homem de 22 anos, oriundo do Daguestão. Segundo algumas informações, o homem chegou ao local do ataque acompanhado por sua companheira, que no entanto deixou o local quando começaram os disparos. O pároco da igreja cujos fiéis morreram no ataque relatou ao portal "RBC" que o fato aconteceu depois de uma missa, "quando o povo começou a sair". "Logo após escutar os disparos, fomos a fechar as portas para que (o agressor) não pudesse entrar. Portava uma arma e uma faca", disse o padre.


'Rússia está conseguindo semear discórdia nos EUA', diz Trump
Domingo, 18 Fevereiro 2018 16:22:54 -0000

'Estão morrendo de rir em Moscou. Seja inteligente, América!', escreveu o presidente americano em sua conta de Twitter. Donald Trump fala nesta quinta-feira (15) sobre tiroteio na Flórida Leah Millis/Reuters O presidente americano, Donald Trump, que está na mira das investigações e das audiências do Congresso sobre a ingerência russa nas eleições, disse neste domingo (18) que Moscou está alcançando seus "sonhos mais loucos", se sua intenção era semear a discórdia nos Estados Unidos. "Estão morrendo de rir em Moscou. Seja inteligente, América!", escreveu Trump em sua conta de Twitter. O presidente fez no domingo uma série de publicações na rede social, após as acusações apresentadas na sexta-feira (16) pelo procurador especial Robert Mueller contra 13 cidadãos russos por terem interferido na eleição presidencial americana de 2016. As acusações expõem em detalhe um elaborado esforço dos russos, pelas redes sociais e com agentes no terreno, para acentuar as divisões políticas, tendo o objetivo de influenciar as eleições a favor do republicano e contra sua rival democrata, Hillary Clinton. Até agora, Trump se absteve de atacar diretamente a Rússia, apesar de os chefes de Inteligência terem advertido que a interferência continuava e, provavelmente, apontaria para as próximas eleições legislativas. "Se foi o OBJETIVO da Rússia criar discórdia, perturbação e caos dentro dos Estados Unidos, então, com todas as audiências de comitês, investigações e ódio entre os partidos, tiveram sucesso além de seus sonhos mais loucos", tuitou Trump. Initial plugin text Em outro tuíte, minutos antes, assegurou: "Nunca disse que a Rússia não se intrometeu nas eleições. Disse 'pode ser a Rússia, a China, ou outro país, ou grupo, ou pode ser um gênio de 180 quilos sentado em uma cama e jogando com seu computador'". "O engano russo foi (dizer) que a campanha de Trump conspirou com a Rússia. Nunca fez isso!", acrescentou o presidente.


Por ora, EUA querem que europeus apenas se comprometam a melhorar acordo com Irã
Domingo, 18 Fevereiro 2018 16:04:49 -0000
Aliados europeus estão relutantes com caminho a adotar e não têm certeza do que vai satisfazer Donald Trump. Os Estados Unidos rascunharam um caminho pelo qual três principais aliados europeus simplesmente se comprometeriam a tentar melhorar o acordo nuclear com o Irã ao longo do tempo em contrapartida à manutenção do pacto pelo presidente Donald Trump com a renovação de um alívio nas sanções dos EUA em maio. A abordagem, apresentada em um telegrama do Departamento de Estado obtido pela Reuters e em uma entrevista com uma fonte nesta semana, ainda encontra obstáculos. Os aliados europeus não têm certeza do que vai satisfazer Trump e estão relutantes em se comprometer dessa forma só para descobrir que ele vai pedir mais, disseram duas fontes europeias e uma ex-autoridade dos EUA. A definição, no telegrama, do que os Estados Unidos esperam dos europeus, que não foi divulgado previamente, define um padrão abaixo do que Trump disse em janeiro e pode facilitar um acordo, disseram cinco autoridades europeias e quatro ex-funcionários norte-americanos. "Estamos pedindo por seu compromisso para trabalharmos juntos e buscar um acordo suplementar que enderece o desenvolvimento iraniano e seus testes de mísseis de longo alcance, garanta fortes inspeções pela AIEA e fixe as falhas da "cláusula do anoitecer", diz o telegrama. O ponto mais importante do acordo de julho de 2015 entre o Irã e seis grandes potências - Reino Unido, China, França, Alemanha, Rússia e os Estados Unidos - era que o Irã limitaria seu programa nuclear em troca de alívio nas sanções que prejudicaram sua economia. Trump vê três defeitos no acordo: a falha em abordar o programa iraniano de mísseis balísticos; os termos que definem como inspetores internacionais podem visitar as unidades nucleares do Irã; e as cláusulas do "anoitecer", pelas quais os limites no programa nuclear iraniano começam a expirar depois de 10 anos. Ele quer que todos os três pontos sejam fortalecidos para os Estados Unidos continuarem no acordo. O Departamento de Estado disse que não comentaria o telegrama, informando que não discutiria comunicações internas. A Casa Branca não respondeu aos pedidos para comentários.


Nigéria liberta 475 suspeitos do Boko Haram para reabilitação
Domingo, 18 Fevereiro 2018 15:41:48 -0000

Mais de 20 mil pessoas foram mortas e 2 milhões foram forçadas a fugir de casa desde que o grupo radical islâmico iniciou insurgência, em 2009. Local onde houve ataque do Boko Haram em 2016 na Nigéria Reuters Um tribunal da Nigéria liberou 475 pessoas supostamente filiadas ao Boko Haram para reabilitação, informou o Ministério da Justiça neste domingo (18), à medida que a maior investigação legal do país sobre a insurgência islâmica continua. A primeira pessoa condenada pelo sequestro de alunas de Chibok, em 2014, foi sentenciada a 15 anos de prisão na semana passada, e também recebeu uma sentença adicional de 15 anos, anunciou o Ministro da Justiça em um comunicado. Mais de 20 mil pessoas foram mortas e dois milhões foram forçadas a fugir de suas casas no nordeste da Nigéria desde que o Boko Haram iniciou uma insurgência em 2009, com o objetivo de criar um estado islâmico. Entretanto, grupos humanitários criticaram o tratamento das autoridades nigerianas contra os detidos, por infringirem os direitos dos suspeitos. Algumas das pessoas, cujos casos foram ouvidos na semana passada em um centro de detenção no centro da Nigéria, estão detidos sem julgamento desde 2010, de acordo com a declaração do Ministério da Justiça. "O Ministério Público não pode acusá-los [de] qualquer delito devido à falta de provas suficientes contra eles", disse o ministério. Em outubro, o ministério disse que 45 pessoas suspeitas de terem ligação com o Boko Haram foram condenadas e presas. Outros 468 suspeitos foram liberados e 28 suspeitos continuam detidos para julgamento em Abuja ou Minna.


Família brasileira conta como é morar na maior moradia coletiva do mundo
Domingo, 18 Fevereiro 2018 15:38:06 -0000

The Collective Old Oak fica em Londres, tem dez andares e abriga 546 pessoas. A maioria é de solteiros, mas casal de brasileiros mora lá com a filha. Espaço do Collective Old Oak, a maior moradia coletiva do mundo, que fica em Londres Divulgação/Site oficial Já imaginou morar num espaço de 10 m² e ter mais 500 vizinhos? Para um brasileiro de classe média, pode parecer estranho, a princípio, mas um "co-living" ou uma moradia coletiva, com um espaço privado pequeno e espaços de uso compartilhado, é tendência em muitas cidades grandes do Hemisfério Norte. Londres tem o maior coliving do mundo: o The Collective Old Oak fica no noroeste da cidade, tem dez andares onde moram 546 pessoas. A maioria é de solteiros, mas tem alguns casais e uma única família: os brasileiros Lucilia Wuillaume, seu marido Ricardo Esteves e a filha do casal, Anna Clara Esteves. Neste co-living, cada quarto tem de 10 a 25 m² e conta com um banheiro. Uma cozinha minimalista é compartilhada com o vizinho de porta. Mas cada andar conta com uma cozinha coletiva e outros espaços de interação, que incluem serviços como lavanderia e sala de ginástica, além de salas de jogos, biblioteca, salas de jantares e eventos, restaurante, espaço de coworking, sauna, jardim, terraço externo e outros. A ideia é usar o quarto só para dormir, já que todas as outras atividades podem ser realizadas em espaços coletivos. As razões para optar por este estilo de vida são variadas. Segundo Reza Merchant, CEO do The Colective Old Oak, o alto valor e a dificuldade de firmar um contrato de aluguel são algumas delas, mas não só. “Você sabe, em grandes cidades, a moradia vem se tornando impagável e inacessível. O coliving oferece soluções de moradia para pessoas de renda média. Outra questão é a solidão, que vem se tornando epidêmica, em cidades como Londres. Para resolver este problema, criamos comunidades, onde as pessoas possam se sentir parte de algo maior e podem interagir, se conectar. Esta é uma necessidade humana, todo mundo precisa se conectar.” A família Wuillaume-Esteves veio para este coliving depois de morar três anos em Paris. Eles querem passar uma temporada em Londres para melhorar o inglês da família e ter outras oportunidades de trabalho. Anna Clara tem 18 anos – idade mínima para morar neste coliving – e diz estar satisfeita com a experiência. “Eu achei que ia ser meio pequeno para os três, no começo, mas eu não acho tanto porque eu fico pouco no meu quarto e aí eu saio com meus amigos no prédio mesmo. Eu acho que o único problema daqui é que tem tudo, então eu nunca saio daqui”, disse. Anna Clara trabalha no restaurante do coliving. Tanto o restaurante quanto a sala de ginástica ficam no térreo e são abertos para as pessoas do bairro. Para Lucilia Wuillaume, a principal vantagem do coliving é a convivência, as amizades e laços que se formam entre os moradores. “A convivência é muito mais tranquila do que se pode imaginar. As pessoas sabem que estão vindo aqui viver juntamente com outras pessoas, então já existe um cuidado. Elas têm vontade de conviver, já há esta propensão. Claro que não é perfeito, sempre tem alguém que vai deixar alguma coisa suja, fazer um pouquinho de barulho, mas é muito mais tranquilo do que se pode imaginar", conta. Lucilia disse que se sente mais acolhida vivendo no coliving do que nos anos em que morou em Paris, com a sua família. “Eu fiz muitos mais amigos aqui do que em três anos em Paris, porque as pessoas vêm aqui para conviver, para dividir, para compartilhar, para ajudar. As pessoas se ajudam muito aqui, oferecem serviços, estão muito disponíveis, vêm aqui para conhecer os outros, para viver de uma forma diferente. Então é muito mais fácil você fazer amizade com pessoas que estão com vontade de fazer amizade, estão com vontade de compartilhar”, conta. Para Ricardo Esteves, a maior vantagem do coliving são os novos amigos que, muitas vezes, viram também parceiros de trabalho. "Na primeira semana aqui, conheci um colombiano e passamos a trabalhar juntos." Ricardo é fotógrafo profissional e orienta pessoas que querem entrar no mundo da fotografia. Outra vantagem, segundo ele, é o espaço de coworking, aberto 24 horas. “Como sou tutor de fotógrafos em diversos países, como Brasil e Austrália, muitas vezes eu preciso trabalhar de madrugada. Eu nunca poderia fazer isso na minha casa em Paris, por causa dos vizinhos, e também não encontraria um coworking aberto de madrugada. Aqui, basta eu sair do quarto e ir trabalhar no coworking do prédio na hora que eu quiser”, relata. Gabriel Voto, morador e funcionário do coliving, é mestre em Sustentabilidade e Liderança e trabalha com engajamento comunitário. “A ideia é criar uma comunidade estável e saudável aqui no prédio. Morando aqui, fica mais fácil entender os ganhos e as dores de quem opta por viver em coliving”, conta. “Este prédio é um microcosmo de Londres: a diversidade cultural que tem aqui, com pessoas do mundo inteiro, é uma torre de Babel, e acho que a gente tem conseguido criar um bom espírito de comunidade, apesar de não ser fácil. Acho que, se funciona aqui, funciona no mundo inteiro”, avalia. Segundo a administração do The Collective, a média de idade dos moradores é de 28 anos, mas tem gente de 18 a 60 anos. Cerca de 40% dos 560 locatários são de fora do Reino Unido. Para integrar tanta gente de origens e costumes diferentes, o co-living promove de 20 a 30 eventos toda semana. O tempo mínimo de permanência é de três meses.


Mulheres sauditas já podem abrir empresas sem autorização de tutor masculino
Domingo, 18 Fevereiro 2018 14:44:50 -0000
Medida anunciada neste domingo pelo governo tem o objetivo de estimular a atividade no setor privado. A partir de agora, as mulheres sauditas poderão criar suas próprias empresas sem solicitar o consentimento de um tutor masculino. A medida foi anunciada neste domingo (18) pelo governo, com o objetivo de estimular a atividade no setor privado. O comunicado publicado no site do Ministério do Comércio e do Investimento também informa que as sauditas podem se beneficiar dos serviços online [do governo], sem ter que demonstrar o consentimento de um tutor. Antes, para efetuar um procedimento administrativo, as sauditas eram obrigadas a pedir autorização para um homem - normalmente, o marido, o pai ou um irmão -, ficando dependentes da boa vontade deles. O príncipe herdeiro saudita, Mohamed bin Salman, 32 anos, lançou uma série de reformas no ano passado para estimular a participação das mulheres na vida pública e elevar a mão de obra feminina de 22% para mais de 30% até 2030. No ano passado, o reino decidiu que as mulheres poderão dirigir veículos a partir de junho de 2018. Em outro sinal de abertura, elas podem desde janeiro frequentar os estádios de futebol. Milhares de candidaturas femininas Em 12 de fevereiro, a Procuradoria de Riad anunciou sua intenção de recrutar mulheres pela primeira vez. O departamento de emissão de passaportes declarou ter recebido 107 mil candidaturas de sauditas interessadas em 40 vagas abertas nos aeroportos e postos de fronteira. Apesar disso, elas ainda enfrentam inúmeras restrições. Por causa do sistema de tutela masculina, precisam da permissão de um homem de sua família para estudar ou para viajar, entre outras atividades. Essa dominação masculina, que parece de outra era para mulheres ocidentais, ainda é comum no mundo árabe, onde as sociedades são patriarcais. O caso da Arábia Saudita representa o que existe de mais retrógrado em desigualdade de gênero. Com informações da AFP


Para onde vai a África do Sul depois da renúncia de Jacob Zuma?
Domingo, 18 Fevereiro 2018 13:55:16 -0000

Sob acusações de corrupção, presidente renunciou na última semana; desafio de sucessor Cyril Ramaphosa é agradar apoiadores do partido sem desagradar investidores em busca de uma retomada na economia. Jacob Zuma fala ao Parlamento em 7 de fevereiro Sumaya Hisham/Reuters Depois de anos de tentativas para retirá-lo do cargo e meses de especulação, Jacob Zuma foi forçado a renunciar ao cargo de presidente da África do Sul na última quarta-feira. Desde dezembro passado, Zuma estava fragilizado politicamente com o fim de seu último mandato como presidente do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), o partido político fundado por Nelson Mandela. Na ocasião, o rival de Zuma, Cyril Ramaphosa, assumiu o comando da legenda. As acusações de corrupção contra Zuma eram muito graves. A pior delas era denúncia de que uma família poderosa da Índia - os Guptas - teria obtido contratos lucrativos com o governo sul-africano graças à influência indevida de Zuma. Apesar de ambos os envolvidos negarem, mais detalhes foram surgindo sobre a suposta "tomada do Estado" por interesses particulares. Zuma também deverá responder a 18 denúncias de corrupção, fraude e lavagem de dinheiro, relacionadas a um acordo de compra de armas assinado nos anos 1990. O que esperar do novo presidente Cyril Ramaphosa tomou posse como presidente depois de ter sido eleito de forma indireta pelo Parlamento do país em uma disputa simbólica (era o único candidato). Ele disse que sua prioridade é tentar dar fôlego novo à combalida economia sul-africana. No fim do ano passado, após vencer a disputa acirrada pelo comando do ANC, ele disse que o país deveria "fazer tudo o que fosse possível para sanar a economia". Mas não vai ser uma tarefa fácil. O desemprego está em quase 30% (e cerca de 40% entre os jovens). As taxas de crescimento baixas e o investimento externo fraco foram levados em conta por duas das três maiores agências de investimento do mundo, que rebaixaram o crédito do país ao grau "especulativo". Um dos primeiros movimentos para resgatar a confiança dos investidores é atacar os casos frequentes de corrupção no centro do governo. Por exemplo: há acusações de má-gestão na companhia estatal de energia, Eskom. Esses problemas foram mencionados pelas agências de classificação de risco que rebaixaram a nota da África do Sul. Ao mesmo tempo, Ramaphosa precisa urgentemente unificar o próprio partido, o ANC. A disputa pelo controle da sigla exacerbou as divisões internas nela: Zuma ainda tem apoiadores dentro do ANC, que foram contrários à saída dele. Uma das maiores conquistas de Zuma foi diminuir a violência política em sua província natal, KwaZulu-Natal (KZN) durante as primeiras eleições democráticas do país, em 1994. Ele é extremamente popular na região, e tem muitos votos dentro da etnia Zulu, da qual faz parte. Há temores de que o ANC possa perder força eleitoral caso os seguidores de Zuma sintam-se preteridos. E também houve um aumento da violência em KZN à medida que a disputa pelo controle do ANC se intensificava. Estes são alguns dos motivos para Ramaphosa ter sido tão cuidadoso ao tratar da saída de Zuma, insistindo em várias ocasiões para que ele não fosse humilhado. Quem conhece a política sul-africana diz que Ramaphosa estava de olho no cargo de presidente desde que o ANC chegou ao poder, em 1994. A história é que ele ficou chateado por não ter sido escolhido por Nelson Mandela como seu sucessor, e deixou a política de lado. Agora, Ramaphosa finalmente realizou o sonho antigo. Mas, a menos que ele seja capaz de ganhar a confiança dos apoiadores de Zuma e amenizar os problemas da economia, seu tempo como presidente pode revelar-se de curta duração. Qual o próximo passo do ANC? O ANC ganhou todas as eleições na África do Sul desde o fim do domínio da minoria branca, em 1994. Para muitos sul-africanos, o ANC é o partido que os libertou da brutalidade do apartheid, e isso não é algo que pode ser facilmente esquecido. Mas sua popularidade tem diminuído e, pela primeira vez, existe uma possibilidade real do partido perder o poder - especialmente se as siglas da oposição se juntarem numa coalizão. O ANC sofreu perdas humilhantes nas eleições locais de 2016. Apesar de ter tido muito mais votos do que qualquer outra sigla, ele perdeu o controle das principais cidades, incluindo Joanesburgo (centro econômico do país) e Pretória (capital do Poder Executivo). Embora não haja dúvidas de que a vida de muitos sul-africanos melhorou, muita gente sente que o país não mudou o suficiente sob o comando do partido. A África do Sul ainda é um dos países mais desiguais do mundo, e mais da metade da população vive na pobreza. As alegações de corrupção no governo do ANC aumentaram a sensação de que existe uma elite privilegiada e politicamente conectada, se beneficiando às custas dos sul-africanos comuns. Muitos sul-africanos negros também sentem que as estruturas de poder criadas sob o apartheid ainda estão em vigor. Em particular, a concentração da terra e a desigualdade econômica. A redistribuição das terras agrícolas tomadas dos negros durante o apartheid continua dolorosamente lenta. Cerca de 95% do patrimônio do país está em mãos de 10% da população. E os sul-africanos brancos continuam ganhando cerca de cinco vezes mais do que os negros. O ANC prometeu acelerar a redistribuição da terra - até mesmo prometendo mudar a Constituição do país para permitir a expropriação da terra sem pagamentos em troca. E adotou a chamada política de "Transformação Econômica Radical", cujo objetivo é colocar o poder econômico nas mãos da maioria da população negra. Mas se quiser manter a confiança dos investidores, o partido também precisa convencer o mercado de que a África do Sul não vai seguir a estrada trilhada pelo Zimbábue. A África do Sul pode evitar se tornar um novo Zimbábue? Equilibrar os interesses de seus eleitores (majoritariamente negros) com as expectativas do mercado e a economia pode ser o maior desafio para o ANC antes das eleições de 2019.


Papa pede que jovens participem na preparação do Sínodo pela internet
Domingo, 18 Fevereiro 2018 13:49:34 -0000

Evento dos Bispos de 2018 acontece em outubro e se ocupará dos problemas dos jovens, além de buscar adequar sua linguagem e o uso das novas tecnologias para se aproximar deles. Papa Francisco durante reza do Angelus dominical PIZZOLI / AFP O papa Francisco pediu neste domingo (18) aos jovens que participem ativamente através de internet na preparação do Sínodo dos Bispos previsto para outubro e no qual falará sobre a juventude. Um total de 300 jovens de todo o mundo, de várias religiões e também não crentes, participarão de 19 a 24 de março no Vaticano de uma espécie de reunião sinodal prévia, na qual serão escutados e cujas contribuições servirão depois para preparar o Sínodo que terá como tema "Os jovens, a fé e o discernimento vocacional". O papa Francisco quis hoje estender este convite aos jovens de todo o mundo, encorajando-os a ser "protagonistas desta preparação". "Poderão intervir 'online' através de grupos linguísticos moderados por outros jovens", disse o pontífice, desde a janela do palácio apostólico do Vaticano e após a reza do Angelus dominical. Francisco disse que as propostas destes "grupos na rede" se unirão às da reunião de março e indicou que a informação está "no site da Secretaria do Sínodo dos Bispos". O Sínodo dos Bispos de 2018 se ocupará dos problemas dos jovens e buscará adequar sua linguagem e o uso das novas tecnologias para se aproximar deles, segundo o documento preparatório divulgado em 2017. Para planejar os temas também foi elaborado o tradicional documento preparativo e um questionário que foi enviou aos Sínodos dos Bispos e aos Conselhos dos Hierarcas das Iglesias Orientais Católicas, às Conferências Episcopais, aos Dicastérios da Cúria Romana e à União de Superiores Generais.


Exército israelense mata palestinos na Faixa de Gaza
Domingo, 18 Fevereiro 2018 13:07:00 -0000
Exército diz que tiros foram lançados contra grupo que se aproximava de modo suspeito da fronteira. Duas pessoas morreram. O Exército israelense matou dois palestinos na Faixa de Gaza, neste domingo (18), durante bombardeios que acontecem desde a véspera em consequência de um ataque a bomba contra seus soldados - declararam fontes médicas palestinas. Os dois palestinos morreram em um ataque israelense ao leste da cidade de Rafah, no sul de Gaza, relataram as fontes consultadas pela AFP. Segundo testemunhas palestinas, as vítimas foram atingidas por disparos perto da fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, governada pelo movimento islamita palestino Hamas. O Exército israelense disse ter disparado "tiros de advertência" na direção de um grupo de palestinos que se aproximava do muro da fronteira "de um modo suspeito". Desde sábado, Israel lança bombardeios aéreos contra 18 "alvos terroristas pertencentes ao Hamas" na Faixa de Gaza, depois que um artefato explosivo feriu soldados na fronteira e que um projetil disparado de Gaza alcançou uma cidade israelense também perto da divisa.


Para entender o fracasso na Previdência
Domingo, 18 Fevereiro 2018 12:44:46 -0000

Em "A lógica da ação coletiva", o economista Mancur Olson explica por que, numa democracia, os interesses das minorias tendem a prevalecer Capa do livro "A lógica da ação coletiva", do economista americano Mancur Olson Divulgação A reforma da Previdência foi posta de lado pela intervenção federal no Rio de Janeiro. Depois de mais de um ano de debate intenso, a sociedade brasileira se revelou incapaz de chegar a um acordo sobre um problema essencial para o seu futuro. Por que é tão difícil resolver a questão? A resposta está num livro dos anos 1960, A lógica da ação coletiva, tema de minha coluna na revista Época desta semana. Nele, o economista americano Mancur Olson destrincha os mecanismos que regem a formação de grupos, tornam os lobbies tão poderosos em qualquer democracia – e explica por que, quando está em jogo a perda de privilégios, a tendência é interesses de minorias organizadas prevalecerem sobre os da maioria.


Governador do Banco Central da Letônia é detido
Domingo, 18 Fevereiro 2018 12:32:47 -0000

Ilmars Rimsevics foi interrogado durante oito horas na sede central do escritório anticorrupção antes de ser preso. Ilmars Rimsevics, governador do Banco Central da Letônia, é detido após interrogatório REUTERS/Ints Kalnins/File Photo O governador do Banco Central da Letônia, Ilmars Rimsevics, foi detido na madrugada deste domingo após ser interrogado durante horas por agentes do Escritório para a Prevenção e a Luta contra a Corrupção (KNAB), segundo informou a própria agência. Inspetores da KNAB revistaram na sexta-feira (16) os escritórios e a residência privada de Rimsevics, que não estava no país e retornou ontem durante a tarde. O governador do Banco da Letônia foi interrogado durante mais de oito horas na sede central do escritório anticorrupção e durante a madrugada foi detido. Após a detenção, o primeiro-ministro do país báltico, Maris Kucinskis, mostrou sua total confiança no trabalho "profissional" do KNAB e garantiu que "não há indícios de riscos para o sistema financeiro letão", segundo declarações recolhidas pela radiotelevisão pública "LSM". Segundo explicou, tanto ele como a ministra de Finanças, Dana Reizniece-Ozola, estão seguindo de perto o caso e amanhã será realizado um Conselho de Ministros extraordinário para analisar a situação do sistema bancário letão. Como o resto dos governadores dos bancos centrais da zona do euro, Rimsevics é membro do conselho do governo do Banco Central Europeu (BCE).


Onde o presidente dos EUA se esconderia no caso de um ataque nuclear?
Domingo, 18 Fevereiro 2018 12:10:54 -0000

Temor de bombardeios atômicos estimulou a construção de uma série de bunkers nos Estados Unidos - e o governo americano tem vários deles à disposição. Trump fala sobre seu plano de melhoria de infraestrutura Kevin Lamarque/Reuters De Harry S. Truman a Donald Trump, os presidentes dos Estados Unidos têm acesso garantido a bunkers, espécies de abrigos fortificados para que possam se proteger em segurança no caso de uma guerra nuclear. Mas o que acontece se uma ameaça efetivamente surgir? Quase imediatamente, o presidente teria que ser levado para um lugar seguro. E ele tem um vasto conjunto de lugares à disposição. Um deles está localizado sob a Casa Branca e foi construído nos anos 50. Outro está escondido nas montanhas Blue Ridge, no Estado da Virgínia. No caso de Trump, ele também tem bunkers rudimentares em sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida, onde mantém um resort, e em seu campo de golfe em West Palm Beach, no mesmo Estado - e que estaria sob o segundo buraco do campo, de acordo com a revista americana Esquire. Preocupação nacional? A história dos abrigos antibomba de Trump reflete a maneira como os americanos têm lidado com a perspectiva de guerra nuclear nas últimas décadas. Para algumas pessoas, a ideia de uma guerra nuclear é inimaginável. Outras, por sua vez, fazem planos. Os preparativos para o inverno nuclear ou para outras conseqüências de uma possível guerra são muitas vezes muito elaborados e surpreendentes. O inverno nuclear é um fenômeno ambiental previsto como consequência dessa eventual guerra e, na prática, ocorreria porque uma nuvem de poeira bloquearia a luz solar e provocaria uma grande queda de temperatura no planeta. Nenhum bunker, porém, por mais brilhante que seja, sobreviveria a um impacto direto. "Não há defesa contra a tremenda explosão e o calor (que uma guerra nuclear provocaria)", diz Kenneth Rose, autor do livro One Nation Underground: The Fallout Shelter in American Culture ("Nação subterrânea: O abrigo radioativo na cultura americana", em tradução literal). O nome do livro faz referência ao tipo de abrigo construído normalmente debaixo do solo e usado como proteção contra a poeira radioativa após uma possível explosão nuclear. Se o presidente sobrevivesse ao ataque inicial, porém, um bunker viria a ser útil. Ele precisaria de um lugar de onde pudesse comandar a nação em segurança - mesmo que o resto do mundo estivesse em chamas. Autoridades dos EUA fizeram acordos de acesso a esses locais seguros para o presidente e um grupo de indivíduos considerados "no topo da cadeia alimentar", de acordo com Robert Darling, fuzileiro naval que passou parte do 11 de Setembro no bunker da Casa Branca. De acordo com ele, apenas um grupo seleto é admitido no bunker presidencial, o que acaba tornando a hierarquia social uma questão de vida ou morte. "Parte do negócio" Historiadores dizem que a construção de bunkers é uma parte necessária da estrutura governamental. "Você tem que manter uma cadeia de comando ou haveria um caos completo", argumenta Randy Sowell, arquivista da Biblioteca do Presidente Truman. A construção de abrigos e bunkers, seja para presidentes ou pessoas comuns, serve também para outro propósito: eles tornam mais fácil para os americanos falar sobre ogivas atômicas ou nucleares e ajudam a transformar a guerra nuclear global - impensável - em algo a se pensar. O presidente Harry Truman (1945-53) supervisionou o estabelecimento de uma administração federal de defesa civil na década de 1950. A mensagem geral do governo, explica Christian Appy, professor de História da Universidade de Massachusetts, era de que "a guerra nuclear não era necessariamente um apocalipse para todos". A agência de defesa civil ajudou a criar a ideia de "cidadania nuclear", diz Appy. O governo dos EUA queria que os civis se ajustassem a uma nova realidade, diz ele, preparando o caminho para a sua "anuência à corrida armamentista nuclear". Uma avaliação de bombardeio estratégico dos Estados Unidos descobriu que cerca de 30% dos que morreram imediatamente no ataque atômico dos EUA contra Nagasaki poderiam ter sido salvos por abrigos, diz Sowell, explicando a lógica por trás do programa de defesa civil de Truman. Autoridades da agência tentaram estabelecer um sistema de abrigos nacionais. Alguns chegaram a ser construídos para funcionários do governo e membros do público. Autoridades supervisionaram a construção de uma grande instalação em Los Altos, na Califórnia, na década de 1960, por exemplo. Mas foram sobretudo indivíduos particulares que construíram seus próprios bunkers. Milhares deles foram erguidos, diz a professora de história Laura McEnaney, que fez a descoberta enquanto pesquisava sobre o assunto para um livro. "A guerra nuclear", diz ela, se tornou "a responsabilidade da família nuclear". A herdeira de uma dessas famílias, chamada Marjorie Merriweather Post, construiu seus bunkers sob sua propriedade - justamente a Mar-a-Lago, na Flórida, posteriormente adquirida por Trump. Os abrigos subterrâneos foram construídos em uma época em que ela estava preocupada com a Guerra da Coreia e seu potencial de escalada, no início da década de 1950. Os abrigos foram escavados embaixo da edificação principal de Mar-a-Lago, de acordo com uma pesquisa sobre locais históricos realizada pelo Departamento americano de Interior. Trump comprou a propriedade junto com o bunker em 1985. Mais tarde descreveu a instalação subterrânea como robusta, "ancorada no recife de coral com aço e concreto". Os tetos são baixos, diz Wes Blackman. O ex-gerente do projeto tem 1,95m de altura e precisou andar abaixado enquanto visitava o lugar com Trump, anos atrás. "Era como se estivéssemos em uma exploração arqueológica", diz ele. O local era úmido, mofado e escuro, diz Blackman. Havia camas dobráveis presas a uma parede, um banheiro no meio da sala e dispositivos à manivela, que faziam o ar fresco entrar. Enquanto Post construía seu bunker em Mar-a-Lago, autoridades dos EUA faziam planos de contingência para Truman na Casa Branca. As autoridades queriam um local secreto com "um complexo governamental inteiro instalado lá", sorri Sowell - como se a ideia fosse absurda. No entanto, ele também sabe que esse lugar, por mais improvável que seja, existe: fica a cerca de 80 quilômetros de Washington. Mount Weather, um pico de 534 metros de altura perto de Bluemont, na Virgínia, foi transformado em um bunker gigante para o presidente, seus conselheiros e outros se esconderem em caso de ataque nuclear. Membros do Congresso seriam levados para um bunker no Greenbrier resort, perto da cidade de White Sulphur Springs, na Virgínia Ocidental. A instalação tinha um código, Project Greek Island (Projeto Ilha Grega, em tradução literal), e operou por décadas - até que sua existência foi revelada na mídia em 1992, quando o bunker acabou desativado. Mount Weather agora é administrado pela Agência Federal de Gerenciamento de Emergência (Fema, na sigla em inglês) e foi reativado após os ataques da Al-Qaeda em setembro de 2001, confirmou um diretor da Fema em depoimento concedido ao Congresso, em outubro daquele ano. Ele não deu detalhes. A instalação, teoricamente, poderia fornecer abrigo a Trump após um ataque. As pessoas que vivem na área são curiosas a respeito do local, também conhecido como Doomsday City. Hailey Roberts, estudante do Patrick Henry College, na cidade de Purcellville, Virgínia, descreve o local como "distante e secreto". Luke Shanahan, também estudante, diz que o percorreu muitas vezes e o estudou a partir de uma colina próxima. "Tem múltiplos helipontos", diz. No outono de 1961, uma construção começou em outro bunker presidencial. Este foi criado para o presidente John F. Kennedy na Flórida. Não é longe de Mar-a-Lago - membros dos batalhões de construção da Marinha dos Estados Unidos o ergueram em Peanut Island, a 10 minutos de uma casa em Palm Beach onde Kennedy se hospedava com frequência. O bunker era conhecido como Detachment Hotel, e sua construção custou US$ 97 mil, de acordo com um relatório de 1973 do Congresso. Kennedy chegou a ir ao lugar algumas vezes. Anthony Miller, que até recentemente dirigia um museu localizado na ilha, levou a reportagem da BBC até o local em seu barco. O bunker é um galpão ondulado construído 3,5 metros abaixo da terra. "É praticamente um buraco no chão", diz Miller. Ele puxa a maçaneta da porta e ela faz um rangido. Segurando a alavanca enferrujada, ele diz que é ali "onde o líder do mundo livre teria comandado o país". Os bunkers presidenciais, seja Mount Weather, Peanut Island ou Mar-a-Lago, foram construídos durante a Guerra Fria. Era um período "de presságios", diz Sowell, mas também de crença em preparativos - um período na história em que as crianças eram instruídas a se cobrir para não serem atingidas pela chuva radioativa. Blackman afirma que não viu necessidade de fortalecer o bunker em Mar-a-Lago para Trump. "Se o Armagedom for desencadeado", diz Blackman, "não haverá onde se esconder." O bunker era usado para armazenar, por exemplo, mesas e cadeiras. Ele diz ainda que entende a necessidade desse tipo de abrigo. E que se o mundo desmoronasse, iria se esconder na casa do lago onde mora com dois cachorros. "Talvez todos nós construamos bunkers à nossa própria maneira", diz. "Uma espécie de cobertor de segurança - o seu lugar seguro". Quem é autorizado a entrar em um bunker presidencial? Peanut Island: O presidente e poucos assessores e secretários (havia espaço para 30). Casa Branca: Segundo Darling, o então vice-presidente Dick Cheney trabalhou por trás da "porta de aço" do bunker no 11 de setembro de 2001, ao lado de sua mulher, de Condoleezza Rice, a assessora de segurança nacional, do secretário de Defesa Donald Rumsfeld e outros. (O então presidente George W Bush passou o dia na Air Force One, a aeronave oficial da Presidência). Mount Weather: Há espaço para o presidente, seus assessores e centenas de outros - até mesmo jornalistas (uma sala de imprensa foi construída).


Viúvo de deputada britânica assassinada é acusado de assédio sexual
Domingo, 18 Fevereiro 2018 11:34:44 -0000

Brendan Cox renunciou de suas funções em duas organizações criadas em memória de sua esposa, Jo Cox, após se ver envolvido em escândalo sexual. Brendan Cox, viúvo da parlamentar britânica Jo Cox, assassinada na quinta (16), discursa durante encontro para celebrar a vida de Jo na Trafalgar Square em Londres, na Inglaterra. Ela foi esfaqueada e baleada após defender a causa dos refugiados sírios Alastair Grant/AP Brendan Cox, o viúvo da deputada britânica assassinada em 2016, Jo Cox, renunciou de suas funções em duas organizações criadas em memória de sua esposa após se ver envolvido em episódios passados de suposto assédio sexual, informa neste domingo o tablóide "Mail On Sunday". O citado tablóide britânico revelou acusações feitas por dois ex-colegas de Cox, ocorridos supostamente quando este já era casado com a parlamentar trabalhista, morta assassinada por um homem de extrema direita, que disparou contra ela e a esfaqueou durante a campanha do referendo europeu em 2016. Uma das acusações faz referência a um caso de suposto assédio contra uma colega em 2015, quando ambos trabalhavam na ONG "Save The Children". O citado tablóide britânico também revela que meses depois, Cox tentou forçar outra mulher durante uma viagem à Universidade de Harvard (Estados Unidos). Cox negou ter acossado essas duas mulheres, mas admitiu ter tido no passado uma conduta "inadequada". "Cometi erros e tenho me comportado de uma maneira que ocasionou ofensa e dor a algumas mulheres", disse Cox, que deixou os cargos que ostentava nas organizações "More In Common" e a "Fundação JoCox". O viúvo da deputada trabalhista qualificou essas acusações de "exagero enorme" ao mesmo tempo que reconheceu que pode ter "ultrapassado a linha". Brendan Cox se transformou em uma figura bastante conhecida neste país depois que sua esposa foi assassinada a sangue frio por um fanático de extrema direita durante a campanha prévia ao histórico referendo de 23 de junho de 2016, que terminou com o triunfo do "Brexit" (saída do Reino Unido da União Europeia). Em comunicado divulgado no sábado (17) durante a noite, Brendan Cox se "desculpou profundamente e sem reservas" por seu "comportamento passado" e pelo "dano e ofensa ocasionados". "Após o assassinato de Jo, prometi que dedicaria a minha vida a duas coisas: a primeira, querer e proteger nossos filhos e, a segunda, lutar contra o ódio que assassinou Jo", disse. "Nos últimos dias, ressurgiram acusações de vários anos que fazem com que me concentrar nessas duas tarefas seja muito mais difícil. Por essa razão, decidi deixar os meus postos públicos por enquanto", acrescentou. Também esclareceu que "não aceita as acusações", mas que "reconhece e compreende" que durante sua época com a "Save The Children" cometeu "erros", uma conduta, acrescentou, que "nunca foi maliciosa, mas sem dúvida foi inadequada". Na entrevista ao "Mail On Sunday", Cox não esclareceu se sua esposa sabia desses incidentes. "Nunca fingimos ter a relação perfeita, nem o casamento perfeito. Tivemos momentos difíceis, tivemos momentos incríveis, mas não vou detalhar conversas que tive com ela porque já não está aqui", afirmou.


Netanyahu diz que verdadeira história do Holocausto não pode ser reescrita
Domingo, 18 Fevereiro 2018 11:32:33 -0000

Discurso foi resposta a primeiro-ministro polonês, que disse também ter havido 'criminosos judeus' no período. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursa em Munique, na Alemanha, neste domingo (18) Lennart Preiss/MSC 2018/AP O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, advertiu neste domingo (18) que seu país nunca permitirá "que a verdade histórica seja reescrita", depois que o primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, disse ontem que também houve "criminosos judeus" no Holocausto. "Não esqueceremos, não perdoaremos e sempre lutaremos pela verdade", manifestou Netanyahu em discurso na Conferência de Segurança de Munique, fazendo referência, sem citá-la, à polêmica lei aprovada pela Polônia que proíbe acusar esse país de cumplicidade com o Holocausto. Morawiecki defendeu ontem a norma em um discurso na mesma Conferência, onde afirmou que "certamente que não será sancionável ou crime dizer que houve criminosos poloneses, como houve criminosos judeus, russos e ucranianos, não só criminosos alemães". Essa referência aos judeus suscitou a indignação de Netanyahu, que na sua conta do Twitter criticou ontem a incapacidade da Polônia de "entender a história" e "a falta de sensibilidade perante a tragédia" vivida por seu povo, ao mesmo tempo que dizia que falaria com Morawiecki. Após essa mensagem, o escritório do primeiro-ministro polonês divulgou um comunicado para assegurar que "em nenhum caso" Morawiecki teve intenção de "disparar conrra as vítimas do Holocausto com a responsabilidade do que foi um genocídio nazista alemão". As suas palavras, explicou, "devem ser interpretadas como uma chamada sincera a uma discussão aberta sobre os crimes cometidos contra os judeus durante o Holocausto, independentemente da nacionalidade dos envolvidos em cada crime". Após assegurar que a Polônia quer manter com Israel um diálogo baseado "na verdade e na confiança mútua", o Executivo polonês afirmou que "qualquer tentativa de equiparar os crimes dos responsáveis alemães nazistas com as ações de suas vítimas - judeus, poloneses, ciganos e outros - que lutaram por sobreviver deve ser condenadas de forma aberta e decidida". Desde que superou a primeira votação parlamentar, Israel criticou a controversa lei polonesa ao considerar que pode ocultar a cumplicidade, direta ou indireta, de setores da sociedade polonesa nos crimes contra os judeus. As suas críticas, respaldadas também pelos Estados Unidos, não impediram que a norma entre em vigor com a assinatura do presidente polonês, Andrzej Duda, que a enviou ao Tribunal Constitucional para que analise se seu conteúdo vulnera a liberdade de expressão e dificulta o trabalho de historiadores e meios de comunicação, como advertem os seus opositores.


Por que resolvi me assumir homossexual aos 91 anos
Domingo, 18 Fevereiro 2018 11:22:58 -0000

Antiga funcionária pública britânica que foi assessora de imprensa de dois ex-primeiros-ministros, Barbara Hosking escreve suas memórias e revela viver um relacionamento com outra mulher. Ao escrever suas memórias, a ex-servidora inglesa Barbara Hoskins revelou manter um relacionamento com outra mulher há 20 anos Antonio Olmos via BBC "Eu realmente aprecio o fato de que, na minha idade, posso ser totalmente livre com as pessoas. Acho que corro um pouco o risco de me tornar um ícone gay!", diz Barbara Hosking, que decidiu assumir sua homossexualidade aos 91 anos, em meio a suas reflexões sobre sua vida nos corredores do poder. Como funcionária pública, a inglesa trabalhou para dois primeiros-ministros britânicos, Edward Heath (1970-74) e Harold Wilson (1964-70 e 1974-76), e também foi uma executiva de televisão. Hosking combateu o sexismo em toda sua carreira, tendo defendido equiparação salarial entre homens e mulheres e brigado para estar na mesma sala durante algumas reuniões. Em entrevista à BBC Radio 5, ela explicou o motivo de nunca ter falado de sua sexualidade para a sua família. "Meus pais não teriam entendido e teriam ficado chocados. Eles me amavam muito, mas meu pai era um homem à moda antiga, convencional. Minha mãe provavelmente teria pensado que foi uma escolha difícil e infeliz para eu ter feito. Na verdade eu tenho sido muito feliz. Tive uma vida plena." Hosking mantém um relacionamento homossexual há 20 anos e decidiu revelar isso publicamente ao escrever sua autobiografia, com o título Além dos meus limites: Memórias de uma Desobediente Funcionária Pública (em tradução livre). "Os homens tiveram um grande momento libertador quando as leis (que proibiam a homossexualidade) mudaram e eles não corriam mais perigo de serem presos ou, mais antigamente, serem mortos (por causa da orientação sexual)", diz ela. "As mulheres nunca tiveram isso, mas é extremamente difícil - você pode facilmente ser relegada ao ostracismo." A inglesa se mudou da Cornuália para Londres aos 21 anos, em busca de uma carreira no jornalismo. Ela se integrou ao escritório de imprensa do Partido Trabalhista e passou a servir como assessora de imprensa de Edward Heath e Harold Wilson. Igualdade salarial Apesar de seu histórico no Partido Trabalhista - ela chegou a pensar em concorrer a uma vaga como parlamentar -, Hosking diz ter certa empatia pelas dificuldades enfrentadas pela atual premiê, Theresa May, que tem o desafio de colocar em prática a saída do Reino Unido da União Europeia (o Brexit, decidido em plebiscito no ano passado), tendo perdido maioria absoluta no Parlamento em meados do ano passado. "Ela teria sido uma primeira-ministra maravilhosa em 'tempos fáceis', com uma grande maioria (no Parlamento), mas ela não teve condições para lidar com o que está acontecendo agora." "É uma posição horrorosa para qualquer primeiro-ministro estar, com seu gabinete rachado, assim como parlamentares divididos atrás dela. É triste porque ela tem muitas qualidades, mas falta o 'instinto matador' para agir. Pode ser que ela olhe em volta e sinta que não consegue." Hosking, que já soube de subordinados que ganhavam salário maior que o seu, diz estar desanimada com o fato de as mulheres terem de continuar lutando por igualdade profissional. "Acho isso chocante. Por que é tão difícil pagar salários iguais? (A desigualdade) acontece em vários lugares, (mas) poderia ser resolvida." Em defesa de direitos iguais Apesar disso, Hosking acredita que agora as mulheres "têm mais liberdade para escolher serem elas mesmas do que em qualquer outro momento da história". Ela lembra de mulheres sendo convidadas a se retirar da sala após um jantar de alto nível em Bruxelas. "Eu respondi 'Sinto muito, eu preciso voltar. Estou com meu ministro, sou sua secretária particular'. E eles disseram: 'Você não pode fazer isso, as mulheres se retiram para os homens então poderem discutir'. E eu disse: 'Ele não será capaz de fazer isso sem mim, eu fiz todo o trabalho para isso'", conta. "Me disseram que eu viraria tema de conversa em Bruxelas no dia seguinte (por causa dessa postura)." Ela torce para que o movimento #MeToo, que começou com os escândalos de Hollwood e se espalhou por todo o mundo trazendo denúncias de assédio e abuso sexual vivenciados por mulheres, seja um divisor de águas, mas não esconde certo ceticismo. "Pode haver uma mudança cultural, mas é algo difícil", opina. "No passado, (o assédio) era algo que você suportava e guardava para você. Você dava um tapa na mão deles (homens) ou dava um bom empurrão. Acho que você poderia dar uma joelhada se fosse o caso." Ela também diz lamentar o Brexit, já que esteve com o primeiro-ministro Edward Heath quando ele assinou o Tratado de Roma, em 1957, que lançou as bases para a formação da União Europeia. "Eu votei para que o Reino Unido permanecesse na União Europeia. Que grande tiro no próprio pé (é o Brexit). As pessoas queriam mudança, então foi fácil culpar a imigração ou a Europa, como se não fossemos parte da Europa." Por fim, ela revela sua estratégia de longevidade: vinho tinto. "Bebo duas taças por dia. Meu médico sabe e diz que está tudo bem".


Como a China se tornou uma potência militar global
Domingo, 18 Fevereiro 2018 11:17:05 -0000

A modernização militar chinesa está avançando a passos largos - entenda como isso pode mudar o equilíbrio de poder no mundo. Força anti-terrorismo, incluindo a polícia de segurança pública e a polícia armada participam de um exercício anti-terrorismo conjunto em Hami, região de Xinjiang, noroeste da China. AFP A modernização das forças armadas chinesas está acontecendo mais rápido do que a maioria dos especialistas esperava. Cada vez mais, dizem observadores do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), são os chineses (e não mais a Rússia) que estabelecem o padrão usado por Washington para avaliar a capacidade de sua própria máquina de guerra. E esta constatação é especialmente verdadeira para a Marinha e a Aeronáutica, que são o foco do esforço de modernização da China. O IISS é sediado em Londres, no Reino Unido. O aumento do poder chinês foi discutido na última edição do Balanço Militar, um relatório publicado anualmente pelo IISS desde o ano de 1959. O estudo é uma avaliação ampla da capacidade e dos gastos bélicos de cada país. As mudanças nas forças armadas chinesas já estão em andamento há alguns anos. Mas agora o país asiático atingiu - ou está muito próximo de atingir - o ponto no qual se torna um rival sério para os Estados Unidos. Os americanos continuam sendo a maior potência bélica do mundo. Antes da publicação do Balanço Militar (na última terça-feira), eu me reuni com pesquisadores do IISS para entender melhor os detalhes desta tendência. O progresso técnico acumulado pela China é impressionante em várias áreas - desde mísseis balísticos de longo alcance até caças militares de quinta geração. No ano passado, por exemplo, a China colocou na água seu último navio de combate - o cruzador Type 55. O poder de fogo da embarcação não fica aquém de nenhum equipamento da Otan, a aliança militar ocidental liderada pelos Estados Unidos. Neste momento, a China está trabalhando em um segundo navio porta-aviões (o primeiro, construído totalmente pelo país, foi lançado em abril de 2017). Também está reformando a estrutura hierárquica do comando de suas forças. E, em termos de artilharia e defesa anti-aérea, já possui alguns armamentos mais avançados que os controlados pelos Estados Unidos. Desde o fim dos anos 1990, a Marinha chinesa passou a receber transferências de tecnologia russa, e renovou a maior parte de sua frota de navios e submarinos. Os chineses também dizem que seu novo jato de combate para um tripulante, o J-20, já está em operação. No jargão militar, o J-20 é o que se chama "jato de quinta geração". Significa que a aeronave traz a tecnologia "stealth" (parcialmente invisível a radares) e quebra a barreira do som quando está em velocidade de supercruzeiro (supersônica), entre outras coisas. Os especialistas da IISS, porém, são céticos quanto às capacidades da Aeronáutica chinesa. "A Força Aérea chinesa ainda precisa desenvolver táticas viáveis para operar com estes aviões de quinta-geração", dizem eles, "e criar doutrinas militares capazes de mesclar os novos jatos de combate com os modelos de 'quarta geração' já existentes". "Apesar disso, o progresso chinês é muito claro", dizem os especialistas do IISS. "Além dos aviões em si, eles agora têm toda uma linha de mísseis disparados por aviões que não devem nada aos que existem nos arsenais do Ocidente", dizem. Empurrar a guerra para o Pacífico A edição deste ano do Balanço Militar dedica um capítulo inteiro aos desenvolvimentos no armamento aéreo de Rússia e China - segundo a publicação, um dos principais desafios ao domínio ocidental. Desde o fim da Guerra Fria, os Estados Unidos e seus aliados usaram ataques aéreos em várias ocasiões, com um número muito pequeno de baixas. Mas esse domínio, segundo o IISS, será desafiado cada vez mais nos próximos anos. A China está desenvolvendo uma linha de mísseis de longo alcance disparados por jatos contra outros aviões (no jargão, esses projetos são chamados de "míssil ar-ar"). O alvo dessas armas são aeronaves de comando e de abastecimento que hoje estão fora de alcance. Estas últimas são peças-chave - ainda que muito vulneráveis - de qualquer ataque aéreo. Soldado usa um lança-míssil durante a competição militar 'Mestres de Batalha Anti-Aérea 2015' perto da cidade de Yeisk, na Rússia. Equipes das forças armadas de China, Paquistão, Venezuela, Belarus e Rússia participam do evento Sergei Venyavsky/AFP De acordo com os autores do Balanço Militar, é possível que estes novos mísseis chineses ar-ar "forcem os Estados Unidos e seus aliados regionais a rever não só suas táticas, técnicas e procedimentos, mas o próprio direcionamento de seus programas de combate aeroespacial" nos próximos anos. Já em terra, o Exército chinês está ficando para trás no esforço de modernização, segundo o relatório do IISS. Apenas metade dos equipamentos estaria atualizada e teria utilidade para o combate, diz o estudo. Mas, mesmo nesta área, há progresso sendo feito. A China tem um objetivo estratégico claro por trás do desenvolvimento dos novos armamentos. A ideia é que, na eventualidade de um conflito armado, o poder militar dos Estados Unidos seja empurrado o mais longe possível das fronteiras chinesas. De preferência, para o meio do Oceano Pacífico. No jargão militar, a estratégia é conhecida como "defesa de território por negativa de acesso", ou A2AD, na sigla em inglês. A estratégia está por trás da escolha chinesa de armas aéreas e marítimas de longo alcance, capazes de colocar em risco destacamentos inteiros da Marinha dos Estados Unidos. Então, em uma analogia com o futebol, como adversária militar, pode-se dizer que a China chegou com êxito à Premier League (divisão de elite do Campeonato Inglês). Mas esse, porém, não é o fim do impacto militar global de Pequim. O país também está perseguindo uma estratégia ambiciosa de exportação de armamentos. Com frequência, a China tem tentado vender tecnologias avançadas para outros países. Guerra comercial O mercado de drones militares é um bom exemplo. Esta é uma tecnologia que está se expandindo rapidamente e que põe em questão a fronteira entre os tempos de paz e de guerra. Os Estados Unidos, que foram pioneiros na área, recusaram-se a vender certos drones armados mais sofisticados para outros países, com exceção de aliados tradicionais, como o Reino Unido. A França, que já opera com drones Reaper, de origem americana, anunciou planos para armar os equipamentos. Já os chineses nunca tiveram limitações parecidas: exibiram em feiras militares do mundo todo seus veículos aéreos não-tripulados, junto com os armamentos que eles podem carregar. Segundo o relatório do IISS, a China já vendeu estes drones (chamados de UAVs, na sigla em inglês) para vários países, incluindo Egito, Nigéria, Paquistão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Miamar, entre outros. Este é um ótimo exemplo de como uma política para a área militar trouxe resultados imprevistos: a relutância de Washington em vender tecnologia deixou o caminho aberto para Pequim. É inegável também que a decisão política dos Estados Unidos acabou estimulando países que, até então, só usavam drones para fins de inteligência, a irem atrás da variante de combate. Exportadores de armas dos Estados Unidos e do resto do Ocidente veem a China como uma ameaça comercial crescente. Na comparação com o cenário de dez anos atrás, houve um aumento importante da presença chinesa no mercado, oferecendo equipamentos de boa qualidade. O país do extremo Oriente, como mostra o exemplo dos drones, está tentando entrar em mercados que os fabricantes ocidentais e seus governos consideram "sensíveis demais". E, como me disseram os especialistas do IISS, a China tende a levar vantagem nesta disputa. Geralmente, o armamento chinês oferece algo como 75% da capacidade do concorrente ocidental, mas por 50% do preço. Uma bela oferta. Já as exportações de armamentos de solo chinesas são menos impressionantes. Continuam restritas aos mercados de países como a Rússia e a Ucrânia. Mas em 2014, quando o governo ucraniano perdeu o prazo de entrega de uma remessa de tanques comprados pela Tailândia, os tailandeses recorreram a um armamento chinês - o tanque VT4. E parecem ter gostado: no ano passado, a Tailândia encomendou uma nova remessa. Os especialistas do IISS também dizem que a China está trabalhando em armas voltadas para mercados específicos - mencionam, por exemplo, um tanque de guerra leve pensado para países africanos, cujas estradas e infraestrutura não aguentam os modelos mais pesados desenvolvidos em outros países. Armas da China em mãos de terceiros O papel crescente da China como fonte de armamento sofisticado é algo que aterroriza vários países e não só os vizinhos do gigante asiático. As forças aéreas ocidentais tiveram cerca de três décadas de superioridade. Mas a estratégia de "negativa de acesso" dos chineses acabou dando origem a armas que podem ser usadas para a mesma finalidade por outros países também. Um país da Europa Ocidental pode nunca enfrentar um conflito com a China, mas pode um dia ter de lidar com armas chineses nas mãos de outros países. Como diz um pesquisador do IISS, "a percepção de que os riscos serão baixos ao intervir num território estrangeiro agora precisa ser revista", diz.


Avião com 65 a bordo cai no Irã 
Domingo, 18 Fevereiro 2018 08:08:41 -0000

Helicóptero de resgate não conseguiu chegar ao local do acidente devido ao mau tempo. Não há informações sobre sobreviventes.  Avião cai no sul do Irã Um avião operado pela Aseman Airlines, com 65 pessoas a bordo, caiu no sudoeste do Irã na manhã deste domingo (18), segundo a mídia iraniana. Inicialmente, a companhia aérea falou em 66 pessoas, mas segundo a Reuters, um dos passageiros perdeu o voo. A aeronave voava no trecho entre Teerã e a cidade de Yasuj, no sudoeste do país, e caiu no Monte Dena, na Cordilheira de Zagros, região montanhosa de Samirom, a cerca de 480 km da capital iraniana. Não há informações sobre sobreviventes. Segundo informações da agência EFE, o porta-voz de Emergências iraniano, Moytaba Khaledi, explicou que o aparelho desapareceu do radar cerca de 20 minutos depois de ter decolado do aeroporto de Teerã. O voo EP 3704, feito em um avião ATR 72, decolou de Teerã às 8h local (1h30, em Brasília). Poucas horas após a confirmação da queda, a companhia aérea chegou a confirmar que todos os ocupantes do voo (incluindo uma criança) haviam morrido, mas em seguida retirou a informação, declarando que, devido às circunstâncias especiais da região e à falta de acesso ao local do acidente, não poderiam confirmar de forma precisa e definitiva a morte de todos. Segundo a rede britânica BBC, o mau tempo teria impedido que um helicóptero de emergência chegasse ao local. Mas ainda não há informações sobre o que teria causado a queda do avião. De acordo com as primeiras informações das agências Insa e Fars, atribuídas a Pirhosein Koolovand, chefe do serviço nacional de emergência, todos os serviços de socorro estão em alerta. Infográfico: Juliane Monteiro/G1 No domingo (11), um avião da companhia aérea Saratov caiu perto de Moscou e deixou 71 mortos. Segundo o registro da Bureau of Aircraft Accidents, empresa sediada na Suíça que contabiliza acidentes aéreos, o acidente foi o desastre que teve maior número de mortos desde a queda da aeronave em que viajava a equipe da Chapecoense em novembro de 2016, na Colômbia, em que também morreram 71 pessoas, considerando apenas voos comerciais. O voo da Chape era um charter (quando a aeronave é alugada para um voo específico), enquanto o da Saratov era um voo regular, de linha. ATR-72, aeronave da Aseman Airlines, durante pouso em Dubai em julho de 2008 MARWAN NAAMANI / AFP Familiares de vítimas de avião que caiu no Irã aguardam notícias em frente de mesquita próxima ao aeroporto do Teerã ATTA KENARE / AFP Familiares de vítimas de avião que caiu no Irã aguardam notícias em frente de mesquita próxima ao aeroporto do Teerã REUTERS/Tasnim News Agency Familiares de vítimas de avião que caiu no Irã aguardam notícias em frente de mesquita próxima ao aeroporto do Teerã ATTA KENARE / AFP Serviço de emergência iraniano se reúne em mesquita próxima ao aeroporto de Teerã, de onde partiu a aeronave que caiu com 66 pessoas ATTA KENARE / AFP


A pintura escondida atrás de uma obra-prima de Picasso
Sabado, 17 Fevereiro 2018 22:22:18 -0000

Com uma técnica de digitalização, pesquisadores encontraram a pintura de uma paisagem de Barcelona na base da obra de 'La Misereuse Accroupie'. O equipamento de digitalização é mais barato que outras técnicas e pode ser levado a várias galerias ART GALLERY OF ONTARIO Usando uma nova técnica de digitalização, pesquisadores nos Estados Unidos descobriram uma pintura que pairava sob uma das grandes obras de Pablo Picasso, a chamada "La Misereuse Accroupie". Embaixo da pintura de óleo, há uma outra pintura, com o desenho de uma paisagem da cidade de Barcelona, na Espanha – aparentemente, Picasso a teria usado como base para sua obra-prima. O novo sistema de raio-X fluorescente é mais barato do que outros sistemas de digitalização de artes e ele é "portátil", o que faz com que possa ser levado para qualquer galeria que tenha interesse. Os detalhes sobre a descoberta foram revelados na Associação Americana pelo Avanço da Ciência em Austin, no Texas, nos Estados Unidos. A La Misereuse Accroupie faz parte do chamado "período azul" de Picasso, que durou de 1901 a 1904, quando a cor azul era a que dominava a gama cromática de suas obras. "É aqui que a tecnologia nos permite entrar um pouco na mente do artista, para entender o processo criativo de Picasso e como ele efetivamente começou a produzir sua arte", disse o pesquisador Marc Walton da Northwestern University, que estava apresentando o trabalho em Austin. "Isso nos dá uma ideia melhor sobre como essa estrutura de camadas se desenvolveu, porque alguns pigmentos estão em apenas uma camada e não na outra", analisou Walton. O que os pesquisadores notaram é que a pintura da paisagem – que provavelmente teria sido pintada por um aluno e aspirante a artista – estava virada em cerca de 90 graus. O contorno das colinas ao fundo virou as costas da mulher. Ela assume o formato e a forma de uma região interiorana catalã. "Picasso usou a paisagem de Barcelona como inspiração para a forma da mulher", disse Walton. Kanneth Brummel, curador da Galeria de Arte de Ontario, em Toronto, disse que ficou animado ao descobrir que havia uma pintura sob a obra de La Misereuse Accroupie. "Ajuda a determinar a data de quando foi feita a pintura e também onde ela foi feita", afirmou à BBC. "Mas também dá uma ideia sobre quem seriam os artistas com quem o pintor estava envolvido. E essas informações nos ajudam a fazer perguntas novas, mais interessantes e cientificamente mais precisas sobre um artista, seu processo artístico e como ele chegou às formas que vemos na superfície de uma pintura ". As costas da mulher foram feitas com o contoro das montanhas de Barcelona PICASSO ESTATE Francesca Casadio, do Centro de Estudos Científicos nas Artes de Chicago, que está entre as líderes do projeto, espera que esses equipamentos de digitalização sejam cada vez mais utilizados e ajudem na compreensão mais profunda dos artistas e também deem uma ideia melhor sobre a forma como trabalhavam. "Muitas outras obras estão apenas esperando para contar seus segredos e com nosso sistema digitalizado nós podemos ajudá-las a falar ainda mais conosco", disse. Até hoje, a digitalização ficava restrita apenas para as melhores obras de arte - e para as galerias mais ricas. Agora, o novo sistema pode ser usado por qualquer um para encontrar a história por trás de qualquer pintura que lhes desperte interesse.


Vaticano nomeia nova comissão antipedofilia com 17 membros
Sabado, 17 Fevereiro 2018 19:00:29 -0000

Cardeal americano Sean O'Malley foi confirmado como o líder; além dele, serão 8 mulheres e 8 homens.   Sean O'Malley e o papa Francisco em foto nesta quarta-feira (14) Andrew Medichini/AP Photo O Vaticano anunciou neste sábado (17) ter nomeado novos membros para a comissão antipedofilia, após o balanço controverso de atividades do grupo anterior de especialistas. O cardeal americano Sean O'Malley foi confirmado na liderança desta comissão, assim como outros sete membros anteriores. No entanto, nove novos membros passaram a fazer parte deste grupo, criado por iniciativa do papa Francisco. Sem contar seu presidente, a comissão é formada por oito mulheres e oito homens, incluindo vítimas de abusos sexuales cometidos por eclesiásticos. "Nosso santo padre, o papa Francisco, prestou muita atenção e orações à nomeação destes membros", assegurou o cardeal O'Malley, citado em um comunicado do Vaticano. A comissão pontifícia para a proteção dos menores foi criada em 2014, pouco depois da eleição do papa Francisco, para "assistir as igrejas locais em todo o mundo em seus esforços para proteger dos ataques as crianças, jovens e adultos vulneráveis", segundo a definição do cardeal americano. No entanto, seu trabalho foi duramente criticado no ano passado por dois de seus membros. Irlandesa Marie Collins em foto de 3 de maio de 2014 Riccardo De Luca/AP Photo A irlandesa Marie Collins, de 71 anos e vítima aos 13 anos de abusos sexuais por um padre, preferiu renunciar, em março de 2017, denunciando a "vergonhosa" falta de cooperação do Vaticano. O britânico Peter Saunders, outra vítima de abusos sexuais, renunciou em 2016 afirmando que a comissão "necessitava de sangue novo do exterior". Esta comissão é "composta por pessoas competentes, mas precisa ser reforçada por membros que não estejam completamente entregues à Igreja", declarou em março passado à AFP. Nem Collins nem Saunders voltaram a ser nomeados neste grupo de especialistas, cuja tarefa se limita a investigações e propostas sobre prevenção, sem intervir em casos individuais.


Queda de helicóptero no México após terremoto deixou 13 mortos
Sabado, 17 Fevereiro 2018 18:25:59 -0000

Autoridades atualizaram o número de vítimas devido ao acidente. Durante a madrugada, apenas três mortes tinham sido confirmadas. Pessoas são vistas na rua após abandonarem prédios depois de terremoto na Cidade do México, na sexta-feira (16) Reuters/Claudia Daut Pelo menos 13 pessoas em terra, incluindo três crianças, morreram quando um helicóptero militar que transportava autoridades do México para avaliar danos causados ​​por um terremoto caiu numa cidade no sul de Oaxaca, disseram autoridades neste sábado (17). O helicóptero, que levava o ministro do Interior do México e o governador do estado, caiu em cima de dois furgões em campo aberto enquanto tentava aterrissar em Santiago Jamiltepec após avaliar os danos de um forte terremoto na véspera, disseram autoridades. Terremoto de magnitude 7,2 atinge o México nesta sexta (16) As autoridades do governo sobreviveram, mas 12 pessoas morreram no local na hora do acidente e uma outra morreu mais tarde em um hospital, disse o escritório do procurador-geral de Oaxaca em comunicado. Outras 15 pessoas ficaram feridas. O terremoto de magnitude 7,2 deixou quase um milhão de casas e negócios sem energia na Cidade do México e no sul e danificou pelo menos 50 casas em Oaxaca. O estado, juntamente com a Cidade do México, ainda sofre os efeitos de terremotos que causaram danos generalizados em setembro e mataram pelo menos 471 pessoas.


'Massacres geram efeito imitação, atiradores querem fama', diz psicólogo americano
Sabado, 17 Fevereiro 2018 18:10:14 -0000

Estatísticas indicam que, só em 2018, já aconteceram pelo menos seis incidentes em que estudantes ou professores foram alvos de ataques nos EUA; segundo especialista em massacres desse tipo, Peter Langman, motivo da multiplicação pode estar em 'efeito de contágio'. Imagens mostram estudantes sendo evacuados em grupos pequenos após massacre na Flórida; segundo pesquisador, "alguns desses ataques ganham tanta atenção da mídia que isso acaba se tornando muito desejável para outras pessoas" Mike Stocker/South Florida Sun-Sentinel via AP No debate sobre o fenômeno americano de massacres em escolas, um dos poucos consensos é o de que esses episódios estão se tornando cada vez mais comuns. Apesar de estatísticas divergentes e de dificuldades em calcular o número exato de casos e vítimas, as estimativas mais conservadoras indicam que só neste ano ocorreram pelo menos seis incidentes em que estudantes ou professores foram alvo de ataques – o mais recente nesta semana, na Flórida. Em um momento em que o país registra taxas de criminalidade historicamente baixas, esse tipo específico de violência vem aumentando. O fácil acesso a armas costuma ser apontado como um dos motivos. Mas, antes disso, o que leva um jovem em primeiro lugar a decidir pegar em armas para cometer um ataque? Segundo o psicólogo Peter Langman, um dos maiores especialistas do país no assunto, um dos fatores pode ser o que ele chama de "efeito imitação" ou "efeito de contágio", em que atiradores buscam alcançar a mesma "fama" de massacres anteriores. "Alguns desses ataques ganham tanta atenção da mídia que isso acaba se tornando muito desejável para outras pessoas, e elas podem acabar tentando seguir os passos desses autores", disse Langman em entrevista à BBC Brasil. Esse efeito significa que, quanto mais ataques desse tipo ocorrem, mais vão ocorrer no futuro. "É como se esse fenômeno estivesse se alimentando de si mesmo." Cobertura e redes sociais Segundo Langman, a intensa cobertura desses ataques, ampliada ainda mais pela internet e pelas redes sociais, acaba servindo como fonte de inspiração para futuros atiradores. 'Eles querem conseguir tanta fama quanto o atirador anterior. Ganhar reconhecimento imediato. Entrar para a história', afirmou psicólogo Peter Langman Divulgação via BBC Além disso, o destaque dado ao número de vítimas e à magnitude de cada tragédia pode criar uma espécie de ranking, que os futuros autores tentam superar. "Muitos atiradores escreveram comentários sobre isso. Eles querem conseguir tanta fama quanto o atirador anterior. Ganhar reconhecimento imediato. Entrar para a história. Querem ser famosos", diz o psicólogo. Assim como outros especialistas, ele recomenda minimizar o uso do nome do atirador na cobertura desses episódios, não publicar seu retrato, evitar dar muita ênfase ao número de mortos e não usar termos como "o maior", "o pior" ou outros tipos de comparação ao descrever o ataque. "Evitar tudo que possa tornar o atirador um tipo de herói para outras pessoas que estão em risco de cometer violência", resume. "O melhor é sempre focar nas vítimas, e não no autor." Columbine Langman começou a estudar a mente desses atiradores após o massacre na escola de Columbine, no Colorado, em 1999, que deixou 15 mortos (entre eles os dois autores) – e inspirou dezenas de ataques semelhantes nos anos seguintes, segundo depoimentos compilados pelo psicólogo. Nesses quase 20 anos, publicou dois livros sobre o assunto e criou um site que reúne milhares de documentos sobre massacres em escolas nos Estados Unidos e em outros países. Segundo o psicólogo, o perfil desses incidentes vem mudando. Ele cita uma pesquisa em que analisou ataques em escolas americanas ocorridos entre 1966 e 2015 e com pelo menos três vítimas. Na primeira metade do período estudado, Langman identificou 17 ataques desse tipo. Nos 25 anos finais, foram 45. Equipe atende vítima de atirador em escola de Parkland, na Flórida John McCall/South Florida Sun-Sentinel via AP) "Também observei que, na primeira metade, os atiradores eram em sua maioria jovens adultos, com idade máxima de 40 anos, e brancos. Nos últimos 25 anos, vemos também atiradores mais velhos, com mais de 40, ou muito jovens, com menos de 16. E mais diversidade racial", afirma. "Me parece que os atiradores estão se espalhando por uma fatia mais ampla da população." Psicopatas, psicóticos e traumatizados Langman identifica três tipos de autores nesses ataques: psicopatas (que apresentam falta de empatia e às vezes até sadismo), psicóticos (com indício de esquizofrenia ou transtorno de personalidade esquizotípica) e traumatizados (que sofreram trauma, abuso, cresceram em meio a violência). Mas o que pode desencadear a violência costuma ser uma combinação desses traços com fatores externos. "É uma combinação de quem eles são com o que aconteceu com eles. Os atiradores tipicamente estão fracassando em várias esferas. Podem estar enfrentando problemas acadêmicos, geralmente têm problemas amorosos. Muitos gostariam de seguir carreira militar, mas foram rejeitados", observa. O psicólogo ressalta que há muitos estereótipos sobre esse tipo de ataque. "Acho que o maior deles é o de que os atiradores foram todos vítimas de bullying ou que os responsáveis por bullying são os alvos. Isso é muito raro", diz. "Como muitos são adolescentes, eles geralmente sofreram provocações de alguma maneira. Mas não significa que foi isso que motivou o ataque. A maioria dos adolescentes passa por isso em algum momento da vida. E atiradores não sofreram esse tipo de problema mais do que qualquer adolescente típico." Segundo Langman, casos em que houve bullying, e às vezes até agressão física, são exceção. Armas Tragédias como a da Flórida costumam ser seguidas por dias de debates sobre a necessidade de leis para restringir o acesso a armas (com pouquíssimas chances de aprovação no Congresso) ou de colocar ainda mais armas nas mãos da população. Langman reconhece que a questão do controle de armas é complexa nos Estados Unidos, e prefere concentrar esforços em medidas de senso comum para evitar que armas caiam nas mãos de adolescentes. "Os adolescentes muitas vezes usam armas que pertencem a membros da família. Mesmo crianças pequenas às vezes conseguem ter acesso", ressalta. "Meu foco é mais em educar a comunidade. Se você tem armas em casa e tem crianças, garanta que essas armas não estejam facilmente acessíveis." Ele critica o que considera foco excessivo das escolas em respostas a situações de emergência, em vez de prevenção. Langman diz que é preciso educar professores, alunos e pais sobre sinais de alerta e criar um sistema que permita investigar esses casos antes que ocorra violência. "Adolescentes costumam falar bastante sobre o que vão fazer. Podem dizer: 'Vou trazer uma arma para a escola e matar pessoas'. Às vezes em suas redes sociais, às vezes conversando com amigos", salienta. "Geralmente seus amigos não acreditam, não levam a sério. E mesmo se estão preocupados, não sabem o que fazer com essa informação. É preciso que saibam como reportar esses casos, e as escolas precisam ter sistemas para investigar."


Paulo VI será canonizado neste ano, diz papa Francisco
Sabado, 17 Fevereiro 2018 17:58:20 -0000

Papa Paulo VI liderou a Igreja Católica nos anos 1960 e 1970 e é conhecido por sua oposição à contracepção. Papa Paulo VI durante visita a Nazaré em 5 de janeiro de 1964 AFP O falecido papa Paulo VI, que liderou a Igreja Católica nos anos 1960 e 1970 – um dos períodos mais turbulentos da história contemporânea - e é lembrado por sua oposição à contracepção, será canonizado este ano, decidiu o papa Francisco. Francisco fez o anúncio na quinta-feira (15), numa reunião particular com padres romanos. O Vaticano publicou a transcrição da conversa neste sábado. Quando fez o anúncio, Francisco brincou que ele e o ex-papa Bento XVI, que renunciou em 2013 e está agora com 90 anos de idade "estão na lista de espera". Paulo tornou-se papa em 1963 após a morte do papa João XXIII. Ele conduziu a Igreja à conclusão do Segundo Concílio do Vaticano, iniciado por seu predecessor, e a implementação de suas reformas modernizadoras. Ele morreu em 1978. Papa Francisco em reunião com bispos em Lima, no Peru, no dia 21 de janeiro de 2018 Alessandra Tarantino/AP Photo Ele liderou a igreja nos anos 1960, quando muitos padres deixaram ordens religiosas e a vocação à vida religiosa diminuiu fortemente em um período turbulento de mudanças sociais. Paulo VI é talvez mais conhecido pela controversa encíclica Humane Vitae (Sobre a Vida Humana), na qual eternizou a proibição católica a métodos contraceptivos artificiais em 1968. Nascido Giovanni Battista Montini, em 1897, Paulo passou boa parte da carreira no serviço diplomático do Vaticano antes de se tornar cardeal de Milão. Ele foi beatificado em 2014, após o primeiro milagre atribuído a ele. Mais cedo neste mês, uma comissão teológica e médica do Vaticano aprovou um segundo milagre atribuído a ele. A igreja ensina que Deus realiza os milagres, mas que os santos que estão junto a ele no céu intercedem em nome das pessoas que oram para eles. Um milagre é normalmente uma cura médica inexplicável. Paulo VI se tornará o terceiro Papa que Francisco canonizou desde sua eleição cinco anos atrás. Os outros são João XXIII, que morreu em 1963, e João Paulo, que morreu em 2005.


Fonte:  G1 > Mundo